Homem Digital I Apple oferece grandes recompensas por ajuda para encontrar falhas de segurança (05/08/16)

Por Agências - Reuters

A companhia planeja pagar recompensas de até US$ 200 mil para pesquisadores que encontrem falhas críticas de segurança

A Apple disse que planeja oferecer recompensas de até US$ 200 mil a pesquisadores que encontrem falhas críticas de segurança em seus produtos, se unindo a dezenas de empresas que já oferecem pagamentos por ajuda na busca de problemas em seus produtos.

A fabricante dos iPhones e iPads deu detalhes à Reuters sobre o plano, que inclui algumas das maiores recompensas oferecidas até o momento, antes de revelar o programa na tarde de quinta-feira, 4, em conferência em Las Vegas.

O programa será inicialmente limitado a cerca de duas dúzias de pesquisadores, que a Apple convidará para ajudar a identificar falhas de segurança difíceis de descobrir em cinco categorias específicas.

Esses pesquisadores foram escolhidos a partir do grupo de especialistas que anteriormente ajudou a Apple a encontrar falhas, mas não foram remunerados pelo trabalho, disse a empresa.

A categoria mais lucrativa, que oferece recompensas de até US$ 200 mil, é para falhas no firmware para evitar que programas não autorizados sejam inicializados quando um aparelho com sistema iOS é ligado.

A Apple disse que decidiu limitar o alcance do programa aconselhada por outras companhias que lançaram anteriormente programas de recompensas.

As empresas disseram que se fossem executar novamente seus programas, começariam convidando uma pequena lista de pesquisadores e gradualmente os abririam ao longo do tempo, segundo a Apple.

O analista de segurança Rich Mogull disse que limitar a participação evita que a Apple tenha que lidar com uma série de alegações de falhas de "baixo valor".

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Homem Digital I Galaxy Note 7 tem leitor de íris e preço de R$ 4,3 mil    (02/08/16)

Aparelho, que chega às lojas em setembro, tem tela de 5,7 polegadas com as bordas curvas

Por Matheus Mans - O Estado de S. Paulo

A Samsung anunciou nesta terça-feira, 2, o Galaxy Note 7, nova versão do híbrido de smartphone e tablet da empresa. O produto, que traz tela grande, de 5,7 polegadas, e agora conta com leitor de íris para aumentar a segurança no desbloqueio, chegará às lojas do Brasil e de outros países em setembro – a pré-venda do produto será iniciada em 22 de agosto. O smartphone chega com preço a partir de R$ 4,3 mil.

O Note 7 é o sucessor do Note 5, que foi lançado em agosto de 2015. Segundo a fabricante, a empresa optou por não lançar a versão 6 para alinhar o nome do produto com seus outros smartphones, os recém-lançados Galaxy S7 e S7 Edge. Assim, as duas principais linhas de celulares da empresa terão uma mesma numeração.

Em sua nova versão, o Galaxy Note recebeu poucas modificações em relação à versão anterior. Ele tem tela de 5,7 polegadas, o mesmo tamanho do Note 5, com tecnologia Super Amoled. A grande diferença fica por conta das bordas curvas, iguais às encontradas no Galaxy S7 Edge. A câmera traseira do smartphone tem 12 megapixels – menor do que a encontrada na versão anterior – e frontal de 5 MP. Elas emprestam da linha Galaxy S a tecnologia Dual Pixel, que duplica a quantidade de pixels das fotos, tornando as imagens mais nítidas.

A Samsung também oferece, no novo modelo, armazenamento maior. A versão mais básica do produto tem 64 GB de espaço, mas há opções com 128 GB ou 256 GB de memória interna. Ele recebeu um processador Snapdragon de 2,3 GHz com oito núcleos, um pouco mais potente que o chip que equipava o Note 5. Além disso, o produto ganhou  uma bateria de longa duração, que promete manter o produto funcionando durante o dia todo. 

Um diferencial em relação ao Note 5 e que pode incomodar alguns usuários é o mudança da entrada USB do aparelho. Ela é do USB Tipo-C, impossibilitando o uso de carregadores antigos, por exemplo. A explicação da Samsung para esta mudança é a introdução do fone para o Gear VR, que exige este outro tipo de entrada.

O aparelho é o primeiro a trazer a tecnologia de reconhecimento de íris: basta apontar a câmera para o olho que, por meio de um raio infravermelho, o sensor poderá "ler" a íris e comparar com o banco de dados. Assim como a leitura de digitais, a tecnologia serve para desbloquear o smartphone, mas também poderá ser usada para autenticar o pagamento de compras, por meio de serviços como Samsung Pay. Além disso, ele é o primeiro da linha a ser resistente a poeira e água, podendo ficar até 30 minutos submerso a 1,5 metro.

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Homem Digital I Inteligência artificial marca nova era do Vale do Silício     (29/07/16)

POR JOHN MARKOFF

SUNNYVALE, Califórnia — O Vale do Silício já encontrou sua próxima galinha dos ovos de ouro. E ela não tem o botão “curtir”.

Com lasers, robô confere estoque em corredor de mercado nos Estados Unidos

A nova era do Vale do Silício gira em torno dos robôs e da inteligência artificial, uma transformação que muitos acreditam que possa trazer lucros na mesma escala dos obtidos com a expansão da indústria dos computadores pessoais e a internet comercial. Os computadores já começaram a falar, a escutar e a enxergar, além de ganharem penas, asas e rodas para se deslocaram sem amarras pelo mundo.

A mudança era visível recentemente numa loja de materiais de construção da rede Lowe’s, em Sunnyvale, onde o protótipo de um conferente de estoques fornecido pela Bossa Nova Robotics deslizava silenciosamente pelos corredores, usando sua visão computacional para realizar de forma automatizada uma tarefa que há séculos é feita manualmente por humanos.

O robô, capacitado para se desviar sozinho de clientes e outros obstáculos inesperados nos corretores, alertava as pessoas para a sua presença com um suave chilreio de pássaros. Percorrendo um corredor num ritmo tranquilo, ele vai reconhecendo os códigos de barras nas prateleiras e usa um laser para detectar itens ausentes no estoque.

O Vale do Silício já tem pelo menos 19 empresas que projetam carros e caminhões autoguiados. Há cinco anos, eram menos de meia dúzia.

“Vimos um lento gotejar de investimentos na área da robótica, e de repente, bum — parece haver uma dúzia de empresas focadas em nichos robóticos específicos que estão obtendo grandes rodadas de investimentos”, disse Martin Hitch, executivo-chefe da Bossa Nova, que tem uma base em San Francisco.

O financiamento para startups de inteligência artificial (IA) mais do que quadruplicou em quatro anos, saltando de US$ 145 milhões em 2011 para US$ 681 milhões em 2015 (de R$ 474,5 milhões para R$ 2,2 bilhões, pelo câmbio atual), de acordo com a firma de pesquisas de mercado CB Insights. A empresa estima que os novos investimentos chegarão a US$ 1,2 bilhão (R$3,9 bilhões) neste ano, um aumento de 76% em relação ao ano passado.

“Sempre que há uma ideia nova, o Vale age como um enxame ao redor dela”, disse Jen-Hsun Huang, presidente-executivo da Nvidia, uma fábrica de chips que foi criada para produzir processadores gráficos para o setor de videogames, mas que no ano passado se voltou completamente para os aplicativos de IA. “Mas você precisa esperar uma boa ideia, e boas ideias não acontecem todo dia.”

O Facebook está usando a IA para melhorar seus produtos. O Google em breve irá oferecer um aparelho que escuta o que se diz na casa, responde a perguntas e faz encomendas de comércio eletrônico. Competirá com o Echo, da Amazon, e o Siri, da Apple.

O setor automobilístico também veio para o Vale a fim de aprender a fazer carros que possam se dirigir sozinhos — apesar dos recentes acidentes com o Tesla, que geraram dúvidas sobre a rapidez com que a tecnologia poderá substituir os motoristas humanos.

A ideia de IA surgiu no Canadá, como parte do trabalho de cientistas cognitivos e cientistas da computação.

Para Jerry Kaplan, que ajudou a criar duas empresas de IA na década de 1980 — a Symantec, que se tornou uma empresa de segurança, e a Teknowledge, que acabou fechando —, o atual entusiasmo do Vale do Silício é perturbador por sugerir um otimismo infundado, semelhante ao de eras anteriores, com um campo que prometia muito e cumpriu pouco.

“Às vezes, quando ando com os entusiastas da IA aqui no Vale, me sinto como um ateu numa convenção de evangélicos”, disse ele.

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Homem Digital I Microsoft vai demitir quase 3 mil funcionários em um ano     (29/07/16)

Desde o ano passado, companhia já chegou a fechar 7,4 mil postos de trabalho, sobretudo em sua unidade de dispositivos móveis

Presidente executivo da empresa, Satya Nadella

A Microsoft vai demitir 2.850 funcionários no mundo inteiro até o término de seu próximo ano fiscal, em junho de 2017. A decisão consta em um relatório da empresa à Comissão de Valores dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), divulgado na quinta-feira, 28. A companhia não especificou em quais países ou setores vão ocorrer as demissões.

Não é a primeira vez que a empresa reduz drasticamente seu quadro de funcionários. Desde o ano passado, a companhia já demitiu 7,4 mil funcionários. O último corte foi anunciado no começo do ano mês e afetou 1,8 mil postos de trabalho, a maioria na Finlândia – onde ficava a unidade de telefonia móvel da Nokia, adquirida pela Microsoft em 2013. Os cortes fazem parte da estratégia da empresa para enxugar gastos de sua área de dispositivos móveis.

"Estamos focando nossos esforços em telefonia onde temos diferencial", disse o presidente executivo da empresa, Satya Nadella, em comunicado e maio deste ano.

A primeira onda de demissões afetou principalmente funcionários ligados ao setor de smartphones. Agora, o corte deve atingir outros setores, embora a empresa não tenha especificado quais. 

A Microsoft tem cerca de 114 mil funcionários. A maioria, 44 mil, trabalha no estado de Washington, onde fica a sede da companhia. 

Negócios. A companhia norte-americana entrou no negócio de fabricação de smartphones em 2014, quando comprou a unidade de dispositivos móveis da finlandesa Nokia. Na época, a Microsoft pagou cerca de US$ 7,2 bilhões na empresa, que dominou o mercado de celulares no começo dos anos 2000. 

Além de não conseguir reinventar a Nokia, a Microsoft não obteve êxito no ramo de smartphones. Segundo dados da consultoria IDC, apenas 29,2 milhões de aparelhos com Windows Phone foram vendidos em 2015 –  2% do total global de 1,44 bilhão de dispositivos.

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Homem Digital I Como fica sua timeline com mudança anunciada pelo Facebook     (30/06/16)

DA BBC

O Facebook vai dar mais importância aos posts de amigos e familiares na timeline de um usuário, além de destacar mais o número de compartilhamentos e nos comentários do que o número de "curtidas".

Ao anunciar a mudança, a rede social afirmou que seus usuários estavam preocupados por estarem perdendo "atualizações importantes" das pessoas que conheciam.

A medida reverte a tendência observada no Facebook de dar mais espaço para conteúdo postado pela imprensa ou por marcas.

Segundo o Facebook, os usuários afirmaram em várias pesquisas que queriam ver mais "conteúdo de amigos" e, por isso, iria alterar seu algoritmo para atender essa demanda.

"Nessa mudança, não estamos diferenciando se meu amigo compartilhou uma foto da filha ou se compartilhou um link para um artigo sobre os eventos atuais", disse à BBC o vice-presidente de gerenciamento de produto do Facebook, Adam Mosseri.

"Acreditamos que ambos são conteúdos que conectam as pessoas com seus amigos (...) e agora nosso sistema os valoriza mais."

"É possível que alguns veículos de comunicação notem uma queda pequena porém notável no alcance, mas não acho que será uma mudança muito grande", acrescentou Mosseri.

BENEFÍCIO?

A mudança no Facebook significa que as organizações que se concentraram em acumular muitas curtidas para aumentar o tráfego em seus posts podem não ter mais tanto sucesso na estratégia.

"Por muito tempo, o conselho do Facebook para veículos de comunicação e empresas era conseguir o máximo de seguidores que você pudesse", disse Joshua Benton, diretor do Laboratório de Jornalismo Nieman, da Universidade de Harvard.

"Mas, com o passar do tempo, o Facebook fez com que esse volume de seguidores ficasse cada vez menos importante. Primeiro, reduziu-se a fatia de seguidores que suas mensagens no Facebook podiam alcançar.

Agora eles dizem que vão dar mais peso aos compartilhamentos de seus amigos e familiares do que aos de companhias e veículos de comunicação que você segue."

"Vai ter um impacto real. Veículos de comunicação pensaram que o Facebook seria uma plataforma aberta que eles poderiam usar para chegar na audiência, mas agora eles precisam perceber que (o Facebook) tem seus próprios incentivos e objetivos e eles nem sempre se alinham com os deles", acrescentou.

'AMIGOS E FAMÍLIA EM PRIMEIRO'

O Facebook postou em seu blog que a companhia ainda quer identificar e espalhar posts que "informam" e/ou "divirtam", mas acrescentou que "amigos e família estão em primeiro lugar".

Mosseri, do Facebook, disse ainda que a mudança era necessária para contrabalançar o fato de que não apenas mais perfis profissionais estão publicando conteúdo no Facebook, como também publicam com frequência maior.

Uma consequência das mudanças é que os veículos de comunicação agora vão precisar pensar mais sobre como envolver a audiência indo além do objetivo de ter seus posts lidos ou assistidos.

"É importante publicar conteúdo que as pessoas queiram conversar a respeito. Compartilhar é uma forma muito boa de conversar sobre as coisas, e aquele conteúdo vai continuar tendo um bom desempenho na timeline", disse Mosseri. "Mas nós também valorizamos muito os comentários."

"Então, compartilhar conteúdo que leve as pessoas a querer conversar umas com as outras também é importante", prosseguiu o vice-presidente da rede social. "Estamos tentando garantir que forneceremos a experiência mais valiosa para as pessoas que usam nossos produtos todo dia. Acreditamos que, se fizermos isso, mais pessoas vão usar o Facebook e por mais tempo - o que vai ser bom para veículos de comunicação, será bom para nós e será bom para a experiência das pessoas". 

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Homem Digital I Quem são as 50 empresas mais inteligentes do mundo, segundo o MIT   (24/06/16)

Amazon, Baidu e Alphabet estão entre as mais inovadoras. Lista anual também destaca a contribuição de startups como a 23andMe

A MIT Technology Review divulgou nesta semana a sua lista anual “50 Smartest Companies”, na qual editores da revista selecionam as companhias que melhor combinam tecnologia inovadora com modelo de negócios eficaz.

“A cada ano identificamos as 50 companhias que são ‘inteligentes’ na forma como criam novas oportunidades”, diz a publicação.

Na lista deste ano, a Amazon figura na primeira posição, deixando o 13º lugar conquistado na lista do ano passado. Segundo a publicação do MIT, a gigante do varejo online fundada por Jeff Bezos se destacou este ano pelo “surpreendente sucesso de sua assistente pessoal virtual, a Alexa, e o crescimento de dispositivos que a ofertam, caso do Amazon Echo, Echo Dot e Tap”. A revista também ressalta o crescimento da divisão Amazon Web Services, que oferece serviços de computação em nuvem.

Outras gigantes de tecnologia também tiveram lugar cativo na lista, caso da chinesa Baidu (2º), Alphabet (8º), empresa que detém o Google, Huawei (10º), Nvidia (12°), Facebook (15º), Tencent (20º), Microsoft (26º), IBM (45º) e Intel (49º). Segundo os editores, tais empresas estão usando tecnologias digitais para redefinir indústrias. Vale ressaltar que a Apple, eleita a 16ª empresa mais “inteligente” da lista de 2015, não entrou na edição deste ano.

Startups, jovens empresas de base digital, também endossam a publicação. Entre elas, a 23andMe, fundada por Anne E. Wojcicki. A empresa de biotecnologia oferece kits para testes rápidos de DNA acessíveis aos consumidores. Até então, já sequenciou o DNA de mais de 1 milhão de pessoas interessadas em saber seus históricos e riscos de doenças genéticas. 

Outras startups que entram na lista deste ano é a 24M, que tem se mostrado comprometida em reinventar a tecnologia por trás das baterias íons-lítio e uma das principais concorrentes do Uber, a Didi Chuxing, que tem superado a startup americana no mercado chinês e que, recentemente, recebeu US$ 1 bilhão de investimento da Apple. Curiosamente, o Uber que se encontrava na 50ª posição no ano passado e na 26ª posição em 2014, não consta na lista da MIT em 2016. 

O empresário Elon Musk também está representado na lista com a fabricante de carros Tesla Motors e sua empresa de voos espaciais SpaceX, que conseguiu pousar quatro vezes seu foguete Falcon 9 após ser lançado ao espaço.

As redes sociais  Facebook e Snapachat igualmente integram a lista este ano. O Facebook, por ofertar o headset de realidade virtual Oculus Rift, que é, no entendimento da lista do MIT, "o primeiro headset de realidade virtual de alta qualidade para consumidores". Já o Snapchat se mostrou competente e inovador em construir seu “negócio de publicidade ao firmar parcerias com a Viacom e Nielsen”.

A seguir, confira as 10 empresas mais inteligentes eleitas pela MIT Technology Review. Você pode acessar a lista completa neste link. [CW]

1. Amazon

Eleita por oferecer ao mercado a assistente virtual Alexa, que consegue tocar desde a sua música favorita ou pedir uma pizza e pelo crescimento da divisão da Amazon Web Services. No ano passado, a Amazon foi selecionada pelas suas iniciativas em robótica

2. Baidu

O motor de buscas líder da China está desenvolvendo carros autônomos e planeja empregar mais de 100 pesquisadores e engenheiros da área até o final do ano

3. Illumina

A companhia de sequenciamento de DNA  está investindo em uma nova tecnologia que tem como objetivo desenvolver um teste sanguíneo que identificaria doenças como o câncer, antes dos sintomas aparecerem

4. Tesla Motors

Para a publicação do MIT, além de ter avançado a tecnologia de piloto automático em seus modelos S e X, a companhia está levando veículos elétricos às massas com modelos como o Model 3 por US$ 35 mil

5. Aquion Energy
 
A startup oferece baterias inovadoras para redes de abastecimento e tem como investidores Bill Gates e a Shell
 
6. Mobileye

A empresa é líder em desenvolver tecnologia de assistência automobilística como sistemas de alerta de colisão para clientes como a Tesla, General Motors e Volkswagen. E tem concentrado esforços em tecnologia para carros autônomos

7. 23andMe

A startup se destaca por ofertar por preços acessíveis ao consumidor final kits de teste rápido do DNA. A empresa, até então, sequenciou o DNA de mais de 1 milhão de clientes

8. Alphabet

Sua divisão DeepMind, com foco em aprendizado de máquina, desenvolveu um programa que conseguiu vencer um dos melhores jogadores de Go do mundo, diz a publicação do MIT. Outro destaque da empresa “mãe” do Google são seus esforços em carros sem motorista

9. Spark Therapeutics

A companhia de terapia genética mostrou dados sólidos de testes usando terapia genética para tratar uma forma de cegueira. O método segue para aprovação.

10. Huawei

A gigante de telecomunicações chinesa é agora a terceira maior fabricante de smartphones graças a suas vendas de dispositivos premium e de entrada. A empresa vendeu 27,5 millhões de smartphones só no primeiro trimestre de 2016, segundo a IDC.

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Homem Digital I Zuckerberg usa fita adesiva para impedir ação de hackers (21/06/16)

Há algumas semanas, Mark Zuckerberg deu ao mundo uma lição de como NÃO se proteger na internet ao (ao que tudo indica) repetir uma senha fraquíssima (“dadada”) para seus perfis em redes sociais. Agora, ele se tornou um exemplo positivo para quem quer proteger sua privacidade.

Zuckerberg é um homem rico, um dos mais poderosos do mundo. Como tal, ele atrai a atenção do cibercrime e da ciberespionagem. Por isso, algumas precauções básicas são necessárias, e ele as está tomando, como você pode ver nessa foto abaixo.

Não percebeu? Olhe de novo no zoom.

Sim, Mark Zuckerberg cobre a webcam de seu Macbook com fita adesiva, como observou o Gizmodo. A medida é recomendada para qualquer um que tenha um pouco de consciência e preocupação com a sua privacidade. Hackers podem invadir um laptop e ativar a câmera sem o consentimento do usuário, mas se a imagem estiver fisicamente bloqueada, não há nada que o cibercriminoso possa fazer.

Para quem ficou em dúvida, esta é, de fato, a mesa de trabalho de Zuckerberg no Facebook, que ele chegou a apresentar durante a primeira transmissão ao vivo na nova sede da empresa. [Olhar Digital]

Via Gizmodo

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Homem Digital I 'A Apple está perdida sem Steve Jobs', diz ex-diretor criativo da empresa, Ken Segall     (06/06/16)

Por Felipe Payão

Steve Jobs segura o MacBook Air durante conferencia em 2008. Fotografia: Jeff Chiu/AP

O crescimento estelar da Apple estava enraizado no amor pela simplicidade de Steve Jobs. Esse amor — você pode até chamar de obsessão — podia ser visto no hardware, no software, no empacotamento, no marketing, no design de lojas e até a organização interna da Apple. Mas, isso foi há quatro anos". Este parágrafo está na coluna de Ken Segallpublicada no The Guardian, que trabalhou ao lado de Jobs como diretor criativo de publicidade por 12 anos.

Durante todo o argumento, Segall diz que a Apple "perdeu o seu caminho" com a ausência de Steve Jobs. Por isso, ele explica de maneira clara em vários pontos que a simplicidade da companhia foi embora. O ex-diretor ainda comenta que "os produtos e serviços que eram intuitivos e fáceis de usar" estão diminuindo.

Se você acha que a palavra de Ken Segall não tem muito valor, saiba que até o "i" (presente nas linhas iPhone, iPad, iMac etc) é de certa forma creditado a ele durante o desenvolvimento do primeiro iMac.

Tim Cook, CEO da Apple, anuncia o Apple Watch. Fotografia: Justin Sullivan/Getty Images

Apple e uma galáxia de produtos

"A Apple agora vende três iPhones diferentes, quatro iPads diferentes e três MacBooks diferentes. O Apple Watch é vendido com incontáveis combinações de tamanhos e pulseiras. O universo da Apple está explodindo com tanta complexidade", destacou Segall.

Os preços são altos, disse Cook

2016 está sendo um ano "difícil" para a Maçã. Após 13 anos, ela registrou uma queda em suas vendas trimestrais (16%) e está perdendo fatias de mercado no mundo para o Android — e o responsável é o principal produto, o iPhone. Analistas também esperam que as vendas caiam ainda mais durante o ano.

No mês passado, o CEO da Apple, Tim Cook, já havia comentado que os preços destes smartphones são muito caros:

"Eu reconheço que os preços são altos. Nós queremos fazer com que as coisas diminuam com o tempo dentro de nossas expectativas", comentou Cook durante uma entrevista. No caso, ele havia sido perguntado sobre os valores altos do iPhone na Índia (US$ 784).

Tim Cook, atual CEO da Apple

A culpa é do CEO?

Ken Segall deixa claro uma coisa: "Steve Jobs não pode ser substituído". Pela visão, energia e instinto, Segall comenta que jamais a Apple vai conseguir repetir os mesmos passos, contudo, ela ainda pode ter sucesso.

Tim Cook foi escolhido por Jobs para substituí-lo e já provou que sabe como comandar a Apple de maneira eficiente, comenta o ex-diretor. Porém, a maneira de lidar com a empresa é muito diferente. Sem as mesmas qualidades de Jobs, Cook precisa confiar na expertise de funcionários mais antigos de outras áreas, principalmente no que toca o design de produtos e marketing.

O Apple Watch é um produto fashion

Durante o artigo, Segall deixa claro que Cook não errou em atender ao público. Por exemplo, oferecendo iPhones com telas maiores. Além disso, ele ainda entende as inúmeros opções de customização do Apple Watch, já que é um produto "fashion". Mas a complexidade e o número alto de produtos é algo ruim:

"Quando uma companhia se preocupa com a simplicidade, ela oferece as escolhas certas — não infinitas escolhas", disse.

CEO Tim Cook da Apple apresentando iPhone 6S no ano anterior. Fotografia: Josh Edelson/AFP/Getty Images

A Apple criou um problema

Segall, antes de finalizar o artigo, ainda bateu no principal produto da companhia, o iPhone. No caso, ele toca no nome. Atualmente, os modelos são: iPhone 6S, iPhone 6S Plus e iPhone SE. Simples, o que está certo, mas a linha "S" que está errada.

As companhias que entregam simplicidade são aquelas que vencem no final

"Por alguma razão, a Apple decidiu que a cada dois anos ela adicionaria um 'S' ao modelo atual porque as mudanças seriam apenas internas. Então, as próprias ações da Apple serviram para o público lidar com os anos 'S' como 'anos perdidos'. Isso é um absurdo, já que recursos revolucionários como a Siri, o Touch ID e o processamento de 64-bit foram introduzidos em modelos S", declarou.

Por estes motivos citados, de acordo com a Segall, a Apple precisa voltar aos antigos passos dados: "Nós vivemos em um mundo complicado, e as companhias que entregam simplicidade são aquelas que vencem no final". 

Para ler o artigo completo, clique aqui.

FONTE(S)

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Homem Digital I Lançamentos da Asus fazem afronta à Apple    (30/05/16)

Lucas Agrela,

de EXAME.com

Asus Zenfone 3: smartphone tem versões com até 6 GB de memória RAM

São Paulo – A feira de tecnologia Computex acontece nesta semana, em Taiwan, mas a Asus não esperou que ela começasse para apresentar a sua nova linha de produtos. As novidades anunciadas hoje pela empresa representam uma afronta à Apple, que é reconhecida internacionalmente pelo design de seus produtos.

O primeiro é o smartphone chamado Zenfone 3. Além de ter 6 GB de memória RAM, enquanto os iPhones atuais têm 2 GB, o aparelho conta com um visual livre de linhas de antenas, diferentemente do que acontece com os concorrentes da Apple, que têm linhas retas que acomodam antenas na parte traseira. 

O corpo do dispositivo da Asus não tem partes removíveis e é revestido de alumínio na parte de trás e do vidro protetor Gorilla Glass 4 na da frente.

O modelo principal é o Zenfone 3 Deluxe, que tem tela de 5,7 polegadas com resolução Full HD e sensor de impressões digitais para desbloqueio.  Seu processador é um Snapdragon 820, da Qualcomm, marcando a troca dos chips da Intel em seus produtos topo de linha. 

A bateria do aparelho tem 3.000 mAh e suporte para recarga rápida na tomada. Já as fotos são feitas com as câmeras de 23 MP e 8 MP do Zenfone 3 Deluxe. 

Mais dois modelos dessa família foram anunciados pela Asus nesta semana, que são mais modestos. O Zenfone Ultra tem a tela como diferencial: ela tem 6,8 polegadas. A configuração de hardware é um processador  Snapdragon 652, aliado a 4 GB de memória RAM e uma bateria de 4.600 mAh. 

Divulgação/Asus

Modelos da linha Zenfone 3, da Asus

Zenfone 3: linha de smartphones da Asus tem três integrantes

Mesmo antes de revelar os novos Zenfone 3, a Asus Brasil confirmou a EXAME.com que os produtos chegarão ao nosso país no segundo semestre deste ano. 

Já o Zenfone 3 tem display de 5,5 polegadas, com resolução Full HD (assim como os demais), processador Snapdragon 625, 4 GB de RAM e bateria de 3.000 mAh. 

Divulgação/Asus

Notebook Asus ZenBook

Asus ZenBook 3: produto pesa menos do que o MacBook

Outro produto que desafia a Apple no quesito design é o ZenBook 3, um notebook que tem espessura ainda menor do que a MacBook: 11,9 milímetros.  O produto da Apple tem 13,1 milímetros de espessura.

Jonney Shih, presidente do conselho da Asus,  afirmou, na apresentação do produto, que ele é duas vezes mais potente do que o MacBook mais recente da Apple, combinando o design fino e leve com a potência vista em um MacBook Pro.

O peso do ZenBook também é menor do que o do MacBook: são 910 g contra as 920 g do concorrente. A diferença, entretanto, pode ser quase imperceptível para o consumidor.  

Divulgação/Asus

Notebook Asus ZenBook 3

Asus ZenBook 3: aparelho tem processador Intel Core i7

O aparelho será vendido nas cores azul royal, quartzo cinza e ouro rosado – essa última opção leva o mesmo nome da cor oferecida pela Apple nos MacBooks e iPhones. 

O ZenBook 3 será lançado no terceiro trimestre deste ano (julho-setembro) e terá duas opções, ambas com processador Intel Core i7. O que mudará serão as unidades de memória. Por 1.999 dólares, o notebook vem com 1 TB de armazenamento em HD, enquanto o produto de 1.499 dólares terá 512 GB em SSD (disco de estado sólido mais veloz do que o HD). 

A feira de tecnologia Computex, que contará com a participação da Asus, acontece em Taiwan e acontece de 31 de maio a 04 de junho.

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Homem Digital I Para se manter no topo, Apple precisará ousar    (27/05/16)

Se você der uma passada no quartel-general da Apple, o Infinite Loop, o encontrará lotado. As pessoas falam com prazer sobre a nova sede da empresa, o sonho de vidro circular de Steve Jobs, que custou US$ 5 bilhões e deverá ser inaugurado no próximo ano. A Espaçonave, como é chamada, está quase pronta. Em breve, a Apple poderá lançá-la.

Pelo menos esse é o plano. No entanto, nos últimos meses, após mais de uma década de crescimento, a história foi interrompida. Os últimos dois relatórios de faturamento da empresa mostraram que ela finalmente atingiu um pico. Certo pessimismo hoje cerca tudo o que ela faz.

Vários analistas projetam que, no próximo ano, as vendas do iPhone da Apple voltarão a ter um crescimento lento, o que deverá manter seus resultados no nível estratosférico atual de US$ 42 bilhões por ano.

No entanto, não se constroem monumentos corporativos em forma de espaçonave com a mera perspectiva de se sair bem. Estarão seus melhores dias pela frente, como insiste seu executivo-chefe, Timothy D. Cook, ou o novo campus será o ápice de uma era de domínio da Apple que nunca mais veremos?

Tenho uma sugestão. Para prosperar na próxima era tecnológica, a Apple precisa assumir riscos maiores e mais ousados. A última década e meia da marca foi definida por um enfoque perfeccionista. A Apple diz não a mil ideias antes de dizer sim a uma.

Essa atitude era adequada a uma determinada era na tecnologia — a ascensão dos dispositivos móveis, que foram a expressão máxima da expertise da Apple na criação de máquinas que parecem joias.

No entanto, o próximo momento no setor provavelmente será dominado por serviços on-line dirigidos para dados — mais produtos como Siri e Apple Pay, menos inovações em hardware como o iPhone.

O objetivo de Cook hoje deveria ser induzir uma pequena dose de caos em sua companhia. Ela deveria ser mais ágil e ligeiramente mais pública em suas experiências e lançar um maior número delas mais rapidamente. Quando ela lança seus produtos, deveria ser mais rápida para reparar erros.

Experimentar mais significa errar mais, o que significa ter uma imagem ruim, e isso não é algo que a Apple faça bem. A mídia noticiosa não é gentil com as percepções de “erro” da Apple.

O Apple Watch vendeu mais unidades em seu primeiro ano do que o iPhone — mas, como o relógio não era nada perfeito, ele é considerado um fiasco. Para a Apple poderia valer o risco, porém.

Há muitas novas tecnologias anunciadas como a próxima grande fronteira — inteligência artificial, realidade virtual, drones, usáveis —, mas descobrir como tudo isso se encaixa para criar experiências que as pessoas adorem envolve experimentação. Os melhores produtos não são óbvios.

A Apple acumulou muitas das peças para criar tecnologias do futuro. Ela é perita em reconhecimento de voz, garimpagem de dados, usáveis e, é claro, design de hardware e software. Mais importante, ela também tem uma enorme base de usuários. O que ainda não tem é apetite suficiente para a velocidade e os riscos que vêm de criar e manter novos serviços.

Veja a Apple Music, serviço que não oferecia grandes avanços em relação aos concorrentes como Spotify. Apesar de chegar tarde ao mercado, ela conseguiu 13 milhões de assinantes que pagam US$ 120 por ano (cerca de R$ 430 bilhões).

“Já se tornou um negócio de US$ 2 bilhões, e ele nem existia no ano passado”, disse Kulbinder Garcha, analista no Credit Suisse segundo o qual a Apple pode realizar um crescimento significativo em lucros se criar e aperfeiçoar serviços on-line.

Se a Apple resolver agilmente alguns problemas da Apple Music — limpar sua interface de usuário, acrescentar funções como o navegador de letras do Spotify —, pode facilmente ampliar esse primeiro crescimento.

“Essas coisas não precisam ser um sucesso desde o primeiro dia. O importante é que eles continuem aprendendo com seus erros e continuem a aperfeiçoar seus produtos”, disse Garcha. Em outras palavras, sejam mais rápidos, assumam mais riscos e ousem.

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Homem Digital I A reinvenção da Microsoft    (23/05/16)

Dois anos depois de Satya Nadella assumir a liderança, a gigante do software colhe os primeiros frutos da estratégia focada em serviços de computação em nuvem

Por Bruno Capelas e Claudia Tozetto - O Estado de S.Paulo

Quando o indiano Satya Nadella assumiu o cargo de presidente executivo da Microsoft, em fevereiro de 2014, a companhia por trás do Windows vivia em meio a um tormenta que já durava alguns anos. Atropelada pelo avanço exponencial dos dispositivos móveis (leia mais abaixo), a Microsoft havia falhado em suas investidas mais importantes: o Windows 8, primeira versão do sistema ajustada para operar em tablets, enfrentava fortes críticas e os smartphones com Windows Phone não emplacavam como alternativa aos rivais. Dois anos depois, os desafios ainda são muitos, mas a nova gestão da Microsoft começa a dar os primeiros resultados.

“O preço das ações da Microsoft subiu de cerca de US$ 40 para pouco mais de US$ 50”, diz o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Fernando Meirelles. “Outros papéis não tiveram a mesma valorização no mesmo período.”

O aumento do preço das ações e a consequente recuperação do valor de mercado da Microsoft (veja gráfico abaixo) são a principal prova do otimismo dos investidores em relação ao futuro da empresa. Contudo, segundo analistas consultados pelo Estado, tantas mudanças podem terminar transformando a Microsoft em uma empresa bastante diferente da criada por Bill Gates e Paul Allen em 1975.

Líder no mercado de PCs, a Microsoft roda o Windows em nove de cada dez máquinas em operação no mundo, segundo a consultoria NetApplications. Mas o cenário que manteve a empresa numa situação confortável por décadas mudou: os consumidores passaram a preferir os smartphones em vez dos PCs, o que impactou diretamente na “saúde” do seu carro-chefe. “É improvável que a Microsoft volte a ter a dominância de mercado que tinha com o Windows no passado”, diz o vice-presidente da consultoria Forrester, Frank Gillett.

Os números mais recentes do mercado de PCs corroboram a afirmação. Segundo a consultoria IDC, as vendas de computadores fecharam 2015 com volume global abaixo de 300 milhões de unidades pela primeira vez desde 2008. No Brasil, o resultado, agravado pela crise econômica, foi ainda pior: as vendas de PCs caíram 36% para 6,6 milhões de unidades, o pior resultado em dez anos.

Apesar do mercado em queda, a Microsoft lançou o Windows 10, versão mais recente do sistema operacional, em julho do ano passado. A atualização foi liberada de graça e teve a adoção mais rápida da história: até agora, mais de 300 milhões de dispositivos já utilizam a nova versão do software – a empresa não revela qual a fatia de PCs, smartphones e tablets no total. A empresa espera alcançar 1 bilhão de usuários ativos do Windows 10 até 2018.

“Nós também estamos reinventando o Windows”, diz a presidente da Microsoft Brasil, Paula Bellizia. “A queda na venda de PCs é relevante, mas este mercado está se transformando em um segmento de múltiplos dispositivos.”

Nuvem. Se o mercado de PCs está em queda e a guerra pelos smartphones está praticamente perdida, o que fazer? Depois de fazer mudanças na cultura da Microsoft, a saída encontrada por Nadella foi colocar a computação em nuvem no centro da estratégia da Microsoft – tanto para empresas, que respondem pela maior parte da receita, como para os usuários domésticos. “Nadella tomou decisões arriscadas, mas se deu bem ao criar essa grande infraestrutura de nuvem”, diz o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Adam Woodyer.

Ele se refere à plataforma da empresa que usa o poder de processamento e capacidade de armazenamento de vários data centers conectados por meio da internet. A infraestrutura permite que a Microsoft possa prestar serviços para empresas – que vão de armazenamento a software de inteligência de negócios – além de serviços para uso doméstico, como o Office 365. “Ela passou a competir no que mais importa, que são os serviços na nuvem para pessoas e empresas”, diz Gillett, da Forrester.

Em seu último balanço financeiro anual, os resultados da estratégia na nuvem já são visíveis. Só em 2015, a Microsoft já conseguiu gerar US$ 10 bilhões só com serviços em nuvem – mais que o dobro dos US$ 4,4 bilhões registrados no ano anterior. “Eles saíram do zero há alguns anos e agora têm um grande mercado”, diz Woodyer.

A recuperação não significa que a Microsoft estará a salvo. A empresa terá de competir diretamente com gigantes como Amazon, Google e IBM, que estão buscando inovações em suas ofertas de serviços baseados na nuvem, em especial para empresas. “Há uma grande disrupção no mercado de TI”, diz Woodyer. “Pode ser que alguns dos concorrentes da Microsoft nem tenham surgido ainda.”

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Homem Digital I O smartphone modular Ara, do Google, enfim chegará a desenvolvedores    (20/05/16)

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Celular de desmontar permite que componentes sejam trocados e instalados com facilidade (Foto: Divulgação/Google)

A conferência Google I/O está chegando ao fim, e hoje a empresa apresentou novidades do seu laboratório de pesquisas avançadas chamado ATAP. Assim, temos alguns detalhes sobre o projeto de smartphone modular Ara, além de um tecido sensível ao toque e um pequeno sistema de radares para smartwatches.

Project Ara a caminho dos desenvolvedores

O projeto de smartphone modular do Google não é novo e, para falar a verdade, seu desenvolvimento está atrasado em relação ao que a empresa prometeu no passado. Mas ele deu as caras no Google I/O 2016 e parece estar mais próximo de se tornar realidade.

A grande novidade é que o Project Ara vai começar a ser enviado para desenvolvedores em breve – o Google está prometendo entregar as primeiras unidades de teste durante o quarto trimestre. Para os consumidores finais, a previsão é de um lançamento em 2017.

Além disso, o que há de novo no dispositivo modular? Durante o I/O, a equipe de desenvolvimento do Ara demonstrou alguns dos seus módulos em ação, como uma câmera que pode ser trocada sem precisar reiniciar o smartphone. Para remover alguma das suas partes, basta entrar nas configurações do dispositivo e selecionar o que quer desconectar. Ou então fale “Ok Google, remova a câmera” e pronto.

Um pequeno vídeo demonstra como o Google espera que ele seja em ação:

Atualmente, o Google diz que mais de 30 dos seus funcionários já usam o Ara como dispositivo principal. Os modelos enviados a desenvolvedores, no entanto, não devem ser completamente personalizáveis: módulos como CPU, bateria e tela não devem ser removíveis na primeira versão. Os módulos são interconectados através de uma rede avançada “Unipro”, uma padronização para facilitar a conexão e desconexão das partes do aparelho pelos usuários.

Desenvolvedores interessados em contribuir com módulos para o aparelho podem se cadastrar no site da ATAP para o Ara e esperar para receber o aparelho nos próximos meses.

Projeto Jacquard

As jaquetas do futuro também serão inteligentes, no que depender do Google. O projeto Jacquard, também desenvolvido nos laboratórios ATAP, já tem até um forte parceiro interessados em transformar o sonho em realidade: a Levi’s.

O Jacquard é um tecido sensível ao toque que se conecta ao seu smartphone via Bluetooth. A parceria com a Levi’s deu origem a uma jaqueta: nela, você pode tocar a manga, por exemplo, para aceitar ou recusar uma chamada, ou para trocar a música que está tocando.

A jaqueta começará a ser testada no segundo semestre e a previsão é que chegue às lojas no primeiro semestre do ano que vem. E não se preocupe em sujar a sua roupa: ela pode ser lavada na máquina de lavar sem que seu funcionamento seja prejudicado – basta remover as partes com chips e pronto.

Projeto Soli

Por fim, o Google falou um pouco mais sobre o projeto Soli, que usa um sistema de radares para controlar dispositivos por gestos. É exatamente assim: mexa seus dedos no ar próximo a um smartwatch, por exemplo, e faça a face do relógio girar loucamente, entre outras coisas.

Também desenvolvido pelo laboratório ATAP, o Soli usa pequenos chips de radares incorporados a dispositivos para detectar seus dedos quando eles se aproximam do dispositivo, e, assim, oferece um novo método de entrada para esses aparelhos.

Radares normalmente são feitos para detectar objetos grandes metálicos a grandes distâncias, então o trabalho feito pelo pessoal do ATAP não foi dos mais simples: eles precisaram encontrar uma maneira dele detectar movimentos pequenos e próximos. Eles usaram um algoritmo bem complexo que, entre outras coisas, transforma sinal espacial em temporal para que computadores consigam entender melhor o que está acontecendo.

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Controlar com gestos no ar inicialmente parece uma boa ideia, mas é difícil fazer com que isso seja simples para o usuário. Sem nenhum tipo de feedback do que você está fazendo, como saber que de fato os controles estão funcionando? A chave aqui é usar gestos que as pessoas já conhecem, e, mais do que isso, usar as mãos do usuário para que eles sintam melhor o que estão fazendo.

Você pode, por exemplo, tocar o dedão em outro dedo, simulando o aperto de um botão, para pressionar alguma coisa. Também pode deslizar seu dedão por outro dedo, simulando um movimento de deslize para aumentar ou diminuir o volume. E juntar dois dedos e fazer movimento de torção no ar. O fato de você conseguir sentir fisicamente seus dedos é o que faz o controle no Soli ser facilmente assimilado pelo usuário, já que, ao mesmo tempo, ele consegue ver na tela a resposta aos movimentos.

O Soli está sendo testado em alguns dispositivos, como um smartwatch LG Watch Urbane e um alto-falante da JBL e ainda está bem longe de se tornar realidade. Mas pode ser que, no futuro, apenas a proximidade com um dispositivo garanta que você consiga interagir com eles através de gestos.

[The Verge 123 – Google 123]

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Homem Digital I Conservadores acusam Facebook de parcialidade política      (10/05/16)

JOHN HERRMAN
MIKE ISAAC
DO "NEW YORK TIMES"

Facebook é acusado por conservadores de parcialidade política

O Facebook teve de correr na segunda-feira (9) para responder a uma nova e surpreendente linha de ataque: foi acusado de parcialidade política.

Os protestos surgiram depois de uma reportagem postada na manhã de segunda-feira pelo site Gizmodo, segundo a qual a equipe do Facebook que cuida da lista de "trending topics" [os assuntos em alta] havia deliberadamente suprimido artigos de fontes noticiosas conservadoras. A rede social usa a lista de assuntos quentes para indicar os artigos noticiosos mais populares do dia aos seus usuários.

O Facebook negou a acusação depois da erupção de críticas adversas, vindas de críticos tanto conservadores quanto progressistas. "É mais que perturbador descobrir que esse poder está sendo usado para silenciar pontos de vista e histórias que não se enquadram à agenda de alguém", afirmou o Comitê Nacional Republicano em comunicado.

O site The Drudge Report, muito lido, saiu com a manchete "not leaning in... leaning left" [uma referência a "Lean In" (fazendo acontecer), best seller de Sheryl Sandberg, vice-presidente do Facebook, e à suposta inclinação esquerdista (left) da lista].

O jornalista Glenn Greenwald, que dificilmente poderia ser descrito como simpático aos conservadores, comentou, no Twitter: "Além de alimentar a mania de perseguição da direita, esse é um lembrete importante sobre o controle do conteúdo pelo Vale do Silício". E Alexander Marlow, editor em chefe do Breitbart News, uma publicação noticiosa online de tendência direitista, disse que a reportagem confirmava "aquilo de que os conservadores suspeitavam há muito tempo".

O Facebook, em resposta, afirmou que segue diretrizes rigorosas para "garantir a coerência e neutralidade" e que trabalha para incluir todas as perspectivas. "Encaramos acusações de parcialidade com muita seriedade", afirmou uma porta-voz do Facebook em comunicado. "O Facebook é uma plataforma para pessoas e perspectivas de todo o espectro político".

A discussão destaca em que medida o Facebook ganhou espaço no diálogo político dos Estados Unidos, e os riscos que a companhia enfrenta ao se tornar uma força central no consumo e produção de notícias.

Com mais de 222 milhões de usuários ativos ao mês nos Estados Unidos e Canadá, o site se tornou o lugar a que as pessoas acorrem para descobrir o que está acontecendo.

No ano passado, um estudo do Pew Research Center, em colaboração com a Knight Foundation, constatou que 63% dos usuários do Facebook consideram o serviço como fonte de notícias.

Em abril, o Facebook passou a desempenhar esse papel abertamente, lançando um vídeo que pedia às pessoas que usassem o site para descobrir "o outro lado da história". Políticos usam a rede social com cada vez mais frequência para transmitir suas mensagens.

"Não é que o Facebook tenha mudado de maneira fundamental nos últimos quatro ou oito anos", disse Paul Brewer, diretor do Centro de Comunicação Política da Universidade do Delaware. "Mas volume de comunicação que acontece é imenso, e os políticos sabem que agora mais que nunca precisam usar o Facebook para se comunicar".

DIVERSIDADE

À medida que ganha influência, o Facebook vem se esforçando por dizer que não é uma câmera de eco que repete opiniões semelhantes. Em um estudo científico publicado no ano passado, os cientistas de dados do Facebook analisaram de que modo 10,1 milhões de norte-americanos usuários da rede social, a maioria dos quais simpatizantes declarados de algum partido político, navegaram pelo site durante seis meses.

Os pesquisadores constataram que as redes de amigos das pessoas e os artigos que elas liam eram influenciados por suas preferências ideológicas, mas que o efeito era mais limitado do que os cenários alarmistas previstos por alguns teóricos, de acordo com os quais as pessoas veriam praticamente nenhuma informação do outro lado.

Mas a reportagem do Gizmodo despertou dúvidas sobre os efeitos que os funcionários do Facebook e suas preferências, ainda que inconscientes, poderiam ter sobre a rede social.

Embora o Facebook tenha prometido patrocinar as convenções presidenciais do Partido Republicano e do Partido Democrata, seus principais executivos não hesitam em expressar suas simpatias políticas.

Em uma conferência do Facebook em abril, Mark Zuckerberg, o presidente-executivo da empresa, alertou sobre "vozes do medo erguendo muralhas", em referência a Donald Trump, o virtual candidato republicano à presidência.

As acusações contra o Facebook também colocaram em questão como o serviço escolhe que artigos noticiosos mostrar aos usuários na lista dos assuntos quentes - no caso dos computadores, como uma lista na parte direita da tela; no dos celulares, como uma lista exibida quando os usuários fazem buscas.

O Facebook há muito descreve sua lista de assuntos quentes como em geral automatizada. "Os assuntos que fazem parte dela se baseiam em alguns fatores, entre os quais engajamento, atualidade, as páginas de que um usuário gostou, e sua localização", de acordo com uma descrição que consta do site do Facebook.

A lista de assuntos quentes é supervisionada por uma equipe de funcionários, de acordo com dois antigos empregados do Facebook que trabalharam com isso e falaram sob a condição de que seus nomes não fossem mencionados, já que assinaram acordos de confidencialidade com a empresa. Eles disseram que se viam como membros de uma redação noticiosa, onde o poder de seleção editorial não é novidade, mas parte integrante do processo.

Qualquer "supressão", disseram os antigos funcionários, se baseava na percepção de credibilidade; artigos que os curadores considerassem como não confiáveis ou desprovidos de fontes eram evitados, ainda que essa decisão se baseasse em julgamento pessoal.

A percepção do Facebook como uma operação noticiosa mais convencional o abre a uma linha mais familiar de crítica, que vem crescendo contra organizações noticiosas pequenas e grandes, de direita e de esquerda, já há décadas. De acordo com uma pesquisa do Pew no ano passado, apenas 17% das pessoas entrevistadas acreditavam que as empresas de tecnologia tivessem influência negativa sobre o país. No que tange à mídia, o número era de 65% e estava em alta.

"O poder de ditar agendas que um punhado de empresas como o Facebook e o Twitter exercem não deveria ser subestimado", disse Jonathan Zitrain, professor de Direito e ciência da computação na Universidade Harvard. "Esses serviços terão seu melhor momento quando assumirem o compromisso explícito de servir aos interesses de seus usuários, em lugar de simplesmente oferecerem um serviço cujas fronteiras de influência são desconhecidas e sempre mutáveis".

Na noite de segunda-feira, os usuários da rede social que estivessem em busca de mais informações sobre a reportagem do Gizmodo não precisavam ir longe: ela constava da lista de assuntos quentes do Facebook.

Tradução de PAULO MIGLIACCI 

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Homem Digital I Apple recorre à SAP para ganhar fôlego no corporativo    (06/05/16)

Empresas estabeleceram uma aliança para o desenvolvimento de aplicativos móveis de gestão nativos para iOS com base no Hana

IDG News Service

A Apple colocou um combustível extra em sua estratégia de avançar rumo ao mercado corporativo. A companhia acaba de anunciar uma parceria com a SAP.

O plano consiste em entregar aplicativos móveis nativos para iPhones e iPads baseados na plataforma Hana. Além disso, a empresa pretende fornecer um kit de desenvolvimento para o iOS.

“A parceria ajudará a transformar a forma como as companhias ao redor do mundo utilizam nossos dispositivos móveis”, acredita Tim Cook, CEO da companhia de hardware.

Como parte do acordo, a SAP irá desenvolver apps nativos para iOS utilizando a linguagem de programação Swift. A ideia é que o novo Hana Cloud Platform SDK for iOS permita que programadores construam seus próprios sistemas no topo da plataforma S/4 da provedora alemã de ERP, explorando vantagens de serviços como de localização e notificação.

Uma nova linguagem de design irá combinar a interface de usuário do SAP Fiori com a experiência do iOS, afirmam as companhias. A companhia de sistemas de gestão pretende ainda treinar 2,5 milhões de desenvolvedores que integram seu ecossistema para criarem inovações na plataforma da nova parceira.

O acordo se assemelha à parceria entre Apple e IBM, forjada há cerca de dois anos. No final de 2015, as empresas contabilizaram que a aliança rendeu cerca de 100 aplicativos corporativos disponibilizados no mercado.

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Homem Digital I 'Negar a liberdade de comunicação é assustador em uma democracia', diz Mark Zuckerberg   (03/05/16)

Presidente executivo do Facebook, grupo que controla o WhatsApp, se manifestou sobre a suspensão temporária do aplicativo de mensagens no Brasil

Por Bruno Capelas - O Estado de S. Paulo

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, que controla o WhatsApp, veio a público comentar o bloqueio temporário do aplicativo de mensagens no Brasil, pedido na última segunda-feira, 2, pela Justiça de Sergipe, e revogado na tarde desta terça-feira, 3. Em uma postagem feita em sua página pessoal no Facebook, Zuckerberg agradeceu aos brasileiros pela mobilização. "O WhatsApp está de volta ao ar no Brasil! Suas vozes foram ouvidas de novo. Obrigado à comunidade pela ajuda em resolver este problema", disse o executivo. 

Em seu texto, Zuckerberg criticou a Justiça brasileira por sua decisão, considerada por ele antidemocrática. "A ideia que qualquer pessoa no Brasil pode ter sua liberdade de comunicação negada é bastante assustadora em uma democracia", disse o fundador do Facebook. 

O executivo também clamou os usuários a se envolverem na discussão sobre o assunto – na próxima quarta-feira, 4, em Brasília, a recém-formada Frente Parlamentar Pela Internet Livre realizará um evento e vai apresentar projetos de lei para prevenir que serviços, sites e apps sejam bloqueados pela Justiça. 

"Se você é brasileiro e usa o WhatsApp, quero incentivá-lo a expressar sua opinião", argumentou o executivo, que ainda indicou a petição liderada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) para pedir ao Judicário o fim dos bloqueios. 

Zuckerberg destacou ainda a participação dos brasileiros na discussão de políticas para a internet. "Os brasileiros estão entre os líderes na tarefa de conectar o mundo e criar uma internet aberta há muitos anos", disse. 

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Homem Digital I Absurdo e insanidade povoam Vale do Silício    (29/04/16)

POR TOM BRADY

Empresas de tecnologia muitas vezes oferecem um ambiente diferente do estereótipo de pufes e mesas de pebolim (Jason henry para The New York Times)

Dan Lyons, jornalista de tecnologia com 25 anos de experiência, conseguiu um emprego em uma empresa start-up de software depois que foi demitido de uma revista.

Lá, ele descobriu várias práticas um tanto estranhas.

Por exemplo, demissões não eram chamadas de demissões, mas de “formaturas”, escreveu no “The New York Times”.

Um dos chefes da HubSpot enviou um e-mail entusiástico dizendo: “Equipe, só para informar a vocês que X se formou e estamos muito animados para ver como ela usará seus superpoderes em sua próxima grande aventura”. Depois de quatro anos na equipe, a funcionária em questão não era mais necessária. Em seu último dia, o gerente organizou uma festa de despedida.

“Foi surreal, cruel, mas todo mundo na HubSpot agia como se fosse perfeitamente normal”, escreveu Lyons, 52. “Diziam-nos que éramos ‘astros do rock’, ‘pessoas inspiradoras’ que estavam ‘mudando o mundo’, mas na verdade éramos descartáveis.”

Lyons pensou que a start-up seria um bom lugar para trabalhar, já que as oportunidades no jornalismo diminuíam. Comida grátis. Pufes. Férias ilimitadas.

Ele só durou dois anos.

“Afinal, eu tinha entrado para um sistema de escravidão digital, onde as pessoas ficavam amontoadas em salas enormes, lado a lado, em mesas compridas”, escreveu. “Em vez de se debruçarem sobre máquinas de costura, elas olhavam para notebooks ou gritavam em microfones, vendendo software.”

Em sua resenha do livro de Lyons sobre a experiência (“Disrupted: My Misadventure in the Start-Up Bubble” [Perturbado: minha desventura na bolha das start-ups]), Nancy Franklin disse que ele não deveria ter se surpreendido com o que encontrou.

Segundo Franklin, Lyons já conhecia o campo: em 2006, quando era repórter na “Forbes”, ele iniciou um blog de tecnologia chamado The Secret Diary of Steve Jobs [o diário secreto de Steve Jobs]. Escrevendo como Fake Steve, Lyons retratava o verdadeiro Jobs como um homem com diversos transtornos de personalidade e satirizava outros conhecidos empresários do Vale do Silício. Ele escreveu um romance, com o qual conseguiu um contrato na TV.

Enquanto trabalhava no HubSpot, Lyons também recebeu um telefonema de Hollywood para escrever para a comédia da HBO “Silicon Valley”, sátira da indústria das start-ups.

A empresa fictícia no centro do programa, Pied Piper, se parece muito com a HubSpot, ou como muitas outras start-ups. Ela gera um monte de código de computador, mas não tem um produto que exista no mundo real ou ganha dinheiro de verdade.

Como escreveu Mike Hale, em sua resenha sobre a nova temporada do programa: “Os jovens heróis que escrevem código ainda estão correndo como cobaias de um lado para o outro, gerando desventuras vívidas, mas sem receita. Tudo acontece, e nada acontece”.

Em um episódio, o executivo-chefe da Pied Piper anuncia: “Acabo de ser demitido”.

Hale escreve que quase todo mundo, menos o executivo-chefe, reconhece que ele é mais adequado a uma outra função. O comportamento do executivo é um estudo de caso da “personalidade ubergeek”, escreve Hale. “Uma bizarrice estrangulada que mal contém sua arrogância e raiva predominantes.”

J. T. Miller interpreta um dos programadores da Pied Piper. Seu personagem é uma pessoa terrivelmente triste, mas ele se lembra de outros que são ainda mais tristes na vida real. Miller disse ao “Times” que os blogueiros de tecnologia “parecem um jornalista que sofreu lobotomia e então foi para a escola de comércio para não ser jornalista”.

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Homem Digital I Empresas apostam em ‘chatbots’    (22/04/16)

POR MATT WASIELEWSKI

Quer um conselho de moda? Que tal perguntar a um robô?

A Spring, start-up de compras pelo celular, oferece um software que responde a mensagens enviadas pelo bate-papo do Facebook. Esse robô ajuda os usuários a encontrarem roupas adequadas. Para isso, pergunta a faixa de preço e sugere itens que, na sua avaliação, possam agradar ao cliente. Não era bem esse estilo? O programa vai sugerir algumas opções diferentes.

A Spring é uma das várias companhias que, com o apoio de grandes empresas tecnológicas, estão entrando no mercado dos “chatbots” (robôs de bate-papo). Em sua conferência anual para desenvolvedores, o Facebook divulgou uma nova forma de escrever códigos que permite a qualquer empresa criar um robô capaz de interagir com pessoas por intermédio do programa Messenger, noticiou o “The New York Times”.

A Microsoft também revelou uma ferramenta que permite aos desenvolvedores criar “bots” para o Windows 10. “Queremos construir uma inteligência que amplie as capacidades e experiências humanas”, disse executivo-chefe da Microsoft, Satya Nadella, durante a conferência da empresa para desenvolvedores, em março.

A consultoria de pesquisas eMarketer estima que, até o final deste ano, os aplicativos de troca de mensagens alcançarão 1,6 bilhão de usuários no mundo. Tendo isso em mente, as marcas estão buscando formas de falar com — e não para— o consumidor. “Somos criaturas comunicativas”, disse David Marcus, vice-presidente do Facebook para serviços de mensagens. “É assim que o nosso cérebro funciona. É assim que fomos construídos. Por isso, é provavelmente a interface mais natural que existe.”

Mas nem todos os usuários se entusiasmam com essa tendência. “Será que as marcas deveriam mesmo se inserir em uma das atividades mais pessoais da internet?”, questionou Robert D. Hof, do “Times”. “Quem deseja propagandas da Pampers atravancando seus bate-papos com amigos?”

A marca de sapatos Clarks criou três personagens virtuais para promover sua popular bota Desert, permitindo que os usuários interajam com esses personagens via Whatsapp, recebendo mensagens, vídeos e playlists.

A Focus Features, produtora e distribuidora de cinema ligada ao conglomerado NBCUniversal, foi além. Para promover o filme “Sobrenatural: A Origem”, contratou uma start-up de marketing interativo para criar uma versão “chatbot” do protagonista Quinn Brenner. Os usuários do aplicativo de bate-papo Kik podiam usá-lo para conversar com o robô-personagem. Em poucos dias, 350 mil pessoas interagiram, trocando em média 69 mensagens com ele cada uma.

O Kik, que tem mais de 275 milhões de usuários, lançou uma “loja de robôs” com “bots” de empresas como a rede de vestuário H&M, que se oferece como “personal stylist”, e a marca de cosméticos Sephora, que dá dicas sobre maquiagem e cuidados com a pele.

Há quem seja cético sobre a ideia. “Muitos aplicativos já são funcionais”, disse Robin Chan, da Operator, pequena start-up de comércio eletrônico, ao “Times”. “Veja o caso do Uber: basta apertar um botão e ele funciona. Você não precisa de uma conversa exaustiva para cada aplicativo.”

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Homem Digital I A importância da mente off-line     (22/04/16)

POR TOM BRADY

Os brinquedos para executivos atraem em parte porque podem ser uma distração produtiva, proporcionando-nos uma folga de nossos computadores. (David Corio for The New York Times)  

Todos nós precisamos de um tempo longe das telas, e não apenas para descansar nossos olhos. Esse momento de folga possibilita o pensamento criativo.

Os brinquedos presentes nas mesas de trabalho de executivos são, para alguns, uma distração produtiva: bolas Magic 8, contendo mensagens crípticas; minijardins zen, com ancinhos em miniatura; pêndulos de Newton, com bolas metálicas penduradas que batem uma na outra.

Objetos como esses promovem o diálogo e aliviam o estresse, diz Adrienne Appell, da Associação da Indústria de Brinquedos, sendo úteis na era digital.

“Com os horários de trabalho longos de hoje, as telas múltiplas e os aparelhos múltiplos, torna-se ainda mais importante que as pessoas se permitam um momento de descontração”, disse ao jornal “The New York Times”

Scott G. Eberle, vice-presidente de estudos lúdicos do museu Strong, em Rochester, Nova York, disse que brinquedos na mesa de trabalho podem induzir um estado meditativo. Ele já escreveu sobre temas como o devaneio e enxerga valor criativo em objetos como o pêndulo de Newton, dizendo que eles podem propiciar uma sensação de desapego ou distanciamento.

“O ideal é a pessoa buscar um estado em que sua mente esteja off-line”, disse, acrescentando que lâmpadas de lava e aquários de peixes também funcionam bem.

Matthew B. Crawford escreveu que está cada vez mais difícil ficar off-line porque grande parte do espaço público foi ocupada por anunciantes. “Nesse processo, sacrificamos o silêncio —a condição em que ninguém se dirige a nós”, escreveu.

“Do mesmo modo que o ar limpo possibilita a respiração, o silêncio possibilita o pensamento.”

Crawford observou que hoje as bandejas em que os passageiros colocam seus objetos pessoais em aeroportos para passarem pelo raio-X são cobertas de anúncios. Ele diz que se irritou ao ver todas as cores de batom vendidas pela L’Oréal quando colocou um pendrive na bandeja.

Todo esse barulho, argumentou, acaba com os momentos de silêncio que antes desfrutávamos em viagens, momentos que contribuem para a criatividade e a inovação. Hoje o silêncio é promovido como artigo de luxo.

“Na sala VIP do aeroporto Charles de Gaulle, ouvi apenas o som ocasional de uma colher encostando em uma xícara de louça”, escreveu.

“Não vi anúncios nas paredes. É esse silêncio, mais que qualquer outra coisa, que torna aquele espaço genuinamente luxuoso.”

Os músculos de sua nuca se descontraíram, e depois de apenas 20 minutos ele se sentiu revitalizado.

Teddy Wayne escreveu que hoje em dia não temos muitas oportunidades para relaxar, graças ao ICYMI (a sigla indica “caso você tenha deixado passar”, em inglês).

Alertas on-line e do Twitter aparecem a cada poucos segundos para chamar a atenção das pessoas para links que elas possam ter deixado passar despercebidos. A mídia noticiosa transmite informações 24 horas por dia, temporadas inteiras de seriados de TV são lançados de uma só vez, e a maioria dos filmes está disponível a qualquer momento. É impossível manter-se a par.

Mas, como é possível acessar tudo isso a qualquer hora, as pessoas “não têm desculpas para deixar passar qualquer coisa e são compelidas a ficar a par de tudo”, escreveu Wayne.

Manoush Zomorodi, apresentadora de um programa de rádio de Nova York chamado “New Tech City”, que discute como a tecnologia afeta nossas vidas, se queixa de uma coisa: que não se sente entediada há sete anos.

Ela diz que isso começou com seu primeiro iPhone, em 2007.

Zomodi, 41, lançou o projeto “Entediado e Brilhante”, pedindo a participantes que evitem seus aparelhos e abracem o ócio, na esperança de que a mente que devaneia seja mais criativa.

É claro que existe um aplicativo para isso.

“Estamos tentando abraçar o aspecto ridículo disso”, disse.

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Homem Digital I Por que o celular ainda não substitui a carteira    (09/04/16)

Poucas vantagens do pagamento móvel em relação ao cartão de plástico afastam clientes

Apple Pay, sistema de pagamento móvel usado no iPhone, é aceito por apenas 88 redes de lojas físicas nos EUA

Por Peter Eavis
THE NEW YORK TIMES

Sammy Yuen, designer gráfico que reside no Upper West Side de Manhattan, estava na fila do caixa do Whole Foods Market em uma manhã. Ele usou o aplicativo do Starbucks que está instalado em seu celular para encomendar antecipadamente café e depois comprou o que precisava no mercado pagando com o Apple Pay. Bastou passar o telefone em frente à máquina registradora. Usar o celular para pagar virou rotina para Yuen. “Sempre que posso, uso”, diz. Mas ele é exceção.

Bancos, empresas de tecnologia e comércio varejista estão investindo alto para criar sistemas e aplicativos que permitam que pessoas paguem suas compras com o celular nas lojas físicas, onde ocorre a maior parte das vendas. A expectativa é que os telefones tornem os pagamentos mais eficientes e forneçam aos bancos e varejistas novas informações sobre a clientela. Fabricantes de celulares e softwares – entre eles Apple, Google e Samsung – investem em pagamento por telefone para tornar seus produtos mais atraentes para os usuários.

Por trás de tudo está o pressuposto de que os consumidores descobrirão os benefícios do pagamento móvel – e, assim, passarão a usar mais o celular como meio de pagamento. No entanto, o processo é lento. Só uma minúscula porcentagem das compras em lojas é feita por celular. Nos EUA, cerca de US$ 8,7 bilhões em compras ocorreram com pagamento por telefone em 2015, segundo pesquisa da eMarketer. Isso representa só 0,2% dos estimados US$ 4,35 trilhões das transações feitas em lojas no ano passado.

Insegurança. Outros clientes que saíam do Whole Foods naquela manhã listaram uma série de razões para não pagar pelas compras dessa forma. A maioria teme pela segurança das transações ou por perder o aparelho, o que permitiria a estranhos acessar seus dados financeiros. Eles também duvidam que os celulares sejam mais rápidos que cartões de plástico.

As empresas tentam incrementar o uso da tecnologia ressaltando como os aplicativos podem ser mais seguros que os cartões. Autenticação pelas digitais e o uso de senhas tornam quase impossível usar um telefone roubado para pagar uma compra. Já cartões de crédito roubados, ou informações nele contidas, podem ser usados facilmente em fraudes até que o crime seja notificado.

Concorrência. Parte do problema pode ser a existência de muitos aplicativos similares tentando atrair a atenção do consumidor. A Samsung deu um passo tecnológico que aumenta substancialmente o número de pontos de venda onde o Samsung Pay pode ser usado. Muitos pagamentos móveis exigem a tecnologia NFC, mas ela não está presente em antigos terminais de pagamento. O Samsung Pay, porém, pode ser usado em terminais de diversos tipos. “Acredite, você não precisa mais levar a carteira”, garante o gerente do aplicativo, Thomas Ko.

No entanto, as perspectivas para o pagamento móvel não parecem boas. Cartões de crédito e débito têm problemas, mas são fáceis de levar e de uso geralmente rápido. E mais: não têm baterias que podem acabar durante uma tarde de compras.

/TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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Homem Digital I Novo Android permite dividir tela entre apps e já tem versão de teste     (09/03/16)

Telas do Android N, que já está disponível para desenvolvedores

"É tão cedo que ainda nem nome tem", disse Hiroshi Lockheimer sobre a nova versão do sistema operacional móvel do Google, a Android N. Hiroshi é o novo chefe da divisão do sistema e anunciou, nesta quarta-feira (9), que a empresa do Vale do Silício colocou a novidade à disposição de desenvolvedores, para que possam experimentar com os novos recursos.

O que chama mais atenção, de partida, são as telas simultâneas. É a primeira versão do sistema a dividi-las e a permitir trabalhar em dois aplicativos ao mesmo tempo. Segundo comunicado enviado à imprensa, funcionará tanto no modo paisagem quanto no retrato.

O recurso Doze, que economiza bateria quando o celular não está sendo usado, foi melhorado, e recebeu o nome Doze++. Antes, o mecanismo esperava que se passasse algum tempo antes de entrar no modo de economia. Agora, isso acontece assim que a tela estiver inativa.

A versão N, que ainda não foi batizada –os nomes de cada iteração são palavras em ordem alfabética; a última sendo a Marshmallow–, traz também economia em uma área especialmente interessante no Brasil, onde as franquias de internet móvel são caras em relação a países como os Estados Unidos.

O Data Saver permite acionar um modo de uso reduzido de dados, que bloqueia transferências que acontecem em background.

Há também o "in-line reply", em que usuários poderão responder notificações sem ir aos aplicativos que as geraram –como o e-mail ou o WhatsApp, por exemplo.

Por ora, a nova versão está disponível apenas em fase de teste, para desenvolvedores. Em e-mail enviado à imprensa, o Google avisou que haverá mais novidades durante a conferência anual Google I/O, que neste ano vai de 18 a 20 de maio.

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Homem Digital I Novo relatório mostra um lento, porém positivo progresso em diversidade de empregados na Apple   (19/01/16)

Em meados de agosto do ano passado, a Apple atualizou a sua página de diversidade com números e uma carta do CEO Tim Cook falando sobre os avanços feitos, por exemplo, na contratação de mulheres.

A empresa há poucos dias publicou um relatório EEO-1 [PDF] atualizado que mostra um lento, porém positivo progresso na sua diversidade de empregados.

Num período de 13 meses até agosto de 2015, a Apple afirma ter contratado 1.475 afro-americanos (31% a mais que um ano antes), 1.633 hispânicos (+24%) e 1.662 asiáticos (+29%), contra 4.096 brancos. O total de mulheres na Apple subiu, em um ano, de 28,7% para 30%.

No nível executivo da Apple, a diversidade ainda é relativamente baixa: 83% são homens brancos.[MacMagazine]

[via AppleInsider]

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Homem Digital I Google segue Yahoo! e começa a testar login sem necessidade de senha    (23/12/15)

Por: 

Um mundo sem a necessidade de senhas (pelo menos na internet) está cada vez mais próximo. O Google começou a testar com alguns poucos usuários um sistema de login que é realizado com a ajuda de seu smartphone — a forma é muito parecida com a anunciada pelo Yahoo! recentemente.

A informação apareceu primeiro do Reddit e posteriormente no Android Police. No fim das contas, o próprio Google confirmou ao TechCrunch:

Nós convidamos um pequeno grupo de usuários a nos ajudar a testar uma nova forma de login a contas Google sem a necessidade de senhas. “Pizza”, “senha” e “123456”: seus dias estão contados.

Como funciona?

Os usuários que fazem parte deste grupo de teste precisam apenas colocar o endereço de e-mail e, em seguida, recebem uma notificação no smartphone perguntando se está tentado acessar a conta. Basta desbloquear o telefone e confirmar, é liberado o acesso.

googlesemsenha

Tela de configuração da funcionalidade de acesso a login do Google sem senha. Crédito: TechCrunch

Apesar da facilidade, o Google ainda não vai remover completamente a senha dos usuários. A companhia explica em um e-mail enviado ao grupo de teste da funcionalidade que eles podem perguntar pela senha, mas como uma medida de segurança adicional (quando houver suspeita, por exemplo, de algum acesso indevido). No caso de o smartphone estiver sem carga de bateria, a senha também será útil para a realização do login.

Ok, mas e se o smartphone for roubado? O Google confia que o dono do aparelho tenha algum tipo de proteção (bloqueio de tela ou acesso via algum sensor biométrico), o que deve dificultar que intrusos liberem o login pelo aparelho. No entanto, nesses casos, a companhia recomenda que o usuário acesse sua conta de algum computador (com senha, é claro) e remova a autorização de login atribuída ao smartphone roubado.

A proliferação de possibilidades de login sem senha é ótima. Pelo menos, tenho umas 10 senhas utilizadas em diversos serviços e é bem difícil lembrar de todas. Por outro lado, é estranho como o smartphone vira protagonista nessa história dando mais importância ainda a ele em nossas vidas.

[TechCrunch]

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Homem Digital IJornalista Charlie Rose conversa com Tim Cook, Jony Ive, Angela Ahrendts e mostra os bastidores da Apple    (21/12/15)

Eduardo Marques

A Apple está bem mais aberta do que era na época de Steve Jobs, e ninguém pode negar isso. Os executivos estão muito mais disponíveis e, atualmente, é normal vermos diversas entrevistas sendo feitas com eles.

Pois o veterano Charlie Rose não apenas conversou com alguns dos executivos mais importantes da Apple, como “participou” de uma reunião semanal com os executivos sêniores e teve acesso ao famoso estúdio/laboratório de design comandado por Jony Ive.

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

No primeiro vídeo1 (“Inside Apple, part one”; “Dentro da Apple, parte um”) vemos Rose entrevistando Tim Cooke falando sobre temas para lá de “batidos” como as qualidades de Steve Jobs (capacidade de se focar no que interessa, perfeccionismo, etc.), a continuidade da cultura e do espírito de Jobs em tudo o que envolve a Apple atual, etc. Por outro lado, como mencionamos, ele fez algo que ninguém até hoje conseguiu: entrar na sala onde acontecem a reuniões semanais dos executivos mais importantes da Maçã e bater um papo com eles.

Conversando com Jony Ive, Rose também teve acesso ao estúdio de design da Apple e, apesar de não ter tido a possibilidade de ver alguns dos produtos nos quais a empresa está trabalhando (reparem nas mesas cobertas com um pano preto), mostrou bem a dinâmica e como o trabalho é realizado no espaço.

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Ao criar o iPhone 6/6 Plus, por exemplo, os designers da Apple testaram 10 diferentes tamanhos de aparelhos até chegar aos que consideraram ideais (4,7 e 5,5 polegadas). Mais do que isso: Ive disse que as escolhas foram muito influenciadas pelo lado emocional, do que eles acreditavam ser os tamanhos corretos (não se baseando tanto no ponto de vista técnico).

Há ainda mais sobre como o Apple Watch foi concebido (tudo começou com um desenho a caneta do caderno de Ive), como os designers da Apple participam de todo o processo — incluindo as misturas que resultam nas cores das pulseiras do Watch —, a colaboração que existe entre as áreas da empresa que permite criar produtos como o MacBook, como funciona a estabilização óptica da câmera dos iPhones 6 Plus/6s Plus (a câmera, por sinal, é feita de cerca de 200 peças que, juntas, ficam do tamanho de uma ponta de dedo; uma foto é responsável por gerar 24 bilhões de operações envolvendo software e sensores), a forma como a Apple calibra o flash e a enorme equipe por trás da câmera do iPhone (já são 800 engenheiros).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Angela Ahrendts mostrou a Rose uma espécie de protótipo de loja (se é que podemos chamar assim) onde a Apple faz dezenas/centenas de experimentos, mostrando como os novos lançamentos da empresa (Apple Watch, por exemplo) influenciam a interação e a forma como a loja é “montada”.

A segunda parte das entrevistas envolve assuntos mais corporativos e amplamente discutidos, mas nem por isso menos interessantes, começando com a polêmica envolvendo privacidade.

Cook bateu novamente na tecla de que os iPhones dos usuários muito provavelmente guardam informações sensíveis como dados de saúde, bancários, conversas particulares, possíveis segredos de empresas e tudo mais. E que isso pertence apenas aos usuários e a ninguém mais. Criar um backdoor para que o governo tenha acesso a essas informações (devidamente munido de um mandado) seria abrir uma brecha para que pessoas má intencionadas também tentem colocar as mãos nessas informações.

É um assunto delicado, já que sem dúvida nenhuma ter acesso a informações de suspeitos (como por exemplo de terroristas) ajudaria governos a lutar contra isso. Mas Cook acha que isso não é algo simplista como privacidade vs. segurança nacional e que todos deveriam ter acesso aos dois.

Outro ponto polêmico tem a ver com o enorme caixa da Apple (mais de US$200 bilhões). Dois terços desse valor estão fora dos EUA e a Apple não leva o dinheiro para casa por conta dos impostos que teria que pagar por isso. A Apple, assim como outras empresas, está lutando para criar uma espécie de “feriado fiscal” para poder transferir esse dinheiro para os EUA sem pagar impostos exorbitantes (40%).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

A importância da China para a Apple também foi bastante discutida por Cook, tanto em termos de mercado quanto para produção em si, assim como o porquê de ele ter comunicado publicamente ser gay. E, como não poderia falar, Cook também mostrou para Rose as obras do novo campus (espaçonave) da Apple, dizendo que atualmente 3.500 pessoas trabalham para deixar o espaço pronto — no futuro, 13.000 pessoas o ocuparão.

A sede é maior do que a do Pentágono e, quando concluída, 80% do terreno será verde, com 7.000 árvores e plantas. Eles vão produzir algumas das frutas e legumes servido no refeitório. Um sistema de ventilação natural no telhado permitirá que o edifício fique sem aquecimento ou ar-condicionado durante nove meses do ano. E toda a instalação será alimentada principalmente por painéis solares.

Como qualquer produto da empresa, o Apple Campus 2 também foi pensado e planejado nos mínimos detalhes (desde as mesas passando pelas cadeiras, escadas, maçaneta das portas, vidro… tudo foi criado/escolhido por Ive e sua equipe).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Pegando apenas um detalhe como exemplo, os painéis de vidro curvos (que estão começando a ser instalados e exigiram a criação de uma máquina para isso) são os maiores já feitos no mundo — e serão quilômetros de painéis —, oferecendo uma visão extraordinária (sem interrupção) para os empregados.

No vídeo “How to get a job at Apple” (“Como conseguir um emprego na Apple”), Cook também falou como é difícil contratar pessoas com o mesmo espírito/cultura da Apple (que se desafiam, querem criar coisas, são opinativas, têm um ponto de vista, etc.). Não há uma forma de testar isso, então é na base da empatia/emoção mesmo. Ainda assim, normalmente um candidato é entrevistado por 10-12 pessoas para fazer parte do quadro de empregados da Maçã.

Já o vídeo “Can Apple still change the world?” (“A Apple ainda pode mudar o mundo?”) dá um panorama do que Rose viu/conversou com os executivos da Apple, a diferença entre Jobs e Cook, como a Apple controla a informação que quer passar para a mídia, como o discurso dos executivos é amplamente ensaiado, como Jobs ainda está presente (ao menos a cultura que ele quis implantar) entre os empregados, entre outros aspectos.

No final das contas, para Rose, a história mostra que as empresas que estão no topo não conseguem manter essa posição para sempre. Resta saber até quando a Apple resistirá. [MacMagazine]

[via Re/code]

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Homem Digital I Facebook dá incentivo de  US$ 10 mil para que funcionários se mudem para região da sede no Vale do Silício      (20/12/15)

Por Agências

Facebook está oferecendo aos funcionários que trabalham na sede da empresa, no Vale do Silício, pelo menos US$ 10 mil para que se mudem para mais perto do escritório. A iniciativa é um reflexo das mudanças que muitas empresas de tecnologia enfrentam na cada vez mais cara e congestionada região da baía de San Francisco.

Segundo funcionários atuais e ex-empregados do Facebook, o incentivo começou a ser oferecido nos últimos 12 meses. Para poder receber o incentivo, pago em uma única parcela, as pessoas que trabalham na empresa devem comprar ou alugar uma casa que fique a até 16 quilômetros da sede, em One Hacker Way, uma faixa deserta de estrada com vista para um pântano, a cerca de 48 quilômetros de San Francisco. Os funcionários que têm família, por sua vez, podem receber um pagamento único de até US$ 15 mil para arcar com os custos com a nova residência.

As ações podem ajudar a aliviar uma grande fonte de tensão em San Francisco: o fluxo de trabalhadores jovens e ricos do setor de tecnologia que viajam diariamente para o Vale do Silício em ônibus privados e geralmente substituem moradores de baixa renda da região.

Mas o Vale do Silício sofre sua própria crise de acesso à moradia e, se o programa do Facebook ganhar força, pode acelerar ainda mais a gentrificação de comunidades próximas à sua sede – especialmente, a vizinhança de baixa renda de East Palo Alto. “Uma série de famílias locais serão afetadas”, disse John Liotti, CEO do Able Works, um grupo de defesa da comunidade de East Palo Alto.

O Facebook diz que o programa não tem a ver com engenharia social. “Nossos benefícios no Facebook têm como objetivo apoiar nossos funcionários e as pessoas que importam para eles”, disse um porta-voz da empresa.

É claro que algumas pessoas podem ver na ação da empresa uma forma de encorajar as pessoas a passarem mais tempo no escritório, ao mesmo tempo que reduzem os custos com o luxuoso serviço de ônibus, cujos motoristas se sindicalizaram recentemente.

Para Mark Shim, engenheiro que já trabalhou na Addepar, morar do outro lado da empresa, sediada em Mountain View, rendeu a ele um bônus mensal de US$ 300. “Se você mora mais perto do trabalho, fica menos preocupado em sair na hora certa e, se estiver resolvendo um problema importante, gasta mais tempo até encerrar a questão”, diz.

Engarrafado. Os trabalhadores do setor de tecnologia dizem que a ida e volta ao trabalho no Vale do Silício está ficando pior. O que era uma viagem de uma hora para ir e outra para voltar até San Francisco anos atrás se estendeu para 90 minutos ou mais, com o crescimento do setor de tecnologia e a chegada de mais carros às ruas. Segundo o serviço de dados de trânsito Inrix, os motoristas de San Francisco gastam mais tempo em congestionamentos do que em qualquer outra cidade – com exceção de Washington DC e Los Angeles.

Ainda assim, uma quantidade enorme de jovens entusiastas da tecnologia estão dispostos a enfrentar tudo isso. “Eu não quero me mudar para um desses depressivos complexos para solteiros”, disse Nilesh Patel, um solteiro que trabalha no setor de tecnologia e viaja diariamente de San Francisco até uma grande empresa que fica a cerca de 64 quilômetros de distância. Dessa forma, ele pode cultivar sua rica vida social na cidade.

Mesmo para aqueles que podem considerar a hipótese de ter um estilo de vida suburbano, US$ 10 mil não significam muito numa cidade como Menlo Park, onde fica o campus principal do Facebook. Lá, o aluguel médio é de US$ 3.600 por mês, segundo dados da imobiliária on-line Trulia.

Além de chegar a uma nova região, os recém-chegados, chamados de “los Facebuqueros”, também contribuem para o aumento do número de despejos e dos valores dos aluguéis. Por isso, existe a hipótese de os incentivos para moradia saírem pela culatra.

Antigamente, quando a sede do Facebook ficava em Palo Alto, os proprietários locais reagiram ao incentivo dado pela empresa aumentando os aluguéis no local.

/REUTERS

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Homem Digital I Tim Cook diz que ideia de que Apple está evitando impostos nos EUA é "lixo político    (18/12/15)

(Reuters) - O presidente executivo da Apple, Tim Cook, desmentiu como "lixo político total" a noção de que a gigante de tecnologia dos Estados Unidos está agindo para evitar pagar impostos.

As observações de Cook, feitas no programa "60 Minutos", da rede CBS, vêm em meio ao debate nos EUA sobre corporações que evitam o pagamento de impostos através de técnicas como os chamados acordos de inversões, nos quais a empresa realoca sua base de impostos em outro país.

"A Apple paga cada dólar dos impostos que deve", disse Cook ao apresentador Charlie Rose, do 60 Minutos.

Cook disse que repatriar lucro para os EUA custaria 40 por cento. "Eu não acho que seja uma coisa razoável a se fazer", disse ele.

A Apple economiza bilhões de dólares em impostos nos EUA por meio de subsidiárias na Irlanda, onde declara boa parte de seu lucro no exterior.

A companhia detém 181,1 bilhões de dólares em lucros no exterior, mais do que qualquer outra empresa norte-americana, e teria que pagar uma quantia estimada de 59,2 bilhões de dólares em impostos se tentar trazer o dinheiro de volta aos EUA, mostrou um recente estudo baseado em relatórios financeiros enviados à SEC, órgão regulador dos mercados do país.

Cook afirmou que o atual código tributário dos EUA foi feito para a era industrial, não para a "era digital".

"É atrasado. É ruim para os EUA. Deveria ter sido reformado muitos anos atrás", disse o executivo durante a entrevista.

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Homem Digital I Apple abre laboratório secreto em Taiwan para fabricar telas   (15/12/15)
Tim Culpan,

A Apple Inc. abriu um laboratório na região norte de Taiwan, onde os engenheiros estão desenvolvendo novas tecnologias para telas, de acordo com pessoas familiarizadas com as instalações.

No edifício da Apple em Longtan há pelo menos 50 engenheiros e outros funcionários trabalhando na criação de novas telas para aparelhos como iPhone e iPad, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos.

A Apple recrutou funcionários da fabricante local de telas AU Optronics Corp. e da Qualcomm Inc., a quem pertencia o edifício, disseram as pessoas.

Kristin Huguet, porta-voz da Apple, que tem sede em Cupertino, na Califórnia, não quis comentar.

A Apple começou a operar o laboratório neste ano, com o objetivo de fabricar produtos mais finos e leves, com melhor iluminação e maior eficiência no uso de energia.

Os engenheiros estão desenvolvendo versões mais avançadas das telas de cristal líquido que são utilizadas atualmente em modelos de iPhone, iPad e computadores pessoais Mac, disseram as pessoas. A Apple também deseja adotar os diodos orgânicos emissores de luz, que são ainda mais finos e dispensam a retroiluminação, disseram.

Samsung e Sharp

Fabricar modelos de iPhone e iPad mais finos e duráveis a cada geração é uma das características da Apple e ajudou a gerar US$ 178 bilhões em vendas anuais nessas duas categorias de produto.

Ao trabalhar diretamente no desenvolvimento da tecnologia das telas, a Apple poderá se tornar menos dependente da tecnologia desenvolvida por fornecedores, como Samsung Electronics Co., LG Display Co., Sharp Corp. e Japan Display Inc. Em vez disso, a companhia poderia implementar processos internos de produção e terceirizar para fabricantes menores, como a AU Optronics ou a Innolux Corp., de Taiwan.

Anúncios de emprego

A Apple realiza a maior parte de suas pesquisas na sede da companhia, em Cupertino, e terceiriza a fabricação de quase todos os aparelhos e componentes a fornecedores como a Foxconn Technology Group e a Japan Display.

A fabricante do iPhone também emprega cientistas e engenheiros em todo o mundo, dedicados ao desenvolvimento de materiais e de tecnologias de fabricação.

A Apple continua procurando engenheiros para sua fábrica de telas planas, de acordo com os anúncios de emprego no site da LinkedIn Corp.

Localizada em um canto do parque científico de Longtan, entre um bosque e o lugar onde está sendo construída uma nova fábrica de biotecnologia, a estrutura não dá pistas de pertencer à companhia mais valiosa do mundo.

A cinquenta quilômetros do centro de Taipei e a uma hora, de carro, da sede da Foxconn, a fábrica com revestimento branco não exibe nenhuma sinalização corporativa, um contraste gritante com os outros edifícios da vizinhança, que possuem logotipos de quase um metro de altura da Leotek Electronics Corp., da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. e da AU Optronics.

Telas da Qualcomm

Uma caminhada curta, meia dúzia de passos e portas corrediças de vidro levam a um balcão e a uma recepção à frente de um logotipo da Apple na parede.

Esse sinal e o iMac que exibe a tela padrão de registro de visitantes da Apple são os únicos indícios visíveis de que esse é um dos lares da empresa.

O recepcionista não quis fornecer o nome nem informações de contato de alguém que pudesse falar sobre as instalações. Os seguranças que estavam do lado de fora também se recusaram a conceder informações de contato de qualquer responsável.

Registros do escritório de gerenciamento do parque científico de Hsinchu, que administra a instalação de Longtan, mostram que a Apple se mudou para a fábrica em abril e que a Qualcomm Panel Manufacturing Ltd. tinha ocupado o lugar desde 2008.

Registros do Ministério de Economia mostram que a Apple modificou seu registro em Taiwan pela última vez em outubro. No formulário agora consta o endereço de Longtan, modificando o endereço anterior, no centro de Taipei, da sede da Taiwan Apple LLC. Foi neste lugar que a Qualcomm tentou desenvolver suas próprias telas, chamadas Mirasol.

Na segunda-feira, um pequeno grupo de funcionários com crachás da Apple pendurados no pescoço saíram do lugar para fumar em meio ao zumbido dos filtros industriais.

Eles não quiseram fazer comentários sobre o objetivo do edifício nem sobre o trabalho que estão realizando.

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Homem Digital I Home Office: Dez ótimos sites para encontrar um trabalho remoto   (14/12/15)

Como encontrar um emprego para trabalhar de casa? Eis uma lista com dez sites que podem impulsionar seu sonho de home office

CIO.com

A jornada tradicional, aquela que vai das nove da manhã às seis da tarde, se torna cada vez mais abstrata com o avanço de conceitos de mobilidade e computação em nuvem. Uma das coisas fantásticas proporcionada pela tecnologia é a capacidade de executar trabalhos de qualquer lugar (onde tenha uma conexão com a internet). 

Mas como encontrar uma tarefa remunerada que possa ser feita sem sair de casa? A seguir, apresentamos uma lista com dez sites que podem impulsionar seu sonho de home office.

WFH.io

O serviço é dedicado ao trabalho remoto, como o próprio nome do site sugere (a sigla trata de uma abreviação de “work-from-home”). Há bastante oportunidade para profissionais de tecnologia. O site é simples e fácil de navegar, listando trabalhos para engenheiros, programadores e desenvolvedores. É possível filtrar as ofertas por categorias, como suporte ao usuário, design, DevOps, administração de sistemas e desenvolvimento de software. O uso da ferramenta é gratuito e, clicando no cargo, se tem uma descrição completa da tarefa e como se candidatar a ela. O site também oferece a possibilidade de receber emails semanais com algumas oportunidades.

Flex Jobs

O site é bastante famoso na oferta de oportunidades em trabalho remoto. É, também, especialista em ofertas de empregos de meio período e projetos para atuar como freelancer. Segundo os responsáveis, as oportunidades são checadas com os contratantes antes de serem divulgados na ferramenta. Há uma lista de acesso gratuito, mas a maior parte das vagas é para membros que pagam pelo serviço. O valor varia de US$ 14,95 por mês até US$ 49,95 para uma subscrição anual. Essas opções incluem uma série de facilidades adicionais.

Virtual Vocations

O site traz uma lista de oportunidades de trabalho remoto em quase todos os setores que você pode imaginar – desde desenvolvimento de software até enfermagem, educação, contabilidade, marketing ou advocacia. O serviço reconhece o quão difícil pode ser a tarefa de encontrar um anúncio legítimo de trabalho remoto e, por isso, faz um trabalho pesado de curadoria e validação das vagas, antes de expô-las na internet.

Há opções de inscrições que incluem postagens diárias, alertas, histórico de projetos para os quais se candidatou. As assinaturas variam entre US$ 6,99 por semana até US$ 59,99 para um período de seis meses.

We Work Remotely

O serviço apresenta vagas de administração de sistemas, copy writing, design, atendimento ao cliente, programação e muito mais. Cada categoria também indica quando o post mais recente foi feito para que seja possível identificar a oferta desde a última vez que o usuário a visualizou. Trata-se de um site básico, que inicia o trabalho. É possível também seguir o We Work Remotely no Twitter.

Authentic Jobs

Como citamos, uma das preocupações em encontrar trabalho remoto reside na possibilidade de clicar em um anúncio interessante e cair em uma cilada (consequentemente, sendo pego em um golpe). O Authentic Jobs tenta endereçar uma solução a esse problema já no nome que escolheu. O site apresenta vagas em companhias como Apple, Facebook, MSNBC.com, ESPN, HBP, Electronic Arts e HP, entre outras grandes organizações. O serviço tem um foco de ajudar instituições de caridade.

Working Nomads

O serviço apresenta bom número de trabalhos remotos na área de tecnologia, com ofertas para projetos de desenvolvimento, design, administração de sistema e marketing. O site é simples; basta logar, conferir os anúncios e filtrar por categorias. As ofertas são listadas por ordem de publicação, o que garante se é recente ou não. Ao clicar sobre uma oportunidade aparece uma breve descrição e instruções sobre como se candidatar.

Skip the Drive

Uma das vantagens de trabalhar de casa é não precisar dirigir até o escritório. É isso que o Skip the Drive sugere em seu nome. O site oferece vagas em posições em diversas indústrias, sem necessidade de registros. Além disso, oferece uma espécie de calculadora para ajudá-lo a computar a quantidade de tempo e dinheiro que economizou em termos de tempo e deslocamento ao realizar um trabalho de casa. Os responsáveis pelo serviço afirmam que todas as ofertas listadas são legítimas – incluindo posições em empresas listadas na Fortune 500 que lá aparecem.

Remote OK

Nesse site você encontra uma lista atualizada regularmente das empresas, em sua maioria startups, onde é “Ok” trabalhar remotamente. É possível procurar por novos postos de trabalho, contratação para atividades em tempo integral e parcial, estágios e categorias de carreira específica. Para cada categoria, há também uma lista do salário médio e o número de postos disponíveis naquele grupo. Por exemplo, no momento da redação desse artigo, a categoria “Engenheiro” possuía 2.323 trabalhos listados com um salário anual médio de US$ 90 mil. É possível pesquisar por habilidades especificas como tipo de software, habilidades, indústria. O foco está principalmente em empregos de tecnologia, especialmente aqueles relativos a startups. Logo, desenvolvedores, engenheiros e programadores encontrarão uma infinidade de oportunidades relevantes.

Workatho.me

O site apresenta empregos desde níveis iniciais e médios até oportunidades temporárias. Outros filtros incluem engenheiro de software, desenvolvedor web, especialistas em DevOps, administração de sistemas, analista de rede, segurança da informação, desenvolvedor móvel, escritor técnico e muito mais. O serviço também verifica cada anúncio de emprego para verificar se a vaga realmente existe e que se você candidatar-se a ele vai estar em contato direto com o recrutador.

Remote Working

Este site difere dos outros na descrição das experiências. Ao se inscrever em uma lista de discussão, o candidato recebe notícias, ferramentas e últimas vagas “escolhidas a dedo”, segundo os organizadores. Quem quiser, pode ser o @remoteworkingio no Twitter e ter informações em tempo real sobre oportunidades de trabalho remoto.

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Homem Digital I Elon Musk, presidente da Tesla lança empresa de inteligência artificial     (11/12/15)

Da REUTERS

Elon Musk: OpenAI será co-presidida por Musk e o investidor em capital de risco Sam Altman

Elon Musk, presidente-executivo da montadora de carros elétricos Tesla Motors, lançou nesta sexta-feira a OpenAI, empresa de pesquisa de inteligência artificial sem fins lucrativos.

A OpenAI será co-presidida por Musk e o investidor em capital de risco Sam Altman, de acordo com um post num blog.

A OpenAI receberá até 1 bilhão de dólares em financiamento de vários patrocinadores, incluindo Musk, a Amazon Web Services, Peter Thiel e a indiana Infosys.

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Homem Digital I Facebook fecha Creative Labs, a divisão de aplicativos experimentais da empresa     (07/12/15)

Por: 

Hoje não é um bom dia para os aplicativos. Depois de o Dropbox anunciar o fim do Carousel e do Mailbox, foi a vez de o Facebook fechar sua divisão de aplicativos experimentais, a Creative Labs, responsável por Slingshot, Rooms (da imagem acima), Riff e alguns outros apps. Os aplicativos foram removidos das lojas.

A Creative Labs funcionava como uma startup integrada à empresa comandada por Mark Zuckerberg e criava apps que tentavam mudar conceitos de design da empresa. Foi daí que nasceu o Paper, uma interessante alternativa ao News Feed da rede social e talvez a melhor criação da divisão.

Entretanto, o fato é que Slingshot, Rooms e Riff eram produtos da Creative Labs muito pouco criativos, com o perdão do trocadilho. O Slingshot era um app de mensagens que desapareciam, muito parecido com o Snapchat. O Riff era um editor de vídeos curtos, inspirado nas Stories do mesmo Snapchat. Já o Rooms era uma tentativa de reimaginar os grupos do Facebook.

slingshot

Nenhum dos três deu certo. Todos foram removidos hoje da App Store da Apple e da Google Play Store. O Paper é o único que continua, apesar de não ser atualizado desde março — e, ao que tudo indica, também deve ser abandonado.

A decisão de remover apps das lojas não é inédita. Em 2014, o Facebook tirou das lojas o Poke (mais um aplicativo de mensagens efêmeras inspirado no Snapchat) e o Camera (que fazia exatamente o que você está imaginando). Bom, esperamos que, com menos apps, o Facebook se concentre em melhorar seu aplicativo principal.

[CNET via The Verge]

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Homem Digital I David Naggar, responsável na Amazon pelo conteúdo do Kindle, fala do futuro da leitura     (05/12/15)

Para ele, está ocorrendo uma revolução no mercado literário e na forma como se escreve e se tem acesso às obras. Uma transformação que resultará em um ambiente no qual se é mais fácil publicar um livro – e, também, vendê-lo.

Por: Filipe Vilicic

David Naggar, VP da Amazon: "Esse imediatismo proporcionado pelo mundo online, com o acesso quase instantâneo a livros, democratizou a leitura como nunca antes ocorreu na história."(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

O americano David Naggar é um dos protagonistas da revolução que atinge a indústria editorial e os hábitos de leitura. Sua ligação com o mercado de livros vem do berço - sua mãe, Jean, é escritora e agente de renome. Logo após se formar em marketing ele já passou a trabalhar em grandes editoras, como na nova-iorquina Random House. Em 2009, foi para a Amazon, onde ainda está, como vice-presidente de conteúdo do Kindle. Na nova casa, impulsiona a digitalização de livros, quadrinhos, revistas, tudo que se lê.

Sob seu comando, a empresa deixou de publicar e-books apenas em seu e-reader e passou a disponibilizar o catálogo em aplicativos para computadores, smartphones e tablets de concorrentes. Ele também investe na produção de "indies", os autores que se autopublicam, sem o intermédio de editoras, pela internet. Esta, inclusive, é hoje uma das especialidades da Amazon, dona da plataforma KDP, por onde os escritores podem disponibilizar, gratuitamente, seus livros no Kindle. Daí nasceram best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte.

Em visita ao Brasil, Naggar concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA. Nela, prevê como será o futuro da leitura e crava que não se trata do fim das tradicionais casas de publicação, mas, sim, de uma reconfiguração completa do mercado.

Como a digitalização de livros, revistas, tudo que se lê, transformou os hábitos de leitura? 

De repente, passamos a ter em um único dispositivo, como o Kindle, ou tablets e smartphones, o acesso a milhões de títulos, possíveis de serem lidos depois de 60 segundos, o tempo que se leva para baixá-los. Esse imediatismo, o acesso quase instantâneo, democratizou a leitura como nunca antes ocorreu na história. Por exemplo, antes era muito difícil ter acesso a algumas obras estrangeiras, como as estritamente em inglês ou alemão, em países como o Brasil. Era preciso esperar anos pela tradução, ou meses para que uma encomenda chegasse com o livro. Agora, consegue-se o título em segundos. Além da facilidade do acesso, trata-se de uma revolução que também afeta diretamente a forma como lemos. É possível, por exemplo, ler em um smartphone enquanto se espera na fila do banco ou do dentista. Sem ter de lembrar de carregar um montante pesado de papel com si. Mais que isso, toda sua biblioteca poderá estar disponível em sua mão, no aplicativo do celular. Essa é uma transformação essencial, que adapta a leitura profunda, mesmo de livros complexos, ao mundo contemporâneo. Há vinte anos, um indivíduo ia a uma livraria com o único intuito de comprar livros. Não havia nada mais competindo por sua atenção. Hoje, ao ligar o smartphone, o tablet, o computador, escolhe-se se quer gastar tempo checando o Facebook, vendo um vídeo no YouTube, jogando Angry Birds ou lendo. A literatura passou a competir com um universo imenso de opções baratas, quando não gratuitas, de entretenimento. Para o livro ter chance de vencer nessa disputa por tempo e atenção, é necessário estar onde o leitor está. Ou seja, oferecer a ele, também, a opção de ler, de forma barata e prática, no mesmo dispositivo a que recorre continuamente para outras atividades.

Trata-se de uma mudança que afeta apenas o leitor, ou também a forma como escrevemos? 

Pense no KDP, da Amazon (o sistema de autopublicação da marca, na qual escritores disponibilizam livros online sem intermédio de editoras). Desde que nasci vivo no mundo da escrita, já que minha mãe é agente literária. Antes de vir para a Amazon, fui alto-executivo em editoras tradicionais. Como sempre funcionava a lógica de publicar um livro? Quase todo mundo tem a ideia de escrever algo. Porém, poucos são aqueles que conseguem um agente para ajudar a publicá-lo. Digamos que seja 5% do total. Desses, uma porcentagem ainda menor convence uma editora a trabalhar com sua obra. Ou seja, era um negócio para poucos. Com a internet, e inovações como o KDP, os intermediários podem ser eliminados. Se uma editora não dá atenção ao que alguém escreveu, o autor pode simplesmente colocar a obra online, e disputar de igual para igual com best-sellers na Amazon.com. Isso muda a lógica do mercado literário. Sabia que J.K. Rowling, autora de Harry Potter, foi rejeitada trinta vezes antes de uma editora, pequena, aceitá-la? E se ela tivesse desistido no vigésimo "não"? Deixaríamos de ter as histórias de Harry Potter. Quantos não abdicam de seus projetos frente à rejeição? Com o mundo online, foram abertas novas alternativas. Best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte surgiram nesse novo modelo, via KDP. Hoje, 30% dos e-books mais vendidos da Amazon são de "indies" (termo para "independentes", os autores que se autopublicam). Pessoas que provavelmente nunca teriam espaço na velha forma de publicação ficaram ricas utilizando as possibilidades contemporâneas.

É o fim das editoras tradicionais? 

De forma alguma. As editoras têm um papel insubstituível e realizam um trabalho incrível junto aos autores. Entretanto, elas precisam, sim, se adaptar ao mundo moderno. Passou-se a ter mais alternativas a leitores e escritores. Logo, a concorrência é maior. São vários os efeitos disso. Por exemplo, no Brasil, historicamente, livros são muito caros. Hoje, essa estratégia não funciona mais. Há opções baratíssimas de entretenimento na internet, inclusive de leitura. Por isso, editoras brasileiras têm se visto compelidas a baixar preços. Valem, como sempre foi, as leis econômicas. Porém, repito, não é o fim para elas. O que ocorreu, em uma analogia, é que antes só tinha um restaurante na cidade, com 50 clientes. Com a digitalização, passaram a ser 1 000, com milhares de clientes. No caso, "restaurantes" são plataformas de publicação. Os "clientes" são os autores e leitores. O efeito, que sentimos agora, é que a indústria literária nunca esteve tão saudável quanto hoje.

Se os benefícios são para todos, por que algumas editoras, como a francesa Hachette, além de autores best-sellers, se queixam do modelo proposto pela Amazon? Principalmente da estratégia de baixar preços radicalmente de e-books, em comparação com o valor de versões físicas. 

A resposta da Amazon a essas queixas é "olhem para o futuro". Caso queiram competir para valer com tudo a que hoje o leitor tem acesso, a exemplo do Facebook, é preciso ser mais acessível. Isso inclui vender livros mais baratos, algo possível de se fazer, com bom lucro, no mundo online. Caso não baixe o preço, o leitor dedicará seu tempo a outra coisa.

Em resposta à chegada da Amazon nessa indústria, algumas editoras adotaram práticas como a publicação atrasada de títulos de e-books, em comparação com suas edições físicas. Essas estratégias realmente aumentam as vendas? 

De forma alguma. Tanto que nenhuma grande casa de publicação manteve essa prática nos últimos anos, apesar de termos ciência de que algumas editoras brasileiras pensam em fazer isso. A questão é que, com esse método, a mensagem que se passa para o leitor é: "você precisa adaptar seus hábitos de leitura ao que queremos". Acha, mesmo, que alguém, como um adolescente, acostumado a smartphones e tablets, irá transformar seu cotidiano para comprar um livro na livraria só porque não tem a opção online? Nossas estatísticas comprovam que isso não ocorre. Se não há a opção digital, o leitor que gosta deste formato toma uma de duas atitudes. Ou ele arranja uma versão pirateada na internet - e, garanto, há muitos sites que disponibilizam isso -, ou escolhe outra coisa para ler. Aí, ocorre um outro problema na estratégia. A editora vai lá e gasta um monte com marketing no lançamento de um título. Porém, só o disponibiliza em livrarias. Depois, quando finalmente decide ter uma versão digital, não há mais dinheiro para dar gás na divulgação. Ou seja, aquele cliente que não queria comprar a edição física, e optou por gastar seu tempo com outra atividade, nem fica sabendo quando o que queria ler chega à internet. Em resumo, a editora só perderá vendas com tal tática.

No Brasil, e-books representam cerca de 5% do mercado de livros. Por que aqui essa tal revolução da leitura não está ocorrendo tão rápido? 

Não acredito nisso. Para começar, esse número, de 5%, não é bem interpretado. E-books não têm muito sucesso, por exemplo, no ramo educacional. Tenho certeza que se as porcentagens forem fatiadas, e se considerar somente literatura regular, haverá um aumento substancial de nossa penetração. Mais que isso, na conta não se consideram os "indies". É outro fator que alteraria o cenário. Valeria acrescentar ainda as obras em língua estrangeira, muitas vezes disponíveis apenas pelo online. Por fim, de qualquer forma, a nossa representatividade no mercado tem aumentado 40% ao ano. Isso é surpreendente, principalmente quando se leva em conta o quão antiga e estabelecida é a indústria literária.

Há muitos críticos da leitura digital, como o escritor e pesquisador americano Nicholas Carr, para quem e-books e similares podem destruir o hábito de imergir em uma obra por horas. O senhor acredita que tablets e smartphones têm, mesmo, privilegiado apenas leituras rápidas e superficiais?

 De forma alguma, pois as pessoas se adaptam. Quando se olha a nova geração, é notável como está se acostumando a ler em telas menores. Porém, ainda em leituras profundas, de livros extensos. Acredito, mesmo, que a escolha do que se lê no digital, ou no físico, caberá a cada cliente. Uns irão preferir obras de ficção digitais, e de não-ficção em versões tradicionais. Com outros, será o contrário. Iremos nos adaptar. E a tecnologia também se moldará a nós.

Para alguns, tablets e e-readers podem parecer fadados a perdurar por pouco tempo, frente a novos gadgets que surgem, como os relógios inteligentes ou os óculos computadorizados. O senhor acredita que, no futuro, os hábitos de leitura e escrita vão mudar novamente? 

A lógica é, na verdade, simples. Quando a forma como as pessoas acessam conteúdo muda, é preciso também que o conteúdo se transforme. Ou ao menos sua apresentação. Na China, por exemplo, está em voga um novo tipo de literatura, onde escritores diversos se revezam para tecer uma mesma história, que nunca acaba e é divulgada restritamente online. Experiências assim surgem quando aparecem novas plataformas. Sempre será desta forma. Como vai ser no futuro? Não tenho ideia. Mas essa lógica não mudará.

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Homem Digital I Zuckerberg vai doar 99% de suas ações do Facebook para causas sociais    (01/12/15)

Casal fez anúncio por ocasião do nascimento de sua primeira filha; ações estão avaliadas em US$ 45 bilhões

Por Claudia Tozetto

Casal vai criar entidade filantrópica chamada Chan Zuckerberg Initiative

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou ontem que vai doar 99% das ações da rede social, atualmente avaliadas em US$ 45 bilhões, para projetos de filantropia no decorrer de sua vida. O executivo também anunciou a criação da Iniciativa Chan Zuckerberg – em parceria com sua mulher, a médica Priscilla Chan – que será responsável por empregar o dinheiro em projetos.

O executivo norte-americano de 31 anos fez o anúncio em uma carta publicada em seu perfil na rede social por ocasião do nascimento de sua primeira filha, chamada Max. A menina nasceu no início da semana passada e, segundo comunicado, passa bem. De acordo com Zuckerberg, o nascimento da filha foi a “inspiração” que motivou o casal a criar a fundação e anunciar o investimento.

De acordo com a carta, a Iniciativa Chan Zuckerberg terá foco inicial em projetos nas áreas de ensino personalizado, cura de doenças, conexão de pessoas e construção de “comunidades fortes”. “Hoje, sua mãe e eu estamos nos comprometendo a passar nossas vidas desempenhando um pequeno papel na ajuda para resolver esses desafios”, disse o executivo no texto publicado na rede social.

Zuckerberg ainda não deu muitos detalhes de como será a atuação da Iniciativa Chan Zuckerberg. Em comunicado à imprensa, o executivo afirmou que novas informações serão compartilhadas pelo casal nos próximos meses, depois de o executivo “passar um tempo em família”. Recentemente, Zuckerberg anunciou que vai tirar uma licença-paternidade de dois meses, algo incomum entre executivos de empresas de tecnologia do Vale do Silício.

Em nota, Zuckerberg e Priscilla afirmam que decidiram começar a investir agora na fundação, pois acreditam que “grandes desafios dependem de tempo, além de investimentos, para serem superados”. Eles começaram a pensar no futuro quando decidiram formar sua família e perceberam que poderiam começar a doar agora, enquanto ainda estão jovens e na metade de suas carreiras.

Fundação. Segundo comunicado, a missão da Iniciativa Chan Zuckerberg será de investir em organizações não governamentais, fazer investimentos privados e participar de debates políticos em diversos segmentos. A organização será controlada pessoalmente por Zuckerberg e Priscilla. Além dos investimentos realizados pelo casal, a fundação poderá usar recursos investidos por parceiros ou outras instituições para desenvolver seus projetos. Em todos os casos, o objetivo é “gerar impacto positivo em áreas de grandes necessidades”.

A Iniciativa Chan Zuckerberg está em busca de especialistas em diversos setores que vão atuar como conselheiros do casal. As informações oferecidas por essas pessoas serão usadas para guiar os investimentos da Iniciativa e determinar quais os projetos que podem oferecer o maior impacto. A decisão final sobre os investimentos, porém, será tomada por Zuckerberg e Priscilla.

De acordo com o comunicado, Zuckerberg continua a controlar o Facebook, embora já tenha anunciado a doação de suas ações para a Iniciativa Chan Zuckerberg. O valor de venda dessas ações, descontados os impostos, será revertido pela fundação em investimentos em novos projetos. O executivo vai vender até US$ 1 bilhão em ações por ano pelos próximos três anos para projetos de filantropia.

O executivo também esclareceu, em comunicado, que sua atividade à frente da Iniciativa Chan Zuckerberg acontecerá de forma paralela a sua atuação como CEO do Facebook. Priscilla, que é pediatra, continuará a exercer a profissão ao mesmo tempo em que atua como fundadora e CEO da The Primary School, startup que aposta em um novo modelo de escola que integra ações de educação e saúde para crianças. A primeira unidade operada pela startup deve começar a funcionar em agosto de 2016 na cidade de Palo Alto, na Califórnia.

Outras doações. Não é a primeira vez que Zuckerberg anuncia investimentos em filantropia. O executivo já doou cerca de US$ 1,6 bilhão para vários projetos. Recentemente, ele investiu US$ 120 milhões na educação em áreas da periferia de San Francisco, doou US$ 75 milhões para completar a construção de um novo centro do Hospital Geral de San Francisco e ofereceu US$ 25 milhões para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) para ajudar a frear o surto de Ebola na África.

O executivo assumiu seu primeiro compromisso de doação da fortuna em 2010, quando aderiu à iniciativa Given Pledge, iniciada pelo cofundador da Microsoft, Bill Gates.

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Homem Digital I Rumor: Apple poderá abandonar saída de 3,5mm para fones de ouvido a fim de tornar o próximo iPhone ainda mais fino     (27/11/15)

Rafael Fischmann

O diagrama a seguir, da parte inferior do iPhone 6s, não deixa muita dúvida: o aparelho está hoje no seu limite possível de espessura considerando o tamanho da saída de 3,5mm para fones de ouvido.

Pois parece que a Apple quer e irá acabar com ela na próxima geração do seu smartphone, ao menos segundo fontes [Google Tradutor] do site japonês MACお宝鑑定団のBlog. A vontade da empresa é de conseguir lançar um novo iPhone com uma espessura “mais de 1mm” inferior à atual, seguindo essa sua obsessão dos últimos anos.

Caso isso se concretize de fato, o “iPhone 7” passaria a ser compatível apenas com fones sem fio (Bluetooth) ou com cabos Lightning — tal como alguns poucos que já estão no mercado. Os EarPods inclusos na caixa dele já seriam equipados dessa forma obviamente, com um conector incluindo um conversor digital-para-analógico (digital-to-analog converter, ou DAC), e a Apple provavelmente lançaria um adaptador para fones convencionais.

Eu realmente queria entender aonde o Jony Ive quer chegar com esses produtos cada vez mais finos. Sinceramente, já estamos num estágio ótimo; há outras coisas mais prioritárias a se aprimorar no iPhone, como por exemplo a sua bateria — que é inevitavelmente prejudicada pela espessura. Ai, ai… [MacMagazine]

[via 9to5Mac]

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Homem Digital I Samsung lança tablets Galaxy Tab S2 no Brasil custando a partir de R$ 2.349     (25/11/15)

Por: 

A Samsung anunciou o lançamento da linha Galaxy Tab S2 no Brasil, trazendo seus tablets finos e leves com telas AMOLED para cá custando a partir de R$ 2.349.

O Galaxy Tab S2 foi anunciado em julho e já falamos um pouco sobre ele. São dois tamanhos (8 polegadas e 9,7 polegadas) com tela AMOLED com 2048×1536 pixels de resolução. Eles são bastante leves (o menor pesa 265g, enquanto o maior pesa 389g na versão Wi-Fi, ou 392g na versão 4G), e finos (ambos têm 5,6mm de espessura).

Por dentro eles rodam um processador de oito núcleos, 3GB de RAM, câmera frontal de 8 megapixels e traseira de 2,1 MP, e o Android 5.0 Lollipop modificado com a interface TouchWiz da Samsung. Em relação ao armazenamento, a Samsung disponibilizará apenas a versão de 32GB dos tablets, mas é possível aumentar esse espaço via cartão micro SD (de até 128GB).

O Galaxy Tab S2 já está disponível. O modelo de 8 polegadas com 4G custa R$ 2.349, mesmo valor cobrado pela verão de 9,7 polegadas Wi-Fi. Com 4G, o tablet de 9,7 polegadas custa R$ 2.699.

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Homem Digital I Mark Zuckerberg tirará dois meses de licença-paternidade     (21/11/15)

Facebook oferece a funcionários até 4 meses de licença quando têm filhos.
Executivo espera sua primeira filha com a esposa Priscilla Chan.

Da EFE

Mark Zuckerberg anuncia no Facebook que será pai pela primeira vez (Foto: Divulgação/Mark Zuckerberg/Facebook

O cofundador e executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu tirar dois meses de licença-paternidade pelo nascimento de sua primeira filha, informou o executivo em sua conta pessoal na rede social neste sábado (20).

"Esta é uma decisão muito pessoal e decidi tirar dois meses de licença-paternidade quando nossa filha chegar", disse o diretor, em referência ao nascimento de sua primeira filha com sua esposa, Priscilla Chan, cuja gravidez foi anunciada em julho.

O Facebook oferece a seus funcionários, tanto homens como mulheres, até quatro meses de licença quando têm filhos. As folgas podem ser tiradas imediatamente após o parto ou a qualquer momento durante o primeiro ano de vida do bebê.

É uma política muito generosa para os padrões americanos, mas que nem todos os empregados aproveitam por temerem que possa prejudicar suas expectativas profissionais.

"Os estudos mostram que quando pais que trabalham tiram tempo para estar com seus recém-nascidos, os resultados são melhores para as crianças e para as famílias", disse Zuckerberg.

"A cada dia as coisas se tornam um pouco mais reais para nós e estamos muito animados para começar esta nova etapa de nossas vidas", acrescentou o executivo-chefe do Facebook. Zuckerberg não anunciou quando sua filha deve nascer.

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Homem Digital I Microsoft vive “revolução cultural” 40 anos após fundação     (20/11/15)

Empresa costumava medir o desempenho de seus funcionários em função de seus companheiros; agora, os critérios giram em torno da capacidade de trabalho em conjunto

Por Agências

Agora a ideia é de “uma só Microsoft”, na qual pessoas e departamentos colaboram entre si

A Microsoft iniciou uma “revolução cultural” que promove a parceria entre suas equipes ao invés da competitividade, com o objetivo de se transformar em uma empresa mais ágil 40 anos após sua criação.

A mudança, promovida após a nomeação de Satya Nadella como CEO da Microsoft em fevereiro do ano passado, é onipresente na sede central da empresa em Redmond, nos arredores da cidade de Seattle (EUA), onde a companhia tem mais de 40 mil funcionários.

Se no passado imperava a cultura da competitividade entre departamentos, o medo do fracasso e a resistência em compartilhar informações, agora a ideia é de “uma só Microsoft” (One Microsoft), na qual pessoas e departamentos colaboram entre si e o fracasso é uma oportunidade de aprender.

“Satya conseguiu romper as barreiras em prol do resultado final”, explicou à Agência Efe Alberto Esplugas, engenheiro espanhol que trabalha na Microsoft desde 2003 e faz parte do grupo que monitora os produtos desenvolvidos pelas empresas concorrentes como Apple, Amazon e Google.

Esplugas lembrou que, antes da chegada de Satya, as diferentes divisões, como Office e Windows, operavam de forma independente e tinham sua própria cota de resultados, o que instigava a concorrência no lugar da colaboração.

Jesús Fernández, um advogado de Oviedo (Espanha) que também trabalha no campus da Microsoft em Redmond, garantiu que “Satya se deu conta de que os produtos não podiam continuar assim, com o Office e o Windows vendendo seus produtos separadamente”.

“Agora o Windows já vem com os produtos Office incorporados”, contou Fernández, que ressaltou também a mudança na forma com que a empresa avalia os empregados.

A Microsoft costumava medir o desempenho de seus funcionários em função de seus companheiros.

Agora, os critérios giram em torno da capacidade de trabalho em conjunto, os passos para ajudar os colegas a terem sucesso e o impacto do trabalho de cada indivíduo.

Kathleen Hogan, vice-presidente executiva de recursos humanos, ressaltou que na nova Microsoft impera uma “mentalidade de crescimento”, um termo adotado pela professora da Universidade de Stanford (EUA) Carol Dweck.

Em seu livro “Mindset” (“Mentalidade”), Dweck reflete a dicotomia entre a “mentalidade fixa” – daqueles que acumularam conhecimentos, são especialistas em uma área e não aceitam o fracasso – e a “mentalidade de crescimento”, que busca a aprendizagem contínua e que vê os eventuais fracassos como oportunidade para aprender e crescer.

“Estou muito contente por fazer parte desta mudança cultural”, afirmou Hogan, que incentiva os funcionários da Microsoft a trabalhar não só para seu próprio sucesso, mas também para o de seus companheiros.

“O sucesso dos outros não diminui ninguém”, disse a vice-presidente executiva.

Sob essa nova estratégia, a empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975 impulsionou internamente a cultura dos “hackathones”, competições nas quais se trabalha em equipe no desenvolvimento de protótipos de produtos e serviços durante um período curto e intenso, que termina com a apresentação dos protótipos e a escolha de ganhadores.

A empresa já realizou dois grandes “hackathones” corporativos de três dias cada um, nos quais participaram funcionários de todo o mundo. O último, em julho deste ano, contou com a participação de 12 mil trabalhadores.

Entre os que encabeçam a iniciativa está Ed Essey, engenheiro formado do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) que dirige o “The Garage”, um programa que visa agregar à Microsoft a agilidade, rapidez, espírito de parceria e predisposição para colocar “mãos à obra” que caracteriza as empresas emergentes do Vale do Silício.

“Estamos desenvolvendo os anticorpos necessários para lutar contra a estagnação”, disse à agência Efe Essey, que se sente orgulhoso de estar à frente de um movimento que agrupa pessoas que querem agir “ao invés de só se dedicar a dizer que estão agindo”.

/EFE

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Homem Digital I Google fará streaming de aplicativos em smartphones    (18/11/15)

de EXAME.com

O Google anunciou hoje o início dos testes de um programa que transmite aplicativos para smartphones, permitindo que seja possível usá-los sem precisar de nenhuma instalação.

Essa iniciativa vai funcionar da seguinte forma: quando você pesquisa algo na internet, como um hotel no site HotelTonight, e a empresa em questão tem um site mobile no qual não é possível completar a ação desejada – no caso, reservar um quarto –, o Google faz o streaming do aplicativo para que você possa realizar o que deseja sem precisar instalar um aplicativo a mais no seu celular Android.

De acordo com o TechCrunch, somente nove apps funcionam dessa maneira no momento (e só nos Estados Unidos): Hotel Tonight, Weather, Chimani, Gormey, My Horoscope, Visual Anatomy Free, Useful Knots, Daily Horoscope, e New York Subway. No total, o Google tem 100 bilhões de links de aplicativos que constam em seus resultados de buscas.

Para conseguir fazer o streaming, é preciso ter um smartphone com sistema Android Lollipop ou alguma edição mais recente e estar conectado a uma rede Wi-Fi. 

Segundo testes do The Verge, a velocidade de abertura de apps foi um pouco inferior à de um aplicativo realmente instalado no aparelho.

O Google pretende expandir essa iniciativa, mas não informou quando irá levá-la a outros países.

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Homem Digital I Google+ recebe redesign com foco em comunidades   (18/11/15)

Por: 

Depois de anos, o Google+ está ganhando uma interface nova. A rede social está mais rápida, mais adaptada a dispositivos móveis, e mais focada em dois recursos: Coleções e Comunidades.

As Coleções foram lançadas em maio: trata-se de uma forma de agrupar seus posts por assunto. Isso pode funcionar como o Pinterest, permitindo reunir fotos e vídeos sobre temas que interessem a você; ou pode ser apenas uma forma de organizar tudo o que você publica.

As Comunidades, por sua vez, existem desde 2012 e lembram mais o Facebook do que o Orkut. Os tópicos não são organizados como em um fórum: em vez disso, eles são exibidos um após o outro em um feed.

O Google diz que as Comunidades recebem, em média, 1,2 milhão de cliques no botão “Participar” todo dia. As Coleções estão crescendo ainda mais rápido. Por isso, o Google+ agora se concentra nesses dois recursos.

Além disso, a página da web agora tem design responsivo e consome menos dados, indo de 22.600 KB para um total de apenas 327 KB. (Os desenvolvedores explicam aqui como fizeram isso.) O vídeo abaixo demonstra a rede social carregando no 4G:

No entanto, alguns recursos foram removidos do Google+, como a integração ao Hangouts e a aba Eventos, e não sabemos se eles vão voltar. O diretor de produto Luke Wroblewski diz que “nós definitivamente não terminamos – chegamos até aqui porque ouvimos e aprendemos, e continuaremos fazendo isso”.

Você pode testar o novo Google+ indo em plus.google.com/apps/activities e clicando na barra de Pesquisa. É um macete para quem não quiser esperar até que o redesign chegue para todo mundo. Nos próximos dias, os apps para Android e iOS serão atualizados.

Google Plus e Gizmodo

Fazia mais de dois anos que o Google+ não recebia um redesign. Nesse meio tempo, alguns serviços associados à rede social – como o Hangouts e o Google Fotos – se tornaram independentes; e a empresa deixou de exigir que novos usuários fizessem um perfil por lá.

O YouTube não requer mais uma conta no Google+ para que você possa comentar ou enviar vídeos; e é possível editar seu perfil do Google sem estar inscrito na rede social.

Essa desagregação começou após Vic Gundotra, que capitaneava o Google+ desde seu lançamento em 2011, deixar a empresa no ano passado.

O executivo esteve em um período sabático até este mês: ele foi contratado pela AliveCor, empresa que faz um dispositivo de eletrocardiograma que se conecta a um app para iOS e Android. Gundotra anunciou a novidade, é claro, no Google+.

[Official Google Blog – Luke Wroblewski – TechCrunch]

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Homem Digital I Sem filas, Apple inicia venda do iPhone 6S no Brasil   (13/11/15)

Novas versões do smartphone da Apple chegam às lojas com preço a partir de R$ 4 mil

Por Claudia Tozetto

Fã da Apple, Marcos Tomazini comprou dois iPhones 6S nesta sexta-feira

A Apple iniciou nesta sexta-feira, 13, a venda dos novos modelos de iPhone no Brasil. Os modelos iPhone 6S e iPhone 6S Plus já estão à venda na loja online da Apple e em sites de comércio eletrônico desde a 0h de hoje; os smartphones também estão à venda nas duas unidades da Apple Store, em São Paulo e no Rio, e em revendas autorizadas da marca, além de algumas lojas de varejo.

Ao contrário de outros países, onde filas de fãs se formaram em frente às lojas da Apple, a presença de brasileiros foi tímida na entrada da Apple Store do Shopping Morumbi, em São Paulo. Menos de dez pessoas aguardaram a abertura da loja, às 10h da manhã, para comprar o novo aparelho.

O engenheiro eletricista Marcos Tomazini, 36 anos, foi o primeiro a comprar o iPhone 6S na loja da Apple em São Paulo. Usuário do iPhone desde 2011, ele troca de aparelho todo ano e se planeja para isso. “Eu vendo o meu modelo antigo e guardo parte do dinheiro para comprar o produto no final do ano”, disse Tomazini, em entrevista ao Estado.

O primeiro consumidor a entrar na loja foi recebido pela equipe da Apple, que segue um roteiro nas lojas da marca no início das vendas em todo o mundo. Os vendedores se abraçam e cumprimentam as primeiras pessoas que saem da loja com a nova versão do iPhone nas mãos.

Tomazini saiu da loja da Apple com dois iPhones 6S com 64 GB de memória, vendidos a R$ 4,3 mil. Ele conta que entrou mais tarde no trabalho para estar entre os primeiros a comprar o produto. “Eu sabia que não ia ter muita gente, por conta do preço alto e do momento econômico”, diz o engenheiro.

Pré-venda. A Apple não realizou pré-venda dos novos iPhones no Brasil em 2015, mas o aparelho está disponível para reserva em sites de comércio eletrônico desde a última sexta-feira. A versão mais básica do iPhone 6S, com 16 GB de memória, chegou ao Brasil com preço de R$ 4 mil – 25% mais alto que a versão atual, o iPhone 6. No caso do 6S Plus, a versão básica custa R$ 4,3 mil – 19,5% mais alto que a atual.

As novas versões do iPhone, lançadas no início de setembro, já estão disponíveis em 40 países, incluindo Estados Unidos, Espanha e México. A fabricante deve lançar os novos modelos em 130 países até o final do ano. De acordo com a Apple, os celulares bateram recorde de vendas, com mais de 13 milhões de aparelhos vendidos nos primeiros três dias após o lançamento.

Novos recursos. Além do 3D Touch, os novos iPhones oferecem câmeras de qualidade superior às versões anteriores. A câmera traseira fotografa com resolução de 12 MP, que agora também filma em resolução 4K. A câmera frontal agora é de 5 MP, ganhou recurso que faz a tela acender para simular o flash – uma saída para não encarecer ainda mais o aparelho.

O iPhone 6S mantém a tela de 4,7 polegadas da versão anterior, enquanto o 6S Plus ficou um apenas 0,2 polegada maior, com tela de 5,7 polegadas. Os dois produtos são equipados com sistema operacional iOS 9, a versão mais recente anunciada pela Apple.

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Homem Digital I Android Wear agora permite fazer e receber ligações direto do smartwatch   (12/11/15)

Por: 

O Android Wear vem recebendo diversas atualizações ao longo dos últimos meses, e agora permite fazer e receber ligações – desde que o relógio tenha um chip de celular.

É o caso do LG Watch Urbane Second Edition, que vimos em outubro. Ele não dependerá necessariamente do seu celular ou de Wi-Fi para receber notificações: o relógio usa redes 3G/4G quando não houver Wi-Fi por perto, ou quando seu smartphone estiver longe.

O Google explica que, com a rede celular, “você poderá usar o seu relógio para enviar e receber mensagens, acompanhar sua atividade física, obter respostas do Google e rodar seus apps favoritos. E sim, você poderá fazer e receber chamadas a partir do seu relógio”.

LG Watch Urbane 2nd Edition LTE – com tela circular 480×480, corpo de metal e processador Snapdragon 400 – será lançado este mês na Coreia do Sul e EUA, onde ele custa US$ 300.

LG Watch Urbane 2 handson (2)

Smartwatches que fazem ligações com um chip próprio não são novidade: a Samsung tem o Gear S e Gear S2, que rodam Tizen; e a própria LG tem o Watch Urbane LTE, que roda webOS. Mas o Android Wear vem absorvendo recursos desses sistemas alternativos, reduzindo a necessidade de usá-los.

Este ano, o Android Wear ganhou suporte a Wi-Fi (algo presente no Apple Watch); passou afuncionar com o iPhone; e permite encontrar seu smartphone Android perdido (algo presente nos relógios Galaxy Gear).

Há também alguns recursos únicos: alterne entre os cards girando o pulso para trás e para frente; faça desenhos que se transformam em emoji; e use um tradutor de voz que reconhece idiomas automaticamente.

[Android Official Blog via PC World]

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Homem Digital I iEm entrevista, Tim Cook ignora o Mac e questiona: “Por que alguém ainda compraria um PC?”   (11/11/15)

Eduardo Marques

Por conta do lançamento do iPad Pro, Tim Cook deu um pulo no Reino Unido.

Lá, foi entrevistado pelo The Telegraph e falou de tudo um pouco: privacidade (a Apple continua comprometida em proteger a comunicação de clientes, criptografando mensagens de ponta a ponta e não deixando backdoorsem seus serviços online), interesse no mercado de saúde (Cook deu a entender que a Apple poderia lançar algum tipo de acessório para o Apple Watch focado no mercado de saúde, mas que o relógio não pois para a Maçã não é interessante ter o produto regulado pela Food and Drug Administration, já que isso atrapalharia a inovação dele) e outras coisas.

Tim Cook clicado com funcionários da Apple Store em Covent Garden, Londres  Photo: Jane Mingay/The Telegraph

Obviamente, o iPad Pro não poderia ficar de fora do papo, e Cook foi bem incisivo ao falar dele.

Eu acho que se você está procurando um PC, por que você iria comprar um? Sério, por que você compraria um?

Sim, o iPad Pro substitui um notebook ou um desktop para muitas, muitas pessoas. Eles vão começar a usar e concluir que não precisam de mais nada, a não ser dos seus telefones.

Sim, o CEO da Apple afirmou categoricamente que, para “muitas, muitas pessoas”, o iPad Pro substituirá um computador. Essa discussão é velha, o próprio Steve Jobs já havia comparado PCs a caminhões, dizendo que veremos cada vez menos por aí — ainda que eles sejam úteis para muita gente.

De fato, para muitos um simples tablet já é suficiente para substituir um PC, afinal o que muita gente faz num computador é navegar pela internet, ler emails, visualizar fotos, usar um app aqui outro ali e ponto final. Para muitos outros, porém (e eu me incluo nessa), o computador continua sendo uma ferramenta de trabalho indispensável e — ao menos por enquanto — insubstituível.

Como disse, não é o iPad Pro que vai roubar mercado de PCs. Tablets como um todo já fazem isso há algum tempo. Para o cenário que descrevi acima, não importa se estamos falando de um iPad mini, Air ou Pro: todos eles são suficientemente bons para ler emails, navegar e outras coisas mais. O grande diferencial do iPad Pro — além da tela gigante — é o seu poder de processamento, o novo sistema estéreo de áudio e os acessórios (lápis e teclado). De resto, estamos falando de um iPad com as mesmas limitações.

Imagine uma pessoa que utiliza hoje um notebook/desktop intensamente ao longo do dia. Dá para ela substituir a máquina por um iPad Pro? Claro que dá, mas será necessário comprometer muita coisa. A começar pelos benefícios do OS X de realmente rodar dois ou mais aplicativos de uma vez só (no iPad Pro você pode colocar, no máximo, dois apps simultaneamente na tela).

Outro ponto negativo é que, ao utilizar o Smart Keyboard, há apenas um ângulo de visão para o iPad. Além disso, a ideia de usar o iPad Pro assim nesta posição por um logo período vai contra todo o discurso da Apple de não colocar telas multitouch em Macs — ou você acha que vai utilizar o iPad Pro sem encostar o dedo na tela por um longo período?

Que o futuro caminha para algo com menos computadores e mais dispositivos pós-PC ninguém tem dúvidas, mas essa vontade de querer matar o PC logo eu não entendo. Aliás, a própria Apple deveria reconhecer o papel do Mac: enquanto as vendas de iPads vêm caindo nos últimos trimestres, as de computadores simplesmente bateram recorde!

Para completar, ao falar com estudantes do Trinity College, Cook “desdenhou” do Surface Book ao afirmar que o híbrido da Microsoft se esforça para fazer muita coisa, mas acaba não exercendo bem nem a tarefa de ser um notebook, nem de ser um tablet.

O tempo dirá, mas me parece que a Microsoft tem mais mais chances de acertar com o Surface Book do que a Apple com o iPad Pro (ao menos na tarefa de substituir PCs).

Outro ponto abordado por Cook na entrevista foi a nova Apple TV.

O CEO da Apple revelou que, além de ter vendido bastante nos primeiros dias, a empresa está supresa com a quantidade de apps sendo desenvolvidos para a set-top box. Mas o que mais me chamou a atenção foi o comentário dele sobre a possibilidade de a Apple lançar um serviço de streaming de vídeos. Ao ser questionado sobre o assunto, Cook disse:

Vamos ver. A questão chave para nós é: podemos fazer algo melhor, que atua como um catalisador? Se concluirmos que sim, então nós o faremos. Mas eu não iria fazer algo só para dizer que fizemos.

Não deixa de ser uma resposta padrão; por outro lado, não é nada difícil imaginar um serviço “catalisador” assim sendo lançado pela Apple. Faz todo sentido e seria uma ótima adição à Apple TV. [MacMagazine]

[via The Verge12]

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Homem Digital I iPad Pro chegará ao País com preço de até R$ 9,7 mil    (11/11/15)

Nova versão do tablet da Apple tem tela de 12,9 polegadas e processador mais rápido

Por Claudia Tozetto

O iPad Pro, novo tablet da Apple com tela de 12,9 polegadas, vai chegar ao Brasil com preço de até R$ 9,7 mil. A Apple divulgou o preço em sua loja virtual nesta quarta-feira, embora o produto ainda não esteja disponível para venda. O preço corresponde à versão de 128 GB de memória e com conexão Wi-Fi e 3G/4G. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Apple afirmou que ainda não há data para o início da venda do produto no Brasil.

A Apple também exibe no site os preços para outras versões do iPad Pro. A versão com 32 GB de armazenamento interno e conexão apenas por meio de redes Wi-Fi custa R$ 7,3 mil. A intermediária, com conexão Wi-Fi e 128 GB de memória custa R$ 8,6 mil. Além do tablet, o usuário recebe apenas o carregador. Capas e teclados devem ser comprados à parte.

A pré-venda do iPad Pro começa nesta quarta-feira, 11, em mais de 40 países, entre eles Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Japão. O Brasil não estava na lista divulgada pela Apple dos primeiros países a receber o produto.

No exterior, o tem preço inicial de US$ 799 na versão com 32 GB de armazenamento interno, mas poderá passar de US$ 1.000 se o consumidor quiser adquirir um teclado e a caneta Apple Pencil.

A companhia revelou o iPad Pro em 9 de setembro para disputar o mercado com o tablet da rival Microsoft, o Surface Pro 3, de 12 polegadas. O público-alvo do novo iPad são, em especial, os clientes corporativos.

A empresa de pesquisa Forrester projeta que as vendas para negócios vão representar 20% do mercado total de tablets até 2018, comparado a 14% atualmente, conforme o mercado cresce de 218 milhões de unidades para 250 milhões de unidades.

O iPad Air 2, a versão mais recente lançada no Brasil, pode ser encontrado no mercado brasileiro por, no mínimo, R$ 3,3 mil. O mais caro, que vem com 128 GB, pode ser encontrado por R$ 4 mil.

Recursos. O iPad Pro tem a maior tela entre aparelhos que rodam o sistema operacional iOS – as últimas versões, como o iPad Air 2, tem display de 9,7 polegadas. Ele vem com processador A9X de 64 bits, 4 GB de memória ram e sistema operacional iOS 9. Outra novidade é a Apple Pencil, usada para desenhar e escrever sobre a tela, como fazem as canetas Stylus em tablets da Samsung e da LG.

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Homem Digital I iPad Pro começará a ser vendido online nesta quarta-feira, mas ainda não no Brasil     (09/11/15)

Rafael Fischmann

E o rumor estava mesmo certo: a Apple anunciou hoje que começará a vender o iPad Pro online nesta quarta-feira (11/11), com o produto chegando às suas lojas até o fim da semana.

Embora já tenha sido homologado pela Anatel (Wi-Fi, Wi-Fi + Cellular), o iPad Pro não chegará ao Brasil na primeira leva — que é enorme, incluindo mais de 40 países: Alemanha, Anguilla, Antígua e Barbuda, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Gibraltar, Groenlândia, Guatemala, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilha de Man, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Americanas, Irlanda, Itália, Japão, Liechtenstein, Luxemburgo, Malásia, México, Mônaco, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido, República Checa, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia, Trindade e Tobago, Turquia e Uruguai.

“As respostas iniciais ao iPad Pro de desenvolvedores de apps e dos nossos clientes tem sido incrível, e estamos empolgados em levar o iPad Pro às mãos de consumidores pelo mundo nesta semana”, afirmou Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple. “O iPad Pro é o iPad mais poderoso que já criamos, dando a usuários a habilidade de serem ainda mais criativos e produtivos com a épica tela Retina de 12,9 polegadas, o poderoso chip A9X de 64 bits, o revolucionário Apple Pencil e o novo Smart Keyboard. Mal podemos esperar para ver o que eles farão com o iPad Pro.”

Nos EUA, o iPad Pro custará de US$800 (Wi-Fi de 32GB) a US$1.080 (Wi-Fi + Cellular de 128GB) e estará disponível nas cores prata, dourada e cinza espacial. Junto ao tablet em si, a Apple também iniciará a venda dos seus dois novos acessórios — o Apple Pencil (US$100) e o Smart Keyboard (US$170) —, além de Smart Covers (US$60) e cases de silicone (US$80)

Aproveitando a chegada iminente do iPad Pro ao mercado, a Adobe publicou um vídeo demonstrando alguns dos seus apps em uso nele:

No próprio press release publicado pela Apple de manhã há uma citação de Scott Belsky, vice-presidente de produtos na Adobe:

O iPad Pro possibilita novas formas de criatividade móvel que ajudarão a transformar como criativos trabalham. Com a tela maior e a performance super-rápida do iPad Pro, criativos poderão explorar totalmente os apps mobile da família Creative Cloud da Adobe. Por exemplo, a habilidade de manipular uma imagem de 50 megapixels diretamente no iPad Pro com o Photoshop Fix e então enviá-la para o Photoshop CC num desktop, para mais refinamento, é o tipo de colaboração de avanço na indústria com a qual milhões de clientes da Adobe e da Apple poderão se beneficiar.

Em uma nota relacionada, Tim Cook esteve hoje na Touchpress — em Londres (Reino Unido) — para ver como a empresa está criando música clássica usando o iPad Pro:

Sam Aspinall, CEO da Touchpress, falou um pouco sobre a visita no blog da empresa. O The Independent também publicou um artigo cobrindo o trabalho dela.

O CEO da Apple comentou que o Apple Pencil é muito mais do que uma simples stylus, com um design fino/elegante e latência baixíssima. “Não estamos tentando substituir o toque dos dedos, estamos os complementando com o Pencil.” [MacMagazine]

[via 9to5Mac12]

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Homem Digital I Nubank e MasterCard podem viabilizar Android Pay no Brasil      (31/10/15)

Há algum tempo o Nubank vem mostrando que é capaz de competir contra os grandes bancos ao colocar todas as suas apostas em sua velocidade como uma startup de tecnologia.

E ao priorizar esta qualidade como característica, a inovação tende a ser mais rápida e, consequentemente, passa a ganhar a atenção daqueles que procuram por novidades.

Contando com esta vantagem, o Nubank, emissor da MasterCard, será o primeiro parceiro a implementar o MDES, uma solução capaz de prover carteiras digitais, como o Android Pay, Samsung Pay e Apple Pay.

MasterCard Digital Enablement Service utiliza a “tokenização” para garantir a segurança das transações e permite que qualquer aparelho conectado à internet seja apto a realizar e receber pagamentos.

“Esse tipo de criptografia fomenta a inovação na indústria de pagamentos, protege o cartão e, consequentemente o consumidor, mitigando golpes e fraudes. Há ganhos em todas as partes”, diz Valério Murta, Vice-presidente de Produtos para a MasterCard Brasil. googlediscovery

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Homem Digital I Como a Microsoft manteve secreto o recurso mais bacana do Surface Book   (27/10/15)

Por: 

O Surface Book é o primeiro laptop feito pela Microsoft, e foi uma grande surpresa ao ser anunciado por Panos Panay, vice-presidente responsável pelos dispositivos da empresa. O laptop é lindo, poderoso, e sua tela se destaca da base – ninguém esperava por isso, exatamente como a Microsoft queria.

O recurso mais interessante do Surface Book foi também o seu segredo mais bem guardado. Como a Wired explica em uma reportagem sobre os bastidores de seu desenvolvimento, os engenheiros da Microsoft que trabalharam no projeto estavam sob ordens estritas para manter o truque da tela envolto em mistério. Como eles fizeram isso? Foi relativamente simples.

“Não importa qual demonstração eu faça”, disse Panay à sua equipe, “não importa em qual reunião de varejo eu esteja, ninguém pode vê-lo com a tela destacada.” Eles desativaram a função, e até mesmo retiraram o botão no teclado que permite fazer isso. Ninguém, fora os funcionários da Microsoft e alguns membros privilegiados da família, viu que a tela do Surface Book poderia se destacar até cerca de um mês antes do lançamento.

Eles não contaram para ninguém sobre isso. Ninguém! Afinal, é difícil manter um segredo na era da internet. Os boatos antes do evento diziam que havia um novo dispositivo, mas imaginavamque seria um Xbox One Mini.

Microsoft Surface Book - hands-on (8)

O Surface Book esteve em desenvolvimento por dois anos e meio. Um de seus principais componentes é a dobradiça que permite à tela se destacar. Eis mais detalhes sobre ela:

A equipe do Surface se apaixonou com o “fio muscular”, uma liga que pode mudar de forma em resposta à força ou à energia elétrica. [A designer industrial Kait] Shoeck mostra um protótipo desajeitado de magnésio, que realmente não faz nada além de se separar e se prender novamente.

Ela aperta um botão em uma parte cortada na tela rachada do Book, e as fileiras de fio muscular se retraem. Este é o cerne do mecanismo de liberação, e é extremamente elegante. Mesmo agora, Shoeck e Panay ficam felizes vendo-o acontecer. “Foi meio que um momento mágico quando vimos isso funcionar”, diz Shoeck.

Panay diz que o Surface Book está se saindo bem na pré-venda: “estamos vendendo laptops mais rápido do que podemos fabricá-los”.

A reportagem também menciona o Surface Mini, tablet menor com Windows RT que a Microsoft desistiu de lançar no ano passado. Panos adorava o Mini: “era como um Moleskine, era incrível”.

Confira a reportagem completa aqui: [Wired]

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Homem Digital I Apple TV entra em pré-venda no Brasil custando a partir de R$ 1.349    (26/10/15)

Por: 

Depois de muitos anos, a Apple TV recebeu uma atualização: a nova caixinha ganhou um sistema operacional focado em apps e jogos, tem recursos inteligentes de voz e conta com um novo controle remoto sensível ao toque. E, no Brasil, ela custa uma fortuna.

A Apple TV entrou em pré-venda hoje em vários países. O modelo básico tem 32 GB de armazenamento e custa salgados R$ 1.349; nos EUA, ela sai por US$ 149.

Há também um modelo de 64 GB que é ainda mais caro: são R$ 1.749, contra US$ 199 nos EUA. Em ambos os casos, a Apple cobra mais que o dobro no Brasil.

O novo controle remoto ainda não é vendido separadamente no Brasil, mas o Remote Loop – uma cordinha que se prende ao controle no conector Lightning – sai por R$ 109. Nos EUA, o acessório custa US$ 13.

Até mesmo a Apple TV antiga, de terceira geração, ficou mais cara. O preço saltou este mês para R$ 599, aumento de 50%.

Apple TV 2015 (2)

A nova Apple TV possui processador A8 e roda o sistema tvOS. Ele permite usar apps com mais recursos, dá acesso a serviços como HBO, Netflix, iTunes e Apple Music, e também tem suporte a jogos – como um novo Guitar Hero e um Crossy Road multiplayer. Ela só não tem suporte a conteúdo 4K.

Você controla a interface através de um controle remoto sensível ao toque e com microfone. Assim, você pode fazer pedidos à Siri, como “me mostre programas de TV engraçados”, “pule cinco minutos”, ou “qual é a previsão do tempo”. O controle também tem acelerômetro e giroscópio para detectar movimentos, e pode ser usado para jogar como se fosse um controle do Wii U.

[Apple via MacMagazine]

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Homem Digital I Omid Kordestani, novo presidente do Conselho diz que é ‘intimidante’ postar no Twitter    (23/10/15)

Omid Kordestani quer tornar a ferramenta mais fácil para novatos; executivo é ex-chefe de negócios do Google

Por Agências

O novo presidente do conselho de administração do Twitter, Omid Kordestani, afirmou na quinta-feira, 22, que é “intimidante” enviar mensagens na rede social e que parte de sua missão será tornar a ferramenta mais fácil de usar.

“Sim, me pareceu que às vezes é intimidante e difícil de usar (o Twitter)”, afirmou Kordestani em entrevista publicada hoje pelo The Wall Street Journal, a primeira concedida desde que ele foi nomeado para o cargo na última semana.

“Esse é exatamente o problema que a companhia, Jack (Dorsey, CEO do Twitter) e eu estamos tentando resolver. Há muitos usuários que entram em contato com o serviço, mas talvez eles não achem que seja tão simples como deveria e não entendem como podem se expressar. Isso é uma grande oportunidade”, afirmou.

Ex-chefe de negócios do Google, Kordestani disse que tinha usado o Twitter, sobretudo, para buscar informações sobre partidas esportivas, alertas sobre terremotos e notícias, como por exemplo, sobre as negociações nucleares com o Irã.

Seu tweet sobre a nomeação para o conselho de administração da companhia foi apenas o nono publicado por ele desde que abriu sua conta na rede social em 2010.

Além disso, Kordestani disse não estar preocupado com o fato de Dorsey também ocupar o cargo de executivo-chefe da empresa de pagamentos eletrônicos Square. Kordestani participou na manhã da última segunda-feira da reunião semanal entre Dorsey e sua equipe, algo que, afirmou, pretende fazer o máximo de vezes possível.

“Em razão do que vi nesta manhã, não tenho preocupações. Dorsey estava muito concentrado, muito organizado”, afirmou o presidente-executivo do Twitter. A agenda do encontro estava cheia de detalhes concretos e praticamente não foram feitas pausas durante a reunião, que se prolongou por várias horas.

A nomeação de Kordestani foi divulgada um dia depois de o Twitter anunciar um corte de 8% de seus funcionários em nível mundial, como parte de um plano de reestruturação. O Twitter, que nasceu há nove anos, conta atualmente com 4.100 empregados em todo mundo. Os cortes afetam 336 trabalhadores.

Com cerca de 300 milhões de usuários mensalmente ativos, o Twitter teve prejuízo US$ 299 milhões nos primeiros seis meses do ano.

/EFE

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Homem Digital I Proteste processa Apple e Samsung por memória de smartphones e tablets    (21/10/15)

Associação de consumidores alega que fabricantes anunciam dispositivos móveis com armazenamento maior do que o realmente oferecido

Claudia Tozetto

iPad Air 2 está entre os produtos avaliados pela Proteste

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) entrou nesta terça-feira com duas ações civis públicas na Justiça contra as fabricantes Apple e Samsung. Os processos acusam as empresas de fazer propaganda enganosa ao anunciar smartphones e tablets com memória interna maior do que a efetivamente disponível para o consumidor guardar fotos, vídeos e outros conteúdos. A diferença se explica pelo espaço ocupado pelo sistema operacional e eventuais aplicativos instalados ainda na fábrica.

Na prática, ao comprar um novo dispositivo móvel, é preciso considerar diversos aspectos técnicos, como tela, processador e memória interna. No caso deste último item, as fabricantes dividem os modelos em opções com 16 GB, 32 GB, 64 GB e, algumas vezes, até 128 GB. “A capacidade de memória é informada de forma ostensiva, mas os produtos acabam não oferecendo o espaço prometido ao consumidor”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

As duas ações, que foram protocoladas no Foro Central Cível de São Paulo, se baseiam nos artigos 30 e 31 do Código de Defesa do Consumidor. Eles abordam a precisão das informações usadas por empresas ao anunciar ou apresentar produtos ou serviços. “Toda publicidade veicula informação e elas precisam ser claras, verdadeiras e não podem usar termos vagos ou ambíguos”, explica Maria Inês.

No processo, a Proteste pede à Justiça uma liminar que obrigue a Apple e a Samsung a cessar as ofertas de produtos com a informação sobre a memória interna total. Caso o pedido seja aceito, as fabricantes terão que substituir as especificações dos produtos em todos os canais de divulgação – incluindo embalagem e manual de instruções – pela memória interna disponível ao consumidor.

Além da liminar, o processo pede que as duas empresas paguem uma indenização correspondente ao valor da quantidade de memória livre não entregue, a título de perdas e danos, calculada com base no preço do produto e de cada GB de memória. No caso da Samsung, o valor é superior a R$ 197 milhões; para a Apple, a indenização superaria R$ 21 milhões. Se houver condenação, os valores serão revertidos para um fundo criado pela Lei da Ação Civil Pública.

Segundo a Proteste, os valores são diferentes, pois consideram a quantidade de aparelhos vendidos pelas duas empresas desde janeiro de 2015, quando o levantamento foi iniciado. No total, a Proteste considerou seis produtos da Apple, entre eles o iPad Mini 3 e o iPhone 6, em versões com quantidades diferentes de memória interna. No caso da Samsung, a associação analisou 12 aparelhos, entre eles o Galaxy S6 Edge, recém-chegado ao País. Confira a lista completa de produtos das fabricantes abaixo.

As duas fabricantes processadas pela Proteste foram procuradas pelo Estado. A Apple informou que a diferença na memória é informada em seu site. Ao escolher a quantidade de memória do dispositivo, é possível ler, em letras miúdas, um aviso: “A capacidade real após a formatação é menor”. A Samsung não se posicionou sobre as acusações da Proteste até a publicação desta reportagem.

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Homem Digital I Twitter busca novos caminhos para crescer    (19/10/15)

Dois anos após abertura de capital, empresa não conseguiu avançar no ritmo esperado pelos investidores; volta do cofundador Jack Dorsey ao comando, lançamento de ferramentas e corte global de 8% dos funcionários abrem nova fase da rede social

Por Bruno Capelas

Desde sua oferta inicial de ações (IPO) na Bolsa de Nova York, Twitter enfrenta pressão de acionistas e desafio de aumentar número de usuários

“Nosso trabalho será fazer do Twitter uma plataforma mais simples para qualquer um no mundo, e dar ao serviço mais utilidade para quem ama usá-lo diariamente.” A frase de Jack Dorsey ao assumir pela segunda vez o posto de CEO do Twitter, no início deste mês, mostra a encruzilhada na qual a rede social se encontra. Apesar de sua relevância social e cultural, o Twitter precisa encontrar um novo caminho após ter crescido menos que o esperado nos últimos anos. Fundada em março de 2006, a plataforma enfrenta dificuldades para atrair novos usuários e gerar lucro para os acionistas.

Assim que chegou, Dorsey anunciou duas mudanças significativas. Além do lançamento do novo recurso Moments, ele cortou mais de 300 funcionários do Twitter em todo o mundo, cerca de 8% do total. “Foi uma decisão difícil, mas necessária para que o Twitter possa ir em frente com foco e crescimento”, disse o novo CEO por meio do microblog, em um recado claro para Wall Street.

Conquistar a confiança dos acionistas é uma das principais preocupações de Dorsey. Quando o Twitter fez sua oferta inicial de ações (IPO), em novembro de 2013, os investidores a viam com otimismo: as ações, inicialmente negociadas a US$ 26, chegaram a ser vendidas por US$ 45 no dia de estreia na Bolsa de Valores de Nova York.

Dois anos depois, no entanto, o grupo ainda não se provou capaz de gerar lucros: nos dois primeiros trimestres de 2015, o prejuízo soma US$ 299 milhões, de acordo com informações divulgadas dos balanços da empresa.

Para analistas, por ser uma empresa baseada em audiência, o Twitter precisa se afinar com o mercado publicitário. “O Twitter demorou muito para se abrir para anúncios com a desculpa de não querer agredir a experiência do usuário”, afirma o consultor de mídias sociais Edney Souza, o ‘Interney’. Ele lembra que a empresa só abriu suas portas para anúncios personalizados no final de 2013.

De acordo com a consultoria eMarketer, Google e Facebook vão concentrar 38,2% das verbas de publicidade digital gasta nos Estados Unidos em 2015, ou cerca de US$ 10,34 bilhões; já o Twitter terá apenas 5%. “Google e Facebook têm a maior fatia do mercado porque concentram mais audiência”, explica o analista de mídias sociais Alexandre Inagaki.

A empresa tem brincado de esconde-esconde com o mercado: ao mesmo tempo em que criou o Twitter Analytics, que permite a qualquer usuário verificar as impressões e alcance de cada postagem, o Twitter parou de divulgar seus números de audiência nos balanços.

O último dado foi divulgado no quarto trimestre de 2014, quando o microblog registrou 182 bilhões de visualizações de linhas do tempo, alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento de audiência é pequeno se comparado com o quarto trimestre de 2013, quando houve alta de 76% nas visualizações frente a igual período de 2012.

Popularidade. A popularidade do Twitter não esta em baixa só entre os investidores. Com exceção de quem já era fã, está mais difícil atrair novos usuários. Enquanto rivais, como Facebook e Instagram, crescem a taxas mais altas, o Twitter passou a avançar mais lentamente. No primeiro balanço após a abertura de capital, o número de usuários cresceu 30% em relação ao quarto trimestre de 2012. A taxa de crescimento caiu pela metade segundo os balanços já divulgados pela companhia em 2015, ficando em torno de 15%.

“O Vale do Silício nos ensinou que quem não cresce morre lentamente. É um sinal de que existem problemas de produto ou de visão”, afirma Pedro Waengertner, CEO da aceleradora de startups AceleraTech e professor de marketing digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O fato de o Twitter não ser tão intuitivo para os usuários como outras redes sociais é um dos entraves. “Quem começa a usar a internet entra no Facebook porque a família e os amigos já estão lá. Quem entra no Twitter tem dificuldade de achar sentido na plataforma se não souber fazer sua própria curadoria”, diz Inagaki.

Este fator limita o uso da rede social a um nicho específico, segundo José Calazans, analista da consultoria Nielsen/Ibope. “Quem está no Twitter é mais informado, ligado às áreas de marketing, comunicação e tecnologia, jovem e urbano.”

Para atrair uma nova audiência, o desafio do Twitter é receber melhor os novatos. O primeiro passo nessa direção é o Moments, uma ferramenta que permite acompanhar os assuntos mais quentes, sem precisar seguir ninguém. Com curadoria feita por pessoas, o recurso já funciona nos EUA e deve chegar ao Brasil em breve, mas não há data de lançamento. “Ele vai encurtar o caminho do usuário que não sabe quem deve seguir. A plataforma deve ficar mais fácil de usar”, diz Interney.

A volta de Dorsey deve trazer outras novidades para o serviço de microblog. “Ele tem uma associação muito direta com design de produto e trazê-lo de volta é um grande símbolo para mostrar que haverá mudanças”, acredita Waengertner, da AceleraTech.</IP> Embora há quem acredite que a rede social precise se tornar um rival à altura do Facebook, a expectativa é de que Dorsey possa melhorar o Twitter, sem mudar sua essência. Para Dan Olds, consultor da Gabriel Consulting, esse pode ser o melhor caminho. “O Twitter não precisa ser como o Facebook, ele só precisa ser melhor como Twitter.”

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Homem Digital I Ninguém faz muita questão de ficar no apartamento em que Zuckerberg criou o Facebook    (18/10/15)

Por: 

Ninguém faz questão de ficar no quarto em que morava Mark Zuckerberg quando ele criou o Facebook: é um lugar pequeno, apertado e que ainda por cima recebe de vez em quando a visita de estranhos curiosos em conhecer o berço da maior rede social do mundo.

Como escreveu Dugan Arnett em uma reportagem para o Boston Globe, na Kirkland House, um dos prédios com os dormitórios dos alunos da Universidade de Harvard, nos EUA, dentro do apartamento H33, um jovem estudante criou aquilo que se tornaria uma potente rede social com planos de se tornar a internet. Isso foi em 2004: onze anos depois, quase ninguém sabe que esse importante capítulo da história da internet começou a ser escrito lá.

E também não há nada por lá dizendo isso. “Não há nenhum sinal em frente, nenhuma placa na porta, nenhuma indicação de que esse é o dormitório que deu origem a um fenômeno cultural”.

A desinformação vale até para seus moradores. O atual trio de estudantes que mora lá só ficou sabendo que estava em um quarto histórico depois de se mudar para lá. As estudantes preferiam não ficar naquele quarto: é um lugar pequeno e apertado e que não se parece em nada com o apartamento mostrado no filme A Rede Social.

“Com cerca de 46 metros quadrados, as paredes são pintadas com um branco industrial monótono. Um dos quartos tem, inexplicavelmente, cinco portas diferentes. Não tem ar condicionado e nem TV a cabo. Durante os meses mais quentes, os moradores andam com um ventilador elétrico de um lado para o outro. Ao ver o quarto pela primeira vez, um parente de um antigo ocupante o comparou com uma “prisão”.

No ano passado, quando o Facebook completou dez anos, os moradores do apartamento foram surpreendidos por estranhos que estavam na porta com bolo e cerveja. Eles queriam comemorar o aniversário da rede social no lugar em que tudo começou. “Não fazemos ideia de como eles entraram”, disse um dos então moradores.

As estudantes de Harvard Melody Gomez, Osaremen Okolo e Andrea Delgado. 

Morar em um lugar apertado demais, quente e que ainda por cima pode receber a visita de estranhos com alguma frequência não é lá muito animador, então dá para entender porque o tal apartamento não entra nas prioridades dos novos alunos de Harvard, que provavelmente buscam um bom ambiente para estudar.

Ainda assim, é engraçado pensar esse lugar foi o berço de um dos nomes mais poderosos da internet em 2015 e, mesmo assim, a maioria das pessoas não faz ideia da história que esse lugar tem.

Você pode ler a reportagem completa no Boston Globe (em inglês) no link a seguir: [Boston Globe]

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Homem Digital I Confira os bastidores da criação dos novos iMacs com tela Retina, teclado, mouse e trackpad    (16/10/15)

Eduardo Marques

Sem dúvida a Apple é outra depois da morte de Steve Jobs. Isto, obviamente, não é necessariamente algo ruim. Jobs era muito bom em muitas coisas, mas sabemos que a Apple era uma empresa complicada em vários sentidos, principalmente na sua relação com a imprensa de forma geral.

Muitas dessas regras foram estabelecidas por Katie Cotton, ex-chefe de comunicações corporativas da Apple, que se aposentou em meados do ano passado. Com a sua saída, Steve Dowling assumiu o cargo e está se mostrando uma pessoa muito mais aberta nesse sentido.

O que temos visto por aí de empregados da Apple (sejam eles vice-presidentes, diretores ou até mesmo de cargos mais baixos) dando entrevistas não está no gibi. E com o lançamento do iMac de 21,5 polegadas com tela Retina 4Kdo Magic Keyboard, do Magic Mouse 2 e do Magic Trackpad, isso ficou ainda mais em evidência.

Ao entrevistar Kate Bergeron, John Ternus (ambos engenheiros líderes de projetos) e Brian Croll (vice-presidente de marketing de produtos Macintosh), o jornalista Steven Levy se tornou o primeiro a entrar no Input Design Lab da Apple (local onde ela faz todos os testes com teclados, mouses e trackpads). Conversando com os três — e com Phil Schiller (vice-presidente sênior de marketing mundial) –, Levy compartilhou alguns belos detalhes sobre a criação do iMac e dos periféricos.

Laboratório da Apple

Antes de entrar nos detalhes dos produtos em si, o laboratório merece destaque! São máquinas e mais máquinas que testam de tudo nesses periféricos.

Laboratório da Apple

Mas não para por aí, afinal quem usa os produtos são seres humanos, então nada mais lógico do que encher uma mão de sensores para entender exatamente o comportamento (fadiga muscular e da memória, acústica, precisão e outros testes) resultante em teclar por alguns minutos/horas em um determinado teclado — e isso eles também fazem por lá.

A Apple costuma fazer protótipos maiores que o tamanho normal do produto para verificar se os seus esquemas funcionam — lembram do piano do filme “Quero Ser Grande”, com Tom Hanks? Então, é bem por aí… :-P

Laboratório da Apple

Os testes envolvem ainda quarto acústico para desenvolver o som perfeito de um clique do Magic Mouse 2, de um toque na tecla do Magic Keyboard ou na superfície do Magic Trackpad 2. Há também máquinas que testam o comportamento dos periféricos em diversas superfícies e muito mais — vale a pena visitar o artigo de Levy, nem que seja só para ver as diversas imagens do laboratório.

Mas voltando aos produtos — que obviamente estão muito ligados ao laboratório em si —, apesar de não serem perfeitos (uma pena que, mesmo com todo esse aparato, a Apple ainda cria um mouse que não é capaz de ser utilizado em superfícies como vidro e um teclado que não conta com retroiluminação) é incrível ver a atenção que a Apple tem ao criar qualquer coisa, seja a galinha de ovos de ouro da empresa (iPhone) ou um “mero” teclado/mouse que acompanha os iMacs.

Lendo o artigo de Levy temos a real noção de quanto tempo a Apple investiu nesses acessórios, ainda que olhando tudo rapidamente vejamos a mesma coisa. Essa ideia é ainda maior com o Magic Mouse 2, que tem a sua estrutura externa praticamente idêntica à da primeira geração do mouse. Mas ao sabermos que a Apple investiu horas e mais horas redesenhando o pé do mouse pois não estava satisfeita com o barulho que ele fazia ao ser arrastado de um lado para o outro, ou que conseguiu colocar todas as teclas (que agora estão maiores) em um teclado menor (total da área) e mais fino.

Magic Keyboard, Magic Trackpad 2 e Magic Mouse 2

O próprio iMac, aliás, é um produto que muita empresa provavelmente não daria tanta atenção se estivesse no papel da Apple. Quando pensamos que iPhones representam mais do que 50% do faturamento da empresa e que computadores “estão se tornando cada vez mais parecidos com caminhões”, seria normal vê-lo ganhando menos e menos atenção. Mas não, o Mac ainda é algo muito importante para a Apple, independentemente da receita que ele gera.

Schiller não poderia ter sido mais feliz na explicação que deu a Levy. De acordo com ele, idealmente nós sempre utilizaremos o menor aparelho possível para fazer o máximo possível antes de optar pelo próximo produto (maior) da linha.

Eles [linha de produtos da Apple] são todos os computadores. Cada um desses computadores está oferecendo algo único e cada um é feito com um forma simples que é bastante eterna. O trabalho do relógio é fazer mais e mais coisas em seu pulso de modo que você não precise pegar o telefone com tanta frequência. O trabalho do telefone é fazer mais e mais coisas que talvez faça você não precisar do seu iPad, e ele deve sempre estar tentando, se esforçando para fazer isso. O trabalho do iPad é ser tão poderoso e capaz que você nunca precise de um notebook. Tipo, por que eu preciso de um notebook? Eu posso adicionar um teclado! Eu posso fazer todas essas coisas! O trabalho do notebook é fazer tudo ao ponto de você não precisar de um desktop, certo? Ele vem fazendo isso há uma década. E isso deixa o pobre desktop no fim da linha, qual é o trabalho dele?

Seu trabalho é desafiar o que nós pensamos que um computador pode fazer e fazer coisas que nenhum computador jamais fez antes, ser cada vez mais poderoso e capaz, de modo que precisamos de um desktop por conta das suas capacidades. Porque se tudo o que ele estiver fazendo é competir com o notebook e ser mais fino e mais leve, então ele não precisa existir.

Padrão de cores dos novos iMacs com tela Retina

E aí entra os diferenciais do iMac, começando, é claro, pela incrível tela Retina que agora suporta o padrão P3, o qual oferece 25% mais cores do que o sRGB. Para isso a Apple teve que inventar um novo padrão de codificação de LED que gera intensidades maiores de vermelhos e verdes e que, através de um filtro de cor, criariam toda essa nova gama de cores. Depois disso eles foram atrás de fornecedores capazes de implementar esse novo esquema. Uma alternativa foi a tecnologia chamada ponto quântico, mas a Apple acabou rejeitando tudo pois ela utilizava o elemento tóxico cádmio. Depois de um tempo, porém, eles finalmente conseguiram encontrar um caminho dentro do que eles queriam sem nenhuma desvantagem ambiental.

Até mesmo a Microsoft virou pauta nesse bate-papo, afinal, para cada “sim” a Apple precisa dizer muitos “nãos”, e uma dessas negativas é colocar uma tela multi-toque em computadores, algo que concorrentes (como a Microsoft) fazem. A — hoje — parceira da Apple (que inclusive participou da última apresentação da Maçã demonstrando a suíte Office no iPad Pro) lançou recentemente alguns produtos interessantes e que gerou duas reações em Schiller.

Apesar de não ter acompanhado o evento (ao menos foi o que ele disse), o chefão de marketing da Apple reforçou algo que já sabíamos: do ponto de vista ergonômico, a Apple tem estudos os quais comprovam que esse tipo de interação é totalmente desconfortável em um computador — diferentemente de produtos como iPhones e iPads, que foram criados desde o início com a ideia de interatividade com os dedos. “Esses dois mundos possuem propósitos diferentes, e isso é uma coisa boa — nós podemos otimizar tudo ao redor da melhor experiência para cada um deles e não tentar misturá-los em uma experiência mais comum”, disse Schiller.

Não poderia faltar uma leve alfinetada, não é mesmo? E com toda razão. Schiller aproveitou para comentar que a entrada da Microsoft no mercado de computadores (é a primeira vez que a empresa lança um notebook) apenas comprovou que a Apple estava certa em sua estratégia (de criar tanto o hardware quanto o software dos seus produtos) desde o início. “É incrível que um único evento tenha validado muita coisa que a Apple faz, nos colocando num patamar acima. E isso é lisonjeador.”

Se você curte essas histórias de bastidores, não deixe de ler os artigos de Levy. ;-)

[via Daring Fireball]

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Homem Digital I Apple aumenta em até 150% os preços de Macs, iMacs e produtos     (13/10/15)

Por Felipe Payão

Todo mundo sabe que comprar produtos da Apple no Brasil é uma tarefa que pode ser bem cara. Os iPhones, por exemplo, chegam acima da casa dos R$ 3 mil durante o lançamento. Ainda, a Apple aproveita a época de euforia dos iFãs e sempre faz um "pequeno" reajuste nos preços de vários produtos. O problema é que, dessa vez, parece que ela foi longe demais.

Se você estava de olho em um MacBook Pro de 13", provavelmente já sabia que ele custava oficialmente R$ 6.399. Porém, agora você vai precisar desembolsar R$ 10.499 para ter um desses. Sim, o produto sofreu um aumento de 64,1%.

Junto com os preços, também chegaram as novidades, como o iMac de 21,5" com tela Retina 4K e novos acessórios, que você vai conhecer melhor durante esta matéria — o percentual indica a quantidade de aumento. Apenas adiantando, este iMac em questão agora custa R$ 14.299. A compilação de preços foi feita pelo pessoal da MacMagazine, acompanhe abaixo.

Novos preços da Apple

  • 64,1%: MacBook Pro de 13″ de R$ 6.399,00 para R$ 10.499,00
  • 50,5%: MacBook Pro de 13″ Retina (med.) de R$ 9.499,00 para R$ 14.299,00
  • 50,0%: MacBook Air de 11″ (top) de R$ 6.999,00 para R$ 10.499,00
  • 49,4%: MacBook Air de 13″ (top) de R$ 7.699,00 para R$ 11.499,00
  • 47,8%: MacBook Pro de 13″ Retina (top) de R$ 11.499,00 para R$ 16.999,00
  • 47,6%: MacBook de 12″ (top) de R$ 10.499,00 para R$ 15.499,00
  • 47,1%: MacBook Pro de 13″ Retina (entry) de R$ 8.499,00 para R$ 12.499,00
  • 47,1%: MacBook de 12″ (entrada) de R$ 8.499,00 para R$ 12.499,00
  • 46,2%: MacBook Air de 13″ (entrada) de R$ 6.499,00 para R$ 9.499,00
  • 44,1%: MacBook Air de 11″ (entrada) de R$ 5.899,00 para R$ 8.499,00
  • 38,8%: Mac mini (intermediário) de R$ 4.899,00 para R$ 6.799,00
  • 38,6%: Mac Pro (entrada) de R$ 21.999,00 para R$ 30.499,00
  • 38,2%: MacBook Pro de 15″ Retina (top) de R$ 16.999,00 para R$ 23.499,00
  • 35,7%: MacBook Pro de 15″ Retina (entry) de R$ 13.999,00 para R$ 18.999,00
  • 33,3%: Mac mini (entrada) de R$ 3.599,00 para R$ 4.799,00
  • 32,1%: Mac Pro (top de linha) de R$ 27.999,00 para R$ 36.999,00
  • 35,0%: iMac de 27″ Retina 5K (top) de R$ 16.299,00 para R$ 21.999,00
  • 34,9%: iMac de 21,5″ (top de linha) de R$ 10.599,00 para R$ 14.299,00
  • 34,4%: iMac de 21,5″ (intermediário) de R$ 9.299,00 para R$ 12.499,00
  • 34,2%: iMac de 21,5″ (entrada) de R$ 7.899,00 para R$ 10.599,00
  • 27,5%: Mac mini (top de linha) de R$ 6.899,00 para R$ 8.799,00
  • 18,9%: iMac de 27″ Retina 5K (entrada) de R$ 14.299,00 para R$ 16.999,00
  • 16,6%: iMac de 27″ Retina 5K (med.) de R$ 16.299,00 para R$ 18.999,00

Acessórios

A Apple também trouxe para os brasileiros a nova linha de acessórios para Macs. Entre eles, estão o repaginado Magic Keyboard, o Magic Mouse 2 e o Magic Trackpad 2 — este último apresenta a nova tecnologia Force Touch, presente nos iPhones 6S.

Teclado e mouse também contam com uma novidade: ambos contam com baterias recarregáveis, ou seja, adeus pilhas descartáveis. Os três itens citados anteriormente se conectam aos notebooks e iMacs por meio do Bluetooth. Apesar de estarem marcados para estrear nos EUA nesta semana, eles ainda não têm data marcada para desembarcar ao Brasil.

O preço também assusta, infelizmente: o trackpad chega a custar R$ 1 mil, sofrendo um aumento de 150%. A Apple TV também está mais cara, sofrendo um aumento de mais de 50%. Veja a tabela de acessórios, com os preços, aqui embaixo.

  • 150,4%: Magic Trackpad de R$ 399,00 para R$ 999,00
  • 87,7%: Teclado sem fio de R$ 399,00 para R$ 749,00
  • 62,7%: Magic Mouse de R$ 399,00 para R$ 649,00
  • 50,5%: Adaptador UBC-C para USB de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,5%: Cabo HDMI de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,5%: Apple Remote de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,1%: Apple TV (terceira geração) de R$ 399,00 para R$ 599,00
  • 46,0%: AirPort Time Capsule de 2TB de R$ 1.849,00 para R$ 2.699,00
  • 45,3%: Thunderbolt Display de R$ 6.399,00 para R$ 9.299,00
  • 44,9%: AirPort Extreme de R$ 1.449,00 para R$ 2.099,00
  • 43,0%: Mouse com fio de R$ 279,00 para R$ 399,00
  • 43,0%: Teclado com fio de R$ 279,00 para R$ 399,00
  • 42,9%: AirPort Express de R$ 699,00 para R$ 999,00
  • 42,9%: AirPort Time Capsule de 3TB de R$ 2.499,00 para R$ 3.499,00
  • 39,6%: Adaptador UBC-C para AV digital ou VGA de R$ 429,00 para R$ 599,00 

Existe lado bom nessa história? Só se você acabou de comprar um destes produtos e vai vender mais caro do que pagou, por que sinceramente... Um mouse passar de 400 reais para mil não faz sentido nenhum!

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Homem Digital I Venda de Macs tem o pior desempenho em dois anos    (09/10/15)

De acordo com as consultorias Gartner e IDC, a Apple registrou uma diminuição na venda de computadores de mesa

Por Matheus Mans

O momento não é bom para a Apple no mercado de computadores de mesa. As vendas de Macs chegaram ao menor nível em dois anos, segundo informações divulgadas na última quinta-feira, 8, pelo Wall Street Journal e por duas consultorias internacionais.

De acordo com a consultoria IDC (International Data Corp.), a Apple vendeu 3,4% menos quando comparado ao terceiro trimestre de 2014. A Gartner, por outro lado, aponta que houve crescimento de 1,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Há, também, uma diferença no levantamento do número de unidades vendidas. Enquanto a IDC contabiliza 5,6 milhões de Macs entregues, a segunda aposta na venda de 5,3 milhões.

Qualquer um dos números, entretanto, não é positivo para a Apple. Como ressalta o Wall Street Journal, ambas as consultorias mostram que as vendas são as mais baixas dos últimos dois anos. Segundo as companhias, as vendas podem ter caído devido ao dólar mais forte, o que tornou os computadores mais caros fora os EUA.

Apesar das vendas desaceleradas, a Apple superou o mercado global de PCs, que viu despencar as vendas de computadores de mesa em 11% no último trimestre, segundo a IDC. 

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Homem Digital I [Hands-on] Microsoft Surface Book: rumo ao laptop perfeito     (07/10/15)

Por: 

A Microsoft provou como os laptops se tornaram chatos mostrando um laptop que nos deixou entusiasmados. Quando foi a última vez que você ficou realmente interessado em um notebook?

Nós fizemos um teste rápido no novo Surface Book, e posso dizer que você deve ficar animado – não apenas com o laptop da Microsoft, mas com o futuro dos laptops em geral.

Microsoft Surface Book - hands-on (4)

Para recapitular, o Surface Book é o primeiro laptop feito pela Microsoft. Ele possui uma tela de 13,5 polegadas com 6 milhões de pixels. Tem processador Intel Core da geração Skylake em um corpo de 726g, contando apenas a parte do tablet; e 1,5 – 1,6 kg incluindo a base com teclado e com o chip gráfico NVIDIA GeForce.

Ele é bem bonito, com um design premium de magnésio. O preço também é premium: o Surface Book começa em US$ 1.500, mas se você quiser gráficos potentes, prepare-se para pagar US$ 1.900 ou mais.

Microsoft Surface Book - hands-on (2)

O Surface Book é todo sobre o hardware. A Microsoft se esforçou bastante em tornar este computador com teclado tão flexível quanto o Surface, e ao mesmo tempo robusto e poderoso da forma que um laptop deveria ser.

O teclado dá uma sensação fantástica. Não se trata de uma capa com teclado para tablet: este é um teclado chiclet real, bem agradável e robusto ao se digitar. Queria estar usando esse teclado agora mesmo.

Há ainda um mecanismo de articulação: você pode retirar a tela, girá-la e fechar o Surface Book para usá-lo como um tablet, por exemplo.

Microsoft Surface Book - hands-on (8)

Para fazer isso, há um pequeno botão acima da tecla Backspace: mantenha-o pressionado por dois segundos, e você verá uma pequena notificação surgir no canto inferior direito da tela, avisando que ela está pronta para ser solta. Quando for a hora de recolocar a tela no teclado, basta manter as peças de conexão próximas, e ímãs poderosos puxarão as duas peças.

Microsoft Surface Book - hands-on (3)

O bloqueio e desbloqueio aqui é muito bom. Minha única observação é que separar a tela para girá-la não é algo tão prático: é um pouco desajeitado, já que tudo pesa 1,5 kg, o laptop não é tão fino, e o peso não está tão bem distribuído quanto em outros computadores.

A dobradiça do Surface Book é extremamente importante porque precisa ser resistente e estrutural, além de fornecer a flexibilidade que o conceito do Surface Book requer. Ela é certamente flexível, mas não fica tão firme quanto deveria.

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Em modo laptop, a tela fica em pé, mas ela vibra muito mesmo com pequenos toques. Quando você ajusta a tela, ela não fica exatamente onde você a colocou: em vez disso, ela se move um pouco para frente ou para trás e então mantém a posição. Isso pode ser um problema caso você use o laptop em movimento.

Isso talvez soe mais negativo do que eu quero. Este laptop é realmente emocionante, e talvez o gadget mais legal que eu já vi nos últimos meses. Em muitas maneiras, o novo Surface Book lembra o primeiro Surface ou o primeiro iPad: é o começo de uma jornada de design e engenharia, rumo a um dispositivo refinado e perfeito.

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Fotos por Michael Hession

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Homem Digital I Surface Book: a Microsoft apresenta o seu primeiro notebook!   (06/10/15)

Por 

A Microsoft surpreendeu a todos hoje em seu evento de aparelhos para o Windows 10, com o lançamento do seu primeiro notebook, o Surface Book, um excelente aparelho com uma bela tela de 13,5″ que a Microsoft batizou de Pixel Sense, e que tem uma resolução de 3000 x 2000 pixels com densidade de 267 pontos por polegada, processador Intel Skylake Core i5 ou i7, com placa gráfica Intel HD 520 na versão mais barata, ou com uma GPU GeForce nas versões mais caras.

A dobra do Surface Book tem um formato curioso, que se ajusta ao ângulo ideal para você usar a tela, e é diferente de tudo o que eu já vi. Se você quiser transformá-lo em um tablet, é só apertar um botão, pois praticamente todos os componentes estão na tela.

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O Surface Book tem um trackpad de vidro que é 40% maior do que o do Surface 3, e seu teclado tem uma base bem fina, assim pode ser que ele tenha os mesmos problemas que o último MacBook da Apple, com teclas mais duras que não são tão confortáveis quanto o que estamos acostumados em notebooks comuns, mas é algo que só mesmo testando pessoalmente para avaliar.

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O peso do Surface Book é 1,51 kg (incluindo o teclado), mas o blogueiro do The Verge que testou o aparelho pessoalmente disse que a parte tablet é bem leve e confortável para usar, mesmo se levarmos em conta a tela gigante. 

Eu sinceramente fico feliz em ver que a Microsoft acertou em cheio neste produto, que tem capacidade, qualidade, inovação e preço para garantir seu destaque no meio da concorrência, que não deve estar nada satisfeita com este novo caminho que a empresa de Redmond resolveu desbravar.

O preço é a partir de US$ 1499 na versão com 128GB de capacidade de 8GB de RAM, mas a versão com placa gráfica discreet, vai custar a partir de US$ 1899, só que com 256GB. A Surface Pen acompanha o Surface Book.
Saiba mais na Microsoft.

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Homem Digital I Jack Dorsey é nomeado CEO permanente do Twitter    (05/10/15)

Como já se esperava, o Twitter confirmou nesta segunda-feira, 5, que Jack Dorsey passará a ocupar o cargo de CEO permanentemente. Dorsey é um dos fundadores do microblog e assumiu a posição interinamente em julho, após a saída de Dick Costolo.

De acordo com a empresa, a decisão unânime foi tomada na última quarta-feira, 28, pelo conselho de administração. Dorsey também é CEO da empresa de pagamentos Square e deve exercer as duas funções ao mesmo tempo. Com a notícia, as ações do Twitter subiram até 3%.

Nos últimos meses, a rede social atravessa um momento complicado, com reduções nas estimativas de lucros e crescimentos. O desafio de Dorsey é alterar o cenário, tornando o Twitter uma companhia lucrativa e que apresente bons resultados, conquistando novos usuários.

Via BusinessInsider

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Homem Digital I Nest, do Google, faz aparelhos da sua casa inteligente conversarem entre si  (02/10/15)

Por: 

Um dos melhores termostatos inteligentes, o Nest, está pronto para tomar sua casa inteira, graças a um protocolo que permite que vários tipos de dispositivos conversem entre si de maneira rápida e direta – trata-se do Nest Weave.

O objetivo principal do Nest Weave é tornar as casas inteligentes menos burras. Na verdade, a equipe responsável pelo projeto diz que um lema descreve bem a inovação do software: “a casa atenciosa”. Isto faz sentido, já que grande parte das pessoas não quer que suas casas se tornem artificialmente inteligentes ou automatizadas de uma forma maluca.

A partir de agora, produtos marcados com “Works With Nest” vão se comunicar uns com os outros de maneira mais fluida e eficiente. O Nest Weave foi projetado para tornar seu lar mais intuitivo, mais proveitoso — sim, mais atencioso.

O que isso quer dizer, de fato? Significa que a câmera Nest Cam vai perceber movimentos na sua casa quando ela estiver vazia e acender a luz; você poderá sair de casa e a porta se trancará sozinha; e tudo isso vai acontecer de forma quase instantânea, devido à abordagem de rede mesh.

A novidade não é uma surpresa. O Google mostrou um pouquinho do Weave no começo deste ano e destacou o fato de que o padrão foi feito pelos engenheiros da Nest. (O Google comprou a Nest no ano passado, por US$ 3,2 bilhões.) O Weave é uma tentativa ambiciosa de colocar a tecnologia em milhões de casas.

Usando o protocolo Thread bem como o Wi-Fi, o Nest Weave cria uma rede interna, garantindo que os dispositivos espalhados pela casa funcionem juntos com baixa latência, não importa a distância que estejam de um roteador. Enquanto isso, um produto Nest — seja o Nest Thermostat, o Nest Protect ou a Nest Cam, ou qualquer combinação dos três — irá operar como uma espécie de central para manter tudo conectado.

Eis o problema: você precisa ter um produto da Nest para tirar vantagem do Weave. Mas, com o Nest Protect com preços a partir de US$ 100, você pode ter a funcionalidade de outros hubs para casa conectada sem precisar comprar um hub – um dispositivo que não faz nada além de conectar os aparelhos da sua casa e ocupar espaço. Se você preferir uma Nest Cam, poderá aproveitar novas funções nos seus aparelhos, graças a uma API para desenvolvedores.

1454753449676429602E a família de dispositivos com suporte ao Nest Weave parece bem robusta. Ela inclui a fechadura Linus, da Yale (na foto acima), a primeira empresa a oferecer suporte oficial à novidade. Ela vem com uma longa lista de funções úteis, desde a capacidade de checar quando a porta está fechada ou aberta, até configurações de senhas para seus amigos com diferentes níveis de acesso.

Outros produtos que vão embarcar no Nest Weave incluem as lâmpadas Philips Hue, as fechaduras August, o interfone SkyBello controlador de iluminação Lutronas tomadas inteligentes da iHome, entre outros. A Nest também está lançando a Nest Store, em que você pode comprar todos os produtos Works With Nest.

[Nest]

Imagens via Nest/Yale

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Homem Digital I Cresce apoio para que Jack Dorsey se torne CEO permanente do Twitter   (30/09/15)

Steve Jobs já liderou duas grandes empresas simultaneamente, a Apple e Pixar. Elon Musk atualmente está administrando a Tesla e a SpaceX. E Jack Dorsey pode ser o próximo a liderar duas empresas ao mesmo tempo. Isso devido ao fato das especulações de permanência efetiva de Dorsey no comando do Twitter terem ganhado força nas últimas semanas.

Atualmente, o empresário de 38 anos de idade é o presidente-executivo da Square, empresa de pagamentos móveis, e CEO interino da rede social Twitter, que está à procura de um novo líder após Dick Costolo deixar o cargo. Enquanto Dorsey tem sido mencionado para ocupar o cargo de líder permanente do Twitter, o fato dele ter que se dedicar simultaneamente a duas companhias desponta como o principal obstáculo para a efetivação do anúncio. Apesar disso, alguns investidores do Twitter estão dizendo que ele é o homem certo para o trabalho na rede social.

Eles afirmam que Dorsey conseguirá conciliar o trabalho em ambas as empresas e não irá se distrair na administração delas. "Depois de ver Jack administrar a Square, e mais recentemente o Twitter, estamos muito confiantes na capacidade de Jack em servir como CEO para ambas as empresas", afirmou Justin Dini, porta-voz da Rizvi Traverse Management. Dini disse que não só tem fé na administração de Dorsey, como também continuou a investir no Twitter por causa de sua crença em Adam Bain, presidente de receita global do Twitter.

O apoio da Rizvi Traverse a Dorsey é significativo, visto que a sociedade de investimento é administrada por Suhail Rizvi, um dos maiores acionistas fora do Twitter em 2013, quando a empresa iniciou sua oferta pública. A participação da Rizvi Traverse na época foi de 15,6%, encolhendo para menos de 5% após desembolsar as ações do Twitter para seus investidores individuais. Mesmo assim, também continua sendo um grande investidor da Square.

A Rizvi Traverse junta-se ao grupo que espera ter Dorsey como CEO do Twitter e da Square simultaneamente. Chris Sacca, um dos primeiros investidores do Twitter, tem repetidamente afirmado seu interesse em nomear Jack Dorsey como presidente-executivo da rede social. "Eu não vejo nenhuma razão para que Jack não possa fazer isso", disse Keith Rabois, da Khosla Ventures, em referência a administração simultânea de Dorsey.

Mesmo com pressão de alguns investidores, duas pessoas com conhecimento do assunto afirmaram que não é certo que Dorsey irá ser efetivado como CEO do Twitter. As declarações dos investidores aumentam a pressão sobre o conselho do Twitter, que em junho afirmou que iria considerar apenas candidatos ao cargo que tivessem tempo integral para se dedicar a empresa. Na época, tal declaração parece ter descartado Dorsey, que afirmou que não pretende renunciar como presidente-executivo da Square.

O Twitter contratou a empresa de executive search Spencer Stuart para compilar uma lista de possíveis candidatos para liderança. Nomes como o de Beth Comstock, vice-presidente da General Electric, já foram especulados para assumir o cargo. Com dificuldades para encontrar um líder efetivo, os conselheiros do Twitter permanecem preocupados com a capacidade de Dorsey administrar duas empresas simultaneamente.

Enquanto isso, o sentimento de frustração e impaciência cresce entre os acionários da rede de microblogs, sobretudo porque ela continua a lidar com desafios. Na visão dos investidores, a instabilidade na liderança da empresa não ajuda na firme tomada de decisões, freando a entrada de capital na companhia enquanto um líder permanente e estratégias interessantes não são definidos.

Na semana passada, analistas do Citi Research reduziram suas estimativas de receitas de publicidade para o Twitter, o que só reforça as declarações públicas dos investidores que pedem por Dorsey na liderança da empresa. "Os investidores estão dispostos a terem um CEO no Twitter que também é CEO em algum outro lugar", disse Peck. [canaltech]

Via NYT

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Homem Digital I [Hands-on] Nexus 5X e 6P, os dois novos e promissores smartphones do Google   (29/09/15)

Por: 

O Nexus 5 original continua sendo um dos meus smartphones preferidos desde o seu lançamento. Ele cabe na minha mão perfeitamente e é rápido pra caramba. Mas ele sofria com uma duração de bateria terrível, e quando chegaram smartphones que aguentavam mais, eu tive que trocar de aparelho.

Hoje, finalmente o Nexus 5 ganhou um sucessor. Eis como é usá-lo por alguns minutos.

Em resumo, ele é ótimo.

Google Nexus 5X

O novo smartphone é maior do que o Nexus 5 original, mas ainda é bastante confortável de se segurar. Ele é incrivelmente leve. Consegui alcançar os extremos da tela sem precisar reposicionar o aparelho na minha mão, apesar de ainda ser um pouco difícil chegar ao topo. Eu meio que senti falta do tamanho do Nexus 5 original, mas ele está bem próximo disso.

A traseira de plástico escovado é boa e aderente, e dá uma sensação de ser forte. O sensor de digitais na traseira é bem fácil de se acessar quando você segura o aparelho com uma mão, mas não consegui configurar minhas digitais para saber se funciona bem – segundo o Google, depois que aprende a sua digital, ele funciona em menos de um segundo.

Google Nexus 5X

O que mais me impressionou no 5X foi a velocidade. Essa coisa simplesmente voa. Apps abrem instantaneamente. O Google Now On Tap, o novo motor de sugestão contextual da empresa, funciona em alguns segundos. Assim que o foco é definido na câmera, quase não há lag perceptível. Por fim, as animações incluídas no Marshmallow (Android 6.0) são espetaculares. Não ficou nada exagerado e casaram bem com o sistema operacional.

Google Nexus 5X

Alguns problemas que encontrei no meu breve período de experiência com ele: para começar, a tela. Ela certamente é bastante nítida (423 pixels por polegada), mas as cores me pareceram meio lavadas. Não é surpreendente, considerando que é um display IPS e não AMOLED. Acredito que eles escolheram cortar custos para manter o aparelho próximo aos US$ 350, mas não é o ideal.

Outro ponto decepcionante é o alto-falante, que é bem fraco. Ficou bem abaixo dos dois speakers encontrados no 6P – não dá nem para comparar.

Google Nexus 5X

Nexus 6P

E depois do 5X fui em direção ao Nexus 6P e olha, ele parece ótimo. Para ser sincero, nunca fui muito fã do Nexus 6 original. Ele era grande e pesado demais, e eu devia deixar ele cair duas ou três vezes por semana. Isso me deixava louco.

O 6P é grande também, mas ficou muito melhor. Parte disso se deve ao seu novo corpo maravilhoso de alumínio, que nos lembra um pouco o HTC One original. Também ajuda o fato do Nexus 6P ser levemente menor do que o anterior, facilitando muito na hora de segurá-lo.

Google Nexus 6P

Ainda é difícil chegar às notificações no topo da tela, mas acho que vai ser bem menos provável que eu deixe esse aparelho cair. E vou confessar que, no geral, ele parece ser mais premium do que o Nexus 5X.

Google Nexus 6P

Assim como o 5X, o Nexus 6P é extremamente veloz. Não percebi nenhum lag nem hesitação em nenhum momento. O app da câmera abriu rapidamente eu tirei algumas fotos sem lag, e as imagens me pareciam boas, apesar das condições terríveis de iluminação (e, claro, não tive a chance de inspecionar as imagens em um monitor, então é difícil avaliar a qualidade delas).

Em contraste com a tela IPS do 5X, o 6P usa um display AMOLED que é maravilhoso, com os pretos profundos e cores vivas e vibrantes. Com 515 pixels por polegada, você terá mais pixels do que seus globos oculares são capazes de enxergar.

Google Nexus 6P

Em resumo, os dois dispositivos me impressionaram bastante nos poucos minutos que estive com eles. Ambos são rápidos, e ambos parecem ser ótimos. Agora eu não sei o que fazer. Quero o tamanho do 5X, mas também adoro as melhores especificações técnicas possíveis e por isso é difícil resistir ao 6P.

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Homem Digital I Apple: como é trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo   (27/09/15)

Por Ian Castelli

pple está entre as principais empresas de tecnologia do mundo todo, e trabalhar em um lugar como esse é o sonho de muitas pessoas. Existem várias histórias e relatos, positivos ou negativos, sobre como é ser empregado da Apple e todo o tipo de pressão que cargos específicos atribuem aos funcionários. Afinal de contas, participar de projetos que pretendem mudar ou impactar o modo como nos relacionamos com tecnologia não é algo simples e fácil de ser feito – espera-se muito de todos.

A empresa possui a reputação de desenvolver os seus projetos de modo extremamente secreto, justamente para proteger os seus planejamentos, e vários funcionários não têm conhecimento total sobre o que estão trabalhando até que suas atividades sejam reunidas com o todo. Um desses casos é o desenvolvimento do próprio iPad – muitas pessoas só descobriram que projeto haviam participado quando Steve Jobs fez o anúncio do primeiro iPad.

Todas essas características fazem com que dezenas de pessoas se perguntem como é, de fato, trabalhar na Apple. Hoje, reunimos aqui no TecMundo algumas opiniões, listadas no Business Insider, de funcionários e ex-funcionários da Maçã que podem contar um pouco dos bastidores da companhia (algumas histórias são mais recentes e outras datam do período de Steve Jobs). Então, vamos lá:

1 – A primeira regra da Apple é não falar sobre a Apple

Funcionários da sede da Apple em Cupertino dizem que é comum que as pessoas não falem expressamente que trabalham na empresa. Justan Maxwell, ex-designer de interface de usuário, diz que a ideia geral é que você faz parte de algo muito maior do que você próprio e que tudo que é dito na companhia não deve ser repassado para outras pessoas (sejam ideias, novas técnicas, tudo é fruto do trabalho pelo qual você é pago e para o sucesso da Apple).

Não é como se houvesse um tipo de regra dizendo isso, porém é algo subentendido. Outro funcionário anônimo disse que há um grande senso de lealdade à Apple e que muitas coisas sobre o trabalho não são ditas em público devido ao fato de você não saber com quem realmente está conversando, por isso há um nível maior de proteção.

2 – O café é incrível

De acordo com um funcionário anônimo, existem muitos aspectos incríveis de se trabalhar no Apple Campus, e o café certamente é um deles. “O Apple Campus é um lugar maravilhoso, um prédio enorme ao redor de outro edifício central com um gramado, calçadas e cafeterias incríveis!”. Segundo ele, as pessoas podem escolher entre diferentes tipos de alimentos para almoçar, como sanduíches, sushis ou comidas mexicanas – tudo para fazer com que os funcionários trabalhem com 100% de eficiência.

3 – Emails que não têm hora para chegar

Segundo Nitin Ganatra (ex-diretor de apps do iOS), é comum receber emails a qualquer horário (e é esperado que eles sejam respondidos prontamente no caso de membros do alto escalão). Ganatra diz que emails são encaminhados por funcionários em horários improváveis, como às 2h45 da madrugada ou até mais tarde, e que chefes e executivos dão retornos nesse mesmo horário – algo que não é exclusivo de dias específicos, porém que ocorre todas as semanas.

Don Melton (ex-diretor de tecnologias de internet) diz que, quando alguém vem ao escritório dele para falar que quer ser um executivo, ele pergunta: “você dormiu bem a noite passada?” Se responderem positivamente, ele diz então: “ótimo, pois essa foi a última noite que você conseguirá dormir bem se se tornar um executivo”. 

4 – Trabalho nos domingos?

As segundas-feiras são dias de reuniões executivas na Apple e, por isso, é comum que os executivos e demais funcionários trabalhem no final de semana. Melton também diz que é comum não desgrudar do celular e do computador nos domingos, independente do que você deseje fazer. Contudo, de acordo com ele, quando The Sopranos passava na TV todos podiam relaxar, pois Scott Forstall (um dos principais engenheiros da Apple) estava vendo o episódio.

5 – É prioridade do Steve

O ex-designer da Apple, Chad Little, diz que quando se estava desenvolvendo em um projeto em que Steve Jobs não estivesse envolvido diretamente, meses seriam necessários para concretizá-lo. Já se você trabalhasse com Steve, tudo seria realizado o mais rápido possível. As portas se abriam e todos agiam em conjunto, com funcionários desesperados para entregar tudo a tempo e de modo eficiente.

6 – O sigilo faz parte da cultura da Apple

No primeiro tópico, falamos que os funcionários não costumam dizer para pessoas fora do trabalho sobre o que é desenvolvido na Apple. Acontece que isso também ocorre dentro da própria empresa. O ex-engenheiro e arquiteto de soluções Dave Black diz que o sigilo não é algo exclusivo para o público, pois ocorre internamente também. Você não fala com os outros sobre o projeto em que está trabalhando a não ser que eles realmente precisem saber.

7 – Um ambiente tenso?

De acordo com um funcionário anônimo, trabalhar na Apple em Cupertino é estar preparado para sofrer todo tipo de tensão diariamente. Segundo ele, o ambiente é como uma panela de pressão, e toda a comunicação é unidirecional – e sem abrir margens para argumentação.

Trabalhar duro, além do horário de trabalho, estar disponível a todo o momento e não reclamar são características esperadas das pessoas envolvidas nos principais projetos (o que pode ser muito estressante para bastante gente).

Afinal de contas, se o trabalho é pesado demais para você, existem pelo menos outros 10 profissionais qualificados que fariam de tudo para serem funcionários da Apple. Do lado positivo, ele disse que há ótimas comidas, o café (como já mencionado) e o fato de você poder se vestir casualmente todos os dias.

8 – Padronização em todas as lojas

O nível de padronização das lojas da Apple é tão alto que todas as mesas, independente do lugar no mundo, são feitas de madeiras colhidas na mesma época do ano para que possuam tons de cor semelhantes. Além disso, Steve Jobs costumava ir às lojas para observá-las de perto e ver se os estabelecimentos seguiam os mesmos padrões. Um ponto interessante é que os funcionários que trabalham no varejo passam por um processo chamado get shirtified – que quer dizer que eles foramencamisados e que vestem a camisa da empresa.

9 – A contradição da Apple

Para TC Dotson (funcionário não identificado), trabalhar na Apple é ver um monte de contradições diariamente. Enquanto existem pôsteres com o slogan Think Different por todos os cantos, há várias restrições e regras extremas que você deve seguir e nem sequer pode contestar. Segundo ele, a Apple se importa com a própria imagem acima de tudo.

10 – O trabalho em grupo é em grupo mesmo

Brandon Carson diz que, durante o período que em que trabalhou na Apple, precisava apresentar os seus projetos para a equipe envolvida e que todos os colegas poderiam dar palpites significativos sobre o que ele estava fazendo. “No começo, eu achava isso um tanto negativo, pois estava acostumado a trabalhar sozinho. Mas no final do dia a colaboração do grupo consegue garantir um produto melhor...”, afirma Carson.

11 – Uma cultura de saúde

De acordo com outro funcionário anônimo, as pessoas na Apple são muito mais atléticas do que em outras empresas de tecnologia. Muitos dos funcionários participam de maratonas, triátlons, andam de bicicleta regularmente, e por aí vai. Segundo ele, isso é especialmente interessante se você está acima do peso, pois é mais fácil se estimular com tantas pessoas que praticam exercícios físicos constantemente ao redor. 

12 – Viva a casualidade

Assim como em outras empresas do ramo, as pessoas se vestem de modo muito mais casual na sede da Apple. Não é necessário usar roupas sociais e/ou caras para impressionar, já que os próprios chefes não ligam para essas características (segundo os funcionários, você nem consegue perceber o quão ricas são algumas pessoas lá dentro, já que se vestem de forma tão simples). Com um ambiente mais despojado, você pode ficar mais à vontade para ir ao trabalho como quiser e, consequentemente, se sentir melhor para produzir mais. [Business Insider]

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Homem Digital I Apple Watch chega em breve ao Brasil com preço inicial de R$ 2.699   (18/09/15)

Por Felipe Gugelmin

Ao contrário do que acontece com outros dispositivos da Companhia da Maçã, o 

Apple Watch está sendo distribuído de forma um tanto lenta ao redor do mundo. Após passar o mês de agosto sem chegar a nenhum novo mercado, o produto deve chegar amanhã à Bélgica de forma oficial.

Embora ainda não haja uma data concreta para o produto chegar ao Brasil, há indícios de que isso não deve demorar muito. Segundo informações obtidas pelo MacMagazine, duas Apple Retail Stores do país já finalizaram o treinamento de seus funcionários e estão prontas para lançar o novo dispositivo — o que inclui materiais de demonstração, mesas de exposição e estoques inicias.

Conforme o esperado, o preço do Apple Watch deve ser um tanto salgado graças à disparada do Dólar nos últimos meses. As versões de 38 mm e 42 mm da edição esportiva devem custar, respectivamente, R$ 2.699 e R$ 2.999, enquanto os modelos de aço inoxidável ficam em R$ 3.899 e R$ 4.299.

Apple Watch Edition e custo das pulseiras

Já a linha Apple Watch Edition deve ficar restrita a poucos endinheirados que devem ter o suficiente para pagar a viagem para outros países onde o produto é mais acessível. A versão de 38 mm na cor ouro rosado deve custar R$ 110 mil, suficiente para um ótimo automóvel ou para uma bela entrada em um apartamento muito bem posicionado, entre outros investimentos mais interessantes.

Por fim, a Apple deve vender as pulseiras avulsas compatíveis com o relógio inteligente por preços que vão de R$ 329 a R$ 4.299 dependendo do modelo escolhido. A previsão é a de que as vendas online do produto sejam iniciadas a partir do momento em que ele estiver disponível nas poucas lojas físicas oficiais da empresa no país.

Fonte:MacMagazine/Rafael Fishmann

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Homem Digital I Sony Xperia Z5 Premium é o primeiro smartphone do mundo com tela 4K    (02/09/15)

Por: 

Rumores diziam que a Sony seria a primeira fabricante a lançar um smartphone com tela 4K, e eles se confirmaram hoje: o Xperia Z5 Premium possui o dobro da densidade de pixels que o iPhone 6 Plus, apesar de ter o mesmo tamanho.

Na feira IFA, a Sony revelou oficialmente três novos smartphones Xperia – o Z5Z5 Compact e o carro-chefe Z5 Premium (na foto acima).

Ele possui tela de 5,5 polegadas e 3840 x 2160 pixels, o que resulta em uma densidade de pixels de 806 ppi. O dispositivo usa upscaling para aproveitar essa resolução mesmo em conteúdo que não é 4K. O olho humano consegue mesmo distinguir esse nível de detalhes? Aparentemente, a Sony acha que sim.

O que mais me impressionou no display, além da nitidez de imagem no vídeo rodando nele, foi que ele não esquentou em nossas mãos. Considerando que o Xperia Z3+ tem problemas de superaquecimento, isso é um bom sinal, apesar do meu tempo limitado com o dispositivo.

Sony Xperia Z5 (5)

Disponível em cromado, preto e dourado, o Z5 Premium tem uma bateria enorme de 3.430 mAh e será lançado por um preço sem dúvida alto. A sensação é premium mesmo, no entanto? Olha, bem mais do que os esforços anteriores da Sony – e o modelo dourado é adorável, com um tom mais discreto. Gostaria de ver a Sony adotar mais o design do Z5 Premium no futuro.

O Xperia Z5 Premium tem processador Snapdragon 810 de oito núcleos e 3 GB de RAM. São 32 GB de armazenamento, expansíveis por microSD – algo bastante necessário para conteúdo 4K.

O Xperia Z5 padrão tem as mesmas especificações. A diferença está na tela – 5,2 polegadas e resolução Full-HD – e na bateria de 2.900 mAh.

Enquanto isso, o Xperia Z5 Compact (abaixo) tem mesmo processador e espaço interno, porém apenas 2 GB de RAM e bateria de 2.700 mAh. A tela HD tem 4,6 polegadas.

Sony Xperia Z5 (1)

O Z5 e Z5 Compact dão uma sensação familiar, se aproximando do design que vimos em aparelhos Xperia anteriores. Eles possuem traseira em vidro fosco (a versão Premium tem vidro espelhado). O Z5 tem o mesmo tamanho que o Z4, mas pesa 10 g a mais (são 154 g) – não que você vá notar.

Todos os três modelos rodam Android 5.1 Lollipop – com promessa de atualização para o 6.0 Marshmallow – e são à prova d’água. Além disso, todos possuem um sensor de impressão digital integrado no botão liga/desliga: com isso, você pode desbloquear o aparelho com seu dedo, e até mesmo autorizar pagamentos online em apps compatíveis com o padrão da FIDO Alliance.

Sony Xperia Z5 (4)

Todos oferecem uma câmera reinventada completamente pela primeira vez desde o Xperia Z1. Temos aqui um sensor grande Exmor RS de 23 megapixels e 1/2,3 polegada, mais uma lente F2.0, além do flash LED.

Sony Xperia Z5 (3)

A câmera tem foco automático extremamente rápido para um smartphone, de apenas 0,03 segundo. Os recursos de vídeo também foram atualizados, com tecnologia SteadyShot para estabilização de imagem em 4K. Enquanto isso, a câmera frontal tem 5MP e lente grande-angular de 25 mm.

O Z5 estará disponível em branco, preto, dourado e verde a partir de outubro. O Z5 Compact chega no mesmo mês nas cores branco, preto, amarelo e coral. O Z5 Premium será lançado em novembro. Os preços ainda não foram revelados.

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Homem Digital I Quanto ganham e quais são os funcionários mais bem pagos do Facebook?   (27/08/15)

Por  

Facebook CEO Mark Zuckerberg.

Você muito provavelmente já se imaginou com algum cargo no Facebook, trabalhando para a rede social mais usada no mundo e respondendo diretamente a Mark Zuckerbeg. Mas você saberia dizer se os funcionários de lá conseguem viver com o que ganham?

O site Business Insider pegou dados da página de busca por empregos Glassdor e montou um ranking com os maiores salários (divulgados) da companhia. Vale lembrar que alguns cargos não tiveram dados confiáveis o suficiente ou valores divulgados.

A lista impressiona pelos valores e também pela quantidade de profissionais mantidos pela empresa, que assusta: quem acha que ela é só uma rede social se engana, já que áreas como comércio, realidade virtual e mais também são cobertas pela plataforma. Como são apenas os cargos ofertados, não espere ver quanto o CEO arrecada.

Os valores de salário são anuais e foram mantidos na moeda original do pagamento.

19. Engenheiro de Software III

Daniel Goodman/Business Insider

Design, criação, desenvolvimento e escrita de softwares. De quatro a seis anos de experiência na área.

  • Salário: US$ 113.830

18. Engenheiro de Aplicação de Operações

bark via http://www.flickr.com/photos/barkbud/4719678156/ Creative Commons

Precisa manter tudo rodando de forma rápida e eficiente, além de dominar questões como administração em Linux.

  • Salário: US$ 114.197

17. Engenheiro de parcerias

Courtesy of CareerCast

Ajuda os parceiros estratégicos a construir e monetizar os apps próprios no Facebook.

  • Salário: US$ 116.862

16. Engenheiro de Interface de Usuário

Daniel Goodman

Esse cargo é para quem faz a experiência do Facebook ser tão fácil, intuitiva e funcionar de verdade. O teste de admissão pode levar até oito horas.

  • Salário: US$ 120.987

15. Engenheiro de Software

Business Insider/Daniel Goodman

Um cargo superior que envolve a possibilidade ou necessidade de conseguir colocar códigos escritos há poucos dias direto no site.

  • Salário: US$ 125.515

14. Gerente de marketing de produto

ILO Arab States/Flickr

O cargo envolve promover a marca do Facebook e fazer uma ponte da empresa com a imprensa.

  • Salário: US$ 126.142

13. Engenheiro de redes

Justin Sullivan / Getty Images

O profissional é responsável por manter as várias plataformas e todos os setores do Facebook operando corretamente.

  • Salário: US$ 132.129

12. Designer de produto

Facebook

O contratado precisa de ideias, conceitos e sugestões que se transformem em produtos. No caso do Facebook, programação e desenvolvimento de apps também são requisitos.

  • Salário: US$ 133.810

11. Engenheiro de produção

Flickr / Alper Çuğun

Responsável não só por manter os produtos do Facebook funcionando, mas também garantir que eles possam ser expandidos com o tempo.

  • Salário: US$ 134.775

10. Engenheiro front-end

Facebook

Esse cargo lida com a manutenção de alguns dos maiores (e mais complexos) setores da rede social, como o feed de notícias.

  • Salário: US$ 136.131

9. Engenheiro de software IV

Facebook

Mais um cargo da área, provando que o Facebook valoriza acima de tudo os engenheiros de software.

  • Salário: US$ 136.833

8. Cientista de pesquisa

flickr user Dov Harrington

Utilizam bases de dados para responder a perguntas relevantes para o Facebook, como saber o que está ou não funcionando e o que pode ser aplicado no site.

Salário: US$ 137.134

7. Cientista de dados

Flickr/Thomas Bonte

Conduzem pesquisas que são trabalhadas em conjunto com os cientistas de pesquisas. Ajuda a empresa a tomar decisões estratégicas.

  • Salário: US$ 137.184

6. Engenheiro de database

Facebook

Cria e mantém o funcionamento de bases de dados complexas — algo essencial em uma rede social com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

  • Salário: US$ 141.635

5. Gerente técnico de programas

Ap

Sinta a responsabilidade: o sujeito tem como tarefa liderar as principais equipes por trás dos principais produtos do Facebook.

  • Salário: US$ 146.282

4. Gerente de produto

Facebook

Um grande acúmulo de funções, incluindo o controle de prazos de lançamento em várias equipes diferentes com direito a revisão de todos os setores em separado.

  • Salário: US$ 147.469

3. Engenheiro de software V

Joe Raedle/Getty Images

Para entrar nesse cargo, você precisa de oito a dez anos de experiência. Algum candidato?

  • Salário: US$ 157.080

2. Engenheiro de software sênior

Stephen Brashear/Getty Images

Os mais experientes de toda a empresa são responsáveis não só pelo trabalho em si, mas por ajudar na coordenação dos engenheiros abaixo na hierarquia.

  • Salário: US$ 160.638

1. Gerente de engenharia

Daniel Goodman/Business Insider

Esses profissionais montam, coordenam e gerenciam uma equipe de profissionais para produtos específicos, como análise de dados do Facebook. A ideia é não ser só inteligente, mas "pensar fora da caixinha".

  • Salário: US$ 166.561

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Homem Digital I Google se reorganiza sob nova empresa Alphabet e anuncia novo CEO (10/08/15)

Empresa agora será uma companhia da nova holding Alphabet e terá Sundar Pichai como presidente-executivo

Por Ligia Aguilhar

Sundar Pichai, novo CEO do Google, na última conferência de desenvolvedores promovida pela empresa

O Google anunciou hoje está mudando sua estrutura de operações para montar uma nova companhia chamada Alphabet, uma holding que deverá incluir o negócio de pesquisas na web e várias outras companhias criadas pelo Google ao longo dos anos, como a Calico, focada no estudo da longevidade, e o Google X Lab, laboratório de inovações.

O até então diretor-executivo da empresa e fundador do Google, Larry Page, disse em uma mensagem no blog oficial da marca que será o presidente-executivo (CEO) da Alphabet; Sergey Brin será o presidente global da holding e Eric Schmidt será presidente do conselho administrativo, enquanto o vice-presidente sênior do Google, Sundar Pichai, assumirá o lugar de Page no Google e será o novo presidente-executivo da companhia.

“O Sundar tem dito coisas as coisas que eu teria dito (e algumas vezes melhor!) há algum tempo. (…) Sergey e eu estamos muito animados com o progresso e dedicação dele à empresa. E é claro para nós e nossos acionistas que é a hora do Sundar ser o CEO do Google”, declarou Page. “Eu me sinto muito sortudo de tê-lo cuidando dessa versão um pouco reduzida do Google e isso me deixa livre para continuar escalando nossas aspirações”, disse, afirmando que continuará ao lado de Sundar dando suporte na nova função.

Coleção de empresas

A Alphabet funcionará como  ”uma coleção de companhias”, das quais a Google será a maior. A meta é que cada uma das empresas sob o guarda-chuva da Alphabet opere de maneira totalmente independente e se desenvolva como marca separada, descolando a imagem delas do Google. “Nossa empresa está operando bem hoje, mas nós acreditamos que podemos torná-la mais simples e transparente”, afirmou Page.

O serviço de busca, o YouTube, o sistema operacional Android e o Chrome ficarão sob a Alphabet. “Fundamentalmente, acreditamos que isso nos permitirá escala de gestão, à medida que poderemos administrar independentemente coisas que não estão muito relacionadas”, diz Page. “Esta nova estrutura nos permitirá manter um tremendo foco nas extraordinárias oportunidades que temos dentro do Google.”

A Alphabet substituirá o Google como entidade negociada em bolsa e todas as ações do Google serão automaticamente convertidas no mesmo número de ações da Alphabet, com os mesmos direitos. O Google será uma subsidiária da Alphabet e as ações serão negociadas com as siglas GOOGL e GOOG.

Já os resultados financeiros do Google serão divulgados separadamente dos resultados das demais empresas da holding Alphabet.

O anúncio da reorganização corporativa da Google foi feito depois do fechamento do mercado de ações. Na sessão de hoje, as ações da Google haviam recuado 0,25%. No after hours, depois do anúncio da reorganização, elas subiram 5,1%.

Escolha do nome

Page explicou o motivo para a escolha do nome Alphabet: “Nós gostamos do nome porque significa o conjunto de letras que representam a linguagem, uma das mais importantes inovações da humanidade e este é o ponto principal sob o qual organizamos a nossa busca”, afirmou. “Nós também gostamos que o nome significa alpha-bet (Alpha é retorno do investimento sobre a marca de referência (benchmark), que é o que nós buscamos”.

/ Com Reuters e Dow Jones

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Homem Digital I Adidas acirra disputa por dados de saúde e compra Runtastic por US$ 239 milhões    (06/08/15)

Por: 

Grandes empresas estão em uma guerra silenciosa pelos seus dados de saúde pessoal. Isso inclui gigantes de tecnologia como Google, Microsoft e Apple; e companhias de artigos esportivos como Nike e Under Armour.

A Adidas também está na disputa: a empresa pagou US$ 239 milhões para adquirir a Runtastic, que oferece diversos apps para acompanhar sua atividade física – eles contam com 70 milhões de usuários.

Além disso, a Runtastic vende a pulseira Orbit, que monitora o número de passos, calorias queimadas e duração do sono; um relógio GPS de pulso; um monitor de frequência cardíaca; entre outros gadgets.

Enquanto isso, a Adidas lembra que tem diversos produtos com sensores, incluindo “bolas, dispositivos de pulso, roupas, calçados, aplicativos de celular e para a web”.

Eles fazem parte da linha miCoach: nela, temos uma chuteira que acompanha o desempenho do jogador; uma “smart ball” para treino de pontapés de bola parada; e uma pulseira fitness lançada há um ano.

Runtastic Orbit e Adidas miCoach Fit Smart
Adidas miCoach Fit Smart e Runtastic Orbit

No que vai dar essa união entre Adidas e Runtastic? Por enquanto, é difícil dizer. Esse tipo de tecnologia permite agregar mais valor a produtos esportivos, e os dados coletados podem ser bem rentáveis – é possível revendê-los a pesquisadores e empresas de biotecnologia, por exemplo.

Mas as duas empresas vão enfrentar uma concorrência acirrada contra pulseiras fitness, relógios de pulso inteligentes e até mesmo apps que acompanham sua atividade física.

Em fevereiro, a Under Armour comprou os apps Endomondo, que sugere rotinas de exercícios; e MyFitnessPal, que permite acompanhar quantas calorias você consome por dia. A empresa de artigos esportivos quer criar “a maior comunidade digital de saúde e fitness no mundo”.

A Nike foi uma das pioneiras nessa área, unindo-se com a Apple para lançar a plataforma Nike+ – que ainda tem relativamente poucos usuários. Quem sabe eles pudessem comprar o RunKeeper, que ainda opera de forma independente.

[Adidas via VentureBeat e Reuters]

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Homem Digital I Bill Gates é o mais rico na lista Forbes de bilionários da tecnologia    (05/08/15)

Da France Presse

O bilionário e filantropo americano Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera a primeira lista da revista "Forbes" das fortunas ligadas à tecnologia. Gates lidera a lista com US$ 79,6 bilhões, seguido pelo fundador da Oracle, Larry Ellison, com US$ 50. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, ocupa a terceira posição.

A lista, publicada nesta quarta-feira (5), revela que 51 das maiores 100 fortunas da área tecnológica estão nos Estados Unidos, 33 na Ásia e oito na Europa.

Segundo a revista, a fortuna total dos 100 mais ricos soma US$ 842.900 bilhões, e nenhum membro da lista tem menos de US$ 2 bilhões de dólares.

A grande surpresa foi Bezos, na terceira posição. Sua fortuna cresceu em US$ 13 bilhões este ano graças à alta da Amazon, totalizando US$ 47,8 bilhões, segundo a Forbes.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, ocupa a quarta posição, com US$ 41,2 bilhões, seguido pelos fundadores do Google, Larry Page (US$ 33,4 bilhões) e Sergey Brin (US$ 32,8 bilhões).

Na sétima posição aparece o fundador do Alibaba, Jack Ma, com US$ 23,2 bilhões (o mais rico dos dez chineses da lista), seguido por Steve Ballmer, ex-chefe executivo da Microsoft, com US$ 22,7 bilhões.

Laurene Powell Jobs, viúva do fundador da Apple, Steve Jobs, ocupa a nona posição, com US$ 21,4 bilhões, à frente do fundador da companhia de computadores Michael Dell, décimo colocado, com US$ 19,4 bilhões.

O mais jovem integrante da lista é o fundador do Snapchat, Evan Spiegel, que com apenas 25 anos tem uma fortuna de US$ 2,1 bilhões.

Entre os 100 primeiros da lista, 94 criaram suas próprias empresas, três herdaram as fortunas e outros três expandiram seu legado.

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Homem Digital I Mark Zuckerberg anuncia no Facebook que será pai de uma menina     (31/07/15)


Em seu perfil na rede social, Zuckerberg anunciou que sua esposa Priscilla está grávida de uma menina após dois anos tentando engravidar

Hoje, 31, Mark Zuckerberg anunciou em seu perfil no Facebook que será pai de uma menina. O criador da rede social anunciou que Priscilla, sua esposa, está grávida após várias tentativas ao decorrer dos últimos dois anos e ter tido três abortos naturais.

No post, Zuckerberg ressaltou que, apesar da dificuldade em engravidar, o bebê que não teve o nome revelado não corre riscos e já está sendo considerado saudável pelos médicos.

Abaixo, a transcrição completa do post de Zuckerberg:

"Eu e Priscilla temos uma emocionante notícia: estamos esperando uma menina!

Este será um novo capítulo em nossas vidas. Nós já somos felizes pela oportunidade de tocar a vida das pessoas ao redor do mundo Cilla [esposa de Zuckerberg] como médica e educadora e eu através desta comunidade e da filantropia. Agora vamos focar a tornar o mundo um lugar melhor para nossa filha e para a próxima geração.

Queremos compartilhar uma experiência para começar. Nós já estávamos tentando ter uma criança há dois anos, passando por três abortos ao longo do caminho.

Você se sente tão esperançoso quando sabe que vai ter um filho. Começa imaginando como eles serão e sonha com esperança em relação ao futuro deles. Começa fazendo planos , e então eles se foram. É uma experiência solitária . A maioria das pessoas não discute aborto porque você fica preocupado que seus problemas vão distanciá-lo ou irão refletir sobre você como se você estivesse com defeito ou se fizesse alguma coisa para causar isso. Então você luta com você mesmo.

No mundo aberto e conectado de hoje , discutir estas questões não nos distancia; nos une. Ele cria compreensão e tolerância , e isso nos dá esperança.

Quando começamos a falar com os nossos amigos , percebemos a frequência com que isso acontece muitas pessoas tinham problemas semelhantes e quase todos tinham filhos saudáveis depois de tudo.

Esperamos que compartilhar nossa experiência vai dar mais esperança a essas pessoas. Sentimos que isso vai ajudar as pessoas a se sentirem mais confortáveis a compartilharem suas histórias.

A boa notícia é que a gravidez já está longe de riscos e a chance de perda é muito baixa. Estamos muito esperançosos.

Cilla e nossa filha são saudáveis, estou muito ansioso para conhecê-la e nosso cachorro nem tem ideia do que está chegando. Em nosso ultrassom, ela até fez um "like" com a mão. Então já estou convencido de que ela irá puxar ao pai.

Estamos ansiosos para dar as boas-vindas dela ao mundo e compartilhar mais em breve, quando ela estiver pronta para sair e conhecer todos!"

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Homem Digital I Seria o Apple Watch um fracasso da Apple?    (08/07/15)

Victor Caputo,

de EXAME.com

As vendas do Apple Watch estão despencando desde seu lançamento. O relógio inteligente da Apple foi lançado em abril. A empresa não abriu números sobre vendas, mas um relatório de uma consultoria de análise de mercado sugere que o interesse dos consumidores vem caindo desde então.

A Slice Intelligence reuniu alguns dados de vendas para compilar um relatório. Obtido pelo site Business Insider, ele mostra que houve uma queda de 85% no volume de vendas do relógio inteligente.

De acordo com os números da Slice, em 13 de abril as vendas bateram 35 mil unidades em um dia. Uma forte queda foi percebida desde então. Em alguns dias da última semana, a empresa vendeu abaixo de 5 mil unidades por dia.

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A Slice não é a primeira a afirmar que o Apple Watch não está em grande fase. Em nota, um analista de Wall Street da Pacific Crest, afirmou que “visitas a lojas, volume de buscas no Google, dados de terceiros e análise de fornecimento sugerem que a demanda pelo Apple Watch caiu nitidamente”.

Uma breve olhada no Google Trends confirma a queda do interesse. O gráfico abaixo compara as buscas globais comparando “Apple Watch” (linha azul) e “iPod” (linha vermelha).

O iPod é um produto que vem perdendo espaço dentro da própria Apple. Mesmo assim, é possível ver que o interesse por ele nas buscas do Google supera o interesse pelo Apple Watch.

No Brasil

Apesar de já ter sido aprovado pela Anatel, o Apple Watch ainda não começou a ver vendido no Brasil. Poucas unidades são vistas sendo utilizadas por pessoas.

O fenômeno é diferente do que é visto com o iPhone. Após o lançamento de um novo modelo do smartphone nos Estados Unidos, não é difícil encontrar alguma unidades sendo usadas por aqui. O mesmo não aconteceu com o relógio inteligente.

Analisando buscas no Google no Brasil, o efeito é o mesmo da comparação mundial. O iPod supera consideravelmente em interesse o relógio inteligente da Apple.

Diferente de outros produtos da Apple, o relógio inteligente não conquistou os críticos de primeira. Mas a sua situação pode não ser tão ruim assim.

A queda nas vendas de um produto em comparação ao seu início são sempre assustadoras. O iPhone 6, por exemplo, teve uma queda de 75% nas vendas se comparados o início das vendas e o volume três meses depois.

A questão do Apple Watch, no entanto, é que o interesse em geral parece estar caindo. E isso serial um problema de verdade para a Apple. 

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Homem Digital I CEO da Apple Tim Cook acusa indiretamente Google, Facebook e Twitter de violação de privacidade    (03/06/15)

Em discurso remoto via telão, executivo falou sobre segurança e protegeu direito à criptografia

O CEO da Apple, Tim Cook proferiu remotamente uma palestra inflamada na terça-feira, quando foi homenageado por sua “liderança corporativa” durante o evento Champions of Freedom (campeões da liberdade), da EPIC (Electronic Privacy Information Center), em Washington D.C. Cook falou sobre guardar a privacidade do cliente, garantir sua segurança e proteger seu direito de criptografia, informou o “TechCrunch”.

“Tal como muitos de vocês, nós na Apple rejeitamos a ideia de que nossos clientes devem ter que fazer compromissos entre privacidade e segurança”, abriu sua palestra Cook. “Podemos, e devemos fornecer ambos em igual medida. Acreditamos que as pessoas têm o direito fundamental à privacidade. O povo americano exige isso, a Constituição exige, a moralidade exige”.

Isto marcou a primeira vez que a EPIC, um centro de pesquisa sem fins lucrativos de Washington centrado nas questões da privacidade e das liberdades civis emergentes, homenageou uma pessoa do mundo dos negócios. Os anfitriões do evento incluíram o criptógrafo Bruce Schneier, o presidente da EPIC Marc Rotenberg, a lobista Hilary Rosen, e o professor de direito em Stanford Chip Pitts.

Cook não perdeu tempo em dirigir comentários a empresas como Facebook e Google, muito embora não explicitamente, lembrando que parte de seus rendimentos, senão a maioria deles, depende da publicidade dirigida a usuários baseada nos dados que essas empresas deles coletam.

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“Eu estou falando com vocês daqui do Vale do Silício, onde algumas das empresas mais importantes e bem sucedidas construíram seus negócios, embalando seus clientes para que eles se tornassem complacentes sobre suas informações pessoais”, disse Cook. “Eles estão devorando tudo o que podem aprender sobre os usuários e tentando ganhar dinheiro com essas informações. Nós achamos que é errado. E não é o tipo de empresa que a Apple quer ser”. [O Globo]

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Homem Digital I Google I/O 2015  I O que você precisa saber sobre o que o Google lançou hoje     (28/05/15)

No evento Google I/O, a empresa apresentou sua nova versão de Android, abriu seus projetos quanto a Internet das Coisas e reformou seu sistema de pagamento móvel

Por Redação Link

REUTERS

O Google anunciou diversas novidades no seu evento anual para desenvolvedores Google I/O, em São Francisco. Entre as principais notícias, está o lançamento de uma nova versão do seu sistema operacional móvel, o Android M (ainda sem nome definido), além de um sistema operacional para Internet das Coisas, um sistema de pagamento novo chamado Android Pay e uma reformulação do seu óculos de realidade virtual.

Veja o que você precisa saber sobre esses e outros lançamentos:

ANDROID M

O sucessor da atual versão do Android Lollipop chegará até o fim deste ano. Tradicionalmente, as versões do software que rodam celulares e tablets Android ganham nomes de doces, que evoluem em ordem alfabética. Sendo assim, o nome da próxima começará com a letra M. E isso é tudo o que se sabe até agora a respeito do nome.

Quanto ao que há de novo no sistema operacional, há algumas informações. Segundo os porta-vozes da empresa, o novo software estará mais focado em estabilidade e eficiência. Para melhorá-lo, o Google acompanhou de perto todas as adaptações feitas ao Android pelas fabricantes (como Samsung, LG, HTC, etc).

Uma das implementações é a de um sistema mais claro de permissões para aplicativos. Nele, os usuários poderão ver claramente quais tipos de acessos o app tem sobre seus dados e recursos do celular e habilitá-las ou desabilitá-las separadamente – mecanismo bem parecido com o do iOS da Apple. Atualmente, essas aprovações são feitas em bloco e são pouco claras.

O Google promete uma melhor gestão do uso de apps funcionando em segundo plano, o que deve prolongar bastante a vida útil da bateria – no caso de um Nexus 9, esse desempenho seria o dobro do visto no Lollipop.

Os desenvolvedores foram convidados a testar o novo sistema operacional nos próximos meses, a fim de aperfeiçoá-lo até o lançamento oficial, no fim do ano.

ANDROID PAY

O Google refundou seu antigo sistema de pagamento Google Wallet e deu a ele o nome Android Pay – meses após o lançamento do Apple Pay da rival. O novo sistema passará a funcionar no Android M (mas também em celulares equipados com versões a partir da Kitkat) e fará uso de tecnologia de aproximação (NFC), permitindo que o usuário conclua pagamentos apenas encostando o celular em algum terminal ou em outro celular.

O sistema rebatizado chega ao mundo pré-instalado em aparelhos das operadoras AT&T, Verizon e T-Mobile e ainda sendo aceito por cerca de 700 mil lojas nos EUA. Assim como o sistema de pagamento da concorrente, o Android Pay aceitará o uso de sensores biométricos em celulares que contenham o recurso para a liberação de um pagamento apenas pressionando um dos dedos, imprimindo sua digital – caso do Galaxy S6, da Samsung.

BRILLO – INTERNET DAS COISAS

Em janeiro do ano passado, o Google surpreendeu ao pagar US$ 3,2 bilhões na empresa de termostatos Nest. Ele assumia ali a intenção de estar diretamente envolvido na evolução da Internet das Coisas – conceito que se refere a máquinas que se comunicam através de redes wireless. Dessa maneira, um semáforo que se fecha pode sinalizar o fato a automóveis próximos; bem como o dono de um celular pode abrir sua garagem por um app ou ordenar que sua cafeteira prepare um café pela manhã assim que acordar, ou ainda uma meia pode gerar dados sobre a pisada de um atleta ao seu celular.

Hoje, o Google lançou um sistema operacional para que “coisas” se comuniquem com seus aparelhos Android. Primeiro, para as “coisas”, foi criado o Brillo, que deve ter sua versão para desenvolvedores lançada no terceiro trimestre deste ano. É compatível com Wi-Fi e Bluetooth Low Energy – tecnologia que consome menos bateria.

Para a comunicação entre os eletrônicos rodando Brillo, dispositivos Android e a nuvem, o Google lançou o Weave, uma “linguagem comum” entre eles. Este chega a desenvolvedores no último trimestre. Segundo o vice-presidente de produtos do Google, Sundar Pichai, dispositivos Android e Brillo vão se detectar automaticamente, o que permitirá que o Weave entre em ação.

JUMP GOPRO

 

Jump tem 16 câmeras GoPro embutidas

Além da Internet das Coisas, o Google lançou uma nova plataforma voltada para atender as novidades de um novo segmento da indústria, o da realidade virtual. O primeiro passo rumo a esse mercado foi dado com o lançamento dos óculos de VR de papelão chamado Google Cardboard, no ano passado.

Agora, em parceria com a GoPro, criou a Jump. Trata-se de um eletrônico de aparência assustadora que nada mais é do que um pedestal equipado com 16 câmeras dispostas em formato circular para capturar o ambiente externo em 360°. O objetivo do Jump é incentivar a criação de produções em realidade virtual 3D. Por isso, o produto ficará disponível para seletos criadores de conteúdo durante seis meses. O conteúdo será publicado, como era de se esperar, no YouTube.

Se chegará ao mercado consumidor algum dia, ainda não se sabe.

GOOGLE CARDBOARD

Reprodução

Em junho passado, após o Facebook pagar US$ 2 bilhões pela Oculus Rift, o Google lançou seu óculos virtual… de papelão, e o vendia por US$ 20. No evento desta quinta, 28, a empresa lançou uma nova versão do chamado Google Cardboard que, não se engane, continua sendo feito de papelão.

As novidades quanto ao seu origami tecnológico se resumem à mudança da alavanca lateral, que agora se tornou um botão na parte superior direita dos óculos; à capacidade de montá-lo em menos etapas, ao seu crescimento para comportar celulares de até 6″; e – agora sim a maior notícia – a compatibilidade do sistema (Cardboard SDK) com celulares iPhone.

Para demonstrar algumas das possibilidades de uso do seu óculos de VR super barato, o Google lançou o programa Expeditions, que, em parceria com escolas, leva diversos óculos a salas de aula e convida professores a “viajar” a diferentes lugares do mundo com seus alunos através da realidade virtual.

GOOGLE PHOTOS

Visando facilitar a organização de fotos e vídeos dos usuários, o Google lançou o Photos. Contando com armazenamento ilimitado e detecção facial, a ferramenta estará disponível em breve para iOS, Android e web  https://photos.google.com/).

Segundo a empresa, para o armazenamento ilimitado, não será necessário comprimir fotos com menos de 16 megapixels ou vídeos gravados em resolução de 1080p. Acima destas resoluções, o usuário terá um limite a ser respeitado, variando de acordo com a conta.

Além disso, a catalogação das fotos é realizada de maneira inteligente. O sistema realiza reconhecimento facial e geográfico, as organizando na biblioteca de acordo com os padrões de pessoas e locais encontrados.

Por fim, o Google Photos facilita o compartilhamento de pastas de fotos e vídeos. Basta enviar o link delas para os amigos, que poderão acessá-las mesmo sem ter o app instalado ou uma conta no Google.

GOOGLE MAPS

Até o final do ano, o Google Maps deverá funcionar mesmo sem conexão de internet. A navegação off-line, segundo Jen Fitzpatrick, vice-presidente de engenharia do Google, irá ajudar a conquistar o próximo bilhão de usuários em países que estão em desenvolvimento, como Índia, China, Brasil e México.

Além de acessar mapas, os usuários, quando estiverem sem acesso à alguma rede de internet, poderão pesquisar por lugares e informações específicas, como horário de funcionamento e avaliações de locais.
A atualização é semelhante ao que foi feito no Youtube da Índia. Lá, é possível baixar e armazenar vídeos da plataforma no celular por até 48h, podendo assisti-los enquanto está off-line. Esta funcionalidade será expandida, em breve, para outros países ao redor do mundo.

ANDROID WEAR

AP
David Singleton, diretor de Android Wear

O Android Wear, sistema operacional para tecnologias vestíveis do Google, veio antes do lançamento do Apple Watch, mas, como se esperava, o anúncio da Apple balançou o mercado e exigiu do Google alguma resposta. A empresa aproveitou o evento para isso. Segundo ela, desenvolvedores do mundo todo criaram 4 mil aplicativos para os relógios da plataforma do Google, que incluem dispositivos da LG, Motorola, Sony, Asus e Samsung.

Desse numerão, os que ganharam destaque foram Uber (para contratar serviço de motorista), Foursquare (para obter recomendações de lugares) e Citymapper (de direções em diversas cidades, incluindo rotas de transporte público), além do Shazam e do Spotify. O app da Uber, por exemplo, pode ser ativado pelo microfone do relógio, apenas dizendo “OK, Google, call me a car” (chame um carro para mim).

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Homem Digital I Jony Ive é promovido a Executivo-Chefe de Design na Apple     (25/05/15)

Alan Dye, Jony Ive, and Richard Howarth (Gabriela Hasbun for The Telegraph)

Jony Ive não é mais vice-presidente sênior de design da Apple. Calma, o designer mais famoso do mundo não foi demitido nem nada; pelo contrário. De acordo com o Telegraph, Ive foi promovido e agora é Chief Design Officer (Executivo-Chefe de Design), passando o bastão das tarefas do dia-a-dia para dois fiéis escudeiros.

Enquanto Richard Howarth será em breve o encarregado por tudo ligado a interface humana dentro da Apple, Alan Dye liderará tudo relacionado a desenho industrial. Ambos estão na empresa há bastante tempo e, é claro, estão completamente adaptados à cultura da Maçã.

Com a mudança, Ive fica um pouco mais livre para cuidar de alguns outros projetos importantes da empresa (como dar uma atenção especial às Apple Retail Stores e às obras do novo campus da Apple). Ainda assim, praticamente tudo ligado a design passa pelas suas mãos.

Confira abaixo o comunicado interno que Tim Cook enviou para os empregados da Apple:

Time,

Tenho novidades empolgantes para compartilhar com vocês hoje. Estou feliz em anunciar que Jony Ive está sendo promovido ao novo cargo de Executivo-Chefe de Design (Chief Design Officer) na Apple.

Jony é um dos designers mais talentosos e realizados da sua geração, com incríveis 5.000 patentes de design e utilitários em seu nome. Seu novo cargo é um reflexo do escopo de trabalho que ele tem feito na Apple há algum tempo. As responsabilidades de design de Jony se expandiram de hardware e, mais recentemente, interfaces de software para o visual das lojas de varejo da Apple, o nosso novo campus em Cupertino, embalagens de produtos e muitas outras partes da nossa companhia.

Design é uma das formas mais importantes com as quais nos comunicamos com nossos clientes, e a nossa reputação por design de primeira linha diferencia a Apple de qualquer outra empresa no mundo. Como Executivo-Chefe de Design, Jony continuará responsável por tudo do nosso design, focando-se inteiramente em projetos atuais de design, novas ideias e futuras iniciativas. Em 1º de julho, ele passará suas responsabilidades gerenciais diárias de Desenho Industrial e Interface do Usuário para Richard Howarth, nosso novo Vice-Presidente de Desenho Industrial, e Alan Dye, nosso novo Vice-Presidente de Design de Interface do Usuário.

Richard, Alan e Jony têm trabalhado juntos como colegas e amigos há muitos anos. Richard é um membro do time de design há duas décadas, e nesse tempo ele foi um colaborador-chave para o design de cada geração do iPhone, de Macs e praticamente qualquer outro produto Apple. Alan entrou na Apple há nove anos no time Marcom, e ajudou Jony a criar o time de IU que colaborou com os de DI, Engenharia de Software e inúmeros outros grupos em projetos revolucionários como iOS 7, iOS 8 e Apple Watch.

Por favor junte-se a mim em parabenizar esses três excepcionalmente talentosos designers em seus novos cargos na Apple.

Tim

Na prática, pouca coisa deve mudar. Ive muito provavelmente estava sobrecarregado acumulando tantas funções, então Howarth e Dye — como o CEO da empresa deixou claro em seu comunicado — já estavam exercendo esses papeis de líderes na áreas de interfaces humanas e desenho industrial há algum tempo. O que aconteceu agora foi “apenas” o reconhecimento disso, dando os devidos créditos aos três pelas novas responsabilidades e, muito provavelmente, reconhecendo tudo isso financeiramente falando.

Em uma nota relacionada, o artigo do Telegraph é bastante focado na obra do “Apple Campus 2” — o ator e apresentador Stephen Fry fez uma visita guiada com Cook e Ive. Nele, três detalhes interessantes chamaram a nossa atenção.

Tim Cook e Jony Ive nas obras do Apple Campus 2

O primeiro é que os capacetes da obra têm o logo da Apple. :-P Brincadeiras à parte, a empresa admitiu que as obras do novo campus poderão ficar prontas só no início de 2017 (o prazo amplamente divulgado por ela era final de 2016). A segunda é que Ive está mesmo muito envolvido com a obra, colocando a mão em praticamente tudo (desde as cadeiras de carvalho, passando pelas mesas as quais empregados poderão aumentar ou diminuir o tamanho apertando apenas um pequeno botão).

Para terminar, o artigo nos deu mais uma informação que corrobora a dimensão enorme dessa obra. A Foster + Partners (escritório de arquitetura) tem cerca de 80 pessoas dedicadas ao projeto (em Londres), com mais 40 trabalhando no local da obra (em Cupertino). [MacMagazine]

[via 9to5Mac]

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Homem Digital I O Pequeno Livro Vermelho do Facebook: um guia para a verdade Zuckerbergiana   (22/05/15)

Por: Mario Aguilar

O Facebook, assim como muitas empresas gigantes do Vale do Silício, tem uma mitologia que é usada para doutrinar seus funcionários. Para ajudar a espalhar essa história de origem ancestral, o Facebook listou todos os seus princípios e usou sua gráfica interna para publicar um livro de aforismos no intuito de orientar seus trabalhadores em direção à luz (ao menos é o que eles parecem pensar que estão fazendo).

O Pequeno Livro Vermelho do Facebook

Diversas fotografias do livro foram publicadas no portfólio de Ben Berry. Berry é um designer que antigamente comandava o Analog Research Laboratory do Facebook, um estúdio que tenta encorajar pensamentos não-digitais na empresa de mídias sociais mais poderosa do mundo. Eis como Berry descreve o projeto:

Conforme a empresa do Facebook crescia, enfrentávamos diversos desafios. Um deles era explicar as missões, história e cultura da empresa para novos funcionários. Ao longo dos anos, diversas discussões e debates foram feitos em grupos do Facebook, por email ou pessoalmente. Esses que estavam presentes na época tinham contexto, mas para novos empregados essas informações eram difíceis de se encontrar, mesmo se você soubesse o que estava procurando. Queríamos empacotar muitas dessas histórias e ideias em um único lugar para dar isso a todos os funcionários.

Este livro recebeu o nome de O Pequeno Livro Vermelho, pegando emprestado de uma coletânea de citações do ditador comunista chinês Mao Zedong. Esse panfleto costumava ser carregado citado por membros do partido. Agora dá nome a um livro bonitinho de uma empresa enorme de tecnologia.

O Pequeno Livro Vermelho do Facebook

Os ensinamentos de Mark Zuckerberg vão de coisas superficiais a algumas ideias perspicazes. E, embora o conceito do livro tenha o tom de auto-importância ilusória, muitas das coisas dele soam verdadeiras. Você está certo, Facebook, eu não gosto de você e nem das duas políticas horríveis de privacidade, mas eu continuo com a minha conta porque todos os meus amigos estão no Facebook e eu gosto deles.

O Pequeno Livro Vermelho do Facebook

O Pequeno Livro Vermelho do Facebook

Como outros materiais do tipo que vimos anteriormente, o Pequeno Livro Vermelho do Facebook é maravilhoso. É o tipo de coisa que você gostaria de manter na prateleira junto à sua mesa o tempo inteiro. Era para ser uma lembrança para acolher empregados ao grupo, e lembrar a eles que estamos fazendo um mundo mais aberto e conectado, e isso não é legal? [The Office of Ben Berry via TNW]

O Pequeno Livro Vermelho do Facebook O Pequeno Livro Vermelho do Facebook O Pequeno Livro Vermelho do Facebook

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Homem Digital I Windows 10 trará modo PC para smartphones potentes ligados a monitores ou TVs    (29/04/15)

Por:

Há anos, sonhamos em transformar o smartphone em um PC completo. A Motorola tentou isso em 2011, e não conseguiu. A Canonical tentou isso com o Ubuntu em 2013, e não conseguiu. É 2015 e a Microsoft está apostando em smartphones que podem se converter em PCs – e eles podem conseguir.

Na conferência Build, Joe Belfiore demonstrou o Continuum para celulares. Você conecta o smartphone com Windows 10 a um monitor via HDMI, e ele exibe uma interface bem semelhante à de um desktop, com menu Iniciar e tudo.

O menu Iniciar reúne todos os blocos dinâmicos que estão na tela inicial do smartphone. E ao abrir um app universal, ele exibirá uma interface feita para desktops, com interações via teclado e mouse Bluetooth. Você pode até usar a tela do smartphone como touchpad e teclado!

Por exemplo, ao abrir o PowerPoint no smartphone, você verá esta interface na tela grande:

Windows 10 - Continuum e PowerPoint

É possível usar comandos de teclado (como Ctrl+C e Ctrl+V), e alternar entre programas através do menu multitarefa:

Windows 10 - Continuum e multitarefa

Também é possível usar a tela do smartphone para uma tarefa (copiar uma mensagem de texto), e a tela grande para outra coisa (colar a mensagem no Word).

Claro, tudo isso exige hardware novo: não espere ligar seu Lumia 520 na TV e usar o Office nele. Belfiore diz que “este recurso vai exigir novos dispositivos que funcionam em dual-screen, e você vai ouvir mais sobre eles em breve”.

Windows 10 - Continuum e Outlook
O app de Email, ajustado para a tela grande
Windows 10 - Continuum e fotos
As fotos do smartphone vistas na tela grande

Eu ainda me lembro do alarde que a Motorola causou quando o Atrix foi anunciado: era um smartphone que virava laptop quando você o conectava a uma base. Infelizmente, isto era apenas um netbook piorado e caro, oferecendo pouca funcionalidade pelo preço – e foi abandonado.

Alguns anos depois, a Canonical tentou arrecadar US$ 32 milhões para desenvolver o Ubuntu Edge, um smartphone que poderia ser conectado a um monitor para rodar uma versão completa do Ubuntu. A campanha de crowdfunding fracassou, e o projeto foi engavetado.

Será que a Microsoft consegue atingir essa convergência? Bem, a empresa vem se preparando para isso com os apps universais. Resta ver como serão os smartphones com modo PC, e como eles funcionarão no mundo real – Belfiore diz que, como demonstrar os recursos acima exigiria um hardware ainda inacabado, ele usou um simulador.

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Homem Digital I Project Fi I A operadora móvel do Google é oficial e exclusiva de usuários do Nexus 6    (22/04/15)

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A operadora móvel do Google é real: em um anúncio no blog oficial da empresa, o Project Fi foi oficializado e funciona para usuários do Nexus 6 nos EUA.

O Google já havia confirmado a intenção de se transformar também em uma operadora de telefonia móvel há alguns meses. E rumores surgiram nas últimas semanas com alguns dos recursos que ela provavelmente teria. Hoje podemos saber o que de fato o Project Fi oferecerá. Então vamos lá:

  • Será um serviço de telefonia móvel que usará redes das operadoras Sprint e T-Mobile, além de conexões Wi-Fi. A ideia aqui é que o cliente tenha sempre a melhor conexão possível — em alguns momentos, pode ser através da rede de uma das operadoras, mas em outros o Wi-Fi será o mais confiável.
  • O preço da assinatura é de US$ 20 mensais, o que dá direito a recursos básicos (ligações, mensagens de texto e roaming internacional em mais de 120 países). Em relação aos dados, cada gigabyte gasto custará mais US$ 10. Não há contrato algum e é possível cancelar o serviço quando o usuário desejar.
  • Seu pacote de dados não acaba junto com o mês — se você não usar tudo o que tiver direito do que foi comprado anteriormente, receberá a diferença em créditos para usar no futuro. Então digamos que em um mês você precisou contratar 3GB de dados – US$ 30 – mas acabou gastando, digamos, 2,1GB. Os 0,9GB então se tornarão US$ 9 em créditos — você só paga pelo que usar.
  • O número de telefone do Project Fi “vive na nuvem”, segundo o Google, e você consegue fazer ligações ou enviar mensagens de texto mesmo em um notebook ou tablet sem precisar ter seu smartphone por perto.

Como era esperado, o Project Fi é exclusivo dos EUA e, por enquanto, só disponível em algumas partes do país. Caso você more nos Estados Unidos, pode pedir um convite para se juntar à operadora por aqui – contanto, claro, que seja usuário do Nexus 6. [Google]

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Homem Digital I A inauguração da Apple Store em São Paulo: muita gente, pouca novidade     (18/04/15)

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São Paulo recebeu na manhã deste sábado (18) a segunda Apple Store do Brasil e a primeira da cidade, localizada no Morumbi Shopping. A inauguração contou com uma fila de fãs aglomerados; alguns até chegaram a dormir fora do shopping, e teve quem veio de outras cidades apenas para conhecê-la.

Enrique Atienza, diretor sênior de marketing da Apple, diz que a empresa “considera o mercado brasileiro muito significativo, muito importante, por isso já fazemos negócio com o país há mais de 20 anos, mas é primeira vez que entramos na cidade de São Paulo com uma Apple Store, para atender aos clientes que queiram explorar não só a tecnologia, mas todos os serviços que oferecemos”.

A loja

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Localizada no segundo andar do Morumbi Shopping, a Apple Store conta com a famosa fachada de vidro e mesas de madeira presentes nas lojas da marca. A parte inicial da loja serve de apresentação para os produtos, e a segunda parte permite conhecer mais sobre os serviços oferecidos pela loja – “alguns destes gratuitos”, ressalta Atienza.

São 80 funcionários (35 a mais que a do Rio) e 169 pontos de interação com o consumidor. Parte dos funcionários da Apple Store Morumbi foram treinados em Londres e em Cupertino, na Califórnia, além de contar também a presença de alguns funcionários da Apple Store do Rio que se mudaram. “Contamos com uma equipe talentosa e diversificada e permitimos que eles sejam eles mesmos”, conta o diretor.

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Enrique Atienza durante apresentação da loja para a imprensa na última quinta-feira (16).

Atienza diz também que as Apple Stores do mundo recebem mais de um milhão de pessoas diariamente, e acredita que a loja do Morumbi Shopping será uma das mais movimentadas de todo o mundo — na América Latina, pelo menos, a concorrência é mínima, já que a outra única Apple Store da região está no Rio.

Serviços

Assim como a loja do Rio, a Apple Store Morumbi conta com a Genius Bar: atendimento personalizado com hora marcada para tirar dúvidas e receber assistência técnica. Este serviço é gratuito – exceto nos casos em que haja necessidade de trocar a peça de um aparelho fora da garantia – e é a principal diferença entre uma Apple Store e as revendedoras autorizadas no país.

Questionado sobre o futuro das revendedoras, Atienza disse que elas não perderam mercado, mas poderão aprender mais com sobre a marca agora que ela tem presença físicas no país.

Além da Genius Bar, a Apple Store conta com serviços de treinamento (em grupo ou individual) e a área de personalização, na qual um cliente que acabou de comprar um iDevice – desde de um iPod até um iMac – pode personalizá-lo ainda na loja com a ajuda de um atendente.

A loja contará também com o Apple Camp, um serviço de treinamento para crianças que trabalha em conjunto com pais e escolas. Ela só não contou com nenhum produto exclusivo: a Apple Store carioca oferecia algumas capinhas para iPhone exclusivas na inauguração.

Fila

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Fila.
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Fila.
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E mais fila.

O Morumbi Shopping abriu as portas para os fãs se organizarem em fila a partir das 8h — ela começou na entrada principal do shopping e era separada em partes dentro dos corredores do primeiro e segundo andar do estabelecimento. Alguns, no entanto, quiseram garantir lugar antes do horário de abertura. Bem antes.

Eugenio Oliveira, 23, técnico certificado da assistência Apple, era a primeira pessoa da fila. Para conseguir este lugar, ele precisou dormir do lado de fora do shopping. Ele, que esteve na inauguração da primeira Apple Store do país, no VillageMall, diz ter sido melhor recebido na inauguração carioca. “Cheguei ao shopping às 18h de ontem [sexta] e tive que dormir do lado de fora”, diz.

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Eugenio Oliveira, de boné, o primeiro da fila.

Às 23h, o shopping se fechou. Eugenio e outros fãs que fizeram fila desde ontem se viram obrigados a dormir nos arredores do shopping até a abertura das portas, às 8h de hoje. “Foi tranquilo porque já tinha algumas pessoas, mas no Rio fui melhor recebido. Deixaram a gente dormir dentro do shopping, em frente à loja, onde pudemos deitar no carpete”, conta. Apesar dos problemas, ele não desanimou. “É paixão pela Apple mesmo”, explica.

Encontramos também gente que veio de fora da cidade. Sheila Previato, professora, veio de Taubaté, a 130 km da capital, e se hospedou em um hotel em frente ao shopping apenas para a inauguração. “Eu cheguei às 8h, mas estou acompanhando a fila desde ontem à noite e espero, talvez, comprar um iPhone 6”, diz a dona de um iPhone 5S.

Juliana Amaral foi outra fã que veio de fora de São Paulo apenas para a inauguração. Ela saiu de casa, em Campinas, a 100 km de São Paulo, às 4h da manhã e estava na fila que se formou fora do shopping desde às 6h30. “Vim conhecer a loja porque eu adoro a Apple”, disse. Questionada se pretendia comprar algo, ela disse que adoraria um MacBook, mas que está apenas pesquisando preços no momento.

E assim como no Rio, carrinhos distribuíram água e lanches de graça para os presentes. A equipe de segurança do Morumbi Shopping estima que cerca de 1.300 pessoas esperaram na fila.

Inauguração

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Cerca de 30 minutos antes da abertura da loja, a equipe da Apple se concentrou em frente à fachada de vidro da loja e puxou coro de “Morumbi” e “Apple”, que foi repetido por toda a fila.

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Faltando 20 minutos para às 10h, a equipe correu ao lado da fila enquanto trocava “high fives” com as pessoas na fila. Isso foi repetido mais duas vezes, poucos minutos antes da loja abrir.

Instantes antes da abertura, a equipe puxou coro mais uma vez, mas além de “Morumbi” e “Apple”, gritaram também pelo nome da primeira pessoa na fila: o Eugenio, que dormiu do lado de fora do shopping.

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Assim como na loja do Rio, foi feita uma contagem regressiva e os consumidores que aguardaram na fila foram recebidos por um “corredor polonês” formado pela equipe da loja. Os fãs passavam no meio enquanto trocavam “high fives” com a equipe.

O “corredor polonês” se repetiu para cada grupo de consumidores — cerca de 30 por vez — que entrava na loja, mas, cerca de 1h depois da abertura, poucos vendedores estavam na entrada, e já não tinham mais o mesmo ânimo do início.

A fila, no entanto, continuava — mas já estava bem menor e presente apenas no segundo andar do shopping. Segundo a loja, os 2.000 primeiros consumidores ganharam uma camiseta da Apple preta, com a palavra “Morumbi” e a maçã da Apple no centro.

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O restante dos produtos são os mesmos encontrados em qualquer revendedora autorizada ou as diversas lojas de varejo que oferecem artigos da Apple. Os preços, infelizmente, também não receberam nenhuma alteração – continuam bem caros – e a Apple Store não permite pagar em até 24 vezes, como na loja online.

Não que muita gente da fila estivesse comprando produtos mais caros. Depois de 1h da abertura da loja, avistamos dois consumidores comprando apenas um cabo Lightning.

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Homem Digital I Google tem novo teclado para entrada manuscrita    (17/04/15)

Novo app funciona em 82 idiomas, como inglês, chinês e hindi

por O Globo

O Google lançou um novo teclado de escrita para dispositivos Android que irá converter escritos traçados na tela em palavras digitadas. O aplicativo, chamado Google Handwriting, pode substituir o teclado nativo do smartphones e ser usado para mensagens de texto, navegação na web e outras funções básicas do telefone.

A novidade foi anunciada na quarta-feira no blog oficial do Google Research.

Segundo a “Time”, o app é surpreendentemente bom em reconhecer uma variedade de diferentes estilos de escrita em inglês, mesmo com letra ruim e com a escrita excessivamente próxima à borda da tela.

Adicionar sinais de pontuação também é fácil, e o usuário pode até mesmo recriar emoji desenhando-os como emoticons antiquados. O sistema permite digitação fácil de pontuação e até de emoji.

A única área ainda um pouco problemática parece ser a de escrita cursiva. Na loja Google Play, o aplicativo recebeu 4,7 estrelas num máximo de 5, indicando que a grande maioria dos usuários achou o software altamente funcional.

Escrevendo "Alô" em chinês, alemão e tamil. - Divulgação

O Google informa que o novo teclado suporta 82 idiomas e acredita que ele será mais útil para idiomas ideográficos como o chinês, que muitas vezes são limitados a um único dialeto em teclados tradicionais.

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Homem Digital I Escolas de Los Angeles querem devolver iPads para a Apple     (17/04/15)

Projeto de US$ 1,3 bilhão iria distribuir tablets com programas educativos para 650 mil estudantes

Governo local reclama dos programas oferecidos pela Pearson junto com o iPad - Via Bloomberg/Mellisa Nielsen

Anunciado em 2013, o projeto de distribuição de iPads para cerca de 650 mil estudantes de Los Angeles, desde o jardim de infância, foi um fracasso. Em cartas enviadas à Apple, o governo local diz estar “extremamente insatisfeito” pela forma como o trabalho foi conduzido e pede a devolução do dinheiro já investido no programa de US$ 1,3 bilhões, cerca de R$ 4 bilhões.

O projeto foi assinado pelo Los Angeles Unified School District (LAUSD) — responsável pelo sistema público de educação do distrito — com a Apple e a Pearson. A ideia era que crianças e jovens mais carentes pudessem estar no mesmo nível que seus pares mais ricos em termos de acesso à tecnologia, além de dar aos professores uma nova e poderosa ferramenta educacional.

“A Apple e a Pearson prometeram uma solução tecnológica de ponta, mas ainda não conseguiram entregar”, diz o LAUSD nas cartas.

O LAUSD comprou inicialmente 43.261 iPads carregados com material educativo de matemática e inglês produzido pela Pearson. Um outro estoque de 77 mil iPads foi comprado para ser usado no programa piloto.

As cartas foram enviadas após repetidas reclamações para a Apple e a Pearson melhorassem os serviços oferecidos. Segundo o LAUSD, apenas duas, das 69 escolas envolvidas, eram usuárias regulares do currículo fornecido pela Pearson e elas reportavam problemas frequentes no acesso ao sistema. Advogados do distrito estudam possíveis ações legais contra as duas empresas, além de as escolas já terem cortado relações tanto neste projeto como em programas futuros.

A Apple ainda não se manifestou sobre o caso. Em comunicado, a Pearson afirma que tem “orgulho do longo histórico de trabalho com o LAUSD e no investimento significativo realizado nesta iniciativa revolucionária para transformar as práticas educacionais e aumentar as expectativas para todos os estudantes”.

O contrato de US$ 1,3 bilhões foi assinado pelo superintendente John Deady, que renunciou ao cargo devido aos problemas no projeto. Seu sucessor, Ramon C. Cortines, afirma que não vai aceitar ou compensar a Apple por novas entregas, nem vai pagar à Pearson por serviços que envolvam o produto. O FBI também está investigando o caso. [O Globo]

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Homem Digital I Ciberataques contra grandes companhias cresceram 40% em 2014, diz relatório da Symantec     (14/04/15)

Estudo da Symantec estima que ameaças virtuais como malwares estão se multiplicando a uma taxa de 1 milhão por dia

por O Globo

Menino joga o videogame PlayStation, da Sony: rede da empresa foi vítima de hackers em 2014 - FREDERIC J. BROWN / AFP

O ano de 2014 foi marcado por escandalosos ataques hackers envolvendo grandes companhias de diversos setores, como as divisões de filmes e videogames da Sony, e as redes de varejo Target e Home Depot. De acordo com um relatório de segurança da companhia Symantec, o fenômeno não trata-se apenas de uma impressão: os ciberataques contra esses tipos de empresas aumentaram em 40% no ano passado.

De acordo com o documento, cinco em cada seis companhias com mais de 2.500 funcionários foram alvo de ataques digitais no ano passado. E o aumento de ataques é acompanhado de técnicas mais eficientes de invasão digital e roubo de dados: o uso de e-mails fraudulentos caiu em 14%, em favor de táticas mais eficientes.

Paralelo às invasões digitais às grandes empresas, o número de pragas virtuais continua a aumentar. Segundo o responsáveis pelo estudo, os malwares estão se proliferando a uma taxa de 1 milhão de novas ameaças por dia.

Entre os grandes escândalos envolvendo ataques digitais no ano passado estão o vazamento de imagens íntimas de celebridades, a interrupção das redes de videogames da Microsoft e da Sony, o vazamento de e-mails internos de executivos da Sony Pictures e o roubo de dados de cartões de crédito de clientes da Target e da Home Depot.

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Homem Digital I Loja própria da Apple em SP vai ficar no shopping Morumbi    (01/04/15)

Pouco mais de um ano depois de abrir sua primeira loja própria no Brasil, no Rio, a Apple se prepara para lançar a segunda.

Fachada da primeira loja da Apple que será inaugurada no Shopping Morumbi na capital paulistaO estabelecimento, que amanheceu nesta quarta-feira (1º) com o anúncio de "chegando em breve", vai ficar no shopping Morumbi, em São Paulo.

A companhia americana não confirma a data de abertura do estabelecimento.

No mês passado, a Apple informou ter 453 espaços desse tipo no mundo, em 14 países –esse modelo de lojas próprias começou a ser implantado em 2001. Nos 265 desses estabelecimentos situados nos EUA, trabalham 30 mil pessoas, diz a empresa.

Segundo a companhia, 120 milhões de consumidores visitaram os estabelecimentos só no último trimestre do ano passado.

Nesses locais é possível ter assessoria gratuita e suporte técnico para os produtos da empresa. O usuário marca um horário por meio do site e é atendido por um funcionário de forma exclusiva, podendo realizar reparos ou trocar o produto.

A primeira loja da Apple no Brasil fica no shopping de luxo Village Mall, na Barra da Tijuca (zona este carioca), e completa um ano de abertura no próximo dia 15.

A abertura teve gritos de "Apple!, Apple!" e fila com 163 pessoas durante a madrugada.

A companhia disse que optou por abrir primeiro na cidade em razão de eventos como a Copa do Mundo, que teve a final realizada no Maracanã, e a Olimpíada de 2016.

As lojas da Apple têm funcionamento padronizado, com produtos à mostra para que consumidores os testem, um balcão de apoio técnico chamado de Genius Bar e oficinas esporádicas sobre o funcionamento dos produtos.

Algumas delas, como a da 5ª avenida em Nova York e a Opéra, em Paris, têm projeto arquitetônico que pode ser considerado marcante. Grande parte dos estabelecimentos usa vidro e madeira na decoração.

No ano passado, a fabricante do iPhone contratou Angela Ahrendts, antiga presidente-executiva da grife Burberry, para se tornar a executiva responsável pelo comércio presencial da empresa.

Em janeiro último, foi divulgado que Ahrendts havia recebido US$ 73,4 milhões em dinheiro e em ações no final de 2014.

Também no ano passado, o funcionário Cory Moll, que ficou conhecido por reivindicar melhores condições de trabalho e benefícios para os trabalhadores das lojas da Apple, deixou a companhia, aparentemente por vontade própria.

Nos anos anteriores, Moll havia promovido a criação de um sindicato dos empregados de varejo da Apple.

Reportagens como uma do "The Atlantic" em 2012 falaram com funcionários ou ex-funcionários da Apple que relatavam um ambiente tenso e jornadas estafantes, combinados com baixa remuneração se comparada à de trabalhadores em posições semelhantes em outras empresas.

Em maio do ano passado, foi divulgado que o lucro por metro quadrado de loja da Apple, de US$ 4.551, era superior ao de qualquer outra marca levada em consideração numa pesquisa da empresa eMarketer. [Folha]

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Homem Digital I ‘Ser conectado é parte de uma evolução social’, diz Vint Cerf     (29/03/15)

Para o ‘pai da internet’, distração causada pelo uso do celular pode ser ‘prejudicial’

Por Isabel de Luca

NOVA YORK - Considerado o 'pai da internet', Vint Cerf afirma que estar conectado é parte de um evolução social. Mas ele reconhece que a distração causada pelo uso excessivo se smartphones pode ser prejudicial.

As pessoas usam o celular para despertar, responder e-mails, usar redes sociais, jogar videogame e até fazer chamadas telefônicas. Antes de dormir, a última coisa que fazem é checar as notificações. Existe um uso excessivo da tecnologia?

Estamos vendo a transição de uma tecnologia para outra. Há duas décadas, você leria livros em papel e checaria as mensagens na secretária eletrônica. O fato de estarmos usando mais os dispositivos computacionais é um sinal que eles são mais flexíveis que seus homólogos de propósito único. O seu celular também é uma câmera, acessa e-mails e redes sociais, funciona até como lanterna e controle remoto. Penso, no entanto, que, porque nós carregamos nossos celulares durante todo o dia, nos permitimos nos distrair do presente de formas que podem ser socialmente prejudiciais. Então, você está certo por estar um pouco preocupado.

O GLOBO - Com os smartphones, estamos sempre conectados, trabalhando o tempo inteiro, como máquinas. Não precisamos desconectar um pouco?

VINT CERF - É um bom conselho, mas não acho que isso seja possível. Esperamos por respostas instantâneas e nossos contatos ficam agitados e preocupados quando não recebem respostas imediatas. É parte de uma evolução social e cultural que temos que reconhecer, e, talvez, tentar reverter.

Hoje, existem os tablets, smartphones e computadores, mas amanhã serão os smartwatches, roupas inteligentes, carros e casas conectadas. Será possível se afastar da tecnologia?

Pode ser que, eventualmente, parte desta tecnologia seja menos intrusiva. Um colega, Mark Weiser, falava sobre a “computação ubíqua”, em que computadores e redes desaparecem da vista, mas fazem parte do ambiente. Eu acho que, em certa medida, nós podemos esperar que nossas casas inteligentes sejam menos intrusivas. Elas vão se adaptar às nossas necessidades sem o nosso envolvimento consciente. Os carros autônomos, quando chegarmos lá, terão essa mesma característica.

Por outro lado, a tecnologia torna o trabalho mais eficiente. Podemos fazer mais em menos tempo por causa desses dispositivos. Por que não temos mais tempo livre?

Essa é uma boa pergunta! O que está acontecendo é que essas tecnologias também estão oferecendo formas inteiramente novas para entreter e consumir tempo (pense em Twitter, Facebook, Netflix, YouTube e o sempre presente e-mail). As mesmas ferramentas que nos permitem fazer mais em uma unidade de tempo também consomem o tempo que economizamos!

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n"">Homem Digital I CEO da Apple Tim Cook doará todo seu patrimônio, diz revista Fortune    (27/03/15)

n"">(Reuters) - O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, está se juntando ao grupo de pessoas muito ricas que doam suas fortunas.

n"">n"">Segundo a revista Fortune, o chefe da maior empresa de tecnologia do mundo disse que planeja doar seu patrimônio estimado em 785 milhões de dólares à caridade - após pagar pela faculdade de seu sobrinho de 10 anos de idade.

"Você deve ser a pedra no lago que cria as ondas de mudança", disse Cook à revista.

A revelação do presidente-executivo, de 54 anos, no extenso perfil que a Fortune fez sobre ele é um exemplo da crescente filantropia das pessoas mais ricas do mundo.

O bilionário Warren Buffett está encorajando os muito ricos a doar ao menos metade de seus patrimônios durante a vida por meio do "Giving Pledge" (Promessa de Doação, em tradução livre), cujo site lista nomes como Bill Gates, da Microsoft, Mark Zuckerberg, do Facebook, e Larry Ellison, da Oracle.

(Por Ankit Ajmera e Edwin Chan)

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Homem Digital I Mark Zuckerberg decreta: todo poder ao Messenger    (25/03/15)

CEO do Facebook anuncia recursos para o app de mensagens instantâneas. De quebra, abre nova guerra com o YouTube

Mark Zuckerberg fala durante conferência F8, em San Francisco, na Califórnia(Robert Galbraith/Reuters/VEJA)

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta quarta-feira na F8, conferência da empresa para desenvolvedores, em San Fracisco, que o Messenger, ferramenta de mensagens instantâneas da rede, vai ganhar uma série de aplicativos próprios nos próximos meses. O serviço agora tem status de plataforma aberta, incentivando desenvolvedores a criar recursos de interação, a exemplo de GIFs, animações e mensagens customizadas. "Acreditamos que com a ajuda de pessoas do mundo todo podemos melhorar o modo como nos comunicamos", afirmou Zuckerberg. Segundo dados oficiais, hoje cerca de 600 milhões de pessoas utilizam o Messenger diariamente.

Na apresentação, o CEO afirmou que os apps para o Messenger estarão disponíveis para download nas lojas de aplicativos para Android, sistema operacional do Google, e do iOS, da Apple: depois de instalados, serão incorporados à plataforma automaticamente. Um dos exemplos apresentados é o app Giphy, uma biblioteca de GIFs pela qual o usuário pode buscar uma imagem sequencial que transmita o que está pensando.

Outra novidade em relação ao Messenger será a possibilidade de usuários se comunicar, pelo Messenger, com empresas que mantenham páginas no Facebook. Pela plataforma, poderão realizar chats e receber informações como recibos de compras e avisos de entrega, por exemplo.

"Queremos tratar as marcas como pessoas", afirmou David Marcus, vice-presidente de produtos de mensagem da companhia. Essa possibilidade, segundo Marcus, deve trazer mais empresas para uma atuação mais direta e participativa no Facebook.

Os recursos mostram o constante empenho do Facebook em fortificar o Messenger. Na semana passada, a empresa anunciou que oferecerá dentro de alguns meses, nos Estados Unidos, um sistema para envio de dinheiro a amigos pela plataforma. De acordo com a rede social, os usuários cadastrarão seus cartões de débito e crédito uma vez e, nas transações seguintes, o pagamento poderá ser feito por meio de um ou dois cliques. O recurso funcionará tanto para desktops quanto para os aplicativos de Android e iOS.

O YouTube que se cuide - Em um anúncio rápido e aparentemente despretensioso, a diretora de plataforma do Facebook, Deborah Liu, afirmou que a partir dos próximos dias os usuários poderão embedar vídeos originalmente publicados na rede social em outros sites. Na prática, os vídeos públicos postados no Facebook poderão se espalhar pela internet a partir da plataforma - basta, para isso, colocar em outros sites um código de programação fornecido pela rede, como faz hoje o YouTube.

Na prática, é provável que a novidade afete diretamente o site de compartilhamento de vídeos. Isso porque, até hoje, os usuários publicavam seus vídeos no YouTube e depois os espalhavam pelo Facebook usando o código de programação. A partir de agora, não precisarão mais realizar a primeira etapa, a menos, é claro, que de fato queiram disseminar o vídeo no YouTube.

Em janeiro, o site de Zuckerberg anunciou que o Facebook já contabiliza três bilhões de visualizações de vídeos em seus domínios todos os dias. O YouTube, por sua vez, afirma apenas que mede "bilhões de visualizações diárias", sem especificar o número exato. Tudo indica que a briga será de gigantes daqui para frente.

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Homem Digital I O Google quer mudar a forma como a publicidade é feita na TV    (23/03/15)

Por:

O Google Fiber está prestes a mudar a maneira como a publicidade na TV é mostrada aos assinantes do serviço em Kansas City. E a mudança tem o potencial para mudar completamente a indústria televisiva em um futuro bem próximo.

Nas próximas semanas, o Google lançará um pequeno, mas revolucionário, programa de publicidade de TV baseado em informações do usuário, como informa o Adweek. O programa fará uso do Google Fiber, o serviço de TV e internet de alta velocidade disponível em Kansas City, Provo e Austin, que chegará a outros locais em breve. E qual é a história? O Google está prestes a tornar a publicidade na televisão muito parecida com a publicidade na internet — para melhor e para pior. As propagandas serão muito mais relevantes aos consumidores, mas estes mesmo consumidores precisarão sacrificar uma parcela da privacidade para isso.

Este novo programa do Google vai fornecer propagandas aos assinantes do Google Fiber que serão automaticamente selecionadas com base em alguns aspectos: localização geográfica, tipo de programação assistida no momento, e o histórico de programas assistidos pela família. Este novo serviço de publicidade também medirá quantas pessoas assistem a uma determinada propaganda, deixando a indústria da TV muito mais próxima da forma com que a internet lida com publicidade em termos de métricas.

“Se você tem um comércio local em Kansas City, assim como anúncios digitais, você pagará apenas por anúncios que são realmente mostrados, e pode limitar o número de vezes que um anúncio é exposto em cada televisor”, diz o anúncio do Google.

Tradicionalmente, publicidade na TV tem sido bem rentável para as redes de televisão, parcialmente porque, quando alguém compra um anúncio, é certeza que ele será visto por milhares de pessoas, mesmo que elas não se importem com este produto ou serviço em exposição. O Google quer mudar a forma como esta publicidade é feita — de um tiro de espingarda, que pode não atingir o alvo, para um tiro de sniper, que provavelmente se cravará num alvo específico. O que é bom para anunciantes, mas não muito para as redes que vendem o tempo para estes anúncios.

E por mais inevitável que esta mudança seja, as redes de TV não vão ficar muito contentes. Este novo programa do Google vai, sem dúvida, diminuir o custo dos anúncios. De novo, ótima notícia para os anunciantes, péssima para quem vende estes anúncios.

Até mesmo com empresas de pesquisa de consumidores como a Nielsen — ou o Ibope, que mede a audiência de determinada programação no Brasil — nunca houve uma forma mais perfeita para uma marca saber como o público lida com seus anúncios. Conforme mencionado na Adweek, poucos americanos têm um box da Nielsen — como poucos brasileiros têm o medidor do Ibope — e esta é a maneira que a companhia mede diretamente como o consumidor assiste a programação da TV. Todo mundo com o Google Fiber tem um box do Google Fiber.

Com a implementação de rastreio de informações e entrega personalizada de anúncios, a TV poderá passar pelo mesmo susto que a mídia impressa sofreu há alguns anos. Existirão, é claro, preocupações sobre privacidade ao deixar o Google bisbilhotar no que você assiste, mas estas preocupações parecem pequenas em um mundo onde o Facebook faz a mesma coisa há tempos. Se entregar ao ecossistema do Google é sacrificar apenas um pedaço de privacidade aos olhos dos robôs da companhia. Se consumidores já confiam nela com emails e históricos da internet, é difícil encontrar motivos pelos quais eles não confiariam nela xeretando no que eles assistem na TV. [Google via Adweek]

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Homem Digital I Google prepara relógio de luxo em parceria com Intel e TAG Heuer    (19/03/15)

Gigante de buscas quer fazer frente ao Apple Watch ainda em 2015

Google aplicará o seu sistema operacional Android Wear em um relógio de luxo da marca suíça TAG Heuer; composição interna ficará a cargo da Intel(Fabrice Coffrini/AFP)

A fabricante suíça de relógios de luxo TAG Heuer anunciou nesta quinta-feira, em Basel, na Suíça, que está produzindo um relógio inteligente em parceria com Google e Intel. O modelo, que ainda não teve os detalhes especificados, deve chegar ao mercado até o fim do ano.

Segundo o CEO de uma das divisões da TAG Heuer, Jean-Claude Biver, o movimento é um "casamento de inovação tecnológica do Vale do Silício com a credibilidade de fabricantes de relógio". O Google, disse o executivo, fornecerá seu conhecimento de software com o sistema operacional Android Wear enquanto a Intel cuidará do hardware, isto é, da composição interna do gadget.

O anúncio é uma resposta à Apple, que anunciou na semana passada três versões do relógio inteligente Apple Watch, entre elas uma luxuosa feita de ouro 18 quilates, que custará entre 10.000 e 17.000 dólares. De acordo com estudo da Bloomberg, a entrada da empresa de Tim Cook no mercado de relógios inteligentes deve fazer as vendas do setor saltarem de 4,6 milhões de unidades ao ano para 28 milhões.

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Homem Digital I MacBook de R$ 8 500 da Apple tem brecha de segurança em porta USB   (16/03/15)

O novo MacBook, que será vendido no Brasil por preços a partir de 8 500 reais, tem uma brecha de segurança em sua única porta USB. Chamado USB-C, o conector do aparelho serve tanto para ligarmos dispositivos externos, como HDs e pen-drives, quanto para recarregarmos a bateria com a fonte de alimentação do produto.

Como o novo tipo de conector, também usado no novo Chromebook Pixel, se baseia no padrão USB, ataques de firmware podem ser realizados. Uma das maiores ameaças é o BadUSB. A infecção se espalha de forma ágil e não há uma forma de proteger um computador contra esse tipo de ataque, uma vez que a porta USB precisa ter a habilidade de se conectar a diversos tipos de periféricos e limitar o acesso desses dispositivos faria com que a sigla USB (universal serial bus) perdesse sua razão de existir.

Sim, esta é uma falha que também é apresentada por qualquer computador com uma porta USB. Mas os futuros donos dos novos MacBooks não podem, por exemplo, inutilizar esse conector para evitar esse tipo de ataque virtual, sendo que o USB-C serve para transmitir energia elétrica ao aparelho.

Como indica o The Verge, não há previsão de quando ou como essa brecha de segurança poderia ser corrigida. A melhor solução, ao menos por ora, é evitar plugar em MacBooks ou Chromebooks Pixel o dispositivo USB ou mesmo carregadores que não sejam dos próprios donos -- de preferência, da própria Apple ou oficialmente licenciados pela empresa. []          

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Homem Digital I [SXSW 2015] Em 2030, teremos drones pessoais    (14/03/15)

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Em 2015, uma previsão otimista sai do SXSW: daqui a quinze anos teremos drones pessoais, que nos protegem da chuva, da poluição, nos ajudam a chegar mais longe (e enxergar mais longe também). Previsão pessimista: esses drones pessoais precisarão entender que existem outros drones, pessoas e objetos no meio do caminho.

A afirmação de que teremos drones pessoais em 2015 vem de Adam Pruner, designer de interação da agência de design Frog. Pruner e seu time de “froggers”  pensam sobre futurologia e apresentaram seu trabalho em um papo rápido de 15 minutos no SXSW Interactive 2015.

O conceito geral é de que vivemos já em uma era pós-smartphone – com wearables  e dispositivos de realidade aumentada tendo maior aceitação de mercado – e que o próximo (longo) passo está nos drones.  “Em breve, drones se tornarão um gadget desejado, como são os smartphones hoje”, afirmou Pruner.

“Na verdade, os drones já estão evoluindo a partir dos smartphones. Sua tecnologia já inclui câmeras, sensores, GPS, o desafio é fazê-los se comportar como smartphones”, comentou o designer. Citou exemplos de usos de drones por civis, como para registrar o tamanho dos protestos em Hong Kong em 2014, ou o desenvolvimento (argh!) de drones para tirar selfies, chamadas… dronies (!!!). Projetos de drones pessoais (como o projeto AWI na universidade de Cornell, que integra um projetor ao drone) e o portátil Nixie (patrocinada pela Intel e destaque na última CES, em janeior) já são realidade.

Mas o que vem – ou melhor – pode vir em 2030, de acordo com a previsão da Frog? Pruner apresentou quatro conceitos:

1) Scout: um drone pessoal para esportes de ação. Se prende à sua mochila e te ajuda a escalar, voando ao seu redor e indicando os locais corretos para se apoiar.

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2) Flare: um relógio-drone-wearable que atua como GPS pessoal, mostrando indicações de trajeto, como se fosse um Google Maps.

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3) Parasol: drone-estilo-joia-acessório que, ao detectar chuva ou mau tempo voa acima de você, te protegendo.

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4) Breathe: um drone que, ao detectar alto nível de poluição, se posiciona à frente da boca e nariz do dono e o protege.

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Homem Digital I Relógio da Apple ainda não teve impacto sobre pulsos chineses   (10/03/15)

PEQUIM (Reuters) - A Apple deu destaque à China durante a apresentação do relógio inteligente da companhia esta semana, anunciando uma nova loja no país e demonstrando mensagens em chinês no aplicativo WeChat.

Além disso, a Apple afirmou que o novo relógio será vendido na China a partir de 24 de abril, mesmo dia que nos Estados Unidos. Isso marca uma mudança ante o lançamento do iPhone 6, que chegou às lojas chinesas quase um mês depois de começar a ser vendido nos EUA.

Mas mesmo no país fanático pela Apple, e que é o segundo maior mercado da marca após os EUA, parece ser ainda muito cedo para dizer se os relógios da empresa serão um acessório obrigatório.

Além da dúvida sobre se o aparelho é um item de vestuário ou um aparelho eletrônico, o Apple Watch carrega um preço salgado na China. O modelo mais barato, Sport, será vendido por pouco menos de 3.000 iuans (479 dólares), incluindo impostos, ante 349 dólares nos EUA. O modelo mais luxuoso vai custar 145 mil iuans (23.157 dólares), ante 17 mil dólares nos EUA.

Isso é muito para se pagar por um produto digital de luxo que poderá ficar rapidamente desatualizado se a Apple fizer o que costuma fazer com seus celulares inteligentes e lançar um novo modelo a cada ano.

Há também outros problemas práticos para os chineses. Desde o tamanho da tela à falta de um aplicativo matador.

"É quase impossível enviar mensagens pelo WeChat com uma tela tão pequena", disse Huang Hongwen, 46, em Xangai. "Eu prefiro comprar um relógio de luxo tradicional pelo mesmo preço", disse ela sobre a edição mais cara do relógio da Apple.

A companhia também está lançando seu relógio em um momento em que a campanha de austeridade e anticorrupção do presidente chinês, Xi Jinping, estigmatizou a ostentação e consumo excessivo por autoridades, que formam uma parte considerável do mercado de luxo no país.

Muitos na China lembram de "Watch Brother", o apelido online dado a uma autoridade regional condenada a 14 anos de prisão por corrupção em 2013 depois que imagens dele usando mais de doze caros relógios apareceram na Internet.

(Por Paul Carsten e Gerry Shih)

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Homem Digital I Apple Watch deve ser apresentado às 14 horas desta segunda    (09/03/15)

Seis meses depois de apresentar o Apple Watch, o presidente da Apple Tim Cook deve voltar a um palco nesta segunda-feira (9), às 14 horas (no horário de Brasília), para revelar detalhes do primeiro smartwatch da empresa.

Até agora, o aparelho teve pouquíssimas informações divulgadas. Ainda não se sabe o preço final de cada um dos modelos, quanto tempo irá durar a bateria, quais funcionalidades ele terá, ou qual a data final de lançamento.

Espera-se que no evento desta segunda a Apple explique como o smartwatch irá funcionar, com foco no uso de aplicativos e como eles serão sincronizados com o iPhone (ou outros smartphones).

Na semana passada, foi revelado que a Apple convidou empresas como Facebook e BMW para desenvolver apps para o relógio, visando o evento de lançamento desta segunda. Dessa forma, é provável que estes aplicativos também apareçam no evento de São Francisco.

Segundo o Wall Street Journal, a apresentação também deve marcar o lançamento de um novo MacBook Air Retina, com tela de 12 polegadas. Os dois modelos existentes do laptop possuem telas de 11 e 13 polegadas.

Especula-se também que uma versão da Apple TV compatível com televisões 4K seja lançada, além de uma parceria da Apple com a HBO, que pretende lançar seu serviço de streaming em abril. []

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Homem Digital I Facebook não é inimigo das operadoras, diz Zuckergerg   (02/03/15)

O presidente e fundador do Facebook Mark Zuckerberg quer deixar claro que sua empresa é um aliado e não concorrente das operadoras de telefonia no mundo todo.

Durante palestra na Mobile World Congress, em Barcelona, Zuckerberg afirmou que. embora o Facebook ofereça serviços gratuitos (por meio de produtos como o WhatsApp e o Messenger) que concorrem com o SMS e as chamadas, a rede social não é uma ameaça ao negócio das operadoras.

"Os negócios para operadoras estáão cada vez mais se inclinando em direção aos planos de dados e outras coisas", afirmou Zuckerberg durante conferência na Mobile World Congress.

"Esses apps aumentam o tráfego de dados, e esse é o futuro do negócio. O Facebook, nós sabemos, aumenta o uso de dados", disse o presidente da rede social.

Zuckerberg afirmou que até mesmo a Internet.org, iniciativa coordenada pelo Facebook que pretende fornecer serviço de internet gratuito para pessoas sem acesso à rede, será positiva para as operadoras.

Para ele, assim que as pessoas começarem a usar os serviços grátis elas irão passar, mais tarde, para os serviços pagos.

O Internet.org já foi lançado em seis países, incluindo a Índia, que possui o segundo maior mercado de smartphones do planeta.

Zuckerberg levou alguns executivos de grandes operadoras de telefonia de todo o planeta para acompanhá-lo durante sua palestra na Mobile World Congress.

Um executivo da Millicom International Cellular afirmou que a empresa passou a vender 50% mais planos de dados na Colômbia desde que o Internet.org foi implantado, em janeiro.

A uma plateia repleta de executivos do mercado da telefonia, Zuckerberg disse: "estamos ansiosos para trabalhar com todos vocês e ajudá-los a fazer seus trabalhos um pouco melhor, fazendo mais dinheiro e conectando mais pessoas", afirmou. [Info]

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Homem Digital I Crescimento físico do Google irrita moradores de cidade da Califórnia    (27/02/15)

CONOR DOUGHERTY
DO "NEW YORK TIMES", EM MOUNTAIN VIEW (CALIFÓRNIA)

A Apple está transferindo sua sede para um novo edifício no Vale do Silício que parece uma nave espacial. O Facebook está ampliando seu campus com um edifício novo criado por Frank Gehry. Agora é a vez do Google.

Esta semana está previsto que o Google proponha a construção de uma nova sede: uma série de construções em estilo de pavilhão idealizada pela Heatherwick Studio, uma firma de design de Londres conhecida por obras como o caldeirão em chamas dos Jogos Olímpicos de 2012, e o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, célebre por suas criações inovadoras.

Marcio Jose Sanchez - 5.jun.14/Associated Press
Logotipo do Google na sede da empresa, em Mountain View; empresa quer fazer novo complexo
Logotipo do Google na sede da empresa, em Mountain View; empresa quer fazer novo complexo

O projeto em Mountain View, que o Google não divulgou publicamente mas já discutiu com membros da Câmara Municipal da cidade, provavelmente vai agravar a relação cada vez mais irascível entre a empresa e líderes da comunidade, para os quais a empresa está tomando conta de sua cidadezinha.

Quando o Google se mudou para a cidade, em 1999, tinha uma dúzia de funcionários e um motor de buscas que apenas aficionados por computadores conheciam. Hoje seus 20 mil funcionários em Mountain View fazem da empresa a maior empregadora na cidade, que mal consegue comportar tantas pessoas.

"Nosso problema é que temos bons empregos demais", comentou o ativista ambiental Leonard M. Siegel, 66 anos, eleito recentemente para a Câmara da cidade. "Todo o mundo pensa que gostaria de estar em nossa situação, mas para o povo daqui, é uma crise."

A mesma história se repete em vários lugares do Vale do Silício. Em Menlo Park, onde fica a sede do Facebook, a eleição de novembro incluiu a votação de uma medida que teria reduzido pela metade o aumento dos espaços comerciais no centro da cidade (a medida acabou sendo rejeitada pelos eleitores).

Grupos de cidadãos na vizinha Palo Alto apelidaram de "residencialistas" seus vereadores mais contrários ao desenvolvimento.

"Ninguém quer mudar", explicou o vereador Gilbert Wong, de Cupertino, a cidade que sedia a Apple. "Como vereador eleito, cabe a mim explicar aos moradores que ou eles aderem ao que está acontecendo e nos ajudam a decidir como equilibrar empregos e habitação, ou outras pessoas vão tomar essas decisões por nós."

O Google é proprietário ou arrendatário de 678 mil metros quadrados de espaço comercial em Mountain View -o equivalente aproximado a três edifícios Empire State. De acordo com a imobiliária Transwestern, essa área inclui a maior parte do terreno em volta de sua sede, no lado norte da cidade, perto da Rodovia 101, que percorre o vale.

O sucesso do Google levou muitos dólares de impostos a Mountain View e proporcionou à cidade um índice de desemprego de apenas 3,3%. Além disso, levou os preços dos imóveis residenciais a subir vertiginosamente e multiplicou os engarrafamentos.

O setor de tecnologia é responsável por quase todas essas consequências positivas e negativas: 27% dos empregos na região do Vale do Silício são em tecnologia, contra 7% na Califórnia e 5% em todo o país, segundo a Moody's Analytics.

O resultado é uma disputa existencial que contrapõe moradores que querem sustar o crescimento da cidade a pessoas para quem Mountain View precisa crescer e tornar-se uma cidade de verdade.

Situada a 65 km ao sul de San Francisco, Mountain View tem 80 mil habitantes; com suas avenidas comerciais e ruas de residências familiares, tem a aparência de um subúrbio sonolento. Mas, desde que as contratações na cidade aumentaram tremendamente, suas ruas passaram a ficar lotadas nos horários do rush da manhã e do fim da tarde.

Katherine Suri é cientista aposentada da Nasa que se mudou para Mountain View em 1974 e vive num terreno de mil metros quadrados. De sua casa, no início, ela avistava pomares de damascos e viveiros de plantas. Ela passou boa parte da década de 1980 levando seus filhos para um lado e outro numa perua Oldsmobile.

Hoje sua vista é de outras casas, e o trânsito é tão ruim que Suri não marca hora no médico para antes das 11h. Quando caminha até a ACM, todas as manhãs, às vezes precisa passar entre carros parados no trânsito.

Apesar dos inconvenientes, Suri aceitou que a cidade vai mudar, goste ela disso ou não. "Com o Google e outras empresas, Mountain View está crescendo, e é assim mesmo. Precisamos aprender a lidar com isso."

O Google vem fazendo esforços para reduzir o trânsito, para seu bem e o da cidade. A empresa traz seus funcionários para o trabalho em ônibus particulares e em dado momento fez uma experiência, trazendo alguns de seus profissionais de San Francisco de barco.

Em janeiro a empresa lançou um serviço de ônibus gratuito que é aberto ao público, e durante o dia seus profissionais podem ser vistos pedalando pela cidade nas bicicletas multicoloridas da empresa.

Como uma parte tão grande do trânsito está ligado ao Google, a cidade passou os últimos dois anos discutindo um plano para a urbanização da área de North Bayshore, que cerca o escritório central do Google e fica próxima das principais rodovias.

A visão do Google para sua nova sede, apelidada de Googleplex, vai incluir ciclovias e trilhas para pedestres. Ela é uma das várias propostas de desenvolvimento, redigidas por empresas diversas, que devem ser apresentadas à Câmara da cidade na sexta-feira.

"Estas empresas são grandes corporações que chamam a atenção mundial para Mountain View, e Mountain View precisa evoluir para tornar-se uma cidade de categoria mundial", disse Ken S. Rosenberg, um dos sete vereadores da cidade. "Um dos critérios de uma cidade de categoria mundial é ser arquitetonicamente interessante."

Mesmo que a proposta do Google seja aceita, a questão que mais divide a cidade -a quantidade e localização das novas unidades habitacionais a ser construídas-ainda não foi decidida.

Executivos do Google já disseram em várias ocasiões que gostariam de construir imóveis residenciais em North Bayshore, mas a Câmara atual de Mountain View, em final de mandato, encontrou muitas razões para dizer não.

Um argumento apresentado era que a construção de casas colocaria em risco uma espécie de coruja que vive em tocas subterrâneas no vizinho parque Shoreline. Outro era que, se pessoas se mudassem para a região, em pouco tempo iriam querer mais escolas e outros serviços caros. Ainda outros temem que o um novo setor residencial possa criar um bloco eleitoral em favor do Google.

Em novembro passado, numa eleição que foi vista amplamente como referendo sobre as políticas habitacionais da cidade, Mountain View elegeu três candidatos, um dos quais foi Rosenberg, que defendem a ideia de construir unidades habitacionais perto do campus do Google, ideia que contraria o plano de urbanização da Câmara anterior.

A proposta para a sede do Google não inclui planos para a construção de casas. Mas a empresa já disse à Câmara que quer unidades habitacionais, e muitas. O vereador Siegel concorda. Ele quer emendar o plano da cidade para permitir a construção de pelo menos 5.000 novas unidades.

O fato de que isso poderia atrair ainda mais funcionários do Google é justamente o que temem alguns moradores.

"Nesta última eleição, tivemos uns 12 mil eleitores", explicou a ex-vereadora Jac Siegel, que deixou o cargo este ano e não tem parentesco com Leonard Siegel. "Se trouxéssemos 5.000 pessoas novas para a cidade, se todas trabalhassem para o Google e eles dissessem 'queremos que vocês votem em tal candidato', a empresa poderia virar dona da cidade."

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Homem Digital I "Apple pratica preços ultrajantes", diz CEO da Motorola Rick Osterloh    (18/02/15)

Rick Osterloh , CEO da Motorola, disse para a BBC que considera "ultrajantes" os preços que a Apple cobra pelos seus produtos, como os iPhones.

A Motorola não aceitou bem algumas das reclamações de Jony Ive, chefe de design da Apple e retrucou, acusando a concorrente de cobrar preços “ultrajantes” pelos seus dispositivos. Em entrevista, o CEO Rick Osterloh não poupou reclamações à estratégia da empresa do iPhone. 

Osterloh reagiu às declarações de Ive, que criticou indiretamente o programa Moto Maker, que permite que o consumidor personalize livremente o Moto X nos Estados Unidos e chegará ao Brasil ainda neste ano. O designer da Apple, sem citar o nome “Motorola” mas falando em “um concorrente”, afirmou que oferecer muitas cores, materiais e opções de personalização é “abdicar de sua responsabilidade como um designer”. Como não há nenhuma outra companhia que faz o mesmo que a Motorola neste sentido, a declaração não pegou bem. 

“Nós vemos uma dicotomia real neste mercado, onde você tem a Apple fazendo muito dinheiro cobrando preços ultrajantes. Nós achamos que esse não é o futuro. Acreditamos que o futuro é oferecer experiências similares e opção para o consumidor a preços acessíveis”, afirma em entrevista à BBC. 

Obviamente ele fala da discrepância de preços entre aparelhos como o iPhone 6 e o Moto G e Moto E, por exemplo, que são um sucesso de vendas, mas que são vendidos com uma margem de lucro baixa. 

“O maior fracasso da indústria de celulares também é a maior oportunidade: fazer um aparelho muito bom, acessível para as pessoas que não querem gastar muito dinheiro”, explica Osterloh. 

A estratégia, no entanto, tem sido custosa para a Motorola, hoje sob o comando da Lenovo. Apesar de vender muitas unidades e ter o aparelho mais vendido do Brasil, a empresa tem grandes dificuldades em fechar um período fiscal no azul, graças às margens de lucro diminutas. A participação de mercado, porém, segue aumentando. Via BBC 

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Homem Digital I Vint Cerf, vice-presidente do Google alerta para chegada de possível "Idade das Trevas digital"     (13/02/15)

Vint Cerf, vice-presidente do Google considerado um dos pioneiros da internet, afirmou estar preocupado com a possibilidade de todas as imagens e documentos salvos nos computadores serem perdidas em algum momento da história.

O executivo, que também é evangelista chefe do Google, acredita que isso poderá acontecer à medida que hardware e software se tornem obsoletos.

Ele teme que as gerações futuras tenham poucos ou nenhum registro do século XXI, fazendo a humanidade entrar no que ele descreve de "Idade das Trevas digital."

Durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Cerf afirmou que irá concentrar seu trabalho na solução dos problemas que ameaçam erradicar a história.

"Formatos antigos de documentos que criamos ou apresentações podem não ser compatíveis com a última versão de um software porque a compatibilidade retroativa não é sempre confiável", disse Cerf à BBC.

"O que pode acontecer com o tempo é que mesmo que acumulemos vastos arquivos de conteúdo digital, nós poderemos saber do que se trata", afirmou.

Cerf quer promover uma ideia para preservar digitalmente cada software e hardware, de forma que eles nunca se tornem obsoletos. Uma espécie de "museu na nuvem".

"A solução é tirar uma chapa em Raios-X do conteúdo, aplicação e do sistema operacional, com uma descrição da máquina na qual ele é reproduzido, e preservar isso por um longo período de tempo. Essa fotografia poderá recriar o passado no futuro", afirmou o executivo do Google.

Um conceito do que Cerf chama de "pergaminho digital" foi desenvolvido pelo pesquisador Mahadev Satyanarayanan da universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

"Ele ainda têm algumas arestas a serem reparadas, mas o conceito principal já está funcionando", disse Vint Cerf.

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Homem Digital I Para Tim Cook, o Apple Watch vai mudar a vida das pessoas    (11/02/15)

Tim Cook está animado com as possibilidades do Apple Watch. Ontem, em uma conferência da Goldman Sachs, ele afirmou que o relógio inteligente da Apple irá “mudar a vida das pessoas”.

“Cada pessoa terá uma coisa favorita para fazer no Apple Watch”, explicou ele comparando com o fenômeno que foi quando a App Store foi lançada. Ele disse que sua atividade favorita é usar o Watch para cuidar da saúde.

Cook afirmou que ficar sentado é o novo câncer da humanidade. O relógio irá enviar alertas para que o usuário se movimente durante o dia, ele explicou.

“A natureza de personalização do Apple Watch é incrível”, disse. Ele ainda afirmou que olhar para seu relógio é uma ação muito mais sutil do que tirar o smartphone do bolso.

Resultados recentes

Cook falou sobre os bons resultados da Apple. Um dos pontos que ele abordou foi a entrada da empresa na China, no ano passado, e o sucesso de vendas do iPhone 6 no país.

A Apple já conta com 19 lojas oficiais dentro do país. Ele afirmou que vem estudando o país há 30 anos.

Questionado se vê a Xiaomi como uma ameaça, Cook não recusou. Ele disse que a Apple sempre enfrentou forte concorrência e que isso faz dela uma empresa melhor.

“Nós sempre acreditamos que nosso papel é fazer o melhor, não o máximo possível”, disse na conferência. Ele disse que a Apple faria produtos mais baratos se pudesse.

A ideia de que pessoas em países em desenvolvimento não vão comprar o iPhone porque ele é caro é “bobagem”, na opinião de Cook.

Ele vê a Índia como um próximo mercado em potencial.

Usina solar

No meio da apresentação, Cook anunciou que a Apple irá construir uma usina de energia solar para alimentar a nova sede que a empresa está construindo. A usina ficará na cidade de Monterey, Califórnia.

“Nós sabemos na Apple que as mudanças climáticas são reais. O momento para agir é agora”, afirmou.

A empresa está investindo 850 milhões de dólares na construção.

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Homem Digital I Google Glass não deu certo por causa de Sergey Brin, e será refeito do zero    (06/02/15)

Por:

Depois que o Google Glass foi anunciado ao mundo, criou-se uma expectativa enorme sobre um gadget que usaríamos no rosto o tempo todo. Os anos foram passando, e ficou claro que o projeto não deu certo – pelo menos por enquanto. O que aconteceu? Parece que a culpa é de Sergey Brin.

Em uma reportagem do New York Times, fontes dizem que o Google Glass deveria ter sido um projeto secreto, sem testes públicos até que estivesse pronto – mas Brin, cofundador do Google, não deixou isso acontecer.

Nos idos de 2011, engenheiros do laboratório Google X se envolviam em discussões calorosas sobre o principal objetivo do Glass: este é um dispositivo para usar o dia inteiro, ou só em situações específicas? As opiniões se dividiam, mas a maioria concordava em um ponto: “a equipe dentro do Google X sabia que o produto não estava nem próximo de pronto para estrear”, diz uma fonte ao NYT.

O Glass era apenas um protótipo e precisava de mais tempo até ser revelado ao mundo. Só que Sergey Brin, que comandava o Google X, discordava. Para ele, o Glass tinha que ser testado em público para melhorar o design e acrescentar recursos. E assim foi feito.

A empresa tentou limitar o acesso ao gadget colocando um preço altíssimo (US$ 1.500). Mas isso criou uma aura de exclusividade que só aumentou o interesse das pessoas e da mídia.

Google Glass in hand

O que acontece quando um produto ainda em fase de desenvolvimento passa por essa superexposição? Chovem críticas, é claro: a bateria dura pouco, o software sofre com bugs, e o Glass não consegue responder direito às preocupações com privacidade – por isso foi banido de cinemas, restaurantes, bares, cassinos, entre outros. Ainda temos o problema dos Glassholes, usuários que mancham a reputação do gadget. Assim fica difícil.

Em 2014, altos funcionários do Google X resolveram deixar a empresa, como Babak Parviz – o homem por trás do Glass agora trabalha para a Amazon. E Sergey Brin parou de usar o Glass em público.

Não é a primeira vez que o Google joga um projeto interno aos holofotes sem que ele esteja pronto: foi o que aconteceu com o Google Wave. Era algo experimental que a empresa resolveu lançar como a reinvenção do e-mail. Após pouco mais de um ano, ele foi fechado.

E agora? Como dissemos antes, o Google Glass terá uma nova chance: daqui para frente, ele será desenvolvido de forma secreta, em vez de circular por aí na forma de protótipo. O gadget estará em uma divisão supervisionada por Tony Fadell. Do NYT:

Várias pessoas com conhecimento dos planos do Sr. Fadell para o Glass dizem que ele vai fazer um redesign no produto a partir do zero, e não vai lançá-lo até que ele esteja completo. “Não haverá experimentação pública”, disse um assessor do Sr. Fadell. “Tony é um cara de produto, e ele não vai lançar algo até que esteja perfeito.”

Ou seja, parece que o Glass enfim terá o cuidado que merece. Será que agora vai? [New York Times via Daring Fireball]

Imagens por Thomas Hawk/Flickr e Google

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Homem Digital I Irlanda permitirá selfie em passaporte pedido por aplicativo para celular   (30/01/15)

Emissão custará 35 euros para irlandeses que já tenham passaporte.
Com documento, cidadão poderá viajar para a 31 países na Europa.

Do G1, em São Paulo

Ministro das Relações Internacionais da Irlanda, Charlie Flanagram, mostra novo cartão de passaporte que poderá ter selfie e será solicitado por aplicativo para celular. (Foto: Divulgação/Ministério das Relações Internacionais da Irlanda)

A Irlanda vai permitir a partir de julho deste ano que passaportes sejam solicitados por aplicativo e que a foto do documento seja uma selfie. A novidade foi anunciada pelo Ministério das Relações Internacionais do país nesta semana.

Esta é a primeira iniciativa oficial de incluir em documentos os autorretratos que viraram moda e se tornaram onipresente na internet.

O documento terá validade de cinco anos e custará 35 euros (o equivalente a R$ 105). Poderá ser pedido por qualquer irlandês maior de 18 anos e será aceito em todos os 28 países da União Europeia, mais Islândia, Noruega e Liechtenstein, participantes da Área Econômica Europeia.

Os cartões serão emitidos para cidadãos que já possuírem um passaporte. Segundo o ministro das Relações Internacionais da Irlanda, Charlie Flanagram, poderá funcionar como um substituto para o documento oficial em visitas a países europeus que não solicitem vistos.

“O novo cartão também fornecerá um documento para viagem de backup muito útil para viagens pela Europa em casos em que alguém perder seu passaporte”, afirmou. Ainda de acordo com Flanagram, o cartão poderá ser utilizado em viagens enquanto o documento estiver na embaixada de algum país por ocasião da solicitação de um visto de entrada.

As selfies poderão ser enviadas porque o app para solicitar os cartões terá um recurso interno para captar a foto usada no documento. Isso não quer dizer que qualquer imagem poderá ser enviada. O próprio programa confirmará se a selfie está dentro dos padrões internacionais.

Caso o cartão seja perdido, basta solicitar um novo. O período de entrega será de 48 horas e, se tiver de ser enviado para fora da Irlanda, terá custo adicional de 5 euros (R$ 15). A pasta não informou se os pagamentos também serão realizados pelo aplicativo.

Para garantir a segurança do documento, o verso do cartão terá uma faixa holográfica com foto e dados do detentor do passaporte.

Novo cartão de passaporte da Irlanda poderá ter selfie e será solicitado por aplicativo para celular. (Foto: Divulgação/Ministério das Relações Internacionais da Irlanda)

Novo cartão de passaporte da Irlanda poderá ter selfie e será solicitado por aplicativo para celular. (Foto: Divulgação/Ministério das Relações Internacionais da Irlanda)

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Homem Digital I Ime Archibong, diretor de parcerias estratégias do Facebook falará na Campus Party 2015     (28/01/15)

Ime Archibong gerencia parceria do site com Apple, Microsoft e Neflix.
Ele também lidera projeto que quer levar internet a todo o mundo.

Do G1, em São Paulo

Ime Archibong, diretor de parcerias estratégias do Facebook, durante conferência da rede social. (Foto: Reprodução/YouTube.com)

O executivo do Facebook responsável por transformar a rede social na porta de entrada para aplicações de outras empresas, como Apple, Amazon, Microsoft e Netflix, participará da Campus Party 2015, informou a organização do evento nesta quarta-feira (28).

Ime Archibong, diretor de parcerias estratégias do Facebook, fará a conferência de abertura da feira, às 21h do dia 3 de fevereiro. Ele é o responsável por parcerias entre o site e outras companhias. Na conta, estão Airbnb, Dropbox, LiveNation, Nike, Spotify e Uber.

Archibong também gerencia a equipe da Internet.org, um grupo liderado pelo Facebook para levar conexão à internet a lugares com pouca infraestrutura ou com baixa penetração de acesso.

“É a primeira vez que a Campus Party Brasil terá uma conferência de abertura. Tivemos essa experiência na edição realizada ano passado, em Recife, e foi muito bem aceita pelos campuseiros e público em geral, além do que é uma honra termos um grande nome do Facebook como parceiros nessa atividade”, afirmou Tassia Skolaude, diretora de marketing da Campus Party, em comunicado.

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Homem Digital I Como o navegador Project Spartan, da Microsoft, eliminou as piores partes do Internet Explorer      (27/12/14)

Por:

O Internet Explorer foi apresentado ao mundo em 1995. Ele derrotou o Netscape na guerra de navegadores e se tornou onipresente, mas seu nome ficou pesadamente manchado após o IE6 – tanto que cogitavam mudar seu nome.

Em vez disso, a Microsoft fez algo melhor: criou o navegador Spartan, com uma interface moderna e uma nova engine de renderização – o EdgeHTML.

Jacob Rossi, engenheiro sênior na equipe web da Microsoft, explica na Smashing Magazine como eles criaram um novo navegador deixando de lado o passado do IE – mas sem matá-lo completamente.

Desde 1997, o Internet Explorer usa uma engine chamada Trident. Nos últimos anos, ela passou a suportar tecnologias modernas da web, como o HTML5; mas ainda guardava uma quantidade enorme de código legado, para ser compatível com páginas web antigas (ou malfeitas).

Por isso, a Microsoft deu liberdade para Rossi recomeçar quase do zero:

… houve um silêncio libertador quando percebemos o que isso agora nos permitia fazer: deletar código, a catarse favorita de todo desenvolvedor. Nos meses seguintes, porções legadas enormes do IE foram excluídas da nova engine.

Foi tanto código jogado no lixo que Rossi diz: “ele se parece pouquíssimo com o Trident”. Ele também promete que há ganhos de desempenho.

Navegador Spartan no Windows 10

Compatibilidade

Mas como a nova engine vai manter a compatibilidade com sites atuais? Bem, Rossi diz que sua equipe fez um esforço enorme “para garantir que os desenvolvedores não tenham que lidar com inconsistências entre navegadores”. Isto é, os sites devem ser renderizados da mesma forma que no Chrome ou Firefox.

E se o site for antigo e feito para o Internet Explorer, sem problema: o Spartan na verdade são dois navegadores em um. Por padrão, ele usa o novo EdgeHTML; mas se precisar, ele pode usar a antiga engine de renderização Trident. E ele alterna entre elas automaticamente, sem que você precise fazer nada.

Ainda assim, não quer dizer que o Internet Explorer morreu. Há muitas empresas que usam recursos como barras de ferramentas, ActiveX, entre outros – e o Spartan não tem suporte a eles.

O que fazer? Embarcar o IE 11 no Windows 10, mas de um jeito diferente: no sistema, o navegador alterna entre as engines EdgeHTML (padrão) e Trident sem você notar.

Como testar

Internet Explorer rodando EdgeHTML

Por isso, você pode testar o EdgeHTML agora mesmo: após instalar o Windows 10 Technical Preview – instruções aqui – abra o Internet Explorer, digite about:flags e ative a opção “Experimental Web Platform Features”. Em um teste rápido, ele funcionou bem ao carregar o Gizmodo Brasil, Gmail e Facebook.

Se você não quiser instalar o Windows 10, então use o RemoteIE: ele permite usar o novo Internet Explorer sem fazer download, e funciona no Windows, OS X, iOS e Android.

Rumores diziam que o Spartan teria suporte a extensões, o que não se concretizou. Rossi diz: “nós estamos trabalhando em um plano para extensões em uma futura atualização para o Project Spartan. Ainda estamos no início de nosso planejamento, os detalhes ainda são voláteis.”

O navegador Spartan estará disponível para teste público nos próximos meses. Saiba mais detalhes sobre o EdgeHTML aqui: [Smashing Magazine via Windows Central]

Imagem inicial por Microsoft

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Homem Digital I Tim Cook é eleito ‘CEO do ano’ pela CNN Money     (24/12/14)

Site citou o desempenho das ações da empresa e o lançamento de produtos inovadores para justificar a escolha

Por Camilo Rocha

SÃO PAULO – “A Apple é a menina dos olhos de Wall Street outra vez”, justificou o site CNN Money ao escolher o presidente da Apple, Tim Cook, como o melhor CEO de 2014.

O site lembra que o preço da ação da empresa subiu 40% este ano e se aproximou de uma alta recorde na história da empresa. O desempenho se deve principalmente às vendas impressionantes dos últimos modelos dos iPhones, 6 e 6 Plus, que tiveram mais de 10 milhões de unidades comercializadas no primeiro fim de semana de lançamento.

Os modelos representaram a chegada das telas maiores aos iPhones, forte tendência recente entre os smartphones.

Mas não foram apenas os números dos smartphones que ajudaram a levantar a imagem da empresa em 2014. A Apple voltou a ser vista como marca na ponta da inovação com o anúncio do sistema de pagamentos Apple Pay e do relógio inteligente Apple Watch, com lançamento previsto para 2015. Desde a morte do antecessor de Cook, o reverenciado Steve Jobs, o papel da Apple como farol da indústria tecnológica vinha sendo questionado. Cook foi frequentemente retratado como um executivo menos ousado e criativo. Este foi o ano em que ele finalmente começou a reverter essa imagem.

“Cook tem o que pode ser considerado o emprego de CEO mais difícil da América”, escreveu a CNN Money. “Ele tem que convencer os céticos de que a Apple ainda pode inovar depois da morte de Steve Jobs. Ele provou que os detratores estavam errados”.

Do lado pessoal, um fato marcante para Cook este ano foi ter assumido publicamente que é homossexual, um gesto amplamente elogiado na mídia.

Cook também foi escolhido “Personalidade do ano” pelo Financial Times, que destacou os lançamentos da Apple.
O segundo e terceiro colocado da lista da CNN Money e também são do setor de tecnologia: o CEO da BlackBerry, John Chen, e o da Microsoft, Satya Nadella.

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Homem Digital I Drones viram a sensação como presente de Natal nos EUA     (23/12/14)

Da AFP

Los Angeles - Andrew Steele, de 15 anos, quer um drone como presente de Natal e não é o único. Milhares de pessoas de todas as idades estão ávidas por esses pequenos robôs voadores, que tiveram recentemente uma exposição em Los Angeles.

Visitantes observam drones na primeira exposição dos "pequenos robôs voadores" em Los Angeles

No geral, as pessoas pensam neles como uma nave militar ou aparelhos voadores que são usados no mundo empresarial, mas o crescimento dos drones como veículo recreativo explodiu nos últimos anos.

E os tipos de aparelhos existentes - que podem muito bem ser embrulhados em papel de presente e colocados sob uma árvore de Natal - são tão variados quanto a demanda por eles.

"É maravilhoso quando fica estático, como fica sempre no mesmo lugar enquanto move a câmera", explica Andrew, cujos pais tiveram de desembolsar 1.200 dólares para dar o presente que o filho desejava.

Graças ao sucesso no mercado, a empresa chinesa que responsável pela fabricação incrementou sua capacidade de produção, multiplicando por 100 o número de funcionários em oito anos.

"Este é um drone mais simples e custa 25 dólares. É basicamente para crianças e para pais que querem conseguir algo diferente para seus filhos no Natal", explica Tony Mendoza, um vendedor da UAV-RC.com que participou da exposição em Los Angeles, ao mostrar o modelo mais básico em seu acervo.

Muitos modelos também servem para serem usados como uma espécie de "fotógrafo voador", capaz de registrar momentos de uma festa, por exemplo, com ângulos vistos por cima.

Dor de cabeça

Com tanta procura, cada drone vendido é mais um drone que voa pelo céu nova-iorquino, o que representa uma verdadeira dor de cabeça para a Administração de Aviação americana, que regula o espaço aéreo.

"Não importa que o drone seja pequeno, o importante é ter consciência do ambiente e assegurar que o drone não seja operado de maneira que prejudique alguém, que não fique espionando vizinhos no quintal da casa", afirmou Lisa Ellman, ex-conselheira da Casa Branca.

Embora os drones estejam acessíveis para todo o tipo de público, operá-los de maneira segura não é algo tão simples.

Para ensinar a arte de pilotar com um controle remoto há especialistas como Adam Gibson, que dirige uma empresa para pilotos iniciantes de drones e os acompanha em seu primeiro voo.

"Para saber como usar o sistema, eu diria que são necessárias duas semanas, 20 horas a semana", afirma Gibson, da Ctrl.Me.

E para evitar acidentes, não apenas é preciso aprender a fazer o drone voar, como também configurá-lo corretamente.

"Muitos dos acidentes que temos visto se devem a uma calibragem incorreta da bússola ou, inclusive, porque alguém pinta o drone, o que interfere no funcionamento de seu GPS", explica.

Quando todos estes passos são dominados, o céu é o limite. Mas o usuário deve manter o robô voador a não mais de 120 metros de altitude, limite a partir do qual se corre o risco de topar com outros objetos voadores de maior tamanho.

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Homem Digital I Tim Cook é a personalidade do ano, segundo o Financial Times    (12/12/14)

Por

Depois de ter sido cogitado a receber o título de Pessoa do Ano pela revista Time e ser superado (na minha opinião, justamente) pelas equipes de saúde que combatem o ebola, Tim Cook precisou se “conformar” sendo escolhido a personalidade do ano pelo jornal inglês Financial Times.

Tim Cook ocupa o cargo de CEO da Apple desde agosto de 2011, quando assumiu o lugar de Steve Jobs, que veio a falecer em outubro daquele ano. Cook conduziu a Apple a uma valorização de 50% durante o ano de 2014, fazendo com que a empresa atingisse o valor de mercado de US$ 700 bilhões. O sucesso alcançado pelo iPhone 6 e pelo iPhone 6 Plus garantiu cifras destacadas: só no último trimestre, as vendas dos iPhones somaram mais de US$ 40 bilhões.

O sucesso de Cook se justifica, segundo o Financial Times, pela recuperação do espírito de inovação da época de Steve Jobs, que resultou nos impressionantes resultados financeiros obtidos. Mas a indicação do seu nome como personalidade do ano por um dos jornais mais lidos pelos líderes empresariais se explica completamente por questões que extrapolam os limites da vida profissional.

No dia 30 de outubro, Cook revelou ser gay e afirmou que fazia esse anúncio publicamente porque acreditava que valia a pena abrir mão de um pouco da sua privacidade para dar visibilidade à comunidade gay. Além disso, há um esforço pessoal de Cook para que mais mulheres assumam cargos de diretoria dentro da Apple.

Todas estas razões colocaram Tim Cook no topo da lista. A verdade é que ele vem mostrando que está firme no comando da Apple e que as lacunas deixadas por Steve Jobs estão sendo bem preenchidas. Para Tim Cook e a Apple, 2015 promete.

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Homem Digital I Evan Williams, co-fundador do Twitter se irrita com Instagram e diz que faz muito mais dinheiro que eles    (12/12/14)

“Eu não dou a mínima” é uma tradução mais suave do que o “I don’t give a shit” pronunciado por Evan Williams, co-fundador do Twitter, a respeito sobre seu rival Instagram durante uma entrevista para a revista Fortune. E o executivo não parou por aí.

“O Twitter faz uma bordoada a mais de dinheiro que o Instagram, se é isso com que Wall Street se importa”, proferiu Williams. O co-fundador do Twitter, do Blogger (antes da aquisição pelo Google) e do Medium ficou furioso com a declaração do CEO do Instagram, Kevin Systrom, de que a rede de compartilhamento de fotos havia ultrapassado o Twitter em quantidade de usuários.

“Por que número de usuários é a única coisa que mencionamos?”, perguntou Williams. “Se você for pensar no impacto que o Twitter tem no mundo versus o que o Instagram tem, é muito significativo. (…) É uma rede de informação em tempo real onde tudo no mundo acontece no Twitter – assuntos importantes param no Twitter e líderes mundiais conversam no Twitter. Se isso está acontecendo, eu francamente não dou a mínima se o Instagram tem mais pessoas olhando para figuras bonitas”, arrematou o executivo. [Código Fonte]

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Homem Digital I Brasileiro que criou o Instagram, Mike Krieger fala sobre futuro do aplicativo    (11/12/14)

Em entrevista exclusiva, brasileiro que criou app fala sobre propaganda, números e comunicação entre artistas e fãs

Por Bruno Capelas

Mike Krieger, à esquerda, ao lado de seu sócio Kevin Systrom; juntos, os dois criaram o Instagram. FOTO: NYT

LOGIN | Mike Krieger, cofundador do Instagram

Aos 28 anos de idade, Mike Krieger é um dos brasileiros mais poderosos do Vale do Silício. Seu nome pode não ser familiar, mas, ao lado do sócio Kevin Systrom, ele criou em 2010 o Instagram, rede social de compartilhamento de fotos, que ontem anunciou ter chego à marca de 300 milhões de usuários ativos mensalmente. Ao todo, mais de 70 milhões de fotos são publicadas todos os dias no Instagram.

Nascido em Minas Gerais, Krieger mudou-se para os EUA em 2004, a fim de estudar na Universidade de em Stanford, onde conheceu Systrom. Seis anos depois, a dupla criaria o Instagram, que acabaria sendo vendido para o Facebook em 2012 por US$ 1 bilhão. “Buscávamos dar às pessoas ferramentas para que elas pudessem mostrar o mundo não da forma como uma câmera captou, mas sim como elas se lembravam do que tinha acontecido”, conta Krieger, em entrevista exclusiva ao Estado.

Apesar de ser parte do “grupo Facebook”, que neste ano adquiriu também o WhatsApp por US$ 19 bilhões, o Instagram pode ser considerado uma empresa independente. “Somos uma empresa dentro de uma empresa”, explica Krieger. “Quando fomos adquiridos, estávamos em um ciclo vicioso de não conseguir crescer. O suporte do Facebook nos ajudou a ir em frente”, diz o brasileiro.

Além dos novos números, o Instagram também anunciou uma novidade ontem: a partir do próximo dia 18, contas de marcas, celebridades e atletas terão um selo de verificação, para que os usuários tenham certeza de que as imagens ali postadas não são falsas. A equipe do aplicativo também trabalha na remoção de contas fake e responsáveis por spam.

“Queremos uma experiência autêntica”, afirma Krieger, que se diverte quando vê interações entre artistas e seu público pela plataforma. “Nas últimas semanas, vi a Taylor Swift dar apoio a uma garota que sofria bullying através dos comentários de uma foto. Isso é muito legal”, diz.

Imagem comemorativa dos 300 milhões de usuários do app. FOTO: Reprodução/Instagram

Na entrevista a seguir, o brasileiro fala sobre a influência do Instagram no mundo da moda e no mercado de câmeras digitais, comenta o lançamento do app Hyperlapse, dedicado à edição de vídeos e explica como, aos poucos, o Instagram tenta se tornar rentável com publicidade. “Queremos que a propaganda seja algo orgânico ao aplicativo, da mesma forma que as pessoas veem um anúncio em uma revista e acham aquilo natural”, explica.

Como você vê o Brasil hoje dentro do universo de usuários do Instagram?
O Brasil é hoje um dos principais públicos do Instagram, junto dos EUA, Europa e Rússia. Acho incrível como os brasileiros adoram tirar fotos de outras pessoas. É um uso não apenas pessoal, mas que envolve amigos e família, sendo bastante social.

O Instagram é uma empresa de apenas quatro anos de idade. Como é vê-lo se tornar uma ferramenta de expressão popular no mundo todo?
Criamos o Instagram para pessoas que gostam de ver o mundo de uma forma supervisual. O começo de tudo é a foto, e não o texto que vai junto com ele. Logo no primeiro ano, nós tínhamos 2 milhões de fotos postadas todos os dias. Hoje, são 70 milhões de fotos por dia. Imagina imprimir todas essas fotos e colocar uma em cima da outra? Seria uma torre enorme. Para mim, não é só um app de comunicação, mas é uma forma diária de cada pessoa contar a sua história.

O Instagram está há quase dois anos dentro do Facebook. Como é a relação entre as duas empresas?
É super independente. Somos uma empresa dentro de uma empresa. Eu e o Kevin temos contato direto com o Mark no nível de estratégia, mas temos independência. Quando fomos adquiridos, vivíamos um ciclo vicioso: queríamos melhorar o site e fazê-lo crescer, mas não conseguíamos cuidar de tudo ao mesmo tempo. O Facebook nos ajudou a superar esse ciclo e melhorar nosso produto.

Em 2014, o Instagram começou a implementar anúncios. Como têm sido os testes e qual é a preocupação para não agredir a experiência do usuário?
Estamos nos preocupando em manter os valores e o gosto visual da comunidade. O que temos feito nos EUA, onde os testes já começaram, tem sido dialogar com marcas que consigam mostrar seus produtos de forma visual. Queremos que a propaganda seja algo orgânico ao aplicativo, da mesma forma que as pessoas veem um anúncio em uma revista e acham aquilo natural.

Este ano vocês também lançaram o Hyperlapse, um app para edição de vídeos. Muitos críticos viram isso como uma guinada para o mercado de imagens em movimento. Como vocês vêm o setor?
O vídeo é algo mais difícil de produzir do que uma foto. Para nós, é uma ferramenta para contar algo que uma foto não conseguem registrar bem, como uma modelo em uma passarela ou o movimento dos trens em Tóquio. O mais bacana é que o Hyperlapse foi uma criação dos nossos engenheiros, e tem recebido vários prêmios. Eles têm trabalhado em novas ideias, mas não há nada a ser comentado. O que queremos é ajudar as pessoas a serem ainda mais criativas.

Com o Instagram, as pessoas têm se interessado mais pela fotografia. Era essa a intenção de vocês?
Sim. Quando nós criamos o app, buscamos dar às pessoas ferramentas que pudessem fazê-las mostrar o mundo não da forma como o telefone captou, mas sim como elas se lembram daquilo que viram, usando os filtros e as ferramentas de edição. Isso faz parte do nosso DNA. Além disso, é muito bacana ver artistas, estilistas e atletas se conectando com seu público através do app. Acho super bacana ver, por exemplo, quando acontece o São Paulo Fashion Week e os designers colocam vídeos das modelos andando com a roupa.

O mercado de câmeras fotográficas têm passado por uma crise nos últimos anos, especialmente por enfrentar a concorrência de smartphones. Sendo uma plataforma de imagens, como o Instagram vê essa competição?
Tivemos sorte de aparecer na época em que os celulares – especialmente o iPhone – começaram a ter boas câmeras. Para mim, a melhor câmera é aquela que você tem na hora de tirar uma foto. Parei de levar minha câmera para os lugares; hoje levo meu celular. Por outro lado, têm aparecido câmeras com um telefone Android embutido, de maneira que você pode tirar uma foto e já subi-la para o Instagram. É um mercado que deve mudar muito nos próximos anos.

Você é visto como um exemplo entre os empreendedores brasileiros. Que conselho daria para quem está começando uma startup?
O que fez diferença para mim foi me preocupar não só com a parte técnica, mas também entender as necessidades das pessoas. Vejo muitos desenvolvedores pensando de forma tecnológica, mas sem cuidar do usuário final. Para nós, o Instagram era uma maneira de resolver o fato de que as pessoas tiravam muitas fotos com seus celulares, mas essas fotos nem sempre eram boas e não havia onde compartilhá-las com os amigos. Para mim, é essencial entender o problema do usuário e mostrar como você pode solucioná-lo de forma simples.

Vídeo acima mostra passeio pela Casa Branca e foi produzido com ajuda do Hyperlapse.

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Homem Digital I Zuckerberg rebate críticas de Tim Cook sobre inserir anúncios na web     (05/12/14)

Em setembro deste ano, o CEO da Apple, Tim Cook, deu uma declaração polêmica. “Quando um serviço é gratuito, você não é o cliente, você é o produto”, disse ele provavelmente se referindo produtos do Facebook e da Google. Em uma publicação da revista Time de hoje, Mark Zuckerberg rebateu essa crítica e disse que esse conceito de Cook é simplesmente ridículo.

Ele comentou ainda que a missão do Facebook é conectar cada pessoa do planeta, e não dá para fazer isso pedindo para que elas paguem pelo seu serviço. A solução, portanto, seria fazer com que outras empresas paguem por isso e tornem o tal serviço gratuito.

“Uma frustração que eu tenho é que um monte de pessoas cada vez mais tende a relacionar o modelo de negócios suportado por publicidade a estar fora de alinhamento com os seus clientes”, disse ele á revista. O que muitas pessoas questionam nesse modelo de negócio é o fato de empresas coletarem dados dos clientes para realizar publicidade direcionada.

Se alguém pesquisou uma lavadora no Google, é provável que todos os anúncios direcionados a a essa pessoa na internet sejam de lavadoras logo em seguida. Mas isso é realmente um problema só de empresas que vendem anúncios direcionados?

“Você pensa que por estar pagando para a Apple você está de alguma forma em alinhamento com eles? Se você estivesse em alinhamento com eles, então eles teriam que tornar os produtos deles bem mais baratos”, comentou Zuckerberg.

Rede social sem anúncios

Há uma rede social chamada “Ello” que afirma não coletar dados dos usuários para propósitos comerciais e jamais transformar as pessoas em produtos. O CEO do Facebook não acredita que, com esse modelo de negócio, a rede social será um grande sucesso.

A declaração de Tim Cook foi considerada infundada também por Eric Schmidt, ex-CEO da Google, em uma entrevista à CNN. Ele disse que Cook estaria desinformado sobre as práticas da gigante das buscas.

Fonte(s)

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Homem Digital I Pesquisa revela que o iPhone 6 Plus está mesmo canibalizando as vendas de iPads      (27/11/14)

Que o iPhone 6 Plus iria canibalizar as vendas de iPads, isso todos nós já sabíamos — afinal, a tela grandona do aparelho é ótima para ler, ver vídeos, jogar… tudo que o iPad sempre fez muito bem (melhor que qualquer iPhone). A grande questão na verdade não é se, mas quanto. Nenhuma métrica usada agora, poucos meses depois do lançamento dos novos smartphones da Apple, é certeira. Mas esta compartilhada pelo Pocket é bem bacana.

Para quem não conhece o Pocket, trata-se de um serviço no qual você salva vídeos, artigos e tudo mais que você encontrar na web para ver/ler depois (“read it later”), num momento mais tranquilo.

Para entender como o iPhone 6 Plus afetou o consumo de conteúdo pelo iPad, eles pegaram alguns dados de usuários que tinham tanto iPhones 5/5s quanto iPads e analisaram quanto tempo eles gastaram lendo em ambos os dispositivos. Depois do lançamento dos iPhones 6 e 6 Plus, fizeram a mesma comparação — e o resultado você vê abaixo:

Como podemos observar, donos de iPhones 5/5s que também têm algum modelo de iPad dividem bem o tempo que consomem conteúdo no smartphone e no tablet; já no outro extremo, usuários do iPhone 6 Plus praticamente deixaram seus iPads de lado, passando 80% do tempo lendo artigos/assistindo a vídeos no próprio smartphone.

Outros pontos que valem destacar da pesquisa:

  • Usuários de iPhones 6 agora abrem 33% mais artigos e vídeos dentro do Pocket do que donos de iPhones 5/5s; já os de iPhones 6 Plus abrem 65% mais!
  • Donos de iPhones 6 Plus abrem 40% mais vídeos no aparelho que donos de iPhones 5/5s e 16% a mais que os de iPhones 6.
  • Por outro lado, muito provavelmente por conta do tamanho do aparelho e das “complicações” que ele gera para ser manuseado com uma mão só, donos de iPhones 6 Plus acabam lendo 22% menos que os de iPhones 5/5s/6 enquanto estão se deslocando em ônibus, metrôs, etc.

Interessante, não? Esses e alguns outros dados da pesquisa podem ser vistos no blog do Pocket.

Caso tenha se interessado pelo app, ele tem versões para iOS e OS X. [MacMagazine]

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Homem Digital I Larry Page é empresário do ano e Tim Cook fica em 2º    (13/11/14)

São Paulo – Em sua lista de empresários mais importantes do ano, a revista Fortune colocou Larry Page em primeiro lugar. O CEO e co-fundador do Google superou outros grandes nomes da área. Na lista do ano passado, Page havia aparecido no oitavo lugar.

Larry Page: CEO e co-fundador do Google foi eleito empresário do ano

“O que você faz depois de criar a mais lucrativa franquia de internet? Se você for Larry Page, você mira ainda mais alto”, escreve a Fortune. A revista lista algumas das ousadas áreas nas quais Page investiu. Entre elas estão os transportes (com os carros autônomos do Google) e a medicina (com a Calico, empresa com foco em saúde).

Logo atrás de Page está Tim Cook, CEO da Apple, no segundo lugar. O salto de Tim Cook na lista é impressionante. Na lista do ano passado, Cook havia ficado apenas com a 47ª posição.

“Substituir uma lenda é um exercício repleto de perigos. No entanto, em três anos de administração na empresa de Steve Jobs, está se tornando cada vez mais claro que Tim Cook sabe o que está fazendo como CEO da Apple”, afirma a Fortune.

Entre os 50 maiores empresários ainda estão diversas outras figuras do mundo da tecnologia. Jack Ma, fundador do Alibaba ocupa a décima posição. O chinês se destacou neste ano, principalmente por conta de um IPO bem sucedido da sua empresa.

Menos bem colocados na lista ainda aparecem Mark Zuckerberg, do Facebook, em 13º e Elon Musk, que havia sido o primeiro colocado no ano passado, aparece em 18º.

Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon, está em 25º. Satya Nadella se saiu bem em seu primeiro ano como CEO da Microsoft e garantiu a 38ª colocação. Reed Hasting, CEO e fundador do Netflix, está em 37º.

A lista mostra que no mercado tecnológico, os chineses estão ganhando espaço. Além de Jack Ma, também aparecem Robin Li, co-fundador e CEO do Baidu, em 39º e Pony Ma, da Tencent, aparece em 46º. 

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Homem Digital I Disney se une ao Google para exibir filmes no Android     (04/11/14)

Karen Carneti, de INFO Online               

Graças a uma parceria com o Google, agora é possível assistir a qualquer filme da Disney (incluindo Pixar e Marvel) em um dispositivo com Android por meio da Google Play.

Para assistir aos filmes, é preciso baixar o aplicativo “Disney Movies Anywhere” e conectá-lo à sua conta do Google. 

Aplicativo “Disney Movies Anywhere” em aparelho com Android (Reprodução/Techcrunch)

Em fevereiro deste ano, a companhia já havia feito uma parceria com a Apple, o que permitiu que as pessoas comprassem cópias digitais dos filmes e as sincronizassem com o iTunes ou comprassem os DVDs dos filmes e assistissem em seus dispositivos Apple com um código especial. Agora, os mais de 450 títulos podem ser vistos em qualquer aparelho com Android ou iOS.

“Queremos que os fãs de cinema desfrutem mais facilmente de todas as suas compras digitais - passadas e futuras - em todos os seus dispositivos", disse Jonathan Zepp, chefe de parcerias de filmes da Google Play, ao Techcrunch.

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Homem Digital I Especialista da DisplayMate analisa as telas dos novos iPads e se decepciona     (27/10/14)

por Eduardo Marques

Quando o assunto é qualidade de tela, Dr. Raymond M. Soneira (da DisplayMate) é *o cara*. Tradicionalmente, sempre que um iGadget é lançado ele analisa o componente e dá seu parecer de acordo com o que temos hoje em dia no mercado. Não foi diferente, então, com as telas dos novos iPads.

Tela do iPad Air 2

Falando especificamente do iPad Air 2, Soneira elogiou o revestimento antirreflexo dele, o qual reduz os reflexos de luz ambiente em cerca de 3:1 se comparado à maioria dos tablets e smartphones do mercado (incluindo iPads anteriores), e cerca de 2:1 se comparado com os *melhores* tablets e smartphones concorrentes (incluindo o iPhone 6, por exemplo).

Só que, tirando isso, a tela totalmente laminada (que boa parte da concorrência já oferece) e o revestimento resistente a impressões digitais/oleosidade, a tela é exatamente a mesma do iPad de quarta geração.

Na verdade, por conta da obsessão da Apple em fazer iPads cada vez mais finos, o desempenho dessa tela chega a ser menor que o da do iPad Air, oferecendo 8% menos brilho e uma eficiência energética 16% menor. Na opinião de Soneira, os tablets de Samsung, Amazon e Microsoft oferecem precisão de cores, ângulos de visão e eficiência energética melhores — para ele, o Galaxy Tab S ainda é o tablet com a melhor tela disponível no mercado.

iPad mini 3

Já sobre o iPad mini 3, não há muito o que falar. A tela é *exatamente* a mesma do mini 2, a qual já foi mal avaliada por conta da gama/precisão das cores. Ou seja, se no ano passado a concorrência já oferecia telas melhores que a do iPad mini 2, imagine agora, em 2014!

Definitivamente a prioridade da Apple nessas atualizações não foi o display. Caso queira ler todas as informações sobre a avaliação de Soneira sobre as telas (incluindo gráficos), não deixe de dar uma passada no site da DisplayMate.

[via MacRumors]

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Homem Digital I Usuários de iPhone e Android se unem em boicote nos Estados Unidos   (27/10/14)

iLex

O Apple Pay (novo sistema de pagamentos da Maçã) entrou em prática na semana passada e já está mostrando que pode significar uma nova revolução na forma em que pagamos nossas compras. Ele é fácil, rápido e pela primeira vez elimina mesmo a necessidade de tirarmos nossa carteira do bolso, de uma forma prática e muito segura.

Mas esta “revolução” não agradou a todos os comerciantes. Algumas lojas que fazem parte de um determinado grupo já estavam pensando em desenvolver seu próprio método de pagamento, que só ficará pronto no ano que vem. Então, o que eles fizeram? Estão recusando, de forma burra, pagamentos com o Apple Pay. “Forma burra” porque, para isso, eles eliminaram completamente as máquinas de NFC dos estabelecimentos, impedindo que qualquer um pague usando este método, inclusive quem tem Android e usa o Google Wallet.

Na rede Reddit já há grupos de usuários de Android e iOS convocando para um boicote às lojas que estão fazendo isso. Afinal, seria um retrocesso na forma de pagamentos, ainda mais agora que o NFC tem uma chance de realmente crescer depois de anos no mercado.

Por que retrocesso? Por que esta “nova” forma de pagamento usa um método arcaico de solucionar o problema: QR Codes

Como funciona o CurrentC

Esta outra solução de pagamentos está sendo desenvolvida pela companhia MCX (Merchand Customer Exchange), que desde 2011 estuda formas alternativas de pagamentos em negócios. Chamada de CurrentC, a solução tem como objetivo livrar os comerciantes de pagar as taxas de cartão (em média de 2 a 3%) e ainda coletar dados pessoais dos clientes, como sistema operacional, histórico de sites, fotos e até mesmo informações de saúde, entre outros dados.

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É bom lembrar que no Apple Pay nenhuma informação pessoal do usuário é compartilhada com o estabelecimento e a Apple já fez questão de enfatizar isto.

Mesmo para quem não se importa de ter seus dados pessoais coletados, há ainda outro problema: a forma como o pagamento é feito.

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Enquanto que com o Apple Pay basta tirar o iPhone do bolso, aproximá-lo do terminal e só tocar no Touch ID sem nem mesmo precisar desbloquear a tela, com o CurrentC a burocracia será bem maior. Você precisará tirar o iPhone do bolso, abrir o aplicativo especial, escanear o QR code da sua compra, esperar que apareça um novo código na sua tela, mostrá-lo para o vendedor, que irá escanear este código e, aí sim, efetivar a compra. Tem algo mais arcaico que isso?

Com o mundo inteiro caminhando em direção ao NFC e ao Bluetooth LE, é realmente uma decisão bizarra a se tomar. E prejudicando os clientes que já usam o NFC, a antipatia deles tende a aumentar ainda mais.

Por enquanto, apenas as redes de farmácias Ride-Aid e CVS estão recusando pagamentos com NFC em seus estabelecimentos. Outras redes importantes que adotaram também a solução da MCX, como Walmart e Best Buy, podem, na teoria, seguir pelo mesmo caminho no futuro.

O tempo dirá o que resultará desta polêmica decisão de retirar das lojas os equipamentos NFC. Se o Apple Pay realmente vingar (e tem tudo para isso), significará a morte anunciada de vários sistemas alternativos de pagamento, inclusive o natimorto CurrentC.

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Homem Digital I Três dias com Edward Snowden, o homem mais procurado do mundo    (26/10/14)

Ninguém ameaçou tanto as políticas externa e de segurança dos Estados Unidos quanto Edward Snowden, responsável pelo vazamento de milhares de arquivos da NSA. Estivemos com o ex-agente secreto em Moscou, onde vive em anonimato e escondido das autoridades americanas

Por James Bamford

A mensagem pisca no meu notebook. Trata-se de um computador “limpo”, cujo conteúdo se limita apenas a um sofisticado pacote de criptografia.“Mudança de planos”, escreve meu contato.“O encontro será no saguão do hotel x à 1 hora da tarde. Leve um livro e espere ES falar com você.” ES é Edward Snowden, o homem mais procurado do mundo. Foram quase nove meses tentando marcar uma entrevista com ele. Estive em Berlim, no Rio (duas vezes) e em Nova York (muitas vezes), conversando com os poucos confidentes do ex-agente capazes de me ajudar a marcar um encontro. Entre outras coisas, quero ouvir a resposta para uma pergunta premente: por que Snowden decidiu vazar centenas de milhares de documentos ultrassecretos e fazer revelações que deixaram à mostra o gigantesco alcancedos programas de vigilância do governo americano?

Ben Winzer, advogado dele que trabalha para a União Americana pela Liberdade Civil (ACLU, na sigla em inglês), me mandou um email em maio confirmando que seu cliente me encontraria em Moscou. Ao todo, foram três dias de conversas, divididos pelas várias semanas que passei na capital russa.Foi o contato mais longo que qualquer jornalista teve como ex-agente desde junho de 2013, quando ele chegou à Rússia. Os detalhes do nosso rendez-vous até encontrá-lo, entretanto, continuavam envoltos numa nuvem de mistério: cheguei a Moscou sem saber ao certo quando e onde nos encontraríamos de fato.

Confesso que sinto uma certa afinidade por Snowden. Assim como ele, fui enviado para uma unidade da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) noHavaí. A tarefa fazia parte dos três anos que servi à Marinha durante aGuerra do Vietnã. Depois, quando estudava Direito e já era reservista, descobri um programa de espionagem ilegal de cidadãos americanos, e decidi denunciar a agência. Prestei depoimento numa audiência fechada do Church Committee, nome dado à comissão de inquérito criada pelo Congresso americano na década de 70. O trabalho do grupo de parlamentares levouaamplas reformas para coibir os excessos cometidos pelos serviços de inteligência. Mais tarde, já formado,escrevi meu primeiro livro sobre a NSA. Em mais de uma ocasião sofria meaças de ser processado por violação da Lei de Espionagem–criada em1917,essa mesma legislação serve como base para as acusações que pesam contra o ex-agente (no meu caso as ameaças eram infundadas, e jamais se concretizaram). Desde então escrevimaisdois livros sobrea NSA e publiquei inúmeras reportagens em revistas. Fiz resenhas de livros, editoriais e participei de documentários. Em todos esses trabalhos, porém, eu jamais havia me deparado com alguém como Snowden. Ele é um exemplo único e pós-moderno da nova estirpe de delatores.

Desde junho do ano passado, quando ele sumiu do mapa no Aeroporto de Moscou, pouca gente teve contato pessoal como ex-agente. Snowden, é claro, ainda usa de grande cautela para marcar encontros pessoais. A situação me faz lembrar uma recente reportagem do The Washington Post, que decidi ler enquanto me preparava para esta entrevista. Escrita por Greg Miller, a matéria narra reuniões diárias entre as autoridades do FBI, da CIA e do Departamento de Estado americano, sempre em busca de uma solução desesperada para capturar o ex-agente. No texto, um oficial declara:“Tínhamos a esperança de que ele cometesse a burrice de entrar num avião e esperar algum aliado dizer: ‘Você já está no nosso espaço aéreo, e pode pousar’”.Snowden não foi tão ingênuo–e, considerando que desapareceu na Rússia, tudo indica que os Estados Unidos não têm mais nenhuma pista sobre seu paradeiro.


A caminho do hotel onde será a entrevista, faço o possível para não me seguirem. É um endereço meio fora de mão, sem atrativos para visitantes ocidentais. Sento numa poltrona do saguão, perto da porta principal, e abro o livro que fui instruído a trazer. Pouco depois de 1 hora da tarde Snowden passa por mim. Ele está com uma calça jeans escura e uma jaqueta marrom esportiva. Sobreo ombro direito, segura uma grande mochila preta. Ele só me vê quando me levanto e começo a caminhar a seu lado. “Onde você estava?”, pergunta ele. “Não o vi.” Aponto para a poltrona e faço uma piada: “Tem certeza de que você trabalhava para a CIA?”. Ele abre um sorriso.

Na hora de entrar no elevador, Snowden abre a boca para dizer alguma coisa. Mas uma mulher se junta a nós antes que as portas se fechem, e então ficamos calados, ouvindo “Desafinado”, enquanto o elevador sobe até um andar mais alto. Já no corredor, ele indica uma janela com vista para o horizonte desta Moscou moderna, comos edifícios altos e reluzentes que se sobrepõem às sete torres barrocas e góticas conhecidas pelos locais como Stalinski e Vysotki – “os arranha-céus de Stalin”.O ex-agente estámorando aqui há mais de um ano; faz compras numa mercearia de bairro, onde ninguém o reconhece, e já fala um pouco de russo. Aprendeu a viver com modéstia numa cidade cara,mais limpa que Nova York e mais sofisticada que Washington. O asilo temporário concedido a ele deveria expirar em agosto, mas o governo russo anunciou que o visto de permanência seria estendido por mais três anos.


Snowden entra no quarto reservado para a entrevista, joga a mochila em cima da cama, tira os óculos escuros e o boné de beisebol. Ele está magro, quase abatido. No rosto fino há um cavanhaque incipiente. Em seguida, põe os óculos de grau que viraram sua marca registrada: armação Burberry, lentes retangulares e aro preto apenas na parte de cima. A camisa azul-clara está larga,o cinto está apertado no cós da calça, e nos pés ele tem um mocassim Calvin Klein de couro preto e bico quadrado. Oex-agente está permanentemente
atento ao que o pessoal da área de inteligência chama de segurança operacional. Nomomento em que sentamos para conversar ele tira a bateria do celular. Já meu iPhone havia ficado no hotel. O pessoal em contato com Snowden havia me alertado repetidas vezes: mesmo desligado, um celular pode facilmente se transformar num microfone da NSA. 

Os conhecimentos do ex-agente sobre as manhas da agência são umdos trunfos que permitem a ele permanecer à solta. O outro é evitar áreas frequentadas por americanos e demais ocidentais. Mesmo assim,de vez em quando é reconhecido por algum russo quando,porexemplo, vai a uma loja de computadores.Nessas situações, ele sorri discretamente, põe o dedo indicador na frente dos lábios e diz: “Psiu”. Embora seja alvo de uma caçada planetária, Snowden parece tranquilo e animado. No quarto de hotel, bebemos coca-cola e detonamosuma pizza gigante de pepperoni, entregue pelo serviço de quarto.
Dentro de alguns  dias ele vai completar 31 anos, e ainda tem esperanças de poder voltar aos Estados Unidos em algum momento de sua vida. “Eu disse ao governo que estava disposto a ir para a prisão voluntariamente, desde que pelos motivos certos”, afirma. “Estou mais preocupado com o país do que comigo mesmo. Mas não podemos permitir que a lei se transforme numa arma política, nem deixar as pessoas com medo de defender seus direitos – por melhor que seja a contrapartida. Não quero fazer parte disso.” 

Snowden continua assombrando os Estados Unidos, e o imprevisível impacto de suas ações tem ecos domésticos e mundiais.Mas os documentos propriamenteditosnãoestãomais sob seu controle. Ele não temacesso aos arquivos, e garante não ter trazido nada para a Rússia.No momento as cópias estão nas mãos de vários veículos de imprensa, incluindo o First Look Media, criado pelo jornalista Glenn Greenwald e pela documentarista Laura Poitras – os dois americanos que primeiro tiveram acesso ao material. O jornal The Guardian também recebeu cópias, mas foi pressionado pelo governo britânico a transferir a guarda física (não aposse) para o The New York Times. O jornalista Barton Gellman, do Washington Post, tambémteve acesso aos papéis, e é pouco provável que qualquerum deles ou organizações devolvamos documentos para a NSA.
Essa situação deixa as autoridades americanas num estado de ansiedade e impotência, sempre à espera da próxima rodada de revelações, de uma nova reviravolta diplomática, de mais uma dose de humilhação. Snowden diz que as coisas não precisavam ter sido assim. Segundo ele, a intenção era dar ao governo uma bela ideia do que havia sido roubado exatamente. Antes de fugir comos documentos ele deixou um rastro de migalhas de pão digitais, de modo que os investigadores pudessemdeterminar quais documentos ele havia copiado e levado consigo, e quais tinha apenas visto. Com isso ele esperava que a NSA percebesse que seu objetivo não era espionar para governos estrangeiros, e sim denunciar violações de direitos. Ele também queria dar tempo para que o governo se preparasse para vazamentos futuros,mudasse palavras em código, revisasse planos operacionais e tomasse outras medidas capazes de reduzir os estragos. O ex-agente, porém, acredita que o sistema de auditoria da NSA não tenha identificado essas pistas: a agência apenas registrou o número total de documentos tocados por ele (1,7 milhão,embora ele afirme que seja bem menos). “Imaginei que iriam se atrapalhar, mas não achei que seriam compelatamente inábeis.”

Snowden suspeita que o governo tema pelo conteúdo dos documentos, cujo potencial para causar avarias é considerável. Os jornalistas que estão com o material ainda podem descobrir esses segredos. “Eles (o governo) devem achar que os arquivos contêm evidências capazes de levar à morte política dessa turma toda”, diz. “A investigação realizada pelas autoridades fracassou, eles não sabem o que foi levado e continuam divulgando números absurdamente grandes. Isso sugere que, em algum momento, perceberam o vazamento de algo na linha‘vai dar merda’. E provavelmente pensam que isso ainda está à solta.” Mesmo assim, é pouco provável que alguém conheça o conteúdo exato da imensa massa de documentos – isso vale para a NSA, para os atuais guardiões dos arquivos e para o próprio Snowden. Embora ele se recuse a dar detalhes sobre como reuniu o material, especialistas da comunidade de inteligência afirmam que o ex-agente simplesmente usou o“webcrawler”, um programa que busca e copia todos os documentos contendo uma determinada palavra chave(ou uma combinação delas). Isso poderia explicar todos os arquivos que apenas listam parâmetros de sinal e outras estatísticas técnicas e praticamente ininteligíveis.
A situação traz ainda mais um complicador: algumas revelações atribuídas a Snowden podem não ter partido dele, e simde outro alcaguete que anda vazando dados por aí e atribuindo esses segredos ao colega famoso. O ex-agente não quis comentar essa possibilidade–mas, por outros caminhos, tive acesso irrestrito aos documentos roubados por ele, que hoje estão espalhados por diferentes locais.Verifiquei os arquivos usando  uma sofisticada ferramenta de busca digital, e não encontrei alguns dos documentos que chegaram ao público. Isso me leva à conclusão de que há um segundo delator, e não estou sozinho nessa crença. Greenwald e o especialista em segurança Bruce Schneier tiveram amplo acesso aos segredos roubados, e já declararam acreditar na existência de outro responsável pelo vazamento de algumas informações para a imprensa.

No mesmo dia em que rachei uma pizza com Snowden num hotel em Moscou, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos finalmente se mexeu para limitar o alcance das atividades da NSA.Numa decisão folgada (293 votos a favor e 123 contra), os parlamentares proibiram a prática de realizar buscas sem mandado de segurança num grande banco de dados que contém milhões de e-mails e gravações de telefonemas de cidadãosamericanos. Em uma declaração conjunta, os deputados favoráveis ànova legislação – democratas e republicanos – afirmaram: “Os americanos estão cada vez mais assustados coma dimensão da vigilância não autorizada realizada pelo governo. Esses programas vasculham e armazenam informações pessoais dos cidadãos. Ao aprovar essa emenda, o Congresso toma uma medida firmepara fechar as portas da vigilância em massa”.

Essa é uma das muitas reformas que haviam sido propostas e jamais teriam ocorrido não fosse o episódio Snowden. Em Moscou, ele relembra  o dia em que entrou num avião para Hong Kong como objetivo de confessar ser o reponsável pela divulgação deumgrande pacote de segredos de Estado.Naquele momento, ele se perguntou se o risco realmente valeria a pena.“Imaginei que a sociedade como um todo daria de ombros e seguiria adiante”, conta ele. Não foi bem assim: a xeretagem exercida pela NSA se transformou numdos temas mais prementes do debate americano. O presidente Obama se viu obrigado a fazer um pronunciamento oficial sobre o assunto, o Congresso agiu e a Suprema Corte já sinalizou a intenção de avaliar as escutas não autorizadas. A opinião pública também passou a defender restrições à vigilância em massa. “Tudo depende da pergunta feita nas pesquisas de opinião”, diz o ex-agente.“Quando ela se restringe à minha decisão de revelar o Prisma, por exemplo, 55% dos americanos concordam.” O programa ao qual Snowden se refere permite às agências do governo extrair dados dos usuários de empresas como Google, Microsoft e Yahoo!. “É uma porcentagem impressionante, se considerarmos que o governo passou um ano afirmando que sou um supervilão.”

Pode parecer exagero – mas não está muito longe da verdade. Pouco menos de um ano após o vazamento das primeiras informações, o ex-diretor da NSA, Keith Alexander, afirmou que o ex-agente estava sendo “manipulado pela inteligência russa”, e o acusou de ter causado “estragos graves e irreversíveis”. Recentemente, o secretário de Estado John Kerry declarou que “Snowden é um covarde, um traidor que desonrou seu país”. Mas em junho o governo deu indícios de estar se afastando dessa retórica apocalíptica. Em entrevista ao The New York Times, o novo diretor da NSA, Michael Rogers, disse estar sendo “específico e comedido” em suas declarações: “Na condição de diretor, ninguém me ouviu dizer ‘meu Deus, o mundo está acabando’”.

Embora procure controlar a exposição de sua imagem, o ex-agente resiste a falar sobre si mesmo.Em parte isso é fruto de uma timidez natural, da relutância em“ arrastar a família para dentro dessa história e virar assunto para uma biografia”. Ele teme que a revelação de detalhes sobre sua vida pessoal possa sugerir narcisismo e arrogância. Mais do que tudo, ele não quer desviar os holofotes da causa pela qual arriscou a própria vida. “Sou engenheiro, e não político. Nãoquero um palco. Morro de medo de criar uma distração para o pessoal da televisão, de dar a eles uma desculpa para difamar, deslegitimizar e colocar em perigo um movimento tão importante.”

Mesmo assim,Snowden finalmente concorda em contar um pouco sobre sua vida. Nascido em 21 de junho de 1983,ele cresceu num subúrbio do estado de Maryland, não muito longe da sede da NSA. Opai,Lon, galgou os suados degraus da hierarquia da Guarda Costeira e chegou ao posto de oficial. A mãe, Wendy, trabalhava no Tribunal Regional Federal de Baltimore; a irmã mais velha,Jessica, era advogada do Tribunal de Justiça, em Washington. “Todo mundo na minha família já trabalhou para o governo”, conta. “Nunca pensei em seguir outro caminho.” O pai do ex-agente me disse: “Ed sempre foi considerado o mais inteligente da família”. Lon não se surpreendeu quando o filho marcou mais de 145 pontos emdois testes de QI diferentes.

Quando criança, Snowden não era do tipo que ficava horas na frente da televisão ou jogando bola. Ele logo se apaixonou pela leitura, principalmente de mitologia grega. “Eu sentava com um livro e desaperecia durante horas.” Segundo o jovem, a mitologia teve um papel importante em sua infância: as narrativas lhe ajudarama enfrentar desafios e dilemas morais. “Nessa época eu comecei a pensar na forma com que identificamos os problemas. Descobri que uma pessoa pode ser avaliada por sua maneira de enfrentar e resolver essas questões.” Depois que Snowden admitiu publicamente ser o delator da NSA, a imprensa comentou à exaustão o fato de que ele havia abandonado a escola antes de terminar o ensino médio. A informação sugeria que ele não passava de um preguiçoso inculto.Mas não foi por desleixo que o então adolescente perdera aulas durante quase nove meses:Snowden teve mononucleose, doença causada por vírus que provoca febre, enfartamento dos gânglios do pescoço e das axilas, além de comprometer o fígado e o baço. Curado, e diante da perspectiva de desperdiçar um ano letivo, optou por se matricular numa escola comunitária. Desde pequeno era fanático por computadores, e àquela altura a paixão havia aumentado. Ele começou a trabalhar com um colega dono de uma empresa no ramo de tecnologia – cujo escritório coincidentemente ficavaem Fort Meade, mesma cidade onde está a sede da NSA.

O ex-agente estava a caminho do escritório no dia 11 de setembro de 2001 quando soube do atentado contra as Torres Gêmeas.“Eu estava dirigindo e ouvi pelo rádio o choque do primeiro avião.” A exemplo de muitos americanos com algum senso de civismo, o jovem ficou profundamente impressionado como episódio. No primeiro semestre de 2004, enquanto a Guerra do Iraque pegava fogo coma primeira batalha de Fallujah, ele se alistou voluntariamente às forças especiais do Exército americano. “Eu estava aberto às explicações do governo para assuntos como o Iraque, tubos de alumínio e ampolas de antrax, embora tudo beirasse a propaganda”, diz.“Eu ainda acreditava que o Estado não mentiria para os cidadãos,que a intenção das autoridades era nobre e a Guerra do Iraque, exatamente o que eles afirmavam: um esforço limitado e objetivo para libertar os oprimidos. E eu queria contribuir.”
Snowden conta que foi atraído para as forças especiais por ter enxergado ali uma oportunidade de aprender diferentes idiomas. Saiu-se bemno teste de aptidão e foi admitido pelo Exército. Mas as exigências físicas do serviço representaram um grande desafio: ele quebrou as duas pernas num acidente durante um treinamento. Meses depois, foi dispensado.
Ao sair da força militar, arrumou emprego como segurança de um local ultrassecreto. Antes de assumir o cargo, porém, teve de passar por um severo processo de verificação de antecedentes. O ex-agente passou no teste do polígrafo (detector dementiras), teve seu passado vasculhado e finalmente foi liberado para começar. Assim, meio sem perceber, ele acabou dando início à carreira no mundo clandestino dos serviços de inteligência. Pouco depois de participar de uma feira sobre agências do serviço secreto, o jovem recebeu um convite para trabalhar na CIA. Lá, assumiu um posto na Divisão de Comunicação Global – setor responsável por problemas com computadores, cujo escritório fica na sede da Agência Central de Inteligência, em Langley, Virgínia. O trabalho era uma extensão do que ele já vinha fazendo desde os 16 anos com redes e engenharia de sistemas. “Todos os locais sigilosos se ligam à sede da CIA”, explica. “Eu e outro cara trabalhávamos no turno da madrugada.” Em pouco tempo Snowden já havia descoberto um dos grandes segredos da agência: a despeito da imagem de organização de ponta, a CIA usava uma tecnologia ultrapassada. Do lado de dentro,olocal era bem diferente do que aparentava por fora.

O ex-agente estava no degrau mais baixo da hierarquia damais alta equipe responsável pelo sistema computacional. Com o tempo, fo ise destacando, a ponto de ser enviado para a escola secreta da organização, onde são treinados os especialistas em tecnologia. Foram seis meses de estudo, durante os quais ele morou num hotel e frequentou a escola em tempo integral. Em março de 2007 o curso acabou. Snowden foi despachado para Genebra, na Suíça, onde a CIA
buscava informações sobre o sistema bancário. Seu novo posto de trabalho passou a ser a missão dos EstadosUnidos junto à ONU.Ele ganhou um passaporte diplomático, foi viver num apartamento de quatro quartos perto do lago e recebeu uma missão secreta.

Nesse período, testemunhou, em primeira mão, algumas transigências morais praticadas em campo pelos agentes da CIA. Os espiões eram promovidos com base no número de fontes humanas recrutadas por cada um. Sendo assim, viviam passando rasteiras uns nos outros para aumentar a própria lista – não importava que fossem nomes sem valor. Alguns chegavam a deixar os “alvos” de porre, para que a vítima fosse parar na cadeia. Depois, pagavam a fiança do sujeito, que virava refém do credor.“Os caras fazem coisas arriscadas para recrutar essas fontes, com impactos negativos e profundos, que poderiam causar prejuízo à imagem dos EstadosUnidos se fôssemos surpreendidos”, relata. “Mas nós fazemos apenas porque podemos.”
Snowden conta que,nessa época, em Genebra, conheceu vários espiões contrários à Guerra do Iraque e às políticas norte-americanas para o Oriente Médio. “Os oficiais da CIA diziam:‘Que raios a gente está fazendo por lá?’.”Seu trabalho consistia em garantir o funcionamento dos sistemas computacionais e das operações em rede, e portanto tinha mais acesso do que nunca a informações sobre o conflito.O jovem ficou abalado como que viu.“Eram os anos Bush, e a guerra contra o terror estava em sua fase mais obscura. Estávamos torturando gente e fazendo grampos ilegais.”

Ele começou a aventar a hipótese de denunciar os abusos,mas Obama estava prestes a ser eleito e o então agente se conteve.“Mesmo quem tinha uma opinião crítica em relação a Obama estava impressionado e otimista com os valores representados por ele”,lembra Snowden. “Ele disse que não iríamos abrir mão de nossos direitos, que não mudaríamos nossa essência só para capturar uma porcentagem maior de terroristas.” Mas, em sua opinião, Obama não cumpriu essa retórica admirável – e veio a decepção. “Eles não apenas deixaram de cumprir essa promessa:rejeitaram-na e seguiram na direção oposta.O que isso representa para a sociedade, para a democracia? Oque significa o fato de pessoas eleitas com base em determinadas promessas poderem ir contra o desejo do próprio eleitorado?”
Snowden amargou mais essa decepção, e os anos foram se passando. Em 2010 ele já havia trocado a CIA pela NSA. Trabalhava como especialista técnico dentro da Dell no Japão – uma das grandes empresas que prestam serviços para a agência de segurança. Depois dos ataques de 11 de Setembro, um grande fluxo de verbas havia sido alocado para os serviços de inteligência, e boa parte do trabalho da NSA fora terceirizado para companhias como Dell e Booz Allen Hamilton. O trabalho no Japão era especialmente interessante para ele, que desde a adolescência sonhava em conhecer o país. O jovem ficava no escritório da NSA localizado na base aérea de Yokota,umsubúrbio de Tóquio. Sua tarefa era ensinar oficiais e militares de alta patente a defender as redes contra os hackers chineses.
Edward Snowden (Foto: Platon)
Embora estivesse perdendo a fé nos serviços de inteligência secreta dos Estados Unidos, a carreira de Snowden como especialista técnico continuou avançando. Em 2011 ele voltou para Maryland, onde passou um ano no cargo de tecnólogo chefe da Dell, responsável pela conta da CIA. “Eu me reunia com o CIO (chief information officer) e com o CTO (chief technology officer) da CIA, com todos os chefes de departamentos técnicos”, lembra. “Eles me falavam de seus piores problemas tecnológicos, e minha tarefa era resolvê-los.”

Em março de 2012, o ex-agente trocou de posto dentro da Dell. Foi promovido a tecnólogo chefe do escritório de compartilhamento de informações, localizado num imenso bunker no Havaí. Sua missão era solucionar problemas técnicos. Em anos passados, o bunker servira como armazém para torpedos; àquela altura, já havia sido transformado num “túnel” úmido e frio, com 23 mil metros quadrados de área. Nesse novo cargo, Snowden foi ficando cada vez mais consternado com as atividades da NSA e a crescente falta de fiscalização sobre os programas da agência. Ele descobriu, por exemplo, que a organização tinha a prática regular de repassar comunicações privadas (conteúdos e metadados) em estado bruto para a inteligência israelense. Em circunstâncias normais, esse tipo de informação deveria ser “minimizada”, num processo que remove nomes e dados atribuíveis a indivíduos específicos. No entanto, a NSA não fazia absolutamente nada para proteger esse conteúdo – nem mesmo dos cidadãos americanos. Os pacotes incluíam e-mails e telefonemas de milhões de americanos de origem árabe ou palestina, e a divulgação desses dados tinha o potencial de transformar os parentes que viviam nas áreas ocupadas em alvos de Israel. “Impressionante”, diz Snowden. “É uma das maiores violações de direitos que já vi.”

Outra descoberta desconcertante estava em um documento do então diretor da NSA, Keith Alexander. O papel mostrava que a agência espionava alguns radicais políticos com o hábito de assistir a pornografia, e sugeria que poderia usar essa “vulnerabilidade pessoal” para destruir a imagem de críticos do governo contra os quais não pesavam acusações de conspiração terrorista. O memorando listava seis pessoas que poderiam ser enquadradas nessa operação.
Snowden ficou estupefato com tudo o que viu. “Foi mais ou menos assim que o FBI tentou usar a infidelidade de Martin Luther King para convencê-lo a se suicidar”, diz. “Naquela época, declaramos que esse tipo de coisa era inaceitável. Por que estamos fazendo isso agora? Por que estamos nos envolvendo novamente com isso?”

Em junho, o sol permanece no céu até tarde em Moscou. No exterior das janelas do hotel, sombras compridas cobrem a cidade. Snowden, porém, não parece incomodado com a entrevista que avança noite adentro. Ele vive no fuso horário de Nova York, para poder se comunicar com as pessoas que o apoiam e ficar a par das notícias de seu país. Muitas vezes isso significa acompanhar ao vivo as opiniões virulentas de seus críticos – que não se restringem aos camaradas do governo. Mesmo no setor de tecnologia, no qual muita gente aprova sua passagem da condição de funcionário insatisfeito para o papel de dissidente/delator, há quem o acuse de brincar irresponsavelmente com informações perigosas. Marc Andreessen, fundador do Netscape, declarou à emissora de televisão CNBC: “Se você olhar o verbete ‘traidor’ numa enciclopédia, vai encontrar uma foto de Edward Snowden”. Em entrevista à revista Rolling Stone, o fundador da Microsoft, Bill Gates, fez uma avaliação igualmente ácida: “Ele infringiu a lei, e por isso eu não diria que é um herói. De minha parte, não há admiração”.

O jovem ajeita os óculos no rosto. Uma das placas onde a armação se apoia no nariz caiu, e por isso os óculos escorregam o tempo todo. Ele parece absorto em pensamentos, como se lembrasse do momento em que tomou a decisão, quando já não podia mais voltar atrás. Naquele instante, foi para o escritório às escondidas, com um pen-drive na mão e a consciência das gigantescas consequências do que estava prestes a fazer. “Quando o governo não representa mais nossos interesses”, diz com ar grave, medindo as palavras, “o público precisa defendê-los. A delação é uma forma tradicional de fazer isso”.

Tudo indica que a NSA jamais imaginou que alguém como Snowden poderia desobedecer ordens e seguir as próprias regras. Ele afirma que não teve dificuldade para acessar, baixar e extrair toda a informação confidencial que queria. À exceção dos documentos com a mais alta classificação de sigilo, qualquer pessoa com acesso liberado aos documentos top secret da NSA e com um login no sistema computacional da agência – fosse contratada ou terceirizada, recruta ou general – poderia ver os detalhes de quase todos os programas de vigilância. Ocorre que o acesso realizado pelo jovem no Havaí foi mais longe. “Eu era o principal tecnólogo do escritório de compartilhamento de informações”, diz. “Tinha acesso a tudo.”


Bem, a quase tudo. Uma área de grande importância continuava fora de seu alcance: a frenética atividade de guerra cibernética conduzida pela NSA em todo o mundo. Para chegar a esse butim de segredos, Snowden galgou o posto de analista de infraestrutura dentro de outro parceiro terceirizado da agência: a Booz Allen. O cargo lhe garantia autoridade dupla, responsável pelas habilidades de interceptação doméstica e externa. Isso permitia que ele rastreasse o país de origem de ciberataques realizados localmente.


O ex-agente mergulhou então num universo ultrassecreto, que envolvia plantar malwares em sistemas de vários países com o objetivo de roubar muitos gigabytes de segredos externos. Ao mesmo tempo, conta, foi possível comprovar a “interceptação e o armazenamento de grandes quantidades de comunicações dos Estados Unidos, realizados sem mandado, sem suspeita de irregularidade, sem causa provável, sem especificação individual”. Snowden reuniu essas evidências e guardou as informações em segurança. 
Quando entrou para a Booz Allen, no primeiro semestre de 2013, ele já estava completamente desiludido, mas ainda não havia perdido a capacidade de se surpreender. Certo dia, um oficial da inteligência lhe contou que a TAO (uma divisão dos hackers da NSA) havia tentado instalar remotamente um exploit (fragmento de software que explora a vulnerabilidade de um sistema) num dos principais roteadores de um grande provedor de serviços de internet na Síria.

Naquela época o país já vivia em meio a uma longa guerra civil. A instalação do exploit teria franqueado à NSA acesso a e-mails e outras informações de tráfego da internet em boa parte da nação em conflito. Mas a investida não deu certo: o roteador acabou sendo desconfigurado e ficou completamente inoperável. A falha fez com que a Síria perdesse toda a conexão com a internet, embora ninguém tenha descoberto que o governo americano havia sido responsável pelo problema (a informação está sendo revelada pela primeira vez nesta reportagem).

O trabalho de Snowden na Booz Allen se concentrava na análise de possíveis ciberataques vindos da China, e seus alvos incluíam instituições que costumam ficar fora do alcance do Exército. Mas o jovem achava que a tarefa extrapolava a autoridade da agência. “Todo mundo sabe que hackeamos a China de forma agressiva”, diz. “O problema é que passamos do limite. Estamos hackeando universidades, hospitais e infraestrutura civil, e não alvos governamentais e militares. Isso é preocupante.”


A gota d´água foi um programa secreto descoberto por ele enquanto se informava sobre o imenso (e supersecreto) centro de armazenamento de dados da NSA em Bluffdale, no estado americano de Utah. Com capacidade para guardar até um yotabyte de dados – cerca de 500 quintilhões de páginas de texto –, esse edifício de 92 mil metros quadrados é conhecido na agência como Repositório de Dados de Missões, ou MDR, em inglês (de acordo com Snowden, o nome original era Repositório de Dados em Massa. Mas a sigla foi alterada depois que alguns integrantes começaram a achar o apelido sinistro – e real – demais). A cada hora, bilhões de telefonemas, faxes, e-mails, transferências de dados de computador para computador e mensagens de texto de todo o mundo passam pelo MDR. Alguns apenas atravessam o centro, outros são mantidos por um período breve e há informações que ficam lá para sempre.


A descoberta dos esforços de vigilância em massa já havia sido um baque, mas o ex-agente ficou ainda mais impressionado ao saber de um novo programa de guerra cibernética, ainda em gestação. Apelidado de MonsterMind, o projeto – revelado aqui pela primeira vez – parecia uma criação do Doutor Fantástico. A ideia era automatizar a caça a indícios de ciberataques externos. O software faria uma varredura permanente em busca de padrões de tráfego que pudessem sugerir ataques possíveis ou já conhecidos. Ao identificar uma investida mal-intencionada, o MonsterMind seria capaz de bloquear automaticamente sua entrada no país. Em terminologia cibernética, isto se chama “assassinato”.


Esse tipo de programa existe há décadas. O MonsterMind, porém, vinha com uma nova característica: em vez de simplesmente detectar e “assassinar” o malware no ponto de entrada, ele estava programado para contra-atacar, sem qualquer envolvimento humano. Snowden explica a gravidade da situação: os ataques originais costumam ser roteados por computadores de países não envolvidos, em nações inocentes. “A tentativa de invasão pode ser maquiada”, diz ele. “O cara pode estar na China, por exemplo, e fazer parecer que o ataque veio da Rússia. Nesse caso, nosso contra-ataque poderia acabar tendo como alvo um hospital russo. Que tipo de coisa seríamos capazes de fazer depois disso?”


Na opinião do ex-agente, o problema do MonsterMind era pior do que a possibilidade de iniciar uma guerra acidental: ele representaria a mais elevada ameaça à privacidade. Para que o sistema funcionasse, a NSA teria de acessar, em segredo, todas as comunicações vindas de fora para pessoas dentro dos Estados Unidos. “Eles argumentavam que a única maneira de identificar o tráfego nocivo e reagir seria analisar absolutamente tudo. Quando analisamos todos os fluxos de tráfego, é preciso interceptar tudo. Isso é uma violação da Quarta Emenda constitucional, porque se trata de acessar comunicações particulares sem mandado, sem causa provável e sem suspeita de delito. E isso seria feito com todas as pessoas, o tempo todo” (a assessoria de imprensa da NSA se recusou a comentar o MonsterMind, o episódio na Síria e os demais casos divulgados nesta reportagem).


Diante do novo mausoléu para armazenamento de dados em Bluffdale, de seu potencial para dar início a uma guerra acidental, e da perspectiva de vigilância sobre todas as comunicações que entrassem no país, Snowden decidiu que a única alternativa seria pegar seus pen-drives e contar ao mundo o que sabia. A única pergunta era: quando?
No dia 13 de março de 2013, sentado à sua mesa no “túnel” e cercado por monitores de computador, o jovem leu uma reportagem que o convenceu de que tinha chegado a hora de agir. O texto trazia um relato de James Clapper, diretor da inteligência nacional. Clapper havia contado a uma comissão do Senado que a NSA faz uma coleta “inconsciente” de informações de milhões de americanos. “Li isso no jornal no dia seguinte ao depoimento dele”, conta. “Eu comentei com os colegas e disse: ‘Não dá para acreditar nessa merda’.”


Snowden e os parceiros de trabalho já haviam discutido antes a rotina de enganação sobre o alcance da espionagem realizada pela NSA. Por isso ele não se surpreendeu quando os outros funcionários não demonstraram qualquer reação ao depoimento de Clapper. “Eles toleravam aquilo”, diz, fazendo referência à “banalidade do mal” – termo cunhado por Hannah Arendt em seu relato sobre os burocratas que atuaram na Alemanha nazista.

O ex-agente sabia que as consequências seriam graves. “Foi muito difícil tomar essa decisão. A questão não é acreditar em determinadas coisas, mas crer a ponto de estar disposto a tocar fogo em minha própria vida.” Snowden, entretanto, achava não haver alternativa. Dois meses depois embarcou para Hong Kong levando consigo um monte de pen-drives.

Na tarde do nosso terceiro encontro, cerca de duas semanas depois do primeiro, Snowden foi ao meu hotel. Eu havia me mudado e estava hospedado no National, do outro lado da rua do Kremlin e da Praça Vermelha. Esse hotel é simbólico: boa parte da história da Rússia atravessou essas portas em algum momento. Lênin morou no apartamento 107, e até hoje os corredores são assombrados pelo fantasma de Felix Dzerzhinsky, o temido chefe da antiga polícia secreta da União Soviética, que também morou aqui.
Mas o jovem não teme o espírito de Dzerzhinsky. Ele tem medo de seus ex-chefes, da CIA, da NSA. “Se alguém estiver realmente me observando, eles vão precisar de uma equipe só para me hackear”, afirma. “Acho que não me geolocalizaram, mas é quase certo que monitorem as pessoas com quem converso pela internet. Mesmo sem saber o que elas dizem, porque tudo é criptografado, o simples fato de saberem com quem eu falo e quando eu falo já oferece muitas informações.”


Ele vive mudando de computador e trocando a conta de e-mail. Snowden sabe, no entanto, que está sujeito a ser descoberto em algum momento: “Vou cometer um deslize e eles vão me hackear. Vai acontecer”.
O ex-agente também se preocupa com o que chama de “fadiga” da NSA. O público pode se cansar de informações sobre vigilância em massa, da mesma forma com que se cansa de notícias sobre mortes de soldados durante guerras. “Uma morte é trágica, 1 milhão de mortes é uma estatística”, diz ele, numa sarcástica citação a Stalin. “Da mesma maneira, a violação dos direitos de Angela Merkel é um escândalo, mas a violação da privacidade de 80 milhões de alemães não rende matéria.”


Ele também não se mostra otimista em relação às próximas eleições dos Estados Unidos, e não vê a possibilidade de reformas significativas. No final das contas, Snowden acredita que nossas fichas devam ser depositadas na tecnologia, e não nos políticos. “Temos os meios e a tecnologia para acabar com a vigilância em massa sem depender de iniciativas regulatórias ou mudanças políticas.” Ele diz que a solução está num sólido sistema de criptografia. “Se adotarmos mudanças básicas, como transformar a criptografia num padrão universal para todas as comunicações, poderemos acabar com a vigilância em massa. Não só nos Estados Unidos, mas no mundo.”


Enquanto isso não acontece, Snowden diz que as revelações vão continuar. “A história não acabou”, afirma. Algumas semanas após nosso encontro, o The Washington Post publicou uma reportagem revelando que o programa de vigilância da NSA havia coletado muito mais dados de americanos inocentes do que de alvos estrangeiros identificados pela agência. Milhares de páginas de documentos secretos ainda estão à solta – isso sem falar em outros alcaguetes que podem ter se inspirado na atitude de Snowden. Mesmo assim, ele é o primeiro a admitir que qualquer informação contida em vazamentos futuros será acessória. “A pergunta não é mais ‘qual será a próxima matéria?’. A pergunta agora é: ‘O que vamos fazer para acabar com isso?’.”

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Homem Digital I Zuckerberg surpreende chineses ao falar mandarim em Pequim   (23/10/14)

Pequim - O fundador de Facebook, Mark Zuckerberg, que está na China em uma viagem de negócios e promoção, surpreendeu a todos ao usar o idioma mandarim em uma conferência realizada na Universidade de Tsinghua de Pequim.

Mark Zuckerberg e Priscilla Chan: uma das razões para estudar o idioma é a família de sua esposa ser chinesa

O jovem multimilionário participou de uma conversa ontem com alunos da universidade e começou cumprimentando a todos com um "nem hao" ("olá" em chinês), o que muitos estrangeiros fazem por cortesia ao iniciar atos públicos no país asiático.

Mas Zuckerberg não se conformou com isso e continuou falando em mandarim durante vários minutos, como mostra um vídeo publicado em seu perfil no Facebook.

Perguntado pelo moderador sobre porque tinha decidido estudar chinês, Zuckberg respondeu, sempre nesse idioma, que uma das razões é a família de sua esposa (Priscilla Chan) ser chinesa.

Também destacou que o chinês é o idioma de um grande país, cada vez mais importante, e que gosta de grandes desafios, por isso o mandarim, um idioma tão complicado, era um bom desafio.

As palavras de Zuckerberg em mandarim foram elogiadas por muitos internautas chineses nas redes sociais, que chegaram a qualificá-lo de "lendário". Apesar disso, ele foi ridicularizado por alguns sites, como "Foreign Policy" pelo baixo nível de chinês.

"É como uma criança de sete anos com uma boca cheia de bolinhas de gude", disse o meio americano.

Zuckerberg, que um dia antes se reuniu com o reitor da Universidade de Tsinghua, busca na China, país que visita com relativa frequência, negócios e parcerias.

Ironicamente o Facebook não é acessível na China desde 2009, quando o regime comunista decidiu bloqueá-lo pouco depois dos enfrentamentos entre uigures e chineses ocorridos em julho, e Pequim acusar os promotores das revoltas de divulgar mensagens subversivas através das redes sociais. [EFE]

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Homem Digital I Sem querer, Apple vai ajudar o Google a nos trazer o futuro do dinheiro    (21/10/14)

Por:

A Apple lançou nesta semana seu serviço de pagamentos Apple Pay nos EUA. Ele foi ativado através da atualização iOS 8.1, e permite fazer pagamentos online em dispositivos com Touch ID. Além disso, ele funciona em lojas físicas com o iPhone 6 e 6 Plus, que possuem NFC somente para isso.

Esta pode ser uma ótima notícia para o Google.

A promessa do Wallet

Em 2011, a empresa disse que “seu smartphone será como uma carteira” quando lançou o Google Wallet nos EUA. Ele prometia algo mágico: por exemplo, no Starbucks, você pagaria pelo café, usaria um cupom de desconto e acumularia pontos no cartão de fidelidade, tudo ao mesmo tempo – bastava sacar o smartphone do bolso.

O serviço funciona assim: você desbloqueia seu smartphone Android com NFC, encosta o celular em um terminal contactless, insere seu PIN e realiza o pagamento. Mas o recurso tap and pay exige Android 4.4 (KitKat) ou superior; nem toda loja tem um terminal contactless; e, na prática, isso não é muito mais simples que usar um cartão de débito ou crédito. Por isso, o Wallet não vingou.

google wallet

Em 2012, o Windows Phone 8 ganhou o recurso “Encostar para pagar” através do app Carteira. No entanto, ele é ainda mais tímido que o Google Wallet porque depende das operadoras. A Microsoft reconhece em seu FAQ que “no momento, somente um pequeno número de operadoras de celular oferece telefones que oferecem suporte para esse recurso [transações via NFC]“.

Isso pode mudar, pois a empresa contratou em setembro um alto executivo que cuidava de pagamentos na Amazon – mas o Google já tem uma grande vantagem nessa área.

E se mais lojas tivessem terminais contactless? E se mais pessoas usassem esse tipo de pagamento? É isso que o Apple Pay promete fazer, e isso pode beneficiar o Google também.

NFC em mais lugares

O Apple Pay poderá ser usado em mais de 220.000 estabelecimentos nos EUA que aceitam pagamentos contactless. São lugares como lojas de roupas (Nike, Macy’s); restaurantes fast-food (McDonald’s, Subway); farmácias (Walgreens, Duane Reade); postos de gasolina (Chevron, Texaco) e até parques de diversão (Walt Disney Parks and Resorts). Claro, todas as Apple Stores americanas também terão o serviço.

Nada impede que, em todas essas lojas, o Google Wallet também seja utilizado: os terminais contactless usam tecnologia NFC, e o Google tem parceria com a Mastercard, Visa e American Express. A CNET diz que “em geral, o Google Wallet funciona onde o Apple Pay funcionar”. O jornal San Jose Mercury News diz que, ao testar o Apple Pay, “eu também comprei algo com o Google Wallet”.

Claro, seria bacana ver o Google promovendo ainda mais seu serviço de pagamentos. Além disso, a gigante das buscas ainda tem que resolver um problema do Wallet: a facilidade de uso. Nesse quesito, a Apple sai na frente.

A estreia do Apple Pay

Para realizar pagamentos, basta aproximar o iPhone 6/6 Plus do terminal e encostar o dedo no Touch ID. Você não precisa ativar a tela, nem digitar senha, nem mesmo olhar para o smartphone – ele vibra e emite um som para você saber que a transação ocorreu com sucesso.

Por isso, o Apple Pay começou mais ou menos bem. Do Gizmodo US:

Decidimos tentar a sorte no Subway, mas os funcionários nos deram alguns olhares confusos quando perguntamos sobre pagamento contactless. A loja tinha acabado de receber o hardware naquele dia, aparentemente, e eles ainda estavam pegando o jeito das coisas. Depois de alguma discussão e um profundo estudo das instruções da máquina, nós chegamos a uma tela com um código QR – ou seja, não fomos muito longe.

Em seguida, fomos para uma farmácia Duane Reade. Aqui, o sistema realmente funcionou perfeitamente… Quando chegou a hora de pagar, em vez de puxar um cartão de crédito, eu aproximei o meu celular do leitor, pressionei o Touch ID, e pronto. Foi tão rápido quanto pagar com um cartão de crédito (e ainda economizei tempo ao não ter que lidar com a carteira), e o processo foi quase idêntico.

O Apple Pay funciona com cartões de mais de 500 bancos nos EUA. Resta ver se a Apple conseguirá fechar parcerias com mais lojas.

apple pay wallet

Segurança

E como fica a segurança nos pagamentos via NFC? A Apple diz:

Com o Apple Pay, em vez de usar seus números de cartão de crédito e débito… é gerado um Número de Conta do Dispositivo exclusivo, que então é criptografado e armazenado de forma segura no Elemento de Segurança, um chip dedicado no iPhone, iPad e Apple Watch. Estes números não são armazenados em servidores da Apple.

Quando você faz uma compra, o Número de Conta do Dispositivo, juntamente a um código de segurança dinâmico, é usado para processar o pagamento. Assim, os números de crédito ou cartão de débito reais nunca são compartilhados pela Apple nem transmitidos com o pagamento.

Sobre o Wallet, o Google explica:

Todas as suas informações financeiras no Google Wallet são criptografadas e armazenadas em servidores seguros do Google em locais seguros. Suas informações são protegidas pela Política de Privacidade do Google e pela Política de Privacidade.

No Google Wallet e Apple Pay, se seu smartphone for perdido ou roubado, você pode desativar o recurso de pagamentos a partir do seu computador. Ou seja, por mais que aconteçam contratempos – que podem afetar tanto o Google como a Apple – o fator segurança não deve dissuadir os usuários.

Assim, à medida que terminais NFC se espalham pelas lojas e são cada vez mais usados, podemos ver cada vez mais pessoas usando o futuro do dinheiro, tanto no iOS como no Android (e Windows Phone).

Pelo menos nos EUA, claro: o Brasil engatinha quando se trata de pagamentos com o celular. A Mastercard anunciou este ano um app do MasterPass para smartphones, que permite pagar via NFC em alguns estabelecimentos. Por sua vez, a Visa usa a tecnologia payWave em cartões Ourocard Visa, do Banco do Brasil. Quem sabe Apple e Google possam, no futuro, nos fazer avançar nesse quesito.

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Homem Digital I Will.i.am Puls, mais uma opção de smartwatch com conectividade 3G    (17/10/14)

Aparelho não necessita se conectar a smartphones para funcionar

por Paulo Montenegro

O famoso cantor do grupo Black Eyed Peas Will.i.am, tem se destacado bastante como empreendedor no mundo da tecnologia; Ele inclusive possui até uma marca própria chamada “i.am +”, que já possui em seu portfólio alguns acessórios para iPhone. Agora, o artista lançou um novo Smartwatch com conectividade 3G que recebeu o nome de “Puls”. Veja o primeiro vídeo promocional abaixo.

O produto já havia sido anunciado em Abril do ano passado, quando ainda estava na fase de protótipo, e apesar de ter seu lançamento programado para de 2013, só recentemente foi apresentado de forma oficial. Ele foi exibido durante o evento Dreamforce 2014, onde demonstrou todas suas funções. O diferencial aqui é que se trata de um aparelho autônomo, ou seja, que não depende de um smartphone para funcionar (o que o torna um misto de smartwatch com celular). Há inclusive a possibilidade de fazer e receber chamadas, enviar mensagens, navegar na web, ler e-mails e acessar redes sociais.
No projeto final foi apresenta uma tela curva, com aproximadamente 2 polegadas. O portátil vem equipado com uma personalização própria do Android, que inclui funções como um Assistende de voz chamado AneedA (referência a “anyday” em inglês), que foi desenvolvido em colaboração com a empresa Nuance, a mesma por trás do desenvolvimento e criação da tecnologia usada na Siri da Apple. A pequena tela touch incorpora um teclado virtual parecido com o Fleksy, com correção inteligente de texto e predição de palavras. Apesar de não ter uma loja de apps dedicada, o Puls já vem com alguns aplicativos essenciais instalados; contatos, mapas, mensagens, e-mail, música, fotos, e um curioso app chamado “Vibe” que promete detectar o humor do usuário.

Em quesito de Hardware, o relógio vem equipado com um processador Snapdragon 200, 1GB de RAM e 16GB de memória interna. A bateria dura cerca de 5 horas, e leva aproximadamente 60 minutos para ser recarregada completamente. Apesar do produto não possuir câmera, outro acessório no estilo Google Glass já está sendo desenvolvido para suprir essa necessidade, bastando apenas emparelha-los um ao outro.
Com um preço ainda a confirmar, o Puls será comercializado inicialmente pela operadora AT&T, nos EUA, e pela O2 no Reino Unido, em uma variedade cores e modelos diferentes, incluindo uma versão de luxo em ouro e diamantes. [mobilexpert]
Fonte: Movilzona
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Homem Digital I Nexus Player: o primeiro dispositivo oficial com Android TV    (15/10/14)

Por:

Chromecast? Que nada. O primeiro dispositivo com Android TV é o Nexus Player, uma set-top box em formato de disco de 220 gramas criada para reproduzir todos os seus filmes e rodar todos os seus jogos de Android.

Nexus Player e seus controles

Equipado com um processador Intel Atom de 1,8GHz com placa gráfica PowerVR Series 6, 1GB de RAM e 8GB de armazenamento interno, é o primeiro dispositivo com a nova plataforma Android TV – sistema criado para ser tudo o que a Google TV não conseguiu ser.

Enquanto a Google TV tinha uma experiência de usuário confusa e uma pequena coleção de apps e jogos, a Android TV tem toda a potência do Android em uma interface bastante simplificada, mais ou menos como a Amazon Fire TV – e ainda é compatível com um controle para jogos idêntico que é vendido separadamente.

Interface da Android TV

A Android TV conta com uma interface flat que permite fazer scroll para cima, baixo, esquerda ou direita para navegar por todas as suas aplicações com um controle remoto incrivelmente simples. Ele tem apenas quatro botões e um direcional, além de controle de voz – aperte o botão do microfone e fale com o controle remoto.

Se o Google jogar as cartas certas, você não terá muita dificuldade para navegar nem fazer busca por voz: a Android TV supostamente sugere coisas com base nos dados que o Google coleta sobre a sua conta, e apresenta as recomendações assim que você liga o aparelho.

Controle remoto do Nexus Player

O Nexus Player também funciona como um Chromecast, o que significa que você pode iniciar ou resumir qualquer conteúdo de PCs, smartphones e tablets ao pressionar um único botão para enviar as instruções para o pequeno disco. Comece assistindo no seu smartphone e continue vendo pela TV quando chegar em casa. Vá buscar um lanche na cozinha e leve o seu filme com você. E, diferentemente do Chromecast, o Nexus Player é mais rápido e usa Wi-Fi dual-band 802.11ac.

Nos EUA, o Nexus Player começará a ser vendido no dia 17 de outubro (sexta-feira!) por US$ 99. [Nexus Player]

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Homem Digital I Mark Zuckerberg doa US$ 25 milhões para barrar o Ebola    (14/10/14)

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São Paulo - Diante da ameaça do vírus Ebola, que já matou mais de 4 mil pessoas no mundo, a maioria na África, o fundador do Facebook Mark Zuckerberg decidiu doar 25 milhões de dólares para ajudar a conter os estragos da doença.

O anúncio da boa ação foi feito em sua conta na rede social, nesta terça-feira. Segundo a postagem, ele e Priscilla Chan, sua esposa, estão direcionando o valor para a Fundação dos Centros para Controle de Doenças (Centers for Disease Control Foundation, em inglês) nos Estados Unidos.

Ele ressaltou a importância de controlar o Ebola o quanto antes, para que ele não se tranforme em um problema de escala global, como a Aids e a poliomielite. Com o dinheiro, ele espera que a fundação monte centros de cuidados, treine pessoal de apoio, consiga identificar novos casos e busque uma saída para o problema.

Zuckerberg já tem um histórico louvável de filantropia. No início deste ano, o bilionário se revelou o maior doador de dinheiro dos Estados Unidos, segundo a revista The Chronicle of Philanthropy. Junto com sua esposa, o jovem doou 3,4 bilhões de dólares a instituições de caridade no país, em 2013.

Recentemente, ele também se engajou na campanha do desafio do balde de gelo, que angariava doações para pesquisas sobre o ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Veja a seguir o comunicado completo:

"Priscilla e eu estamos doando US$25 milhões para a Fundação dos Centros para Controle de Doenças para ajudar a combater o Ebola.

A epidemia de Ebola está em um ponto crítico. Ele infectou 8.400 pessoas até agora, mas está se espalhando muito rapidamente e projeções sugerem que poderia afetar 1 milhão de pessoas ou mais nos próximos meses se não for dirigido.

Nós precisamos colocar o Ebola sob controle logo para que ele não se espalhe mais e se torne uma crise global no longo prazo, com a qual teremos que lutar por décadas em larga escala, como HIV e pólio.

Nós acreditamos que nossa doação é a maneira mais rápida de fortalecer o CDC e os especialistas nessa área para prevenir esse resultado.

Doações como esta ajudam diretamente o correspondentes da linha de frente em seu trabalho heroico. Essas pessoas estão em campo criando centros de cuidados, treinando trabalhadores locais, identificando casos de Ebola e muito mais.

Nós estamos esperançosos de que isto irá ajudar a salvar vidas e colocar este surto sob controle.

Para aprender mais sobre a luta contra o Ebola: http://www.cdcfoundation.org/ebola-outbreak"

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Homem Digital I Amazon vai abrir primeira loja física em ponto turístico de Nova York (10/10/14)

Por:

A Amazon, gigante loja online que vende de tudo, planeja abrir sua primeira loja física em Manhattan, Nova York, bem a tempo para as compras de final de ano. A loja experimental funcionará como um mini-armazém para realizar algumas entregas expressas na cidade.

Ela também servirá para fins de marketing: a nova loja física será aberta no outro lado da rua do Empire State Building, conhecido ponto turístico da cidade.

Nela, a empresa deve exibir sua (já considerável) linha de produtos, incluindo leitores de e-book Kindle de todos os tipos, os tablets Kindle Fire e o malfadado Fire Phone. A loja também permitirá retirar produtos comprados pela internet, e vai lidar com devoluções.

Esta não é a primeira vez que a Amazon considerou marcar presença física: rumores diziam há dois anos que a empresa iria abrir uma loja em Seattle (EUA), o que não aconteceu. A Amazon abriu quiosques em shoppings no Brasil para vender Kindles. Mas desta vez, trata-se de uma iniciativa bem maior – agora é só esperar pela inauguração. [Wall Street Journal]

Imagem por Michael Hession

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Homem Digital I Michael Peggs, funcionário do Google anuncia demissão em vídeo   (09/10/14)

Michael Peggs comparou sua admissão no Google a ganhar um "Golden Ticket", o bilhete que as crianças do filme A Fantástica Fábrica de Chocolates recebiam para conhecer a empresa de Willy Wonka — todo mundo quer um. Ele conseguiu, mas depois de quatro anos percebeu que a empresa não o deixava completamente realizado. Todas as regalias, como comida de graça e sala de jogos, não foram suficientes para mantê-lo ali.

Para anunciar sua saída ao mundo, ele fez um vídeo e colocou no YouTube. Além disso, escreveu um artigo publicado no The Huffington Post, onde descreveu o estado de espírito que motivou seu pedido de demissão. Ele afirma que estava, de certa maneira, acomodado e queria tentar algo diferente.

"Meu sonho era ter um blog para me dedicar em tempo integral, e em 10 dias vou começar. E você? Faça alguma coisa hoje que pague dividendos no caminho. Li uma vez que você deveria fazer uma coisa assustadora por dia. Eu não consigo lembrar a última vez em que tentei ir além do meu limite", escreveu Peggs. Ou seja, além de dar sua justificativa, ele também aconselha outras pessoas a se arriscarem. Desde o dia 3 deste mês, ele está fora do Google e seu blog já está no ar. Confira o vídeo:

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Homem Digital I John Sculley, ex-CEO da Apple diz que drama sobre novo iPhone é exagerado   (29/09/14)

Segundo John Sculley, "só um pequeno número de pessoas fez alguma reclamação” sobre o novo modelo

Matthew Martin, da

Dubai - Os relatos de falhas no sistema operacional dos dispositivos móveis da Apple Inc. e as preocupações de que seus últimos smartphones são suscetíveis a deformações são exagerados, segundo o ex-CEO da empresa.

“Os problemas que estão sendo ligados à Apple são muito exagerados”, disse John Sculley, que dirigiu a empresa com sede em Cupertino, Califórnia, de 1983 a 1993, em uma entrevista, em Dubai. “O iPhone 6 é um produto incrível e, pelo que eu ouvi, só um pequeno número de pessoas fez alguma reclamação”.

A Apple disse que vendeu um recorde de 10 milhões de iPhones no primeiro fim de semana de vendas do modelo mais recente. O sucesso inicial foi de curta duração, pois uma atualização do software desativou o serviço de telefonia celular dos telefones e houve reclamações nas redes sociais de que o modelo com tela maior podia entortar se o usuário sentasse em cima do aparelho.

Apenas nove clientes entraram em contato com a Apple por causa de iPhones 6 Plus tortos, disse a empresa em um comunicado, no dia 25 de setembro. A empresa também soltou rapidamente uma nova atualização de seu sistema operacional para dispositivos móveis para consertar falhas da versão anterior.

Os problemas não causaram impacto na posição da Apple no mercado de smartphones, no qual a empresa continua sendo a “inspiração para qualquer empresa de tecnologia”, disse Sculley. “A Apple ainda está sozinha no topo”, disse ele.

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Homem Digital I  Facebook lança sistema para melhorar anúncios na web   (29/09/14)

O Facebook anunciou hoje sua nova plataforma chamada Atlas. Com ela, anunciantes podem encontrar público alvo entre desktops e mobile, diz a empresa

São Paulo – O Facebook apresentou hoje uma nova ferramenta voltada ao mercado de anunciantes. Chamada de Atlas, ela chega para integrar rastreamento e melhorar a eficácia de anúncios em desktops e dispositivos mobile.

De acordo com o Facebook, a prática mais comum até agora, o uso de cookies, é falha. Ela não é tão eficaz em computadores e menos ainda em mobile.

Para isso, a empresa apresentou uma melhor maneira de se analisar quais anúncios um internauta viu e quais deles funcionaram. Não é surpresa nenhuma que essa nova ferramenta use dados coletados com a rede social Facebook.

O Atlas foi comprado da Microsoft no ano passado. A tecnologia usa perfis do Facebook, em parceria com cookies, para analisar e reunir dados de anúncios na internet.

O primeiro passo para que a plataforma fosse lançada foi dado pelo Facebook há alguns meses. Em junho, a empresa passou a reunir o histórico de navegação de um usuário da rede, mesmo quando ele navegasse fora do Facebook

Por enquanto, o Facebook venderá o Atlas como uma ferramenta para análise de eficácia de marketing. De acordo com a empresa, no entanto, no futuro o Atlas pode servir como um espaço para que anunciantes publiquem seus conteúdos.

As propagandas não seriam exibidas somente em páginas da rede social. Um exemplo é que com a integração com smartphones e tablets, um aplicativo que tenha espaço para anúncios poderia usar os dados do Atlas para saber qual propaganda funcionaria bem ali. []

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Homem Digital I  Smartwatches: descubra o que os novos relógios inteligentes podem fazer   (22/09/14)

Lívia Dâmaso

A Apple aprensentou na terça-feira (9), a o tão esperado Apple Watch, relógio inteligente integrado com o sistema operacional iOS e com a assistente virtual  Siri. Porém, antes do relógio da Apple, outros wearables com Android Wear já estavam disponíveis no mercado há um tempo, como o Samsung Gear Live, LG G Watch e Moto 360. Mas afinal, para que servem os smartwatches? 

 

Relógio da Apple tem visual arrojado (Foto: Divulgação)

Os relógios inteligentes funcionam, a princípio, como uma extensão do smartphone. A integração é feita via Bluetooth e oferece  praticidade ao usuário para acessar informações e aplicativos, além de permitir a leitura e o envio de e-mails e SMS.

Tanto os gadgets Android, quanto o Apple Watch, possuem aplicativos que  trazem informações sobre trânsito e localização. Eles também permitem a  comunicação com contatos, controlar música, emitir comandos de voz,  configurar alarmes e o calendário, receber notificações e ver a previsão do tempo. O auxiliar pessoal dos relógios do Android Wear, o Google Now, mostra até o seu cartão de embarque assim que você chega dentro do aeroporto.

Android Wear tem várias opções de apps (Foto: Divulgação)

A tendência agora é que o aparelho passe a ganhar cada vez mais  autonomia do smartphone e consiga efetuar funções sem seu apoio. Por  isso alguns modelos mais recentes já buscam essa independência: o  Apple Watch permite ao usuário atender uma chamada telefônica sem tirar o  iPhone do bolso e o Gear S, da Samsung, possui entrada para cartão SIM,  efetuando chamadas telefônicas próprias.

Muitos dos aparelhos ainda não estão disponíveis no Brasil e nem tem previsão de lançamento por aqui, como é o caso do Apple Watch e do LG G Watch. Já o Moto 360 e o Gear S devem chegar nos próximos meses, mas ainda sem preço confirmado. O importante é que cada vez mais esses gadgets estarão evoluindo e presentes em nossas rotinas.

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Homem Digital I  Funcionários do Google vivem na sede da empresa para evitar gastos   (13/09/14)

Com benefícios como comida grátis e academia, funcionários do Google passam semanas vivendo na sede da empresa em Mountain View, na Califórnia (EUA), para evitar despesas como água, luz e aluguel.

Em publicação no Quora, um site de perguntas e respostas, o ex-designer do Google Brandon Oxedine disse que morou na sede durante três meses em 2013.

"Estava em uma situação única em que trabalhava no Google, onde tive chuveiros e alimentos que foram muito convenientes para mim", escreveu o internauta no site, dizendo ser funcionário do Google.

Em outra resposta, uma internauta que relata ter conhecido um colaborador da empresa disse que o funcionário morou na sede durante anos.

"[Um] homem viveu na sede durante dois ou três anos. Ele tomava banho na academia e lavava a sua roupa no campus. Comia todas as refeições que conseguia. Depois disso, ele havia economizado dinheiro suficiente para comprar uma casa".

Já o usuário Ben Discoe, que se diz programador da empresa, disse que somente uma vez durante os 13 meses em que morou na sede da empresa foi questionado por um segurança. Discoe respondeu que era funcionário e o segurança nunca mais voltou. [David Paul Morris/Bloomberg]

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Homem Digital I Sony desiste do mercado de PCs e anuncia 5 mil demissões    (06/02/14)

A Sony desistiu do mercado de PCs e resolveu vender toda a unidade Vaio ao fundo de investimentos Japan Industrial Partners (JIP), o que acarretará na demissão de 5 mil pessoas - 3,5 mil só no exterior - até março de 2015.

Embora a Sony não tenha revelado a quantia a ser paga pela JIP, fala-se que o acordo gira em torno de algo entre 40 e 50 bilhões de ienes. Tal negociação deve fazer com que o grupo economize mais de US$ 1 bilhão por ano e permitirá dar um foco maior ao setor móvel.

Conforme noticiado pela AFP, a companhia reduziu drasticamente suas previsões financeiras para o ano fiscal que será encerrado em 31 de março. Se antes acreditava que lucraria 30 bilhões de ienes, agora a Sony espera ter prejuízo de 110 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 1,08 bilhão).
Isso contando que, nos primeiros nove meses de exercício - entre 1 de abril e 31 de dezembro -, foram lucrados 11,17 bilhões de ienes, ou quase US$ 110 milhões.

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Homem Digital I Maior erro do Google foi não prever sucesso de redes sociais     (30/12/13)

Em um vídeo de previsões para 2014 da Bloomberg TV, o presidente do Conselho do Google Eric Schmidt admitiu que seu maior erro foi não ter "antecipado o sucesso das redes sociais", mas disse que isso não vai acontecer novamente.

Eric Schmidt : para o ano que vem, o executivo acredita que o uso de dispositivos móveis será um fenômeno predominante

A justificativa de Schmidt é que o Google estava trabalhando em diversas outras coisas. Atualmente, o foco da empresa nesse segmento está concentrado no Google +, que ainda tem menos interações do que o Facebook ou o Twitter.

Para o ano que vem, o executivo acredita que o uso de dispositivos móveis será um fenômeno predominante. “Todo mundo terá um smartphone. A tendência do mobile estava vencendo, e agora venceu”, afirmou.

Ele também comentou sobre os avanços na saúde, segmento em que o Google passou a investir em 2013. "Ainda não sabemos o que vai acontecer na área da genética", disse o Schmidt. O avanço no sequenciamento genético e a possibilidade de ter dados genéticos personalizados "vão ajudar descobertas de tratamento e diagnósticos de câncer durante o próximo ano".

Schmidt também comentou a importância da análise de Big Data e do uso de inteligência máquina-para -máquina como base para novos serviços e a forma como essas informações podem mudar "todos os negócios globalmente".

Além disso, o Google têm investido em tecnologias vestíveis, como o Google Glass, e em robótica, áreas em que a empresa pode apresentar novidades nos próximos anos.

Confira abaixo o vídeo de Eric Schmidt com as previsões para 2014, em inglês.

 

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Homem Digital I iPad mini Retina chega nesta sexta-feira junto com iPad Air     (05/12/13)

Além do iPad Air, a Apple lança no Brasil, nesta sexta-feira, o iPad mini Retina, a versão mais recente de seu tablet de 7,9 polegadas. A informação foi confirmada no Twitter pela rede de lojas iPlace (veja uma tabela com os prováveis preços na segunda parte deste texto).

Até esta madrugada, ainda havia dúvida sobre a chegada do iPad mini Retina ao Brasil. Lojas como Ponto Frio, Saraiva e Extra já haviam confirmado o lançamento do iPad Air no país. Mas nenhuma delas mencionou o iPad mini Retina. Sabemos, agora, que só as revendas premium da Apple, como a iPlace, vão vender esse tablet. 

A provável razão para isso é a escassez do produto. Nos Estados Unidos, nos primeiros dez dias depois do lançamento, em novembro, o iPad mini era encontrado só na loja online da Apple. Rumores indicam que os fornecedores da Apple na Ásia tiveram dificuldade com a tela Retina do mini, o que limitou o volume de produção.

Esse tablet deve ser oferecido, também, na loja online da Apple e, futuramente, na loja física que a empresa está montando no Rio de Janeiro. Essa loja, no VillageMall, na Barra da Tijuca, será a primeira Apple Store no Brasil. A previsão é que seja inaugurada até março.

Além de ter tela Retina, de alta resolução, o iPad mini Retina se diferencia de seu antecessor por ter hardware muito mais potente. Ele emprega o processador A7, o mesmo do iPhone 5s e do iPad Air. O iPad mini original usa o A5, mesmo processador do iPad 2.

O iPad mini Retina também inclui o M7, o chip da Apple que processa informações de posição e movimento. Seu uso permite poupar o processador principal, o que reduz o consumo de energia, prolongando a vida da bateria. Segundo a empresa, ele trabalha até 10 horas navegando na web sem recarga.

Outra novidade é que, diferentemente da geração anterior, tanto o iPad mini Retina como o iPad Air têm opção de conexão 4G compatível com as redes celulares brasileiras. 

Nenhuma loja publicou preços dos novos tablets da Apple. O site MacMagazine obteve uma tabela de preços não oficial, supostamente fornecida por alguma revenda. Ainda não sabemos se esses preços estão corretos. Confira:

Em comparação com os preços americanos, os valores divulgados pela MacMagazine são entre 27% e 58% maiores. A diferença é maior nos modelos mais baratos. Mas esses preços, se confirmados, serão até razoáveis em comparação com os dos novos modelos do iPhone, chegam a custar até 90% mais no Brasil que nos Estados Unidos. 

Uma dúvida que persiste é sobre o lançamento, no Brasil, das versões do iPad Air e do iPad mini com 128 GB de memória. Esses modelos não aparecem na tabela de preços da MacMagazine. Como a Apple não vendeu, aqui, o iPad 4 com 128 GB, é possível que aconteça o mesmo com o iPad Air e o iPad mini.

Com o lançamento do iPad Air, o iPad 4 deve deixar de ser vendido. Já o iPad 2 e o iPad mini original vão continuar à venda como opções mais baratas.

Maurício Grego, de

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Homem Digital I Tudo se move no relógio de pulso Visus – exceto os ponteiros      (29/11/13)

Normalmente, em um relógio, são os ponteiros de hora e minuto que fazem a viagem de 360 graus. Mas neste inovador relógio de pulso Visus, da Mykonos Design, ambos ficam parados – são os números que se movem.

Os cículos das horas, minutos e segundos giram constantemente. Então, para saber as horas, você precisa ver quais números estão acima da linha vermelha. Por exemplo, o modelo preto do lado esquerdo indica um horário por volta de 2h22, enquanto a versão branco marca 2h34.

Ambos estão disponíveis por US$ 50, o que não é tão caro. Quando você tiver dificuldade em saber as horas com ele, o arrependimento não vai ser tão grande. [AHAlife via The Awesomer]   Andrew Liszewski - Gizmodo Brasil

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Homem Digital I Android está perto de ultrapassar iPad no mercado de tablets  (03/06/13)

Quem acompanha o mercado de tablets não vai se surpreender. A participação da Apple, que era próxima de 100% em 2010, vem caindo continuamente. Agora, chegou o momento de os tablets com Android superarem o iPad em vendas, afirma a ABI Research.

“É inevitável que os tablets com Android ultrapassem a linha iPad, ainda que não vejamos nenhum fabricante que, individualmente, possa ameaçar a liderança da Apple”, diz Jeff Orr, diretor da ABI, num comunicado da empresa. 

O iPad mini deverá ser o tablet mais vendido pela Apple já neste trimestre

Nas contas da ABI, a Apple fechou o primeiro trimestre com cerca de 50% do mercado de tablets. Mas o maior crescimento acontece na faixa de aparelhos baratos (até 200 dólares no mercado internacional) com tela de 7 polegadas. E quase todos os tablets nessa faixa rodam Android. 

“Agora que os tablets já estão disponíveis comercialmente há mais de quatro anos, o mercado cresce movido pelo baixo custo, que vem colocando esses dispositivos ao alcance de mais pessoas”, diz Orr. 

A ABI observa que tanto o preço médio dos tablets como seu tamanho vêm caindo. Esse movimento se acentuou no ano passado. “Em vez de desalojar a Apple da faixa de dispositivos de 10 polegadas, os fabricantes encontraram um segmento que eles podiam conquistar – o dos tablets de 7 polegadas”, diz a ABI. 

A resposta da Apple, o iPad mini, fez sucesso e acabou afetando as vendas do modelo maior, que é mais lucrativo para a empresa. A ABI estima que 49% dos tablets vendidos pela Apple no primeiro trimestre são iPad mini.

Esse modelo foi responsável por 39% da receita da empresa com tablets. Para Orr, o iPad mini deve se tornar o modelo mais vendido da Apple neste trimestre. Maurício Grego, de

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Homem Digital I Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro   (13/11/12)

Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo  entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as  editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a  maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e  a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor  Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce  deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle.  A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos  digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades  tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de  e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25%  neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais  recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China,  em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente  venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) — três vezes mais  caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado  brasileiro, disse a agência. IDG NOW!

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Homem Digital I Óculos do Google terão modo automático para fotos, diz Sergey Brin   (28/07/12)

O cofundador do Google Sergey Brin revelou detalhes das especificações dos óculos da empresa, que devem chegar ao mercado em 2014.

Sergey Brin, cofundador do Google, utiliza os óculos da empresa durante evento

Em um e-mail privado enviado a desenvolvedores, Brin revelou que pretende incluir uma função que permitirá ao produto tirar fotos automaticamente a cada 10 segundos.

O cofundador afirmou que testou este novo modo durante uma viagem (veja imagem a seguir) e que os óculos enviaram todas as fotos para sua conta no Google+.

A imagem possui uma resolução baixa, de 512 x 384 pixels (menor que um megapixel), porém acredita-se que esta não seja a capacidade total do Google Glass. É possível que este novo modo utilize resoluções mais baixas para não causar problemas de armazenagem.

“Iniciamos o Project Glass acreditando que, ao trazer a tecnologia para mais perto, poderíamos deixá-la também mais longe. Isto porque, seja viajando, fazendo trilhas ou brincando com seus filhos, os óculos permitirão que você aproveite e compartilhe seus momentos sem necessariamente estar amarrado à tecnologia”, afirmou Brin.

Os primeiros óculos serão enviados aos desenvolvedores em 2013 e para os consumidores finais os mesmos estarão disponíveis possivelmente em 2014. Durante a conferência Google I/O, a empresa revelou o preço do dispositivo em US$ 1,5 mil, porém não se sabe ainda qual será o valor cobrado para o varejo.

Photo-from-Glass

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Homem Digital I Tablet Nexus 7 do Google esgota nas principais lojas de varejo nos EUA   (16/07/12)

Os consumidores que decidirem comprar o Nexus 7, primeiro tablet com a marca Google, a partir de hoje, terão que esperar. Lançado no mês passado, o Nexus 7 já está esgotado na maior parte das lojas de varejistas que começaram a vender o aparelho, como GameStop, Staples e Sam's Club. O produto, que concorre com o Kindle Fire (Amazon), é vendido nos EUA a partir de US$ 199.

O tablet começou a ser entregue pelas lojas de varejo que fizeram pré-venda na última sexta-feira (13). A partir de então, os varejistas e o site do próprio Google passaram a exibir um aviso de que o tablet está esgotado. Segundo o site Cnet, algumas lojas de varejo online não mostram nenhuma previsão de entrega, enquanto outros afirmam que, ao comprar hoje, o tablet será entregue num prazo máximo de duas semanas.

O Nexus 7 vem com a nova versão do Android, 4.0 ou Jelly Bean, além de tela de 7 polegadas com resolução de 1.280 x 800 pixels, processador Tegra 3 com quatro núcleos e câmera frontal de 1.2 megapixels, para videoconferências. O produto é vendido em duas versões: com 8 GB e 16 GB de memória interna. Ele foi fabricado pela Asus em parceria com o Google.

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Homem Digital I Hackers Heroes of the computer revolution: livro conta história dos heróis da revolução tecnológica  (18/03/12)

Com o título original Hackers: Heroes of the computer revolution, o livro de Steven Levy conta a história da tecnologia e da internet e de como o computador evoluiu para se tornar essa máquina tão fundamental na vida de todos nós. Considerado pela PC World como o melhor livro sobre tecnologia dos últimos vinte anos, Os Heróis da Revolução - Como Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros mudaram para sempre as nossas vidas detalha, em 464 páginas, desde a cultura hacker dos anos 50 e 60 até as mídias sociais de hoje, mostrando os personagens principais desta revolução.

Baseado em mais de uma centena de entrevistas pessoais feitas pelo autor entre 1982 e 1983 (a primeira edição foi em 1984), o livro é um relato amplo das motivações, ideias, ocorrências, descobertas, das circunstâncias e relações daqueles que o autor chama de verdadeiros hackers ("artistas brilhantes que foram capazes de enxergar como o computador é uma ferramenta revolucionária").

O livro fala das ideias e do trabalho de pessoas como Richard Greenblatt e Bill Gosper (fundadores da comunidade hacker), Lee Felsenstein (fundamental para o desenvolvimento do computador pessoal), John Harris (programador, criador de clássicos games do Atari), Richard Stallman (o "último dos verdadeiros hackers") e dezenas de outros. E se o subtítulo da edição brasileira fala em Steve Wozniak, Jobs (visionário não hacker, diz o livro), Bill Gates e Marck Zuckerberg, é certamente para tornar mais familiar o universo tratado.

Levy aborda todas as gerações de hackers e seus feitos - mas não espere histórias de invasões, roubos e defacements: trata-se da invenção das primeiras máquinas e redes, do seu uso inicial para defesa, o surgimento dos PCs, os games e seu mundo de interatividade e o advento da web 2.0. "O tipo de hacker sobre o qual eu escrevi era motivado pelo desejo de aprender e construir, não roubar e destruir", disse o autor em artigo publicado na revista Wired em abril de 2010, quando completaram-se 25 anos da publicação do livro e ele revisitou a obra, inclusive conversando novamente com alguns dos entrevistados. O artigo integra esta edição brasileira, reproduzido no Posfácio.

A apresentação dos hackers como os verdadeiros motores criativos, como gênios que se arriscam pelo bem de todos, querendo inovar e melhorar - em contraponto à noção de que são todos criminosos socialmente inábeis com motivos escusos - permeia o livro. "Por trás da inventividade, encontrei algo ainda mais maravilhoso - os verdadeiros hackers, não importa onde ou quando surjam, compartilham um conjunto de valores que se tornou um credo para a era da informação. Tentei codificar aquele código tácito deles em uma série de princípios que chamei de a Ética Hacker. Espero que essas ideias - particularmente a crença hacker de que 'A Informação Deve Ser Livre' - possam ajudar as pessoas a olhar para os hackers sob uma luz diferente", diz Levyi.

O autor Steven Levy é jornalista, escreve há mais de 30 anos sobre tecnologia, publica artigos nas revistas Wired, Harper's, Macworld, New Yorker, New York Times Magazine, Premiere e Rolling Stones e foi editor  de tecnologia na NewsWeek. Já recebeu diversos prêmios, é graduado pela Temple University e tem mestrado em literatura pela universidade Penn State.

Seu último livro, In The Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives (Google a Biografia: Como o Google, Pensa, Trabalha e Molda Nossas Vidas na edição brasileira)é um mergulho no universo do Google e no seu funcionamento e foi lançado no ano passado. Nascido em 1951, Levy vive hoje em Nova York com a mulher, a jornalista e autora Teresa Carpenter, e um filho.

O livro Título - Os Heróis da Revolução: Como Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros mudaram para sempre as nossas vidas Autor - Steven Levy Editora - Évora Preço sugerido: R$ 59,90 Páginas - 464

Steve Jobs - Como engenheiro, Jobs era medíocre; seu ponto forte era (...) ver como os computadores podiam ser úteis além do sonhado por hackers puros como Steve Wozniak. Era também esperto o bastante para entender que um rapaz de 22 anos, sempre vestido de jeans e descalço não era a pessoa adequada para gerenciar uma grande empresa de computadores;(...) contrataria um executivo de alta linhagem, bem remunerado para gerenciar a Apple.

Stephen "Woz" Wozniak-  Construiu a Apple Computer para o seu prazer e dos seus amigos. (...)venceu um concurso de ciências aos 13 anos por construir uma máquina ao estilo de um computador que podia somar e subtrair. Alan Baum, seu colega na Homestead High School, lembra: "Eu vi o cara rabiscando uns diagramas em uma folha de papel. Eu disse: 'O que é isso?'. Ele respondeu: 'Estou projetando um computador'. Ele ensinou a si mesmo como fazer aquilo".

Bill Gates - Se ele fosse adolescente de novo, seria hacker biológico: "Criar vida artificial com a síntese de DNA. É algo equivalente a programar em linguagem de máquina", diz Gates, cujo trabalho à frente da Bill and Melinda Foundation o levou a se tornar um expert autodidata em doenças e imunologia.

 

Lee Felsenstein - Ele e os hackers de hardware desde Albuquerque até a Bay Area. O feliz subproduto das ações deles foi a indústria dos computadores pessoais, que levou a mágica a milhões de pessoas. "A tecnologia tem que ser considerada mais do que somente as peças inanimadas do hardware", afirma Felsenstein.

Marck Zuckerber - Ele é sempre acusado de ter virado as costas para os ideais dos hackers porque nega que outros sites tenham acesso às informações dadas pelos usuários do Facebook. Segundo ele, a verdade é justamente o oposto; sua empresa pega carona  e constrói em cima do livre fluxo da informação. "De tudo o que leio, essa é de fato uma parte central da cultura hacker, como 'a informação quer ser livre' e todas essas coisas."

Richard Stallman - O que mais gostava no Laboratório de Inteligência Artificial no Tech Square era que "não havia obstáculos artificiais, coisas que insistiam em tornar difícil a realização de projetos, coisas como burocracia, segurança e a recusa de compartilhar conhecimento com os outros".

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Homem Digital I Apple na mira de protestos contra maus-tratos de funcionários da Foxconn, na China  (09/02/12)

São Paulo – Grupos de manifestantes, reunidos através dos sites SumOfUs.org e Change.org estão planejando protestos globais em Apple Stores, informa a CNNMoney. O motivo seria recentes acusações de maus-tratos e más condições de trabalho enfrentadas pelos  maior fornecedora da Apple, na China.

Manifestantes pretendem ir para lojas da Apple em diversas cidades do mundo para protestar contra maus-tratos na China

A realização da manifestação acontece duas semanas depois que Mark Shields, ativista do Change.org que se descreve como “usuário da Apple”, colocou no ar petição que já conta com mais de 200 mil assinaturas. No documento, solicita-se que a empresa, liderada por Tim Cook, desenvolva estratégias de proteção aos trabalhadores que prestam serviço para a companhia.

Já na petição do SumOfUs.org, o grupo fala em “iPhone ético” e pede que Cook examine com cuidado as condições de trabalho dos funcionários de seus fornecedores.De acordo com as informações da CNNMoney, protestos são esperados para acontecer hoje em grandes lojas da Apple espalhadas por cidades como Nova York, São Francisco, Washington, Londres, Sidney e Bangalore.

As condições de trabalhadores em fábricas chinesas, responsáveis pela produção de peças para praticamente todas as grandes companhias de tecnologia do planeta, não são nada novas. A Foxconn, inclusive, enfrenta há meses denúncias de maus-tratos e ameaças de suicídios coletivos por parte de seus funcionários.

Em janeiro deste ano, o New York Times publicou uma reportagem investigativa na qual expõe, em detalhes, a situação dos funcionários da Foxconn. Uma mulher ouvida pela equipe contou que ganha menos de um dólar por hora para fabricar os amados, e caríssimos, gadgets da Apple. Gabriela Ruic - exame

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Homem Digital ITrabalhar no Google é mais difícil do que entrar na USP  (23/11/11)

O presidente do gigante de buscas no Brasil, Fábio Coelho, fala sobre o crescimento no país, a altíssima concorrência por uma vaga na companhia e os planos para 2012

A concorrência para o programa de estágio deste ano, por exemplo, foi de 164 candidatos por vaga – o triplo da registrada pela carreira mais procurada na USP, engenharia civil

O ano de 2011 foi especial para o Google Brasil. Entre os dez maiores nichos do gigante de buscas no planeta, o mercado nacional é o que mais cresce. Simultaneamente, o QG brasileiro aumentou em um terço o número de funcionários no país. Hoje, quase 500 profissionais dividem tarefas em dois escritórios, em São Paulo e Belo Horizonte.

Para entrar para o time, contudo, a tarefa não é nada fácil: a concorrência para o programa de estágio deste ano, por exemplo, foi de 164 candidatos por vaga – o triplo da registrada pela carreira mais procurada na Universidade de São Paulo (USP), engenharia civil, de São Carlos.

Desde fevereiro, o escritório brasileiro é comandado por Fabio Coelho, engenheiro civil de 47 anos, que, depois de passar por importantes empresas de tecnologia como AT&T e BellSouth, tem duas missões fundamentais à frente do gigante de buscas: manter o alto nível dos serviços oferecidos e o foco em duas redes sociais da empresa, Orkut e Google+. “O Orkut é um produto valioso, mas quem decide seu futuro será seu fiel escudeiro, o usuário”, afirma. Do escritório do Google em São Paulo, Coelho falou com o site de VEJA.

Veja - No início de 2011, o Google revelou que iria recrutar mais profissionais. O que motivou a criação dos postos?

Crescimento vertiginoso. Há alguns anos, o Brasil já faz parte dos dez maiores mercados do Google no mundo e, nesta faixa de países, é a nação que mais cresce. Logo, foi um ano especial. Conseguimos contratar, em menos de doze meses, mais de 125 funcionários. Hoje, já contamos com quase 500 profissionais nas duas sedes em São Paulo e Belo Horizonte. Nosso programa de estagiários, neste ano, foi superconcorrido: 4.100 pessoas disputaram 25 vagas. E, até o fim de 2011, temos sete postos de trabalhos ainda abertos.

Veja - Qual é o perfil do profissional que trabalha no Google?

Buscamos pessoas com altíssimo desempenho acadêmico, de culturas diversas, que tenham conhecimento em outros idiomas e experiência relativa ao serviço que será prestado ao Google. Procuramos também profissionais engajados e apaixonados por outras atividades, como atletas ou músicos. Queremos pessoas com apetite por realizações.

Veja - Como é sua rotina no Google? Sua agenda é definida pela sede, em Mountain View (EUA)?

Diariamente, começo o trabalho às 8h, com reuniões de 30 minutos para avaliar métricas e acompanhar execuções de diversos setores da empresa. Duas vezes por semana participo também de videoconferências com a matriz nos Estados Unidos para apresentar uma visão mais estruturada do negócio no país. Não podemos perder muito tempo com longas reuniões, mas ultimamente resolvemos problemas usando recursos do próprio Google, como o Hangout (chat em vídeo presente no Google+). Mas tenho também a função imprescindível de visitar clientes para evangelizar a empresa e mostrar como o Google pode ajudar outras corporações.

Veja - O Google vai mesmo manter o Orkut?

O Orkut é um produto valioso para o Google Brasil, mas quem decide seu futuro será seu fiel escudeiro, o usuário. Desde a criação da rede, em 2004, seus cadastrados mostram que a rede social tem relevância – e sua sobrevivência é garantida a partir do valor que é dado a ela. Recentemente, revelamos inúmeras inovações ao produto, como a interface de comunidades – espaços altamente interativos –, que começam a ser modificadas paulatinamente.

Veja - Em inúmeras oportunidades, profissionais do Google afirmaram que o Google+ não é uma rede social. Então, o que ele é?

Não consideramos o Google+ uma rede social. É simplesmente um importante projeto da empresa que mostra como o Google se preocupa com a web social. É um serviço que cruza toda a internet e os próprios recursos da empresa, como Gmail, Google Reader e YouTube. O mercado vai absorver, aos poucos, o projeto em sua totalidade: anúncios, conteúdo, informação, relacionamento e rede de buscas já são funções que são modificadas a partir do uso do Google+.

Veja - Como o Google+ e Orkut podem coexistir?

São duas plataformas com perfis diferentes de usuários. Não duvido que, nos próximos meses, apareçam recursos do Google+ no Orkut.

Veja - É um privilégio ou uma grande dor de cabeça ter as duas redes?

É ótimo. Os dois projetos mostram que o Google tem, nas mãos, o presente e o futuro da web. Temos 45 milhões de usuários no Orkut. Ele é lucrativo, tem anúncios e disperta o interesse do mercado publicitário.

Veja - Por que o Orkut não conseguiu conter o avanço do Facebook?

O Google não quer controlar o avanço do Facebook. O Orkut já amadureceu no país: tem uma base muito fiel de usuário. A maior prova disso é que nossa rede social cresce proporcionalmente ao número de usuários de internet no Brasil. Já o Facebook exerce um encantamento nos brasileiros por ser uma plataforma relativamente nova no país, mas dados de empresas de métricas comprovam o uso concomitante dos dois sites. O Facebook ainda não amadureceu no Brasil. O que me interessa, no futuro, é até onde vai o ciclo de crescimento dessas redes.

Veja - Qual será a prioridade do Google Brasil para 2012?

Aperfeiçoar o que já fizemos em 2011 e desenvolver ainda mais setor social, móvel e vídeo. Não teremos o mesmo ritmo de contratação deste ano – que foi espetacular –, mas contrataremos um novo grupo de funcionários para fazer parte do Google no Brasil.

Rafael Sbarai, de

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Homem Digital I Veja quem ganha e quem perde com o acordo Google-Motorola  (16/08/11)

Microsoft, Nokia, Research in Motion --fabricante do BlackBerry-- e o setor de TV a cabo estão emergindo como possíveis ganhadores depois que o Google anunciou, nesta segunda-feira, a aquisição da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões de dólares.

Se outros fabricantes de celulares decidirem abandonar o sistema operacional Google Android, Nokia e RIM se beneficiariam.

As companhias de TV paga poderiam ter muito a ganhar caso o Google, que controlará a fabricação de decodificadores Motorola, modere suas iniciativas que perturbam o setor --como o YouTube.

Enquanto isso, é improvável que a transação tenha impacto sobre os esforços da Apple para conquistar corações e mentes entre os usuários de celulares inteligentes, disseram analistas. Agora que o Google se tornará seu concorrente direto, a empresa poderá abandonar certos produtos do Google que utiliza em seus aparelhos.

MICROSOFT

A Microsoft pode se beneficiar se os fabricantes começarem a procurar por alternativas de software ao Android, disse Shaun Collins, analista da CCS Insight, apesar de clientes mostrarem poucos sinais de interesse nas tentativas da gigante de softwares de entrar no mercado de telefonia móvel.

Mas o acordo coloca a Microsoft diretamente em conflito legal com o Google sobre patentes do Android, já que a Microsoft e a Motorola já travam algumas disputas judiciais sobre propriedade intelectual.

A Microsoft também pode se sentir pressionada para achar alvos de compra, como a HTC, disse Al Hilwa, diretor de programas da IDC.

NOKIA

As ações da Nokia chegaram a subir mais de 9% na segunda-feira, à medida que a oferta do Google pela Motorola recolocou em circulação especulações sobre uma oferta pela companhia finlandesa, que alguns meses atrás decidiu adotar o Windows Phone como sistema operacional de seus novos celulares.

A Nokia não comentou sobre os boatos.

RIM

A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, está perdendo o firme domínio que exercia sobre a telefonia móvel empresarial, por efeito de aparelhos como iPhone e iPad, e em certa medida também dos celulares equipados com o Android.

Suas ações caíram em quase 60% neste ano, já que a empresa não alcançou suas previsões de lucro, atrasou uma nova linha de aparelhos celulares e não empolgou o consumidor com seu tablet PlayBook.

Além disso, uma integração mais estreita entre o software Android e o hardware Motorola pode "representar pressão adicional pelo sucesso da nova linha de modelos com software QNX que a RIM vai lançar", escreveu Mike Abramsky, analista da RBC Capital Markets.

APPLE

Os analistas não creem que a aquisição mude muito o cenário para a Apple na telefonia móvel, porque o Google já tinha tentado ingressar no setor por meio do celular Nexus, em parceria com o grupo taiwanês HTC.

Os consumidores receberam friamente o Nexus, que não ofereceu grande desafio ao iPhone.

Uma reação imediata da Apple pode ser deixar de utilizar em seus produtos, como iPhone e iPad, alguns serviços do Google, como mapas e sistema de buscas.

TV A CABO

O Google há muito é visto como fonte de possível perturbação para a TV paga, primeiro com o YouTube e depois com o Google TV, ainda que nenhum dos dois tenha exercido o impacto negativo previsto sobre o setor.

Com a aquisição, o Google vai se tornar um dos maiores fornecedores do setor de TV a cabo. Mesmo que os decodificadores físicos desapareçam, o software de cifragem e acesso condicional da Motorola continuará importante para o setor.

DA REUTERS, EM NOVA YORK

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1º Lugar

Campanha: The Entrance

Marca: Heineken

Agência: Wieden & Kennedy

Visualizações: 2,084,195

Michael Learmonth (Advertisng Age)

Projeto Jacquard

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