Universo Consciente I Revista virtual Crane.tv desbrava indústria ética da moda do oriente (20/04/12)
A Crane.tv é uma vídeo-revista que divulga a cultura contemporânea de diversos países. A última investida foi viajar até a Ásia para conhecer a manufatura ética da KTC Limited. A empresa é responsável pela produção de peças de roupa feitas na China e em Laos e se preocupa com a produção sustentável de qualidade. A KTC acredita tanto no bem estar de seus funcionários que investe também em seus filhos. Com finalidade de melhorar o ensino de Laos, os empresários criaram a ONG Angels for Children. O projeto deu tão certo que a escola virou referência de formação. A bandeira da qualidade acima de tudo está no slogan da companhia ‘As pessoas que são o negócio’, mostrando o investimento no ser humano.
Angelina Jolie é promovida dentro da ONU e vai se concentrar em emergências e crises de refugiados (17/04/12)
A estrela de cinema Angelina Jolie usará sua poderosa fama nas bilheterias para chamar atenção para alguns dos piores desastres humanitários do mundo, afirmou a agência de refugiados da ONU, a Acnur, nesta terça-feira. Jolie, que já serviu mais de dez anos como embaixadora da boa vontade para Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), está assumindo um novo papel como enviada especial para crises de larga escala que levam um grande número de civis a deixarem suas casas.
Espera-se que ela se concentre em emergências complexas e crises de refugiados prolongadas, incluindo Afeganistão e Somália, que fizeram com que milhões de pessoas se dirigissem para países vizinhos, disse a Acnur. "A Acnur está orgulhosa de anunciar hoje que Angelina Jolie irá assumir um novo papel expandido para a agência de refugiados da ONU, como enviada especial do Alto Comissário António Guterres", disse o porta-voz da Acnur, Adrian Edwards, em uma reunião com a imprensa em Genebra.
Jolie era para ser nomeada como Representante Especial para a crise de refugiados do Afeganistão em outubro passado, mas não houve um acordo final. "Em seu novo papel, espera-se que ela se concentre em crises de larga escala que resultam em deslocamentos de pessoas em massa, para defender e representar a Acnur e o senhor Guterres em um nível diplomático", acrescentou Edwards. Jolie já fez 40 visitas a locais de conflito em 20 países, em nome da agência, incluindo Paquistão, Haiti, Iraque, Síria e Chade. Ela doou pelo menos 5 milhões de dólares para as operações de resgate de vidas, complementou Edwards. Reuters
Os usuários da rede de Mark Zuckenberg já devem ter percebido que está rolando um filme na “facebooksfera” com pegada bastante engajada. A idéia foi de Jason Russell, fundador da organização Invisible Childs e tem como objetivo usar as redes sociais e suas infinitas conexões para difundir a lamentável situação que vem acontecendo na África desde 1986
É uma verdadeira guerra da população contra o terror e seu líder, nomeado criminoso número 1 pela International Criminal Court (ICC) em 2005, Joseph Kony.
O filme propõe uma mobilização mundial contra Kony, e pretende chamar as atenções de celebridades e políticos para prenderem Koni ainda esse ano.
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Portanto dê um pause no iTunes, coloca a TV no mudo e assista o vídeo abaixo:
Levi's surpreende e sugere que consumidores não lavem o jeans (19/11/11)
Das plantações de algodão na Índia rural até a lata coletora de tecidos para reciclagem, uma típica calça jeans consome 3,5 metros cúbicos de água durante o seu ciclo de vida, ou seja, o bastante para encher 15 banheiras de spa, segundo a Levi Strauss & Co. Isso inclui a água usada para irrigar a plantação de algodão e para costurar a calça, bem como para as diversas lavagens que realizamos em casa.
A empresa quer reduzir essa quantidade de qualquer maneira possível, e não apenas para projetar uma imagem de responsabilidade ambiental. Ela teme que a escassez de água causada pelas mudanças climáticas possa pôr em risco a própria existência da empresa nas próximas décadas, tornando o algodão caro ou escasso demais.
Além de avisar consumidores, Levi's criou uma linha que usa menos água para fabricação
Portanto, para proteger sua matéria-prima, a Levi Strauss ajudou a sustentar e defender um programa sem fins lucrativos que ensina a agricultores na Índia, no Paquistão, no Brasil e na África Ocidental e Central as mais novas técnicas de irrigação e de captura de águas pluviais. A empresa também lançou uma marca de jeans estonado amaciado com pedras, mas sem água. Além disso, ela está afixando em todos os seus jeans etiquetas pedindo para as pessoas lavarem menos os produtos e usarem apenas água fria.
Para os consumidores que desejarem maiores conselhos, a Levis Strauss sugere que os jeans sejam lavados raramente, ou nunca – a teoria é que colocá-los no freezer matará todos os germes que causam mal cheiro.
Mas as preocupações com a conservação não se limitam aos gigantes das roupas: conglomerados de comidas e bebidas, companhias de tabaco e companhias de metal e mineração estão todas começando a avaliar sua grande dependência da água. A Pepsico, por exemplo, adotou um método de higienizar garrafas plásticas com ar purificado ao invés de água em um fábrica do estado americano da Geórgia.
Para suas marcas Frito-Lay, a empresa identificou um tipo de batata resistente a estiagens que distribuiu aos agricultores, junto com um método de monitoramento de solo, para que as plantações sejam regadas apenas quando necessário.
O Carbon Disclosure Project, grupo que monitora a emissão de gases do efeito estufa por empresas, recentemente incluiu a segurança do abastecimento hídrico entre suas prioridades. Entre as 150 empresas que responderam a um questionário que o projeto enviou às maiores empresas do mundo no ano passado, quase 40 por cento afirmaram que problemas com água já haviam resultado em ''impactos prejudiciais’' aos seus negócios.
O risco de escassez de água atingiu a Levi Strauss no ano passado, quando enchentes no Paquistão e secas nos campos da China destruíram plantações de algodão e elevaram rapidamente os preços. Cada calça jeans produzida pela empresa utiliza cerca de um quilo de algodão.
Embora os cientistas sejam cautelosos ao ligar eventos climáticos extremos específicos à mudança climática global, o recente aumento das enchentes e secas segue os padrões que, conforme projeções antigas dos especialistas, resultariam do aquecimento global. De modo geral, os lugares úmidos se tornarão ainda mais úmidos e os secos ainda mais secos.
Upmanu Lall, diretor do Columbia Water Center, do Earth Institute da Universidade de Columbia, disse que as implicações locais de tais mudanças ainda estão sendo estudadas, mas que a ''agricultura, que funciona melhor com uma quantidade relativamente consistente de água, sofrerá os maiores impactos’'.
O algodão, o maior produto agrícola não comestível do mundo, é um caso especialmente problemático. Muitos países produtores de algodão, como a Índia, que conta com milhões de pequenos produtores de algodão, não possuem reservatórios para armazenar água, aumentando o risco de escassez.
As empresas que fazem negócios no exterior também têm de lidar com o aumento do preço da água, ou com níveis insuficientes de pureza da água. Há também o risco de publicidade negativa se o público considerar que uma empresa está desperdiçando uma preciosa reserva de água local.
''O volume total de água usada em uma única empresa de bebidas, por exemplo, pode não ser muito grande’', diz Lall. ''Mas essas empresas costumam ser os usuários mais visados em um determinado local, esgotando reservas de água subterrânea muito mais depressa que um pequeno agricultor, por exemplo.''
Os produtores dos Estados Unidos e da Europa estão cientes que o algodão já compete com grãos pelo que resta de terras aráveis em algumas regiões, uma tensão que apenas crescerá nas próximas décadas, à medida que o mundo lutar para alimentar uma população cada vez maior.
Produzindo ''algodão melhor’'
Produtor de algodão usa menos água em sua plantação, na Índia
Como a maior parte do algodão é cultivada por uma rede difusa de microagricultores em mais de 70 países, estimular práticas que sejam eficientes
do ponto de vista hídrico é um enorme desafio. O cultivo de algodão consome mais de 3 por cento da água utilizada para fins agrícolas no planeta, e é responsável por 6 por cento das compras de pesticidas.
Práticas antiquadas como a inundação de campos contribuem para o consumo excessivo.
Em 2005, organizações não governamentais e da indústria do algodão, além de alguns dos grandes revendedores, entre eles a Ikea, a Gap e a Adidas, fundaram a organização internacional sem fins lucrativos Better Cotton Initiative, para promover a conservação hídrica e reduzir o uso de pesticidas e de trabalho infantil na indústria.
A Levi Strauss juntou-se à organização em 2009. Uma de suas parceiras é a Cotton Inc., uma associação de indústrias dos Estados Unidos que fornece know-how técnico. Uma pesquisa independente de três anos sobre agricultores na Índia concluiu que aqueles que utilizam as novas técnicas reduzem o uso de água e pesticidas em cerca de 32 por cento. Além disso, o lucro dessas fazendas foi 20 por cento superior às do grupo de controle que utilizava métodos tradicionais.
Kailash Himmitrao é produtor de algodão em Shelu, Índia, a cerca de 145 quilômetros a leste de Mumbai. Em um dos lados de sua fazenda de seis hectares, que foi usada para a comparação de métodos, os pés de algodão têm cerca de 30centímetros a mais de altura e produzem mais flores do que os que se encontram do outro lado. O campo mais rico conta com um sistema de irrigação por gotejamento – um emaranhado de veias de plástico que direciona a água para a raiz de cada planta – que foi instalado com o auxílio da Better Cotton Initiative.
Mahalle diz que o sistema de gotejamento espalha a água e os fertilizantes de maneira mais uniforme que o método tradicional de bombeamento e, já que leva a água apenas para onde ela é necessária, o método também resulta em menos ervas daninhas.
As quedas de energia, muito comuns na Índia, tornaram-se uma preocupação menor, porque o sistema de gotejamento não requer o uso de energia por períodos prolongados, como os métodos de irrigação tradicionais. ''O novo método leva três horas, enquanto os outros levavam três dias’', disse Mahalle. Seu uso de água foi reduzido em 70 por cento.
O produto resultante dos novos métodos de plantio está sendo denominado pela Levi Strauss e pela iniciativa como ''algodão melhor’'. A alta administração da Levi Strauss afirma que cerca de 5 por cento do algodão utilizado nos 2 milhões de calças que a empresa enviou às lojas neste 4º trimestre foram produzidas através do método sustentável. A empresa espera que o número cresça para 20 por cento até 2015.
A rede de móveis Ikea espera passar a usar apenas ''algodão melhor’' até 2015. E a fabricante de calçados Adidas afirmou que fará o mesmo até 2018.
Para alcançar sua meta de 20 por cento, a Levi Strauss afirmou que terá de mudar radicalmente a maneira como administra seus negócios, dialogando mais diretamente com contratados e agricultores. Houve um tempo em que as empresas dos Estados Unidos preferiam não saber o que acontecia em suas fábricas no exterior – para que pudessem negar conhecimento caso fossem descobertas más práticas trabalhistas e ambientais.
A Levi Strauss, que declarou uma receita líquida de US$4,4 bilhões no ano passado, preferiu não revelar quanto está gastando com esforços voltados para a sustentabilidade hídrica, mas afirmou que a companhia e sua fundação já doaram um total de US$ 600.000 para a Better Cotton Initiative desde 2009.
Vendendo uma ideia Em uma manhã recente, na sede da Levi Strauss em São Francisco, os executivos da empresa estavam tentando descobrir a melhor maneira de capitalizar seus esforços pela conservação hídrica. Após ser informada sobre a iniciativa do algodão pela equipe de sustentabilidade, a nova diretora de marketing, Rebecca Van Dyck, balançou a cabeça demonstrando sua aprovação, e depois perguntou, ''Mas nossos consumidores sabem disso?''
De acordo com Van Dyk, uma pesquisa interna da empresa mostrou que os consumidores da Levi Strauss gostam de imaginar que estão mudando o mundo.
A empresa não revela resultados de vendas de produtos específicos, mas afirmou que calças da Levis Strauss comercializadas este ano com o selo da menor utilização de água venderam melhor que outras com preços semelhantes.
A empresa começará a divulgar seu comprometimento com a melhoria do algodão em vídeos publicados em seu website e apresentados em conferências de sustentabilidade.
Consumidores que faziam compras em uma loja Levi’s da Times Square recentemente disseram nunca ter ouvido falar na linha Water-Less da empresa, ou em suas outras iniciativas ambientais.
Nos fóruns online sobre calças jeans, as pessoas pareciam estar mais ciente dessas iniciativas. Edmund X White, um fotógrafo do Brooklyn, até escreveu uma diário de seus esforços para evitar lavar suas calças. Ele escreveu que, após dois meses de experimento, em sua lua de mel na Jamaica, ele mergulhou no mar de calças. Depois disso, disse White com orgulho, passou 11 meses sem lavar as calças.
''Desde que você não as suje de terra, não faça muitos exercícios pesados com elas e – desculpe se isso parece vulgar – use sempre uma cueca, você pode realmente passar muito tempo sem lavá-las’', ele escreveu. The New York Times
Feministas ucranianas do grupo Femen usam a nudez para protestar (30/10/11)
Inna Shevchenko, fundadora do grupo Femen, conta o que há na cabeça por trás dos corpos que chamam a atenção do mundo para a Ucrânia.
"O pior de tudo é voltar para casa. Toda vez que fico pelada para protestar, sou levada para a delegacia. Mas prefiro enfrentar os policiais, que, como você pode ver em vídeos, me pegam à força e me batem, a encarar minha mãe.
Ela chora muito. Grita que eu sou louca. Ela não entende, viveu a vida toda na União Soviética, nunca pôde dizer o que pensava. Na semana passada, ela brigou comigo, disse que eu só queria chamar a atenção.
Grupo de ativistas ucranianas do Femen usa a nudez para lutar contra o turismo sexual no país
E é isso mesmo que eu quero: chamar a atenção. Só que não para mim. Uso o corpo para mostrar o que está errado. Há tanto de errado na Ucrânia.
A começar por nosso país ser destino de turismo sexual. Não é o tal do corpo ucraniano que eles buscam? Pois nós o mostramos de graça.
Por um ano e meio, protestamos sem tirar a roupa. Mas você me conhece porque passamos a protestar de peito de fora. O mundo nos conhece como uma organização de tetas. Também fazíamos fotos lindas com roupa, mas ninguém olhava. Se não estivéssemos usando nosso estilo de protestar, não teríamos atenção.
Isso não é por causa dos corpos nus. As pessoas olham para o paradoxo de mulheres lindas que não estão em revistas, e sim na rua com cartazes. Mulher pelada não serve só para anunciar carro e cerveja. Serve para propaganda política.
Conheci a líder do grupo, Anna Hutsol, há três anos e juntas começamos o Femen. Gostei da ideia, queria fazer algo radical. Na época, estudava jornalismo na Universidade Nacional da Ucrânia e também trabalhava como jornalista no governo municipal.
Depois de uma performance que fiz semi-nua perto de um ministério, fui presa. Voltei ao escritório no dia seguinte e a chefe me recebeu com fotos minhas do protesto, com os peitos à mostra. Perdi o emprego. Decidi me dedicar só ao grupo.
GUERREIRA
Femen é o poder de jovens mulheres da Ucrânia. Queremos mudar a situação de um jeito radical. E nossa técnica é usar nosso erotismo, nossa beleza.
Mulheres são lindas, têm corpos lindos. E servem para mais coisas do que clipes de rap.
Percebemos que aqui só isso traria atenção ao nosso problema. Nosso governo não se importa com a opinião do povo. Mas temos nossos corpos e vamos usá-los sem medo.
Fazemos fotos provocantes. Então nos importamos com nossa aparência porque nos importamos com quão atraentes serão as fotos. Somos nós que ficamos peladas, mas é a política ucraniana que fica com vergonha do nosso nu.
Nós que tiramos a roupa somos "as guerreiras". Somos 20. Mas há muitas outras por trás, na organização da logística. No total somos mais de cem mulheres. Agora passamos a aceitar homens também. Eles ainda não tiram a roupa, acho que nem vão.
Meu trabalho é convidar os ativistas, treiná-los e organizar as performances. As reuniões são feitas em bares ou no McDonald's. Sou a única das guerreiras que fala inglês, o que limita nosso contato com a imprensa de outros países. Mas o trabalho tem uma linguagem bem universal, não?
Agora, está mais fácil aderir ao Femen. Todos sabem da nossa existência, e meninas do país todo vêm se juntar a nós. Mas, há um ano, eu tinha que convencer desconhecidas na rua a aderir à nossa causa.
PROFESSORA OU PROSTITUTA
Ser uma garota na Ucrânia é muito difícil. Ninguém ensina às mulheres daqui que elas têm direitos e possibilidades. Ninguém ensina às mulheres ucranianas que elas podem estar na política ou nos negócios. A obsessão nacional das jovens daqui é se casar com um estrangeiro, com um europeu.
Há só duas possibilidades de trabalho: ser professora e ganhar 200 dólares por mês, como minha mãe, ou ser puta e ganhar cem dólares por noite.
Esse é um país de homens e para homens. Ninguém aqui faz nada pelas mulheres.
Não temos chance de usar nossos recursos, nossa mente, nosso poder. Nosso governo tem interesse no mercado da prostituição e do turismo sexual.
Quando você pega um mapa gratuito, com emblema do governo, lá estão endereços de casas de massagem e bares-bordéis. Pela lei, prostituição é ilegal. Mas eu falo com você de um café no centro de Kiev. Há três estabelecimentos vizinhos que são bordéis. Todo o mundo sabe. Ninguém faz nada. As jovens são como carne para os tigres, que são os turistas.
O FUTURO
Disseram que deveríamos criar um partido para as próximas eleições. Não faremos isso. Nunca quisemos ser uma organização feminista clássica. Mas nos chamam de feministas e tudo bem. Estamos criando um novo feminismo, mais interessante para os dias de hoje. O feminismo clássico morreu fora de livros e de conferências.
Nós somos contra a copa Euro 2012 na Ucrânia. O senso comum diz que seria bom para nosso país, criaria infraestrutura. Não acreditamos nisso.
Os turistas virão atrás de sexo. Há discussão dentro do governo para legalizar a prostituição até lá. Não queremos que a Ucrânia vire um bordel institucionalizado. Funciona na Suécia, mas não aqui.
Queremos viajar pela Europa fazendo um grupo da Femen em cada capital. Agora levantamos dinheiro para essa turnê. Em dois ou três anos, Femen será um estilo de vida para mulheres europeias. Essa será uma nova cultura feminina."
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Organizado por Joh Mabe Espaço de Arte & Cultura | Tipo: exposição, -, grátis
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