Tecnologia I Samsung é acusada de orquestrar protesto Wake Up em loja da Apple (28/04/12)
Manifestantes "protestam" em frente a uma loja Apple na Austrália no que parece ser uma ação de marketing da Samsung para divulgar o smartphone Galaxy S III
O grupo de "manifestantes" uniformizados agitava cartazes e gritava a frase "Acorde!" em frente à loja da Apple em Sydney, Austrália
Apple e Samsung vêm se consolidando como os dois maiores fabricantes de smartphones no mundo. E a briga entre as duas está se acirrando. Um suposto protesto realizado há alguns dias em frente a uma loja Apple na Austrália vem sendo apontado como uma ação de marketing orquestrada pela Samsung para divulgar o smartphone Galaxy S III, que será anunciado no próximo dia 3 em Londres.
Os pretensos ativistas desembarcaram de um ônibus preto com a expressão “Wake up” (“acorde” em inglês) escrita em letras garrafais na lateral. Todos usavam roupas pretas e portavam cartazes com as mesmas palavras, além de gritar um repetitivo “Wake up!” em frente às vitrines da Apple Store. Não se sabe quem, na verdade, os manifestantes queriam acordar. Supõe-se que sejam os usuários de produtos Apple.
O noticiário ValueWalk lista uma série de evidências de que o “protesto” é uma ação de marketing da Samsung. Há um site australiano chamado Wake Up com o mesmo esquema de cores preto e branco. Ele exibe uma contagem regressiva que deve chegar a zero no próximo dia 6, três dias depois de a Samsung anunciar seu novo smartphone Galaxy S III em Londres.
Abaixo, o vídeo do canal Blunty3000 (em inglês) mostra o “protesto”:
O site está registrado em nome da empresa New Dialogue. Esse é o antigo nome da agência de publicidade Tongue, que vem sendo apontada como a organizadora do “protesto” em Sydney. A expressão Wake Up também tem aparecido em painéis de propaganda australianos.
A campanha parece ser uma forma de chamar atenção para o iminente lançamento do Galaxy S III, que deverá ser o smartphone mais avançado da Samsung. Em outros site dedicado ao Galaxy S III, The Next Galaxy, a Samsung já havia, de forma sutil, comparado os usuários do iPhone a ovelhas.
Como os modelos anteriores da linha Galaxy, o S III vai rodar o sistema Android, do Google. Informações não oficiais indicam que ele terá tela de 4,6 polegadas com a elevada resolução de 1.280 por 720 pixels. Deverá ter conexão 4G LTE para acesso rápido à internet (um recurso que o iPhone 4S não possui) e câmera de 8 megapixels. Seu processador deverá ser uma dos mais poderosos entre todos os smartphones atuais. Se essas características se confirmarem, é provável que esse novo Galaxy S repita o sucesso de seus antecessores.
No primeiro trimestre deste ano, a Samsung assumiu a liderança do mercado mundial de celulares, pondo fim ao um reinado de 14 anos da Nokia. Considerando apenas o segmento de smartphones, porém, a líder é a Apple, que vendeu 35 milhões de unidades do iPhone no primeiro trimestre, segundo dados da IHS iSupply. Mas a Samsung chegou perto, com 32 milhões de unidades vendidas.
O lançamento do Galaxy S III deve melhorar os números da Samsung, ao menos até a chegada do iPhone 5, prevista para algum momento entre junho e outubro. O iPhone 5 deverá ser o primeiro smartphone da Apple com conexão 4G e poderá ter tela maior que os modelos atuais da linha iPhone. Com a força da marca Apple, deverá repetir o sucesso dos modelos anteriores do iPhone. Mauricio Grego
Samsung pode revelar concorrente para o iCloud (20/04/12)
Anúncio do novo serviço deve ser feito dia 3 de maio, em Londres, no mesmo evento no qual o Galaxy S III pode ser anunciado
Jornal diz ter ouvido fontes da Samsung sobre lançamento do serviço de armazenamento S-Cloud próximo dia 3
São Paulo – Parece que o iPhone não é o único alvo da Samsung em suas tentativas para desbancar a Apple. Depois de anunciar a realização de um evento no próximo dia 3, no qual deve anunciar o Galaxy S III, surgem indícios de que a fabricante prepara outro produto para concorrer com a maçã: o S-Cloud, versão de serviço de armazenamento em nuvem, de olho no iCloud.
De acordo com os coreanos do Maeil Business, fontes da própria Samsung informaram que o serviço, assim como a versão da Apple, vai permitir a sincronização do conteúdo com os aparelhos da marca. A diferença, porém, segundo a fonte, é que o produto da Samsung não terá as mesmas restrições que o iCloud tem em relação aos tipos de conteúdo que podem ser armazenados.
Rumores de que a Samsung entraria no jogo da nuvem começaram a aparecer no ano passado. Na época, especulou-se que a Amazon seria a parceira plausível para a empreitada. Contudo, os planos parecem ter ido por água abaixo. Agora, de acordo com os coreanos, a Samsung teria escolhido a Microsoft, em uma estratégia para assegurar que o serviço seja acessível em âmbito global.
Quem também pode, em breve, lançar o seu serviço de armazenamento é o Google. Especula-se que o Google Drive, como possivelmente será chamado, irá contar com 5GB de espaço gratuito e deve ser compatível com Android, iPhone, Mac e Windows. Gabriela Ruic
Bing é mais eficiente que Google, diz Experian (18/02/12)
Pesquisa, realizada com usuários brasileiros, causou surpresa pois, no país, o Google detém 90% deste mercado
São Paulo - Um estudo realizado pela empresa de métricas de internet Experian mostrou que o buscador da Microsoft, o Bing, é mais preciso e bem aceito pelos usuários que o Google.
A pesquisa, realizada com usuários brasileiros, causou surpresa pois, no país, o Google detém 90% deste mercado, posição hegemônica frente Yahoo!, Bing e serviços nacionais, como a busca do UOL.
O estudo, no entanto, mediu a taxa de sucesso dos usuários nestes buscadores. Para fazer o cálculo, a Experian ponderou quantos cliques em resultados de busca são necessários para que o usuário encontre o que procura. O melhor índice foi obtido pelo Bing, que anotou média de 82% de eficiência nos cliques.
Ou seja, a cada 100 cliques no Bing, em 82 o usuário encontra um site ou resultado que o satisfaz. O serviço Yahoo, que usa praticamente o mesmo motor de busca do Bing, obteve taxa de 80% de sucesso, logo a frente do UOL, que pontuou 78% de eficiência. O Google aparece no estudo com apenas 69% de eficiência.
Apesar do bom resultado obtido pelo Bing no estudo, sua participação no país é muito pequena. De acordo com a própria Experian, o market share do buscador da Microsoft no Brasil é de 3,9%.
Drew Houston, criador do Dropbox disse "não" a Steve Jobs (31/01/12)
Amplamente detalhada na biografia de Steve Jobs, a capacidade de convencimento do fundador da Apple era uma das marcas registradas do executivo. Ela era tão conhecida que chegou a ser batizada de "campo de distorção de realidade". Jobs era capaz de convencer pessoas a tomarem atitudes aparentemente sem sentido apenas guiadas por suas palavras.
Uma das poucas pessoas que podem ser gabar de ter resistido ao "campo de distorção de realidade" é Drew Houston, fundador do serviço de compartilhamento de arquivos Dropbox.
No fim de 2009, Jobs se encontrou com Houston e sugeriu que a Apple poderia comprar a empresa, mas Houston recusou. "Um dos motivos para recursar a proposta é que estávamos no início da empresa. E uma vantagem importante do Dropbox é que os usuários podem usar o serviço de qualquer plataforma. Então seria complicado nos vincularmos a uma plataforma específica", Houston disse em uma entrevista ao site Mixergy.
Pelo menos até agora, a decisão de Houston parece acertada. Criado no fim de 2008, o Dropbox fechou o ano de 2011 com 50 milhões de usuários. O serviço permite que seus usuários acessem documentos a partir de diversas plataformas (computadores, tablets e smartphones). Há uma modalidade paga, mas mais de 90% dos usuários usam a versão grátis, segundo a revista Forbes. Em outubro do ano passado, o Dropbox conseguiu US$ 250 milhões de investidores e atualmente é avaliado em US$ 4 bilhões.
Carreira começou aos 14
Filho de um engenheiro e uma bibliotecária, Houston é um nerd por excelência. Aos 14, ele já tinha algum conhecimento de programação e começou a investigar falhas de segurança em um jogo online. Os criadores do jogo logo contrataram o jovem para trabalhar na área de segurança de redes.
A partir daquele momento, Houston esteve sempre envolvido em startups. Quando começou a cursar Ciência da Computação no MIT, ele também passou a ler livros de gestão de negócios, área fundamental para quem queria ser, além de um excelente programador, um dono de empresa.
Ideia veio em viagem de ônibus
Após completar sua faculdade no MIT, Houston foi para o Vale do Silício para fundar uma empresa. A ideia para criar o Dropbox veio numa viagem de ônibus."No MIT tudo estava em rede. Mas depois que me formei, senti-me de volta à Idade da Pedra. Eu tinha que carregar um pen drive pra lá e pra cá, enviar coisas para meu próprio e-mail. Certa vez, numa longa viagem de ônibus, esqueci de levar o meu pen drive e fiquei frustrado por não ter o que fazer na viagem. Mas, como todo bom engenheiro, comecei a trabalhar em um código para um sistema de compartilhamento de arquivos", contou Houston ao Mixergy.
Em 2007, Houston e seu parceiro Arash Ferdowsi conseguiram um aporte de capital e o apoio logístico do Y Combinator, uma das incubadoras de empresas mais respeitadas do Vale do Silício. Na época, os amigos tinham uma rotina típica de programador: longas jornadas de trabalho regadas a junk food. Michael Moritz, um dos primeiros investidores Dropbox, visitou o apartamento que Houston e Ferdowsi dividiam na época e contou à Forbes que "ambos pareciam exaustos, havia muralhas de caixas de pizza e cobertores espalhados pelos cantos".
O esforço dos dois amigos foi compensado em setembro de 2008, quando conseguiram lançar a primeira versão oficial e estável do Dropbox. Desde então, o serviço cresceu rapidamente até atingir os atuais 50 milhões de usuários.
iCloud é "filho" do Dropbox
Atualmente, o desafio do Dropbox é enfrentar serviços similares de concorrentes bem maiores, como o iCloud, da Apple, as ferramentas do Google, e sistemas similares de armazenamento em nuvem criados por Acer, Samsung e outras empresas.
No caso do iCloud, o Dropbox está praticamente enfrentando um "filho", já que o serviço da Apple tem recursos que seriam feitos pelo Dropbox, caso a empresa tivesse sido vendida.
Houston disse ao site TechCrunch no início deste ano que, durante o encontro de 2009 com Jobs, o fundador da Apple havia feito uma crítica ao serviço.
Segundo Jobs, o Dropbox não era um produto, mas sim um recurso. Com essa afirmação, Jobs queria dizer que o Dropbox não era um produto autossuficiente, mas sim um serviço complementar, que faria sentido somente quando atrelado a outros serviços ou equipamentos.
O raciocínio de Jobs parece ter sido implementado no iCloud, lançado em 2011. O serviço de sincronização de arquivos funciona completamente vinculado aos produtos da Apple.
Conheça 5 previsões da IBM para a tecnologia de 2016 (20/12/11)
Empresa divulga vídeo que sugere quais serão as novidades que usaremos daqui a cinco anos.
Como faz todos os anos, a IBM publicou nesta semana um relatório que sugere como será a tecnologia que utilizaremos daqui a cinco anos. As previsões da empresa são baseadas nas principais tendências de mercado da atualidade e, de certa forma, ditam a linha de desenvolvimento que os laboratórios da companhia seguirão nos próximos anos.
Confira como será o mundo em 2016, segundo a IBM:
1 - Nós faremos a nossa própria energia
Tudo aquilo que se move tem potencial para criar energia. Assim, a tendência é que aparelhos que possam reaproveitar a energia gerada pelo movimento serão um diferencial de mercado atrativo para o consumidor.
2 - Você não vai precisar de senha
Seus aspectos biológicos são a chave para a sua identidade única. Não há nada mais seguro do que características únicas e exclusivas, algo de que o seu corpo já dispõe. Assim, muito em breve, você será a senha para acessar os seus dispositivos.
3 - Ler a mente já não é mais ficção científica
Pesquisadores estão em estudando como ligar seus gadgets direto ao cérebro. Isso faria com que você pudesse dar ordens mentais para ligar e desligar uma música, por exemplo. Para a IBM, essa é uma tendência real e que vai acontecer.
4 - A exclusão digital deixará de existir
Graças aos smartphones, é cada vez menor o número de pessoas excluídas digitalmente. Daqui a cinco anos, esse número será ainda menor, beirando a insignificância, de acordo com a IBM. Resta saber como será o avanço nos países subdesenvolvidos.
5 - Combate ao lixo eletrônico será prioridade
Sabe aquele endereço de email que você utiliza apenas para receber spam? Situações como essas não serão mais necessárias, não por conta do fim do envio de mensagens indesejadas, mas pelo aumento da eficácia no combate ao lixo eletrônico.
Escritor George Dyson usa o passado para entender as novas tecnologias (18/12/11)
George Dyson lança em março livro que recria os primeiros momentos da computação digital moderna Foto: Sean McCabe/The New York Times
Claudia Dreifus
Mais do que a maioria de nós, o historiador da ciência George Dyson passa os dias pensando em tecnologias, velhas e novas. Seu livro de 1986, Baidarka, foi uma meditação sobre um antigo caiaque dos aleútes (povo das Ilhas Aleutas). Onze anos depois, em Darwin Among the Machines, ele escreveu a história da inteligência artificial. Project Orion, de 2002, se concentrou num projeto abortado da Nasa que usaria bombas atômicas como combustível para mover foguetes espaciais. Turing's Cathedral, uma reconstrução dos primeiros momentos da computação digital moderna, será publicado em março.
Embora as obras deste escritor de 58 anos sejam centradas na tecnologia, elas costumam ter conotação autobiográfica. Freeman Dyson, físico, matemático e um dos protagonistas do Projeto Orion, é seu pai. Esther Dyson, filósofa da internet e investidora em alta tecnologia, é sua irmã. Nós conversamos por três horas no seu chalé em Bellingham, Washington e, mais tarde, por telefone. A seguir, uma versão editada e condensada dessas conversas.
The New York Times - Por que o senhor passou dez anos pesquisando para Turing's Cathedral? George Dyson - É uma história importante. E das boas! Não conheço uma única pessoa que não esteja imersa no universo digital. Mesmo os maiores críticos da tecnologia devem estar divulgando sua visão em algum site. Aldeãos do terceiro mundo que não têm luz elétrica possuem celulares. Assim, todos nós estamos vivendo num mundo digital que começou da estaca zero. No caso de muitas formas, nem imaginamos como elas começaram. Porém, o mundo digital está ligado a um único ponto _ o Instituto de Estudos Avançados (IAS na sigla em inglês) de Princeton, no final da década de 1940 e começo da de 50. A história que conto no meu livro é de como, no final da II Guerra Mundial, John von Neumann e sua equipe de matemáticos e engenheiros começaram a construir a máquina que Alan Turing previu no artigo "Sobre Números Computáveis", de 1936. Tratava-se de uma máquina que poderia responder qualquer pergunta que lhe fizessem. Existiam máquinas de computação antes da de von Neumann. Elas eram extremamente lentas. A máquina do IAS foi a primeira a ter uma forma de memória absolutamente moderna em que se poderia ir a qualquer lugar a qualquer hora. Na máquina de von Neumann, você punha um endereço de dez bits e recebia uma sequência de código de 40 bits. Assim que isso se tornou possível, os números deixaram de ser símbolos e começaram a fazer coisas. Os números se proliferaram desde então. Quase todos os computadores que usamos hoje em dia, de iPads a laptops, são basicamente cópias desse.
NYT - Além da velocidade, por que o computador de von Neumann virou o protótipo de todos os outros? Dyson - Von Neumann tinha um tremendo interesse em máquinas que se autorreproduziam, e ele estabeleceu as condições nas quais isso seria possível. Tudo que sua equipe fez foi claramente documentado e imediatamente anunciado. A máquina não foi patenteada. A intenção era que fosse copiada, o que aconteceu mesmo, em cerca de dez lugares diferentes. É por isso que foram feitas cópias das cópias, e outras cópias continuam sendo feitas.
NYT - O computador foi construído para ajudar no desenvolvimento da bomba de hidrogênio. Por que havia essa necessidade? Dyson - Não havia como testar parcialmente uma bomba de hidrogênio. Uma máquina computacional era necessária para criar um modelo da explosão antes que o teste fosse realizado. É lógico, von Neumann tinha muitos interesses além da bomba. Assim que a máquina estava pronta e funcionando, ele a usou para prever o tempo e criar modelos da evolução biológica e estelar. Certamente, von Neumann apoiava a ideia de construir a Bomba H - na verdade, ele defendia uma guerra nuclear preventiva contra a Rússia -, mas também via a bomba como uma chance de o computador ser feito.
NYT - O senhor conheceu von Neumann? Dyson - Acho que não. Ele morreu quando eu tinha quatro anos. Contudo, cresci com seu computador. Ele estava no campus quando eu era criança, e me fascinava. Em 1958, por motivos que explico no livro, o computador foi completamente desligado, para nunca mais funcionar. Depois disso, o prédio do computador parecia um necrotério com um cadáver em seu interior. Havia algo interessante ali, mas o que era? Escrever esse livro finalmente me levou além daquelas portas fechadas.
NYT - O IAS parece ter sido um lugar fantástico onde crescer. Era mesmo? Dyson - De muitas formas, sim. Você sempre pensa que o lugar onde cresce é normal. Eu cresci num lugar em que as pessoas estavam projetando a bomba de hidrogênio e inventando o universo digital. Minha irmã, Esther, que é mais velha, se lembra mais dos grandes cientistas que estavam lá. Eu me lembro de Kurt Godel, que era amigo de nossa mãe. Alguns dos físicos não gostavam muito de crianças. Quando vinham à nossa casa, não participávamos da conversa. Edward Teller gostava de crianças. Hans Bethe também. Sempre que minha irmã e eu íamos ao Fuld Hall, o prédio principal, víamos as portas se fecharem rapidamente. Em determinado momento, reclamaram de nós. Depois disso, Robert Oppenheimer, o diretor, determinou que nenhuma criança podia entrar lá desacompanhada. A secretária de Einstein, Helen Dukas, era nossa babá. Lembro que uma vez estava irrequieto. "Por que não lê um livro?", ela perguntou. "Não existem livros para ler", retruquei. E ela foi até a estante e pegou A Expedição Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl. Foi o primeiro livro adulto que me deram. Ele me moldaria.
NYT - O senhor deixou o casulo de Princeton aos 16 anos. Por quê? Dyson - Fui um adolescente rebelde. Foi nos anos 60. Todos eram rebeldes. Eu odiava o ensino médio. Quando não me deixaram me formar mais cedo porque não tinha feito educação física, larguei tudo e fui para a Colúmbia Britânica. Foi uma época em que muitos garotos fugiam de casa. Meu pai não me impediu. Primeiro, trabalhei com um cara que construiu o próprio barco e zanzávamos pelo Noroeste entregando coisas. Eu adorava. O Canadá tinha natureza selvagem de verdade. A Colúmbia Britânica parecia o Yosemite no mar. Estar lá foi muito liberador - obter minha própria comida, ganhar a própria vida. Construí um barco ao estilo do caiaque dos aleútes russos, o baidarka. Eu trabalhava com rebocadores e barcos pesqueiros durante um tempo, e depois pegava meu baidarka para explorar. Fiz isso durante uns 20 anos.
NYT - E hoje em dia o senhor ganha a vida como historiador da tecnologia. Como uma pessoa que abandonou o ensino médio faz isso? Dyson - Ei, estamos nos Estados Unidos. Você pode fazer o que desejar! Adoro a ideia de que alguém que não terminou o ensino médio possa escrever livros que são levados a sério. A história é um dos poucos campos no qual as contribuições dos amadores são levadas a sério, desde que você siga as regras e documente as fontes. Na história, o importante é o que se escreve, não suas credenciais.
NYT - Se von Neumann anda estivesse vivo, o que ele estaria fazendo? Dyson - No fim da vida, seus maiores interesses eram biologia e neurologia. Acho que estaria estudando o cérebro. E, é claro, agora teria o ferramental para isso. As novas tecnologias fantásticas, como a ressonância magnética funcional, são exatamente o que ele previa. Era uma pessoa que usava muito o cérebro. Ele tinha interesse em saber como funcionava. Também acho que von Neumann provavelmente estaria fazendo tipos de computação bem diferentes do que ele produzia no instituto. Assim como Darwin não era darwinista, Johnnie von Neumann não pertenceria à escola batizada com seu nome. O que chamamos de arquitetura Von Neumann é apenas uma aproximação bastante crua do jeito certo de fazer computação. No computador contemporâneo, 99% das peças estão inativas a maior parte do tempo. Ficam ali paradas esperando instruções. A máquina só faz uma coisa por vez. Contudo, os computadores são tão poderosos e baratos que isso não importa - mas ele se incomodaria com isso. Provavelmente ficaria chateado por essa coisa primitiva levar seu nome.
NYT - E Alan Turing? Dyson - Bem, ele teria quase cem anos. E morreu com 41. Ele nos deu uma revolução e não sabemos qual poderia ser a próxima, porque mal estava começando. Ele morreu interessado em biologia, embora não possamos fazer suposições porque ele não deixou muitos artigos. Tenho certeza de que estaria trabalhando com algo surpreendente. Seria algo que não poderíamos imaginar.
Apple abre sua maior loja do mundo em Nova York (10/12/11)
Nova York - O gigante tecnológico Apple inaugurou nesta sexta-feira na emblemática estação Grand Central de Nova York sua maior loja do mundo, um acontecimento que provocou longas filas e encheu de curiosos o hall da terminal.
Algumas pessoas chegaram inclusive a passar a noite para ser os primeiros a entrar no local, que abriu suas portas às 10h entre os gritos da multidão, dos trabalhadores e de centenas de entusiastas que tiravam fotos sem parar e faziam vídeos com seus IPhones e iPads.
Os primeiros 4.000 clientes receberam como presente uma camiseta vermelha com o conhecido logo em forma de maçã da companhia, cuja maior loja própria ficava até agora no Covent Garden de Londres.
'É incrível, a 'MacStore' mais completa que jamais vi, tem absolutamente de tudo', declarou à Efe Jeff Mulligan, que esperou nove horas na fila.
A loja conta com 315 empregados e um espaço de mais de 2.100 metros quadrados em Grand Central, onde ocupa a metade do andar superior do vestíbulo da estação, uma das mais transitadas do mundo e uma atração turística da Big Apple.
No interior dispõe de dois 'Genius Bars' - um serviço gratuito de consultas técnicas no balcão de um bar - e também oferece conversas de graça de 15 minutos sobre produtos da Apple para captar novos clientes e entreter os viajantes que esperam seu trem.
A Apple fez um acordo em julho passado com a Autoridade Metropolitana de Transporte de Nova York de um contrato de dez anos de aluguel e pagou US$ 5 milhões ao restaurante que ocupava o espaço.
O gigante tecnológico tem 361 'Macstores' em 11 países e outras quatro em Nova York, entre elas a loja subterrânea e com entrada em forma de cubo situada na Quinta Avenida. Algumas pessoas chegaram inclusive a passar a noite para ser os primeiros a entrar no local, que abriu suas portas às 10h entre os gritos da multidão, dos trabalhadores e de centenas de entusiastas que tiravam fotos sem parar e faziam vídeos com seus IPhones e iPads. EFE
Conheça o Google X, o laboratório secreto do Google (26/11/11)
Em um laboratório super secreto em uma região não revelada onde os robôs andam livremente, o futuro está sendo imaginado. É um lugar onde sua geladeira pode estar conectada a internet, assim ela pode encomendar comida quando elas estão acabando. Seu prato pode publicar nas redes sociais o que você está comendo. Seu robô pode ir para o escritório enquanto você fica em casa de pijamas. E você pode, talvez, pegar um elevador para o espaço.
Estes são apenas alguns dos sonhos que estão sendo perseguidos no Google X, um laboratório clandestino onde o Google está trabalhando em uma lista de 100 ideais estelares. Em entrevistas, algumas pessoas discutem a lista; alguns trabalham no laboratório ou em algum outro lugar no Google, e alguns foram informados sobre o projeto.Mas nenhum deles pode falar sobre suas atribuições, porque o Google é tão discreto sobre este projeto que muitos funcionários nem sabem que o laboratório existe.
Apesar de muitas das ideias dessa lista estarem no estágio conceitual, totalmente longe da realidade, duas pessoas informadas sobre o projeto dizem que um dos produtos pode ser lançado no final de 2011, mas eles não disseram qual é. "Eles estão muito à frente agora", diz Rodney Brooks, professor emérito do laboratório de inteligência artificial e ciências da computação do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês) e fundador da Heartland Robotics. "Mas o Google não é uma empresa qualquer, então quase nada se aplica."
Em quase todas as empresas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, inovação significa desenvolver aplicativos ou publicidade online, mas o Google se vê de maneira diferente. Mesmo depois de se transformar em uma das maiores empresas e das start-ups ficarem para trás mordendo seus calcanhares, o laboratório reflete a ambição de ser um lugar onde a pesquisa e desenvolvimento inovadores estão acontecendo, conforme a tradição do Xerox PARC, onde o moderno computador pessoal foi desenvolvido na década de 70.
Jill Hazelbaker, porta-voz do Google, preferiu não comentar nada sobre o laboratório, mas disse que investir em projetos especulativos é uma parte importante do DNA do Google. "As possibilidades são animadoras, mas tenha em mente que a soma investida nestes projetos é muito inferior ao que investimos em nossos negócios principais."
No Google, que usa técnicas de inteligência artificial em seu algoritmo de busca, alguns dos projetos podem não parecer tão bizarros como eles aparentam, embora eles desafiem os limites do negócio de buscas na web.
Os elevadores para o espaço, por exemplo, uma fantasia de longo prazo dos fundadores do Google e outros empreendedores do Vale do Silício, poderia coletar informações ou levar coisas pesadas para o espaço. (Em teoria, eles envolvem viagens para o espaço sem foguetes por meio de um cabo ancorado na Terra.) "O Google está coletando informações sobre o mundo, então agora ele que coletar dados do Sistema Solar", diz Brooks.
Sergey Brin, cofundador do Google, é um dos mais envolvidos no Google X, segundo fontes
Sergey Brin, cofundador do Google, está profundamente envolvido no laboratório, segundo diversas fontes e chegou com a lista de projetos junto com Larry Page, outro cofundador do Google, que trabalhou no Google X antes de se tornar CEO em abril; Eric Schmidt, presidente do conselho do Google; e outros executivos de primeiro escalão. "Eu gasto meu tempo em projetos de longo prazo, que esperamos que se tornem importantes negócios para a empresa no futuro", disse Brin recentemente, apesar de não mencionar o Google X.
O Google pode transformar uma dessas ideias – um carro sem motorista que foi testado em rodovias da Califórnia no ano passado – em um novo negócio. Pouco impressionado com o espírito de inovação dos fabricantes de veículos da cidade de Detroit, o Google está considerando fabricar os veículos em outra parte dos Estados Unidos, disse uma pessoa informada sobre o projeto.
O Google poderá vender tecnologia para os carros e, teoricamente, pode mostrar anúncios geolocalizados para os passageiros enquanto eles buscam por pontos de interesse e jogam Angry Birds no assento do passageiro.
Os robôs são figuras presentes em várias das ideias. Eles chamaram a atenção dos engenheiros do Google, incluindo Brin, que já participou de uma conferência por meio de um robô, em vez de comparecer pessoalmente.
As frotas de robôs poderiam ajudar o Google a coletar informações, substituindo os humanos que fotografam as ruas para o Google Mapas, de acordo com fontes que conhecem o Google X. Os robôs nascidos no laboratório poderão ser destinados para casas e escritórios, onde eles poderão ajudar as pessoas em tarefas mundanas ou, segundo as fontes, permitir que elas trabalhem remotamente.
Outras ideias envolvem o que o Google se referiu como a "web das coisas" durante a Google I/O,conferência para desenvolvedores realizada em maio – uma forma de conectar objetos a internet. Toda vez que alguém usa a web beneficia o Google, segundo argumenta a empresa, então seria bom para o Google se os eletrodomésticos e os objetos que podemos vestir, pudessem se comunicar por meio de uma rede Wi-Fi com os dispositivos que rodam o sistema operacional Android.
Um engenheiro que conhece o Google X diz que o laboratório funciona de forma tão secreta quanto a CIA – ele conta com dois escritórios: um deles não identificado para logística, no campus de Mountain View, e um para robôs numa região secreta.
Enquanto engenheiros de software trabalham firme em outras áreas do Google, o laboratório é povoado por engenheiros de robótica e engenheiros elétricos. Eles foram encontrados pelo Google na Microsoft, Nokia Labs, Universidade de Stanford, MIT, Carnegie Mellon e Universidade de Nova York.
Um dos líderes do Google X é Sebastian Thrun, um dos maiores especialistas do mundo em robótica e inteligência artificial, que ensina ciências da computação em Stanford e inventou o primeiro carro sem motorista do mundo. Também trabalha no laboratório Andrew Ng, outro professor de Stanford, que se especializou em aplicar neurociência na inteligência artificial para ensinar robôs e máquinas a operar como humanos. Confira no vídeo abaixo um discurso recente de Thrun (em inglês) sobre os carros autônomos:
Johnny Chung Lee, um especialista em integração homem-máquina, chegou ao Google X contratado da Microsoft neste ano após ajudar no desenvolvimento do Kinect, o acessório de Xbox 360 que responde aos movimentos e à voz humana. No Google X, onde ele está trabalhando com a web das coisas, ele ganhou o misterioso cargo de "avaliador rápido".
Como o Google X é um celeiro de grandes apostas que podem se tornar fracassos colossais ou o próximo negócio do Google – e a empresa pode levar anos para compreender isso – a própria ideia de fazer estes experimentos pode assustar alguns acionistas e analistas de mercado. "Esses projetos são uma coisa totalmente Google-y para eles", diz Colin W. Gillis, um analista da BGC Partners. "As pessoas podem não gostar disso, mas eles toleram porque o negócio principal de busca está fazendo sucesso."
Page tentou acalmar os analistas dizendo que estes projetos loucos são uma pequena parte do trabalho do Google. "Existem alguns poucos projetos especulativos acontecendo, mas somos gestores muito responsáveis com o dinheiro de nossos acionistas", ele disse a analistas em julho. "Não estamos apostando a fazenda nisso." The New York Times
Conheça 6 startups que estão faturando com aplicativos (22/11/11)
O mundo dos apps
São Paulo – Tecnologias móveis, como o iPhone e o iPad, mudaram, de certa maneira, a forma como as pessoas se comunicam e abriram um novo mercado. As startups, que já faziam games ou serviços online, começaram a investir em aplicativos.
Só a Apple disponibiliza mais de meio milhão de aplicativos para os seus aparelhos. Segundo a empresa, todos os downloads no iTunes redem mais de 200 milhões de dólares. Toda semana a companhia recebe até 10 mil pedidos de novas aplicações.
Em um mercado tão concorrido, alguns apps têm se destacado, estão entre os mais buscados e baixados e aparecem no hall da fama da companhia de Steve Jobs.
Angry Birds
Responsável pelo Angry Birds, a Rovio é uma startup finlandesa que desenvolve jogos. A empresa foi criada em 2003, mas explodiu mesmo com as plataformas móveis. Recentemente, a Forbes disse que a empresa vale entre 700 milhões e 1 bilhão de dólares. Criada por três estudantes, a empresa recebeu sua primeira rodada de investimentos em 2005. Desde 2009, quando o Angry Birds foi lançado, o app já foi baixado mais de 500 milhões de vezes e 25% dos usuários escolheram versões pagas. É um dos apps mais baixados para aparelhos da Apple. No começo do ano, a Rovio recebeu 42 milhões de dólares em investimento.
Instragram
O aplicativo para compartilhar fotos Instragram - com filtros e efeitos “retrôs” – foi lançado em outubro de 2010. Disponível apenas em aparelhos da Apple, o app foi um estrondo e, em um ano, já tinha 10 milhões de usuários colocando fotos em redes sociais com a ajuda do programa. Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger, os co-fundadores, se inspiraram em câmeras como a Polaroid e a Kodak Instamatic para criar o aplicativo. Em 2010, os empreendedores receberam uma rodada de investimento de 500 mil dólares. Em fevereiro deste ano, mais 7 milhões de dólares vieram de vários investidores.
Flipboard
O iPad mal tinha sido lançado quando o Flipboard surgiu. O aplicativo transforma post em redes sociais, como o Twitter, em uma revista no tablet. Criado por Mike McCue e Evan Doll, o Flipboard tinha sido baixado 20 milhões de vezes em pouco mais de um ano. Ele foi eleito o aplicativo do ano para iPad, pela Apple, e uma das 50 inovações de 2010, pela revista Time. Gratuito, o app faz a startup faturar com venda de anúncios. Em abril deste ano, o Flipboard recebeu um aporte de 50 milhões de dólares, com base em um valuation de 200 milhões de dólares.
Hipstamatic
A empresa por trás de um dos aplicativos mais baixados para iPhone é a Synthetic Corp. O aplicativo quer “tornar a fotografia digital mais analógica”. Quem quiser fazer imagens como a dos co-fundadores desembolsa 1,99 dólar. O app surpreende o mercado por, mesmo sendo pago, ser um dos mais baixados pelos usuários da Apple. Recentemente, a empresa comprou um prédio inteiro em São Francisco e transferiu sua sede de Chicago para lá. Os aplicativos IncrediBooth e SwankoLab também são desenvolvidos pela Synthetic Corp. Até novembro do ano passado, quase 1,5 milhão de apps tinham sido vendidos. O programa virou moda depois que o fotógrafo Damon Winter publicou fotos da guerra no Afeganistão feitas com o app, no New York Times.
Camera+
Na mesma linha do Hipstamatic e do Instagram, o Camera+ é um dos aplicativos mais baixados para iPhone e também permite tirar e compartilhar fotos. O empreendedor John Casasanta, a fotógrafa Lisa Bettany (foto) e um time com seis desenvolvedores lançaram o Camera+. O app já foi baixado mais de 3 milhões de vezes e custa 99 centavos de dólar. A startup por trás do aplicativo é a tap tap tap, que fez outros oito apps disponíveis na App Store. Ao todo, a empresa já faturou mais de 2 milhões de dólares.
Notability
O aplicativo mais baixado para iPad da semana é o Notability. Criado pela Ginger Labs, o app custa 99 centavos de dólar e funciona como um bloco de anotações. A startup foi fundada em 2008, na Califórnia, e já tinha criado soundAMP, um aplicativo que amplifica o som. O Notability foi lançado em abril de 2010. Segundo a empresa, este é só o começo de uma série de apps que devem ser criados. Priscila Zuini
Empresas de antivírus são charlatãs, diz Chris DiBona, executivo do Google (21/11/11
O executivo Chris DiBona, do Google, afirma que as empresas que vendem antivírus para smartphones enganam o usuário
O Android é alvo principal dos criminosos que desenvolvem programas malignos para smartphones
São Paulo — Já virou rotina a divulgação de estudos que mostram que o Android, do Google, é o mais inseguro dos sistemas operacionais móveis. Esses relatórios são, em geral, produzidos por empresas de segurança que oferecem seus antivírus como solução para o problema. Chris DiBona gerente de programas de código aberto do Google, resolveu reagir com um artigo irado no Google+, em que ele acusa essas empresas de charlatanice.
“Essas empresas de antivírus jogam com os temores do usuário tentando vender software de proteção para Android, BlackBerry e iOS”, escreveu DiBona. “Eles são charlatãos. Se você trabalha para uma empresa que vende antivírus para Android, BlackBerry ou iOS você deveria ter vergonha de si mesmo.”
Em várias ocasiões, programas nocivos foram descobertos no Android Market, e o Google teve de bani-los. Isso não costuma acontecer na App Store, da Apple, por causa do rigoroso controle que a empresa da maçã mantém sobre os aplicativos. O problema também não tem afetado as lojas de aplicativos do BlackBerry e do Windows Phone.
Vírus inofensivos?
DiBona não nega que os programas malignos existem. Mas alega que eles não oferecem risco significativo. Segundo ele, a maneira como os sistemas operacionais móveis trabalham limita a ação desses programas. “Nenhum dos principais smartphones tem problemas com vírus no sentido tradicional, como vemos no Windows e em alguns Mac”, diz.
Ele diz que é teoricamente possível a criação de vírus tradicionais para smartphones, mas é improvável que isso aconteça. O programa maligno encontraria muitas barreiras à sua propagação, o que o tornaria ineficaz. DiBona não cita os nomes das empresas que ele chama de charlatãs. Mas a lista de produtoras de antivírus para smartphones inclui companhias como Symantec, Kaspersky e F-Secure.
“Essas empresas de antivírus jogam com os temores do usuário tentando vender software de proteção para Android, BlackBerry e iOS”, escreveu DiBona. “Eles são charlatões. Se você trabalha para uma empresa que vende antivírus para Android, BlackBerry ou iOS você deveria ter vergonha de si mesmo.”
Em várias ocasiões, programas nocivos foram descobertos no Android Market, e o Google teve de bani-los. Isso não costuma acontecer na App Store, da Apple, por causa do rigoroso controle que a empresa da maçã mantém sobre os aplicativos. O problema também não tem afetado as lojas de aplicativos do BlackBerry e do Windows Phone.
Algumas dessas empresas responderam ao ataque de DiBona. Mikko Hypponen, diretor de pesquisas da finlandesa F-Secure, escreveu no Twitter: “@cdibona não percebe que essas ferramentas são mais que antivírus. Elas têm proteção contra furto, bloqueio remoto, backup, controle parental.”
Mas a causa imediata da fúria de DiBona parece estar num relatório da Juniper Networks publicado no último dia 15. O texto critica duramente o fato de que qualquer pessoa poder publicar um aplicativo no Android Market. Não há um processo de aprovação como o que a Appleemprega na App Store. O resultado, segundo a Juniper, é um aumento de 472% no número de programas nocivos para Android desde julho.
O texto diz que o aumento não aconteceu só na quantidade. Os programas malignos ficaram, também, mais perigosos. “Os criminosos estão se tornando mais sofisticados”, diz. “No segundo trimestre, começamos a ver malware capaz de explorar brechas de segurança no Android para assumir o controle total do aparelho”, diz. Na análise da Juniper, criminosos que antes produziam vírus para os sistemas Symbian e Windows Mobile mudaram seu foco para o Android.
O Android é o novo Windows
Conclusões parecidas aparecem num artigo publicado pela Kasperksy um dia depois do post de DiBona no Google+. Tanto a Juniper como a Kaspersky apontam que o que acontece hoje com o Android é parecido com o que houve com o Windows nos anos 90, quando o sistema da Microsoft virou o alvo número um dos criminosos. “Quando o objetivo é atacar smartphones, há sinais claros de que os cibercriminosos escolheram o Android como sua plataforma alvo”, diz o texto. A empresa identificou mais de 600 programas malignos para Android no terceiro trimestre, contra menos de 40 para iOS. Maurício Grego
Amazon pode lançar smartphone no fim de 2012, diz Citigroup (18/11/11)
Família Android: o tablet Kindle Fire (foto) seria o primeiro de uma série de dispositivos da Amazon com o sistema móvel do Google
A Amazon.com pode lançar seu próprio smartphone no quarto trimestre de 2012, afirmou o Citigroup, que disse ter se informado do fato junto a seu canal com uma cadeia de fornecimento na Ásia.
Em nota datada de 17 de novembro, a companhia de serviços financeiros afirmou acreditar que a gigante do varejo on-line está, no momento, desenvolvendo o telefone em parceria com a maior fabricante terceirizada de celulares, a Foxconn.
"Com o evidente sucesso do leitor eletrônico Kindle nos últimos três anos, e com o possível bom desempenho do Kindle Fire no segmento de tablets de menor preço, vemos isso como o próximo passo lógico para a Amazon", disse o Citigroup.
A companhia espera que a Amazon pague taxas não recorrentes de engenharia para a Foxconn, mas que seja a taiwanesa Hon Hai Precision que realmente produzirá o aparelho e diversos componentes.
O Citigroup espera que o smartphone empregue um processador da Texas Instruments e chips de transmissão de dados da Qualcomm.
"Esperamos que o smartphone da Amazon seja um aparelho de médio a alto nível, dependendo do processador que adotar", disse o Citigroup, e estimou o custo total da empresa para fabricar tal dispositivo de US$ 150 a US$ 170 cada.
Fãs correm às livrarias para comprar biografia de Steve Jobs (24/10/11)
Em Taiwan, na China, consumidores fazem fila para garantir uma cópía da
biografia autorizada de Steve Jobs, CEO e cofundador da Apple, cujas vendas
iniciaram nesta segunda-feira
Em Tóquio, no Japão, clientes cercam local onde estão exemplares de Steve
Jobs, título do livro que trata da vida de uma dos nomes mais importantes da
tecnologia no mundo
Em Utrecht, na Holanda, consumidor confere livro, escrito por Walter Isaacson,
que coletou informações sobre Steve Jobs em entrevistas ao longo de dois anos
com o cofundador da Apple
Na Coreia do Sul, homem observa capa de Steve Jobs, obra que conta a história do homônimo cofundador da Apple, falecido em outubro aos 56 anos, vítima de um câncer de pâncreas
Consumidores filipinos em Manila esperam na fila para comprar biografia
autorizada de Steve Jobs no primeiro dia de vendas
Em Wuhan, na China, homem garante sua cópia da biografia autorizada de Steve
Jobs, escrita por Walter Isaacson
Mark Zuckerberg teria brigado com Sean Parker, cofundador da Napster em bar (15/10/11)
De acordo com o The New York Post, a briga aconteceu devido a divergências sobre o Spotify
São Paulo- Após uma noite de bebedeira, o fundador do FacebookMark Zuckerberg teria tido uma briga feia com Sean Parker, cofundador da Napster e um dos principais investidores do Spotify.
Segundo o The New York Post, a dupla teria batido boca na porta de uma boate em Hollywood devido a divergências sobre o serviço de streaming de música apoiado por Parker e que, há pouco tempo, firmou uma parceria com o Facebook.
Apesar da plataforma agora integrada do Spotify com a rede social ter atraído muitos usuários, alguns deles (especialmente os antigos) se sentiram incomodados com a obrigatoriedade de fazer uma conta no Facebook para poder usá-lo.
Teria sido esse o motivo da briga entre Parker e Zuckerberg, segundo testemunhas que descreveram o incidente ao jornal. No começo do mês, a dupla teria ido à boate The Beverly comemorar o lançamento do Spotify no Facebook quando, após muito dinheiro gasto com drinks (Parker teria deixado US$ 5 mil de gorjeta), a conversa começou a esquentar.
Sean teria argumentado que os usuários do Spotify não deveriam ser forçados a fazer uma conta no Facebook, mas Mark não concordava. Os dois teriam discutido enquanto deixavam o local, mas os gritos teriam durado pouco.
Um representante de Parker disse ao jornal que ambos estiveram sim na boate e que conversaram sobre o Spotify e o Facebook, mas que não houve briga. Paula Rothman
Veja resumo sobre o iPhone 4S e outras novidades da Apple (04/10/11)
A Apple lançou hoje o iPhone 4S, novo modelo de seu smartphone, e anunciou o iOS 5, novo sistema operacional para iPhone, iPad e iPod touch, num evento em sua sede, em Cupertino (Califórnia). Tim Cook, novo executivo-chefe da Apple, apareceu só no começo e no final do evento --deixou a apresentação do iPhone 4S a cargo de Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing. Steve Jobs, que renunciou ao cargo recentemente, costumava dominar as apresentações de novidades da empresa.
Tim Cook, executivo-chefe da Apple, fala sobre o iPhone 4S em evento nesta terça
Veja um resumo das novidades anunciadas. Os preços abaixo são os cobrados nos EUA.
IPHONE 4S
Inclui o Siri, assistente que entende o que o usuário fala e pode conversar com ele. Entre outras coisas, é possível ditar mensagens e e-mails, programar alarmes, procurar contatos, criar anotações, fazer buscas e procurar na Wikipédia com o Siri.
Terá o chip A5, o mesmo do iPad 2. A Apple promete desempenho gráfico sete vezes melhor.
Sua câmera terá resolução de 8 Mpixels e gravará vídeos em Full HD (1.080p).
Sua bateria vai durar mais que a do iPhone 4: para conversas, no 3G, até oito horas; para navegação Wi-Fi, até nove horas; para vídeos, até dez horas.
Paul Sakuma/Associated Press
Phil Schiller, vice-presidente-sênior de marketing de produto da Apple, fala sobre o iPhone 4S
Qualquer iPhone 4S funcionará tanto em redes GSM quanto em CDMA, o que significa maior abrangência geográfica de funcionamento.
O novo smartphone da Apple fará downloads a até 14,4 Mbps.
Preços nos EUA: iPhone 3GS será gratuito com contrato de dois anos; iPhone 4 custará US$ 99; iPhone 4S sairá por US$ 199 na versão de 16 Gbytes, US$ 299 na de 32 Gbytes e US$ 399 na de 64 Gbytes.
IOS 5
Central de Notificações: reúne os alertas que o usuário recebe sobre mensagens, compromissos, solicitações de amizade, entre outras coisas.
iMessage: aplicativo de mensagens que funciona até no iPad e no iPod touch. Não há limites de mensagens, e elas são gratuitas. Além de textos, o usuário também pode enviar vídeos e fotos pelo iMessage.
Kevork Djansezian/France Presse
Scott Forstall, vice-presidente sênior da Apple, apresenta o iMessage
Banca/Newsstand: um gerenciador de aplicativos de revistas e jornais com um visual de banca de jornal.
Lembretes: como o nome sugere, é um aplicativo de lembretes. O que ele tem de específico é enviar lembretes com base na localização do usuário.
Câmera: poderá ser aberta diretamente da tela de bloqueio.
O iOS 5 terá integração mais profunda com o Twitter.
Será possível acessar e configurar os dispositivos com o iOS 5 remotamente, com a ajuda do iCloud.
Com o Find My Friends, os usuários poderão compartilhar onde estão. O compartilhamento poderá ser feito só em caráter temporário, também.
Com o iCloud, será possível manter arquivos simultaneamente em qualquer aparelho da Apple.
IPOD
O iPod touch vai ter acesso ao iCloud e vai rodar iOS 5.
Terá versões em preto e em branco.
O iPod nano custará US$ 129 a partir de hoje na versão de 8 Gbytes e US$ 149 na de 16 Gbytes.
O iPod touch custará US$ 199 na versão de 8 Gbytes, US$ 299 na versão de 32 Gbytes e US$ 399 na versão de 64 Gbytes.
IBM supera Microsoft em valor de mercado, de acordo com informações do Wall Street Journal (30/09/11)
Ambas estão atrás da Apple, cujo valor de mercado chegou a US$ 362 bilhões. A IBM agora vale US$ 214 bilhões
Já a Microsoft, que era a companhia mais valiosa do setor de tecnologia há mais de um ano, agora aparece em terceiro lugar
Nova York - A IBMvale mais que sua rival Microsoft pela primeira vez desde 1996, de acordo com informações do Wall Street Journal. A Microsoft, que era a companhia mais valiosa do setor de tecnologia há mais de um ano, agora aparece em terceiro lugar, com valor de mercado de US$ 213,2 bilhões no fechamento da quinta-feira, segundo a FactSet Research. A IBM vale agora US$ 214 bilhões.
Ambas estão bem atrás da Apple, cujo valor de mercado chegou a US$ 362 bilhões, na esteira da grande demanda por seus iPhones, iPads e computadores Mac.
O valor de mercado da Microsoft atingiu seu pico no fim de 1999, em torno de US$ 600 bilhões, e tem caído desde então, pois a companhia não conseguiu replicar seu domínio em softwares de computadores pessoais em mercados como pesquisas na internet e celulares.
Já a IBM, que completou seu 100º aniversário em junho, concluiu uma notável reestruturação durante a década passada, recuperando-se da perda do que havia sido um mercado de quase monopólio que ela teve no setor de computadores.
O executivo-chefe Samuel J. Palmisano tomou decisões difíceis, desfazendo-se da divisão de PCs e investindo em tecnologias de serviço, softwares de negócios e em hardwares premium - linhas complexas de negócios, que são difíceis de replicar pela concorrência mantendo as margens de lucro altas. Ao longo do ano passado, as ações da IBM se valorizaram 34%, em comparação com um ganho de 3,9% da Microsoft. As informações são da Dow Jones.
Samsung mostra novos Galaxy S II LTE na Coreia do Sul (26/09/11)
Samsung apresentou dois novos modelos de Galaxy S II na Coreia do Sul
A fabricante de eletrônicos Samsung mostrou nesta segunda-feira, na Coreia do
Sul, dois novos modelos do smartphone Galaxy S II. Ambos tem tecnologia LTE -
uma padrão de rede de comunicação móvel que permite velocidades mais avançadas -
e, segundo o presidente da companhia, JK Shin, o objetivo do lançamento é tornar
a vida do usuário mais "inteligente".
O Galaxy S II LTE tem um design mais "fino", com 9,5 mm de espessura. Ele tem
a versão mais recente do Android, o Gingerbread 2.3, e tela de 4,5 polegadas,
além de processador dual-core de 1,5 GHz. De acordo com o fabricante, a conexão LTE permite velocidades de cerca de cinco vez mais rápidas do que a de um 3G. Um arquivo de música de 4MB, por exemplo, pode ser baixado em até 1 minuto. O smartphone ainda possui NFC - que permite transferência de arquivo por contato-, Wi-Fi, Bluetooth e memória de 16GB.
O Galaxy S II foi apresentado na Coreia do Sul nesta segunda-feira
Já o Galaxy S II HD LTE tem tela de 4,65 polegadas, reprodução de cores
naturais e ângulo de visão de 180º. A isso se soma a resolução de 1280x720
pontos. A espessura do aparelho também é de 9,5mm. O modelo também possui
suporte para flash, câmera de 8 megapixel, conexão por contato NFC, suportes
Wi-Fi e Bluetooth e vem com Android Gingerbread 2.3. Os aparelhos não têm data de lançamento na Coreia do Sul nem no restante do planeta.
Os dois modelos são mais finos - com espessura de cerca de 9,5 mm - e têm
Android Gingerbread 2.3
Steve Jobs renuncia ao cargo de CEO da Apple e indica Tim Cook como seu sucessor (24/08/11)
O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, 56, renunciou ao comando da companhia nesta quarta-feira.
Ele disse que gostaria de assumir a presidência do conselho da Apple e foi eleito para o cargo. Jobs também indicou Tim Cook para assumir a presidência executiva da companhia norte-americana.
O ex-presidente da Apple estava em licença médica da Apple por motivos de saúde ainda não revelados oficialmente --há dois anos, ele também se afastara da companhia para tratamento de um câncer pancreático, que resultou em uma cirurgia de transplante de fígado em 2009.
Em carta enviada aos diretores da empresa, Jobs disse que, se não pudesse mais atender às suas expectativas e obrigações como presidente-executivo da Apple, ele seria o primeiro a avisá-los. "Infelizmente, esse dia chegou", disse.
A recomendação para que Cook assuma a presidência executiva da empresa também foi deixada na carta. O executivo disse que os "dias mais brilhantes e inovadores da Apple" ainda estão por vir e que ele que "assistir e contribuir com esse sucesso em um novo papel".
Leia a carta a seguir:
"Ao quadro de diretores e à comunidade da Apple:
Eu sempre disse que haveria o dia que não conseguiria cumprir meus compromissos e expectativas como presidente-executivo da Apple e que diria a todos vocês quando chegasse. Infelizmente, ele chegou.
Eu renuncio da função de presidente-executivo da Apple. Eu gostaria de servir, se a empresa concordar, como presidente do conselho, diretor e funcionário da Apple.
Recomendo que façamos um plano de sucessão e aponto Tim Cook como novo presidente-executivo da empresa.
Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir. E quero assistir e contribuir com esse sucesso em um novo papel. Fiz alguns dos melhores amigos da minha vida na Apple e agradeço a todos vocês por esses anos que pude trabalhar ao seu lado."
Steve Jobs mostra a versão branca do iPhone 4 à época do lançamento
IDAS E VINDAS
Em 17 de janeiro, Jobs pediu a segunda licença médica da companhia. Mas, de acordo com a Apple, ele permaneceria envolvido com as "decisões estratégicas maiores" da companhia.
Jobs já se manteve afastado da companhia dois anos antes, quando recebeu um transplante de fígado --em 2004, Jobs teve um diagnóstico de um câncer raro no pâncreas.
"Tenho grande confiança de que Tim e os demais administradores executivos da equipe farão um magnífico trabalho fazendo os planos empolgantes que nós temos para 2011", disse Jobs, à época, em carta aos funcionários.
"Amo a Apple tanto e espero voltar assim que eu puder. Nesse tempo, minha família e eu apreciaríamos profundamente o respeito pela nossa privacidade.
Em 2004, Steve Jobs descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no pâncreas. O tumor foi retirado após uma cirurgia considerada bem-sucedida, mas a informação sobre o assunto só foi divulgada quando ele já estava em tratamento.
Já em janeiro de 2009, o executivo anunciou que tiraria uma licença para descansar até o final de junho, a fim de se recuperar de uma doença que o tinha feito perder muito peso. Na época ele explicou que seus problemas de saúde tinham origem em um desequilíbrio hormonal e que o tratamento era "simples e singelo".
Entretanto, uma semana depois ele anunciou, por meio de comunicado aos colaboradores da Apple, que os médicos haviam verificado que seu problema de saúde era mais complexo do que havia imaginado, por isso se licenciaria.
Seu afastamento e os poucos detalhes divulgados sobre a doença de Jobs geraram especulações e preocupação entre alguns investidores, provocando a desvalorização das ações da empresa.
Em junho daquele mesmo ano, uma reportagem do "WSJ" revelou que ele se submetera a um transplante de fígado.
Um hospital do Tennessee (EUA) confirmou, dias depois, que o executivo-chefe da Apple passara por um transplante, mas que estaria bem e recebera "excelentes prognósticos" dos médicos. De acordo com o Instituto de Transplantes do Hospital da Universidade Metodista em Memphis, ele passou pelo procedimento naquele momento porque era o paciente em situação mais grave na lista.
Dias depois, o executivo já anunciava o retorno ao trabalho.
Google compra Motorola e causa reviravolta no mercado (15/08/11)
A compra da Motorola Mobility pelo Google tem o objetivo de reforçar o acervo de patentes da empresa, mas pode causar uma reviravolta no mercado
Microsoft já acusou a Motorola de violar diversas de suas patentes em seus smartphones com Android
São Paulo — O Google anunciou, nesta manhã de segunda-feira, que está adquirindo a Motorola Mobility, a divisão da Motorola que fabrica celulares e tablets. A interpretação predominante no mercado é que o principal objetivo do Google, com a compra, é reforçar seu acervo de patentes. O preço divulgado, 12,5 bilhões de dólares, é 63% superior ao valor das ações da Motorola Mobility na bolsa.
O Google diz que vai manter a Motorola Mobility como um negócio separado. Diz, ainda, que a Motorola continuará licenciando o sistema Android, que deve permanecer aberto ao mercado. “A compra vai permitir que o Google turbine o ecossistema do Android e vai elevar a competição no mercado de computação móvel”, diz o texto oficial do Google.
A interpretação predominante no mercado é que a compra tem o objetivo principal de reforçar o portfólio de patentes do Google. Nos últimos anos, as principais empresas de tecnologia têm se enfrentado numa guerra de patentes cada vez mais feroz. Há poucas semanas, Apple e Microsoft e Oracle uniram-se contra o Google na aquisição do acervo de mais de 6.000 patentes da Nortel, leiloado como parte do processo de falência da empresa. Além de criticar publicamente o que chamou de “conspiração” dos rivais, o Google reagiu comprando um lote de 1.030 patentes da IBM.
Apple e Microsoft são os alvos
O próprio Larry Page deixa claro que as patentes são uma razão importante para a aquisição da Motorola. Ele também não esconde quem são os competidores que a empresa quer atingir com esse lance. “Recentemente, nós explicamos como empresas como Apple e Microsoft estão se unindo para atacar o Android com patentes de forma anticompetitiva”, escreveu Page no blogoficial do Google.
O site da Motoroladiz que a divisão de celulares da empresa possui 14.600 patentes já registradas e mais 6.700 em processo de registro. O acervo cobre um enorme cardápio de tecnologias usadas em dispositivos móveis. Abrange, por exemplo, redes de quarta geração, pagamentos por NFC, transmissão e exibição de vídeo em smartphones e conexões Wi-Fi.
A compra traz alguma desvantagem para a Apple, que vem brandindo suas patentes contra a Samsung e outras empresas com sucesso. Mas a companhia mais diretamente atingida pela transação parece ser a Microsoft. Ao longo de três décadas de pesquisa e desenvolvimento, a Microsoft acumulou um enorme portfólio de patentes.
Esse investimento tem lhe rendido frutos ao processar fabricantes de celulares com Android. A HTC, por exemplo, paga cerca de US$ 5em royalties à Microsoft por smartphone com Android que vende. Se as patentes da Motorola incluírem tecnologias usada no Android – o que é bastante provável – o Google estará mais bem posicionado para defender seus parceiros que usam esse sistema operacional.
A Microsoft vai comprar a Nokia?
O movimento do Google levanta uma dúvida óbvia: como vão reagir parceiros como HTC, Samsung, LG e Sony Ericsson agora que a empresa de Mountain View terá sua própria marca de smartphones e tablets? A expectativa natural do mercado é que as reações sejam negativas. Esses fabricantes podem passar a ver o Google como concorrente, em vez de parceiro. E isso pode beneficiar a Microsoft se eles decidirem investir mais no Windows Phone e menos no Android.
O Google se antecipou a essa dúvida e publicou, em seu site, algumas declarações de executivos dessas empresas apoiando a transação. “Damos as boas vindas à notícia de hoje, que demonstra que o Google está comprometido a defender o Android, seus parceiros e o ecosistema”, disse, por exemplo, J.K. Shin, presidente da divisão de comunicações móveis da Samsung.
A compra da Motorola também traz a suspeita de que a Microsoft possa imitar o Google comprando a Nokia, a RIM ou a HTC. Afinal, a empresa de Redmond passa a ser a única a produzir apenas o sistema operacional dos celulares, sem estar no negócio dos aparelhos em si. E, como o Google, ela tem dinheiro em caixa para uma grande aquisição. (Maurício Grego)
Google+ I Nova rede social do Google aquece disputa com Facebook (03/07/11)
Com a rede social Google+, lançada na semana passada, o Google quer desafiar o Facebook não só em popularidade mas também provar que tem ferramentas suficientes para tentar retomar a posição de liderança na web.
Muito mais que uma rede social --que tem como principais atrativos a conversa de vídeo entre amigos e a segmentação de contatos em círculos de relacionamento--, o Google+ é um imenso repositório de dados.
Estão em jogo informações valiosas sobre o comportamento de navegação e que podem determinar o futuro das receitas do Google com publicidade.
"O Google não tem necessariamente a aspiração de ser a principal rede social, mas de ter a demografia mais completa", afirma Dan Olds, diretor da consultoria Gabriel Consulting Group.
Essa nova fronteira da disputa virtual pode ser vista em movimentos recentes de Google e Facebook de entrada em áreas até então pouco exploradas --desde pagamento on-line até locação de vídeo pela internet.
"A estratégia até pode ser ganhar com serviços pagos, mas há dados de comportamento que podem ser rentáveis em vários formatos, como os anúncios", diz Olds.
Segundo o especialista, o Facebook tem hoje 700 milhões de usuários e chegou ao valor de mercado estimado em quase US$ 70 bilhões tendo como principal ativo seu banco de dados.
No ano passado, o Facebook conquistou pela primeira vez mais usuários únicos de internet do que o Google, 8,9% ante 7,2%, segundo a consultoria Hitwise.
"O Google+ vem para dar poder de fogo para o Google tentar retomar a posição de líder na internet, hoje claramente ocupada pelo Facebook", afirma o analista.
Embora o Google tenha lançado o Orkut em 2004 com a possibilidade de extrair informações semelhantes da web, a rede nunca decolou de forma expressiva.
DIVERSIFICAÇÃO
Dos US$ 6 bilhões estimados em publicidade nas redes sociais em 2011, o Facebook deve receber 66%.
O Google+ pode não ter a ambição de gerar faturamento expressivo para o Google, mas já poderá disputar alguns dos dólares da rede de Mark Zuckerberg.
Entre as agências de publicidade, no entanto, ainda é cedo para afirmar se o Google+ vai se consolidar.
"O Google+ ainda precisa se firmar como ferramenta para que as empresas o adotem", diz Max Petrucci, da agência Garage Interactive.
Entre os maiores desafios do Google está popularizar a rede para, depois, pensar em modelos de publicidade.
O Facebook não deve ficar atrás e deve anunciar nesta semana novas funções, entre as quais um serviço de vídeo e voz integrado com o Skype.
Twitter faz cinco anos revolucionando o mundo virtual (14/03/11)
O Twitter, serviço de microblogs que revolucionou o mundo virtual e ganhou uma importância social incomparável, fará cinco anos na próxima semana.
Um dos criadores do site, Jack Dorsey, publicou seu primeiro tuíte em 21 de março de 2006, onde se lia "só arrumando meu twttr". Foi Dorsey que propôs a ideia de criar o Twitter quando trabalhava com Biz Stone e Evan Williams, da companhia de podcasting Odeo.
Desde então, o Twitter foi amplamente utilizado como um fórum para dividir informações de todo tipo, de seu restaurante favorito até denúncias às violações aos direitos civis e convocações a movimentos de revolução.
"Apesar de termos nos divertido muito sempre, acho que, no fundo, havia a ideia de que algo importante sairia dali", explicou Stone sobre os primeiros dias do site.
"Mesmo assim, não dissemos isso em voz alta nem conversamos sobre o assunto", acrescentou o cofundador do Twitter em entrevista à AFP. "Nós estávamos apenas começando".
Williams, Dorsey e Stone pensavam que seria divertido construir um serviço que permitisse às pessoas publicar mensagens de texto curtas para dividir seus pensamentos, 'insights' e novidades com outras pessoas.
A empresa com sede em San Francisco virou tendência depois de ser lançada na feira de tecnologia South By South West no Texas em 2007.
"South By South West abriu os nossos olhos para o fato de que tínhamos, possivelmente, criado um novo jeito de as pessoas se comunicarem em tempo real."
Inicialmente concebido como uma plataforma para dizer ao mundo o que alguém comeu de café da manhã, o Twitter tornou-se respeitado ao ser utilizado em desastres como o terremoto no Japão e uma ferramenta de organização para defensores da democracia.
Stone acredita ser vital para o Twitter permanecer politicamente neutro, como uma plataforma tecnológica focada na comunicação aberta.
Ele viu a utilização do Twitter por revolucionários nos países árabes como uma prova de que, com as ferramentas certas, as pessoas podem se unir para o bem.
"Uma das coisas que disse à nossa equipe na ocasião foi que o Twitter seria um êxito, não necessariamente uma vitória tecnológica, mas uma vitória de humanidade", disse Stone.
"Se tivermos sucesso, não será por conta dos algarítimos e de nossas máquinas, será pelo que as pessoas acabaram fazendo com essa ferramenta, isso é que nos torna um sucesso ou não."
Mais de 200 milhões de pessoas usam o Twitter, publicando mais de 140 milhões de mensagens de texto de 140 caracteres ou menos diariamente. Esse limite de caracteres foi escolhido para se equiparar às mensagens de celular.
iPad 2 tem duas câmeras e processador mais rápido (02/03/11)
Conforme esperado, a Apple anunciou hoje uma nova versão do iPad. A apresentação foi feita por Steve Jobs, fundador e presidente da Apple. Mesmo de licença médica, o executivo compareceu ao evento para apresentar o aparelho. O iPad 2 começará a ser vendido no dia 11 de março nos Estados Unidos. Outros 26 países receberão o iPad no dia 25/03. O Brasil não está nessa lista.
AFP
Steve Jobs apresenta o novo iPad
O iPad 2 é mais fino e poderoso do que o anterior. Ele tem processador A5 de dois núcleos, projetado pela própria Apple. Segundo Jobs, o chip dá ao iPad 2 o dobro da capacidade de processamento do modelo anterior. Na parte de processamento gráfico o avanço é ainda maior, com aumento de nove vezes na capacidade de processamento. O novo iPad traz ainda duas câmeras, uma frontal para videoconferências e uma traseira, para fotos.
O novo iPad mede 8,8 milímetros de espessura, contra 13,4 milímetros do modelo anterior. O iPad 2 pesa 600 gramas e estará disponível em duas cores, preto e branco.
AFP
iPad 2 é 33% mais fino do que o original
As versões e preços são os mesmos do primeiro iPad. São seis versões: três com Wi-Fi (16 GB, 32 GB, 64 GB) e três com Wi-FI e 3G e mesmos valores de memória. Os preços também são os mesmos e começam a partir de US$ 499 para o modelo mais barato (16 GB e apenas Wi-Fi).
AFP
iPad 2: o novo tablet da Apple
Concorrência aumentará nos próximos meses
O iPad 2 é a resposta da Apple à primeira leva de tablets criados por empresas como Samsung, Motorola e RIM. Após o lançamento do primeiro iPad, em janeiro do ano passado, os concorrentes da Apple passaram boa parte de 2010 projetando seus tablets.
Getty Images
Galaxy Tab 10.1: um dos rivais do iPad 2
Apenas no fim do ano passado os primeiros concorrentes de peso do aparelho começaram a chegar. A Samsung foi a primeira empresa de grande porte a estrear seu tablet, o Galaxy Tab, em setembro do ano passado. Em fevereiro deste ano a empresa anunciou que produzirá uma versão com tela de 10 polegadas do aparelho.
Nos primeiros meses deste ano, Motorola e LG revelaram suas apostas nesse mercado. O Motorola Xoom, já disponível nos Estados Unidos, é o primeiro tablet com a versão 3.0 do Android, criada especificamente para tablets. Já o Optimus Pad, da LG, é o primeiro aparelho da categoria com suporte a imagens 3D. Este aparelho chega em breve à Europa e aos Estados Unidos.
Em fevereiro deste ano, a HP anunciou seu projeto para o mercado de tablets. O TouchPad rodará o sistema WebOS, adquirido pela empresa com a compra da Palm, e deve estar nas lojas no segundo semestre. A RIM, fabricante do BlackBerry, é outra companhia de peso que atuará na área de tablets. O Playbook chegará ao mercado nos próximos meses. (iG)
Tablet 3D LG Optimus Pad será quase duas vezes mais caro que iPad (01/03/11)
Quem quiser a prancheta digital da LG que registra e exibe imagens em três dimensões precisará gastar quase o dobro do valor pago na versão básica do iPad, da Apple. A informação foi divulgada na feira de tecnologia Cebit, que começou hoje e termina no sábado (5), na Alemanha.
O preço do Optimus Pad foi fixado em 899 euros no mercado alemão (R$ 2.058, sem contar taxas de importação). O valor do iPad WiFi de 16GB por aqui é de 499 euros (R$ 1.142, na conversão).
O produto foi exibido no mês passado na Mobile World Congress, em Barcelona. Sem preço, causou euforia entre consumidores.
Novo tablet LG Optimus Pad registra cenas em três dimensões, mas deve chegar ao Brasil custando caro
O dispositivo tem tela de 8.9 polegadas, sistema operacional móvel Honeycomb (Android 3.0) e conexão HDMI para exibição direta das imagens em TVs HD. O Optimus Pad possui câmera traseira que faz vídeos e fotos em 3D e pede óculos especiais para a degustação deste tipo de material.
O desempenho da plataforma é bancado por um poderoso microprocessador de dois núcleos Tegra 2, da empresa Nvidia.
Não há data para chegada do LG Optimus Pad no Brasil, nem preço estimado. Na Alemanha, o produto desembarca no próximo mês.
DIÓGENES MUNIZ - Folha
ENVIADO ESPECIAL A HANNOVER
Barack Obama recebe CEOs de Google, Apple e Facebook (17/02/11)
SÃO PAULO - A Casa Branca confirmou, na noite de hoje, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama terá uma reunião amanhã com CEOs de grandes companhias de tecnologia.
Obama viajará para San Francisco para um encontro com os nomes mais célebres do Vale do Silício, entre eles Marck Zuckerberg, do Facebook, Eric Schimit, CEO do Google, e Dick Costolo, principal executivo do Twitter. A presença mais esperada para o encontro, no entanto, é Steve Jobs, cuja saúde frágil preocupa os acionistas da Apple.
Outros grandes nomes da indústria de tecnologia, como representantes da Oracle, Cisco e Yahoo! participarão do encontro que servirá para Obama discutir o futuro dos investimentos públicos dos Estados Unidos em ciência e tecnologia.
O encontro acontecerá apenas três dias depois da Casa Branca aprovar, no Congresso, uma verba de 3,7 trilhões de dólares para investimentos em educação, pesquisa e ciência.
Desde o início de seu governo, Obama tem se esforçado para aproximar-se dos nomes mais inovadores da economia americana. O próprio Eric Schmidt, por exemplo, foi nomeado oficialmente conselheiro do presidente.
Em diferentes ocasiões, Obama elogiou empreendedores da área de tecnologia ao dizer, por exemplo, que “esta é a nação do Google e Facebook” em seu último discurso sobre o “Estado da União”. Obama também citou Steve Jobs como um exemplo de bilionário que faz juz à fortuna “por ter inventado três ou quatro coisas revolucionárias”.
Entre os temas em pauta no encontro de executivos está a legislação de patentes nos Estados Unidos e um ousado plano de 18 bilhões de dólares que prevê financiar a expansão de redes de banda larga sem fio para as regiões menos populosas dos Estados Unidos.
Para analistas, Obama mistura um sincero desejo de se inspirar em líderes inovadores com uma jogada de marketing ao associar-se a nomes admirados pela opinião pública dos Estados Unidos.
Mobile World Congress: Samsung aposta em aparelhos com Android (14/02/11)
Com uma linha de produtos com Android já estabelecida no mercado, a Samsung aproveita o Mobile World Congress 2011 para mostrar variações de seus produtos.
"Já temos uma plataforma ótima com o Android, não faz sentido desenvolvermos uma própria para tablets", disse WP Wong, vice-presidente executivo e chefe de estratégia de produto da divisão de mobilidade da Samsung, quando questionado sobre uma possível versão do sistema operacional Bada para tablets.
Galaxy Tab 10.1: concorrente direto do iPad
O novo Galaxy Tab, com 10,1 polegadas, é o primeiro de uma série de novos modelos em tamanhos diferentes que chegarão ao mercado ao longo de 2011. O tablet é o primeiro da Samsung a vir com processador de dois núcleos, especificação que estará disponível a partir de agora, de acordo com Wong, em todos os modelos da marca.
Apesar de maior, o novo tablet da Samsung é mais leve que o modelo 3D lançado pela LG durante o Mobile World Congress, o Optimus Pad. Enquanto o primeiro tem 630 gramas, o novo Galaxy Tab tem 599 gramas. O iPad, da Apple, tem 730 gramas em sua versão 3G.
Smartphones e players multimídia
A Samsung também está apresentando no Mobile World Congress o smartphone Galaxy S II, nova versão do aparelho que vendeu 10 milhões de unidades em 2010. O produto tem tela Super AMOLED de 4,3 polegadas, processador de 1 GHz com dois núcleos e sistema operacional Android 2.3 ou Gingerbread, última versão liberada pelo Google.
Galaxy S II: equipado com processador de dois núcleos
Outra novidade é a versão de 5 polegadas do Samsung Galaxy Player, lançado durante a Consumer Electronics Show (CES 2011). Ao contrário do smartphone, ele apenas oferece conexão Wi-Fi, mas vem com aplicativo para fazer ligações de voz pela internet (VoIP). A linha Galaxy Player é a aposta da Samsung para concorrer no mercado dos players multimídia, como o iPod Touch.
O Omnia 7, único aparelho da Samsung até agora a rodar Windows Phone 7, também está presente no estande da empresa. (Claudia Tozetto)
Google prepara seu próprio serviço de compras coletivas (21/01/11)
Negócio funcionará de forma semelhante ao modelo do Groupon, que a gigante de buscas tentou comprar no ano passado
São Paulo – Os planos do Google de entrar no mercado de compras coletivas parece não terem sido frustrados com a negativa do Groupon a uma oferta de aquisição no ano passado. Agora, a gigante de buscas está preparando seu próprio serviço de ofertas, segundo noticia nesta sexta-feira (21) o site Mashable.
Documentos que teriam vazado de dentro da própria empresa revelam o projeto, chamado de Google Offers. Conforme a descrição, o serviço funcionará de forma bastante semelhante ao modelo do Groupon, adotado por sites brasileiros como o Peixe Urbano. “O Google Offers é um novo produto para ajudar potenciais consumidores e a clientela a encontrar grandes negócios em suas áreas por meio de um e-mail diário”, diz o documento.
Segundo apurou o Mashable, o Google Offers utilizará o sistema de processamento de pagamentos online Google Checkout. Opções de compartilhamento por Facebook, Twitter, Google Reader, Google Buzz e e-mail também aparecem na tela que ilustra o documento interno da empresa.
Procurada pelo site, a companhia confirmou o desenvolvimento do serviço de compras coletivas. “O Google está entrando em contato com pequenas empresas para buscar o apoio e participação delas em um teste de um programa de ofertas/vouchers pré-pago. Essa iniciativa é parte de um esforço contínuo do Google em fazer novos produtos, como o recente Offer Ads beta, que conecta empresários com consumidores de maneiras novas. Nós não temos mais detalhes para compartilhar por enquanto, mas manteremos vocês informados”, diz o texto enviado pela empresa ao Mashable.
Cientista Steve Crocker compara Campus Party a Festival de Woodstock (20/01/11)
Cientista foi um dos criadores dos protocolos da Arpanet, rede precursora da internet como a conhecemos hoje
Steve Crocker esteve nesta quinta-feira (20) na Campus Party Brasil
São Paulo - Um dos cientistas envolvidos na criação dos protocolos da Arpanet, projeto de rede que deu origem à internet como a conhecemos hoje, o americano Steve Crocker esteve na Campus Party nesta quinta-feira (20) para falar sobre sua experiência e sobre a evolução da rede.
O pesquisador abriu sua fala comparando a Campus Party ao festival de Woodstock. "É uma enorme e muito excitante festa", disse ele, para em seguida exibir um vídeo do festival de música realizado em 1969.
Crocker explicou que os primeiros experimentos para conectar computadores também iniciaram-se naquele ano. "Naquela época, os computadores eram grandes e caros. Somente as universidades e grandes empresas os possuíam", lembrou ele. Para o período, Crocker se definiu com um típico geek, imergido em matemática, códigos e programação.
De acordo com o cientista, era preciso criar uma rede para facilitar a troca de arquivos entre os centros de pesquisa. "Existia muito conhecimento sendo produzido sobre linguagens de programação, gráficos, arquitetura e inteligência artificial, que precisavam ser compartilhados", disse ele. Até então, a troca de dados dependia da transferência física de dispositivos.
A primeira conexão entre computadores em dezembro de 1969, em uma universidade da Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos. Seis meses depois, os testes já conectavam computadores da Califórnia com terminais em Boston, no lado leste dos Estados Unidos.
De acordo com Crocker, a criação da Arpanet motivou a criação de diversas outras. Países como o Canadá, França e Inglaterra, além de órgãos como a NASA, começaram a desenvolver suas próprias redes.
"Não existia um plano formal sobre o que fazer com aquela rede. Sabíamos apenas que seria um processo orgânico, informal, de expansão. Do aspecto da engenharia, a arquitetura seria aberta", afirmou ele. "Queríamos encorajar outros engenheiros a desenvolver novos protocolos. Qualquer um podia colaborar na elaboração dos documentos", completou.
Logo, novas redes e protocolos surgiram, caso do FTP. Em seguida, vieram a WWW, as BBSs, a evolução dos DNS, até que a web tomou a forma que conhecemos hoje.
Crocker também relembrou o surgimento de órgãos reguladores e das associações, como o Icann, a W3C, a ISOC, as organizações locais responsáveis pelo registro dos domínios etc.
No final, Crocker destacou que o Brasil hoje é um dos países líderes no registro de domínios e listou alguns serviços que eles imaginaram que um dia seriam possíveis.
"No início da web, nós já fazíamos testes e imaginávamos serviços como o e-mail, as mensagens instantâneas, a troca de voz via IP. Nós só não pensamos que um dia poderia existir algo como o Google e o Facebook", finalizou ele.
Atualmente, Crocker é CEO da Shinkuro, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento baseada nos Estados Unidos. Ele também foi gerente de programa na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA), outro órgão envolvido com o desenvolvimento da web.
Steve Jobs volta a pedir afastamento por problema de saúde, diz jornal "The Wall Street Journal" (17/01/11)
O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, 55, voltou a pedir licença médica da companhia, segundo informa um boletim do diário econômico norte-americano "The Wall Street Journal" nesta segunda-feira. O jornal destaca que o executivo prossegue envolvido com as "decisões estratégicas maiores" da companhia.
Jobs já se manteve afastado da companhia dois anos antes, quando recebeu um transplante de fígado --em 2004, Jobs teve um diagnóstico de um câncer raro no pâncreas.
Tim Cook, executivo-chefe de operações da Apple, será responsável pelas operações do cotidiano da empresa.
"Tenho grande confiança de que Tim e os demais administradores executivos da equipe farão um magnífico trabalho fazendo os planos empolgantes que nós temos para 2011", disse Jobs em carta aos funcionários.
"Amo a Apple tanto e espero voltar assim que eu puder. Nesse tempo, minha família e eu apreciaríamos profundamente o respeito pela nossa privacidade."
Ainda não está clara, entretanto, qual a natureza do afastamento.
Executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, pediu novo afastamento por problemas de saúde, segundo diz o "WSJ"
HISTÓRICO MÉDICO
Em 2004, Steve Jobs descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no pâncreas. O tumor foi retirado após uma cirurgia considerada bem-sucedida, mas a informação sobre o assunto só foi divulgada quando ele já estava em tratamento.
Em janeiro de 2009, o executivo anunciou que tiraria uma licença para descansar até o final de junho, a fim de se recuperar de uma doença que o tinha feito perder muito peso. Na época ele explicou que seus problemas de saúde tinham origem em um desequilíbrio hormonal e que o tratamento era "simples e singelo".
Entretanto, uma semana depois ele anunciou, por meio de comunicado aos colaboradores da Apple, que os médicos haviam verificado que seu problema de saúde era mais complexo do que havia imaginado, por isso se licenciaria.
Steve Jobs não disse quanto tempo ficará afastado da empresa
Seu afastamento e os poucos detalhes divulgados sobre a doença de Jobs geraram especulações e preocupação entre alguns investidores, provocando a desvalorização das ações da empresa.
Em junho daquele mesmo ano, uma reportagem do "WSJ" revelou que ele se submetera a um transplante de fígado.
Um hospital do Tennessee (EUA) confirmou, dias depois, que o executivo-chefe da Apple passara por um transplante, mas que estaria bem e recebera "excelentes prognósticos" dos médicos. De acordo com o Instituto de Transplantes do Hospital da Universidade Metodista em Memphis, ele passou pelo procedimento naquele momento porque era o paciente em situação mais grave na lista.
Dias depois, o executivo já anunciava o retorno ao trabalho.
"QUASE MORRI"
Em março do ano passado, Jobs disse ao governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que 21 mil pessoas no Estado estavam esperando por um transplante de órgãos.
"Eu quase fui um dos que morreram esperando por um fígado", afirmou o executivo. "Fui afortunado", declarou Jobs. "No último ano, outros 400 californianos morreram esperando. Eu poderia ter morrido." À época, Jobs se descrevia melhor. "Estou me sentindo bem. Quase morri. Está sendo muito bom nos últimos meses."
'Hacktivistas' e 'ciberguerreiros', os novos rostos do caos na Internet (08/01/11)
WikiLeaks: grupo fez ataques em apoio ao site de Julian Assange
Paris - Com ataques do tipo Stuxnet ou o aparecimento do dossiê Wikileaks, a Internet viu, em 2010, emergir "hacktivistas" com motivações ideológicas ou políticas, não mais financeiras, junto com "ciberguerreiros" prontos a disseminar o caos, e cujas ações deverão se intensificar a partir daí.
Foi uma mudança radical o aparecimento desses "hacktivistas" (contração de "hacker" - pirata da informática - e "ativista", militante).