creativity never sleeps - ano III
As primeiras resenhas de "Inferno", quarto livro da série de Dan Brown iniciada com "O Código Da Vinci", descrevem uma obra "pesada", mas que deverá ser avidamente devorada pelos fãs.
Os críticos disseram que os mistérios sombrios, os códigos enigmáticos e o turismo histórico presentes em "Inferno" irão deleitar os devotos do romancista norte-americano, mas observaram que alguns trechos parecem mais compatíveis com um roteiro de Hollywood do que com um romance.
O personagem Robert Langdon, professor de Harvard especialista em símbolos, agora segue a trilha do poeta Dante Alighieri por Florença, Veneza e Istambul, numa corrida contra o tempo para salvar o mundo de uma praga artificial.
Janet Maslin disse no The New York Times que o romance tem um começo acidentado, que parece prenunciar problemas para a franquia de Brown, mas que depois se recupera.
"Para grande alívio de quem gosta dele, Brown acaba não só deixando uma trilha de migalhas das pistas sobre Dante (este, afinal de contas, é ‘Inferno'), como também jogando jogos com o tempo, os gêneros, a identidade, atrações turísticas famosas e a medicina futurista", escreveu.
No Independent, Boyd Tonkin disse que o romance é "pesado, mas inteligente". Ele observa que a trama é uma das mais batidas da ficção -- o cientista maluco que ameaça o mundo com uma máquina apocalíptica.
"Será que Brown consegue reformular esses dispositivos excessivamente familiares de surto, pestilência e contágio de modo a transformá-lo num organismo viável? Embora pesadamente, ele consegue."
Já A.N. Wilson, do Financial Times, viu no livro uma "trama absurda", carregada de "jargão científico" e excessivamente dependente da fama dos lugares turísticos por onde Langdon passa.
"O professor e seu doutor passam correndo pela ‘famosa catedral de Florença', pelo ‘famoso Studiolo' de Vasari, sem esquecer da ‘mundialmente famosa Galeria degli Uffizi'", escreveu o crítico. "'Inferno' deve ser lido menos como romance do que como 'tratamento' para um filme de suspense."
Nos EUA, Brian Truitt, do USA Today, deu ao livro 3,5 de 4 estrelas possíveis, e o descreveu como "leitura infernalmente boa".
"O Código Da Vinci", de 2003, passou mais de um ano no topo da lista de best-sellers do The New York Times, e virou filme estrelado por Tom Hanks. Livrarias disseram que, a julgar pelas encomendas pré-lançamento, "Inferno" deverá ser o livro mais vendido do ano. Reuters
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Pop & Arte l Museu dedicado à banda Abba é inaugurado na Suécia (06/05/13)
As músicas cativantes, figurinos extravagantes e botas cintilantes que fizeram do Abba um fenômeno global são destaques em um novo museu dedicado à banda, inaugurado esta semana em Estocolmo, na Suécia.
Os organizadores esperam atrair centenas de milhares de pessoas anualmente em uma viagem nostálgica pop.
Os visitantes vão poder cantar sucessos do Abba ao lado de hologramas em tamanho natural do grupo - e, em seguida, transferir as imagens pela Internet.
"Eu estaria interessado, mesmo que eu odiasse o Abba, em saber como a banda realmente aconteceu e porquê", disse o ex-membro do ABBA Bjorn Ulvaeus nesta segunda-feira no museu.
Ulvaeus (foto acima), agora um avô de 68 anos, rejeitou sugestões de que a abertura poderia coincidir com uma reunião da banda. Uma casa de apostas britânica estava fazendo apostas em abril sobre um retorno após a cantora Agnetha Faltskog insinuar um possível reencontro.
"Como todos sabem, nós nunca nos reuniumos", disse Ulvaeus. "Então, eu aproveito esta oportunidade para dizer agora que também nunca iremos".
O Abba, formado por Ulvaeus, Faltskog, Anni-Frid Lyngstad e Benny Andersson, saltou para fama quando ganhou o concurso Eurovision em 1974 com a canção "Waterloo".
Para reviver os dias de glória da banda, o museu oferece uma pista de dança com discos dos anos 1970 para os vistantes praticarem seus passos, gravações para a escolha de um "quinto" membro da banda e a oportunidade de sentar-se no interior do helicóptero que é destaque na capa do álbum "Arrival".
As paredes do museu estão repletas de recortes de jornais, cartas de fãs e vídeos. Os visitantes podem olhar os bastidores de um camarim, admirar discos de ouro e platina do Abba e ver uma reconstituição do estúdio onde a banda compôs canções.
O Abba se tornou um dos maiores produtos de exportação da Suécia, com canções de sucesso como "Dancing Queen" e "Gimme Gimme Gimme! (A Man After Midnight)".
O grupo vendeu cerca de 370 milhões de álbuns no total e faz parte de uma tradição pop da Suécia, que inclui Roxette, Ace of Base, Europa e Kent.
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Pop & Arte l Enfim, a biografia de Frank Sinatra (25/04/13)
Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo
Três anos após seu lançamento nos Estados Unidos, chega às livrarias este domingo a biografia Frank, A Voz, de James Kaplan (Companhia das Letras, R$ 69), uma viagem de mais de 700 páginas pela primeira fase da vida do maior crooner que já passou pelo planeta. O livro vai do nascimento do artista, em Hoboken, New Jersey, até 1954, quando Sinatra ganha o Oscar por A Um Passo da Eternidade. Kaplan falou ao Estado ontem, por telefone, sobre a biografia e sua sequência.
Já há um título para o segundo livro das memórias de Sinatra?
JAMES KAPLAN - Sim. Ainda não está pronto, mas vai se chamar Sinatra - The Charmain of the Board. É um apelido que lhe foi dado por um radialista norte-americano chamado William B. Williams, que foi um importante broadcaster nos Estados Unidos nos anos 1950 e 1960 e que era grande apreciador da arte de Sinatra. Ele o apelidou assim por causa de sua posição no mundo da música e também por causa da ambição de Sinatra de controlar cada etapa de sua carreira profissional.
Nesse primeiro livro, Frank - A Voz, seu editor disse que o resultado fazia o leitor sentir o que era realmente ser Frank Sinatra. Foi essa sua intenção ou foi natural?
JAMES KAPLAN - Bem, eu queria... Sabe, essa foi a minha primeira biografia. Sou um romancista, tinha ajudado a fazer dois livros sobre celebridades, John McEnroe e Jerry Lewis. Esta foi minha primeira biografia, um formidável desafio. Eu não queria escrever uma biografia convencional, ou que fosse "seca" ou acadêmica. Queria dar uma narrativa forte, que pudesse carregar as forças de uma boa ficção, mas que fosse completamente verdadeira, até nos detalhes.
Há até alguns detalhes que são controversos, como por exemplo o tamanho do pênis de Sinatra. Como o sr. decide colocar um detalhe assim numa biografia?
JAMES KAPLAN - Eu não queria explorar nenhum lado sensacional de Sinatra. Há muitas biografias em inglês da vida dele e elas... A maior parte delas antes da minha era muito sensacionalista, muito escorada em escândalos: as conexões com a Máfia, crime organizado, sexo. A razão pela qual eu escrevi esse livro em primeiro lugar foi... Você conhece Jerry Lewis? Eu fiz um livro sobre Jerry, e ele foi um amigo muito próximo de Sinatra. E ele e eu somos grandes amigos agora e conversamos durante muitas horas sobre essa amizade com Sinatra. Eu acabei sentindo como se conhecesse Sinatra, ele acabou se tornando muito humano para mim. Durante o processo de pesquisa, eu saí para jantar com diversos músicos que tinham trabalhando com o cantor, e eu esperava deles fofocas e histórias sobre mulheres e a Máfia, mas em vez disso eles todos me falaram de quão genial ele era, o gênio musical que ele foi. Eu me dei conta que, se desse a dimensão desse gênio, seria um livro interessante. Há coisas que ajudam a dar a dimensão do homem que homens e mulheres admiravam. Pegue o aspecto físico dele: era baixinho, tinha cicatrizes no rosto, tornou-se careca muito jovem. Acho que ele nunca foi satisfeito com seu físico. E é preciso compreender o ambiente em que Sinatra nasceu e cresceu, nos Estados Unidos dos anos 1920 e 1930. Os gângsteres eram homens de poder. E Sinatra, não de forma elogiável, os admirava. Ele foi assim a vida toda. No novo volume, eu narro como ele se relacionava com o gângster Sam Giancana, que esteve profundamente envolvido na eleição de John Kennedy.
Em janeiro de 1980, Sinatra veio cantar no Maracanã. É um recorde absoluto de público até hoje, 175 mil pessoas.
JAMES KAPLAN - Sim. E a chuva parou para ele cantar! Foi um milagre!
Foi um momento-chave para o show biz do Brasil, porque até aquele momento não havia know-how para um show desse porte.
JAMES KAPLAN - Eu não sabia disso, mas faz sentido. Foi um momento muito importante tanto para o Brasil quanto para Sinatra. Foi a maior audiência para a qual ele cantou na carreira, ele amava o Brasil e ele e Jobim se adoravam, eram muito reverentes um com o outro artisticamente. Ele demonstrou grande sentimento por cantar no Brasil.
Gay Talese perpetrou uma frase clássica do new journalism dizendo que "Sinatra gripado é como Picasso sem tinta, Ferrari sem gasolina - só que pior".
JAMES KAPLAN - (Risos) Gay Talese é um grande amigo meu. Conversei bastante com ele para fazer meu livro e acho que ele escreveu o mais importante artigo sobre Sinatra (na revista Esquire). Talese admirava Sinatra e sofreu com ele, que tinha pouca paciência e era volátil. Não deu a Talese o tempo que este queria.
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Pop & Arte l Mostra "David Lynch – O Lado Sombrio da Alma" em São Paulo exibe filmes raros de David Lynch (13/04/13)
O diretor norte-americano David Lynch, de "Veludo Azul" e "Cidade dos Sonhos", será tema de uma mostra na Caixa Cultural São Paulo, em cartaz de 16 a 28 de abril. As 33 sessões previstas na programação incluem tanto os longas que marcaram a filmografia do cineasta como trabalhos menos conhecidos, entre curtas, filmes para a televisão, videoclipes e comerciais.
A programação inclui todas grandes produções de Lynch, como "A Estrada Perdida", "Império dos Sonhos" e "A História Real", além do piloto da série "Twin Peaks" e curtas como "Rabbits" e "Dumbland".
No dia 18 de abril, haverá um debate sobre a obra de Lynch com a presença do cineasta Marco Dutra, o jornalista Paulo Santos Lima e o curador da mostra, Mario Abbade.
Veja a programação completa:
Dia 16/04 - terça-feira
15h: Pretty as a Picture. 85 min. 14 anos.
16h40: Eraserhead. 89 min. 16 anos.
18h20: O Homem Elefante. 124 min. 14 anos.
Dia 17/04 - quarta-feira
15h: I Don't Know Jack. 96 min. 12 anos.
16h50: Duna. 190 min. 14 anos.
Dia 18/04 - quinta-feira
15h: Lynch (One). 84 min. 14 anos.
16h40: Veludo Azul. 121 min. 16 anos.
19h: Debate
Dia 19/04 - sexta-feira
15h: The Short Films of David Lynch. 120 min. 14 anos.
17h10: Twin Peaks – O piloto da série. 95 min. 14 anos.
19h: Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer. 135 min. 14 anos.
Dia 20/04 - sábado
14h: Scene by Scene (VHS). 50 min. / Ruth Roses and Revolver (VHS). 48 min. 12 anos.
15h50: Coração Selvagem. 128 min. 16 anos.
18h10: Rabbits. 50 min. / Industrial Symphony No. 1. 50 min. 14 anos.
Dia 21/04 - domingo
14h: Mystery Disc. 190 min. 14 anos.
17h20: A Estrada Perdida. 135 min. 16 anos.
Dia 23/04 - terça-feira
15h: On the Air (VHS). 210 min. 14 anos.
18h50 A História Real. 111 min. 12 anos.
Dia 24/04 - quarta-feira
15h: Dynamic:01: The Best of DavidLynch.com. 120 min. 14 anos.
17h20: Zelly & Eu (VHS). 87 min. 14 anos.
19h: Os Beatniks (VHS). 110 min. 14 anos.
Dia 25/04 - quinta-feira
15h: Crumb. 119 min. 14 anos.
17h20: Hotel Room (VHS). 90 min. 14 anos.
19h: Nadja (VHS). 93 min. 14 anos.
Dia 26/04 - sexta-feira
15h: Dumbland. 25 min. / David Lynch Commercials e clipe Rammstein (VHS s/legendas). 41 min. / School of Thought. 40 min. 12 anos.
17h: Hugh Hefner: Once Upon a Time. 91 min. 14 anos.
18h40: Encaixotando Helena. 107 min. 14 anos.
Dia 27/04 - sábado
14h: Lynch in Conversation (VHS). 59 min. 12 anos.
15h10: Cidade dos Sonhos. 141 min. 14 anos.
17h40: Transcendendo Lynch. 84 min. 12 anos.
Dia 28/04 - domingo
14h: Império dos Sonhos. 180 min. 14 anos.
17h10: Mais Coisas que Aconteceram. 76 min. 14 anos.
18h20: Sob Controle. 97 min. 14 anos.
"David Lynch – O Lado Sombrio da Alma"
Data: de 16 a 28 de abril de 2013 (de terça-feira a domingo)
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111
Entrada: Franca (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com 1 hora de antecedência)
Capacidade: 60 lugares
Classificação etária: consultar programação
Informações: (11) 3321-4400
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Pop & Arte l Exposição "Gutai: Splendid Playground" mostra movimento artístico mais importante e conhecido do Japão pós-guerra (24/02/13)
As cores são importantes na exposição "Gutai: Splendid Playground", que tomou o Museu Guggenheim em Nova York para mostrar o movimento artístico mais conhecido do Japão pós-guerra. Da entrada você quase as vê penduradas sobre sua cabeça no formato de joias feitas de água colorida em tons de vermelho, azul, amarelo e verde. Cada obra ocupa um dos 16 tubos de plástico que se estendem ao longo da rotunda como redes translúcidas.
Esta combinação implicitamente cinética de pintura e escultura parece nova, mas na verdade foi concebida em 1956, quando seu criador, o artista Gutai Sadamasa Motonaga (1922-2011), amarrou obras entre árvores para uma exposição ao ar livre em Ashiya, perto de Osaka, no Japão.

Richard Perry/The New York Times
Obra 'Tankuro', de 1966, de Norio Imai, parte da mostra 'Gutai: A Splendid Playground'
"Gutai: Splendid Playground" é a primeira grande exposição dedicada a Gutai e a primeira a cobrir completamente a sua efemeridade de meios. Ela exibe 100 obras de pintura, escultura, instalações, filmes e performances filmadas, complementadas por murais e impressos, tudo brilhantemente entrelaçado.
Sua convergência no Guggenheim reflete a bolsa artística de Ming Tiampo, um historiador de arte que ensina na Universidade de Carleton, em Ottawa, Ontário, e foi realizada em colaboração com Alexandra Munroe, curadora sênior do Guggenheim para arte asiática. Acompanhada por um catálogo fantástico, seu esforço deve permanentemente desalojar qualquer noção de modernismo pós-guerra como um fenômeno estritamente ocidental.

Richard Perry/The New York Times
Obra 'G-170, Work', de 1956, de Tsuruko Yamazaki, parte da mostra 'Gutai: A Splendid Playground'
As obras desta mostra são - como a água colorida de Motonaga - geralmente relaxadas e divertida. A ideia da arte como um momento libertador e muitas vezes participativo foi um componente importante no pensamento de Gutai, especialmente durante sua primeira década. Formado em 1954, a Associação de Arte Gutai salienta a importância de ações individuais desinibidas, o encorajamento de expectativas e até mesmo a tolice como formas de combater a passividade e o conformismo que permitiu que o governo militarista do país se tornasse tão desastrosamente poderoso nas décadas anteriores, invadindo a China e, em seguida, partindo para a Segunda Guerra Mundial.
Em sua própria maneira, Gutai queria ajudar a reconstruir a democracia tanto promulgando quanto incentivando atos simbólicos de independência. Seus membros usavam seus pés, robôs e fogo para fazer pinturas, sempre levando o meio aos seus limites. Outros trabalhos convidam os espectadores a agir.
Com trabalhos de 17 dos 59 membros do grupo, esta mostra traça a história da Associação de Arte Gutai de sua formação em 1954 até a sua dissolução, poucas semanas depois da morte de Yoshihara, em 1972. Uma das paredes foi forrada com o manifesto que ele publicou em 1956, rejeitando toda a arte anterior como "fraudulenta" e "relíquias arqueológicas". Ele isentou a arte primitiva e a arte desde o Impressionismo porque "usaram matéria - isto é, a pintura - sem distorcer ou matá-la". Ele citou Jackson Pollock e o pintor francês Georges Mathieu como modelos, porque o seu trabalho, ele escreveu, "revela o grito da própria matéria."

Richard Perry/The New York Times
Obra 'Work (Water)', de 1956, de Sadamasa Motonaga, parte da mostra 'Gutai: A Splendid Playground'
Um dos objetivos da Yoshihara era ressaltar e cultivar conexões entre a nova arte da Europa, América e Japão. Seus pontos de vista nem sempre eram correspondidos, como sugerido pela recepção negativa de uma exposição Gutai na Galeria Jackson Martha, em Nova York, em 1958. Hoje, sua abordagem parece presciente.
Além disso, as pinturas no Guggenheim sugerem que o Japão produziu a segunda mais forte geração de Expressionismo Abstrato, os artistas que de maneira mais convincente e direta ampliaram a inovadora técnica de gotejamento de Pollock. Apesar de não serem muito grandes, as suas obras também têm uma escala imponente e, por vezes, uma sensação de peso que adianta um Minimalismo e processos artísticos ao mesmo tempo que denotam facilidade e perfeição, graças ao seu abandono físico e métodos excêntricos.
Acima de tudo, Gutai combinou a irreverência Dadá com uma versão muito ampliada de automatismo e elementos que são inatamente japoneses: os gestos de voo da tinta das pinturas sumi, as falhas aleatórias tão valorizados na tradição do país, a cerâmica, a reverência aos próprios materiais.
Em uma época em que os principais museus de Nova York parecem excessivamente preocupados com a arte desde o século anterior, "Gutai: Splendid Playground" traz um certo frescor para a cidade. Mostras revisionistas de seu tipo podem ser tão fragmentadas que muitas vezes transformam-se em afirmativas do tipo "você tinha de estar lá", um problema que assola a mostra "Tokyo 1955-1970: O Nascimento do Avant-Garde", em exposição no Museu de Arte Moderna, que também contém um pouco de Gutai.
A exposição do Guggenheim também olha para trás, mas faz isso com brio e imediatismo memoráveis. Sua revisão tem uma excelente chance de permanência. The New York Times
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Divas pop viram cartazes em estilo retrô (03/02/13)
As divas pop atuais apresentam características marcantes e podem ser reconhecidas por seus estilos únicos. Renato Cunha identificou essa singularidades e reproduziu cantoras como Adele, Amy Winehouse e Rihanna em cartazes com clima retrô. Acompanhando as figuras famosas, letras de músicas que marcaram sua carreiras aparecem no maior estilo história em quadrinhos. [Zupi] modismo

Adele

Amy Winehouse

Avril Lavigne

Beyoncé

Gwen Stefani

Katy Perry

Lady Gaga

Lily Allen

Rihanna
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Pianista de jazz Dave Brubeck morre aos 91 anos (05/12/12)
Dave Brubeck, pianista de jazz norte-americano, morreu aos 91 anos na manhã desta quarta-feira (5) na cidade de Norwalk, em Connecticut, segundo informações da agência de notícias Associated Press.
Brubeck morreu de insuficiência cardíaca quando estava indo visitar seu cardiologista na companhia de seu filho Darius, de acordo com Russell Gloyd, empresário do pianista. Ele completaria 92 anos nesta quinta-feira (6).
Nascido em 6 de dezembro de 1920, Brubeck era considerado um dos maiores músicos do gênero por sua técnica e capacidade de improviso.
Aos quatro anos de idade, o pianista teve seu primeiro contato com o instrumento que o acompanharia o restante de sua vida. Criado numa área rural da Califórnia, ele era filho de um comerciante de gado e uma diretora de coral --que proibiu os filhos de ouvir rádio em casa porque acreditava que, se quisessem ouvir música, eles deveriam saber tocar. Brubeck e os dois irmãos, então, passaram a estudar música clássica, canções religiosas e populares.
Em 1942, conheceu o saxofonista Paul Desmond, seu parceiro musical mais importante: com ele, mais tarde, formaria o Dave Brubeck Quartet, que contava, em sua formação inicial, com Joe Dodge (bateria) e Bob Bates (contrabaixo). Passariam pelo quarteto, ainda, vários outros músicos.
O quarteto com Brubeck, Desmond, Joe Morello (bateria) e Gene Wright (contrabaixo) gravou um dos principais discos do jazz: "Time Out" (1959), com "Take Five", "Blue Rondo à la Turk" e "Kathy's Waltz" --que serviu de inspiração para "All My Loving" (1963), dos Beatles.
"Take Five", escrita por Desmond, se tornou uma das melodias mais famosas do grupo. Lançado em 1959, foi o primeiro single de jazz a vender um milhão de cópias.
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‘Thriller’, de Michael Jackson, faz 30 anos (25/11/12)
Em 1982, o futuro batia firme na porta. Foi naquele ano que Hollywood abriu uma janela para a imaginação com “E.T. — O Extraterrestre” e “Blade Runner”; que o videogame Atari 2600 bateu a marca de dez milhões de unidades vendidas; que os CD-players (ou discos laser) foram lançados comercialmente; e que o Brasil via a chegada de uma gente fina, elegante, colorida e sincera nas canções de Lulu Santos e da Blitz. Mas um fato cultural de magnitude até então inimaginável haveria de iniciar sua saga antes que 1982 acabasse. No dia 30 de novembro, chegava às lojas “Thriller”, o segundo LP do cantor americano Michael Jackson em parceria com o produtor Quincy Jones. Quase 30 anos depois, ele permanece como o álbum mais vendido da História (algo como 110 milhões de cópias). Isso depois de ter feito de Michael o Rei do Pop, de ter revolucionado a indústria fonográfica, de ter inaugurado a era de ouro do videoclipe (numa MTV que nascera em 1981) e de ter estabelecido parâmetros artísticos e comerciais que o artista morto em 2009 passou o resto de sua vida tentando, em vão, superar.
— Sei que ele ficou frustrado por não conseguir repetir vendagens tão altas — conta ao GLOBO o jornalista e escritor americano Nelson George, autor de “Thriller: a vida e a música de Michael Jackson”, lançado no ano passado por aqui pela Zahar. — Hoje, a cultura é muito diferente. As pessoas não compram mais álbuns em massa, fazem download de canções. Não há mais condições para que um álbum venda algo como 40 milhões de cópias.
Mas os feitos de “Thriller” vão muito além dos números. George lembra que o disco também foi um divisor de águas cultural, rompendo barreiras raciais.
— Michael Jackson provou que os músicos negros americanos poderiam ter apelo global — diz. — A música negra americana sempre teve apelo internacional, mas relativamente poucos artistas conseguiram se beneficiar disso. Michael levou a dança, o canto e a música aos lares do mundo inteiro.
Nascido em uma família operária de Gary, Indiana, Michael foi levado pelo pai, Joe, com mão de ferro, a cantar com os irmãos mais velhos num grupo de r&b, o Jackson 5. Tinha 8 anos. Quando o sucesso veio, com as músicas “ABC” e “I want you back”, ele contava apenas 11, mas já ficara claro que era o grande talento do grupo. Em 1972, fez sucesso solo, com as músicas “I’ll be there” e “Ben”, mas não se afastou dos irmãos. Em 1977, ao participar do filme “O mágico inesquecível” (um remake de “O Mágico de Oz”), Michael conheceu Quincy Jones, jazzista e arranjador que o convenceu a retomar a carreira solo. Assim, em 1979, aos 21 anos, com o disco “Off the wall”, o caçula do Jackson 5 pegou os embalos da discoteque e os transformou em algo novo, vibrante e reluzente, em canções como “Don’t stop til’ you get enough” e “Rock with you”, que não por acaso foram hits mundiais. Em “Thriller”, a dupla Quincy-Michael se preparou para repetir a dose, com ainda mais eficácia.
Biógrafo Nelson George, que acompanhou a carreira de Michael de perto, na época, como editor da revista “Billboard”, considera fundamental a participação de Quincy Jones no sucesso do disco.
— Foi ele quem trouxe Rod Temperton (compositor inglês, autor de “Rock with you”), quem compôs algumas das canções mais memoráveis do disco (a faixa-título, “Baby be mine” e “The lady in my life”). E também deu forma a “Human nature” e contratou alguns dos melhores músicos e arranjadores de Los Angeles. Sua marca está por todo o disco.
Mas, mesmo com todo o planejamento artístico (com grandes ideias, como a de voltar a juntar Michael Jackson e Paul McCartney na faixa “The Girl is mine”, ou a de chamar o guitarrista Eddie Van Halen para fazer um solo no rock “Beat it”), “Thriller” não teria chegado onde chegou sem a fileira de históricos videoclipes, feitos por insistência (e com a orientação) do próprio cantor. Na ordem: “Billie Jean” (em que o cantor deu uma lição ou duas de dança), “Beat it” (com seu conceito “West Side story”) e “Thriller”, uma revolução sob vários aspectos.
Encantado com o filme “Um lobisomem americano em Londres”, Michael chamou o diretor John Landis para fazer o clipe de sua canção em clima de terror (com direito até a narração tenebrosa do ator Vincent Price). Landis idealizou um curta-metragem, com muita maquiagem de zumbi e dança, que custaria um até então inédito meio milhão de dólares. Esse não foi só o artefato decisivo para fazer de “Thriller” o disco mais vendido de todos os tempos: foi um acontecimento cultural, o vídeo que transformou a MTV numa potência (é o mais visto de sua história), que abriu o canal para os artistas negros e que iniciou uma escalada de inovação (e de custos) para os clipes.
Nelson George se lembra bem daqueles tempos, quando o clipe de “Thriller” não saía das TVs, as cópias do álbum “Thriller” não conseguiam ficar muito tempo nas lojas, e Michael Jackson era figura próxima do onipresente.
— O frenesi em torno desse disco foi algo nunca visto — conta. — Em 1984, fui a três shows da turnê do “Victory” (disco dos irmãos Jackson, do qual Michael participou) e em todos eles havia um burburinho que eu raramente vi. Especialmente em Kansas City.
Trinta anos depois, a indústria musical pode não ser mais a mesma. Mas “Thriller” segue sendo homenageado — inclusive no Brasil. No dia 15, a banda americana Easy Star All-Stars mostra no Circo Voador sua recriação reggae do disco, “Thrillah”. E em 21 de fevereiro, estreia no Citibank Hall o musical “Thriller Live Brasil Tour” (os ingressos começam a ser vendidos esta semana em www.ticketsforfun.com.br), unindo artistas brasileiros aos músicos da produção original inglesa. Tudo para celebrar o disco cuja influência foi decisiva para as carreiras de um rol de artistas que segue por Prince, Lenny Kravitz, Will Smith, Ricky Martin, Justin Timberlake, The Black Eyed Peas, Justin Bieber e, mais recentemente, Bruno Mars (que imitava Michael Jackson profissionalmente na infância). Astros que uniram enorme talento, amor pela música e determinação para vencer obstáculos (cor da pele, nacionalidade, língua) com uma ambição para chegar onde o homem jamais pisou.
— O fato de haver agora uma reavaliação de “Thriller”, bem como de “Bad” (o disco seguinte, de 1987, que mereceu este ano, no seu 25º aniversário, um documentário do diretor Spike Lee), se deve ao fato de que o trabalho de Jackson foi histórico — avalia Nelson George. — Várias gerações de fãs de música cresceram com ele, e essa conexão se sustenta. o globo
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Paul McCartney & Diana Krall I Confira o vídeo com os bastidores da gravação da música “The Christmas Song (24/11/12)
Ele pode ser vegetariano e ser contra servir peru na ceia, mas Paul McCartney mostra que tem espírito natalino na nova faixa que o ex-beatle vai lançar nesse final de ano. Trata-se de um clássico: "The Christmas Song (Chestnuts Roasting On Na Open Fire)", gravado em companhia da pianista canadense Diana Krall.
McCartney disse ao semanário britânico NME que foi bastante intimidador realizar uma versão da música, principalmente por que ela já havia sido consagrada por Nat King Cole. "Mas aí eu pensei: ‘não vou escutar [as outras versões], não vou pensar como vou fazer isso. Apenas vou lá e cantar. Pronto. Foi feita em uma tarde em Nova York e estou muito satisfeito por que não parece com nenhuma outra releitura."
Confira o vídeo abaixo com os bastidores da gravação da música:
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Livro "Young Romance: A New 52 Valentine’s Day Special" reúne romances dos super-heróis da DC Comics (16/11/12)
A gente sabe que os super-heróis passam a maior parte do tempo lutando contra inimigos e salvando o mundo dos vilões, mas o que realmente gera curiosidade é a vida pessoal deles. Ao longo dos anos vários romances aconteceram entre os personagens da DC e, por conta disso, será lançado em fevereiro de 2013 um livro apenas com histórias de amor. "Young Romance: A New 52 Valentine’s Day Special", assinado pelos artistas e roteiristas Andy Diggle, Ann Nocenti, Cecil Castellucci, Peter Milligan, Gene Ha, Emanuella Luppichinno, Phil Jimenez, e Sanford Green vai mostrar o lado romântico da Mulher-Maravilha, do Super-Homem, da Batgirl, da Mulher-Gato, da Batwoman e do Aquaman, entre outros.
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Fotógrafo Julian Wolkenstein deixa rostos simetricamente perfeitos para desafiar conceito de beleza (27/10/12)
Após o projeto, Julian Wolkenstein desenvolveu um aplicativo para o celular que cria imagens espelhadas. Mais de 50 mil fotos já foram feitas com o aplicativo (Fotos: Julian Wolkenstein)
A busca pela simetria é quase como a busca pela perfeição. Nas pinturas clássicas o lado esquerdo é espelhado ao direito, no teatro utiliza-se a técnica da barca em que os dois lados do palco devem estar em equilíbrio. Já a literatura cunhou o termo palíndromo para descrever o efeito. Na ciência, considera-se que elementos simétricos são mais atrativos e, portanto, mais belos. Para colocar à prova, o fotógrafo australiano Julian Wolkenstein produziu uma séria de imagens nos quais rostos de modelos eram espelhados, formando faces simetricamente perfeitas. Durante os cliques, Wolkenstein pediu para que as pessoas ficassem na mesma posição e sem demonstrar emoção. No final, o resultado eram figuras bastante distintas umas das outras. “Queria fazer uma série de retratos de pessoas com rostos que seriam usados como ingredientes para várias ideias que eu queria testar abstraindo rostos, mudando, misturando e recombinando feições faciais”, ele disse à BBC. As fotos não sofreram retoques e foram cortadas ao meio com cada metade colada a imagem espelhada. O projeto foi batizado de Echoism. GQ
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Emmy 2012: conheça os seriados indicados a Melhor Figurino (23/07/12)
Holliday Grainger e Lotte Verbeek em “The Borgias”©Reprodução
Na última quinta-feira (19.07), foi divulgada a lista com os nomeados à 64ª edição do Emmy, maior premiação dos Estados Unidos voltada à indústria televisiva. Apesar do grande número de categorias, e da quantia ainda mais expressiva de programas indicados, o destaque do evento, ao menos para o FFW, é o quesito “Melhor Figurino para Seriados”.
Dentre os nomeados, a surpresa é a ausência de Janie Bryant, responsável pelo excelente figurino de “Mad Men”, indicado ininterruptamente de 2008 a 2011. As estreias na categoria são “Downton Abbey” e “Once Upon A Time”; já “Game of Thrones”, “Boardwalk Empire” e a vencedora de 2011, “The Borgias”, voltam a concorrer na premiação deste ano, que acontece dia 23 de setembro em Los Angeles. O diferencial do Emmy é que cada programa concorre pelo que é apresentado em apenas um episódio, ou seja, no momento da inscrição, os produtores do seriado elegem o capítulo que acreditam ser o mais excepcional para simbolizar o trabalho realizado em toda a temporada.
As produções de época ou que envolvem elementos de fantasia dominam as indicações na categoria de “Melhor Figurino” da 64ª edição do Emmy, refletindo o movimento da indústria do entretenimento, que nos últimos anos vem abrindo espaço para seriados históricos, não apenas longas-metragens como era habitual. Em 2010, dos cinco nomeados, somente “The Tudors” e “Mad Men” possuíam tramas ambientadas distantes da contemporaneidade (“Glee”, “The Goodwife” e “30 Rock” também concorriam à premiação), enquanto neste ano todas as concorrentes incluem características do gênero, que o site FFW destrincha a seguir:
“Game of Thrones”

“Game of Thrones“ ©Reprodução
Conceber o figurino de “Game of Thrones” não deve ter sido uma tarefa simples já que, baseado na série de livros homônima de George R. R. Martin, a trama do programa televisivo se passa em espaços físicos e lapsos temporais completamente ficcionais. Além de desenvolver do zero toda a estética de uma civilização, que, no caso, abrange não somente os habitantes dos Sete Reinos (Westeros), mas também inúmeros povos que vivem nas chamadas Cidades Livres, Michele Clapton e seus assistentes Alexander Fordham e Chloe Aubry tiverem que produzir trajes para tempos que oscilam entre a guerra e a paz, bem como para climas opostos, de locações polares a desertos áridos.
Os elementos fantásticos, presentes a partir da inclusão de seres mágicos como dragões e lobos gigantes, ou ainda de criaturas que não podem ser facilmente nomeadas, trazem ao figurino de “Game of Thrones” características que o distanciam da clássica ficção medieval, que, como afirmado por Clapton em entrevista ao site “Fashionista”, é a referência primordial para os protagonistas do seriado, à exceção de Daenerys Targaryen, interpretada por Emilia Clarke, que faz parte dos personagens que tiveram suas vestimentas inspiradas em tribos beduínas.
“Game of Thrones“ ©Reprodução
A função da/o figurinista, em casos como o de “Game of Thrones”, não se constitui apenas da tradução literal do que foi criado nos livros pelo autor, mas também do desenvolvimento de trajes ou acessórios que se adaptem melhor à produção televisiva. O episódio indicado à 64ª edição do Emmy é “The Prince of Winterfell”, oitavo capítulo da segunda temporada de “Game of Thrones”.
“The Borgias”
Os personagens centrais de “The Borgias” ©Reprodução
Ainda pouco conhecido no Brasil, o seriado criado pelo irlandês Neil Jordan foi o vencedor de 2011 da categoria de “Melhor Figurino” do Emmy. Protagonizado por Jeremy Irons, “The Borgias” é ambientado na Itália de 1432 e acompanha a trajetória da família de mesmo nome em sua corrupta ascensão ao poder na Igreja Católica, sediada em Roma.
“The Borgias” ©Reprodução
Gabriella Pescucci, figurinista responsável pelo episódio “The Confession”, que concorre à 64ª edição do Emmy, desenvolveu trajes magníficos que condizem perfeitamente com a estética renascentista do período em que se passa o seriado. Os personagens Lucrezia e Rodrigo Borgia, interpretados respectivamente por Holliday Grainger e Jeremy Irons, bem como Vanozza Cattaneo, vivida por Joanne Whalley, são os destaques de “The Borgias”.
“Downton Abbey”
O figurino de caça dos personagens de “Downton Abbey” ©Reprodução
Com 16 indicações ao Emmy, “Downton Abbey” não é mais apenas um sucesso de crítica, mas também de audiência na Europa e Estados Unidos. O seriado britânico, criado por Julian Fellowes, acompanha a aristocrática família Crawley, que reside em uma propriedade fictícia chamada justamente “Downton Abbey”, localizada em Yorkshire, durante o reinado de George V, mais especificamente a partir de 1912. Susannah Buxton desenvolveu vestimentas sóbrias, mas que representam de forma clara as transformações históricas pelas quais passaram os habitantes do Reino Unido antes e depois da Primeira Guerra Mundial, em especial as personagens femininas.
“Downton Abbey” ©Reprodução
Em 2011, após a primeira temporada de sete episódios, “Downton Abbey” foi a vencedora do Emmy na categoria “Melhor Figurino de Minissérie, Filme ou Especial”; neste ano, a segunda temporada do seriado constituiu-se de nove capítulos, o que resultou em sua inclusão no quesito de “Melhor Figurino para Seriados”. Detalhe: a coleção de Outono/Inverno 2012 da Rauph Lauren foi totalmente inspirada em “Downton Abbey”.
“Boardwalk Empire”
Steve Buscemi em “Boardwalk Empire” ©Reprodução
Em sua segunda indicação na categoria de “Melhor Figurino”, “Boardwalk Empire” já está na terceira temporada retratando a Atlantic City dos anos 1920, durante a época em que vigorou nos Estados Unidos a Lei Seca. Enoch “Nucky” Thompson, interpretado por Steve Buscemi, é o tesoureiro da cidade, bem como protagonista do seriado, que traz também Michael Pitt, Michael Shannon e Kelly Macdonald.
Kelly Macdonald e Steve Buscemi em “Boardwalk Empire” ©Reprodução
Com um figurino apurado de John Dunn e Lisa Padovani, “Boardwalk Empire” traz ternos bem-cortados que remetem à estética “gângster” do período e que, apesar dos excelentes vestidos e chapéus portados pelas personagens femininas, são destaque do seriado, que é baseado no livro “Boardwalk Empire: The Birth, High Times, and Corruption of Atlantic City” de Nelson Johnson e adaptado para a televisão por Terence Winter, produtor e roteirista de “Os Sopranos”.
“Once Upon A Time”
“Once Upon A Time” ©Reprodução
“Once Upon A Time” é mais uma das produções recentes que pegam carona na tendência das adaptações dos contos de fadas. No entanto, o seriado reúne personagens clássicos da fantasia, como a Branca de Neve (Ginnifer Goodwin), o Príncipe Encantado (John Dallas) e a Rainha Má (Lana Parrilla), a outros desconhecidos, porém contemporâneos, como Emma Swan, interpretada por Jennifer Morrison. Dessa forma, o trabalho do figurinista Eduardo Castro e de sua assistente, Monique McRae, foi intercalar trajes que remetem à literatura infanto-juvenil às vestimentas modernas sem parecer extremamente artificial ou tolo. Carla Valois - ffw
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Festival de Cannes: 65 anos de história em pôsteres icônicos (16/05/12)
Os pôsteres das três primeiras edições do festival de Cannes: em 1946, uma ilustração original de Leblanc; em 1947, de Jean-Luc e, em 1949, de G. C. Chevane (em 1948 o festival não foi realizado)©Reprodução
A 65ª edição do festival de Cannes começou nesta quarta-feira (16.05) e, com ela, os tapetes vermelhos que precedem a exibição dos filmes concorrentes à Palma de Ouro de 2012. A premiação, definitivamente a mais charmosa da indústria, foi fundada em 1946 e, desde 1952, acontece anualmente no mês de maio (até 1951, o evento ocorria em setembro; em 1948 e 1950 não foi realizada, em virtude de problemas financeiros). Para cada edição, é desenvolvido um pôster com os dados essenciais do festival, mas a informação contida é o que menos chama a atenção na maioria desses cartazes – quase sempre com fotografias icônicas ou ilustrações belíssimas, os pôsteres de Cannes tornaram-se parte essencial de sua história, e componente intrínseco de seu fascínio. Carla Valois - ffw

Os pôsteres de 2012, 2011 e 2010. Em 2012, Marilyn Monroe foi a escolhida para estampar o cartaz; em 2011, a atriz Faye Dunaway e, em 2010, a francesa Juliette Binoche ©Reprodução
Em 2012, a organização do festival escolheu Marilyn Monroe para estampar o pôster oficial da 65ª edição – uma provável homenagem ao cinquentenário de falecimento da atriz. Se já se passaram 65 premiações nessas mais de seis décadas de evento, há também mais de 60 pôsteres, que refletem a evolução estética desse longo período. O FFW reuniu todos os cartazes de Cannes e apresenta a transformação gráfica por que passou o evento – qual seu preferido?

Os pôsteres de 1953, 1952 e 1951, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1956, 1955 e 1954, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1959, 1958 e 1957, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1962, 1961 e 1960, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1965, 1964 e 1963, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1968, 1967 e 1966, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1971, 1970 e 1969, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1974, 1973 e 1972, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1977, 1976 e 1975 (os três ilustrados por Siudmak), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1980/1981, 1979 e 1978, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1984, 1983 (adaptação de uma ilustração de Akira Kurosawa) e 1982 (adaptação de uma ilustração de Frederico Fellini), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1987, 1986 e 1985, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1990, 1989 e 1988, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1993 (Cary Grant e Ingrid Bergman em “Interlúdio”, de Alfred Hitchcock), 1992 (Marlene Dietrich em fotografia de Don English) e 1991, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1996, 1995 e 1994 (adaptação de uma ilustração de Frederico Fellini), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1999, 1998 e 1997, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2001 e 2000, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2003 e 2002, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2006, 2005 e 2004, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2009, 2008 e 2007 respectivamente ©Reprodução
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40 anos de Ziggy Stardust: como David Bowie mudou o mundo (04/02/12)
©Romeu Silveira
Em junho de 1972, com o lançamento do álbum conceitual “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, David Bowie conquistou o que poucos artistas conseguiram ao longo da história: criar canções e uma estética que revolucionaram o mundo e, 40 anos depois, continuam influenciando universos culturais tão abrangentes quanto a música e a moda.
Apesar de que até 1971 já tivesse lançado quatro discos bem-sucedidos, foi com o personagem “Ziggy Stardust” que David Bowie, nome artístico de David Robert Jones, atingiu o cerne da cultura jovem e desafiou as barreiras da sexualidade ao fabricar para si uma imagem cheia de androginia, que veio a se tornar símbolo da geração glam rock. “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” traz a história de um alienígena, encarnado pelo cantor inglês, que vem à Terra com o intuito de passar uma mensagem de esperança nos últimos cinco anos de existência do planeta, que iria acabar devido à falta de recursos naturais.
Ziggy Stardust ©Reprodução
Ziggy Stardust é a epítome da caricatura do rock star: promíscuo, egocêntrico, usuário de drogas e portador da paz. Acompanhado de Mick Ronson, Trevor Bolder e Mick Woodmansey, que constituíam as “Spiders from Mars”, David Bowie deu vida a verdadeiros espetáculos teatrais em seus concertos, tão impactantes e exaustivos que segundo o cantor converteu-se em uma necessidade íntima dissociar a persona de Ziggy de sua própria: em um curtíssimo período de tempo, o alter ego alcançou uma fama tão gigantesca que levou David Bowie a um vicioso ciclo de questionamentos.
A última performance de David Bowie como Ziggy Stardust aconteceu em três de julho de 1973 em Londres (e foi documentada em um filme de D.A. Pennebaker), no entanto, a figura do extraterrestre messiânico é até hoje referência: só nos últimos meses, as edições francesa e alemã da “Vogue” trouxeram em suas páginas (e, no caso da primeira, também na capa) Kate Moss e Daphne Guinness com perucas vermelhas e maquiagens poderosas em clara homenagem à personagem, isto sem contar as matérias em revistas especializadas em música, como a “Rolling Stone”, que estampou Bowie, ou melhor, Ziggy, em sua capa de fevereiro.
As onze canções presentes em “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” também se propagaram no tempo: a quantidade de covers de músicas como “Suffragette City”, “Starman” e “Moonage Daydream” é incontável. Nomes como Mr. Big, Alice In Chains, Boy George, Duran Duran, Red Hot Chilli Peppers e Guns n’ Roses já regravaram temas do álbum, além das versões nacionais na voz de Seu Jorge. No cinema, a herança do glam rock de David Bowie inspirou o filme britânico “Velvet Goldmine” (que, aliás, é o nome de uma música do cantor escrita na “era Ziggy Stardust”, mas só lançada em 1975).
Ziggy Stardust revisitado: Kate Moss e Daphne Guinness na pele do extraterrestre ©Reprodução
Capa da “Rolling Stone” de fevereiro de 2012 e Karolina Kurkova como Ziggy Stardust em editorial da “Viva! Moda”©Reprodução
O “fim” de Ziggy Stardust em 1973 não é, porém, sinônimo do término de sua “carreira” como trendsetter: no mesmo ano, David Bowie lançou “Aladdin Sane” – o raio no rosto do cantor virou outro ícone da cultura ocidental, copiado por músicos e editores de moda – e, em 1976, “Station to Station”, onde Bowie deu vida ao Thin White Duke, nova persona inspirada no papel protagonizado pelo inglês no filme “The Man Who Fell to Earth”. Entre alter egos esquizofrênicos e 23 discos geniais, 40 anos são pouco para definir a extensão dessa obra e de como David Bowie mudou o mundo com glitter, e muita poesia. Carla Valois - ffw
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Frieke Janssens I Fotógrafa belga causa polêmica por imagens de crianças fumando (11/01/12)
A fotógrafa Frieke Janssens traz o vício do cigarro para discussão em seu trabalho. Utilizando imagens de crianças fumando, a belga causa inquietação ao caracterizá-los como pequenos adultos. Apesar de gerar críticas, nenhuma das crianças fumou durante o ensaio. Veja as imagens realistas, de tom macabro, e assista aos bastidores das fotos no video abaixo. [BlackHarbor]
modismonet.com
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Mostra em SP relembra 50 anos sem Marilyn Monroe (25/12/11)
Marilyn Monroe foi fotografada chorando depois do fim de seu casamento de nove meses com o jogador de beisebol Joe DiMaggio. É um dos poucos retratos que desviam da ideia de glamour plasmada por sua cabeleira platinada e poses sensuais.
Mesmo estando longe do set naquele dia de outubro de 1954, Monroe encarnava um personagem diante das câmeras, consciente da forma que devia tomar sua crise conjugal então tornada pública.
Em março do ano que vem, a Cinemateca Brasileira relembra os 50 anos da morte da atriz, vítima de uma overdose de barbitúricos em 1962, quando tinha 36 anos, com uma mostra de filmes e fotografias que tentam dar conta do lado trágico de sua vida.
"Hollywood causou uma transformação no corpo e na imagem dela", diz Alexander Sairally, curador da exposição. "Ela mudou o nome, o nariz, a cor do cabelo, virou uma pessoa artificial, e essa foi a verdadeira tragédia."
Marilyn Monroe em 1960 no set de "Os Desajustados" em fotografia de Henri Cartier-Bresson
De ruiva a loira, de Norma Jeane, seu nome real, para Marilyn Monroe, a atriz virou um ícone de sedução e beleza eterna, retratada pelos maiores nomes da fotografia do século 20 no auge da vida.
Henri Cartier-Bresson retrata uma Marilyn melancólica no set de "Os Desajustados", Cecil Beaton fez a imagem de que ela mais gostava de si mesma, deitada na cama segurando uma rosa.
Mas tudo começou quando posou para um calendário, nua contra um fundo de veludo vermelho, ainda ruiva e antes de virar Marilyn.
Essas imagens de Tom Kelley, que estão na mostra, foram vendidas e publicadas na primeira edição da "Playboy", em 1953 -Monroe, ainda não muito famosa, recebeu só US$ 50 pelo trabalho.
Bem assessorada por agentes de Hollywood, a atriz começou sua transformação radical logo depois dessa série.
A metamorfose completa se veria em "Os Homens Preferem as Loiras" e "Como Agarrar um Milionário", filmes em que imortalizou a imagem de mulher fatal, poderosa -e loiríssima.
ÍCONE
Mas isso teve seu custo. Poucos anos depois, atormentada por ter se distanciado de sua identidade real, ela se mudou para Nova York para dar outro rumo à carreira.
Foi então que Cecil Beaton, fotógrafo da "Vogue" britânica e um dos maiores nomes da história da moda, retratou a atriz em poses icônicas.
"Ela sabia que papel interpretar no mundo, sabia que era mesmo um ícone", diz o curador. "É uma fachada, uma máscara, quase não há imagens da Marilyn real."
Talvez as que mais tenham se aproximado da realidade, as fotografias que Bert Stern fez dela nua num hotel não agradaram à diva e também não estão na exposição.
Mas um ensaio de 1954, de Douglas Kirkland para a revista "Life", que estará na Cinemateca, tem espírito semelhante ao das fotos de Stern.
Monroe e o fotógrafo se trancaram num estúdio e passaram uma noite inteira fazendo as imagens dela na cama, nua e envolta em lençóis.
"Essa sessão foi das seis da tarde até as oito da manhã do dia seguinte", conta Sairally. "Kirkland, ainda vivo, nunca disse nada a ninguém sobre os detalhes daquela noite."
SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO
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A mistura de foto, ilustração e arte digital na exposição do fotógrafo Ivan Abujamra (04/12/11)
O fotógrafo Ivan Abujamra e o estúdio SinLogo apresentam a exposição “Girls, Guns & Animals” na galeria Urban Arts, em São Paulo, entre os dias 13 e 24 de dezembro. Trata-se de um trabalho de 10 imagens que misturam fotos, ilustrações e composição digital, desenvolvidas em um período de um ano e meio entre Londres e São Paulo. A ideia é ilustrar, por meio de uma sequência de imagens, a trama entre três personagens, baseando-se em referências de fotografia, moda e do design “USA X Russia” dos anos 80 e 90.
A exposição terá vernissage no dia 13 de dezembro, a partir das 19h, com discotecagem de Ivy Abujamra e Akin. Veja abaixo um preview das obras que estão expostas:
Girls, Guns & Animals De 13 a 24 de dezembro De segunda a sexta, das 10hs às 19h; sábado, das 10h às 18hs Urban Arts Rua Oscar Freire, 156 – Jardins – São Paulo urbanarts.com.br (ffw)

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra

©Ivan Abujamra
A "peça" tem um preço de reserva de 10.000 libras.
Lennon deu o dente de presente a Dorothy Jarlett quando ela trabalhou como sua empregada doméstica entre 1964 e 1968.
O filho de Jarlett diz que a mãe, agora com 90 anos, acha que é hora de encontrar um lar para o pedaço de Lennon.
"Muita gente compra memorabilia como investimento, ou pode ser apenas um fã que queira um pedaço de John Lennon", diz a casa de leilão.

































































Gente nova em Hollywood não é novidade (as safras de atores e atrizes se renovam a cada mês), mas essa vale a menção: o diretor Ray Tintori desponta como promessa do cinema para os próximos anos. Apadrinhado por Spike Jonze, Tintori vai dirigir o filme “Light Boxes” (ainda sem tradução), uma adaptação de um romance de Sharon Jones produzido por Jonze.
Ray Tintori: diretor é revelação de Hollywood, foi premiado em Sundance e irá dirigir filme produzido por Spike Jonze © Divulgação
Ray começou a ganhar destaque dirigindo videoclipes para as bandas dos seus amigos de faculdade, como MGMT (“Time to Pretend”, “Kids”), o premiado “Evident Utensil” do grupo Chairlift, além de Cool Kids e The Killers. Em artigo publicado na New York Magazine, ele explica que não quer ser visto como mais um hipster em uma cena. “Eu dirigi os vídeos do MGMT porque eles são de Wesleyan também [...] Não quero ser conhecido como um daqueles Brooklyn Kids que fumam maconha o dia inteiro e ficam olhando pra gatos“.
Natural de Nova York, Tintori estudou cinema na faculdade Wesleyan. “Eu não quero terminar a faculdade, mas estou experimentando coisas novas. Todo vídeo que eu faço é como uma aula“. A experimentação é o que pauta o diretor – isso e os orçamentos baixos, que ajudam a promover soluções criativas, o aspecto artesanal e as tecnologias baratas.
Em 2008, ele ganhou o prêmio de “Melhor Curta-metragem” no festival de Sundance com o filme “Death to the Tinmman”, inspirado no texto original de “O Mágico de Oz”. Assista abaixo a parte um (e veja aqui a parte dois). Atenção para a ótima trilha sonora, composta por Glory At Sea/Death:
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3 junho 2013 às 19:00 a 21 junho 2013 às 19:00 – Plein Air Studio
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