Homem Digital I Pesquisa revela que o iPhone 6 Plus está mesmo canibalizando as vendas de iPads (27/11/14)

Que o iPhone 6 Plus iria canibalizar as vendas de iPads, isso todos nós já sabíamos — afinal, a tela grandona do aparelho é ótima para ler, ver vídeos, jogar… tudo que o iPad sempre fez muito bem (melhor que qualquer iPhone). A grande questão na verdade não é se, mas quanto. Nenhuma métrica usada agora, poucos meses depois do lançamento dos novos smartphones da Apple, é certeira. Mas esta compartilhada pelo Pocket é bem bacana.

Para quem não conhece o Pocket, trata-se de um serviço no qual você salva vídeos, artigos e tudo mais que você encontrar na web para ver/ler depois (“read it later”), num momento mais tranquilo.

Para entender como o iPhone 6 Plus afetou o consumo de conteúdo pelo iPad, eles pegaram alguns dados de usuários que tinham tanto iPhones 5/5s quanto iPads e analisaram quanto tempo eles gastaram lendo em ambos os dispositivos. Depois do lançamento dos iPhones 6 e 6 Plus, fizeram a mesma comparação — e o resultado você vê abaixo:

Como podemos observar, donos de iPhones 5/5s que também têm algum modelo de iPad dividem bem o tempo que consomem conteúdo no smartphone e no tablet; já no outro extremo, usuários do iPhone 6 Plus praticamente deixaram seus iPads de lado, passando 80% do tempo lendo artigos/assistindo a vídeos no próprio smartphone.

Outros pontos que valem destacar da pesquisa:

  • Usuários de iPhones 6 agora abrem 33% mais artigos e vídeos dentro do Pocket do que donos de iPhones 5/5s; já os de iPhones 6 Plus abrem 65% mais!
  • Donos de iPhones 6 Plus abrem 40% mais vídeos no aparelho que donos de iPhones 5/5s e 16% a mais que os de iPhones 6.
  • Por outro lado, muito provavelmente por conta do tamanho do aparelho e das “complicações” que ele gera para ser manuseado com uma mão só, donos de iPhones 6 Plus acabam lendo 22% menos que os de iPhones 5/5s/6 enquanto estão se deslocando em ônibus, metrôs, etc.

Interessante, não? Esses e alguns outros dados da pesquisa podem ser vistos no blog do Pocket.

Caso tenha se interessado pelo app, ele tem versões para iOS e OS X. [MacMagazine]

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Homem Digital I Larry Page é empresário do ano e Tim Cook fica em 2º    (13/11/14)

São Paulo – Em sua lista de empresários mais importantes do ano, a revista Fortune colocou Larry Page em primeiro lugar. O CEO e co-fundador do Google superou outros grandes nomes da área. Na lista do ano passado, Page havia aparecido no oitavo lugar.

Larry Page: CEO e co-fundador do Google foi eleito empresário do ano

“O que você faz depois de criar a mais lucrativa franquia de internet? Se você for Larry Page, você mira ainda mais alto”, escreve a Fortune. A revista lista algumas das ousadas áreas nas quais Page investiu. Entre elas estão os transportes (com os carros autônomos do Google) e a medicina (com a Calico, empresa com foco em saúde).

Logo atrás de Page está Tim Cook, CEO da Apple, no segundo lugar. O salto de Tim Cook na lista é impressionante. Na lista do ano passado, Cook havia ficado apenas com a 47ª posição.

“Substituir uma lenda é um exercício repleto de perigos. No entanto, em três anos de administração na empresa de Steve Jobs, está se tornando cada vez mais claro que Tim Cook sabe o que está fazendo como CEO da Apple”, afirma a Fortune.

Entre os 50 maiores empresários ainda estão diversas outras figuras do mundo da tecnologia. Jack Ma, fundador do Alibaba ocupa a décima posição. O chinês se destacou neste ano, principalmente por conta de um IPO bem sucedido da sua empresa.

Menos bem colocados na lista ainda aparecem Mark Zuckerberg, do Facebook, em 13º e Elon Musk, que havia sido o primeiro colocado no ano passado, aparece em 18º.

Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon, está em 25º. Satya Nadella se saiu bem em seu primeiro ano como CEO da Microsoft e garantiu a 38ª colocação. Reed Hasting, CEO e fundador do Netflix, está em 37º.

A lista mostra que no mercado tecnológico, os chineses estão ganhando espaço. Além de Jack Ma, também aparecem Robin Li, co-fundador e CEO do Baidu, em 39º e Pony Ma, da Tencent, aparece em 46º. 

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Homem Digital I Disney se une ao Google para exibir filmes no Android     (04/11/14)

Karen Carneti, de INFO Online               

Graças a uma parceria com o Google, agora é possível assistir a qualquer filme da Disney (incluindo Pixar e Marvel) em um dispositivo com Android por meio da Google Play.

Para assistir aos filmes, é preciso baixar o aplicativo “Disney Movies Anywhere” e conectá-lo à sua conta do Google. 

Aplicativo “Disney Movies Anywhere” em aparelho com Android (Reprodução/Techcrunch)

Em fevereiro deste ano, a companhia já havia feito uma parceria com a Apple, o que permitiu que as pessoas comprassem cópias digitais dos filmes e as sincronizassem com o iTunes ou comprassem os DVDs dos filmes e assistissem em seus dispositivos Apple com um código especial. Agora, os mais de 450 títulos podem ser vistos em qualquer aparelho com Android ou iOS.

“Queremos que os fãs de cinema desfrutem mais facilmente de todas as suas compras digitais - passadas e futuras - em todos os seus dispositivos", disse Jonathan Zepp, chefe de parcerias de filmes da Google Play, ao Techcrunch.

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Homem Digital I Especialista da DisplayMate analisa as telas dos novos iPads e se decepciona     (27/10/14)

por Eduardo Marques

Quando o assunto é qualidade de tela, Dr. Raymond M. Soneira (da DisplayMate) é *o cara*. Tradicionalmente, sempre que um iGadget é lançado ele analisa o componente e dá seu parecer de acordo com o que temos hoje em dia no mercado. Não foi diferente, então, com as telas dos novos iPads.

Tela do iPad Air 2

Falando especificamente do iPad Air 2, Soneira elogiou o revestimento antirreflexo dele, o qual reduz os reflexos de luz ambiente em cerca de 3:1 se comparado à maioria dos tablets e smartphones do mercado (incluindo iPads anteriores), e cerca de 2:1 se comparado com os *melhores* tablets e smartphones concorrentes (incluindo o iPhone 6, por exemplo).

Só que, tirando isso, a tela totalmente laminada (que boa parte da concorrência já oferece) e o revestimento resistente a impressões digitais/oleosidade, a tela é exatamente a mesma do iPad de quarta geração.

Na verdade, por conta da obsessão da Apple em fazer iPads cada vez mais finos, o desempenho dessa tela chega a ser menor que o da do iPad Air, oferecendo 8% menos brilho e uma eficiência energética 16% menor. Na opinião de Soneira, os tablets de Samsung, Amazon e Microsoft oferecem precisão de cores, ângulos de visão e eficiência energética melhores — para ele, o Galaxy Tab S ainda é o tablet com a melhor tela disponível no mercado.

iPad mini 3

Já sobre o iPad mini 3, não há muito o que falar. A tela é *exatamente* a mesma do mini 2, a qual já foi mal avaliada por conta da gama/precisão das cores. Ou seja, se no ano passado a concorrência já oferecia telas melhores que a do iPad mini 2, imagine agora, em 2014!

Definitivamente a prioridade da Apple nessas atualizações não foi o display. Caso queira ler todas as informações sobre a avaliação de Soneira sobre as telas (incluindo gráficos), não deixe de dar uma passada no site da DisplayMate.

[via MacRumors]

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Homem Digital I Usuários de iPhone e Android se unem em boicote nos Estados Unidos   (27/10/14)

iLex

O Apple Pay (novo sistema de pagamentos da Maçã) entrou em prática na semana passada e já está mostrando que pode significar uma nova revolução na forma em que pagamos nossas compras. Ele é fácil, rápido e pela primeira vez elimina mesmo a necessidade de tirarmos nossa carteira do bolso, de uma forma prática e muito segura.

Mas esta “revolução” não agradou a todos os comerciantes. Algumas lojas que fazem parte de um determinado grupo já estavam pensando em desenvolver seu próprio método de pagamento, que só ficará pronto no ano que vem. Então, o que eles fizeram? Estão recusando, de forma burra, pagamentos com o Apple Pay. “Forma burra” porque, para isso, eles eliminaram completamente as máquinas de NFC dos estabelecimentos, impedindo que qualquer um pague usando este método, inclusive quem tem Android e usa o Google Wallet.

Na rede Reddit já há grupos de usuários de Android e iOS convocando para um boicote às lojas que estão fazendo isso. Afinal, seria um retrocesso na forma de pagamentos, ainda mais agora que o NFC tem uma chance de realmente crescer depois de anos no mercado.

Por que retrocesso? Por que esta “nova” forma de pagamento usa um método arcaico de solucionar o problema: QR Codes

Como funciona o CurrentC

Esta outra solução de pagamentos está sendo desenvolvida pela companhia MCX (Merchand Customer Exchange), que desde 2011 estuda formas alternativas de pagamentos em negócios. Chamada de CurrentC, a solução tem como objetivo livrar os comerciantes de pagar as taxas de cartão (em média de 2 a 3%) e ainda coletar dados pessoais dos clientes, como sistema operacional, histórico de sites, fotos e até mesmo informações de saúde, entre outros dados.

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É bom lembrar que no Apple Pay nenhuma informação pessoal do usuário é compartilhada com o estabelecimento e a Apple já fez questão de enfatizar isto.

Mesmo para quem não se importa de ter seus dados pessoais coletados, há ainda outro problema: a forma como o pagamento é feito.

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Enquanto que com o Apple Pay basta tirar o iPhone do bolso, aproximá-lo do terminal e só tocar no Touch ID sem nem mesmo precisar desbloquear a tela, com o CurrentC a burocracia será bem maior. Você precisará tirar o iPhone do bolso, abrir o aplicativo especial, escanear o QR code da sua compra, esperar que apareça um novo código na sua tela, mostrá-lo para o vendedor, que irá escanear este código e, aí sim, efetivar a compra. Tem algo mais arcaico que isso?

Com o mundo inteiro caminhando em direção ao NFC e ao Bluetooth LE, é realmente uma decisão bizarra a se tomar. E prejudicando os clientes que já usam o NFC, a antipatia deles tende a aumentar ainda mais.

Por enquanto, apenas as redes de farmácias Ride-Aid e CVS estão recusando pagamentos com NFC em seus estabelecimentos. Outras redes importantes que adotaram também a solução da MCX, como Walmart e Best Buy, podem, na teoria, seguir pelo mesmo caminho no futuro.

O tempo dirá o que resultará desta polêmica decisão de retirar das lojas os equipamentos NFC. Se o Apple Pay realmente vingar (e tem tudo para isso), significará a morte anunciada de vários sistemas alternativos de pagamento, inclusive o natimorto CurrentC.

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Homem Digital I Três dias com Edward Snowden, o homem mais procurado do mundo    (26/10/14)

Ninguém ameaçou tanto as políticas externa e de segurança dos Estados Unidos quanto Edward Snowden, responsável pelo vazamento de milhares de arquivos da NSA. Estivemos com o ex-agente secreto em Moscou, onde vive em anonimato e escondido das autoridades americanas

Por James Bamford

A mensagem pisca no meu notebook. Trata-se de um computador “limpo”, cujo conteúdo se limita apenas a um sofisticado pacote de criptografia.“Mudança de planos”, escreve meu contato.“O encontro será no saguão do hotel x à 1 hora da tarde. Leve um livro e espere ES falar com você.” ES é Edward Snowden, o homem mais procurado do mundo. Foram quase nove meses tentando marcar uma entrevista com ele. Estive em Berlim, no Rio (duas vezes) e em Nova York (muitas vezes), conversando com os poucos confidentes do ex-agente capazes de me ajudar a marcar um encontro. Entre outras coisas, quero ouvir a resposta para uma pergunta premente: por que Snowden decidiu vazar centenas de milhares de documentos ultrassecretos e fazer revelações que deixaram à mostra o gigantesco alcancedos programas de vigilância do governo americano?

Ben Winzer, advogado dele que trabalha para a União Americana pela Liberdade Civil (ACLU, na sigla em inglês), me mandou um email em maio confirmando que seu cliente me encontraria em Moscou. Ao todo, foram três dias de conversas, divididos pelas várias semanas que passei na capital russa.Foi o contato mais longo que qualquer jornalista teve como ex-agente desde junho de 2013, quando ele chegou à Rússia. Os detalhes do nosso rendez-vous até encontrá-lo, entretanto, continuavam envoltos numa nuvem de mistério: cheguei a Moscou sem saber ao certo quando e onde nos encontraríamos de fato.

Confesso que sinto uma certa afinidade por Snowden. Assim como ele, fui enviado para uma unidade da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) noHavaí. A tarefa fazia parte dos três anos que servi à Marinha durante aGuerra do Vietnã. Depois, quando estudava Direito e já era reservista, descobri um programa de espionagem ilegal de cidadãos americanos, e decidi denunciar a agência. Prestei depoimento numa audiência fechada do Church Committee, nome dado à comissão de inquérito criada pelo Congresso americano na década de 70. O trabalho do grupo de parlamentares levouaamplas reformas para coibir os excessos cometidos pelos serviços de inteligência. Mais tarde, já formado,escrevi meu primeiro livro sobre a NSA. Em mais de uma ocasião sofria meaças de ser processado por violação da Lei de Espionagem–criada em1917,essa mesma legislação serve como base para as acusações que pesam contra o ex-agente (no meu caso as ameaças eram infundadas, e jamais se concretizaram). Desde então escrevimaisdois livros sobrea NSA e publiquei inúmeras reportagens em revistas. Fiz resenhas de livros, editoriais e participei de documentários. Em todos esses trabalhos, porém, eu jamais havia me deparado com alguém como Snowden. Ele é um exemplo único e pós-moderno da nova estirpe de delatores.

Desde junho do ano passado, quando ele sumiu do mapa no Aeroporto de Moscou, pouca gente teve contato pessoal como ex-agente. Snowden, é claro, ainda usa de grande cautela para marcar encontros pessoais. A situação me faz lembrar uma recente reportagem do The Washington Post, que decidi ler enquanto me preparava para esta entrevista. Escrita por Greg Miller, a matéria narra reuniões diárias entre as autoridades do FBI, da CIA e do Departamento de Estado americano, sempre em busca de uma solução desesperada para capturar o ex-agente. No texto, um oficial declara:“Tínhamos a esperança de que ele cometesse a burrice de entrar num avião e esperar algum aliado dizer: ‘Você já está no nosso espaço aéreo, e pode pousar’”.Snowden não foi tão ingênuo–e, considerando que desapareceu na Rússia, tudo indica que os Estados Unidos não têm mais nenhuma pista sobre seu paradeiro.


A caminho do hotel onde será a entrevista, faço o possível para não me seguirem. É um endereço meio fora de mão, sem atrativos para visitantes ocidentais. Sento numa poltrona do saguão, perto da porta principal, e abro o livro que fui instruído a trazer. Pouco depois de 1 hora da tarde Snowden passa por mim. Ele está com uma calça jeans escura e uma jaqueta marrom esportiva. Sobreo ombro direito, segura uma grande mochila preta. Ele só me vê quando me levanto e começo a caminhar a seu lado. “Onde você estava?”, pergunta ele. “Não o vi.” Aponto para a poltrona e faço uma piada: “Tem certeza de que você trabalhava para a CIA?”. Ele abre um sorriso.

Na hora de entrar no elevador, Snowden abre a boca para dizer alguma coisa. Mas uma mulher se junta a nós antes que as portas se fechem, e então ficamos calados, ouvindo “Desafinado”, enquanto o elevador sobe até um andar mais alto. Já no corredor, ele indica uma janela com vista para o horizonte desta Moscou moderna, comos edifícios altos e reluzentes que se sobrepõem às sete torres barrocas e góticas conhecidas pelos locais como Stalinski e Vysotki – “os arranha-céus de Stalin”.O ex-agente estámorando aqui há mais de um ano; faz compras numa mercearia de bairro, onde ninguém o reconhece, e já fala um pouco de russo. Aprendeu a viver com modéstia numa cidade cara,mais limpa que Nova York e mais sofisticada que Washington. O asilo temporário concedido a ele deveria expirar em agosto, mas o governo russo anunciou que o visto de permanência seria estendido por mais três anos.


Snowden entra no quarto reservado para a entrevista, joga a mochila em cima da cama, tira os óculos escuros e o boné de beisebol. Ele está magro, quase abatido. No rosto fino há um cavanhaque incipiente. Em seguida, põe os óculos de grau que viraram sua marca registrada: armação Burberry, lentes retangulares e aro preto apenas na parte de cima. A camisa azul-clara está larga,o cinto está apertado no cós da calça, e nos pés ele tem um mocassim Calvin Klein de couro preto e bico quadrado. Oex-agente está permanentemente
atento ao que o pessoal da área de inteligência chama de segurança operacional. Nomomento em que sentamos para conversar ele tira a bateria do celular. Já meu iPhone havia ficado no hotel. O pessoal em contato com Snowden havia me alertado repetidas vezes: mesmo desligado, um celular pode facilmente se transformar num microfone da NSA. 

Os conhecimentos do ex-agente sobre as manhas da agência são umdos trunfos que permitem a ele permanecer à solta. O outro é evitar áreas frequentadas por americanos e demais ocidentais. Mesmo assim,de vez em quando é reconhecido por algum russo quando,porexemplo, vai a uma loja de computadores.Nessas situações, ele sorri discretamente, põe o dedo indicador na frente dos lábios e diz: “Psiu”. Embora seja alvo de uma caçada planetária, Snowden parece tranquilo e animado. No quarto de hotel, bebemos coca-cola e detonamosuma pizza gigante de pepperoni, entregue pelo serviço de quarto.
Dentro de alguns  dias ele vai completar 31 anos, e ainda tem esperanças de poder voltar aos Estados Unidos em algum momento de sua vida. “Eu disse ao governo que estava disposto a ir para a prisão voluntariamente, desde que pelos motivos certos”, afirma. “Estou mais preocupado com o país do que comigo mesmo. Mas não podemos permitir que a lei se transforme numa arma política, nem deixar as pessoas com medo de defender seus direitos – por melhor que seja a contrapartida. Não quero fazer parte disso.” 

Snowden continua assombrando os Estados Unidos, e o imprevisível impacto de suas ações tem ecos domésticos e mundiais.Mas os documentos propriamenteditosnãoestãomais sob seu controle. Ele não temacesso aos arquivos, e garante não ter trazido nada para a Rússia.No momento as cópias estão nas mãos de vários veículos de imprensa, incluindo o First Look Media, criado pelo jornalista Glenn Greenwald e pela documentarista Laura Poitras – os dois americanos que primeiro tiveram acesso ao material. O jornal The Guardian também recebeu cópias, mas foi pressionado pelo governo britânico a transferir a guarda física (não aposse) para o The New York Times. O jornalista Barton Gellman, do Washington Post, tambémteve acesso aos papéis, e é pouco provável que qualquerum deles ou organizações devolvamos documentos para a NSA.
Essa situação deixa as autoridades americanas num estado de ansiedade e impotência, sempre à espera da próxima rodada de revelações, de uma nova reviravolta diplomática, de mais uma dose de humilhação. Snowden diz que as coisas não precisavam ter sido assim. Segundo ele, a intenção era dar ao governo uma bela ideia do que havia sido roubado exatamente. Antes de fugir comos documentos ele deixou um rastro de migalhas de pão digitais, de modo que os investigadores pudessemdeterminar quais documentos ele havia copiado e levado consigo, e quais tinha apenas visto. Com isso ele esperava que a NSA percebesse que seu objetivo não era espionar para governos estrangeiros, e sim denunciar violações de direitos. Ele também queria dar tempo para que o governo se preparasse para vazamentos futuros,mudasse palavras em código, revisasse planos operacionais e tomasse outras medidas capazes de reduzir os estragos. O ex-agente, porém, acredita que o sistema de auditoria da NSA não tenha identificado essas pistas: a agência apenas registrou o número total de documentos tocados por ele (1,7 milhão,embora ele afirme que seja bem menos). “Imaginei que iriam se atrapalhar, mas não achei que seriam compelatamente inábeis.”

Snowden suspeita que o governo tema pelo conteúdo dos documentos, cujo potencial para causar avarias é considerável. Os jornalistas que estão com o material ainda podem descobrir esses segredos. “Eles (o governo) devem achar que os arquivos contêm evidências capazes de levar à morte política dessa turma toda”, diz. “A investigação realizada pelas autoridades fracassou, eles não sabem o que foi levado e continuam divulgando números absurdamente grandes. Isso sugere que, em algum momento, perceberam o vazamento de algo na linha‘vai dar merda’. E provavelmente pensam que isso ainda está à solta.” Mesmo assim, é pouco provável que alguém conheça o conteúdo exato da imensa massa de documentos – isso vale para a NSA, para os atuais guardiões dos arquivos e para o próprio Snowden. Embora ele se recuse a dar detalhes sobre como reuniu o material, especialistas da comunidade de inteligência afirmam que o ex-agente simplesmente usou o“webcrawler”, um programa que busca e copia todos os documentos contendo uma determinada palavra chave(ou uma combinação delas). Isso poderia explicar todos os arquivos que apenas listam parâmetros de sinal e outras estatísticas técnicas e praticamente ininteligíveis.
A situação traz ainda mais um complicador: algumas revelações atribuídas a Snowden podem não ter partido dele, e simde outro alcaguete que anda vazando dados por aí e atribuindo esses segredos ao colega famoso. O ex-agente não quis comentar essa possibilidade–mas, por outros caminhos, tive acesso irrestrito aos documentos roubados por ele, que hoje estão espalhados por diferentes locais.Verifiquei os arquivos usando  uma sofisticada ferramenta de busca digital, e não encontrei alguns dos documentos que chegaram ao público. Isso me leva à conclusão de que há um segundo delator, e não estou sozinho nessa crença. Greenwald e o especialista em segurança Bruce Schneier tiveram amplo acesso aos segredos roubados, e já declararam acreditar na existência de outro responsável pelo vazamento de algumas informações para a imprensa.

No mesmo dia em que rachei uma pizza com Snowden num hotel em Moscou, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos finalmente se mexeu para limitar o alcance das atividades da NSA.Numa decisão folgada (293 votos a favor e 123 contra), os parlamentares proibiram a prática de realizar buscas sem mandado de segurança num grande banco de dados que contém milhões de e-mails e gravações de telefonemas de cidadãosamericanos. Em uma declaração conjunta, os deputados favoráveis ànova legislação – democratas e republicanos – afirmaram: “Os americanos estão cada vez mais assustados coma dimensão da vigilância não autorizada realizada pelo governo. Esses programas vasculham e armazenam informações pessoais dos cidadãos. Ao aprovar essa emenda, o Congresso toma uma medida firmepara fechar as portas da vigilância em massa”.

Essa é uma das muitas reformas que haviam sido propostas e jamais teriam ocorrido não fosse o episódio Snowden. Em Moscou, ele relembra  o dia em que entrou num avião para Hong Kong como objetivo de confessar ser o reponsável pela divulgação deumgrande pacote de segredos de Estado.Naquele momento, ele se perguntou se o risco realmente valeria a pena.“Imaginei que a sociedade como um todo daria de ombros e seguiria adiante”, conta ele. Não foi bem assim: a xeretagem exercida pela NSA se transformou numdos temas mais prementes do debate americano. O presidente Obama se viu obrigado a fazer um pronunciamento oficial sobre o assunto, o Congresso agiu e a Suprema Corte já sinalizou a intenção de avaliar as escutas não autorizadas. A opinião pública também passou a defender restrições à vigilância em massa. “Tudo depende da pergunta feita nas pesquisas de opinião”, diz o ex-agente.“Quando ela se restringe à minha decisão de revelar o Prisma, por exemplo, 55% dos americanos concordam.” O programa ao qual Snowden se refere permite às agências do governo extrair dados dos usuários de empresas como Google, Microsoft e Yahoo!. “É uma porcentagem impressionante, se considerarmos que o governo passou um ano afirmando que sou um supervilão.”

Pode parecer exagero – mas não está muito longe da verdade. Pouco menos de um ano após o vazamento das primeiras informações, o ex-diretor da NSA, Keith Alexander, afirmou que o ex-agente estava sendo “manipulado pela inteligência russa”, e o acusou de ter causado “estragos graves e irreversíveis”. Recentemente, o secretário de Estado John Kerry declarou que “Snowden é um covarde, um traidor que desonrou seu país”. Mas em junho o governo deu indícios de estar se afastando dessa retórica apocalíptica. Em entrevista ao The New York Times, o novo diretor da NSA, Michael Rogers, disse estar sendo “específico e comedido” em suas declarações: “Na condição de diretor, ninguém me ouviu dizer ‘meu Deus, o mundo está acabando’”.

Embora procure controlar a exposição de sua imagem, o ex-agente resiste a falar sobre si mesmo.Em parte isso é fruto de uma timidez natural, da relutância em“ arrastar a família para dentro dessa história e virar assunto para uma biografia”. Ele teme que a revelação de detalhes sobre sua vida pessoal possa sugerir narcisismo e arrogância. Mais do que tudo, ele não quer desviar os holofotes da causa pela qual arriscou a própria vida. “Sou engenheiro, e não político. Nãoquero um palco. Morro de medo de criar uma distração para o pessoal da televisão, de dar a eles uma desculpa para difamar, deslegitimizar e colocar em perigo um movimento tão importante.”

Mesmo assim,Snowden finalmente concorda em contar um pouco sobre sua vida. Nascido em 21 de junho de 1983,ele cresceu num subúrbio do estado de Maryland, não muito longe da sede da NSA. Opai,Lon, galgou os suados degraus da hierarquia da Guarda Costeira e chegou ao posto de oficial. A mãe, Wendy, trabalhava no Tribunal Regional Federal de Baltimore; a irmã mais velha,Jessica, era advogada do Tribunal de Justiça, em Washington. “Todo mundo na minha família já trabalhou para o governo”, conta. “Nunca pensei em seguir outro caminho.” O pai do ex-agente me disse: “Ed sempre foi considerado o mais inteligente da família”. Lon não se surpreendeu quando o filho marcou mais de 145 pontos emdois testes de QI diferentes.

Quando criança, Snowden não era do tipo que ficava horas na frente da televisão ou jogando bola. Ele logo se apaixonou pela leitura, principalmente de mitologia grega. “Eu sentava com um livro e desaperecia durante horas.” Segundo o jovem, a mitologia teve um papel importante em sua infância: as narrativas lhe ajudarama enfrentar desafios e dilemas morais. “Nessa época eu comecei a pensar na forma com que identificamos os problemas. Descobri que uma pessoa pode ser avaliada por sua maneira de enfrentar e resolver essas questões.” Depois que Snowden admitiu publicamente ser o delator da NSA, a imprensa comentou à exaustão o fato de que ele havia abandonado a escola antes de terminar o ensino médio. A informação sugeria que ele não passava de um preguiçoso inculto.Mas não foi por desleixo que o então adolescente perdera aulas durante quase nove meses:Snowden teve mononucleose, doença causada por vírus que provoca febre, enfartamento dos gânglios do pescoço e das axilas, além de comprometer o fígado e o baço. Curado, e diante da perspectiva de desperdiçar um ano letivo, optou por se matricular numa escola comunitária. Desde pequeno era fanático por computadores, e àquela altura a paixão havia aumentado. Ele começou a trabalhar com um colega dono de uma empresa no ramo de tecnologia – cujo escritório coincidentemente ficavaem Fort Meade, mesma cidade onde está a sede da NSA.

O ex-agente estava a caminho do escritório no dia 11 de setembro de 2001 quando soube do atentado contra as Torres Gêmeas.“Eu estava dirigindo e ouvi pelo rádio o choque do primeiro avião.” A exemplo de muitos americanos com algum senso de civismo, o jovem ficou profundamente impressionado como episódio. No primeiro semestre de 2004, enquanto a Guerra do Iraque pegava fogo coma primeira batalha de Fallujah, ele se alistou voluntariamente às forças especiais do Exército americano. “Eu estava aberto às explicações do governo para assuntos como o Iraque, tubos de alumínio e ampolas de antrax, embora tudo beirasse a propaganda”, diz.“Eu ainda acreditava que o Estado não mentiria para os cidadãos,que a intenção das autoridades era nobre e a Guerra do Iraque, exatamente o que eles afirmavam: um esforço limitado e objetivo para libertar os oprimidos. E eu queria contribuir.”
Snowden conta que foi atraído para as forças especiais por ter enxergado ali uma oportunidade de aprender diferentes idiomas. Saiu-se bemno teste de aptidão e foi admitido pelo Exército. Mas as exigências físicas do serviço representaram um grande desafio: ele quebrou as duas pernas num acidente durante um treinamento. Meses depois, foi dispensado.
Ao sair da força militar, arrumou emprego como segurança de um local ultrassecreto. Antes de assumir o cargo, porém, teve de passar por um severo processo de verificação de antecedentes. O ex-agente passou no teste do polígrafo (detector dementiras), teve seu passado vasculhado e finalmente foi liberado para começar. Assim, meio sem perceber, ele acabou dando início à carreira no mundo clandestino dos serviços de inteligência. Pouco depois de participar de uma feira sobre agências do serviço secreto, o jovem recebeu um convite para trabalhar na CIA. Lá, assumiu um posto na Divisão de Comunicação Global – setor responsável por problemas com computadores, cujo escritório fica na sede da Agência Central de Inteligência, em Langley, Virgínia. O trabalho era uma extensão do que ele já vinha fazendo desde os 16 anos com redes e engenharia de sistemas. “Todos os locais sigilosos se ligam à sede da CIA”, explica. “Eu e outro cara trabalhávamos no turno da madrugada.” Em pouco tempo Snowden já havia descoberto um dos grandes segredos da agência: a despeito da imagem de organização de ponta, a CIA usava uma tecnologia ultrapassada. Do lado de dentro,olocal era bem diferente do que aparentava por fora.

O ex-agente estava no degrau mais baixo da hierarquia damais alta equipe responsável pelo sistema computacional. Com o tempo, fo ise destacando, a ponto de ser enviado para a escola secreta da organização, onde são treinados os especialistas em tecnologia. Foram seis meses de estudo, durante os quais ele morou num hotel e frequentou a escola em tempo integral. Em março de 2007 o curso acabou. Snowden foi despachado para Genebra, na Suíça, onde a CIA
buscava informações sobre o sistema bancário. Seu novo posto de trabalho passou a ser a missão dos EstadosUnidos junto à ONU.Ele ganhou um passaporte diplomático, foi viver num apartamento de quatro quartos perto do lago e recebeu uma missão secreta.

Nesse período, testemunhou, em primeira mão, algumas transigências morais praticadas em campo pelos agentes da CIA. Os espiões eram promovidos com base no número de fontes humanas recrutadas por cada um. Sendo assim, viviam passando rasteiras uns nos outros para aumentar a própria lista – não importava que fossem nomes sem valor. Alguns chegavam a deixar os “alvos” de porre, para que a vítima fosse parar na cadeia. Depois, pagavam a fiança do sujeito, que virava refém do credor.“Os caras fazem coisas arriscadas para recrutar essas fontes, com impactos negativos e profundos, que poderiam causar prejuízo à imagem dos EstadosUnidos se fôssemos surpreendidos”, relata. “Mas nós fazemos apenas porque podemos.”
Snowden conta que,nessa época, em Genebra, conheceu vários espiões contrários à Guerra do Iraque e às políticas norte-americanas para o Oriente Médio. “Os oficiais da CIA diziam:‘Que raios a gente está fazendo por lá?’.”Seu trabalho consistia em garantir o funcionamento dos sistemas computacionais e das operações em rede, e portanto tinha mais acesso do que nunca a informações sobre o conflito.O jovem ficou abalado como que viu.“Eram os anos Bush, e a guerra contra o terror estava em sua fase mais obscura. Estávamos torturando gente e fazendo grampos ilegais.”

Ele começou a aventar a hipótese de denunciar os abusos,mas Obama estava prestes a ser eleito e o então agente se conteve.“Mesmo quem tinha uma opinião crítica em relação a Obama estava impressionado e otimista com os valores representados por ele”,lembra Snowden. “Ele disse que não iríamos abrir mão de nossos direitos, que não mudaríamos nossa essência só para capturar uma porcentagem maior de terroristas.” Mas, em sua opinião, Obama não cumpriu essa retórica admirável – e veio a decepção. “Eles não apenas deixaram de cumprir essa promessa:rejeitaram-na e seguiram na direção oposta.O que isso representa para a sociedade, para a democracia? Oque significa o fato de pessoas eleitas com base em determinadas promessas poderem ir contra o desejo do próprio eleitorado?”
Snowden amargou mais essa decepção, e os anos foram se passando. Em 2010 ele já havia trocado a CIA pela NSA. Trabalhava como especialista técnico dentro da Dell no Japão – uma das grandes empresas que prestam serviços para a agência de segurança. Depois dos ataques de 11 de Setembro, um grande fluxo de verbas havia sido alocado para os serviços de inteligência, e boa parte do trabalho da NSA fora terceirizado para companhias como Dell e Booz Allen Hamilton. O trabalho no Japão era especialmente interessante para ele, que desde a adolescência sonhava em conhecer o país. O jovem ficava no escritório da NSA localizado na base aérea de Yokota,umsubúrbio de Tóquio. Sua tarefa era ensinar oficiais e militares de alta patente a defender as redes contra os hackers chineses.
Edward Snowden (Foto: Platon)
Embora estivesse perdendo a fé nos serviços de inteligência secreta dos Estados Unidos, a carreira de Snowden como especialista técnico continuou avançando. Em 2011 ele voltou para Maryland, onde passou um ano no cargo de tecnólogo chefe da Dell, responsável pela conta da CIA. “Eu me reunia com o CIO (chief information officer) e com o CTO (chief technology officer) da CIA, com todos os chefes de departamentos técnicos”, lembra. “Eles me falavam de seus piores problemas tecnológicos, e minha tarefa era resolvê-los.”

Em março de 2012, o ex-agente trocou de posto dentro da Dell. Foi promovido a tecnólogo chefe do escritório de compartilhamento de informações, localizado num imenso bunker no Havaí. Sua missão era solucionar problemas técnicos. Em anos passados, o bunker servira como armazém para torpedos; àquela altura, já havia sido transformado num “túnel” úmido e frio, com 23 mil metros quadrados de área. Nesse novo cargo, Snowden foi ficando cada vez mais consternado com as atividades da NSA e a crescente falta de fiscalização sobre os programas da agência. Ele descobriu, por exemplo, que a organização tinha a prática regular de repassar comunicações privadas (conteúdos e metadados) em estado bruto para a inteligência israelense. Em circunstâncias normais, esse tipo de informação deveria ser “minimizada”, num processo que remove nomes e dados atribuíveis a indivíduos específicos. No entanto, a NSA não fazia absolutamente nada para proteger esse conteúdo – nem mesmo dos cidadãos americanos. Os pacotes incluíam e-mails e telefonemas de milhões de americanos de origem árabe ou palestina, e a divulgação desses dados tinha o potencial de transformar os parentes que viviam nas áreas ocupadas em alvos de Israel. “Impressionante”, diz Snowden. “É uma das maiores violações de direitos que já vi.”

Outra descoberta desconcertante estava em um documento do então diretor da NSA, Keith Alexander. O papel mostrava que a agência espionava alguns radicais políticos com o hábito de assistir a pornografia, e sugeria que poderia usar essa “vulnerabilidade pessoal” para destruir a imagem de críticos do governo contra os quais não pesavam acusações de conspiração terrorista. O memorando listava seis pessoas que poderiam ser enquadradas nessa operação.
Snowden ficou estupefato com tudo o que viu. “Foi mais ou menos assim que o FBI tentou usar a infidelidade de Martin Luther King para convencê-lo a se suicidar”, diz. “Naquela época, declaramos que esse tipo de coisa era inaceitável. Por que estamos fazendo isso agora? Por que estamos nos envolvendo novamente com isso?”

Em junho, o sol permanece no céu até tarde em Moscou. No exterior das janelas do hotel, sombras compridas cobrem a cidade. Snowden, porém, não parece incomodado com a entrevista que avança noite adentro. Ele vive no fuso horário de Nova York, para poder se comunicar com as pessoas que o apoiam e ficar a par das notícias de seu país. Muitas vezes isso significa acompanhar ao vivo as opiniões virulentas de seus críticos – que não se restringem aos camaradas do governo. Mesmo no setor de tecnologia, no qual muita gente aprova sua passagem da condição de funcionário insatisfeito para o papel de dissidente/delator, há quem o acuse de brincar irresponsavelmente com informações perigosas. Marc Andreessen, fundador do Netscape, declarou à emissora de televisão CNBC: “Se você olhar o verbete ‘traidor’ numa enciclopédia, vai encontrar uma foto de Edward Snowden”. Em entrevista à revista Rolling Stone, o fundador da Microsoft, Bill Gates, fez uma avaliação igualmente ácida: “Ele infringiu a lei, e por isso eu não diria que é um herói. De minha parte, não há admiração”.

O jovem ajeita os óculos no rosto. Uma das placas onde a armação se apoia no nariz caiu, e por isso os óculos escorregam o tempo todo. Ele parece absorto em pensamentos, como se lembrasse do momento em que tomou a decisão, quando já não podia mais voltar atrás. Naquele instante, foi para o escritório às escondidas, com um pen-drive na mão e a consciência das gigantescas consequências do que estava prestes a fazer. “Quando o governo não representa mais nossos interesses”, diz com ar grave, medindo as palavras, “o público precisa defendê-los. A delação é uma forma tradicional de fazer isso”.

Tudo indica que a NSA jamais imaginou que alguém como Snowden poderia desobedecer ordens e seguir as próprias regras. Ele afirma que não teve dificuldade para acessar, baixar e extrair toda a informação confidencial que queria. À exceção dos documentos com a mais alta classificação de sigilo, qualquer pessoa com acesso liberado aos documentos top secret da NSA e com um login no sistema computacional da agência – fosse contratada ou terceirizada, recruta ou general – poderia ver os detalhes de quase todos os programas de vigilância. Ocorre que o acesso realizado pelo jovem no Havaí foi mais longe. “Eu era o principal tecnólogo do escritório de compartilhamento de informações”, diz. “Tinha acesso a tudo.”


Bem, a quase tudo. Uma área de grande importância continuava fora de seu alcance: a frenética atividade de guerra cibernética conduzida pela NSA em todo o mundo. Para chegar a esse butim de segredos, Snowden galgou o posto de analista de infraestrutura dentro de outro parceiro terceirizado da agência: a Booz Allen. O cargo lhe garantia autoridade dupla, responsável pelas habilidades de interceptação doméstica e externa. Isso permitia que ele rastreasse o país de origem de ciberataques realizados localmente.


O ex-agente mergulhou então num universo ultrassecreto, que envolvia plantar malwares em sistemas de vários países com o objetivo de roubar muitos gigabytes de segredos externos. Ao mesmo tempo, conta, foi possível comprovar a “interceptação e o armazenamento de grandes quantidades de comunicações dos Estados Unidos, realizados sem mandado, sem suspeita de irregularidade, sem causa provável, sem especificação individual”. Snowden reuniu essas evidências e guardou as informações em segurança. 
Quando entrou para a Booz Allen, no primeiro semestre de 2013, ele já estava completamente desiludido, mas ainda não havia perdido a capacidade de se surpreender. Certo dia, um oficial da inteligência lhe contou que a TAO (uma divisão dos hackers da NSA) havia tentado instalar remotamente um exploit (fragmento de software que explora a vulnerabilidade de um sistema) num dos principais roteadores de um grande provedor de serviços de internet na Síria.

Naquela época o país já vivia em meio a uma longa guerra civil. A instalação do exploit teria franqueado à NSA acesso a e-mails e outras informações de tráfego da internet em boa parte da nação em conflito. Mas a investida não deu certo: o roteador acabou sendo desconfigurado e ficou completamente inoperável. A falha fez com que a Síria perdesse toda a conexão com a internet, embora ninguém tenha descoberto que o governo americano havia sido responsável pelo problema (a informação está sendo revelada pela primeira vez nesta reportagem).

O trabalho de Snowden na Booz Allen se concentrava na análise de possíveis ciberataques vindos da China, e seus alvos incluíam instituições que costumam ficar fora do alcance do Exército. Mas o jovem achava que a tarefa extrapolava a autoridade da agência. “Todo mundo sabe que hackeamos a China de forma agressiva”, diz. “O problema é que passamos do limite. Estamos hackeando universidades, hospitais e infraestrutura civil, e não alvos governamentais e militares. Isso é preocupante.”


A gota d´água foi um programa secreto descoberto por ele enquanto se informava sobre o imenso (e supersecreto) centro de armazenamento de dados da NSA em Bluffdale, no estado americano de Utah. Com capacidade para guardar até um yotabyte de dados – cerca de 500 quintilhões de páginas de texto –, esse edifício de 92 mil metros quadrados é conhecido na agência como Repositório de Dados de Missões, ou MDR, em inglês (de acordo com Snowden, o nome original era Repositório de Dados em Massa. Mas a sigla foi alterada depois que alguns integrantes começaram a achar o apelido sinistro – e real – demais). A cada hora, bilhões de telefonemas, faxes, e-mails, transferências de dados de computador para computador e mensagens de texto de todo o mundo passam pelo MDR. Alguns apenas atravessam o centro, outros são mantidos por um período breve e há informações que ficam lá para sempre.


A descoberta dos esforços de vigilância em massa já havia sido um baque, mas o ex-agente ficou ainda mais impressionado ao saber de um novo programa de guerra cibernética, ainda em gestação. Apelidado de MonsterMind, o projeto – revelado aqui pela primeira vez – parecia uma criação do Doutor Fantástico. A ideia era automatizar a caça a indícios de ciberataques externos. O software faria uma varredura permanente em busca de padrões de tráfego que pudessem sugerir ataques possíveis ou já conhecidos. Ao identificar uma investida mal-intencionada, o MonsterMind seria capaz de bloquear automaticamente sua entrada no país. Em terminologia cibernética, isto se chama “assassinato”.


Esse tipo de programa existe há décadas. O MonsterMind, porém, vinha com uma nova característica: em vez de simplesmente detectar e “assassinar” o malware no ponto de entrada, ele estava programado para contra-atacar, sem qualquer envolvimento humano. Snowden explica a gravidade da situação: os ataques originais costumam ser roteados por computadores de países não envolvidos, em nações inocentes. “A tentativa de invasão pode ser maquiada”, diz ele. “O cara pode estar na China, por exemplo, e fazer parecer que o ataque veio da Rússia. Nesse caso, nosso contra-ataque poderia acabar tendo como alvo um hospital russo. Que tipo de coisa seríamos capazes de fazer depois disso?”


Na opinião do ex-agente, o problema do MonsterMind era pior do que a possibilidade de iniciar uma guerra acidental: ele representaria a mais elevada ameaça à privacidade. Para que o sistema funcionasse, a NSA teria de acessar, em segredo, todas as comunicações vindas de fora para pessoas dentro dos Estados Unidos. “Eles argumentavam que a única maneira de identificar o tráfego nocivo e reagir seria analisar absolutamente tudo. Quando analisamos todos os fluxos de tráfego, é preciso interceptar tudo. Isso é uma violação da Quarta Emenda constitucional, porque se trata de acessar comunicações particulares sem mandado, sem causa provável e sem suspeita de delito. E isso seria feito com todas as pessoas, o tempo todo” (a assessoria de imprensa da NSA se recusou a comentar o MonsterMind, o episódio na Síria e os demais casos divulgados nesta reportagem).


Diante do novo mausoléu para armazenamento de dados em Bluffdale, de seu potencial para dar início a uma guerra acidental, e da perspectiva de vigilância sobre todas as comunicações que entrassem no país, Snowden decidiu que a única alternativa seria pegar seus pen-drives e contar ao mundo o que sabia. A única pergunta era: quando?
No dia 13 de março de 2013, sentado à sua mesa no “túnel” e cercado por monitores de computador, o jovem leu uma reportagem que o convenceu de que tinha chegado a hora de agir. O texto trazia um relato de James Clapper, diretor da inteligência nacional. Clapper havia contado a uma comissão do Senado que a NSA faz uma coleta “inconsciente” de informações de milhões de americanos. “Li isso no jornal no dia seguinte ao depoimento dele”, conta. “Eu comentei com os colegas e disse: ‘Não dá para acreditar nessa merda’.”


Snowden e os parceiros de trabalho já haviam discutido antes a rotina de enganação sobre o alcance da espionagem realizada pela NSA. Por isso ele não se surpreendeu quando os outros funcionários não demonstraram qualquer reação ao depoimento de Clapper. “Eles toleravam aquilo”, diz, fazendo referência à “banalidade do mal” – termo cunhado por Hannah Arendt em seu relato sobre os burocratas que atuaram na Alemanha nazista.

O ex-agente sabia que as consequências seriam graves. “Foi muito difícil tomar essa decisão. A questão não é acreditar em determinadas coisas, mas crer a ponto de estar disposto a tocar fogo em minha própria vida.” Snowden, entretanto, achava não haver alternativa. Dois meses depois embarcou para Hong Kong levando consigo um monte de pen-drives.

Na tarde do nosso terceiro encontro, cerca de duas semanas depois do primeiro, Snowden foi ao meu hotel. Eu havia me mudado e estava hospedado no National, do outro lado da rua do Kremlin e da Praça Vermelha. Esse hotel é simbólico: boa parte da história da Rússia atravessou essas portas em algum momento. Lênin morou no apartamento 107, e até hoje os corredores são assombrados pelo fantasma de Felix Dzerzhinsky, o temido chefe da antiga polícia secreta da União Soviética, que também morou aqui.
Mas o jovem não teme o espírito de Dzerzhinsky. Ele tem medo de seus ex-chefes, da CIA, da NSA. “Se alguém estiver realmente me observando, eles vão precisar de uma equipe só para me hackear”, afirma. “Acho que não me geolocalizaram, mas é quase certo que monitorem as pessoas com quem converso pela internet. Mesmo sem saber o que elas dizem, porque tudo é criptografado, o simples fato de saberem com quem eu falo e quando eu falo já oferece muitas informações.”


Ele vive mudando de computador e trocando a conta de e-mail. Snowden sabe, no entanto, que está sujeito a ser descoberto em algum momento: “Vou cometer um deslize e eles vão me hackear. Vai acontecer”.
O ex-agente também se preocupa com o que chama de “fadiga” da NSA. O público pode se cansar de informações sobre vigilância em massa, da mesma forma com que se cansa de notícias sobre mortes de soldados durante guerras. “Uma morte é trágica, 1 milhão de mortes é uma estatística”, diz ele, numa sarcástica citação a Stalin. “Da mesma maneira, a violação dos direitos de Angela Merkel é um escândalo, mas a violação da privacidade de 80 milhões de alemães não rende matéria.”


Ele também não se mostra otimista em relação às próximas eleições dos Estados Unidos, e não vê a possibilidade de reformas significativas. No final das contas, Snowden acredita que nossas fichas devam ser depositadas na tecnologia, e não nos políticos. “Temos os meios e a tecnologia para acabar com a vigilância em massa sem depender de iniciativas regulatórias ou mudanças políticas.” Ele diz que a solução está num sólido sistema de criptografia. “Se adotarmos mudanças básicas, como transformar a criptografia num padrão universal para todas as comunicações, poderemos acabar com a vigilância em massa. Não só nos Estados Unidos, mas no mundo.”


Enquanto isso não acontece, Snowden diz que as revelações vão continuar. “A história não acabou”, afirma. Algumas semanas após nosso encontro, o The Washington Post publicou uma reportagem revelando que o programa de vigilância da NSA havia coletado muito mais dados de americanos inocentes do que de alvos estrangeiros identificados pela agência. Milhares de páginas de documentos secretos ainda estão à solta – isso sem falar em outros alcaguetes que podem ter se inspirado na atitude de Snowden. Mesmo assim, ele é o primeiro a admitir que qualquer informação contida em vazamentos futuros será acessória. “A pergunta não é mais ‘qual será a próxima matéria?’. A pergunta agora é: ‘O que vamos fazer para acabar com isso?’.”

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Homem Digital I Zuckerberg surpreende chineses ao falar mandarim em Pequim   (23/10/14)

Pequim - O fundador de Facebook, Mark Zuckerberg, que está na China em uma viagem de negócios e promoção, surpreendeu a todos ao usar o idioma mandarim em uma conferência realizada na Universidade de Tsinghua de Pequim.

Mark Zuckerberg e Priscilla Chan: uma das razões para estudar o idioma é a família de sua esposa ser chinesa

O jovem multimilionário participou de uma conversa ontem com alunos da universidade e começou cumprimentando a todos com um "nem hao" ("olá" em chinês), o que muitos estrangeiros fazem por cortesia ao iniciar atos públicos no país asiático.

Mas Zuckerberg não se conformou com isso e continuou falando em mandarim durante vários minutos, como mostra um vídeo publicado em seu perfil no Facebook.

Perguntado pelo moderador sobre porque tinha decidido estudar chinês, Zuckberg respondeu, sempre nesse idioma, que uma das razões é a família de sua esposa (Priscilla Chan) ser chinesa.

Também destacou que o chinês é o idioma de um grande país, cada vez mais importante, e que gosta de grandes desafios, por isso o mandarim, um idioma tão complicado, era um bom desafio.

As palavras de Zuckerberg em mandarim foram elogiadas por muitos internautas chineses nas redes sociais, que chegaram a qualificá-lo de "lendário". Apesar disso, ele foi ridicularizado por alguns sites, como "Foreign Policy" pelo baixo nível de chinês.

"É como uma criança de sete anos com uma boca cheia de bolinhas de gude", disse o meio americano.

Zuckerberg, que um dia antes se reuniu com o reitor da Universidade de Tsinghua, busca na China, país que visita com relativa frequência, negócios e parcerias.

Ironicamente o Facebook não é acessível na China desde 2009, quando o regime comunista decidiu bloqueá-lo pouco depois dos enfrentamentos entre uigures e chineses ocorridos em julho, e Pequim acusar os promotores das revoltas de divulgar mensagens subversivas através das redes sociais. [EFE]

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Homem Digital I Sem querer, Apple vai ajudar o Google a nos trazer o futuro do dinheiro    (21/10/14)

Por:

A Apple lançou nesta semana seu serviço de pagamentos Apple Pay nos EUA. Ele foi ativado através da atualização iOS 8.1, e permite fazer pagamentos online em dispositivos com Touch ID. Além disso, ele funciona em lojas físicas com o iPhone 6 e 6 Plus, que possuem NFC somente para isso.

Esta pode ser uma ótima notícia para o Google.

A promessa do Wallet

Em 2011, a empresa disse que “seu smartphone será como uma carteira” quando lançou o Google Wallet nos EUA. Ele prometia algo mágico: por exemplo, no Starbucks, você pagaria pelo café, usaria um cupom de desconto e acumularia pontos no cartão de fidelidade, tudo ao mesmo tempo – bastava sacar o smartphone do bolso.

O serviço funciona assim: você desbloqueia seu smartphone Android com NFC, encosta o celular em um terminal contactless, insere seu PIN e realiza o pagamento. Mas o recurso tap and pay exige Android 4.4 (KitKat) ou superior; nem toda loja tem um terminal contactless; e, na prática, isso não é muito mais simples que usar um cartão de débito ou crédito. Por isso, o Wallet não vingou.

google wallet

Em 2012, o Windows Phone 8 ganhou o recurso “Encostar para pagar” através do app Carteira. No entanto, ele é ainda mais tímido que o Google Wallet porque depende das operadoras. A Microsoft reconhece em seu FAQ que “no momento, somente um pequeno número de operadoras de celular oferece telefones que oferecem suporte para esse recurso [transações via NFC]“.

Isso pode mudar, pois a empresa contratou em setembro um alto executivo que cuidava de pagamentos na Amazon – mas o Google já tem uma grande vantagem nessa área.

E se mais lojas tivessem terminais contactless? E se mais pessoas usassem esse tipo de pagamento? É isso que o Apple Pay promete fazer, e isso pode beneficiar o Google também.

NFC em mais lugares

O Apple Pay poderá ser usado em mais de 220.000 estabelecimentos nos EUA que aceitam pagamentos contactless. São lugares como lojas de roupas (Nike, Macy’s); restaurantes fast-food (McDonald’s, Subway); farmácias (Walgreens, Duane Reade); postos de gasolina (Chevron, Texaco) e até parques de diversão (Walt Disney Parks and Resorts). Claro, todas as Apple Stores americanas também terão o serviço.

Nada impede que, em todas essas lojas, o Google Wallet também seja utilizado: os terminais contactless usam tecnologia NFC, e o Google tem parceria com a Mastercard, Visa e American Express. A CNET diz que “em geral, o Google Wallet funciona onde o Apple Pay funcionar”. O jornal San Jose Mercury News diz que, ao testar o Apple Pay, “eu também comprei algo com o Google Wallet”.

Claro, seria bacana ver o Google promovendo ainda mais seu serviço de pagamentos. Além disso, a gigante das buscas ainda tem que resolver um problema do Wallet: a facilidade de uso. Nesse quesito, a Apple sai na frente.

A estreia do Apple Pay

Para realizar pagamentos, basta aproximar o iPhone 6/6 Plus do terminal e encostar o dedo no Touch ID. Você não precisa ativar a tela, nem digitar senha, nem mesmo olhar para o smartphone – ele vibra e emite um som para você saber que a transação ocorreu com sucesso.

Por isso, o Apple Pay começou mais ou menos bem. Do Gizmodo US:

Decidimos tentar a sorte no Subway, mas os funcionários nos deram alguns olhares confusos quando perguntamos sobre pagamento contactless. A loja tinha acabado de receber o hardware naquele dia, aparentemente, e eles ainda estavam pegando o jeito das coisas. Depois de alguma discussão e um profundo estudo das instruções da máquina, nós chegamos a uma tela com um código QR – ou seja, não fomos muito longe.

Em seguida, fomos para uma farmácia Duane Reade. Aqui, o sistema realmente funcionou perfeitamente… Quando chegou a hora de pagar, em vez de puxar um cartão de crédito, eu aproximei o meu celular do leitor, pressionei o Touch ID, e pronto. Foi tão rápido quanto pagar com um cartão de crédito (e ainda economizei tempo ao não ter que lidar com a carteira), e o processo foi quase idêntico.

O Apple Pay funciona com cartões de mais de 500 bancos nos EUA. Resta ver se a Apple conseguirá fechar parcerias com mais lojas.

apple pay wallet

Segurança

E como fica a segurança nos pagamentos via NFC? A Apple diz:

Com o Apple Pay, em vez de usar seus números de cartão de crédito e débito… é gerado um Número de Conta do Dispositivo exclusivo, que então é criptografado e armazenado de forma segura no Elemento de Segurança, um chip dedicado no iPhone, iPad e Apple Watch. Estes números não são armazenados em servidores da Apple.

Quando você faz uma compra, o Número de Conta do Dispositivo, juntamente a um código de segurança dinâmico, é usado para processar o pagamento. Assim, os números de crédito ou cartão de débito reais nunca são compartilhados pela Apple nem transmitidos com o pagamento.

Sobre o Wallet, o Google explica:

Todas as suas informações financeiras no Google Wallet são criptografadas e armazenadas em servidores seguros do Google em locais seguros. Suas informações são protegidas pela Política de Privacidade do Google e pela Política de Privacidade.

No Google Wallet e Apple Pay, se seu smartphone for perdido ou roubado, você pode desativar o recurso de pagamentos a partir do seu computador. Ou seja, por mais que aconteçam contratempos – que podem afetar tanto o Google como a Apple – o fator segurança não deve dissuadir os usuários.

Assim, à medida que terminais NFC se espalham pelas lojas e são cada vez mais usados, podemos ver cada vez mais pessoas usando o futuro do dinheiro, tanto no iOS como no Android (e Windows Phone).

Pelo menos nos EUA, claro: o Brasil engatinha quando se trata de pagamentos com o celular. A Mastercard anunciou este ano um app do MasterPass para smartphones, que permite pagar via NFC em alguns estabelecimentos. Por sua vez, a Visa usa a tecnologia payWave em cartões Ourocard Visa, do Banco do Brasil. Quem sabe Apple e Google possam, no futuro, nos fazer avançar nesse quesito.

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Homem Digital I Will.i.am Puls, mais uma opção de smartwatch com conectividade 3G    (17/10/14)

Aparelho não necessita se conectar a smartphones para funcionar

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O famoso cantor do grupo Black Eyed Peas Will.i.am, tem se destacado bastante como empreendedor no mundo da tecnologia; Ele inclusive possui até uma marca própria chamada “i.am +”, que já possui em seu portfólio alguns acessórios para iPhone. Agora, o artista lançou um novo Smartwatch com conectividade 3G que recebeu o nome de “Puls”. Veja o primeiro vídeo promocional abaixo.

O produto já havia sido anunciado em Abril do ano passado, quando ainda estava na fase de protótipo, e apesar de ter seu lançamento programado para de 2013, só recentemente foi apresentado de forma oficial. Ele foi exibido durante o evento Dreamforce 2014, onde demonstrou todas suas funções. O diferencial aqui é que se trata de um aparelho autônomo, ou seja, que não depende de um smartphone para funcionar (o que o torna um misto de smartwatch com celular). Há inclusive a possibilidade de fazer e receber chamadas, enviar mensagens, navegar na web, ler e-mails e acessar redes sociais.
No projeto final foi apresenta uma tela curva, com aproximadamente 2 polegadas. O portátil vem equipado com uma personalização própria do Android, que inclui funções como um Assistende de voz chamado AneedA (referência a “anyday” em inglês), que foi desenvolvido em colaboração com a empresa Nuance, a mesma por trás do desenvolvimento e criação da tecnologia usada na Siri da Apple. A pequena tela touch incorpora um teclado virtual parecido com o Fleksy, com correção inteligente de texto e predição de palavras. Apesar de não ter uma loja de apps dedicada, o Puls já vem com alguns aplicativos essenciais instalados; contatos, mapas, mensagens, e-mail, música, fotos, e um curioso app chamado “Vibe” que promete detectar o humor do usuário.

Em quesito de Hardware, o relógio vem equipado com um processador Snapdragon 200, 1GB de RAM e 16GB de memória interna. A bateria dura cerca de 5 horas, e leva aproximadamente 60 minutos para ser recarregada completamente. Apesar do produto não possuir câmera, outro acessório no estilo Google Glass já está sendo desenvolvido para suprir essa necessidade, bastando apenas emparelha-los um ao outro.
Com um preço ainda a confirmar, o Puls será comercializado inicialmente pela operadora AT&T, nos EUA, e pela O2 no Reino Unido, em uma variedade cores e modelos diferentes, incluindo uma versão de luxo em ouro e diamantes. [mobilexpert]
Fonte: Movilzona
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Homem Digital I Nexus Player: o primeiro dispositivo oficial com Android TV    (15/10/14)

Por:

Chromecast? Que nada. O primeiro dispositivo com Android TV é o Nexus Player, uma set-top box em formato de disco de 220 gramas criada para reproduzir todos os seus filmes e rodar todos os seus jogos de Android.

Nexus Player e seus controles

Equipado com um processador Intel Atom de 1,8GHz com placa gráfica PowerVR Series 6, 1GB de RAM e 8GB de armazenamento interno, é o primeiro dispositivo com a nova plataforma Android TV – sistema criado para ser tudo o que a Google TV não conseguiu ser.

Enquanto a Google TV tinha uma experiência de usuário confusa e uma pequena coleção de apps e jogos, a Android TV tem toda a potência do Android em uma interface bastante simplificada, mais ou menos como a Amazon Fire TV – e ainda é compatível com um controle para jogos idêntico que é vendido separadamente.

Interface da Android TV

A Android TV conta com uma interface flat que permite fazer scroll para cima, baixo, esquerda ou direita para navegar por todas as suas aplicações com um controle remoto incrivelmente simples. Ele tem apenas quatro botões e um direcional, além de controle de voz – aperte o botão do microfone e fale com o controle remoto.

Se o Google jogar as cartas certas, você não terá muita dificuldade para navegar nem fazer busca por voz: a Android TV supostamente sugere coisas com base nos dados que o Google coleta sobre a sua conta, e apresenta as recomendações assim que você liga o aparelho.

Controle remoto do Nexus Player

O Nexus Player também funciona como um Chromecast, o que significa que você pode iniciar ou resumir qualquer conteúdo de PCs, smartphones e tablets ao pressionar um único botão para enviar as instruções para o pequeno disco. Comece assistindo no seu smartphone e continue vendo pela TV quando chegar em casa. Vá buscar um lanche na cozinha e leve o seu filme com você. E, diferentemente do Chromecast, o Nexus Player é mais rápido e usa Wi-Fi dual-band 802.11ac.

Nos EUA, o Nexus Player começará a ser vendido no dia 17 de outubro (sexta-feira!) por US$ 99. [Nexus Player]

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Homem Digital I Mark Zuckerberg doa US$ 25 milhões para barrar o Ebola    (14/10/14)

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São Paulo - Diante da ameaça do vírus Ebola, que já matou mais de 4 mil pessoas no mundo, a maioria na África, o fundador do Facebook Mark Zuckerberg decidiu doar 25 milhões de dólares para ajudar a conter os estragos da doença.

O anúncio da boa ação foi feito em sua conta na rede social, nesta terça-feira. Segundo a postagem, ele e Priscilla Chan, sua esposa, estão direcionando o valor para a Fundação dos Centros para Controle de Doenças (Centers for Disease Control Foundation, em inglês) nos Estados Unidos.

Ele ressaltou a importância de controlar o Ebola o quanto antes, para que ele não se tranforme em um problema de escala global, como a Aids e a poliomielite. Com o dinheiro, ele espera que a fundação monte centros de cuidados, treine pessoal de apoio, consiga identificar novos casos e busque uma saída para o problema.

Zuckerberg já tem um histórico louvável de filantropia. No início deste ano, o bilionário se revelou o maior doador de dinheiro dos Estados Unidos, segundo a revista The Chronicle of Philanthropy. Junto com sua esposa, o jovem doou 3,4 bilhões de dólares a instituições de caridade no país, em 2013.

Recentemente, ele também se engajou na campanha do desafio do balde de gelo, que angariava doações para pesquisas sobre o ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Veja a seguir o comunicado completo:

"Priscilla e eu estamos doando US$25 milhões para a Fundação dos Centros para Controle de Doenças para ajudar a combater o Ebola.

A epidemia de Ebola está em um ponto crítico. Ele infectou 8.400 pessoas até agora, mas está se espalhando muito rapidamente e projeções sugerem que poderia afetar 1 milhão de pessoas ou mais nos próximos meses se não for dirigido.

Nós precisamos colocar o Ebola sob controle logo para que ele não se espalhe mais e se torne uma crise global no longo prazo, com a qual teremos que lutar por décadas em larga escala, como HIV e pólio.

Nós acreditamos que nossa doação é a maneira mais rápida de fortalecer o CDC e os especialistas nessa área para prevenir esse resultado.

Doações como esta ajudam diretamente o correspondentes da linha de frente em seu trabalho heroico. Essas pessoas estão em campo criando centros de cuidados, treinando trabalhadores locais, identificando casos de Ebola e muito mais.

Nós estamos esperançosos de que isto irá ajudar a salvar vidas e colocar este surto sob controle.

Para aprender mais sobre a luta contra o Ebola: http://www.cdcfoundation.org/ebola-outbreak"

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Homem Digital I Amazon vai abrir primeira loja física em ponto turístico de Nova York (10/10/14)

Por:

A Amazon, gigante loja online que vende de tudo, planeja abrir sua primeira loja física em Manhattan, Nova York, bem a tempo para as compras de final de ano. A loja experimental funcionará como um mini-armazém para realizar algumas entregas expressas na cidade.

Ela também servirá para fins de marketing: a nova loja física será aberta no outro lado da rua do Empire State Building, conhecido ponto turístico da cidade.

Nela, a empresa deve exibir sua (já considerável) linha de produtos, incluindo leitores de e-book Kindle de todos os tipos, os tablets Kindle Fire e o malfadado Fire Phone. A loja também permitirá retirar produtos comprados pela internet, e vai lidar com devoluções.

Esta não é a primeira vez que a Amazon considerou marcar presença física: rumores diziam há dois anos que a empresa iria abrir uma loja em Seattle (EUA), o que não aconteceu. A Amazon abriu quiosques em shoppings no Brasil para vender Kindles. Mas desta vez, trata-se de uma iniciativa bem maior – agora é só esperar pela inauguração. [Wall Street Journal]

Imagem por Michael Hession

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Homem Digital I Michael Peggs, funcionário do Google anuncia demissão em vídeo   (09/10/14)

Michael Peggs comparou sua admissão no Google a ganhar um "Golden Ticket", o bilhete que as crianças do filme A Fantástica Fábrica de Chocolates recebiam para conhecer a empresa de Willy Wonka — todo mundo quer um. Ele conseguiu, mas depois de quatro anos percebeu que a empresa não o deixava completamente realizado. Todas as regalias, como comida de graça e sala de jogos, não foram suficientes para mantê-lo ali.

Para anunciar sua saída ao mundo, ele fez um vídeo e colocou no YouTube. Além disso, escreveu um artigo publicado no The Huffington Post, onde descreveu o estado de espírito que motivou seu pedido de demissão. Ele afirma que estava, de certa maneira, acomodado e queria tentar algo diferente.

"Meu sonho era ter um blog para me dedicar em tempo integral, e em 10 dias vou começar. E você? Faça alguma coisa hoje que pague dividendos no caminho. Li uma vez que você deveria fazer uma coisa assustadora por dia. Eu não consigo lembrar a última vez em que tentei ir além do meu limite", escreveu Peggs. Ou seja, além de dar sua justificativa, ele também aconselha outras pessoas a se arriscarem. Desde o dia 3 deste mês, ele está fora do Google e seu blog já está no ar. Confira o vídeo:

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Homem Digital I John Sculley, ex-CEO da Apple diz que drama sobre novo iPhone é exagerado   (29/09/14)

Segundo John Sculley, "só um pequeno número de pessoas fez alguma reclamação” sobre o novo modelo

Matthew Martin, da

Dubai - Os relatos de falhas no sistema operacional dos dispositivos móveis da Apple Inc. e as preocupações de que seus últimos smartphones são suscetíveis a deformações são exagerados, segundo o ex-CEO da empresa.

“Os problemas que estão sendo ligados à Apple são muito exagerados”, disse John Sculley, que dirigiu a empresa com sede em Cupertino, Califórnia, de 1983 a 1993, em uma entrevista, em Dubai. “O iPhone 6 é um produto incrível e, pelo que eu ouvi, só um pequeno número de pessoas fez alguma reclamação”.

A Apple disse que vendeu um recorde de 10 milhões de iPhones no primeiro fim de semana de vendas do modelo mais recente. O sucesso inicial foi de curta duração, pois uma atualização do software desativou o serviço de telefonia celular dos telefones e houve reclamações nas redes sociais de que o modelo com tela maior podia entortar se o usuário sentasse em cima do aparelho.

Apenas nove clientes entraram em contato com a Apple por causa de iPhones 6 Plus tortos, disse a empresa em um comunicado, no dia 25 de setembro. A empresa também soltou rapidamente uma nova atualização de seu sistema operacional para dispositivos móveis para consertar falhas da versão anterior.

Os problemas não causaram impacto na posição da Apple no mercado de smartphones, no qual a empresa continua sendo a “inspiração para qualquer empresa de tecnologia”, disse Sculley. “A Apple ainda está sozinha no topo”, disse ele.

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Homem Digital I  Facebook lança sistema para melhorar anúncios na web   (29/09/14)

O Facebook anunciou hoje sua nova plataforma chamada Atlas. Com ela, anunciantes podem encontrar público alvo entre desktops e mobile, diz a empresa

São Paulo – O Facebook apresentou hoje uma nova ferramenta voltada ao mercado de anunciantes. Chamada de Atlas, ela chega para integrar rastreamento e melhorar a eficácia de anúncios em desktops e dispositivos mobile.

De acordo com o Facebook, a prática mais comum até agora, o uso de cookies, é falha. Ela não é tão eficaz em computadores e menos ainda em mobile.

Para isso, a empresa apresentou uma melhor maneira de se analisar quais anúncios um internauta viu e quais deles funcionaram. Não é surpresa nenhuma que essa nova ferramenta use dados coletados com a rede social Facebook.

O Atlas foi comprado da Microsoft no ano passado. A tecnologia usa perfis do Facebook, em parceria com cookies, para analisar e reunir dados de anúncios na internet.

O primeiro passo para que a plataforma fosse lançada foi dado pelo Facebook há alguns meses. Em junho, a empresa passou a reunir o histórico de navegação de um usuário da rede, mesmo quando ele navegasse fora do Facebook

Por enquanto, o Facebook venderá o Atlas como uma ferramenta para análise de eficácia de marketing. De acordo com a empresa, no entanto, no futuro o Atlas pode servir como um espaço para que anunciantes publiquem seus conteúdos.

As propagandas não seriam exibidas somente em páginas da rede social. Um exemplo é que com a integração com smartphones e tablets, um aplicativo que tenha espaço para anúncios poderia usar os dados do Atlas para saber qual propaganda funcionaria bem ali. []

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Homem Digital I  Smartwatches: descubra o que os novos relógios inteligentes podem fazer   (22/09/14)

A Apple aprensentou na terça-feira (9), a o tão esperado Apple Watch, relógio inteligente integrado com o sistema operacional iOS e com a assistente virtual  Siri. Porém, antes do relógio da Apple, outros wearables com Android Wear já estavam disponíveis no mercado há um tempo, como o Samsung Gear Live, LG G Watch e Moto 360. Mas afinal, para que servem os smartwatches? 

 

Relógio da Apple tem visual arrojado (Foto: Divulgação)

Os relógios inteligentes funcionam, a princípio, como uma extensão do smartphone. A integração é feita via Bluetooth e oferece  praticidade ao usuário para acessar informações e aplicativos, além de permitir a leitura e o envio de e-mails e SMS.

Tanto os gadgets Android, quanto o Apple Watch, possuem aplicativos que  trazem informações sobre trânsito e localização. Eles também permitem a  comunicação com contatos, controlar música, emitir comandos de voz,  configurar alarmes e o calendário, receber notificações e ver a previsão do tempo. O auxiliar pessoal dos relógios do Android Wear, o Google Now, mostra até o seu cartão de embarque assim que você chega dentro do aeroporto.

Android Wear tem várias opções de apps (Foto: Divulgação)

A tendência agora é que o aparelho passe a ganhar cada vez mais  autonomia do smartphone e consiga efetuar funções sem seu apoio. Por  isso alguns modelos mais recentes já buscam essa independência: o  Apple Watch permite ao usuário atender uma chamada telefônica sem tirar o  iPhone do bolso e o Gear S, da Samsung, possui entrada para cartão SIM,  efetuando chamadas telefônicas próprias.

Muitos dos aparelhos ainda não estão disponíveis no Brasil e nem tem previsão de lançamento por aqui, como é o caso do Apple Watch e do LG G Watch. Já o Moto 360 e o Gear S devem chegar nos próximos meses, mas ainda sem preço confirmado. O importante é que cada vez mais esses gadgets estarão evoluindo e presentes em nossas rotinas.

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Homem Digital I  Funcionários do Google vivem na sede da empresa para evitar gastos   (13/09/14)

Com benefícios como comida grátis e academia, funcionários do Google passam semanas vivendo na sede da empresa em Mountain View, na Califórnia (EUA), para evitar despesas como água, luz e aluguel.

Em publicação no Quora, um site de perguntas e respostas, o ex-designer do Google Brandon Oxedine disse que morou na sede durante três meses em 2013.

"Estava em uma situação única em que trabalhava no Google, onde tive chuveiros e alimentos que foram muito convenientes para mim", escreveu o internauta no site, dizendo ser funcionário do Google.

Em outra resposta, uma internauta que relata ter conhecido um colaborador da empresa disse que o funcionário morou na sede durante anos.

"[Um] homem viveu na sede durante dois ou três anos. Ele tomava banho na academia e lavava a sua roupa no campus. Comia todas as refeições que conseguia. Depois disso, ele havia economizado dinheiro suficiente para comprar uma casa".

Já o usuário Ben Discoe, que se diz programador da empresa, disse que somente uma vez durante os 13 meses em que morou na sede da empresa foi questionado por um segurança. Discoe respondeu que era funcionário e o segurança nunca mais voltou. [David Paul Morris/Bloomberg]

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Homem Digital I Sony desiste do mercado de PCs e anuncia 5 mil demissões    (06/02/14)

A Sony desistiu do mercado de PCs e resolveu vender toda a unidade Vaio ao fundo de investimentos Japan Industrial Partners (JIP), o que acarretará na demissão de 5 mil pessoas - 3,5 mil só no exterior - até março de 2015.

Embora a Sony não tenha revelado a quantia a ser paga pela JIP, fala-se que o acordo gira em torno de algo entre 40 e 50 bilhões de ienes. Tal negociação deve fazer com que o grupo economize mais de US$ 1 bilhão por ano e permitirá dar um foco maior ao setor móvel.

Conforme noticiado pela AFP, a companhia reduziu drasticamente suas previsões financeiras para o ano fiscal que será encerrado em 31 de março. Se antes acreditava que lucraria 30 bilhões de ienes, agora a Sony espera ter prejuízo de 110 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 1,08 bilhão).
Isso contando que, nos primeiros nove meses de exercício - entre 1 de abril e 31 de dezembro -, foram lucrados 11,17 bilhões de ienes, ou quase US$ 110 milhões.

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Homem Digital I Maior erro do Google foi não prever sucesso de redes sociais     (30/12/13)

Em um vídeo de previsões para 2014 da Bloomberg TV, o presidente do Conselho do Google Eric Schmidt admitiu que seu maior erro foi não ter "antecipado o sucesso das redes sociais", mas disse que isso não vai acontecer novamente.

Eric Schmidt : para o ano que vem, o executivo acredita que o uso de dispositivos móveis será um fenômeno predominante

A justificativa de Schmidt é que o Google estava trabalhando em diversas outras coisas. Atualmente, o foco da empresa nesse segmento está concentrado no Google +, que ainda tem menos interações do que o Facebook ou o Twitter.

Para o ano que vem, o executivo acredita que o uso de dispositivos móveis será um fenômeno predominante. “Todo mundo terá um smartphone. A tendência do mobile estava vencendo, e agora venceu”, afirmou.

Ele também comentou sobre os avanços na saúde, segmento em que o Google passou a investir em 2013. "Ainda não sabemos o que vai acontecer na área da genética", disse o Schmidt. O avanço no sequenciamento genético e a possibilidade de ter dados genéticos personalizados "vão ajudar descobertas de tratamento e diagnósticos de câncer durante o próximo ano".

Schmidt também comentou a importância da análise de Big Data e do uso de inteligência máquina-para -máquina como base para novos serviços e a forma como essas informações podem mudar "todos os negócios globalmente".

Além disso, o Google têm investido em tecnologias vestíveis, como o Google Glass, e em robótica, áreas em que a empresa pode apresentar novidades nos próximos anos.

Confira abaixo o vídeo de Eric Schmidt com as previsões para 2014, em inglês.

 

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Homem Digital I iPad mini Retina chega nesta sexta-feira junto com iPad Air     (05/12/13)

Além do iPad Air, a Apple lança no Brasil, nesta sexta-feira, o iPad mini Retina, a versão mais recente de seu tablet de 7,9 polegadas. A informação foi confirmada no Twitter pela rede de lojas iPlace (veja uma tabela com os prováveis preços na segunda parte deste texto).

Até esta madrugada, ainda havia dúvida sobre a chegada do iPad mini Retina ao Brasil. Lojas como Ponto Frio, Saraiva e Extra já haviam confirmado o lançamento do iPad Air no país. Mas nenhuma delas mencionou o iPad mini Retina. Sabemos, agora, que só as revendas premium da Apple, como a iPlace, vão vender esse tablet. 

A provável razão para isso é a escassez do produto. Nos Estados Unidos, nos primeiros dez dias depois do lançamento, em novembro, o iPad mini era encontrado só na loja online da Apple. Rumores indicam que os fornecedores da Apple na Ásia tiveram dificuldade com a tela Retina do mini, o que limitou o volume de produção.

Esse tablet deve ser oferecido, também, na loja online da Apple e, futuramente, na loja física que a empresa está montando no Rio de Janeiro. Essa loja, no VillageMall, na Barra da Tijuca, será a primeira Apple Store no Brasil. A previsão é que seja inaugurada até março.

Além de ter tela Retina, de alta resolução, o iPad mini Retina se diferencia de seu antecessor por ter hardware muito mais potente. Ele emprega o processador A7, o mesmo do iPhone 5s e do iPad Air. O iPad mini original usa o A5, mesmo processador do iPad 2.

O iPad mini Retina também inclui o M7, o chip da Apple que processa informações de posição e movimento. Seu uso permite poupar o processador principal, o que reduz o consumo de energia, prolongando a vida da bateria. Segundo a empresa, ele trabalha até 10 horas navegando na web sem recarga.

Outra novidade é que, diferentemente da geração anterior, tanto o iPad mini Retina como o iPad Air têm opção de conexão 4G compatível com as redes celulares brasileiras. 

Nenhuma loja publicou preços dos novos tablets da Apple. O site MacMagazine obteve uma tabela de preços não oficial, supostamente fornecida por alguma revenda. Ainda não sabemos se esses preços estão corretos. Confira:

Em comparação com os preços americanos, os valores divulgados pela MacMagazine são entre 27% e 58% maiores. A diferença é maior nos modelos mais baratos. Mas esses preços, se confirmados, serão até razoáveis em comparação com os dos novos modelos do iPhone, chegam a custar até 90% mais no Brasil que nos Estados Unidos. 

Uma dúvida que persiste é sobre o lançamento, no Brasil, das versões do iPad Air e do iPad mini com 128 GB de memória. Esses modelos não aparecem na tabela de preços da MacMagazine. Como a Apple não vendeu, aqui, o iPad 4 com 128 GB, é possível que aconteça o mesmo com o iPad Air e o iPad mini.

Com o lançamento do iPad Air, o iPad 4 deve deixar de ser vendido. Já o iPad 2 e o iPad mini original vão continuar à venda como opções mais baratas.

Maurício Grego, de

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Homem Digital I Tudo se move no relógio de pulso Visus – exceto os ponteiros      (29/11/13)

Normalmente, em um relógio, são os ponteiros de hora e minuto que fazem a viagem de 360 graus. Mas neste inovador relógio de pulso Visus, da Mykonos Design, ambos ficam parados – são os números que se movem.

Os cículos das horas, minutos e segundos giram constantemente. Então, para saber as horas, você precisa ver quais números estão acima da linha vermelha. Por exemplo, o modelo preto do lado esquerdo indica um horário por volta de 2h22, enquanto a versão branco marca 2h34.

Ambos estão disponíveis por US$ 50, o que não é tão caro. Quando você tiver dificuldade em saber as horas com ele, o arrependimento não vai ser tão grande. [AHAlife via The Awesomer]   Andrew Liszewski - Gizmodo Brasil

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Homem Digital I Android está perto de ultrapassar iPad no mercado de tablets  (03/06/13)

Quem acompanha o mercado de tablets não vai se surpreender. A participação da Apple, que era próxima de 100% em 2010, vem caindo continuamente. Agora, chegou o momento de os tablets com Android superarem o iPad em vendas, afirma a ABI Research.

“É inevitável que os tablets com Android ultrapassem a linha iPad, ainda que não vejamos nenhum fabricante que, individualmente, possa ameaçar a liderança da Apple”, diz Jeff Orr, diretor da ABI, num comunicado da empresa. 

O iPad mini deverá ser o tablet mais vendido pela Apple já neste trimestre

Nas contas da ABI, a Apple fechou o primeiro trimestre com cerca de 50% do mercado de tablets. Mas o maior crescimento acontece na faixa de aparelhos baratos (até 200 dólares no mercado internacional) com tela de 7 polegadas. E quase todos os tablets nessa faixa rodam Android. 

“Agora que os tablets já estão disponíveis comercialmente há mais de quatro anos, o mercado cresce movido pelo baixo custo, que vem colocando esses dispositivos ao alcance de mais pessoas”, diz Orr. 

A ABI observa que tanto o preço médio dos tablets como seu tamanho vêm caindo. Esse movimento se acentuou no ano passado. “Em vez de desalojar a Apple da faixa de dispositivos de 10 polegadas, os fabricantes encontraram um segmento que eles podiam conquistar – o dos tablets de 7 polegadas”, diz a ABI. 

A resposta da Apple, o iPad mini, fez sucesso e acabou afetando as vendas do modelo maior, que é mais lucrativo para a empresa. A ABI estima que 49% dos tablets vendidos pela Apple no primeiro trimestre são iPad mini.

Esse modelo foi responsável por 39% da receita da empresa com tablets. Para Orr, o iPad mini deve se tornar o modelo mais vendido da Apple neste trimestre. Maurício Grego, de

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Homem Digital I Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro   (13/11/12)

Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo  entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as  editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a  maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e  a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor  Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce  deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle.  A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos  digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades  tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de  e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25%  neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais  recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China,  em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente  venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) — três vezes mais  caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado  brasileiro, disse a agência. IDG NOW!

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Homem Digital I Óculos do Google terão modo automático para fotos, diz Sergey Brin   (28/07/12)

O cofundador do Google Sergey Brin revelou detalhes das especificações dos óculos da empresa, que devem chegar ao mercado em 2014.

Sergey Brin, cofundador do Google, utiliza os óculos da empresa durante evento

Em um e-mail privado enviado a desenvolvedores, Brin revelou que pretende incluir uma função que permitirá ao produto tirar fotos automaticamente a cada 10 segundos.

O cofundador afirmou que testou este novo modo durante uma viagem (veja imagem a seguir) e que os óculos enviaram todas as fotos para sua conta no Google+.

A imagem possui uma resolução baixa, de 512 x 384 pixels (menor que um megapixel), porém acredita-se que esta não seja a capacidade total do Google Glass. É possível que este novo modo utilize resoluções mais baixas para não causar problemas de armazenagem.

“Iniciamos o Project Glass acreditando que, ao trazer a tecnologia para mais perto, poderíamos deixá-la também mais longe. Isto porque, seja viajando, fazendo trilhas ou brincando com seus filhos, os óculos permitirão que você aproveite e compartilhe seus momentos sem necessariamente estar amarrado à tecnologia”, afirmou Brin.

Os primeiros óculos serão enviados aos desenvolvedores em 2013 e para os consumidores finais os mesmos estarão disponíveis possivelmente em 2014. Durante a conferência Google I/O, a empresa revelou o preço do dispositivo em US$ 1,5 mil, porém não se sabe ainda qual será o valor cobrado para o varejo.

Photo-from-Glass

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Homem Digital I Tablet Nexus 7 do Google esgota nas principais lojas de varejo nos EUA   (16/07/12)

Os consumidores que decidirem comprar o Nexus 7, primeiro tablet com a marca Google, a partir de hoje, terão que esperar. Lançado no mês passado, o Nexus 7 já está esgotado na maior parte das lojas de varejistas que começaram a vender o aparelho, como GameStop, Staples e Sam's Club. O produto, que concorre com o Kindle Fire (Amazon), é vendido nos EUA a partir de US$ 199.

O tablet começou a ser entregue pelas lojas de varejo que fizeram pré-venda na última sexta-feira (13). A partir de então, os varejistas e o site do próprio Google passaram a exibir um aviso de que o tablet está esgotado. Segundo o site Cnet, algumas lojas de varejo online não mostram nenhuma previsão de entrega, enquanto outros afirmam que, ao comprar hoje, o tablet será entregue num prazo máximo de duas semanas.

O Nexus 7 vem com a nova versão do Android, 4.0 ou Jelly Bean, além de tela de 7 polegadas com resolução de 1.280 x 800 pixels, processador Tegra 3 com quatro núcleos e câmera frontal de 1.2 megapixels, para videoconferências. O produto é vendido em duas versões: com 8 GB e 16 GB de memória interna. Ele foi fabricado pela Asus em parceria com o Google.

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Homem Digital I Hackers Heroes of the computer revolution: livro conta história dos heróis da revolução tecnológica  (18/03/12)

Com o título original Hackers: Heroes of the computer revolution, o livro de Steven Levy conta a história da tecnologia e da internet e de como o computador evoluiu para se tornar essa máquina tão fundamental na vida de todos nós. Considerado pela PC World como o melhor livro sobre tecnologia dos últimos vinte anos, Os Heróis da Revolução - Como Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros mudaram para sempre as nossas vidas detalha, em 464 páginas, desde a cultura hacker dos anos 50 e 60 até as mídias sociais de hoje, mostrando os personagens principais desta revolução.

Baseado em mais de uma centena de entrevistas pessoais feitas pelo autor entre 1982 e 1983 (a primeira edição foi em 1984), o livro é um relato amplo das motivações, ideias, ocorrências, descobertas, das circunstâncias e relações daqueles que o autor chama de verdadeiros hackers ("artistas brilhantes que foram capazes de enxergar como o computador é uma ferramenta revolucionária").

O livro fala das ideias e do trabalho de pessoas como Richard Greenblatt e Bill Gosper (fundadores da comunidade hacker), Lee Felsenstein (fundamental para o desenvolvimento do computador pessoal), John Harris (programador, criador de clássicos games do Atari), Richard Stallman (o "último dos verdadeiros hackers") e dezenas de outros. E se o subtítulo da edição brasileira fala em Steve Wozniak, Jobs (visionário não hacker, diz o livro), Bill Gates e Marck Zuckerberg, é certamente para tornar mais familiar o universo tratado.

Levy aborda todas as gerações de hackers e seus feitos - mas não espere histórias de invasões, roubos e defacements: trata-se da invenção das primeiras máquinas e redes, do seu uso inicial para defesa, o surgimento dos PCs, os games e seu mundo de interatividade e o advento da web 2.0. "O tipo de hacker sobre o qual eu escrevi era motivado pelo desejo de aprender e construir, não roubar e destruir", disse o autor em artigo publicado na revista Wired em abril de 2010, quando completaram-se 25 anos da publicação do livro e ele revisitou a obra, inclusive conversando novamente com alguns dos entrevistados. O artigo integra esta edição brasileira, reproduzido no Posfácio.

A apresentação dos hackers como os verdadeiros motores criativos, como gênios que se arriscam pelo bem de todos, querendo inovar e melhorar - em contraponto à noção de que são todos criminosos socialmente inábeis com motivos escusos - permeia o livro. "Por trás da inventividade, encontrei algo ainda mais maravilhoso - os verdadeiros hackers, não importa onde ou quando surjam, compartilham um conjunto de valores que se tornou um credo para a era da informação. Tentei codificar aquele código tácito deles em uma série de princípios que chamei de a Ética Hacker. Espero que essas ideias - particularmente a crença hacker de que 'A Informação Deve Ser Livre' - possam ajudar as pessoas a olhar para os hackers sob uma luz diferente", diz Levyi.

O autor Steven Levy é jornalista, escreve há mais de 30 anos sobre tecnologia, publica artigos nas revistas Wired, Harper's, Macworld, New Yorker, New York Times Magazine, Premiere e Rolling Stones e foi editor  de tecnologia na NewsWeek. Já recebeu diversos prêmios, é graduado pela Temple University e tem mestrado em literatura pela universidade Penn State.

Seu último livro, In The Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives (Google a Biografia: Como o Google, Pensa, Trabalha e Molda Nossas Vidas na edição brasileira)é um mergulho no universo do Google e no seu funcionamento e foi lançado no ano passado. Nascido em 1951, Levy vive hoje em Nova York com a mulher, a jornalista e autora Teresa Carpenter, e um filho.

O livro Título - Os Heróis da Revolução: Como Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros mudaram para sempre as nossas vidas Autor - Steven Levy Editora - Évora Preço sugerido: R$ 59,90 Páginas - 464

Steve Jobs - Como engenheiro, Jobs era medíocre; seu ponto forte era (...) ver como os computadores podiam ser úteis além do sonhado por hackers puros como Steve Wozniak. Era também esperto o bastante para entender que um rapaz de 22 anos, sempre vestido de jeans e descalço não era a pessoa adequada para gerenciar uma grande empresa de computadores;(...) contrataria um executivo de alta linhagem, bem remunerado para gerenciar a Apple.

Stephen "Woz" Wozniak-  Construiu a Apple Computer para o seu prazer e dos seus amigos. (...)venceu um concurso de ciências aos 13 anos por construir uma máquina ao estilo de um computador que podia somar e subtrair. Alan Baum, seu colega na Homestead High School, lembra: "Eu vi o cara rabiscando uns diagramas em uma folha de papel. Eu disse: 'O que é isso?'. Ele respondeu: 'Estou projetando um computador'. Ele ensinou a si mesmo como fazer aquilo".

Bill Gates - Se ele fosse adolescente de novo, seria hacker biológico: "Criar vida artificial com a síntese de DNA. É algo equivalente a programar em linguagem de máquina", diz Gates, cujo trabalho à frente da Bill and Melinda Foundation o levou a se tornar um expert autodidata em doenças e imunologia.

 

Lee Felsenstein - Ele e os hackers de hardware desde Albuquerque até a Bay Area. O feliz subproduto das ações deles foi a indústria dos computadores pessoais, que levou a mágica a milhões de pessoas. "A tecnologia tem que ser considerada mais do que somente as peças inanimadas do hardware", afirma Felsenstein.

Marck Zuckerber - Ele é sempre acusado de ter virado as costas para os ideais dos hackers porque nega que outros sites tenham acesso às informações dadas pelos usuários do Facebook. Segundo ele, a verdade é justamente o oposto; sua empresa pega carona  e constrói em cima do livre fluxo da informação. "De tudo o que leio, essa é de fato uma parte central da cultura hacker, como 'a informação quer ser livre' e todas essas coisas."

Richard Stallman - O que mais gostava no Laboratório de Inteligência Artificial no Tech Square era que "não havia obstáculos artificiais, coisas que insistiam em tornar difícil a realização de projetos, coisas como burocracia, segurança e a recusa de compartilhar conhecimento com os outros".

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Homem Digital I Apple na mira de protestos contra maus-tratos de funcionários da Foxconn, na China  (09/02/12)

São Paulo – Grupos de manifestantes, reunidos através dos sites SumOfUs.org e Change.org estão planejando protestos globais em Apple Stores, informa a CNNMoney. O motivo seria recentes acusações de maus-tratos e más condições de trabalho enfrentadas pelos  maior fornecedora da Apple, na China.

Manifestantes pretendem ir para lojas da Apple em diversas cidades do mundo para protestar contra maus-tratos na China

A realização da manifestação acontece duas semanas depois que Mark Shields, ativista do Change.org que se descreve como “usuário da Apple”, colocou no ar petição que já conta com mais de 200 mil assinaturas. No documento, solicita-se que a empresa, liderada por Tim Cook, desenvolva estratégias de proteção aos trabalhadores que prestam serviço para a companhia.

Já na petição do SumOfUs.org, o grupo fala em “iPhone ético” e pede que Cook examine com cuidado as condições de trabalho dos funcionários de seus fornecedores.De acordo com as informações da CNNMoney, protestos são esperados para acontecer hoje em grandes lojas da Apple espalhadas por cidades como Nova York, São Francisco, Washington, Londres, Sidney e Bangalore.

As condições de trabalhadores em fábricas chinesas, responsáveis pela produção de peças para praticamente todas as grandes companhias de tecnologia do planeta, não são nada novas. A Foxconn, inclusive, enfrenta há meses denúncias de maus-tratos e ameaças de suicídios coletivos por parte de seus funcionários.

Em janeiro deste ano, o New York Times publicou uma reportagem investigativa na qual expõe, em detalhes, a situação dos funcionários da Foxconn. Uma mulher ouvida pela equipe contou que ganha menos de um dólar por hora para fabricar os amados, e caríssimos, gadgets da Apple. Gabriela Ruic - exame

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Homem Digital ITrabalhar no Google é mais difícil do que entrar na USP  (23/11/11)

O presidente do gigante de buscas no Brasil, Fábio Coelho, fala sobre o crescimento no país, a altíssima concorrência por uma vaga na companhia e os planos para 2012

A concorrência para o programa de estágio deste ano, por exemplo, foi de 164 candidatos por vaga – o triplo da registrada pela carreira mais procurada na USP, engenharia civil

O ano de 2011 foi especial para o Google Brasil. Entre os dez maiores nichos do gigante de buscas no planeta, o mercado nacional é o que mais cresce. Simultaneamente, o QG brasileiro aumentou em um terço o número de funcionários no país. Hoje, quase 500 profissionais dividem tarefas em dois escritórios, em São Paulo e Belo Horizonte.

Para entrar para o time, contudo, a tarefa não é nada fácil: a concorrência para o programa de estágio deste ano, por exemplo, foi de 164 candidatos por vaga – o triplo da registrada pela carreira mais procurada na Universidade de São Paulo (USP), engenharia civil, de São Carlos.

Desde fevereiro, o escritório brasileiro é comandado por Fabio Coelho, engenheiro civil de 47 anos, que, depois de passar por importantes empresas de tecnologia como AT&T e BellSouth, tem duas missões fundamentais à frente do gigante de buscas: manter o alto nível dos serviços oferecidos e o foco em duas redes sociais da empresa, Orkut e Google+. “O Orkut é um produto valioso, mas quem decide seu futuro será seu fiel escudeiro, o usuário”, afirma. Do escritório do Google em São Paulo, Coelho falou com o site de VEJA.

Veja - No início de 2011, o Google revelou que iria recrutar mais profissionais. O que motivou a criação dos postos?

Crescimento vertiginoso. Há alguns anos, o Brasil já faz parte dos dez maiores mercados do Google no mundo e, nesta faixa de países, é a nação que mais cresce. Logo, foi um ano especial. Conseguimos contratar, em menos de doze meses, mais de 125 funcionários. Hoje, já contamos com quase 500 profissionais nas duas sedes em São Paulo e Belo Horizonte. Nosso programa de estagiários, neste ano, foi superconcorrido: 4.100 pessoas disputaram 25 vagas. E, até o fim de 2011, temos sete postos de trabalhos ainda abertos.

Veja - Qual é o perfil do profissional que trabalha no Google?

Buscamos pessoas com altíssimo desempenho acadêmico, de culturas diversas, que tenham conhecimento em outros idiomas e experiência relativa ao serviço que será prestado ao Google. Procuramos também profissionais engajados e apaixonados por outras atividades, como atletas ou músicos. Queremos pessoas com apetite por realizações.

Veja - Como é sua rotina no Google? Sua agenda é definida pela sede, em Mountain View (EUA)?

Diariamente, começo o trabalho às 8h, com reuniões de 30 minutos para avaliar métricas e acompanhar execuções de diversos setores da empresa. Duas vezes por semana participo também de videoconferências com a matriz nos Estados Unidos para apresentar uma visão mais estruturada do negócio no país. Não podemos perder muito tempo com longas reuniões, mas ultimamente resolvemos problemas usando recursos do próprio Google, como o Hangout (chat em vídeo presente no Google+). Mas tenho também a função imprescindível de visitar clientes para evangelizar a empresa e mostrar como o Google pode ajudar outras corporações.

Veja - O Google vai mesmo manter o Orkut?

O Orkut é um produto valioso para o Google Brasil, mas quem decide seu futuro será seu fiel escudeiro, o usuário. Desde a criação da rede, em 2004, seus cadastrados mostram que a rede social tem relevância – e sua sobrevivência é garantida a partir do valor que é dado a ela. Recentemente, revelamos inúmeras inovações ao produto, como a interface de comunidades – espaços altamente interativos –, que começam a ser modificadas paulatinamente.

Veja - Em inúmeras oportunidades, profissionais do Google afirmaram que o Google+ não é uma rede social. Então, o que ele é?

Não consideramos o Google+ uma rede social. É simplesmente um importante projeto da empresa que mostra como o Google se preocupa com a web social. É um serviço que cruza toda a internet e os próprios recursos da empresa, como Gmail, Google Reader e YouTube. O mercado vai absorver, aos poucos, o projeto em sua totalidade: anúncios, conteúdo, informação, relacionamento e rede de buscas já são funções que são modificadas a partir do uso do Google+.

Veja - Como o Google+ e Orkut podem coexistir?

São duas plataformas com perfis diferentes de usuários. Não duvido que, nos próximos meses, apareçam recursos do Google+ no Orkut.

Veja - É um privilégio ou uma grande dor de cabeça ter as duas redes?

É ótimo. Os dois projetos mostram que o Google tem, nas mãos, o presente e o futuro da web. Temos 45 milhões de usuários no Orkut. Ele é lucrativo, tem anúncios e disperta o interesse do mercado publicitário.

Veja - Por que o Orkut não conseguiu conter o avanço do Facebook?

O Google não quer controlar o avanço do Facebook. O Orkut já amadureceu no país: tem uma base muito fiel de usuário. A maior prova disso é que nossa rede social cresce proporcionalmente ao número de usuários de internet no Brasil. Já o Facebook exerce um encantamento nos brasileiros por ser uma plataforma relativamente nova no país, mas dados de empresas de métricas comprovam o uso concomitante dos dois sites. O Facebook ainda não amadureceu no Brasil. O que me interessa, no futuro, é até onde vai o ciclo de crescimento dessas redes.

Veja - Qual será a prioridade do Google Brasil para 2012?

Aperfeiçoar o que já fizemos em 2011 e desenvolver ainda mais setor social, móvel e vídeo. Não teremos o mesmo ritmo de contratação deste ano – que foi espetacular –, mas contrataremos um novo grupo de funcionários para fazer parte do Google no Brasil.

Rafael Sbarai, de

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Homem Digital I Veja quem ganha e quem perde com o acordo Google-Motorola  (16/08/11)

Microsoft, Nokia, Research in Motion --fabricante do BlackBerry-- e o setor de TV a cabo estão emergindo como possíveis ganhadores depois que o Google anunciou, nesta segunda-feira, a aquisição da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões de dólares.

Se outros fabricantes de celulares decidirem abandonar o sistema operacional Google Android, Nokia e RIM se beneficiariam.

As companhias de TV paga poderiam ter muito a ganhar caso o Google, que controlará a fabricação de decodificadores Motorola, modere suas iniciativas que perturbam o setor --como o YouTube.

Enquanto isso, é improvável que a transação tenha impacto sobre os esforços da Apple para conquistar corações e mentes entre os usuários de celulares inteligentes, disseram analistas. Agora que o Google se tornará seu concorrente direto, a empresa poderá abandonar certos produtos do Google que utiliza em seus aparelhos.

MICROSOFT

A Microsoft pode se beneficiar se os fabricantes começarem a procurar por alternativas de software ao Android, disse Shaun Collins, analista da CCS Insight, apesar de clientes mostrarem poucos sinais de interesse nas tentativas da gigante de softwares de entrar no mercado de telefonia móvel.

Mas o acordo coloca a Microsoft diretamente em conflito legal com o Google sobre patentes do Android, já que a Microsoft e a Motorola já travam algumas disputas judiciais sobre propriedade intelectual.

A Microsoft também pode se sentir pressionada para achar alvos de compra, como a HTC, disse Al Hilwa, diretor de programas da IDC.

NOKIA

As ações da Nokia chegaram a subir mais de 9% na segunda-feira, à medida que a oferta do Google pela Motorola recolocou em circulação especulações sobre uma oferta pela companhia finlandesa, que alguns meses atrás decidiu adotar o Windows Phone como sistema operacional de seus novos celulares.

A Nokia não comentou sobre os boatos.

RIM

A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, está perdendo o firme domínio que exercia sobre a telefonia móvel empresarial, por efeito de aparelhos como iPhone e iPad, e em certa medida também dos celulares equipados com o Android.

Suas ações caíram em quase 60% neste ano, já que a empresa não alcançou suas previsões de lucro, atrasou uma nova linha de aparelhos celulares e não empolgou o consumidor com seu tablet PlayBook.

Além disso, uma integração mais estreita entre o software Android e o hardware Motorola pode "representar pressão adicional pelo sucesso da nova linha de modelos com software QNX que a RIM vai lançar", escreveu Mike Abramsky, analista da RBC Capital Markets.

APPLE

Os analistas não creem que a aquisição mude muito o cenário para a Apple na telefonia móvel, porque o Google já tinha tentado ingressar no setor por meio do celular Nexus, em parceria com o grupo taiwanês HTC.

Os consumidores receberam friamente o Nexus, que não ofereceu grande desafio ao iPhone.

Uma reação imediata da Apple pode ser deixar de utilizar em seus produtos, como iPhone e iPad, alguns serviços do Google, como mapas e sistema de buscas.

TV A CABO

O Google há muito é visto como fonte de possível perturbação para a TV paga, primeiro com o YouTube e depois com o Google TV, ainda que nenhum dos dois tenha exercido o impacto negativo previsto sobre o setor.

Com a aquisição, o Google vai se tornar um dos maiores fornecedores do setor de TV a cabo. Mesmo que os decodificadores físicos desapareçam, o software de cifragem e acesso condicional da Motorola continuará importante para o setor.

DA REUTERS, EM NOVA YORK

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Homem Digital I Heineken mostra na web como entrar em uma festa (17/01/11)

O "homem mais interessante do mundo" cumpriu o seu papel. Bem, na verdade não (isso é impossível), mas a campanha da Heineken, "The Entrance", criada pela Wieden & Kennedy, liderou as paradas virais na semana com mais de dois milhões de visualizações.

1º Lugar

Campanha: The Entrance

Marca: Heineken

Agência: Wieden & Kennedy

Visualizações: 2,084,195

Michael Learmonth (Advertisng Age)

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