Universo Consciente I Agência de modelos Doll Parts mostra beleza de mulheres amputadas (17/06/13)

Mulheres reais e que se aceitam como são. É isso o que a agência de modelos Doll Parts, especializada em mulheres amputadas ou que nasceram com má formação em alguma parte do corpo, quer mostrar. Lindas, elas inspiram outras pessoas pela coragem e pela autoestima. Além de publicidade, as modelos fazem palestras nas quais contam suas histórias e mostram superação contra as dificuldades e o preconceito.

Tarah Una (foto acima) foi quem criou a ideia da Doll Parts, em 2012. No site oficial, ela explica como surgiu a ideia. “Tive essa ideia depois de uma virada trágica de acontecimentos em minha vida, na qual fui diagnosticada com Sarcoma de Células Sinoviais, um tipo muito raro de câncer nas articulações”, escreve.
Aos 25 anos, ela teve que amputar o braço esquerdo. Pensando em casos como o dela, Tarah criou uma página no Facebook. “O número de likes cresceu. Nunca tinha modelado antes da minha amputação até que um amigo fotógrafo fez fotos minhas”. A modelo diz que, a partir desse momento, outras mulheres começaram a escrever para ela dizendo o quanto tinha sido importante e inspirador ver suas imagens. “Espero que histórias corajosas como a dessas meninas toquem o coração das pessoas”, afirma.

O objetivo da agência é mostra a beleza real e a superação  (Foto: Divulgação)

Kanya Sesser não tem as pernas, mas afirma no site que faz muitos esportes. De acordo com o site, a foto acima foi feita para uma campanha da Nike Sports (Foto: Divulgação)

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Universo Consciente  I  Hospital A.C.Camargo cria campanha com a Liga da Justiça para combater o câncer   (31/05/13)

O departamento de oncologia pediátrica do hospital A.C. Camargo, em São Paulo, desenvolveu com a agência JWT uma forma interessante de lidar com o tratamento do câncer infantil.

Para diminuir o impacto visual da quimioterapia sobre os pacientes, eles criaram    a "Superformula" - adesivos com os emblemas dos super-heróis da Liga da Justiça que são usados em bolsas e frascos. Além dos utensílios, toda a ala de pediatria ganhou uma decoração para emular a superequipe. Veja:

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Universo Consciente  I  Após tragédia, varejistas assinam acordo de segurança em Bangladesh   (15/05/13)

Soldado em Bangladesh ao lado dos destroços do edifício Rana Plaza, que desabou no dia 24 de abril ©Reprodução

Três semanas após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Dacca, Bangladesh, onde 1.127 trabalhadores têxteis morreram soterrados, o governo local anunciou nesta terça-feira (14.05) que permitirá a formação de sindicatos do setor, mesmo sem o consentimento dos proprietários de fábricas. Outra nova medida já divulgada foi a assinatura de um acordo com redes varejistas, inclusive H&M, C&A e Zara, para que elas ajudem no financiamento de melhorias na segurança das confecções que utilizam no país.

A H&M foi a primeira a se comprometer com o acordo, que é previsto para durar, inicialmente, cinco anos e cobre dezenas de fábricas em Bangladesh. Logo, se uniram à varejista sueca a holandesa C&A, as britânicas Primark e Tesco e as espanholas Mango e Inditex, dona da Zara. Além do financiamento de reparos necessários à segurança, o plano, segundo a revista “Valor”, determina a criação de um órgão de fiscalização independente, que possa multar e até fechar fábricas em condições irregulares.

Também a Benetton, o Carrefour, a Marks & Spencer e o El Corte Inglés sinalizaram a intenção de aderir ao acordo, assim como a G-Star e a Stockmann. Bill Chandler, vice-presidente de assuntos coorporativos da Gap Inc., disse que a marca está a “seis frases” de se comprometer, revelando que há quem deseje a modificação de certas cláusulas do plano, que possui caráter vinculativo, ou seja, após assinado, torna-se obrigatório e submetido à arbitragem; segundo o “WWD”, as varejistas que o assinaram têm de 30 a 45 dias para se adequar a todas as exigências impostas.

As medidas, apesar de anunciadas há pouquíssimo tempo, já causaram bastante repercussão internacional, mas a holding PVH Corp., detentora das marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger, foi a única empresa americana a se comprometer com o acordo até agora. Já o Wal-Mart liberou na internet um comunicado em que diz que “a companhia não está em posição de assinar o acordo da IndustriALL [Global Union] agora” e que realizaria, nos próximos seis meses, uma inspeção nas 279 fábricas que usa em Bangladesh. As entidades responsáveis pelo plano, entre elas várias não governamentais, instituíram a meia-noite desta quarta-feira (15.04) como prazo final para assiná-lo.

Destroços do edifício Rana Plaza,  que desabou no dia 24 de abril em Bangladesh ©Reprodução

Bangladesh possui cerca de cinco mil fábricas têxteis e é o terceiro maior exportador de itens ligados ao vestuário, atrás apenas da China e da Itália (59% das exportações do país vão para a União Europeia, enquanto 26% dirigem-se aos Estados Unidos). Lá, no entanto, não se paga tão bem quanto se produz: o salário mínimo dos trabalhadores no setor é de (míseros) US$ 38,55 (R$ 77,77). Espera-se o aumento desse valor em breve, já que autoridades locais garantiram a criação de um conselho para tal fim. “É como se as mortes não tivessem sido absolutamente em vão. É um jeito triste de fazer as coisas mudarem, e vem com um custo muito alto, mas, ao menos, estamos vendo o governo reagir”, falou ao “WWD” Mohammed Altaf, trabalhador do distrito de Savar, no subúrbio de Dacca. Carla Valois - ffw

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Universo Consciente  I  Marca holandesa SeeMe vende acessórios para ajudar no combate à violência doméstica  (30/04/13)

O amor nunca sai de moda. A paixão pelos acessórios em formato de coração, também. Pensando nesses dois "clichês" que sempre dão certo, a marca SeeMe usou as duas máximas para uma causa mais profunda. Ela criou uma coleção de acessórios cuja renda será revertida para ajudar a melhorar as condições das mulheres nas favelas de Ankara, capital da Turquia e segunda cidade maior do país (perdendo apenas para Istambul). A iniciativa tem o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês. Atualmente, a SeeMe apoia mais de 1.500 mulheres no país e já encontrou emprego para mais de 350.

O foco principal é combater a violência doméstica, como mostra a foto da campanha. A SeeMe trabalha em parceria com a organização norte-americana Dove Ltd. Ela criou, ainda, a associação Keid, com o mesmo objetivo.

AJUDA NA TURQUIA Além disso, a iniciativa da marca já ajudou a reformular o sistema turco de prestação de serviços para as vítimas de violência doméstica, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês, da organizações holandesa Federatie Opvang e da UNFPA (United Nations Population Fund).

A Seeme está à venda em badaladas multimarcas europeias, como a parisiense Colette e Luisa Via Roma, de Firenze. Você também pode adquirir as peças online, através do site oficial da marca.

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Universo Consciente  I  "Quimioterapia e Beleza": ex-modelo Flávia Flores cria projeto com dicas de beleza para mulheres com câncer   (28/04/13)

"Se alguém falar que lidou superbem com o diagnóstico de câncer, não vou acreditar. Porque eu chorei, descabelei, pensei que fosse morrer". Quem escuta esta frase quase não acredita que ela saiu da boca de Flávia Flores. No final de 2012, a ex-modelo de 35 anos foi diagnosticada com um câncer de mama agressivo. Fez mastectomia, perdeu o cabelo, os cílios, o namorado, mas não a vontade de ficar bonita. Por isso, criou uma página no Facebook batizada de "Quimioterapia e Beleza", com dicas de maquiagem, nutrição e lifestyle para mulheres que, assim como ela, estão passando pelo tratamento contra a doença. E tudo com clima alto-astral. A página deu origem a um blog, com o mesmo nome.

Quem visita a fanpage e assiste aos vídeos de Flávia, não consegue imaginar a catarinense numa versão pessimista ou mal-humorada. "Tem dias que o corpo pede pra ficar na cama, quietinha. E eu obedeço. Mas de baixo-astral eu não fico", conta ela em entrevista exclusiva para Marie Claire.

Durante a conversa, Flávia conta como descobriu o câncer, sua reação inicial diante da doença e como surgiu a ideia (inédita) de desenvolver um projeto totalmente dedicado a autoestima de mulheres que estão passando por tratamento contra o câncer.

Marie Claire: Como era a sua vida antes de descobrir que estava com câncer?

Flávia Flores: Eu morava sozinha em São Paulo há sete anos, estava me recuperando de uma separação difícil, um relacionamento de seis anos. Não sabia se permanecia na cidade ou voltava para perto da minha família, em Florianópolis, com o meu filho, Gregório, que hoje tem 20 anos [Flávia ficou grávida na adolescência]. Aí apareceu uma oportunidade de começar um projeto, em uma nova empresa. Decidimos que Gregório ficaria em Floripa e eu, em São Paulo, tocando esse trabalho para ver no que dava.

M.C.: Como descobriu a doença?

F.F.: Durante o banho, fiz o autoexame e percebi um carocinho no seio esquerdo. Foi fácil detectar porque sempre fui magra e, juro, um dia antes não tinha nada. De repente, estava lá, um nódulo. Fui ao médico e ele disse para não me preocupar pois, por ter aparecido repentinamente e ser grande, aquilo devia ser resultado de uma batida ou glândula inflamada. Em seguida, fiz a mamografia e foi detectado que minha prótese de silicone estava rompida. Então, o médico propôs que trocássemos as próteses e tirássemos o tal caroço. Eu nem lembrava mais da existência daquilo no meu corpo. Fiz a operação e, 10 dias depois, saiu o resultado da biópsia: estava com um tipo agressivo de câncer de mama.

M.C.: Como reagiu à notícia de que estava com câncer de mama?

F.F.: Eu não conseguia respirar! Fiquei dez dias de cama, só chorava, desejava morrer. E não queria nem ouvir falar sobre quimioterapia. Pensava que meu cabelo cairia, que perderia sobrancelhas, cílios, formas do corpo, que ficaria pálida, sozinha e que as pessoas se afastariam de mim. Não queria passar pelo tratamento de jeito nenhum, afinal, já tinha tirado o carocinho, não tinha mais nada no meu corpo. Foi muito, muito difícil. Fora que eu nunca tinha tido contato com ninguém com câncer. Tive casos na família, mas eram pessoas que moravam longe, então eu não senti a situação de verdade. Mas tive muita força da minha mãe e do meu filho. O Gregório dormiu comigo nos primeiros dias, disse que tudo iria passar, que depois do tratamento eu ficaria boa. E eu acreditei nele. Quem não reagiu nada bem foi o meu ex-namorado, que me largou.

M.C.: Como assim? Ele te abandonou por causa do câncer?

F.F.: Sim. Quando contei que estava com câncer, ele me deu força, disse que iríamos passar juntos por tudo aquilo, e eu acreditei, claro. Ele foi até Florianópolis comigo, ficou ao meu lado depois que fiz a mastectomia e, no domingo seguinte, pegou o voo para São Paulo para trabalhar. Depois disso, ele me bloqueou nas redes sociais e nunca mais atendeu às minhas ligações. Até hoje não sei se está vivo ou morto. Não sei se foi porque eu iria ficar sem cabelo ou porque ficou com medo da responsabilidade de me acompanhar durante ou tratamento ou se fui chata em algum momento. Eu não entendi direito, mas coloquei na minha cabeça que tinha que ficar perto da minha família, cuidar da minha vida, da minha saúde, dos meus projetos.

M.C.: E você conseguiu se relacionar com outros homens depois?

F.F.: Sim, estou namorando e muito feliz! No dia 21 de dezembro de 2012, postei um vídeo em que raspo a cabeça e um amigo de Facebook, o Ricardo, comentou que eu estava linda. Contei pra ele que aquilo era resultado de um câncer e começamos a conversar virtualmente. Aí eu fui para São Paulo, nos encontramos e ficamos. Passamos Ano Novo juntos, Carnaval. Aliás, foi quando eu postei uma foto de biquíni, na praia, que as pessoas começaram a perguntar se eu podia tomar sol, quais os cuidados que uma pessoa com câncer tinha que ter na praia. E eu passei a postar mais vídeos e dicas, a levar o projeto mais a sério.

M.C.: Quando decidiu criar a fanpage e o blog "Quimioterapia e Beleza? Usou algum blog ou página da internet para se inspirar?

F.F.: Criei a fanpage em dezembro de 2012, no dia da minha primeira quimioterapia, porque as pessoas ao meu redor não sabiam como lidar com a situação. Imagina ter que conviver com alguém que fica se vitimizando o tempo todo? Não dá, né!? E eu percebi que meus amigos começaram a se afastar e não era por mal. O meu objetivo era quebrar o gelo e mostrar como era a minha rotina. Ao mesmo tempo, como eu sempre trabalhei com moda, tinha medo de o mercado não me aceitar depois do tratamento. Então, comecei a procurar maneiras de ficar bonita e não achei nada. O jeito foi descobrir sozinha. Hoje tem dicas de como amarrar o lenço, truques de maquiagem para melhorar a aparência, informações nutricionais, que peguei com a minha médica. Até inventei ensaios fotográficos especializados para mulheres que fazem quimioterapia, coisa que não existia.

M.C.: Em todos os textos e vídeos, você transmite muita alegria e alto-astral. Em quais momentos é mais difícil colocar um sorriso no rosto?

F.F.: O câncer é uma das doenças que mais deprimem o paciente, principalmente por causa da quimioterapia, que realmente debilita, enfraquece. Nesses dias, eu posto meu look, quem vai me levar e me buscar até o hospital, essas coisas. E fico na cama, porque o corpo pede pra você não sair de lá. Assisto a filmes, fico com meu cachorro, meu filho, minha mãe. De baixo-astral eu não fico, porque vejo as pessoas curtindo, compartilhando minhas informações, escrevendo que seguiram minhas dicas ou, dando uma nova dica, e acho muito legal!

M.C.: Durante todo esse processo, o que mais alterou sua autoestima?

F.F.: Raspar a cabeça e tirar os meus seios. Eles são a moldura de uma mulher e foi difícil me aceitar deste novo jeito. Eu coloquei próteses de silicones próprias para quem fez mastectomia, mas elas não ficam tão bonitas, são um pouco incômodas e vou ter que esvaziá-las quando começar a radioterapia. Hoje já tenho dois milímetros de cabelo e consigo sair de casa sem peruca ou lenço. Mas eles são artifícios para eu criar um personagem novo todo dia e me divertir com isso.

M.C.: Você conseguiu unir dois assuntos muito antagônicos, quimioterapia e beleza. O que diria para as pessoas que afirmam que cuidar da beleza é futilidade?

F.F: Devemos passar pelo tratamento da melhor maneira possível e, se essa maneira for cuidando da beleza e da autoestima, por que não? As mulheres que estão com câncer de mama têm que ter consciência que o tratamento é temporário: vai começar e vai acabar. Então, nesse período, vamos fantasiar todos os dias, porque tudo fica mais fácil e faz bem!

M.C.: Quais são seus projetos profissionais para o futuro?

F.F.: Pretendo lançar, quem sabe, um livrinho, algo parecido com um manual prático da quimioterapia e beleza. Cerca de 50 mil mulheres por ano são diagnosticadas com câncer de mama no Brasil, imagine você poder presentear alguém com uma publicação dessa, para levantar a autoestima? Também tenho o site, os vídeos. Estou à procura de um patrocinador, mas o que posso dizer é que tudo o que aconteceu comigo se transformou num grande projeto de vida.

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Universo Consciente  I  Madonna faz visita ao Mkoko Primary School em Malauí com a família    (03/04/13)

Acompanhada dos quatro filhos, Madonna deixou os Estados Unidos para fazer uma visita ao Malauí. Enquanto esteve em Kasungu, região central, a rainha do pop acompanhou de perto o trabalho da Mkoko Primary School, instituição que faz parte do conjunto de escolas que construiu naquele país em parceria com a organização americana BuildOn.

David Banda, Madonna, Lourdes Maria com Mercy James no colo e Rocco  (foto: AFP) 

Madonna conversou com as crianças do local, circulou pelas instalações e posou para fotos. A visita aconteceu na terça-feira (2).

Carinhosa, Lourdes Maria deixou a caçula, Mercy James, sentar em seu colo. De acordo com a agência AFP, que acompanhou a comitiva da popstar, a cantora é considerada uma das maiores doadoras internacionais do Malauí, além de apoiar o cuidado com crianças no país, que abriga aproximadamente um milhão de pequenos órfãos por conta do vírus da Aids.

Madonna, que adotou duas crianças que nasceram no país africano, Mercy James e David Banda, chegou ao Malauí no domingo (31). Além dos garotinhos adotivos, ela ainda é mãe de Rocco, de sua união com o cineasta Guy Ritchie,  e de Lourdes Maria do relacionamento com Carlos Leon.

David Banda e Madonna (foto: AFP) 

David Banda e Mercy James (Atrás do irmão) e Madonna   (foto: AFP)

Madonna abraçada com David Banda  (foto: AFP)

Lourdes Maria e Mercy James  (foto: AFP)

David Banda,  Madonna e Mercy James  (foto: AFP)

Madonna ao lado de Mercy James e David Banda (foto: AFP)

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Universo Consciente  I  Francisco Costa cria camiseta para a AmfAR     (01/04/13)

Camiseta busca angariar fundos para a luta contra a Aids

by Harpersbazaar

Francisco Costa veste sua camiseta para a AmfAR – Foto: Divulgação

Francisco Costa assina uma edição de t-shirts beneficentes para o gala do AmfAR São Paulo, que acontece nesta sexta-feira (05.04). A ideia da parceria do instituto com o estilista da Calvin Klein é vender as peças e angariar fundos para projetos de combate a Aids. Para divulgar o lançamento, Costa chamou as tops Adriana Lima, Lea T., Izabel Goulart e Ana Beatriz Barros para vestir e divulgar a ideia.

Da esquerda para a direita: Ana Beatriz Barros, Lea T e Izabel Goulart vestem a camiseta de Francisco Costa – Foto: Divulgação

Já a noite fará homenagens a Fergie e a Pelé. Costa não confirmou sua presença, mas são esperadas convidadas como Sharon Stone e Dita Von Teese, que pode inclusive fazer uma das suas performances burlescas. Já o palco terá atrações como Seu Jorge e Gilberto Gil. E Kate Moss pensa em doar algumas peças do seu próprio guarda-roupa para um leilão. Tudo isso acontece na casa de Dinho Diniz.

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Universo Consciente  I  Shakira e Piqué agradecem êxito do "chá de bebê" virtual que organizaram junto com a Unicef  para crianças carentes    (23/02/13)
A cantora colombiana Shakira e o jogador de futebol Gérard Piqué agradeceram nesta sexta-feira seus seguidores pelo êxito do "Baby Shower" (chá de bebê) virtual que organizaram junto com a Unicef para celebrar o nascimento do primeiro filho do casal e ajudar crianças desfavorecidas no mundo.

"Estamos muito emocionados pela generosidade de todos os que visitaram nosso 'Baby Shower Global'", disse Shakira em comunicado divulgado pela Unicef um mês após ter sido mãe de seu primeiro filho, Milan.

A cantora agradeceu a participação das pessoas na iniciativa porque graças a ela, "mais de 80 mil meninos e meninas serão protegidos contra a pólio, cerca de 200 mil bebês receberão sais reidratantes e 3,8 toneladas de comida terapêutica estão sendo repartidas".

A plataforma cibernética, que esteve ativa entre 16 de janeiro e 15 de fevereiro, mostrava a sala de estar virtual de Shakira e Piqué onde os convidados podiam entrar, se informar sobre os desafios da infância no mundo e comprar "presentes" para ajudar as crianças mais vulneráveis.

Entre os objetos que os seguidores podiam adquirir, figuravam "Presentes Azuis" da Unicef para estas crianças, que iam desde um mosqueteiro por 3,36 euros até comida terapêutica por 82,06 euros.

Segundo destacou a Unicef, uma "multidão" de fanáticos visitou o site e comprou mais de mil mosquiteiros que ajudarão a proteger as crianças contra a malária, que na África mata uma criança a cada 60 segundos.

A Unicef também agradeceu ao casal e aos internautas pelo resultado da iniciativa inovadora que permitiu que os seguidores "não somente sigam seus ídolos, mas se transformem em uma parte essencial de seus esforços filantrópicos".

Além disso, a Unicef anunciou que a estas doações somará a compra de 150 balanças portáveis que ajudarão a detectar desnutrição e doenças nos recém-nascidos. EFE, Nova York

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Campanha da ONG Made In A Free World contra a escravidão relembra feito de Lincoln   (22/02/13)
A ONG Made In A Free World, dedicada a lutar contra todas as formas de escravidão, relembra Abraham Lincoln em sua nova campanha. A intenção é chamar atenção dos senadores norte-americanos, dizendo que eles podem repetir o ato histórico de seu 16° presidente.

O comercial dirigido por Noam Murro retrata a realidade da escravidão nos dias de hoje, dizendo que nunca houve um período na história com tanto trabalho forçado, e que o 113° senado dos Estados Unidos não está fazendo. A campanha incentiva o uso da hashtag #ImWithLincoln. 

A criação é da agência barretSF.  Carlos Merigo, de brainstorm#9

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Ator Joaquin Phoenix simula afogamento em protesto vegan para a PETA   (15/02/13)
O ator tentou chamar a atenção para o consumo de peixes
Joaquin Phoenix simulou estar se afogando em protesto vegan para a PETA, em um vídeo impressionante. O ator está tentando demonstrar como é ser um peixe e ser tirado da água, deixado morrer por sufocamento, técnica que resulta em uma morte "lenta, dolorosa e assustadora" para mais de "um trilhão de peixes todos os anos".

Phoenix se tornou vegan depois de um acidente de pesca, aos três anos de idade, depois de ter visto um peixe morrendo.

Assista o vídeo do protesto da ONG com o astro abaixo:

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Greenpeace elege as marcas mais ecologicamente corretas    (09/02/13)
O Greenpeace divulgou nesta sexta-feira (08.02) uma lista que classifica o respeito com relação ao meio ambiente de grandes marcas como Chanel, Dior, Louis Vuitton, Gucci, Valentino, Giorgio Armani, Versace, Ermenegildo Zegna, Roberto Cavalli, Alberta Ferretti, Dolce&Gabbana, Hermès, Prada e Trussardi.

Valentino foi eleita a marca mais “ecologicamente correta” em lista do Greenpeace...

O resultado? Bom, Valentino é a marca mais “ecologicamente correta”. O veredicto foi dado após as marcas responderem um questionário com 25 perguntas sobre a produção de seus produtos. Chanel, Alberta Ferretti, Dolce&Gabbana, Hermès, Prada e Trussardi estão no final da lista pois não responderam as questões da ONG, o que os fez concluir que “não estão dispostas a abrir o diálogo e considerar os interesses dos consumidores”. Ui!

A Valentino foi a única das 15 marcas que conseguiu três notas boas nos quesitos em couro, embalagens e tecidos, graças a seu compromisso com “uma política de compras que implica em zero desmatamento e  todo um cuidado com a produção têxtil”. Atrás dela estão Armani, Dior, Gucci e Louis Vuitton.

O ranking completo você confere no site do Greenpeace.

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Designer Stella McCartney cria camisetas para caridade    (05/02/13)

A Comic Relief, organização britânica de caridade, tem como principal aliado o riso. Dessa vez, porém, ela vai ganhar outro apoiador: a moda. Isso porque a designer Stella McCartney desenvolveu uma linha de camisetas em homenagem ao Red Nose Day, principal meio pelo qual a organização junta dinheiro. A data acontecerá no dia 15 de março, mas as peças já estão sendo vendidas pelo site e nas lojas TK Maxx, na Inglaterra. Além da causa nobre, as camisetas são muito bonitas, trazendo o rosto de personalidades icônicas estampado com um nariz vermelho. A imagem da top Kate Moss não só estará nas peças, como também ilustrará a campanha. [Marie Claire]

Fotos: marieclaire.co.uk

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Emma Stone posa com a mãe para campanha contra o câncer    (12/09/12)

Emma Stone é a estrela da nova imagem de divulgação da Revlon Cares, campanha da marca em prol da luta contra o câncer de mama. Na foto, a atriz posa ao lado de sua mãe, Krista, que já venceu uma batalha contra a doença. As informações são do site JustJared

"Minha cabeça estava tão confusa entre o passado e o futuro que era difícil mergulhar no 'agora' durante o tempo que ela passou por isso. Porque eu percebi que tudo que temos é o presente", disse a atriz sobre o câncer de sua mãe.
A campanha traz o slogan "Your lips can save lives" que, em tradução literal, quer dizer "os seus lábios podem salvar vidas".

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Fotógrafo David Jay  lança projeto Scar, para ilustrar a força das mulheres que venceram a batalha contra o câncer    (10/08/12)

Depois de ter uma amiga diagnosticada com câncer de mama aos 32 anos, o fotógrafo David Jay resolveu fazer algo pela causa. O projeto Scar, com o slogan Breast cancer is not a pink ribbon, ou ‘Câncer de mama não é um laço rosa’, nasceu para ilustrar a força das mulheres que venceram a batalha contra a doença. As fotografias mostram claramente as cicatrizes da luta e fazem parte de uma exposição itinerante. Algumas imagens também podem ser vistas no site do projeto.

Fotos: thescarproject.org

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Revista virtual Crane.tv desbrava indústria ética da moda do oriente   (20/04/12)

A Crane.tv é uma vídeo-revista que divulga a cultura contemporânea de diversos países. A última investida foi viajar até a Ásia para conhecer a manufatura ética da KTC Limited. A empresa é responsável pela produção de peças de roupa feitas na China e em Laos e se preocupa com a produção sustentável de qualidade. A KTC acredita tanto no bem estar de seus funcionários que investe também em seus filhos. Com finalidade de melhorar o ensino de Laos, os empresários criaram a ONG Angels for Children. O projeto deu tão certo que a escola virou referência de formação. A bandeira da qualidade acima de tudo está no slogan da companhia ‘As pessoas que são o negócio’, mostrando o investimento no ser humano.

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Angelina Jolie é promovida dentro da ONU e vai se concentrar em emergências e crises de refugiados  (17/04/12)

A estrela de cinema Angelina Jolie usará sua poderosa fama nas bilheterias para chamar atenção para alguns dos piores desastres humanitários do mundo, afirmou a agência de refugiados da ONU, a Acnur, nesta terça-feira. Jolie, que já serviu mais de dez anos como embaixadora da boa vontade para Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), está assumindo um novo papel como enviada especial para crises de larga escala que levam um grande número de civis a deixarem suas casas.

Espera-se que ela se concentre em emergências complexas e crises de refugiados prolongadas, incluindo Afeganistão e Somália, que fizeram com que milhões de pessoas se dirigissem para países vizinhos, disse a Acnur. "A Acnur está orgulhosa de anunciar hoje que Angelina Jolie irá assumir um novo papel expandido para a agência de refugiados da ONU, como enviada especial do Alto Comissário António Guterres", disse o porta-voz da Acnur, Adrian Edwards, em uma reunião com a imprensa em Genebra.

Jolie era para ser nomeada como Representante Especial para a crise de refugiados do Afeganistão em outubro passado, mas não houve um acordo final. "Em seu novo papel, espera-se que ela se concentre em crises de larga escala que resultam em deslocamentos de pessoas em massa, para defender e representar a Acnur e o senhor Guterres em um nível diplomático", acrescentou Edwards. Jolie já fez 40 visitas a locais de conflito em 20 países, em nome da agência, incluindo Paquistão, Haiti, Iraque, Síria e Chade. Ela doou pelo menos 5 milhões de dólares para as operações de resgate de vidas, complementou Edwards.  Reuters

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Stop Koni 2012  (09/03/12)

Campanha Koni 2012: sinal dos novos tempos...

Os usuários da rede de  Mark Zuckenberg já devem ter percebido que está rolando um filme na  “facebooksfera” com pegada bastante engajada. A idéia foi  de Jason Russell, fundador da organização Invisible Childs e tem como objetivo  usar as redes sociais e suas infinitas conexões para difundir a lamentável  situação que vem acontecendo na África desde 1986

É uma  verdadeira guerra  da população contra o terror e seu líder, nomeado criminoso   número  1 pela International  Criminal Court (ICC) em 2005, Joseph Kony.

O  filme propõe uma mobilização mundial contra Kony, e pretende chamar as atenções  de celebridades e políticos para prenderem Koni ainda esse  ano.

Você  pode ajudar assinando o abaixo assinado, fazendo uma contribuição ao projeto ou  apenas compartilhando o vídeo em sua página. Simples e  fácil.

Portanto  dê um pause no iTunes, coloca a TV no mudo e assista o vídeo abaixo:

STOP  KONI 2012

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Modelo australiana Sheridyn Fisher posa com biquíni de alface para campanha pró-animais  (13/12/11)

A modelo australiana Sheridyn Fisher vestiu só alface para ajudar ao Peta, entidade que defende um tratamento mais ético para os animais.

Sheridyn é vegetariana, só não se sabe se ela degustou o seu pequeno traje.

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Levi's surpreende e sugere que consumidores não lavem o jeans  (19/11/11)

Das plantações de algodão na Índia rural até a lata coletora de tecidos para reciclagem, uma típica calça jeans consome 3,5 metros cúbicos de água durante o seu ciclo de vida, ou seja, o bastante para encher 15 banheiras de spa, segundo a Levi Strauss & Co. Isso inclui a água usada para irrigar a plantação de algodão e para costurar a calça, bem como para as diversas lavagens que realizamos em casa.

A empresa quer reduzir essa quantidade de qualquer maneira possível, e não apenas para projetar uma imagem de responsabilidade ambiental. Ela teme que a escassez de água causada pelas mudanças climáticas possa pôr em risco a própria existência da empresa nas próximas décadas, tornando o algodão caro ou escasso demais.

Além de avisar consumidores, Levi's criou uma linha que usa menos água para fabricação

Portanto, para proteger sua matéria-prima, a Levi Strauss ajudou a sustentar e defender um programa sem fins lucrativos que ensina a agricultores na Índia, no Paquistão, no Brasil e na África Ocidental e Central as mais novas técnicas de irrigação e de captura de águas pluviais. A empresa também lançou uma marca de jeans estonado amaciado com pedras, mas sem água. Além disso, ela está afixando em todos os seus jeans etiquetas pedindo para as pessoas lavarem menos os produtos e usarem apenas água fria.

Para os consumidores que desejarem maiores conselhos, a Levis Strauss sugere que os jeans sejam lavados raramente, ou nunca – a teoria é que colocá-los no freezer matará todos os germes que causam mal cheiro.

Mas as preocupações com a conservação não se limitam aos gigantes das roupas: conglomerados de comidas e bebidas, companhias de tabaco e companhias de metal e mineração estão todas começando a avaliar sua grande dependência da água. A Pepsico, por exemplo, adotou um método de higienizar garrafas plásticas com ar purificado ao invés de água em um fábrica do estado americano da Geórgia.

Para suas marcas Frito-Lay, a empresa identificou um tipo de batata resistente a estiagens que distribuiu aos agricultores, junto com um método de monitoramento de solo, para que as plantações sejam regadas apenas quando necessário.

O Carbon Disclosure Project, grupo que monitora a emissão de gases do efeito estufa por empresas, recentemente incluiu a segurança do abastecimento hídrico entre suas prioridades. Entre as 150 empresas que responderam a um questionário que o projeto enviou às maiores empresas do mundo no ano passado, quase 40 por cento afirmaram que problemas com água já haviam resultado em ''impactos prejudiciais’' aos seus negócios.

O risco de escassez de água atingiu a Levi Strauss no ano passado, quando enchentes no Paquistão e secas nos campos da China destruíram plantações de algodão e elevaram rapidamente os preços. Cada calça jeans produzida pela empresa utiliza cerca de um quilo de algodão.

Embora os cientistas sejam cautelosos ao ligar eventos climáticos extremos específicos à mudança climática global, o recente aumento das enchentes e secas segue os padrões que, conforme projeções antigas dos especialistas, resultariam do aquecimento global. De modo geral, os lugares úmidos se tornarão ainda mais úmidos e os secos ainda mais secos.

Upmanu Lall, diretor do Columbia Water Center, do Earth Institute da Universidade de Columbia, disse que as implicações locais de tais mudanças ainda estão sendo estudadas, mas que a ''agricultura, que funciona melhor com uma quantidade relativamente consistente de água, sofrerá os maiores impactos’'.

O algodão, o maior produto agrícola não comestível do mundo, é um caso especialmente problemático. Muitos países produtores de algodão, como a Índia, que conta com milhões de pequenos produtores de algodão, não possuem reservatórios para armazenar água, aumentando o risco de escassez.

As empresas que fazem negócios no exterior também têm de lidar com o aumento do preço da água, ou com níveis insuficientes de pureza da água. Há também o risco de publicidade negativa se o público considerar que uma empresa está desperdiçando uma preciosa reserva de água local.

''O volume total de água usada em uma única empresa de bebidas, por exemplo, pode não ser muito grande’', diz Lall. ''Mas essas empresas costumam ser os usuários mais visados em um determinado local, esgotando reservas de água subterrânea muito mais depressa que um pequeno agricultor, por exemplo.''

Os produtores dos Estados Unidos e da Europa estão cientes que o algodão já compete com grãos pelo que resta de terras aráveis em algumas regiões, uma tensão que apenas crescerá nas próximas décadas, à medida que o mundo lutar para alimentar uma população cada vez maior.

 

Produzindo ''algodão melhor’'

Produtor de algodão usa menos água em sua plantação, na Índia

Como a maior parte do algodão é cultivada por uma rede difusa de microagricultores em mais de 70 países, estimular práticas que sejam eficientes
do ponto de vista hídrico é um enorme desafio. O cultivo de algodão consome mais de 3 por cento da água utilizada para fins agrícolas no planeta, e é responsável por 6 por cento das compras de pesticidas.

Práticas antiquadas como a inundação de campos contribuem para o consumo excessivo.

Em 2005, organizações não governamentais e da indústria do algodão, além de alguns dos grandes revendedores, entre eles a Ikea, a Gap e a Adidas, fundaram a organização internacional sem fins lucrativos Better Cotton Initiative, para promover a conservação hídrica e reduzir o uso de pesticidas e de trabalho infantil na indústria.

A Levi Strauss juntou-se à organização em 2009. Uma de suas parceiras é a Cotton Inc., uma associação de indústrias dos Estados Unidos que fornece know-how técnico. Uma pesquisa independente de três anos sobre agricultores na Índia concluiu que aqueles que utilizam as novas técnicas reduzem o uso de água e pesticidas em cerca de 32 por cento. Além disso, o lucro dessas fazendas foi 20 por cento superior às do grupo de controle que utilizava métodos tradicionais.

Kailash Himmitrao é produtor de algodão em Shelu, Índia, a cerca de 145 quilômetros a leste de Mumbai. Em um dos lados de sua fazenda de seis hectares, que foi usada para a comparação de métodos, os pés de algodão têm cerca de 30centímetros a mais de altura e produzem mais flores do que os que se encontram do outro lado. O campo mais rico conta com um sistema de irrigação por gotejamento – um emaranhado de veias de plástico que direciona a água para a raiz de cada planta – que foi instalado com o auxílio da Better Cotton Initiative.

Mahalle diz que o sistema de gotejamento espalha a água e os fertilizantes de maneira mais uniforme que o método tradicional de bombeamento e, já que leva a água apenas para onde ela é necessária, o método também resulta em menos ervas daninhas.

As quedas de energia, muito comuns na Índia, tornaram-se uma preocupação menor, porque o sistema de gotejamento não requer o uso de energia por períodos prolongados, como os métodos de irrigação tradicionais. ''O novo método leva três horas, enquanto os outros levavam três dias’', disse Mahalle. Seu uso de água foi reduzido em 70 por cento.

O produto resultante dos novos métodos de plantio está sendo denominado pela Levi Strauss e pela iniciativa como ''algodão melhor’'. A alta administração da Levi Strauss afirma que cerca de 5 por cento do algodão utilizado nos 2 milhões de calças que a empresa enviou às lojas neste 4º trimestre foram produzidas através do método sustentável. A empresa espera que o número cresça para 20 por cento até 2015.

A rede de móveis Ikea espera passar a usar apenas ''algodão melhor’' até 2015. E a fabricante de calçados Adidas afirmou que fará o mesmo até 2018.

Para alcançar sua meta de 20 por cento, a Levi Strauss afirmou que terá de mudar radicalmente a maneira como administra seus negócios, dialogando mais diretamente com contratados e agricultores. Houve um tempo em que as empresas dos Estados Unidos preferiam não saber o que acontecia em suas fábricas no exterior – para que pudessem negar conhecimento caso fossem descobertas más práticas trabalhistas e ambientais.

 

A Levi Strauss, que declarou uma receita líquida de US$4,4 bilhões no ano passado, preferiu não revelar quanto está gastando com esforços voltados para a sustentabilidade hídrica, mas afirmou que a companhia e sua fundação já doaram um total de US$ 600.000 para a Better Cotton Initiative desde 2009.

Vendendo uma ideia Em uma manhã recente, na sede da Levi Strauss em São Francisco, os executivos da empresa estavam tentando descobrir a melhor maneira de capitalizar seus esforços pela conservação hídrica. Após ser informada sobre a iniciativa do algodão pela equipe de sustentabilidade, a nova diretora de marketing, Rebecca Van Dyck, balançou a cabeça demonstrando sua aprovação, e depois perguntou, ''Mas nossos consumidores sabem disso?''

De acordo com Van Dyk, uma pesquisa interna da empresa mostrou que os consumidores da Levi Strauss gostam de imaginar que estão mudando o mundo.

A empresa não revela resultados de vendas de produtos específicos, mas afirmou que calças da Levis Strauss comercializadas este ano com o selo da menor utilização de água venderam melhor que outras com preços semelhantes.

A empresa começará a divulgar seu comprometimento com a melhoria do algodão em vídeos publicados em seu website e apresentados em conferências de sustentabilidade.

Consumidores que faziam compras em uma loja Levi’s da Times Square recentemente disseram nunca ter ouvido falar na linha Water-Less da empresa, ou em suas outras iniciativas ambientais.

Nos fóruns online sobre calças jeans, as pessoas pareciam estar mais ciente dessas iniciativas. Edmund X White, um fotógrafo do Brooklyn, até escreveu uma diário de seus esforços para evitar lavar suas calças. Ele escreveu que, após dois meses de experimento, em sua lua de mel na Jamaica, ele mergulhou no mar de calças. Depois disso, disse White com orgulho, passou 11 meses sem lavar as calças.

''Desde que você não as suje de terra, não faça muitos exercícios pesados com elas e – desculpe se isso parece vulgar – use sempre uma cueca, você pode realmente passar muito tempo sem lavá-las’', ele escreveu. The New York Times

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Feministas ucranianas do grupo Femen usam a nudez para protestar  (30/10/11)

Inna Shevchenko, fundadora do grupo Femen, conta o que há na cabeça por trás dos corpos que chamam a atenção do mundo para a Ucrânia.

"O pior de tudo é voltar para casa. Toda vez que fico pelada para protestar, sou levada para a delegacia. Mas prefiro enfrentar os policiais, que, como você pode ver em vídeos, me pegam à força e me batem, a encarar minha mãe.

Ela chora muito. Grita que eu sou louca. Ela não entende, viveu a vida toda na União Soviética, nunca pôde dizer o que pensava. Na semana passada, ela brigou comigo, disse que eu só queria chamar a atenção.

Grupo de ativistas ucranianas do Femen usa a nudez para lutar contra o turismo sexual no país

E é isso mesmo que eu quero: chamar a atenção. Só que não para mim. Uso o corpo para mostrar o que está errado. Há tanto de errado na Ucrânia.

A começar por nosso país ser destino de turismo sexual. Não é o tal do corpo ucraniano que eles buscam? Pois nós o mostramos de graça.

Por um ano e meio, protestamos sem tirar a roupa. Mas você me conhece porque passamos a protestar de peito de fora. O mundo nos conhece como uma organização de tetas. Também fazíamos fotos lindas com roupa, mas ninguém olhava. Se não estivéssemos usando nosso estilo de protestar, não teríamos atenção.

Isso não é por causa dos corpos nus. As pessoas olham para o paradoxo de mulheres lindas que não estão em revistas, e sim na rua com cartazes. Mulher pelada não serve só para anunciar carro e cerveja. Serve para propaganda política.

Conheci a líder do grupo, Anna Hutsol, há três anos e juntas começamos o Femen. Gostei da ideia, queria fazer algo radical. Na época, estudava jornalismo na Universidade Nacional da Ucrânia e também trabalhava como jornalista no governo municipal.

Depois de uma performance que fiz semi-nua perto de um ministério, fui presa. Voltei ao escritório no dia seguinte e a chefe me recebeu com fotos minhas do protesto, com os peitos à mostra. Perdi o emprego. Decidi me dedicar só ao grupo.

GUERREIRA

Femen é o poder de jovens mulheres da Ucrânia. Queremos mudar a situação de um jeito radical. E nossa técnica é usar nosso erotismo, nossa beleza.

Mulheres são lindas, têm corpos lindos. E servem para mais coisas do que clipes de rap.

Percebemos que aqui só isso traria atenção ao nosso problema. Nosso governo não se importa com a opinião do povo. Mas temos nossos corpos e vamos usá-los sem medo.

Fazemos fotos provocantes. Então nos importamos com nossa aparência porque nos importamos com quão atraentes serão as fotos. Somos nós que ficamos peladas, mas é a política ucraniana que fica com vergonha do nosso nu.

Nós que tiramos a roupa somos "as guerreiras". Somos 20. Mas há muitas outras por trás, na organização da logística. No total somos mais de cem mulheres. Agora passamos a aceitar homens também. Eles ainda não tiram a roupa, acho que nem vão.

Meu trabalho é convidar os ativistas, treiná-los e organizar as performances. As reuniões são feitas em bares ou no McDonald's. Sou a única das guerreiras que fala inglês, o que limita nosso contato com a imprensa de outros países. Mas o trabalho tem uma linguagem bem universal, não?

Agora, está mais fácil aderir ao Femen. Todos sabem da nossa existência, e meninas do país todo vêm se juntar a nós. Mas, há um ano, eu tinha que convencer desconhecidas na rua a aderir à nossa causa.

PROFESSORA OU PROSTITUTA

Ser uma garota na Ucrânia é muito difícil. Ninguém ensina às mulheres daqui que elas têm direitos e possibilidades. Ninguém ensina às mulheres ucranianas que elas podem estar na política ou nos negócios. A obsessão nacional das jovens daqui é se casar com um estrangeiro, com um europeu.

Há só duas possibilidades de trabalho: ser professora e ganhar 200 dólares por mês, como minha mãe, ou ser puta e ganhar cem dólares por noite.

Esse é um país de homens e para homens. Ninguém aqui faz nada pelas mulheres.

Não temos chance de usar nossos recursos, nossa mente, nosso poder. Nosso governo tem interesse no mercado da prostituição e do turismo sexual.

Quando você pega um mapa gratuito, com emblema do governo, lá estão endereços de casas de massagem e bares-bordéis. Pela lei, prostituição é ilegal. Mas eu falo com você de um café no centro de Kiev. Há três estabelecimentos vizinhos que são bordéis. Todo o mundo sabe. Ninguém faz nada. As jovens são como carne para os tigres, que são os turistas.

O FUTURO

Disseram que deveríamos criar um partido para as próximas eleições. Não faremos isso. Nunca quisemos ser uma organização feminista clássica. Mas nos chamam de feministas e tudo bem. Estamos criando um novo feminismo, mais interessante para os dias de hoje. O feminismo clássico morreu fora de livros e de conferências.

Nós somos contra a copa Euro 2012 na Ucrânia. O senso comum diz que seria bom para nosso país, criaria infraestrutura. Não acreditamos nisso.

Os turistas virão atrás de sexo. Há discussão dentro do governo para legalizar a prostituição até lá. Não queremos que a Ucrânia vire um bordel institucionalizado. Funciona na Suécia, mas não aqui.

Queremos viajar pela Europa fazendo um grupo da Femen em cada capital. Agora levantamos dinheiro para essa turnê. Em dois ou três anos, Femen será um estilo de vida para mulheres europeias. Essa será uma nova cultura feminina."

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