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Celular de desmontar permite que componentes sejam trocados e instalados com facilidade (Foto: Divulgação/Google)

A conferência Google I/O está chegando ao fim, e hoje a empresa apresentou novidades do seu laboratório de pesquisas avançadas chamado ATAP. Assim, temos alguns detalhes sobre o projeto de smartphone modular Ara, além de um tecido sensível ao toque e um pequeno sistema de radares para smartwatches.

Project Ara a caminho dos desenvolvedores

O projeto de smartphone modular do Google não é novo e, para falar a verdade, seu desenvolvimento está atrasado em relação ao que a empresa prometeu no passado. Mas ele deu as caras no Google I/O 2016 e parece estar mais próximo de se tornar realidade.

A grande novidade é que o Project Ara vai começar a ser enviado para desenvolvedores em breve – o Google está prometendo entregar as primeiras unidades de teste durante o quarto trimestre. Para os consumidores finais, a previsão é de um lançamento em 2017.

Além disso, o que há de novo no dispositivo modular? Durante o I/O, a equipe de desenvolvimento do Ara demonstrou alguns dos seus módulos em ação, como uma câmera que pode ser trocada sem precisar reiniciar o smartphone. Para remover alguma das suas partes, basta entrar nas configurações do dispositivo e selecionar o que quer desconectar. Ou então fale “Ok Google, remova a câmera” e pronto.

Um pequeno vídeo demonstra como o Google espera que ele seja em ação:

Atualmente, o Google diz que mais de 30 dos seus funcionários já usam o Ara como dispositivo principal. Os modelos enviados a desenvolvedores, no entanto, não devem ser completamente personalizáveis: módulos como CPU, bateria e tela não devem ser removíveis na primeira versão. Os módulos são interconectados através de uma rede avançada “Unipro”, uma padronização para facilitar a conexão e desconexão das partes do aparelho pelos usuários.

Desenvolvedores interessados em contribuir com módulos para o aparelho podem se cadastrar no site da ATAP para o Ara e esperar para receber o aparelho nos próximos meses.

Projeto Jacquard

As jaquetas do futuro também serão inteligentes, no que depender do Google. O projeto Jacquard, também desenvolvido nos laboratórios ATAP, já tem até um forte parceiro interessados em transformar o sonho em realidade: a Levi’s.

O Jacquard é um tecido sensível ao toque que se conecta ao seu smartphone via Bluetooth. A parceria com a Levi’s deu origem a uma jaqueta: nela, você pode tocar a manga, por exemplo, para aceitar ou recusar uma chamada, ou para trocar a música que está tocando.

A jaqueta começará a ser testada no segundo semestre e a previsão é que chegue às lojas no primeiro semestre do ano que vem. E não se preocupe em sujar a sua roupa: ela pode ser lavada na máquina de lavar sem que seu funcionamento seja prejudicado – basta remover as partes com chips e pronto.

Projeto Soli

Por fim, o Google falou um pouco mais sobre o projeto Soli, que usa um sistema de radares para controlar dispositivos por gestos. É exatamente assim: mexa seus dedos no ar próximo a um smartwatch, por exemplo, e faça a face do relógio girar loucamente, entre outras coisas.

Também desenvolvido pelo laboratório ATAP, o Soli usa pequenos chips de radares incorporados a dispositivos para detectar seus dedos quando eles se aproximam do dispositivo, e, assim, oferece um novo método de entrada para esses aparelhos.

Radares normalmente são feitos para detectar objetos grandes metálicos a grandes distâncias, então o trabalho feito pelo pessoal do ATAP não foi dos mais simples: eles precisaram encontrar uma maneira dele detectar movimentos pequenos e próximos. Eles usaram um algoritmo bem complexo que, entre outras coisas, transforma sinal espacial em temporal para que computadores consigam entender melhor o que está acontecendo.

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Controlar com gestos no ar inicialmente parece uma boa ideia, mas é difícil fazer com que isso seja simples para o usuário. Sem nenhum tipo de feedback do que você está fazendo, como saber que de fato os controles estão funcionando? A chave aqui é usar gestos que as pessoas já conhecem, e, mais do que isso, usar as mãos do usuário para que eles sintam melhor o que estão fazendo.

Você pode, por exemplo, tocar o dedão em outro dedo, simulando o aperto de um botão, para pressionar alguma coisa. Também pode deslizar seu dedão por outro dedo, simulando um movimento de deslize para aumentar ou diminuir o volume. E juntar dois dedos e fazer movimento de torção no ar. O fato de você conseguir sentir fisicamente seus dedos é o que faz o controle no Soli ser facilmente assimilado pelo usuário, já que, ao mesmo tempo, ele consegue ver na tela a resposta aos movimentos.

O Soli está sendo testado em alguns dispositivos, como um smartwatch LG Watch Urbane e um alto-falante da JBL e ainda está bem longe de se tornar realidade. Mas pode ser que, no futuro, apenas a proximidade com um dispositivo garanta que você consiga interagir com eles através de gestos.

[The Verge 123 – Google 123]

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Homem Digital I Conservadores acusam Facebook de parcialidade política      (10/05/16)

JOHN HERRMAN
MIKE ISAAC
DO "NEW YORK TIMES"

Facebook é acusado por conservadores de parcialidade política

O Facebook teve de correr na segunda-feira (9) para responder a uma nova e surpreendente linha de ataque: foi acusado de parcialidade política.

Os protestos surgiram depois de uma reportagem postada na manhã de segunda-feira pelo site Gizmodo, segundo a qual a equipe do Facebook que cuida da lista de "trending topics" [os assuntos em alta] havia deliberadamente suprimido artigos de fontes noticiosas conservadoras. A rede social usa a lista de assuntos quentes para indicar os artigos noticiosos mais populares do dia aos seus usuários.

O Facebook negou a acusação depois da erupção de críticas adversas, vindas de críticos tanto conservadores quanto progressistas. "É mais que perturbador descobrir que esse poder está sendo usado para silenciar pontos de vista e histórias que não se enquadram à agenda de alguém", afirmou o Comitê Nacional Republicano em comunicado.

O site The Drudge Report, muito lido, saiu com a manchete "not leaning in... leaning left" [uma referência a "Lean In" (fazendo acontecer), best seller de Sheryl Sandberg, vice-presidente do Facebook, e à suposta inclinação esquerdista (left) da lista].

O jornalista Glenn Greenwald, que dificilmente poderia ser descrito como simpático aos conservadores, comentou, no Twitter: "Além de alimentar a mania de perseguição da direita, esse é um lembrete importante sobre o controle do conteúdo pelo Vale do Silício". E Alexander Marlow, editor em chefe do Breitbart News, uma publicação noticiosa online de tendência direitista, disse que a reportagem confirmava "aquilo de que os conservadores suspeitavam há muito tempo".

O Facebook, em resposta, afirmou que segue diretrizes rigorosas para "garantir a coerência e neutralidade" e que trabalha para incluir todas as perspectivas. "Encaramos acusações de parcialidade com muita seriedade", afirmou uma porta-voz do Facebook em comunicado. "O Facebook é uma plataforma para pessoas e perspectivas de todo o espectro político".

A discussão destaca em que medida o Facebook ganhou espaço no diálogo político dos Estados Unidos, e os riscos que a companhia enfrenta ao se tornar uma força central no consumo e produção de notícias.

Com mais de 222 milhões de usuários ativos ao mês nos Estados Unidos e Canadá, o site se tornou o lugar a que as pessoas acorrem para descobrir o que está acontecendo.

No ano passado, um estudo do Pew Research Center, em colaboração com a Knight Foundation, constatou que 63% dos usuários do Facebook consideram o serviço como fonte de notícias.

Em abril, o Facebook passou a desempenhar esse papel abertamente, lançando um vídeo que pedia às pessoas que usassem o site para descobrir "o outro lado da história". Políticos usam a rede social com cada vez mais frequência para transmitir suas mensagens.

"Não é que o Facebook tenha mudado de maneira fundamental nos últimos quatro ou oito anos", disse Paul Brewer, diretor do Centro de Comunicação Política da Universidade do Delaware. "Mas volume de comunicação que acontece é imenso, e os políticos sabem que agora mais que nunca precisam usar o Facebook para se comunicar".

DIVERSIDADE

À medida que ganha influência, o Facebook vem se esforçando por dizer que não é uma câmera de eco que repete opiniões semelhantes. Em um estudo científico publicado no ano passado, os cientistas de dados do Facebook analisaram de que modo 10,1 milhões de norte-americanos usuários da rede social, a maioria dos quais simpatizantes declarados de algum partido político, navegaram pelo site durante seis meses.

Os pesquisadores constataram que as redes de amigos das pessoas e os artigos que elas liam eram influenciados por suas preferências ideológicas, mas que o efeito era mais limitado do que os cenários alarmistas previstos por alguns teóricos, de acordo com os quais as pessoas veriam praticamente nenhuma informação do outro lado.

Mas a reportagem do Gizmodo despertou dúvidas sobre os efeitos que os funcionários do Facebook e suas preferências, ainda que inconscientes, poderiam ter sobre a rede social.

Embora o Facebook tenha prometido patrocinar as convenções presidenciais do Partido Republicano e do Partido Democrata, seus principais executivos não hesitam em expressar suas simpatias políticas.

Em uma conferência do Facebook em abril, Mark Zuckerberg, o presidente-executivo da empresa, alertou sobre "vozes do medo erguendo muralhas", em referência a Donald Trump, o virtual candidato republicano à presidência.

As acusações contra o Facebook também colocaram em questão como o serviço escolhe que artigos noticiosos mostrar aos usuários na lista dos assuntos quentes - no caso dos computadores, como uma lista na parte direita da tela; no dos celulares, como uma lista exibida quando os usuários fazem buscas.

O Facebook há muito descreve sua lista de assuntos quentes como em geral automatizada. "Os assuntos que fazem parte dela se baseiam em alguns fatores, entre os quais engajamento, atualidade, as páginas de que um usuário gostou, e sua localização", de acordo com uma descrição que consta do site do Facebook.

A lista de assuntos quentes é supervisionada por uma equipe de funcionários, de acordo com dois antigos empregados do Facebook que trabalharam com isso e falaram sob a condição de que seus nomes não fossem mencionados, já que assinaram acordos de confidencialidade com a empresa. Eles disseram que se viam como membros de uma redação noticiosa, onde o poder de seleção editorial não é novidade, mas parte integrante do processo.

Qualquer "supressão", disseram os antigos funcionários, se baseava na percepção de credibilidade; artigos que os curadores considerassem como não confiáveis ou desprovidos de fontes eram evitados, ainda que essa decisão se baseasse em julgamento pessoal.

A percepção do Facebook como uma operação noticiosa mais convencional o abre a uma linha mais familiar de crítica, que vem crescendo contra organizações noticiosas pequenas e grandes, de direita e de esquerda, já há décadas. De acordo com uma pesquisa do Pew no ano passado, apenas 17% das pessoas entrevistadas acreditavam que as empresas de tecnologia tivessem influência negativa sobre o país. No que tange à mídia, o número era de 65% e estava em alta.

"O poder de ditar agendas que um punhado de empresas como o Facebook e o Twitter exercem não deveria ser subestimado", disse Jonathan Zitrain, professor de Direito e ciência da computação na Universidade Harvard. "Esses serviços terão seu melhor momento quando assumirem o compromisso explícito de servir aos interesses de seus usuários, em lugar de simplesmente oferecerem um serviço cujas fronteiras de influência são desconhecidas e sempre mutáveis".

Na noite de segunda-feira, os usuários da rede social que estivessem em busca de mais informações sobre a reportagem do Gizmodo não precisavam ir longe: ela constava da lista de assuntos quentes do Facebook.

Tradução de PAULO MIGLIACCI 

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Homem Digital I Apple recorre à SAP para ganhar fôlego no corporativo    (06/05/16)

Empresas estabeleceram uma aliança para o desenvolvimento de aplicativos móveis de gestão nativos para iOS com base no Hana

IDG News Service

A Apple colocou um combustível extra em sua estratégia de avançar rumo ao mercado corporativo. A companhia acaba de anunciar uma parceria com a SAP.

O plano consiste em entregar aplicativos móveis nativos para iPhones e iPads baseados na plataforma Hana. Além disso, a empresa pretende fornecer um kit de desenvolvimento para o iOS.

“A parceria ajudará a transformar a forma como as companhias ao redor do mundo utilizam nossos dispositivos móveis”, acredita Tim Cook, CEO da companhia de hardware.

Como parte do acordo, a SAP irá desenvolver apps nativos para iOS utilizando a linguagem de programação Swift. A ideia é que o novo Hana Cloud Platform SDK for iOS permita que programadores construam seus próprios sistemas no topo da plataforma S/4 da provedora alemã de ERP, explorando vantagens de serviços como de localização e notificação.

Uma nova linguagem de design irá combinar a interface de usuário do SAP Fiori com a experiência do iOS, afirmam as companhias. A companhia de sistemas de gestão pretende ainda treinar 2,5 milhões de desenvolvedores que integram seu ecossistema para criarem inovações na plataforma da nova parceira.

O acordo se assemelha à parceria entre Apple e IBM, forjada há cerca de dois anos. No final de 2015, as empresas contabilizaram que a aliança rendeu cerca de 100 aplicativos corporativos disponibilizados no mercado.

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Homem Digital I 'Negar a liberdade de comunicação é assustador em uma democracia', diz Mark Zuckerberg   (03/05/16)

Presidente executivo do Facebook, grupo que controla o WhatsApp, se manifestou sobre a suspensão temporária do aplicativo de mensagens no Brasil

Por Bruno Capelas - O Estado de S. Paulo

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, que controla o WhatsApp, veio a público comentar o bloqueio temporário do aplicativo de mensagens no Brasil, pedido na última segunda-feira, 2, pela Justiça de Sergipe, e revogado na tarde desta terça-feira, 3. Em uma postagem feita em sua página pessoal no Facebook, Zuckerberg agradeceu aos brasileiros pela mobilização. "O WhatsApp está de volta ao ar no Brasil! Suas vozes foram ouvidas de novo. Obrigado à comunidade pela ajuda em resolver este problema", disse o executivo. 

Em seu texto, Zuckerberg criticou a Justiça brasileira por sua decisão, considerada por ele antidemocrática. "A ideia que qualquer pessoa no Brasil pode ter sua liberdade de comunicação negada é bastante assustadora em uma democracia", disse o fundador do Facebook. 

O executivo também clamou os usuários a se envolverem na discussão sobre o assunto – na próxima quarta-feira, 4, em Brasília, a recém-formada Frente Parlamentar Pela Internet Livre realizará um evento e vai apresentar projetos de lei para prevenir que serviços, sites e apps sejam bloqueados pela Justiça. 

"Se você é brasileiro e usa o WhatsApp, quero incentivá-lo a expressar sua opinião", argumentou o executivo, que ainda indicou a petição liderada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) para pedir ao Judicário o fim dos bloqueios. 

Zuckerberg destacou ainda a participação dos brasileiros na discussão de políticas para a internet. "Os brasileiros estão entre os líderes na tarefa de conectar o mundo e criar uma internet aberta há muitos anos", disse. 

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Homem Digital I Absurdo e insanidade povoam Vale do Silício    (29/04/16)

POR TOM BRADY

Empresas de tecnologia muitas vezes oferecem um ambiente diferente do estereótipo de pufes e mesas de pebolim (Jason henry para The New York Times)

Dan Lyons, jornalista de tecnologia com 25 anos de experiência, conseguiu um emprego em uma empresa start-up de software depois que foi demitido de uma revista.

Lá, ele descobriu várias práticas um tanto estranhas.

Por exemplo, demissões não eram chamadas de demissões, mas de “formaturas”, escreveu no “The New York Times”.

Um dos chefes da HubSpot enviou um e-mail entusiástico dizendo: “Equipe, só para informar a vocês que X se formou e estamos muito animados para ver como ela usará seus superpoderes em sua próxima grande aventura”. Depois de quatro anos na equipe, a funcionária em questão não era mais necessária. Em seu último dia, o gerente organizou uma festa de despedida.

“Foi surreal, cruel, mas todo mundo na HubSpot agia como se fosse perfeitamente normal”, escreveu Lyons, 52. “Diziam-nos que éramos ‘astros do rock’, ‘pessoas inspiradoras’ que estavam ‘mudando o mundo’, mas na verdade éramos descartáveis.”

Lyons pensou que a start-up seria um bom lugar para trabalhar, já que as oportunidades no jornalismo diminuíam. Comida grátis. Pufes. Férias ilimitadas.

Ele só durou dois anos.

“Afinal, eu tinha entrado para um sistema de escravidão digital, onde as pessoas ficavam amontoadas em salas enormes, lado a lado, em mesas compridas”, escreveu. “Em vez de se debruçarem sobre máquinas de costura, elas olhavam para notebooks ou gritavam em microfones, vendendo software.”

Em sua resenha do livro de Lyons sobre a experiência (“Disrupted: My Misadventure in the Start-Up Bubble” [Perturbado: minha desventura na bolha das start-ups]), Nancy Franklin disse que ele não deveria ter se surpreendido com o que encontrou.

Segundo Franklin, Lyons já conhecia o campo: em 2006, quando era repórter na “Forbes”, ele iniciou um blog de tecnologia chamado The Secret Diary of Steve Jobs [o diário secreto de Steve Jobs]. Escrevendo como Fake Steve, Lyons retratava o verdadeiro Jobs como um homem com diversos transtornos de personalidade e satirizava outros conhecidos empresários do Vale do Silício. Ele escreveu um romance, com o qual conseguiu um contrato na TV.

Enquanto trabalhava no HubSpot, Lyons também recebeu um telefonema de Hollywood para escrever para a comédia da HBO “Silicon Valley”, sátira da indústria das start-ups.

A empresa fictícia no centro do programa, Pied Piper, se parece muito com a HubSpot, ou como muitas outras start-ups. Ela gera um monte de código de computador, mas não tem um produto que exista no mundo real ou ganha dinheiro de verdade.

Como escreveu Mike Hale, em sua resenha sobre a nova temporada do programa: “Os jovens heróis que escrevem código ainda estão correndo como cobaias de um lado para o outro, gerando desventuras vívidas, mas sem receita. Tudo acontece, e nada acontece”.

Em um episódio, o executivo-chefe da Pied Piper anuncia: “Acabo de ser demitido”.

Hale escreve que quase todo mundo, menos o executivo-chefe, reconhece que ele é mais adequado a uma outra função. O comportamento do executivo é um estudo de caso da “personalidade ubergeek”, escreve Hale. “Uma bizarrice estrangulada que mal contém sua arrogância e raiva predominantes.”

J. T. Miller interpreta um dos programadores da Pied Piper. Seu personagem é uma pessoa terrivelmente triste, mas ele se lembra de outros que são ainda mais tristes na vida real. Miller disse ao “Times” que os blogueiros de tecnologia “parecem um jornalista que sofreu lobotomia e então foi para a escola de comércio para não ser jornalista”.

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Homem Digital I Empresas apostam em ‘chatbots’    (22/04/16)

POR MATT WASIELEWSKI

Quer um conselho de moda? Que tal perguntar a um robô?

A Spring, start-up de compras pelo celular, oferece um software que responde a mensagens enviadas pelo bate-papo do Facebook. Esse robô ajuda os usuários a encontrarem roupas adequadas. Para isso, pergunta a faixa de preço e sugere itens que, na sua avaliação, possam agradar ao cliente. Não era bem esse estilo? O programa vai sugerir algumas opções diferentes.

A Spring é uma das várias companhias que, com o apoio de grandes empresas tecnológicas, estão entrando no mercado dos “chatbots” (robôs de bate-papo). Em sua conferência anual para desenvolvedores, o Facebook divulgou uma nova forma de escrever códigos que permite a qualquer empresa criar um robô capaz de interagir com pessoas por intermédio do programa Messenger, noticiou o “The New York Times”.

A Microsoft também revelou uma ferramenta que permite aos desenvolvedores criar “bots” para o Windows 10. “Queremos construir uma inteligência que amplie as capacidades e experiências humanas”, disse executivo-chefe da Microsoft, Satya Nadella, durante a conferência da empresa para desenvolvedores, em março.

A consultoria de pesquisas eMarketer estima que, até o final deste ano, os aplicativos de troca de mensagens alcançarão 1,6 bilhão de usuários no mundo. Tendo isso em mente, as marcas estão buscando formas de falar com — e não para— o consumidor. “Somos criaturas comunicativas”, disse David Marcus, vice-presidente do Facebook para serviços de mensagens. “É assim que o nosso cérebro funciona. É assim que fomos construídos. Por isso, é provavelmente a interface mais natural que existe.”

Mas nem todos os usuários se entusiasmam com essa tendência. “Será que as marcas deveriam mesmo se inserir em uma das atividades mais pessoais da internet?”, questionou Robert D. Hof, do “Times”. “Quem deseja propagandas da Pampers atravancando seus bate-papos com amigos?”

A marca de sapatos Clarks criou três personagens virtuais para promover sua popular bota Desert, permitindo que os usuários interajam com esses personagens via Whatsapp, recebendo mensagens, vídeos e playlists.

A Focus Features, produtora e distribuidora de cinema ligada ao conglomerado NBCUniversal, foi além. Para promover o filme “Sobrenatural: A Origem”, contratou uma start-up de marketing interativo para criar uma versão “chatbot” do protagonista Quinn Brenner. Os usuários do aplicativo de bate-papo Kik podiam usá-lo para conversar com o robô-personagem. Em poucos dias, 350 mil pessoas interagiram, trocando em média 69 mensagens com ele cada uma.

O Kik, que tem mais de 275 milhões de usuários, lançou uma “loja de robôs” com “bots” de empresas como a rede de vestuário H&M, que se oferece como “personal stylist”, e a marca de cosméticos Sephora, que dá dicas sobre maquiagem e cuidados com a pele.

Há quem seja cético sobre a ideia. “Muitos aplicativos já são funcionais”, disse Robin Chan, da Operator, pequena start-up de comércio eletrônico, ao “Times”. “Veja o caso do Uber: basta apertar um botão e ele funciona. Você não precisa de uma conversa exaustiva para cada aplicativo.”

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Homem Digital I A importância da mente off-line     (22/04/16)

POR TOM BRADY

Os brinquedos para executivos atraem em parte porque podem ser uma distração produtiva, proporcionando-nos uma folga de nossos computadores. (David Corio for The New York Times)  

Todos nós precisamos de um tempo longe das telas, e não apenas para descansar nossos olhos. Esse momento de folga possibilita o pensamento criativo.

Os brinquedos presentes nas mesas de trabalho de executivos são, para alguns, uma distração produtiva: bolas Magic 8, contendo mensagens crípticas; minijardins zen, com ancinhos em miniatura; pêndulos de Newton, com bolas metálicas penduradas que batem uma na outra.

Objetos como esses promovem o diálogo e aliviam o estresse, diz Adrienne Appell, da Associação da Indústria de Brinquedos, sendo úteis na era digital.

“Com os horários de trabalho longos de hoje, as telas múltiplas e os aparelhos múltiplos, torna-se ainda mais importante que as pessoas se permitam um momento de descontração”, disse ao jornal “The New York Times”

Scott G. Eberle, vice-presidente de estudos lúdicos do museu Strong, em Rochester, Nova York, disse que brinquedos na mesa de trabalho podem induzir um estado meditativo. Ele já escreveu sobre temas como o devaneio e enxerga valor criativo em objetos como o pêndulo de Newton, dizendo que eles podem propiciar uma sensação de desapego ou distanciamento.

“O ideal é a pessoa buscar um estado em que sua mente esteja off-line”, disse, acrescentando que lâmpadas de lava e aquários de peixes também funcionam bem.

Matthew B. Crawford escreveu que está cada vez mais difícil ficar off-line porque grande parte do espaço público foi ocupada por anunciantes. “Nesse processo, sacrificamos o silêncio —a condição em que ninguém se dirige a nós”, escreveu.

“Do mesmo modo que o ar limpo possibilita a respiração, o silêncio possibilita o pensamento.”

Crawford observou que hoje as bandejas em que os passageiros colocam seus objetos pessoais em aeroportos para passarem pelo raio-X são cobertas de anúncios. Ele diz que se irritou ao ver todas as cores de batom vendidas pela L’Oréal quando colocou um pendrive na bandeja.

Todo esse barulho, argumentou, acaba com os momentos de silêncio que antes desfrutávamos em viagens, momentos que contribuem para a criatividade e a inovação. Hoje o silêncio é promovido como artigo de luxo.

“Na sala VIP do aeroporto Charles de Gaulle, ouvi apenas o som ocasional de uma colher encostando em uma xícara de louça”, escreveu.

“Não vi anúncios nas paredes. É esse silêncio, mais que qualquer outra coisa, que torna aquele espaço genuinamente luxuoso.”

Os músculos de sua nuca se descontraíram, e depois de apenas 20 minutos ele se sentiu revitalizado.

Teddy Wayne escreveu que hoje em dia não temos muitas oportunidades para relaxar, graças ao ICYMI (a sigla indica “caso você tenha deixado passar”, em inglês).

Alertas on-line e do Twitter aparecem a cada poucos segundos para chamar a atenção das pessoas para links que elas possam ter deixado passar despercebidos. A mídia noticiosa transmite informações 24 horas por dia, temporadas inteiras de seriados de TV são lançados de uma só vez, e a maioria dos filmes está disponível a qualquer momento. É impossível manter-se a par.

Mas, como é possível acessar tudo isso a qualquer hora, as pessoas “não têm desculpas para deixar passar qualquer coisa e são compelidas a ficar a par de tudo”, escreveu Wayne.

Manoush Zomorodi, apresentadora de um programa de rádio de Nova York chamado “New Tech City”, que discute como a tecnologia afeta nossas vidas, se queixa de uma coisa: que não se sente entediada há sete anos.

Ela diz que isso começou com seu primeiro iPhone, em 2007.

Zomodi, 41, lançou o projeto “Entediado e Brilhante”, pedindo a participantes que evitem seus aparelhos e abracem o ócio, na esperança de que a mente que devaneia seja mais criativa.

É claro que existe um aplicativo para isso.

“Estamos tentando abraçar o aspecto ridículo disso”, disse.

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Homem Digital I Por que o celular ainda não substitui a carteira    (09/04/16)

Poucas vantagens do pagamento móvel em relação ao cartão de plástico afastam clientes

Apple Pay, sistema de pagamento móvel usado no iPhone, é aceito por apenas 88 redes de lojas físicas nos EUA

Por Peter Eavis
THE NEW YORK TIMES

Sammy Yuen, designer gráfico que reside no Upper West Side de Manhattan, estava na fila do caixa do Whole Foods Market em uma manhã. Ele usou o aplicativo do Starbucks que está instalado em seu celular para encomendar antecipadamente café e depois comprou o que precisava no mercado pagando com o Apple Pay. Bastou passar o telefone em frente à máquina registradora. Usar o celular para pagar virou rotina para Yuen. “Sempre que posso, uso”, diz. Mas ele é exceção.

Bancos, empresas de tecnologia e comércio varejista estão investindo alto para criar sistemas e aplicativos que permitam que pessoas paguem suas compras com o celular nas lojas físicas, onde ocorre a maior parte das vendas. A expectativa é que os telefones tornem os pagamentos mais eficientes e forneçam aos bancos e varejistas novas informações sobre a clientela. Fabricantes de celulares e softwares – entre eles Apple, Google e Samsung – investem em pagamento por telefone para tornar seus produtos mais atraentes para os usuários.

Por trás de tudo está o pressuposto de que os consumidores descobrirão os benefícios do pagamento móvel – e, assim, passarão a usar mais o celular como meio de pagamento. No entanto, o processo é lento. Só uma minúscula porcentagem das compras em lojas é feita por celular. Nos EUA, cerca de US$ 8,7 bilhões em compras ocorreram com pagamento por telefone em 2015, segundo pesquisa da eMarketer. Isso representa só 0,2% dos estimados US$ 4,35 trilhões das transações feitas em lojas no ano passado.

Insegurança. Outros clientes que saíam do Whole Foods naquela manhã listaram uma série de razões para não pagar pelas compras dessa forma. A maioria teme pela segurança das transações ou por perder o aparelho, o que permitiria a estranhos acessar seus dados financeiros. Eles também duvidam que os celulares sejam mais rápidos que cartões de plástico.

As empresas tentam incrementar o uso da tecnologia ressaltando como os aplicativos podem ser mais seguros que os cartões. Autenticação pelas digitais e o uso de senhas tornam quase impossível usar um telefone roubado para pagar uma compra. Já cartões de crédito roubados, ou informações nele contidas, podem ser usados facilmente em fraudes até que o crime seja notificado.

Concorrência. Parte do problema pode ser a existência de muitos aplicativos similares tentando atrair a atenção do consumidor. A Samsung deu um passo tecnológico que aumenta substancialmente o número de pontos de venda onde o Samsung Pay pode ser usado. Muitos pagamentos móveis exigem a tecnologia NFC, mas ela não está presente em antigos terminais de pagamento. O Samsung Pay, porém, pode ser usado em terminais de diversos tipos. “Acredite, você não precisa mais levar a carteira”, garante o gerente do aplicativo, Thomas Ko.

No entanto, as perspectivas para o pagamento móvel não parecem boas. Cartões de crédito e débito têm problemas, mas são fáceis de levar e de uso geralmente rápido. E mais: não têm baterias que podem acabar durante uma tarde de compras.

/TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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Homem Digital I Novo Android permite dividir tela entre apps e já tem versão de teste     (09/03/16)

Telas do Android N, que já está disponível para desenvolvedores

"É tão cedo que ainda nem nome tem", disse Hiroshi Lockheimer sobre a nova versão do sistema operacional móvel do Google, a Android N. Hiroshi é o novo chefe da divisão do sistema e anunciou, nesta quarta-feira (9), que a empresa do Vale do Silício colocou a novidade à disposição de desenvolvedores, para que possam experimentar com os novos recursos.

O que chama mais atenção, de partida, são as telas simultâneas. É a primeira versão do sistema a dividi-las e a permitir trabalhar em dois aplicativos ao mesmo tempo. Segundo comunicado enviado à imprensa, funcionará tanto no modo paisagem quanto no retrato.

O recurso Doze, que economiza bateria quando o celular não está sendo usado, foi melhorado, e recebeu o nome Doze++. Antes, o mecanismo esperava que se passasse algum tempo antes de entrar no modo de economia. Agora, isso acontece assim que a tela estiver inativa.

A versão N, que ainda não foi batizada –os nomes de cada iteração são palavras em ordem alfabética; a última sendo a Marshmallow–, traz também economia em uma área especialmente interessante no Brasil, onde as franquias de internet móvel são caras em relação a países como os Estados Unidos.

O Data Saver permite acionar um modo de uso reduzido de dados, que bloqueia transferências que acontecem em background.

Há também o "in-line reply", em que usuários poderão responder notificações sem ir aos aplicativos que as geraram –como o e-mail ou o WhatsApp, por exemplo.

Por ora, a nova versão está disponível apenas em fase de teste, para desenvolvedores. Em e-mail enviado à imprensa, o Google avisou que haverá mais novidades durante a conferência anual Google I/O, que neste ano vai de 18 a 20 de maio.

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Homem Digital I Novo relatório mostra um lento, porém positivo progresso em diversidade de empregados na Apple   (19/01/16)

Em meados de agosto do ano passado, a Apple atualizou a sua página de diversidade com números e uma carta do CEO Tim Cook falando sobre os avanços feitos, por exemplo, na contratação de mulheres.

A empresa há poucos dias publicou um relatório EEO-1 [PDF] atualizado que mostra um lento, porém positivo progresso na sua diversidade de empregados.

Num período de 13 meses até agosto de 2015, a Apple afirma ter contratado 1.475 afro-americanos (31% a mais que um ano antes), 1.633 hispânicos (+24%) e 1.662 asiáticos (+29%), contra 4.096 brancos. O total de mulheres na Apple subiu, em um ano, de 28,7% para 30%.

No nível executivo da Apple, a diversidade ainda é relativamente baixa: 83% são homens brancos.[MacMagazine]

[via AppleInsider]

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Homem Digital I Google segue Yahoo! e começa a testar login sem necessidade de senha    (23/12/15)

Por: 

Um mundo sem a necessidade de senhas (pelo menos na internet) está cada vez mais próximo. O Google começou a testar com alguns poucos usuários um sistema de login que é realizado com a ajuda de seu smartphone — a forma é muito parecida com a anunciada pelo Yahoo! recentemente.

A informação apareceu primeiro do Reddit e posteriormente no Android Police. No fim das contas, o próprio Google confirmou ao TechCrunch:

Nós convidamos um pequeno grupo de usuários a nos ajudar a testar uma nova forma de login a contas Google sem a necessidade de senhas. “Pizza”, “senha” e “123456”: seus dias estão contados.

Como funciona?

Os usuários que fazem parte deste grupo de teste precisam apenas colocar o endereço de e-mail e, em seguida, recebem uma notificação no smartphone perguntando se está tentado acessar a conta. Basta desbloquear o telefone e confirmar, é liberado o acesso.

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Tela de configuração da funcionalidade de acesso a login do Google sem senha. Crédito: TechCrunch

Apesar da facilidade, o Google ainda não vai remover completamente a senha dos usuários. A companhia explica em um e-mail enviado ao grupo de teste da funcionalidade que eles podem perguntar pela senha, mas como uma medida de segurança adicional (quando houver suspeita, por exemplo, de algum acesso indevido). No caso de o smartphone estiver sem carga de bateria, a senha também será útil para a realização do login.

Ok, mas e se o smartphone for roubado? O Google confia que o dono do aparelho tenha algum tipo de proteção (bloqueio de tela ou acesso via algum sensor biométrico), o que deve dificultar que intrusos liberem o login pelo aparelho. No entanto, nesses casos, a companhia recomenda que o usuário acesse sua conta de algum computador (com senha, é claro) e remova a autorização de login atribuída ao smartphone roubado.

A proliferação de possibilidades de login sem senha é ótima. Pelo menos, tenho umas 10 senhas utilizadas em diversos serviços e é bem difícil lembrar de todas. Por outro lado, é estranho como o smartphone vira protagonista nessa história dando mais importância ainda a ele em nossas vidas.

[TechCrunch]

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Homem Digital IJornalista Charlie Rose conversa com Tim Cook, Jony Ive, Angela Ahrendts e mostra os bastidores da Apple    (21/12/15)

Eduardo Marques

A Apple está bem mais aberta do que era na época de Steve Jobs, e ninguém pode negar isso. Os executivos estão muito mais disponíveis e, atualmente, é normal vermos diversas entrevistas sendo feitas com eles.

Pois o veterano Charlie Rose não apenas conversou com alguns dos executivos mais importantes da Apple, como “participou” de uma reunião semanal com os executivos sêniores e teve acesso ao famoso estúdio/laboratório de design comandado por Jony Ive.

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

No primeiro vídeo1 (“Inside Apple, part one”; “Dentro da Apple, parte um”) vemos Rose entrevistando Tim Cooke falando sobre temas para lá de “batidos” como as qualidades de Steve Jobs (capacidade de se focar no que interessa, perfeccionismo, etc.), a continuidade da cultura e do espírito de Jobs em tudo o que envolve a Apple atual, etc. Por outro lado, como mencionamos, ele fez algo que ninguém até hoje conseguiu: entrar na sala onde acontecem a reuniões semanais dos executivos mais importantes da Maçã e bater um papo com eles.

Conversando com Jony Ive, Rose também teve acesso ao estúdio de design da Apple e, apesar de não ter tido a possibilidade de ver alguns dos produtos nos quais a empresa está trabalhando (reparem nas mesas cobertas com um pano preto), mostrou bem a dinâmica e como o trabalho é realizado no espaço.

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Ao criar o iPhone 6/6 Plus, por exemplo, os designers da Apple testaram 10 diferentes tamanhos de aparelhos até chegar aos que consideraram ideais (4,7 e 5,5 polegadas). Mais do que isso: Ive disse que as escolhas foram muito influenciadas pelo lado emocional, do que eles acreditavam ser os tamanhos corretos (não se baseando tanto no ponto de vista técnico).

Há ainda mais sobre como o Apple Watch foi concebido (tudo começou com um desenho a caneta do caderno de Ive), como os designers da Apple participam de todo o processo — incluindo as misturas que resultam nas cores das pulseiras do Watch —, a colaboração que existe entre as áreas da empresa que permite criar produtos como o MacBook, como funciona a estabilização óptica da câmera dos iPhones 6 Plus/6s Plus (a câmera, por sinal, é feita de cerca de 200 peças que, juntas, ficam do tamanho de uma ponta de dedo; uma foto é responsável por gerar 24 bilhões de operações envolvendo software e sensores), a forma como a Apple calibra o flash e a enorme equipe por trás da câmera do iPhone (já são 800 engenheiros).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Angela Ahrendts mostrou a Rose uma espécie de protótipo de loja (se é que podemos chamar assim) onde a Apple faz dezenas/centenas de experimentos, mostrando como os novos lançamentos da empresa (Apple Watch, por exemplo) influenciam a interação e a forma como a loja é “montada”.

A segunda parte das entrevistas envolve assuntos mais corporativos e amplamente discutidos, mas nem por isso menos interessantes, começando com a polêmica envolvendo privacidade.

Cook bateu novamente na tecla de que os iPhones dos usuários muito provavelmente guardam informações sensíveis como dados de saúde, bancários, conversas particulares, possíveis segredos de empresas e tudo mais. E que isso pertence apenas aos usuários e a ninguém mais. Criar um backdoor para que o governo tenha acesso a essas informações (devidamente munido de um mandado) seria abrir uma brecha para que pessoas má intencionadas também tentem colocar as mãos nessas informações.

É um assunto delicado, já que sem dúvida nenhuma ter acesso a informações de suspeitos (como por exemplo de terroristas) ajudaria governos a lutar contra isso. Mas Cook acha que isso não é algo simplista como privacidade vs. segurança nacional e que todos deveriam ter acesso aos dois.

Outro ponto polêmico tem a ver com o enorme caixa da Apple (mais de US$200 bilhões). Dois terços desse valor estão fora dos EUA e a Apple não leva o dinheiro para casa por conta dos impostos que teria que pagar por isso. A Apple, assim como outras empresas, está lutando para criar uma espécie de “feriado fiscal” para poder transferir esse dinheiro para os EUA sem pagar impostos exorbitantes (40%).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

A importância da China para a Apple também foi bastante discutida por Cook, tanto em termos de mercado quanto para produção em si, assim como o porquê de ele ter comunicado publicamente ser gay. E, como não poderia falar, Cook também mostrou para Rose as obras do novo campus (espaçonave) da Apple, dizendo que atualmente 3.500 pessoas trabalham para deixar o espaço pronto — no futuro, 13.000 pessoas o ocuparão.

A sede é maior do que a do Pentágono e, quando concluída, 80% do terreno será verde, com 7.000 árvores e plantas. Eles vão produzir algumas das frutas e legumes servido no refeitório. Um sistema de ventilação natural no telhado permitirá que o edifício fique sem aquecimento ou ar-condicionado durante nove meses do ano. E toda a instalação será alimentada principalmente por painéis solares.

Como qualquer produto da empresa, o Apple Campus 2 também foi pensado e planejado nos mínimos detalhes (desde as mesas passando pelas cadeiras, escadas, maçaneta das portas, vidro… tudo foi criado/escolhido por Ive e sua equipe).

Charlie Rose entrevistando executivos da Apple

Pegando apenas um detalhe como exemplo, os painéis de vidro curvos (que estão começando a ser instalados e exigiram a criação de uma máquina para isso) são os maiores já feitos no mundo — e serão quilômetros de painéis —, oferecendo uma visão extraordinária (sem interrupção) para os empregados.

No vídeo “How to get a job at Apple” (“Como conseguir um emprego na Apple”), Cook também falou como é difícil contratar pessoas com o mesmo espírito/cultura da Apple (que se desafiam, querem criar coisas, são opinativas, têm um ponto de vista, etc.). Não há uma forma de testar isso, então é na base da empatia/emoção mesmo. Ainda assim, normalmente um candidato é entrevistado por 10-12 pessoas para fazer parte do quadro de empregados da Maçã.

Já o vídeo “Can Apple still change the world?” (“A Apple ainda pode mudar o mundo?”) dá um panorama do que Rose viu/conversou com os executivos da Apple, a diferença entre Jobs e Cook, como a Apple controla a informação que quer passar para a mídia, como o discurso dos executivos é amplamente ensaiado, como Jobs ainda está presente (ao menos a cultura que ele quis implantar) entre os empregados, entre outros aspectos.

No final das contas, para Rose, a história mostra que as empresas que estão no topo não conseguem manter essa posição para sempre. Resta saber até quando a Apple resistirá. [MacMagazine]

[via Re/code]

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Homem Digital I Facebook dá incentivo de  US$ 10 mil para que funcionários se mudem para região da sede no Vale do Silício      (20/12/15)

Por Agências

Facebook está oferecendo aos funcionários que trabalham na sede da empresa, no Vale do Silício, pelo menos US$ 10 mil para que se mudem para mais perto do escritório. A iniciativa é um reflexo das mudanças que muitas empresas de tecnologia enfrentam na cada vez mais cara e congestionada região da baía de San Francisco.

Segundo funcionários atuais e ex-empregados do Facebook, o incentivo começou a ser oferecido nos últimos 12 meses. Para poder receber o incentivo, pago em uma única parcela, as pessoas que trabalham na empresa devem comprar ou alugar uma casa que fique a até 16 quilômetros da sede, em One Hacker Way, uma faixa deserta de estrada com vista para um pântano, a cerca de 48 quilômetros de San Francisco. Os funcionários que têm família, por sua vez, podem receber um pagamento único de até US$ 15 mil para arcar com os custos com a nova residência.

As ações podem ajudar a aliviar uma grande fonte de tensão em San Francisco: o fluxo de trabalhadores jovens e ricos do setor de tecnologia que viajam diariamente para o Vale do Silício em ônibus privados e geralmente substituem moradores de baixa renda da região.

Mas o Vale do Silício sofre sua própria crise de acesso à moradia e, se o programa do Facebook ganhar força, pode acelerar ainda mais a gentrificação de comunidades próximas à sua sede – especialmente, a vizinhança de baixa renda de East Palo Alto. “Uma série de famílias locais serão afetadas”, disse John Liotti, CEO do Able Works, um grupo de defesa da comunidade de East Palo Alto.

O Facebook diz que o programa não tem a ver com engenharia social. “Nossos benefícios no Facebook têm como objetivo apoiar nossos funcionários e as pessoas que importam para eles”, disse um porta-voz da empresa.

É claro que algumas pessoas podem ver na ação da empresa uma forma de encorajar as pessoas a passarem mais tempo no escritório, ao mesmo tempo que reduzem os custos com o luxuoso serviço de ônibus, cujos motoristas se sindicalizaram recentemente.

Para Mark Shim, engenheiro que já trabalhou na Addepar, morar do outro lado da empresa, sediada em Mountain View, rendeu a ele um bônus mensal de US$ 300. “Se você mora mais perto do trabalho, fica menos preocupado em sair na hora certa e, se estiver resolvendo um problema importante, gasta mais tempo até encerrar a questão”, diz.

Engarrafado. Os trabalhadores do setor de tecnologia dizem que a ida e volta ao trabalho no Vale do Silício está ficando pior. O que era uma viagem de uma hora para ir e outra para voltar até San Francisco anos atrás se estendeu para 90 minutos ou mais, com o crescimento do setor de tecnologia e a chegada de mais carros às ruas. Segundo o serviço de dados de trânsito Inrix, os motoristas de San Francisco gastam mais tempo em congestionamentos do que em qualquer outra cidade – com exceção de Washington DC e Los Angeles.

Ainda assim, uma quantidade enorme de jovens entusiastas da tecnologia estão dispostos a enfrentar tudo isso. “Eu não quero me mudar para um desses depressivos complexos para solteiros”, disse Nilesh Patel, um solteiro que trabalha no setor de tecnologia e viaja diariamente de San Francisco até uma grande empresa que fica a cerca de 64 quilômetros de distância. Dessa forma, ele pode cultivar sua rica vida social na cidade.

Mesmo para aqueles que podem considerar a hipótese de ter um estilo de vida suburbano, US$ 10 mil não significam muito numa cidade como Menlo Park, onde fica o campus principal do Facebook. Lá, o aluguel médio é de US$ 3.600 por mês, segundo dados da imobiliária on-line Trulia.

Além de chegar a uma nova região, os recém-chegados, chamados de “los Facebuqueros”, também contribuem para o aumento do número de despejos e dos valores dos aluguéis. Por isso, existe a hipótese de os incentivos para moradia saírem pela culatra.

Antigamente, quando a sede do Facebook ficava em Palo Alto, os proprietários locais reagiram ao incentivo dado pela empresa aumentando os aluguéis no local.

/REUTERS

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Homem Digital I Tim Cook diz que ideia de que Apple está evitando impostos nos EUA é "lixo político    (18/12/15)

(Reuters) - O presidente executivo da Apple, Tim Cook, desmentiu como "lixo político total" a noção de que a gigante de tecnologia dos Estados Unidos está agindo para evitar pagar impostos.

As observações de Cook, feitas no programa "60 Minutos", da rede CBS, vêm em meio ao debate nos EUA sobre corporações que evitam o pagamento de impostos através de técnicas como os chamados acordos de inversões, nos quais a empresa realoca sua base de impostos em outro país.

"A Apple paga cada dólar dos impostos que deve", disse Cook ao apresentador Charlie Rose, do 60 Minutos.

Cook disse que repatriar lucro para os EUA custaria 40 por cento. "Eu não acho que seja uma coisa razoável a se fazer", disse ele.

A Apple economiza bilhões de dólares em impostos nos EUA por meio de subsidiárias na Irlanda, onde declara boa parte de seu lucro no exterior.

A companhia detém 181,1 bilhões de dólares em lucros no exterior, mais do que qualquer outra empresa norte-americana, e teria que pagar uma quantia estimada de 59,2 bilhões de dólares em impostos se tentar trazer o dinheiro de volta aos EUA, mostrou um recente estudo baseado em relatórios financeiros enviados à SEC, órgão regulador dos mercados do país.

Cook afirmou que o atual código tributário dos EUA foi feito para a era industrial, não para a "era digital".

"É atrasado. É ruim para os EUA. Deveria ter sido reformado muitos anos atrás", disse o executivo durante a entrevista.

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Homem Digital I Apple abre laboratório secreto em Taiwan para fabricar telas   (15/12/15)
Tim Culpan,

A Apple Inc. abriu um laboratório na região norte de Taiwan, onde os engenheiros estão desenvolvendo novas tecnologias para telas, de acordo com pessoas familiarizadas com as instalações.

No edifício da Apple em Longtan há pelo menos 50 engenheiros e outros funcionários trabalhando na criação de novas telas para aparelhos como iPhone e iPad, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos.

A Apple recrutou funcionários da fabricante local de telas AU Optronics Corp. e da Qualcomm Inc., a quem pertencia o edifício, disseram as pessoas.

Kristin Huguet, porta-voz da Apple, que tem sede em Cupertino, na Califórnia, não quis comentar.

A Apple começou a operar o laboratório neste ano, com o objetivo de fabricar produtos mais finos e leves, com melhor iluminação e maior eficiência no uso de energia.

Os engenheiros estão desenvolvendo versões mais avançadas das telas de cristal líquido que são utilizadas atualmente em modelos de iPhone, iPad e computadores pessoais Mac, disseram as pessoas. A Apple também deseja adotar os diodos orgânicos emissores de luz, que são ainda mais finos e dispensam a retroiluminação, disseram.

Samsung e Sharp

Fabricar modelos de iPhone e iPad mais finos e duráveis a cada geração é uma das características da Apple e ajudou a gerar US$ 178 bilhões em vendas anuais nessas duas categorias de produto.

Ao trabalhar diretamente no desenvolvimento da tecnologia das telas, a Apple poderá se tornar menos dependente da tecnologia desenvolvida por fornecedores, como Samsung Electronics Co., LG Display Co., Sharp Corp. e Japan Display Inc. Em vez disso, a companhia poderia implementar processos internos de produção e terceirizar para fabricantes menores, como a AU Optronics ou a Innolux Corp., de Taiwan.

Anúncios de emprego

A Apple realiza a maior parte de suas pesquisas na sede da companhia, em Cupertino, e terceiriza a fabricação de quase todos os aparelhos e componentes a fornecedores como a Foxconn Technology Group e a Japan Display.

A fabricante do iPhone também emprega cientistas e engenheiros em todo o mundo, dedicados ao desenvolvimento de materiais e de tecnologias de fabricação.

A Apple continua procurando engenheiros para sua fábrica de telas planas, de acordo com os anúncios de emprego no site da LinkedIn Corp.

Localizada em um canto do parque científico de Longtan, entre um bosque e o lugar onde está sendo construída uma nova fábrica de biotecnologia, a estrutura não dá pistas de pertencer à companhia mais valiosa do mundo.

A cinquenta quilômetros do centro de Taipei e a uma hora, de carro, da sede da Foxconn, a fábrica com revestimento branco não exibe nenhuma sinalização corporativa, um contraste gritante com os outros edifícios da vizinhança, que possuem logotipos de quase um metro de altura da Leotek Electronics Corp., da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. e da AU Optronics.

Telas da Qualcomm

Uma caminhada curta, meia dúzia de passos e portas corrediças de vidro levam a um balcão e a uma recepção à frente de um logotipo da Apple na parede.

Esse sinal e o iMac que exibe a tela padrão de registro de visitantes da Apple são os únicos indícios visíveis de que esse é um dos lares da empresa.

O recepcionista não quis fornecer o nome nem informações de contato de alguém que pudesse falar sobre as instalações. Os seguranças que estavam do lado de fora também se recusaram a conceder informações de contato de qualquer responsável.

Registros do escritório de gerenciamento do parque científico de Hsinchu, que administra a instalação de Longtan, mostram que a Apple se mudou para a fábrica em abril e que a Qualcomm Panel Manufacturing Ltd. tinha ocupado o lugar desde 2008.

Registros do Ministério de Economia mostram que a Apple modificou seu registro em Taiwan pela última vez em outubro. No formulário agora consta o endereço de Longtan, modificando o endereço anterior, no centro de Taipei, da sede da Taiwan Apple LLC. Foi neste lugar que a Qualcomm tentou desenvolver suas próprias telas, chamadas Mirasol.

Na segunda-feira, um pequeno grupo de funcionários com crachás da Apple pendurados no pescoço saíram do lugar para fumar em meio ao zumbido dos filtros industriais.

Eles não quiseram fazer comentários sobre o objetivo do edifício nem sobre o trabalho que estão realizando.

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Homem Digital I Home Office: Dez ótimos sites para encontrar um trabalho remoto   (14/12/15)

Como encontrar um emprego para trabalhar de casa? Eis uma lista com dez sites que podem impulsionar seu sonho de home office

CIO.com

A jornada tradicional, aquela que vai das nove da manhã às seis da tarde, se torna cada vez mais abstrata com o avanço de conceitos de mobilidade e computação em nuvem. Uma das coisas fantásticas proporcionada pela tecnologia é a capacidade de executar trabalhos de qualquer lugar (onde tenha uma conexão com a internet). 

Mas como encontrar uma tarefa remunerada que possa ser feita sem sair de casa? A seguir, apresentamos uma lista com dez sites que podem impulsionar seu sonho de home office.

WFH.io

O serviço é dedicado ao trabalho remoto, como o próprio nome do site sugere (a sigla trata de uma abreviação de “work-from-home”). Há bastante oportunidade para profissionais de tecnologia. O site é simples e fácil de navegar, listando trabalhos para engenheiros, programadores e desenvolvedores. É possível filtrar as ofertas por categorias, como suporte ao usuário, design, DevOps, administração de sistemas e desenvolvimento de software. O uso da ferramenta é gratuito e, clicando no cargo, se tem uma descrição completa da tarefa e como se candidatar a ela. O site também oferece a possibilidade de receber emails semanais com algumas oportunidades.

Flex Jobs

O site é bastante famoso na oferta de oportunidades em trabalho remoto. É, também, especialista em ofertas de empregos de meio período e projetos para atuar como freelancer. Segundo os responsáveis, as oportunidades são checadas com os contratantes antes de serem divulgados na ferramenta. Há uma lista de acesso gratuito, mas a maior parte das vagas é para membros que pagam pelo serviço. O valor varia de US$ 14,95 por mês até US$ 49,95 para uma subscrição anual. Essas opções incluem uma série de facilidades adicionais.

Virtual Vocations

O site traz uma lista de oportunidades de trabalho remoto em quase todos os setores que você pode imaginar – desde desenvolvimento de software até enfermagem, educação, contabilidade, marketing ou advocacia. O serviço reconhece o quão difícil pode ser a tarefa de encontrar um anúncio legítimo de trabalho remoto e, por isso, faz um trabalho pesado de curadoria e validação das vagas, antes de expô-las na internet.

Há opções de inscrições que incluem postagens diárias, alertas, histórico de projetos para os quais se candidatou. As assinaturas variam entre US$ 6,99 por semana até US$ 59,99 para um período de seis meses.

We Work Remotely

O serviço apresenta vagas de administração de sistemas, copy writing, design, atendimento ao cliente, programação e muito mais. Cada categoria também indica quando o post mais recente foi feito para que seja possível identificar a oferta desde a última vez que o usuário a visualizou. Trata-se de um site básico, que inicia o trabalho. É possível também seguir o We Work Remotely no Twitter.

Authentic Jobs

Como citamos, uma das preocupações em encontrar trabalho remoto reside na possibilidade de clicar em um anúncio interessante e cair em uma cilada (consequentemente, sendo pego em um golpe). O Authentic Jobs tenta endereçar uma solução a esse problema já no nome que escolheu. O site apresenta vagas em companhias como Apple, Facebook, MSNBC.com, ESPN, HBP, Electronic Arts e HP, entre outras grandes organizações. O serviço tem um foco de ajudar instituições de caridade.

Working Nomads

O serviço apresenta bom número de trabalhos remotos na área de tecnologia, com ofertas para projetos de desenvolvimento, design, administração de sistema e marketing. O site é simples; basta logar, conferir os anúncios e filtrar por categorias. As ofertas são listadas por ordem de publicação, o que garante se é recente ou não. Ao clicar sobre uma oportunidade aparece uma breve descrição e instruções sobre como se candidatar.

Skip the Drive

Uma das vantagens de trabalhar de casa é não precisar dirigir até o escritório. É isso que o Skip the Drive sugere em seu nome. O site oferece vagas em posições em diversas indústrias, sem necessidade de registros. Além disso, oferece uma espécie de calculadora para ajudá-lo a computar a quantidade de tempo e dinheiro que economizou em termos de tempo e deslocamento ao realizar um trabalho de casa. Os responsáveis pelo serviço afirmam que todas as ofertas listadas são legítimas – incluindo posições em empresas listadas na Fortune 500 que lá aparecem.

Remote OK

Nesse site você encontra uma lista atualizada regularmente das empresas, em sua maioria startups, onde é “Ok” trabalhar remotamente. É possível procurar por novos postos de trabalho, contratação para atividades em tempo integral e parcial, estágios e categorias de carreira específica. Para cada categoria, há também uma lista do salário médio e o número de postos disponíveis naquele grupo. Por exemplo, no momento da redação desse artigo, a categoria “Engenheiro” possuía 2.323 trabalhos listados com um salário anual médio de US$ 90 mil. É possível pesquisar por habilidades especificas como tipo de software, habilidades, indústria. O foco está principalmente em empregos de tecnologia, especialmente aqueles relativos a startups. Logo, desenvolvedores, engenheiros e programadores encontrarão uma infinidade de oportunidades relevantes.

Workatho.me

O site apresenta empregos desde níveis iniciais e médios até oportunidades temporárias. Outros filtros incluem engenheiro de software, desenvolvedor web, especialistas em DevOps, administração de sistemas, analista de rede, segurança da informação, desenvolvedor móvel, escritor técnico e muito mais. O serviço também verifica cada anúncio de emprego para verificar se a vaga realmente existe e que se você candidatar-se a ele vai estar em contato direto com o recrutador.

Remote Working

Este site difere dos outros na descrição das experiências. Ao se inscrever em uma lista de discussão, o candidato recebe notícias, ferramentas e últimas vagas “escolhidas a dedo”, segundo os organizadores. Quem quiser, pode ser o @remoteworkingio no Twitter e ter informações em tempo real sobre oportunidades de trabalho remoto.

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Homem Digital I Elon Musk, presidente da Tesla lança empresa de inteligência artificial     (11/12/15)

Da REUTERS

Elon Musk: OpenAI será co-presidida por Musk e o investidor em capital de risco Sam Altman

Elon Musk, presidente-executivo da montadora de carros elétricos Tesla Motors, lançou nesta sexta-feira a OpenAI, empresa de pesquisa de inteligência artificial sem fins lucrativos.

A OpenAI será co-presidida por Musk e o investidor em capital de risco Sam Altman, de acordo com um post num blog.

A OpenAI receberá até 1 bilhão de dólares em financiamento de vários patrocinadores, incluindo Musk, a Amazon Web Services, Peter Thiel e a indiana Infosys.

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Homem Digital I Facebook fecha Creative Labs, a divisão de aplicativos experimentais da empresa     (07/12/15)

Por: 

Hoje não é um bom dia para os aplicativos. Depois de o Dropbox anunciar o fim do Carousel e do Mailbox, foi a vez de o Facebook fechar sua divisão de aplicativos experimentais, a Creative Labs, responsável por Slingshot, Rooms (da imagem acima), Riff e alguns outros apps. Os aplicativos foram removidos das lojas.

A Creative Labs funcionava como uma startup integrada à empresa comandada por Mark Zuckerberg e criava apps que tentavam mudar conceitos de design da empresa. Foi daí que nasceu o Paper, uma interessante alternativa ao News Feed da rede social e talvez a melhor criação da divisão.

Entretanto, o fato é que Slingshot, Rooms e Riff eram produtos da Creative Labs muito pouco criativos, com o perdão do trocadilho. O Slingshot era um app de mensagens que desapareciam, muito parecido com o Snapchat. O Riff era um editor de vídeos curtos, inspirado nas Stories do mesmo Snapchat. Já o Rooms era uma tentativa de reimaginar os grupos do Facebook.

slingshot

Nenhum dos três deu certo. Todos foram removidos hoje da App Store da Apple e da Google Play Store. O Paper é o único que continua, apesar de não ser atualizado desde março — e, ao que tudo indica, também deve ser abandonado.

A decisão de remover apps das lojas não é inédita. Em 2014, o Facebook tirou das lojas o Poke (mais um aplicativo de mensagens efêmeras inspirado no Snapchat) e o Camera (que fazia exatamente o que você está imaginando). Bom, esperamos que, com menos apps, o Facebook se concentre em melhorar seu aplicativo principal.

[CNET via The Verge]

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Homem Digital I David Naggar, responsável na Amazon pelo conteúdo do Kindle, fala do futuro da leitura     (05/12/15)

Para ele, está ocorrendo uma revolução no mercado literário e na forma como se escreve e se tem acesso às obras. Uma transformação que resultará em um ambiente no qual se é mais fácil publicar um livro – e, também, vendê-lo.

Por: Filipe Vilicic

David Naggar, VP da Amazon: "Esse imediatismo proporcionado pelo mundo online, com o acesso quase instantâneo a livros, democratizou a leitura como nunca antes ocorreu na história."(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

O americano David Naggar é um dos protagonistas da revolução que atinge a indústria editorial e os hábitos de leitura. Sua ligação com o mercado de livros vem do berço - sua mãe, Jean, é escritora e agente de renome. Logo após se formar em marketing ele já passou a trabalhar em grandes editoras, como na nova-iorquina Random House. Em 2009, foi para a Amazon, onde ainda está, como vice-presidente de conteúdo do Kindle. Na nova casa, impulsiona a digitalização de livros, quadrinhos, revistas, tudo que se lê.

Sob seu comando, a empresa deixou de publicar e-books apenas em seu e-reader e passou a disponibilizar o catálogo em aplicativos para computadores, smartphones e tablets de concorrentes. Ele também investe na produção de "indies", os autores que se autopublicam, sem o intermédio de editoras, pela internet. Esta, inclusive, é hoje uma das especialidades da Amazon, dona da plataforma KDP, por onde os escritores podem disponibilizar, gratuitamente, seus livros no Kindle. Daí nasceram best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte.

Em visita ao Brasil, Naggar concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA. Nela, prevê como será o futuro da leitura e crava que não se trata do fim das tradicionais casas de publicação, mas, sim, de uma reconfiguração completa do mercado.

Como a digitalização de livros, revistas, tudo que se lê, transformou os hábitos de leitura? 

De repente, passamos a ter em um único dispositivo, como o Kindle, ou tablets e smartphones, o acesso a milhões de títulos, possíveis de serem lidos depois de 60 segundos, o tempo que se leva para baixá-los. Esse imediatismo, o acesso quase instantâneo, democratizou a leitura como nunca antes ocorreu na história. Por exemplo, antes era muito difícil ter acesso a algumas obras estrangeiras, como as estritamente em inglês ou alemão, em países como o Brasil. Era preciso esperar anos pela tradução, ou meses para que uma encomenda chegasse com o livro. Agora, consegue-se o título em segundos. Além da facilidade do acesso, trata-se de uma revolução que também afeta diretamente a forma como lemos. É possível, por exemplo, ler em um smartphone enquanto se espera na fila do banco ou do dentista. Sem ter de lembrar de carregar um montante pesado de papel com si. Mais que isso, toda sua biblioteca poderá estar disponível em sua mão, no aplicativo do celular. Essa é uma transformação essencial, que adapta a leitura profunda, mesmo de livros complexos, ao mundo contemporâneo. Há vinte anos, um indivíduo ia a uma livraria com o único intuito de comprar livros. Não havia nada mais competindo por sua atenção. Hoje, ao ligar o smartphone, o tablet, o computador, escolhe-se se quer gastar tempo checando o Facebook, vendo um vídeo no YouTube, jogando Angry Birds ou lendo. A literatura passou a competir com um universo imenso de opções baratas, quando não gratuitas, de entretenimento. Para o livro ter chance de vencer nessa disputa por tempo e atenção, é necessário estar onde o leitor está. Ou seja, oferecer a ele, também, a opção de ler, de forma barata e prática, no mesmo dispositivo a que recorre continuamente para outras atividades.

Trata-se de uma mudança que afeta apenas o leitor, ou também a forma como escrevemos? 

Pense no KDP, da Amazon (o sistema de autopublicação da marca, na qual escritores disponibilizam livros online sem intermédio de editoras). Desde que nasci vivo no mundo da escrita, já que minha mãe é agente literária. Antes de vir para a Amazon, fui alto-executivo em editoras tradicionais. Como sempre funcionava a lógica de publicar um livro? Quase todo mundo tem a ideia de escrever algo. Porém, poucos são aqueles que conseguem um agente para ajudar a publicá-lo. Digamos que seja 5% do total. Desses, uma porcentagem ainda menor convence uma editora a trabalhar com sua obra. Ou seja, era um negócio para poucos. Com a internet, e inovações como o KDP, os intermediários podem ser eliminados. Se uma editora não dá atenção ao que alguém escreveu, o autor pode simplesmente colocar a obra online, e disputar de igual para igual com best-sellers na Amazon.com. Isso muda a lógica do mercado literário. Sabia que J.K. Rowling, autora de Harry Potter, foi rejeitada trinta vezes antes de uma editora, pequena, aceitá-la? E se ela tivesse desistido no vigésimo "não"? Deixaríamos de ter as histórias de Harry Potter. Quantos não abdicam de seus projetos frente à rejeição? Com o mundo online, foram abertas novas alternativas. Best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte surgiram nesse novo modelo, via KDP. Hoje, 30% dos e-books mais vendidos da Amazon são de "indies" (termo para "independentes", os autores que se autopublicam). Pessoas que provavelmente nunca teriam espaço na velha forma de publicação ficaram ricas utilizando as possibilidades contemporâneas.

É o fim das editoras tradicionais? 

De forma alguma. As editoras têm um papel insubstituível e realizam um trabalho incrível junto aos autores. Entretanto, elas precisam, sim, se adaptar ao mundo moderno. Passou-se a ter mais alternativas a leitores e escritores. Logo, a concorrência é maior. São vários os efeitos disso. Por exemplo, no Brasil, historicamente, livros são muito caros. Hoje, essa estratégia não funciona mais. Há opções baratíssimas de entretenimento na internet, inclusive de leitura. Por isso, editoras brasileiras têm se visto compelidas a baixar preços. Valem, como sempre foi, as leis econômicas. Porém, repito, não é o fim para elas. O que ocorreu, em uma analogia, é que antes só tinha um restaurante na cidade, com 50 clientes. Com a digitalização, passaram a ser 1 000, com milhares de clientes. No caso, "restaurantes" são plataformas de publicação. Os "clientes" são os autores e leitores. O efeito, que sentimos agora, é que a indústria literária nunca esteve tão saudável quanto hoje.

Se os benefícios são para todos, por que algumas editoras, como a francesa Hachette, além de autores best-sellers, se queixam do modelo proposto pela Amazon? Principalmente da estratégia de baixar preços radicalmente de e-books, em comparação com o valor de versões físicas. 

A resposta da Amazon a essas queixas é "olhem para o futuro". Caso queiram competir para valer com tudo a que hoje o leitor tem acesso, a exemplo do Facebook, é preciso ser mais acessível. Isso inclui vender livros mais baratos, algo possível de se fazer, com bom lucro, no mundo online. Caso não baixe o preço, o leitor dedicará seu tempo a outra coisa.

Em resposta à chegada da Amazon nessa indústria, algumas editoras adotaram práticas como a publicação atrasada de títulos de e-books, em comparação com suas edições físicas. Essas estratégias realmente aumentam as vendas? 

De forma alguma. Tanto que nenhuma grande casa de publicação manteve essa prática nos últimos anos, apesar de termos ciência de que algumas editoras brasileiras pensam em fazer isso. A questão é que, com esse método, a mensagem que se passa para o leitor é: "você precisa adaptar seus hábitos de leitura ao que queremos". Acha, mesmo, que alguém, como um adolescente, acostumado a smartphones e tablets, irá transformar seu cotidiano para comprar um livro na livraria só porque não tem a opção online? Nossas estatísticas comprovam que isso não ocorre. Se não há a opção digital, o leitor que gosta deste formato toma uma de duas atitudes. Ou ele arranja uma versão pirateada na internet - e, garanto, há muitos sites que disponibilizam isso -, ou escolhe outra coisa para ler. Aí, ocorre um outro problema na estratégia. A editora vai lá e gasta um monte com marketing no lançamento de um título. Porém, só o disponibiliza em livrarias. Depois, quando finalmente decide ter uma versão digital, não há mais dinheiro para dar gás na divulgação. Ou seja, aquele cliente que não queria comprar a edição física, e optou por gastar seu tempo com outra atividade, nem fica sabendo quando o que queria ler chega à internet. Em resumo, a editora só perderá vendas com tal tática.

No Brasil, e-books representam cerca de 5% do mercado de livros. Por que aqui essa tal revolução da leitura não está ocorrendo tão rápido? 

Não acredito nisso. Para começar, esse número, de 5%, não é bem interpretado. E-books não têm muito sucesso, por exemplo, no ramo educacional. Tenho certeza que se as porcentagens forem fatiadas, e se considerar somente literatura regular, haverá um aumento substancial de nossa penetração. Mais que isso, na conta não se consideram os "indies". É outro fator que alteraria o cenário. Valeria acrescentar ainda as obras em língua estrangeira, muitas vezes disponíveis apenas pelo online. Por fim, de qualquer forma, a nossa representatividade no mercado tem aumentado 40% ao ano. Isso é surpreendente, principalmente quando se leva em conta o quão antiga e estabelecida é a indústria literária.

Há muitos críticos da leitura digital, como o escritor e pesquisador americano Nicholas Carr, para quem e-books e similares podem destruir o hábito de imergir em uma obra por horas. O senhor acredita que tablets e smartphones têm, mesmo, privilegiado apenas leituras rápidas e superficiais?

 De forma alguma, pois as pessoas se adaptam. Quando se olha a nova geração, é notável como está se acostumando a ler em telas menores. Porém, ainda em leituras profundas, de livros extensos. Acredito, mesmo, que a escolha do que se lê no digital, ou no físico, caberá a cada cliente. Uns irão preferir obras de ficção digitais, e de não-ficção em versões tradicionais. Com outros, será o contrário. Iremos nos adaptar. E a tecnologia também se moldará a nós.

Para alguns, tablets e e-readers podem parecer fadados a perdurar por pouco tempo, frente a novos gadgets que surgem, como os relógios inteligentes ou os óculos computadorizados. O senhor acredita que, no futuro, os hábitos de leitura e escrita vão mudar novamente? 

A lógica é, na verdade, simples. Quando a forma como as pessoas acessam conteúdo muda, é preciso também que o conteúdo se transforme. Ou ao menos sua apresentação. Na China, por exemplo, está em voga um novo tipo de literatura, onde escritores diversos se revezam para tecer uma mesma história, que nunca acaba e é divulgada restritamente online. Experiências assim surgem quando aparecem novas plataformas. Sempre será desta forma. Como vai ser no futuro? Não tenho ideia. Mas essa lógica não mudará.

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Homem Digital I Zuckerberg vai doar 99% de suas ações do Facebook para causas sociais    (01/12/15)

Casal fez anúncio por ocasião do nascimento de sua primeira filha; ações estão avaliadas em US$ 45 bilhões

Por Claudia Tozetto

Casal vai criar entidade filantrópica chamada Chan Zuckerberg Initiative

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou ontem que vai doar 99% das ações da rede social, atualmente avaliadas em US$ 45 bilhões, para projetos de filantropia no decorrer de sua vida. O executivo também anunciou a criação da Iniciativa Chan Zuckerberg – em parceria com sua mulher, a médica Priscilla Chan – que será responsável por empregar o dinheiro em projetos.

O executivo norte-americano de 31 anos fez o anúncio em uma carta publicada em seu perfil na rede social por ocasião do nascimento de sua primeira filha, chamada Max. A menina nasceu no início da semana passada e, segundo comunicado, passa bem. De acordo com Zuckerberg, o nascimento da filha foi a “inspiração” que motivou o casal a criar a fundação e anunciar o investimento.

De acordo com a carta, a Iniciativa Chan Zuckerberg terá foco inicial em projetos nas áreas de ensino personalizado, cura de doenças, conexão de pessoas e construção de “comunidades fortes”. “Hoje, sua mãe e eu estamos nos comprometendo a passar nossas vidas desempenhando um pequeno papel na ajuda para resolver esses desafios”, disse o executivo no texto publicado na rede social.

Zuckerberg ainda não deu muitos detalhes de como será a atuação da Iniciativa Chan Zuckerberg. Em comunicado à imprensa, o executivo afirmou que novas informações serão compartilhadas pelo casal nos próximos meses, depois de o executivo “passar um tempo em família”. Recentemente, Zuckerberg anunciou que vai tirar uma licença-paternidade de dois meses, algo incomum entre executivos de empresas de tecnologia do Vale do Silício.

Em nota, Zuckerberg e Priscilla afirmam que decidiram começar a investir agora na fundação, pois acreditam que “grandes desafios dependem de tempo, além de investimentos, para serem superados”. Eles começaram a pensar no futuro quando decidiram formar sua família e perceberam que poderiam começar a doar agora, enquanto ainda estão jovens e na metade de suas carreiras.

Fundação. Segundo comunicado, a missão da Iniciativa Chan Zuckerberg será de investir em organizações não governamentais, fazer investimentos privados e participar de debates políticos em diversos segmentos. A organização será controlada pessoalmente por Zuckerberg e Priscilla. Além dos investimentos realizados pelo casal, a fundação poderá usar recursos investidos por parceiros ou outras instituições para desenvolver seus projetos. Em todos os casos, o objetivo é “gerar impacto positivo em áreas de grandes necessidades”.

A Iniciativa Chan Zuckerberg está em busca de especialistas em diversos setores que vão atuar como conselheiros do casal. As informações oferecidas por essas pessoas serão usadas para guiar os investimentos da Iniciativa e determinar quais os projetos que podem oferecer o maior impacto. A decisão final sobre os investimentos, porém, será tomada por Zuckerberg e Priscilla.

De acordo com o comunicado, Zuckerberg continua a controlar o Facebook, embora já tenha anunciado a doação de suas ações para a Iniciativa Chan Zuckerberg. O valor de venda dessas ações, descontados os impostos, será revertido pela fundação em investimentos em novos projetos. O executivo vai vender até US$ 1 bilhão em ações por ano pelos próximos três anos para projetos de filantropia.

O executivo também esclareceu, em comunicado, que sua atividade à frente da Iniciativa Chan Zuckerberg acontecerá de forma paralela a sua atuação como CEO do Facebook. Priscilla, que é pediatra, continuará a exercer a profissão ao mesmo tempo em que atua como fundadora e CEO da The Primary School, startup que aposta em um novo modelo de escola que integra ações de educação e saúde para crianças. A primeira unidade operada pela startup deve começar a funcionar em agosto de 2016 na cidade de Palo Alto, na Califórnia.

Outras doações. Não é a primeira vez que Zuckerberg anuncia investimentos em filantropia. O executivo já doou cerca de US$ 1,6 bilhão para vários projetos. Recentemente, ele investiu US$ 120 milhões na educação em áreas da periferia de San Francisco, doou US$ 75 milhões para completar a construção de um novo centro do Hospital Geral de San Francisco e ofereceu US$ 25 milhões para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) para ajudar a frear o surto de Ebola na África.

O executivo assumiu seu primeiro compromisso de doação da fortuna em 2010, quando aderiu à iniciativa Given Pledge, iniciada pelo cofundador da Microsoft, Bill Gates.

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Homem Digital I Rumor: Apple poderá abandonar saída de 3,5mm para fones de ouvido a fim de tornar o próximo iPhone ainda mais fino     (27/11/15)

Rafael Fischmann

O diagrama a seguir, da parte inferior do iPhone 6s, não deixa muita dúvida: o aparelho está hoje no seu limite possível de espessura considerando o tamanho da saída de 3,5mm para fones de ouvido.

Pois parece que a Apple quer e irá acabar com ela na próxima geração do seu smartphone, ao menos segundo fontes [Google Tradutor] do site japonês MACお宝鑑定団のBlog. A vontade da empresa é de conseguir lançar um novo iPhone com uma espessura “mais de 1mm” inferior à atual, seguindo essa sua obsessão dos últimos anos.

Caso isso se concretize de fato, o “iPhone 7” passaria a ser compatível apenas com fones sem fio (Bluetooth) ou com cabos Lightning — tal como alguns poucos que já estão no mercado. Os EarPods inclusos na caixa dele já seriam equipados dessa forma obviamente, com um conector incluindo um conversor digital-para-analógico (digital-to-analog converter, ou DAC), e a Apple provavelmente lançaria um adaptador para fones convencionais.

Eu realmente queria entender aonde o Jony Ive quer chegar com esses produtos cada vez mais finos. Sinceramente, já estamos num estágio ótimo; há outras coisas mais prioritárias a se aprimorar no iPhone, como por exemplo a sua bateria — que é inevitavelmente prejudicada pela espessura. Ai, ai… [MacMagazine]

[via 9to5Mac]

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Homem Digital I Samsung lança tablets Galaxy Tab S2 no Brasil custando a partir de R$ 2.349     (25/11/15)

Por: 

A Samsung anunciou o lançamento da linha Galaxy Tab S2 no Brasil, trazendo seus tablets finos e leves com telas AMOLED para cá custando a partir de R$ 2.349.

O Galaxy Tab S2 foi anunciado em julho e já falamos um pouco sobre ele. São dois tamanhos (8 polegadas e 9,7 polegadas) com tela AMOLED com 2048×1536 pixels de resolução. Eles são bastante leves (o menor pesa 265g, enquanto o maior pesa 389g na versão Wi-Fi, ou 392g na versão 4G), e finos (ambos têm 5,6mm de espessura).

Por dentro eles rodam um processador de oito núcleos, 3GB de RAM, câmera frontal de 8 megapixels e traseira de 2,1 MP, e o Android 5.0 Lollipop modificado com a interface TouchWiz da Samsung. Em relação ao armazenamento, a Samsung disponibilizará apenas a versão de 32GB dos tablets, mas é possível aumentar esse espaço via cartão micro SD (de até 128GB).

O Galaxy Tab S2 já está disponível. O modelo de 8 polegadas com 4G custa R$ 2.349, mesmo valor cobrado pela verão de 9,7 polegadas Wi-Fi. Com 4G, o tablet de 9,7 polegadas custa R$ 2.699.

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Homem Digital I Mark Zuckerberg tirará dois meses de licença-paternidade     (21/11/15)

Facebook oferece a funcionários até 4 meses de licença quando têm filhos.
Executivo espera sua primeira filha com a esposa Priscilla Chan.

Da EFE

Mark Zuckerberg anuncia no Facebook que será pai pela primeira vez (Foto: Divulgação/Mark Zuckerberg/Facebook

O cofundador e executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu tirar dois meses de licença-paternidade pelo nascimento de sua primeira filha, informou o executivo em sua conta pessoal na rede social neste sábado (20).

"Esta é uma decisão muito pessoal e decidi tirar dois meses de licença-paternidade quando nossa filha chegar", disse o diretor, em referência ao nascimento de sua primeira filha com sua esposa, Priscilla Chan, cuja gravidez foi anunciada em julho.

O Facebook oferece a seus funcionários, tanto homens como mulheres, até quatro meses de licença quando têm filhos. As folgas podem ser tiradas imediatamente após o parto ou a qualquer momento durante o primeiro ano de vida do bebê.

É uma política muito generosa para os padrões americanos, mas que nem todos os empregados aproveitam por temerem que possa prejudicar suas expectativas profissionais.

"Os estudos mostram que quando pais que trabalham tiram tempo para estar com seus recém-nascidos, os resultados são melhores para as crianças e para as famílias", disse Zuckerberg.

"A cada dia as coisas se tornam um pouco mais reais para nós e estamos muito animados para começar esta nova etapa de nossas vidas", acrescentou o executivo-chefe do Facebook. Zuckerberg não anunciou quando sua filha deve nascer.

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Homem Digital I Microsoft vive “revolução cultural” 40 anos após fundação     (20/11/15)

Empresa costumava medir o desempenho de seus funcionários em função de seus companheiros; agora, os critérios giram em torno da capacidade de trabalho em conjunto

Por Agências

Agora a ideia é de “uma só Microsoft”, na qual pessoas e departamentos colaboram entre si

A Microsoft iniciou uma “revolução cultural” que promove a parceria entre suas equipes ao invés da competitividade, com o objetivo de se transformar em uma empresa mais ágil 40 anos após sua criação.

A mudança, promovida após a nomeação de Satya Nadella como CEO da Microsoft em fevereiro do ano passado, é onipresente na sede central da empresa em Redmond, nos arredores da cidade de Seattle (EUA), onde a companhia tem mais de 40 mil funcionários.

Se no passado imperava a cultura da competitividade entre departamentos, o medo do fracasso e a resistência em compartilhar informações, agora a ideia é de “uma só Microsoft” (One Microsoft), na qual pessoas e departamentos colaboram entre si e o fracasso é uma oportunidade de aprender.

“Satya conseguiu romper as barreiras em prol do resultado final”, explicou à Agência Efe Alberto Esplugas, engenheiro espanhol que trabalha na Microsoft desde 2003 e faz parte do grupo que monitora os produtos desenvolvidos pelas empresas concorrentes como Apple, Amazon e Google.

Esplugas lembrou que, antes da chegada de Satya, as diferentes divisões, como Office e Windows, operavam de forma independente e tinham sua própria cota de resultados, o que instigava a concorrência no lugar da colaboração.

Jesús Fernández, um advogado de Oviedo (Espanha) que também trabalha no campus da Microsoft em Redmond, garantiu que “Satya se deu conta de que os produtos não podiam continuar assim, com o Office e o Windows vendendo seus produtos separadamente”.

“Agora o Windows já vem com os produtos Office incorporados”, contou Fernández, que ressaltou também a mudança na forma com que a empresa avalia os empregados.

A Microsoft costumava medir o desempenho de seus funcionários em função de seus companheiros.

Agora, os critérios giram em torno da capacidade de trabalho em conjunto, os passos para ajudar os colegas a terem sucesso e o impacto do trabalho de cada indivíduo.

Kathleen Hogan, vice-presidente executiva de recursos humanos, ressaltou que na nova Microsoft impera uma “mentalidade de crescimento”, um termo adotado pela professora da Universidade de Stanford (EUA) Carol Dweck.

Em seu livro “Mindset” (“Mentalidade”), Dweck reflete a dicotomia entre a “mentalidade fixa” – daqueles que acumularam conhecimentos, são especialistas em uma área e não aceitam o fracasso – e a “mentalidade de crescimento”, que busca a aprendizagem contínua e que vê os eventuais fracassos como oportunidade para aprender e crescer.

“Estou muito contente por fazer parte desta mudança cultural”, afirmou Hogan, que incentiva os funcionários da Microsoft a trabalhar não só para seu próprio sucesso, mas também para o de seus companheiros.

“O sucesso dos outros não diminui ninguém”, disse a vice-presidente executiva.

Sob essa nova estratégia, a empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975 impulsionou internamente a cultura dos “hackathones”, competições nas quais se trabalha em equipe no desenvolvimento de protótipos de produtos e serviços durante um período curto e intenso, que termina com a apresentação dos protótipos e a escolha de ganhadores.

A empresa já realizou dois grandes “hackathones” corporativos de três dias cada um, nos quais participaram funcionários de todo o mundo. O último, em julho deste ano, contou com a participação de 12 mil trabalhadores.

Entre os que encabeçam a iniciativa está Ed Essey, engenheiro formado do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) que dirige o “The Garage”, um programa que visa agregar à Microsoft a agilidade, rapidez, espírito de parceria e predisposição para colocar “mãos à obra” que caracteriza as empresas emergentes do Vale do Silício.

“Estamos desenvolvendo os anticorpos necessários para lutar contra a estagnação”, disse à agência Efe Essey, que se sente orgulhoso de estar à frente de um movimento que agrupa pessoas que querem agir “ao invés de só se dedicar a dizer que estão agindo”.

/EFE

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Homem Digital I Google fará streaming de aplicativos em smartphones    (18/11/15)

de EXAME.com

O Google anunciou hoje o início dos testes de um programa que transmite aplicativos para smartphones, permitindo que seja possível usá-los sem precisar de nenhuma instalação.

Essa iniciativa vai funcionar da seguinte forma: quando você pesquisa algo na internet, como um hotel no site HotelTonight, e a empresa em questão tem um site mobile no qual não é possível completar a ação desejada – no caso, reservar um quarto –, o Google faz o streaming do aplicativo para que você possa realizar o que deseja sem precisar instalar um aplicativo a mais no seu celular Android.

De acordo com o TechCrunch, somente nove apps funcionam dessa maneira no momento (e só nos Estados Unidos): Hotel Tonight, Weather, Chimani, Gormey, My Horoscope, Visual Anatomy Free, Useful Knots, Daily Horoscope, e New York Subway. No total, o Google tem 100 bilhões de links de aplicativos que constam em seus resultados de buscas.

Para conseguir fazer o streaming, é preciso ter um smartphone com sistema Android Lollipop ou alguma edição mais recente e estar conectado a uma rede Wi-Fi. 

Segundo testes do The Verge, a velocidade de abertura de apps foi um pouco inferior à de um aplicativo realmente instalado no aparelho.

O Google pretende expandir essa iniciativa, mas não informou quando irá levá-la a outros países.

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Homem Digital I Google+ recebe redesign com foco em comunidades   (18/11/15)

Por: 

Depois de anos, o Google+ está ganhando uma interface nova. A rede social está mais rápida, mais adaptada a dispositivos móveis, e mais focada em dois recursos: Coleções e Comunidades.

As Coleções foram lançadas em maio: trata-se de uma forma de agrupar seus posts por assunto. Isso pode funcionar como o Pinterest, permitindo reunir fotos e vídeos sobre temas que interessem a você; ou pode ser apenas uma forma de organizar tudo o que você publica.

As Comunidades, por sua vez, existem desde 2012 e lembram mais o Facebook do que o Orkut. Os tópicos não são organizados como em um fórum: em vez disso, eles são exibidos um após o outro em um feed.

O Google diz que as Comunidades recebem, em média, 1,2 milhão de cliques no botão “Participar” todo dia. As Coleções estão crescendo ainda mais rápido. Por isso, o Google+ agora se concentra nesses dois recursos.

Além disso, a página da web agora tem design responsivo e consome menos dados, indo de 22.600 KB para um total de apenas 327 KB. (Os desenvolvedores explicam aqui como fizeram isso.) O vídeo abaixo demonstra a rede social carregando no 4G:

No entanto, alguns recursos foram removidos do Google+, como a integração ao Hangouts e a aba Eventos, e não sabemos se eles vão voltar. O diretor de produto Luke Wroblewski diz que “nós definitivamente não terminamos – chegamos até aqui porque ouvimos e aprendemos, e continuaremos fazendo isso”.

Você pode testar o novo Google+ indo em plus.google.com/apps/activities e clicando na barra de Pesquisa. É um macete para quem não quiser esperar até que o redesign chegue para todo mundo. Nos próximos dias, os apps para Android e iOS serão atualizados.

Google Plus e Gizmodo

Fazia mais de dois anos que o Google+ não recebia um redesign. Nesse meio tempo, alguns serviços associados à rede social – como o Hangouts e o Google Fotos – se tornaram independentes; e a empresa deixou de exigir que novos usuários fizessem um perfil por lá.

O YouTube não requer mais uma conta no Google+ para que você possa comentar ou enviar vídeos; e é possível editar seu perfil do Google sem estar inscrito na rede social.

Essa desagregação começou após Vic Gundotra, que capitaneava o Google+ desde seu lançamento em 2011, deixar a empresa no ano passado.

O executivo esteve em um período sabático até este mês: ele foi contratado pela AliveCor, empresa que faz um dispositivo de eletrocardiograma que se conecta a um app para iOS e Android. Gundotra anunciou a novidade, é claro, no Google+.

[Official Google Blog – Luke Wroblewski – TechCrunch]

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Homem Digital I Sem filas, Apple inicia venda do iPhone 6S no Brasil   (13/11/15)

Novas versões do smartphone da Apple chegam às lojas com preço a partir de R$ 4 mil

Por Claudia Tozetto

Fã da Apple, Marcos Tomazini comprou dois iPhones 6S nesta sexta-feira

A Apple iniciou nesta sexta-feira, 13, a venda dos novos modelos de iPhone no Brasil. Os modelos iPhone 6S e iPhone 6S Plus já estão à venda na loja online da Apple e em sites de comércio eletrônico desde a 0h de hoje; os smartphones também estão à venda nas duas unidades da Apple Store, em São Paulo e no Rio, e em revendas autorizadas da marca, além de algumas lojas de varejo.

Ao contrário de outros países, onde filas de fãs se formaram em frente às lojas da Apple, a presença de brasileiros foi tímida na entrada da Apple Store do Shopping Morumbi, em São Paulo. Menos de dez pessoas aguardaram a abertura da loja, às 10h da manhã, para comprar o novo aparelho.

O engenheiro eletricista Marcos Tomazini, 36 anos, foi o primeiro a comprar o iPhone 6S na loja da Apple em São Paulo. Usuário do iPhone desde 2011, ele troca de aparelho todo ano e se planeja para isso. “Eu vendo o meu modelo antigo e guardo parte do dinheiro para comprar o produto no final do ano”, disse Tomazini, em entrevista ao Estado.

O primeiro consumidor a entrar na loja foi recebido pela equipe da Apple, que segue um roteiro nas lojas da marca no início das vendas em todo o mundo. Os vendedores se abraçam e cumprimentam as primeiras pessoas que saem da loja com a nova versão do iPhone nas mãos.

Tomazini saiu da loja da Apple com dois iPhones 6S com 64 GB de memória, vendidos a R$ 4,3 mil. Ele conta que entrou mais tarde no trabalho para estar entre os primeiros a comprar o produto. “Eu sabia que não ia ter muita gente, por conta do preço alto e do momento econômico”, diz o engenheiro.

Pré-venda. A Apple não realizou pré-venda dos novos iPhones no Brasil em 2015, mas o aparelho está disponível para reserva em sites de comércio eletrônico desde a última sexta-feira. A versão mais básica do iPhone 6S, com 16 GB de memória, chegou ao Brasil com preço de R$ 4 mil – 25% mais alto que a versão atual, o iPhone 6. No caso do 6S Plus, a versão básica custa R$ 4,3 mil – 19,5% mais alto que a atual.

As novas versões do iPhone, lançadas no início de setembro, já estão disponíveis em 40 países, incluindo Estados Unidos, Espanha e México. A fabricante deve lançar os novos modelos em 130 países até o final do ano. De acordo com a Apple, os celulares bateram recorde de vendas, com mais de 13 milhões de aparelhos vendidos nos primeiros três dias após o lançamento.

Novos recursos. Além do 3D Touch, os novos iPhones oferecem câmeras de qualidade superior às versões anteriores. A câmera traseira fotografa com resolução de 12 MP, que agora também filma em resolução 4K. A câmera frontal agora é de 5 MP, ganhou recurso que faz a tela acender para simular o flash – uma saída para não encarecer ainda mais o aparelho.

O iPhone 6S mantém a tela de 4,7 polegadas da versão anterior, enquanto o 6S Plus ficou um apenas 0,2 polegada maior, com tela de 5,7 polegadas. Os dois produtos são equipados com sistema operacional iOS 9, a versão mais recente anunciada pela Apple.

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Homem Digital I Android Wear agora permite fazer e receber ligações direto do smartwatch   (12/11/15)

Por: 

O Android Wear vem recebendo diversas atualizações ao longo dos últimos meses, e agora permite fazer e receber ligações – desde que o relógio tenha um chip de celular.

É o caso do LG Watch Urbane Second Edition, que vimos em outubro. Ele não dependerá necessariamente do seu celular ou de Wi-Fi para receber notificações: o relógio usa redes 3G/4G quando não houver Wi-Fi por perto, ou quando seu smartphone estiver longe.

O Google explica que, com a rede celular, “você poderá usar o seu relógio para enviar e receber mensagens, acompanhar sua atividade física, obter respostas do Google e rodar seus apps favoritos. E sim, você poderá fazer e receber chamadas a partir do seu relógio”.

LG Watch Urbane 2nd Edition LTE – com tela circular 480×480, corpo de metal e processador Snapdragon 400 – será lançado este mês na Coreia do Sul e EUA, onde ele custa US$ 300.

LG Watch Urbane 2 handson (2)

Smartwatches que fazem ligações com um chip próprio não são novidade: a Samsung tem o Gear S e Gear S2, que rodam Tizen; e a própria LG tem o Watch Urbane LTE, que roda webOS. Mas o Android Wear vem absorvendo recursos desses sistemas alternativos, reduzindo a necessidade de usá-los.

Este ano, o Android Wear ganhou suporte a Wi-Fi (algo presente no Apple Watch); passou afuncionar com o iPhone; e permite encontrar seu smartphone Android perdido (algo presente nos relógios Galaxy Gear).

Há também alguns recursos únicos: alterne entre os cards girando o pulso para trás e para frente; faça desenhos que se transformam em emoji; e use um tradutor de voz que reconhece idiomas automaticamente.

[Android Official Blog via PC World]

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Homem Digital I iEm entrevista, Tim Cook ignora o Mac e questiona: “Por que alguém ainda compraria um PC?”   (11/11/15)

Eduardo Marques

Por conta do lançamento do iPad Pro, Tim Cook deu um pulo no Reino Unido.

Lá, foi entrevistado pelo The Telegraph e falou de tudo um pouco: privacidade (a Apple continua comprometida em proteger a comunicação de clientes, criptografando mensagens de ponta a ponta e não deixando backdoorsem seus serviços online), interesse no mercado de saúde (Cook deu a entender que a Apple poderia lançar algum tipo de acessório para o Apple Watch focado no mercado de saúde, mas que o relógio não pois para a Maçã não é interessante ter o produto regulado pela Food and Drug Administration, já que isso atrapalharia a inovação dele) e outras coisas.

Tim Cook clicado com funcionários da Apple Store em Covent Garden, Londres  Photo: Jane Mingay/The Telegraph

Obviamente, o iPad Pro não poderia ficar de fora do papo, e Cook foi bem incisivo ao falar dele.

Eu acho que se você está procurando um PC, por que você iria comprar um? Sério, por que você compraria um?

Sim, o iPad Pro substitui um notebook ou um desktop para muitas, muitas pessoas. Eles vão começar a usar e concluir que não precisam de mais nada, a não ser dos seus telefones.

Sim, o CEO da Apple afirmou categoricamente que, para “muitas, muitas pessoas”, o iPad Pro substituirá um computador. Essa discussão é velha, o próprio Steve Jobs já havia comparado PCs a caminhões, dizendo que veremos cada vez menos por aí — ainda que eles sejam úteis para muita gente.

De fato, para muitos um simples tablet já é suficiente para substituir um PC, afinal o que muita gente faz num computador é navegar pela internet, ler emails, visualizar fotos, usar um app aqui outro ali e ponto final. Para muitos outros, porém (e eu me incluo nessa), o computador continua sendo uma ferramenta de trabalho indispensável e — ao menos por enquanto — insubstituível.

Como disse, não é o iPad Pro que vai roubar mercado de PCs. Tablets como um todo já fazem isso há algum tempo. Para o cenário que descrevi acima, não importa se estamos falando de um iPad mini, Air ou Pro: todos eles são suficientemente bons para ler emails, navegar e outras coisas mais. O grande diferencial do iPad Pro — além da tela gigante — é o seu poder de processamento, o novo sistema estéreo de áudio e os acessórios (lápis e teclado). De resto, estamos falando de um iPad com as mesmas limitações.

Imagine uma pessoa que utiliza hoje um notebook/desktop intensamente ao longo do dia. Dá para ela substituir a máquina por um iPad Pro? Claro que dá, mas será necessário comprometer muita coisa. A começar pelos benefícios do OS X de realmente rodar dois ou mais aplicativos de uma vez só (no iPad Pro você pode colocar, no máximo, dois apps simultaneamente na tela).

Outro ponto negativo é que, ao utilizar o Smart Keyboard, há apenas um ângulo de visão para o iPad. Além disso, a ideia de usar o iPad Pro assim nesta posição por um logo período vai contra todo o discurso da Apple de não colocar telas multitouch em Macs — ou você acha que vai utilizar o iPad Pro sem encostar o dedo na tela por um longo período?

Que o futuro caminha para algo com menos computadores e mais dispositivos pós-PC ninguém tem dúvidas, mas essa vontade de querer matar o PC logo eu não entendo. Aliás, a própria Apple deveria reconhecer o papel do Mac: enquanto as vendas de iPads vêm caindo nos últimos trimestres, as de computadores simplesmente bateram recorde!

Para completar, ao falar com estudantes do Trinity College, Cook “desdenhou” do Surface Book ao afirmar que o híbrido da Microsoft se esforça para fazer muita coisa, mas acaba não exercendo bem nem a tarefa de ser um notebook, nem de ser um tablet.

O tempo dirá, mas me parece que a Microsoft tem mais mais chances de acertar com o Surface Book do que a Apple com o iPad Pro (ao menos na tarefa de substituir PCs).

Outro ponto abordado por Cook na entrevista foi a nova Apple TV.

O CEO da Apple revelou que, além de ter vendido bastante nos primeiros dias, a empresa está supresa com a quantidade de apps sendo desenvolvidos para a set-top box. Mas o que mais me chamou a atenção foi o comentário dele sobre a possibilidade de a Apple lançar um serviço de streaming de vídeos. Ao ser questionado sobre o assunto, Cook disse:

Vamos ver. A questão chave para nós é: podemos fazer algo melhor, que atua como um catalisador? Se concluirmos que sim, então nós o faremos. Mas eu não iria fazer algo só para dizer que fizemos.

Não deixa de ser uma resposta padrão; por outro lado, não é nada difícil imaginar um serviço “catalisador” assim sendo lançado pela Apple. Faz todo sentido e seria uma ótima adição à Apple TV. [MacMagazine]

[via The Verge12]

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Homem Digital I iPad Pro chegará ao País com preço de até R$ 9,7 mil    (11/11/15)

Nova versão do tablet da Apple tem tela de 12,9 polegadas e processador mais rápido

Por Claudia Tozetto

O iPad Pro, novo tablet da Apple com tela de 12,9 polegadas, vai chegar ao Brasil com preço de até R$ 9,7 mil. A Apple divulgou o preço em sua loja virtual nesta quarta-feira, embora o produto ainda não esteja disponível para venda. O preço corresponde à versão de 128 GB de memória e com conexão Wi-Fi e 3G/4G. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Apple afirmou que ainda não há data para o início da venda do produto no Brasil.

A Apple também exibe no site os preços para outras versões do iPad Pro. A versão com 32 GB de armazenamento interno e conexão apenas por meio de redes Wi-Fi custa R$ 7,3 mil. A intermediária, com conexão Wi-Fi e 128 GB de memória custa R$ 8,6 mil. Além do tablet, o usuário recebe apenas o carregador. Capas e teclados devem ser comprados à parte.

A pré-venda do iPad Pro começa nesta quarta-feira, 11, em mais de 40 países, entre eles Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Japão. O Brasil não estava na lista divulgada pela Apple dos primeiros países a receber o produto.

No exterior, o tem preço inicial de US$ 799 na versão com 32 GB de armazenamento interno, mas poderá passar de US$ 1.000 se o consumidor quiser adquirir um teclado e a caneta Apple Pencil.

A companhia revelou o iPad Pro em 9 de setembro para disputar o mercado com o tablet da rival Microsoft, o Surface Pro 3, de 12 polegadas. O público-alvo do novo iPad são, em especial, os clientes corporativos.

A empresa de pesquisa Forrester projeta que as vendas para negócios vão representar 20% do mercado total de tablets até 2018, comparado a 14% atualmente, conforme o mercado cresce de 218 milhões de unidades para 250 milhões de unidades.

O iPad Air 2, a versão mais recente lançada no Brasil, pode ser encontrado no mercado brasileiro por, no mínimo, R$ 3,3 mil. O mais caro, que vem com 128 GB, pode ser encontrado por R$ 4 mil.

Recursos. O iPad Pro tem a maior tela entre aparelhos que rodam o sistema operacional iOS – as últimas versões, como o iPad Air 2, tem display de 9,7 polegadas. Ele vem com processador A9X de 64 bits, 4 GB de memória ram e sistema operacional iOS 9. Outra novidade é a Apple Pencil, usada para desenhar e escrever sobre a tela, como fazem as canetas Stylus em tablets da Samsung e da LG.

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Homem Digital I iPad Pro começará a ser vendido online nesta quarta-feira, mas ainda não no Brasil     (09/11/15)

Rafael Fischmann

E o rumor estava mesmo certo: a Apple anunciou hoje que começará a vender o iPad Pro online nesta quarta-feira (11/11), com o produto chegando às suas lojas até o fim da semana.

Embora já tenha sido homologado pela Anatel (Wi-Fi, Wi-Fi + Cellular), o iPad Pro não chegará ao Brasil na primeira leva — que é enorme, incluindo mais de 40 países: Alemanha, Anguilla, Antígua e Barbuda, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Gibraltar, Groenlândia, Guatemala, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilha de Man, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Americanas, Irlanda, Itália, Japão, Liechtenstein, Luxemburgo, Malásia, México, Mônaco, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido, República Checa, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia, Trindade e Tobago, Turquia e Uruguai.

“As respostas iniciais ao iPad Pro de desenvolvedores de apps e dos nossos clientes tem sido incrível, e estamos empolgados em levar o iPad Pro às mãos de consumidores pelo mundo nesta semana”, afirmou Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple. “O iPad Pro é o iPad mais poderoso que já criamos, dando a usuários a habilidade de serem ainda mais criativos e produtivos com a épica tela Retina de 12,9 polegadas, o poderoso chip A9X de 64 bits, o revolucionário Apple Pencil e o novo Smart Keyboard. Mal podemos esperar para ver o que eles farão com o iPad Pro.”

Nos EUA, o iPad Pro custará de US$800 (Wi-Fi de 32GB) a US$1.080 (Wi-Fi + Cellular de 128GB) e estará disponível nas cores prata, dourada e cinza espacial. Junto ao tablet em si, a Apple também iniciará a venda dos seus dois novos acessórios — o Apple Pencil (US$100) e o Smart Keyboard (US$170) —, além de Smart Covers (US$60) e cases de silicone (US$80)

Aproveitando a chegada iminente do iPad Pro ao mercado, a Adobe publicou um vídeo demonstrando alguns dos seus apps em uso nele:

No próprio press release publicado pela Apple de manhã há uma citação de Scott Belsky, vice-presidente de produtos na Adobe:

O iPad Pro possibilita novas formas de criatividade móvel que ajudarão a transformar como criativos trabalham. Com a tela maior e a performance super-rápida do iPad Pro, criativos poderão explorar totalmente os apps mobile da família Creative Cloud da Adobe. Por exemplo, a habilidade de manipular uma imagem de 50 megapixels diretamente no iPad Pro com o Photoshop Fix e então enviá-la para o Photoshop CC num desktop, para mais refinamento, é o tipo de colaboração de avanço na indústria com a qual milhões de clientes da Adobe e da Apple poderão se beneficiar.

Em uma nota relacionada, Tim Cook esteve hoje na Touchpress — em Londres (Reino Unido) — para ver como a empresa está criando música clássica usando o iPad Pro:

Sam Aspinall, CEO da Touchpress, falou um pouco sobre a visita no blog da empresa. O The Independent também publicou um artigo cobrindo o trabalho dela.

O CEO da Apple comentou que o Apple Pencil é muito mais do que uma simples stylus, com um design fino/elegante e latência baixíssima. “Não estamos tentando substituir o toque dos dedos, estamos os complementando com o Pencil.” [MacMagazine]

[via 9to5Mac12]

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Homem Digital I Nubank e MasterCard podem viabilizar Android Pay no Brasil      (31/10/15)

Há algum tempo o Nubank vem mostrando que é capaz de competir contra os grandes bancos ao colocar todas as suas apostas em sua velocidade como uma startup de tecnologia.

E ao priorizar esta qualidade como característica, a inovação tende a ser mais rápida e, consequentemente, passa a ganhar a atenção daqueles que procuram por novidades.

Contando com esta vantagem, o Nubank, emissor da MasterCard, será o primeiro parceiro a implementar o MDES, uma solução capaz de prover carteiras digitais, como o Android Pay, Samsung Pay e Apple Pay.

MasterCard Digital Enablement Service utiliza a “tokenização” para garantir a segurança das transações e permite que qualquer aparelho conectado à internet seja apto a realizar e receber pagamentos.

“Esse tipo de criptografia fomenta a inovação na indústria de pagamentos, protege o cartão e, consequentemente o consumidor, mitigando golpes e fraudes. Há ganhos em todas as partes”, diz Valério Murta, Vice-presidente de Produtos para a MasterCard Brasil. googlediscovery

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Homem Digital I Como a Microsoft manteve secreto o recurso mais bacana do Surface Book   (27/10/15)

Por: 

O Surface Book é o primeiro laptop feito pela Microsoft, e foi uma grande surpresa ao ser anunciado por Panos Panay, vice-presidente responsável pelos dispositivos da empresa. O laptop é lindo, poderoso, e sua tela se destaca da base – ninguém esperava por isso, exatamente como a Microsoft queria.

O recurso mais interessante do Surface Book foi também o seu segredo mais bem guardado. Como a Wired explica em uma reportagem sobre os bastidores de seu desenvolvimento, os engenheiros da Microsoft que trabalharam no projeto estavam sob ordens estritas para manter o truque da tela envolto em mistério. Como eles fizeram isso? Foi relativamente simples.

“Não importa qual demonstração eu faça”, disse Panay à sua equipe, “não importa em qual reunião de varejo eu esteja, ninguém pode vê-lo com a tela destacada.” Eles desativaram a função, e até mesmo retiraram o botão no teclado que permite fazer isso. Ninguém, fora os funcionários da Microsoft e alguns membros privilegiados da família, viu que a tela do Surface Book poderia se destacar até cerca de um mês antes do lançamento.

Eles não contaram para ninguém sobre isso. Ninguém! Afinal, é difícil manter um segredo na era da internet. Os boatos antes do evento diziam que havia um novo dispositivo, mas imaginavamque seria um Xbox One Mini.

Microsoft Surface Book - hands-on (8)

O Surface Book esteve em desenvolvimento por dois anos e meio. Um de seus principais componentes é a dobradiça que permite à tela se destacar. Eis mais detalhes sobre ela:

A equipe do Surface se apaixonou com o “fio muscular”, uma liga que pode mudar de forma em resposta à força ou à energia elétrica. [A designer industrial Kait] Shoeck mostra um protótipo desajeitado de magnésio, que realmente não faz nada além de se separar e se prender novamente.

Ela aperta um botão em uma parte cortada na tela rachada do Book, e as fileiras de fio muscular se retraem. Este é o cerne do mecanismo de liberação, e é extremamente elegante. Mesmo agora, Shoeck e Panay ficam felizes vendo-o acontecer. “Foi meio que um momento mágico quando vimos isso funcionar”, diz Shoeck.

Panay diz que o Surface Book está se saindo bem na pré-venda: “estamos vendendo laptops mais rápido do que podemos fabricá-los”.

A reportagem também menciona o Surface Mini, tablet menor com Windows RT que a Microsoft desistiu de lançar no ano passado. Panos adorava o Mini: “era como um Moleskine, era incrível”.

Confira a reportagem completa aqui: [Wired]

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Homem Digital I Apple TV entra em pré-venda no Brasil custando a partir de R$ 1.349    (26/10/15)

Por: 

Depois de muitos anos, a Apple TV recebeu uma atualização: a nova caixinha ganhou um sistema operacional focado em apps e jogos, tem recursos inteligentes de voz e conta com um novo controle remoto sensível ao toque. E, no Brasil, ela custa uma fortuna.

A Apple TV entrou em pré-venda hoje em vários países. O modelo básico tem 32 GB de armazenamento e custa salgados R$ 1.349; nos EUA, ela sai por US$ 149.

Há também um modelo de 64 GB que é ainda mais caro: são R$ 1.749, contra US$ 199 nos EUA. Em ambos os casos, a Apple cobra mais que o dobro no Brasil.

O novo controle remoto ainda não é vendido separadamente no Brasil, mas o Remote Loop – uma cordinha que se prende ao controle no conector Lightning – sai por R$ 109. Nos EUA, o acessório custa US$ 13.

Até mesmo a Apple TV antiga, de terceira geração, ficou mais cara. O preço saltou este mês para R$ 599, aumento de 50%.

Apple TV 2015 (2)

A nova Apple TV possui processador A8 e roda o sistema tvOS. Ele permite usar apps com mais recursos, dá acesso a serviços como HBO, Netflix, iTunes e Apple Music, e também tem suporte a jogos – como um novo Guitar Hero e um Crossy Road multiplayer. Ela só não tem suporte a conteúdo 4K.

Você controla a interface através de um controle remoto sensível ao toque e com microfone. Assim, você pode fazer pedidos à Siri, como “me mostre programas de TV engraçados”, “pule cinco minutos”, ou “qual é a previsão do tempo”. O controle também tem acelerômetro e giroscópio para detectar movimentos, e pode ser usado para jogar como se fosse um controle do Wii U.

[Apple via MacMagazine]

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Homem Digital I Omid Kordestani, novo presidente do Conselho diz que é ‘intimidante’ postar no Twitter    (23/10/15)

Omid Kordestani quer tornar a ferramenta mais fácil para novatos; executivo é ex-chefe de negócios do Google

Por Agências

O novo presidente do conselho de administração do Twitter, Omid Kordestani, afirmou na quinta-feira, 22, que é “intimidante” enviar mensagens na rede social e que parte de sua missão será tornar a ferramenta mais fácil de usar.

“Sim, me pareceu que às vezes é intimidante e difícil de usar (o Twitter)”, afirmou Kordestani em entrevista publicada hoje pelo The Wall Street Journal, a primeira concedida desde que ele foi nomeado para o cargo na última semana.

“Esse é exatamente o problema que a companhia, Jack (Dorsey, CEO do Twitter) e eu estamos tentando resolver. Há muitos usuários que entram em contato com o serviço, mas talvez eles não achem que seja tão simples como deveria e não entendem como podem se expressar. Isso é uma grande oportunidade”, afirmou.

Ex-chefe de negócios do Google, Kordestani disse que tinha usado o Twitter, sobretudo, para buscar informações sobre partidas esportivas, alertas sobre terremotos e notícias, como por exemplo, sobre as negociações nucleares com o Irã.

Seu tweet sobre a nomeação para o conselho de administração da companhia foi apenas o nono publicado por ele desde que abriu sua conta na rede social em 2010.

Além disso, Kordestani disse não estar preocupado com o fato de Dorsey também ocupar o cargo de executivo-chefe da empresa de pagamentos eletrônicos Square. Kordestani participou na manhã da última segunda-feira da reunião semanal entre Dorsey e sua equipe, algo que, afirmou, pretende fazer o máximo de vezes possível.

“Em razão do que vi nesta manhã, não tenho preocupações. Dorsey estava muito concentrado, muito organizado”, afirmou o presidente-executivo do Twitter. A agenda do encontro estava cheia de detalhes concretos e praticamente não foram feitas pausas durante a reunião, que se prolongou por várias horas.

A nomeação de Kordestani foi divulgada um dia depois de o Twitter anunciar um corte de 8% de seus funcionários em nível mundial, como parte de um plano de reestruturação. O Twitter, que nasceu há nove anos, conta atualmente com 4.100 empregados em todo mundo. Os cortes afetam 336 trabalhadores.

Com cerca de 300 milhões de usuários mensalmente ativos, o Twitter teve prejuízo US$ 299 milhões nos primeiros seis meses do ano.

/EFE

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Homem Digital I Proteste processa Apple e Samsung por memória de smartphones e tablets    (21/10/15)

Associação de consumidores alega que fabricantes anunciam dispositivos móveis com armazenamento maior do que o realmente oferecido

Claudia Tozetto

iPad Air 2 está entre os produtos avaliados pela Proteste

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) entrou nesta terça-feira com duas ações civis públicas na Justiça contra as fabricantes Apple e Samsung. Os processos acusam as empresas de fazer propaganda enganosa ao anunciar smartphones e tablets com memória interna maior do que a efetivamente disponível para o consumidor guardar fotos, vídeos e outros conteúdos. A diferença se explica pelo espaço ocupado pelo sistema operacional e eventuais aplicativos instalados ainda na fábrica.

Na prática, ao comprar um novo dispositivo móvel, é preciso considerar diversos aspectos técnicos, como tela, processador e memória interna. No caso deste último item, as fabricantes dividem os modelos em opções com 16 GB, 32 GB, 64 GB e, algumas vezes, até 128 GB. “A capacidade de memória é informada de forma ostensiva, mas os produtos acabam não oferecendo o espaço prometido ao consumidor”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

As duas ações, que foram protocoladas no Foro Central Cível de São Paulo, se baseiam nos artigos 30 e 31 do Código de Defesa do Consumidor. Eles abordam a precisão das informações usadas por empresas ao anunciar ou apresentar produtos ou serviços. “Toda publicidade veicula informação e elas precisam ser claras, verdadeiras e não podem usar termos vagos ou ambíguos”, explica Maria Inês.

No processo, a Proteste pede à Justiça uma liminar que obrigue a Apple e a Samsung a cessar as ofertas de produtos com a informação sobre a memória interna total. Caso o pedido seja aceito, as fabricantes terão que substituir as especificações dos produtos em todos os canais de divulgação – incluindo embalagem e manual de instruções – pela memória interna disponível ao consumidor.

Além da liminar, o processo pede que as duas empresas paguem uma indenização correspondente ao valor da quantidade de memória livre não entregue, a título de perdas e danos, calculada com base no preço do produto e de cada GB de memória. No caso da Samsung, o valor é superior a R$ 197 milhões; para a Apple, a indenização superaria R$ 21 milhões. Se houver condenação, os valores serão revertidos para um fundo criado pela Lei da Ação Civil Pública.

Segundo a Proteste, os valores são diferentes, pois consideram a quantidade de aparelhos vendidos pelas duas empresas desde janeiro de 2015, quando o levantamento foi iniciado. No total, a Proteste considerou seis produtos da Apple, entre eles o iPad Mini 3 e o iPhone 6, em versões com quantidades diferentes de memória interna. No caso da Samsung, a associação analisou 12 aparelhos, entre eles o Galaxy S6 Edge, recém-chegado ao País. Confira a lista completa de produtos das fabricantes abaixo.

As duas fabricantes processadas pela Proteste foram procuradas pelo Estado. A Apple informou que a diferença na memória é informada em seu site. Ao escolher a quantidade de memória do dispositivo, é possível ler, em letras miúdas, um aviso: “A capacidade real após a formatação é menor”. A Samsung não se posicionou sobre as acusações da Proteste até a publicação desta reportagem.

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Homem Digital I Twitter busca novos caminhos para crescer    (19/10/15)

Dois anos após abertura de capital, empresa não conseguiu avançar no ritmo esperado pelos investidores; volta do cofundador Jack Dorsey ao comando, lançamento de ferramentas e corte global de 8% dos funcionários abrem nova fase da rede social

Por Bruno Capelas

Desde sua oferta inicial de ações (IPO) na Bolsa de Nova York, Twitter enfrenta pressão de acionistas e desafio de aumentar número de usuários

“Nosso trabalho será fazer do Twitter uma plataforma mais simples para qualquer um no mundo, e dar ao serviço mais utilidade para quem ama usá-lo diariamente.” A frase de Jack Dorsey ao assumir pela segunda vez o posto de CEO do Twitter, no início deste mês, mostra a encruzilhada na qual a rede social se encontra. Apesar de sua relevância social e cultural, o Twitter precisa encontrar um novo caminho após ter crescido menos que o esperado nos últimos anos. Fundada em março de 2006, a plataforma enfrenta dificuldades para atrair novos usuários e gerar lucro para os acionistas.

Assim que chegou, Dorsey anunciou duas mudanças significativas. Além do lançamento do novo recurso Moments, ele cortou mais de 300 funcionários do Twitter em todo o mundo, cerca de 8% do total. “Foi uma decisão difícil, mas necessária para que o Twitter possa ir em frente com foco e crescimento”, disse o novo CEO por meio do microblog, em um recado claro para Wall Street.

Conquistar a confiança dos acionistas é uma das principais preocupações de Dorsey. Quando o Twitter fez sua oferta inicial de ações (IPO), em novembro de 2013, os investidores a viam com otimismo: as ações, inicialmente negociadas a US$ 26, chegaram a ser vendidas por US$ 45 no dia de estreia na Bolsa de Valores de Nova York.

Dois anos depois, no entanto, o grupo ainda não se provou capaz de gerar lucros: nos dois primeiros trimestres de 2015, o prejuízo soma US$ 299 milhões, de acordo com informações divulgadas dos balanços da empresa.

Para analistas, por ser uma empresa baseada em audiência, o Twitter precisa se afinar com o mercado publicitário. “O Twitter demorou muito para se abrir para anúncios com a desculpa de não querer agredir a experiência do usuário”, afirma o consultor de mídias sociais Edney Souza, o ‘Interney’. Ele lembra que a empresa só abriu suas portas para anúncios personalizados no final de 2013.

De acordo com a consultoria eMarketer, Google e Facebook vão concentrar 38,2% das verbas de publicidade digital gasta nos Estados Unidos em 2015, ou cerca de US$ 10,34 bilhões; já o Twitter terá apenas 5%. “Google e Facebook têm a maior fatia do mercado porque concentram mais audiência”, explica o analista de mídias sociais Alexandre Inagaki.

A empresa tem brincado de esconde-esconde com o mercado: ao mesmo tempo em que criou o Twitter Analytics, que permite a qualquer usuário verificar as impressões e alcance de cada postagem, o Twitter parou de divulgar seus números de audiência nos balanços.

O último dado foi divulgado no quarto trimestre de 2014, quando o microblog registrou 182 bilhões de visualizações de linhas do tempo, alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento de audiência é pequeno se comparado com o quarto trimestre de 2013, quando houve alta de 76% nas visualizações frente a igual período de 2012.

Popularidade. A popularidade do Twitter não esta em baixa só entre os investidores. Com exceção de quem já era fã, está mais difícil atrair novos usuários. Enquanto rivais, como Facebook e Instagram, crescem a taxas mais altas, o Twitter passou a avançar mais lentamente. No primeiro balanço após a abertura de capital, o número de usuários cresceu 30% em relação ao quarto trimestre de 2012. A taxa de crescimento caiu pela metade segundo os balanços já divulgados pela companhia em 2015, ficando em torno de 15%.

“O Vale do Silício nos ensinou que quem não cresce morre lentamente. É um sinal de que existem problemas de produto ou de visão”, afirma Pedro Waengertner, CEO da aceleradora de startups AceleraTech e professor de marketing digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O fato de o Twitter não ser tão intuitivo para os usuários como outras redes sociais é um dos entraves. “Quem começa a usar a internet entra no Facebook porque a família e os amigos já estão lá. Quem entra no Twitter tem dificuldade de achar sentido na plataforma se não souber fazer sua própria curadoria”, diz Inagaki.

Este fator limita o uso da rede social a um nicho específico, segundo José Calazans, analista da consultoria Nielsen/Ibope. “Quem está no Twitter é mais informado, ligado às áreas de marketing, comunicação e tecnologia, jovem e urbano.”

Para atrair uma nova audiência, o desafio do Twitter é receber melhor os novatos. O primeiro passo nessa direção é o Moments, uma ferramenta que permite acompanhar os assuntos mais quentes, sem precisar seguir ninguém. Com curadoria feita por pessoas, o recurso já funciona nos EUA e deve chegar ao Brasil em breve, mas não há data de lançamento. “Ele vai encurtar o caminho do usuário que não sabe quem deve seguir. A plataforma deve ficar mais fácil de usar”, diz Interney.

A volta de Dorsey deve trazer outras novidades para o serviço de microblog. “Ele tem uma associação muito direta com design de produto e trazê-lo de volta é um grande símbolo para mostrar que haverá mudanças”, acredita Waengertner, da AceleraTech.</IP> Embora há quem acredite que a rede social precise se tornar um rival à altura do Facebook, a expectativa é de que Dorsey possa melhorar o Twitter, sem mudar sua essência. Para Dan Olds, consultor da Gabriel Consulting, esse pode ser o melhor caminho. “O Twitter não precisa ser como o Facebook, ele só precisa ser melhor como Twitter.”

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Homem Digital I Ninguém faz muita questão de ficar no apartamento em que Zuckerberg criou o Facebook    (18/10/15)

Por: 

Ninguém faz questão de ficar no quarto em que morava Mark Zuckerberg quando ele criou o Facebook: é um lugar pequeno, apertado e que ainda por cima recebe de vez em quando a visita de estranhos curiosos em conhecer o berço da maior rede social do mundo.

Como escreveu Dugan Arnett em uma reportagem para o Boston Globe, na Kirkland House, um dos prédios com os dormitórios dos alunos da Universidade de Harvard, nos EUA, dentro do apartamento H33, um jovem estudante criou aquilo que se tornaria uma potente rede social com planos de se tornar a internet. Isso foi em 2004: onze anos depois, quase ninguém sabe que esse importante capítulo da história da internet começou a ser escrito lá.

E também não há nada por lá dizendo isso. “Não há nenhum sinal em frente, nenhuma placa na porta, nenhuma indicação de que esse é o dormitório que deu origem a um fenômeno cultural”.

A desinformação vale até para seus moradores. O atual trio de estudantes que mora lá só ficou sabendo que estava em um quarto histórico depois de se mudar para lá. As estudantes preferiam não ficar naquele quarto: é um lugar pequeno e apertado e que não se parece em nada com o apartamento mostrado no filme A Rede Social.

“Com cerca de 46 metros quadrados, as paredes são pintadas com um branco industrial monótono. Um dos quartos tem, inexplicavelmente, cinco portas diferentes. Não tem ar condicionado e nem TV a cabo. Durante os meses mais quentes, os moradores andam com um ventilador elétrico de um lado para o outro. Ao ver o quarto pela primeira vez, um parente de um antigo ocupante o comparou com uma “prisão”.

No ano passado, quando o Facebook completou dez anos, os moradores do apartamento foram surpreendidos por estranhos que estavam na porta com bolo e cerveja. Eles queriam comemorar o aniversário da rede social no lugar em que tudo começou. “Não fazemos ideia de como eles entraram”, disse um dos então moradores.

As estudantes de Harvard Melody Gomez, Osaremen Okolo e Andrea Delgado. 

Morar em um lugar apertado demais, quente e que ainda por cima pode receber a visita de estranhos com alguma frequência não é lá muito animador, então dá para entender porque o tal apartamento não entra nas prioridades dos novos alunos de Harvard, que provavelmente buscam um bom ambiente para estudar.

Ainda assim, é engraçado pensar esse lugar foi o berço de um dos nomes mais poderosos da internet em 2015 e, mesmo assim, a maioria das pessoas não faz ideia da história que esse lugar tem.

Você pode ler a reportagem completa no Boston Globe (em inglês) no link a seguir: [Boston Globe]

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Homem Digital I Confira os bastidores da criação dos novos iMacs com tela Retina, teclado, mouse e trackpad    (16/10/15)

Eduardo Marques

Sem dúvida a Apple é outra depois da morte de Steve Jobs. Isto, obviamente, não é necessariamente algo ruim. Jobs era muito bom em muitas coisas, mas sabemos que a Apple era uma empresa complicada em vários sentidos, principalmente na sua relação com a imprensa de forma geral.

Muitas dessas regras foram estabelecidas por Katie Cotton, ex-chefe de comunicações corporativas da Apple, que se aposentou em meados do ano passado. Com a sua saída, Steve Dowling assumiu o cargo e está se mostrando uma pessoa muito mais aberta nesse sentido.

O que temos visto por aí de empregados da Apple (sejam eles vice-presidentes, diretores ou até mesmo de cargos mais baixos) dando entrevistas não está no gibi. E com o lançamento do iMac de 21,5 polegadas com tela Retina 4Kdo Magic Keyboard, do Magic Mouse 2 e do Magic Trackpad, isso ficou ainda mais em evidência.

Ao entrevistar Kate Bergeron, John Ternus (ambos engenheiros líderes de projetos) e Brian Croll (vice-presidente de marketing de produtos Macintosh), o jornalista Steven Levy se tornou o primeiro a entrar no Input Design Lab da Apple (local onde ela faz todos os testes com teclados, mouses e trackpads). Conversando com os três — e com Phil Schiller (vice-presidente sênior de marketing mundial) –, Levy compartilhou alguns belos detalhes sobre a criação do iMac e dos periféricos.

Laboratório da Apple

Antes de entrar nos detalhes dos produtos em si, o laboratório merece destaque! São máquinas e mais máquinas que testam de tudo nesses periféricos.

Laboratório da Apple

Mas não para por aí, afinal quem usa os produtos são seres humanos, então nada mais lógico do que encher uma mão de sensores para entender exatamente o comportamento (fadiga muscular e da memória, acústica, precisão e outros testes) resultante em teclar por alguns minutos/horas em um determinado teclado — e isso eles também fazem por lá.

A Apple costuma fazer protótipos maiores que o tamanho normal do produto para verificar se os seus esquemas funcionam — lembram do piano do filme “Quero Ser Grande”, com Tom Hanks? Então, é bem por aí… :-P

Laboratório da Apple

Os testes envolvem ainda quarto acústico para desenvolver o som perfeito de um clique do Magic Mouse 2, de um toque na tecla do Magic Keyboard ou na superfície do Magic Trackpad 2. Há também máquinas que testam o comportamento dos periféricos em diversas superfícies e muito mais — vale a pena visitar o artigo de Levy, nem que seja só para ver as diversas imagens do laboratório.

Mas voltando aos produtos — que obviamente estão muito ligados ao laboratório em si —, apesar de não serem perfeitos (uma pena que, mesmo com todo esse aparato, a Apple ainda cria um mouse que não é capaz de ser utilizado em superfícies como vidro e um teclado que não conta com retroiluminação) é incrível ver a atenção que a Apple tem ao criar qualquer coisa, seja a galinha de ovos de ouro da empresa (iPhone) ou um “mero” teclado/mouse que acompanha os iMacs.

Lendo o artigo de Levy temos a real noção de quanto tempo a Apple investiu nesses acessórios, ainda que olhando tudo rapidamente vejamos a mesma coisa. Essa ideia é ainda maior com o Magic Mouse 2, que tem a sua estrutura externa praticamente idêntica à da primeira geração do mouse. Mas ao sabermos que a Apple investiu horas e mais horas redesenhando o pé do mouse pois não estava satisfeita com o barulho que ele fazia ao ser arrastado de um lado para o outro, ou que conseguiu colocar todas as teclas (que agora estão maiores) em um teclado menor (total da área) e mais fino.

Magic Keyboard, Magic Trackpad 2 e Magic Mouse 2

O próprio iMac, aliás, é um produto que muita empresa provavelmente não daria tanta atenção se estivesse no papel da Apple. Quando pensamos que iPhones representam mais do que 50% do faturamento da empresa e que computadores “estão se tornando cada vez mais parecidos com caminhões”, seria normal vê-lo ganhando menos e menos atenção. Mas não, o Mac ainda é algo muito importante para a Apple, independentemente da receita que ele gera.

Schiller não poderia ter sido mais feliz na explicação que deu a Levy. De acordo com ele, idealmente nós sempre utilizaremos o menor aparelho possível para fazer o máximo possível antes de optar pelo próximo produto (maior) da linha.

Eles [linha de produtos da Apple] são todos os computadores. Cada um desses computadores está oferecendo algo único e cada um é feito com um forma simples que é bastante eterna. O trabalho do relógio é fazer mais e mais coisas em seu pulso de modo que você não precise pegar o telefone com tanta frequência. O trabalho do telefone é fazer mais e mais coisas que talvez faça você não precisar do seu iPad, e ele deve sempre estar tentando, se esforçando para fazer isso. O trabalho do iPad é ser tão poderoso e capaz que você nunca precise de um notebook. Tipo, por que eu preciso de um notebook? Eu posso adicionar um teclado! Eu posso fazer todas essas coisas! O trabalho do notebook é fazer tudo ao ponto de você não precisar de um desktop, certo? Ele vem fazendo isso há uma década. E isso deixa o pobre desktop no fim da linha, qual é o trabalho dele?

Seu trabalho é desafiar o que nós pensamos que um computador pode fazer e fazer coisas que nenhum computador jamais fez antes, ser cada vez mais poderoso e capaz, de modo que precisamos de um desktop por conta das suas capacidades. Porque se tudo o que ele estiver fazendo é competir com o notebook e ser mais fino e mais leve, então ele não precisa existir.

Padrão de cores dos novos iMacs com tela Retina

E aí entra os diferenciais do iMac, começando, é claro, pela incrível tela Retina que agora suporta o padrão P3, o qual oferece 25% mais cores do que o sRGB. Para isso a Apple teve que inventar um novo padrão de codificação de LED que gera intensidades maiores de vermelhos e verdes e que, através de um filtro de cor, criariam toda essa nova gama de cores. Depois disso eles foram atrás de fornecedores capazes de implementar esse novo esquema. Uma alternativa foi a tecnologia chamada ponto quântico, mas a Apple acabou rejeitando tudo pois ela utilizava o elemento tóxico cádmio. Depois de um tempo, porém, eles finalmente conseguiram encontrar um caminho dentro do que eles queriam sem nenhuma desvantagem ambiental.

Até mesmo a Microsoft virou pauta nesse bate-papo, afinal, para cada “sim” a Apple precisa dizer muitos “nãos”, e uma dessas negativas é colocar uma tela multi-toque em computadores, algo que concorrentes (como a Microsoft) fazem. A — hoje — parceira da Apple (que inclusive participou da última apresentação da Maçã demonstrando a suíte Office no iPad Pro) lançou recentemente alguns produtos interessantes e que gerou duas reações em Schiller.

Apesar de não ter acompanhado o evento (ao menos foi o que ele disse), o chefão de marketing da Apple reforçou algo que já sabíamos: do ponto de vista ergonômico, a Apple tem estudos os quais comprovam que esse tipo de interação é totalmente desconfortável em um computador — diferentemente de produtos como iPhones e iPads, que foram criados desde o início com a ideia de interatividade com os dedos. “Esses dois mundos possuem propósitos diferentes, e isso é uma coisa boa — nós podemos otimizar tudo ao redor da melhor experiência para cada um deles e não tentar misturá-los em uma experiência mais comum”, disse Schiller.

Não poderia faltar uma leve alfinetada, não é mesmo? E com toda razão. Schiller aproveitou para comentar que a entrada da Microsoft no mercado de computadores (é a primeira vez que a empresa lança um notebook) apenas comprovou que a Apple estava certa em sua estratégia (de criar tanto o hardware quanto o software dos seus produtos) desde o início. “É incrível que um único evento tenha validado muita coisa que a Apple faz, nos colocando num patamar acima. E isso é lisonjeador.”

Se você curte essas histórias de bastidores, não deixe de ler os artigos de Levy. ;-)

[via Daring Fireball]

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Homem Digital I Apple aumenta em até 150% os preços de Macs, iMacs e produtos     (13/10/15)

Por Felipe Payão

Todo mundo sabe que comprar produtos da Apple no Brasil é uma tarefa que pode ser bem cara. Os iPhones, por exemplo, chegam acima da casa dos R$ 3 mil durante o lançamento. Ainda, a Apple aproveita a época de euforia dos iFãs e sempre faz um "pequeno" reajuste nos preços de vários produtos. O problema é que, dessa vez, parece que ela foi longe demais.

Se você estava de olho em um MacBook Pro de 13", provavelmente já sabia que ele custava oficialmente R$ 6.399. Porém, agora você vai precisar desembolsar R$ 10.499 para ter um desses. Sim, o produto sofreu um aumento de 64,1%.

Junto com os preços, também chegaram as novidades, como o iMac de 21,5" com tela Retina 4K e novos acessórios, que você vai conhecer melhor durante esta matéria — o percentual indica a quantidade de aumento. Apenas adiantando, este iMac em questão agora custa R$ 14.299. A compilação de preços foi feita pelo pessoal da MacMagazine, acompanhe abaixo.

Novos preços da Apple

  • 64,1%: MacBook Pro de 13″ de R$ 6.399,00 para R$ 10.499,00
  • 50,5%: MacBook Pro de 13″ Retina (med.) de R$ 9.499,00 para R$ 14.299,00
  • 50,0%: MacBook Air de 11″ (top) de R$ 6.999,00 para R$ 10.499,00
  • 49,4%: MacBook Air de 13″ (top) de R$ 7.699,00 para R$ 11.499,00
  • 47,8%: MacBook Pro de 13″ Retina (top) de R$ 11.499,00 para R$ 16.999,00
  • 47,6%: MacBook de 12″ (top) de R$ 10.499,00 para R$ 15.499,00
  • 47,1%: MacBook Pro de 13″ Retina (entry) de R$ 8.499,00 para R$ 12.499,00
  • 47,1%: MacBook de 12″ (entrada) de R$ 8.499,00 para R$ 12.499,00
  • 46,2%: MacBook Air de 13″ (entrada) de R$ 6.499,00 para R$ 9.499,00
  • 44,1%: MacBook Air de 11″ (entrada) de R$ 5.899,00 para R$ 8.499,00
  • 38,8%: Mac mini (intermediário) de R$ 4.899,00 para R$ 6.799,00
  • 38,6%: Mac Pro (entrada) de R$ 21.999,00 para R$ 30.499,00
  • 38,2%: MacBook Pro de 15″ Retina (top) de R$ 16.999,00 para R$ 23.499,00
  • 35,7%: MacBook Pro de 15″ Retina (entry) de R$ 13.999,00 para R$ 18.999,00
  • 33,3%: Mac mini (entrada) de R$ 3.599,00 para R$ 4.799,00
  • 32,1%: Mac Pro (top de linha) de R$ 27.999,00 para R$ 36.999,00
  • 35,0%: iMac de 27″ Retina 5K (top) de R$ 16.299,00 para R$ 21.999,00
  • 34,9%: iMac de 21,5″ (top de linha) de R$ 10.599,00 para R$ 14.299,00
  • 34,4%: iMac de 21,5″ (intermediário) de R$ 9.299,00 para R$ 12.499,00
  • 34,2%: iMac de 21,5″ (entrada) de R$ 7.899,00 para R$ 10.599,00
  • 27,5%: Mac mini (top de linha) de R$ 6.899,00 para R$ 8.799,00
  • 18,9%: iMac de 27″ Retina 5K (entrada) de R$ 14.299,00 para R$ 16.999,00
  • 16,6%: iMac de 27″ Retina 5K (med.) de R$ 16.299,00 para R$ 18.999,00

Acessórios

A Apple também trouxe para os brasileiros a nova linha de acessórios para Macs. Entre eles, estão o repaginado Magic Keyboard, o Magic Mouse 2 e o Magic Trackpad 2 — este último apresenta a nova tecnologia Force Touch, presente nos iPhones 6S.

Teclado e mouse também contam com uma novidade: ambos contam com baterias recarregáveis, ou seja, adeus pilhas descartáveis. Os três itens citados anteriormente se conectam aos notebooks e iMacs por meio do Bluetooth. Apesar de estarem marcados para estrear nos EUA nesta semana, eles ainda não têm data marcada para desembarcar ao Brasil.

O preço também assusta, infelizmente: o trackpad chega a custar R$ 1 mil, sofrendo um aumento de 150%. A Apple TV também está mais cara, sofrendo um aumento de mais de 50%. Veja a tabela de acessórios, com os preços, aqui embaixo.

  • 150,4%: Magic Trackpad de R$ 399,00 para R$ 999,00
  • 87,7%: Teclado sem fio de R$ 399,00 para R$ 749,00
  • 62,7%: Magic Mouse de R$ 399,00 para R$ 649,00
  • 50,5%: Adaptador UBC-C para USB de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,5%: Cabo HDMI de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,5%: Apple Remote de R$ 99,00 para R$ 149,00
  • 50,1%: Apple TV (terceira geração) de R$ 399,00 para R$ 599,00
  • 46,0%: AirPort Time Capsule de 2TB de R$ 1.849,00 para R$ 2.699,00
  • 45,3%: Thunderbolt Display de R$ 6.399,00 para R$ 9.299,00
  • 44,9%: AirPort Extreme de R$ 1.449,00 para R$ 2.099,00
  • 43,0%: Mouse com fio de R$ 279,00 para R$ 399,00
  • 43,0%: Teclado com fio de R$ 279,00 para R$ 399,00
  • 42,9%: AirPort Express de R$ 699,00 para R$ 999,00
  • 42,9%: AirPort Time Capsule de 3TB de R$ 2.499,00 para R$ 3.499,00
  • 39,6%: Adaptador UBC-C para AV digital ou VGA de R$ 429,00 para R$ 599,00 

Existe lado bom nessa história? Só se você acabou de comprar um destes produtos e vai vender mais caro do que pagou, por que sinceramente... Um mouse passar de 400 reais para mil não faz sentido nenhum!

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Homem Digital I Venda de Macs tem o pior desempenho em dois anos    (09/10/15)

De acordo com as consultorias Gartner e IDC, a Apple registrou uma diminuição na venda de computadores de mesa

Por Matheus Mans

O momento não é bom para a Apple no mercado de computadores de mesa. As vendas de Macs chegaram ao menor nível em dois anos, segundo informações divulgadas na última quinta-feira, 8, pelo Wall Street Journal e por duas consultorias internacionais.

De acordo com a consultoria IDC (International Data Corp.), a Apple vendeu 3,4% menos quando comparado ao terceiro trimestre de 2014. A Gartner, por outro lado, aponta que houve crescimento de 1,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Há, também, uma diferença no levantamento do número de unidades vendidas. Enquanto a IDC contabiliza 5,6 milhões de Macs entregues, a segunda aposta na venda de 5,3 milhões.

Qualquer um dos números, entretanto, não é positivo para a Apple. Como ressalta o Wall Street Journal, ambas as consultorias mostram que as vendas são as mais baixas dos últimos dois anos. Segundo as companhias, as vendas podem ter caído devido ao dólar mais forte, o que tornou os computadores mais caros fora os EUA.

Apesar das vendas desaceleradas, a Apple superou o mercado global de PCs, que viu despencar as vendas de computadores de mesa em 11% no último trimestre, segundo a IDC. 

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Homem Digital I [Hands-on] Microsoft Surface Book: rumo ao laptop perfeito     (07/10/15)

Por: 

A Microsoft provou como os laptops se tornaram chatos mostrando um laptop que nos deixou entusiasmados. Quando foi a última vez que você ficou realmente interessado em um notebook?

Nós fizemos um teste rápido no novo Surface Book, e posso dizer que você deve ficar animado – não apenas com o laptop da Microsoft, mas com o futuro dos laptops em geral.

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Para recapitular, o Surface Book é o primeiro laptop feito pela Microsoft. Ele possui uma tela de 13,5 polegadas com 6 milhões de pixels. Tem processador Intel Core da geração Skylake em um corpo de 726g, contando apenas a parte do tablet; e 1,5 – 1,6 kg incluindo a base com teclado e com o chip gráfico NVIDIA GeForce.

Ele é bem bonito, com um design premium de magnésio. O preço também é premium: o Surface Book começa em US$ 1.500, mas se você quiser gráficos potentes, prepare-se para pagar US$ 1.900 ou mais.

Microsoft Surface Book - hands-on (2)

O Surface Book é todo sobre o hardware. A Microsoft se esforçou bastante em tornar este computador com teclado tão flexível quanto o Surface, e ao mesmo tempo robusto e poderoso da forma que um laptop deveria ser.

O teclado dá uma sensação fantástica. Não se trata de uma capa com teclado para tablet: este é um teclado chiclet real, bem agradável e robusto ao se digitar. Queria estar usando esse teclado agora mesmo.

Há ainda um mecanismo de articulação: você pode retirar a tela, girá-la e fechar o Surface Book para usá-lo como um tablet, por exemplo.

Microsoft Surface Book - hands-on (8)

Para fazer isso, há um pequeno botão acima da tecla Backspace: mantenha-o pressionado por dois segundos, e você verá uma pequena notificação surgir no canto inferior direito da tela, avisando que ela está pronta para ser solta. Quando for a hora de recolocar a tela no teclado, basta manter as peças de conexão próximas, e ímãs poderosos puxarão as duas peças.

Microsoft Surface Book - hands-on (3)

O bloqueio e desbloqueio aqui é muito bom. Minha única observação é que separar a tela para girá-la não é algo tão prático: é um pouco desajeitado, já que tudo pesa 1,5 kg, o laptop não é tão fino, e o peso não está tão bem distribuído quanto em outros computadores.

A dobradiça do Surface Book é extremamente importante porque precisa ser resistente e estrutural, além de fornecer a flexibilidade que o conceito do Surface Book requer. Ela é certamente flexível, mas não fica tão firme quanto deveria.

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Em modo laptop, a tela fica em pé, mas ela vibra muito mesmo com pequenos toques. Quando você ajusta a tela, ela não fica exatamente onde você a colocou: em vez disso, ela se move um pouco para frente ou para trás e então mantém a posição. Isso pode ser um problema caso você use o laptop em movimento.

Isso talvez soe mais negativo do que eu quero. Este laptop é realmente emocionante, e talvez o gadget mais legal que eu já vi nos últimos meses. Em muitas maneiras, o novo Surface Book lembra o primeiro Surface ou o primeiro iPad: é o começo de uma jornada de design e engenharia, rumo a um dispositivo refinado e perfeito.

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Fotos por Michael Hession

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Homem Digital I Surface Book: a Microsoft apresenta o seu primeiro notebook!   (06/10/15)

Por 

A Microsoft surpreendeu a todos hoje em seu evento de aparelhos para o Windows 10, com o lançamento do seu primeiro notebook, o Surface Book, um excelente aparelho com uma bela tela de 13,5″ que a Microsoft batizou de Pixel Sense, e que tem uma resolução de 3000 x 2000 pixels com densidade de 267 pontos por polegada, processador Intel Skylake Core i5 ou i7, com placa gráfica Intel HD 520 na versão mais barata, ou com uma GPU GeForce nas versões mais caras.

A dobra do Surface Book tem um formato curioso, que se ajusta ao ângulo ideal para você usar a tela, e é diferente de tudo o que eu já vi. Se você quiser transformá-lo em um tablet, é só apertar um botão, pois praticamente todos os componentes estão na tela.

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O Surface Book tem um trackpad de vidro que é 40% maior do que o do Surface 3, e seu teclado tem uma base bem fina, assim pode ser que ele tenha os mesmos problemas que o último MacBook da Apple, com teclas mais duras que não são tão confortáveis quanto o que estamos acostumados em notebooks comuns, mas é algo que só mesmo testando pessoalmente para avaliar.

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O peso do Surface Book é 1,51 kg (incluindo o teclado), mas o blogueiro do The Verge que testou o aparelho pessoalmente disse que a parte tablet é bem leve e confortável para usar, mesmo se levarmos em conta a tela gigante. 

Eu sinceramente fico feliz em ver que a Microsoft acertou em cheio neste produto, que tem capacidade, qualidade, inovação e preço para garantir seu destaque no meio da concorrência, que não deve estar nada satisfeita com este novo caminho que a empresa de Redmond resolveu desbravar.

O preço é a partir de US$ 1499 na versão com 128GB de capacidade de 8GB de RAM, mas a versão com placa gráfica discreet, vai custar a partir de US$ 1899, só que com 256GB. A Surface Pen acompanha o Surface Book.
Saiba mais na Microsoft.

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Homem Digital I Jack Dorsey é nomeado CEO permanente do Twitter    (05/10/15)

Como já se esperava, o Twitter confirmou nesta segunda-feira, 5, que Jack Dorsey passará a ocupar o cargo de CEO permanentemente. Dorsey é um dos fundadores do microblog e assumiu a posição interinamente em julho, após a saída de Dick Costolo.

De acordo com a empresa, a decisão unânime foi tomada na última quarta-feira, 28, pelo conselho de administração. Dorsey também é CEO da empresa de pagamentos Square e deve exercer as duas funções ao mesmo tempo. Com a notícia, as ações do Twitter subiram até 3%.

Nos últimos meses, a rede social atravessa um momento complicado, com reduções nas estimativas de lucros e crescimentos. O desafio de Dorsey é alterar o cenário, tornando o Twitter uma companhia lucrativa e que apresente bons resultados, conquistando novos usuários.

Via BusinessInsider

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Homem Digital I Nest, do Google, faz aparelhos da sua casa inteligente conversarem entre si  (02/10/15)

Por: 

Um dos melhores termostatos inteligentes, o Nest, está pronto para tomar sua casa inteira, graças a um protocolo que permite que vários tipos de dispositivos conversem entre si de maneira rápida e direta – trata-se do Nest Weave.

O objetivo principal do Nest Weave é tornar as casas inteligentes menos burras. Na verdade, a equipe responsável pelo projeto diz que um lema descreve bem a inovação do software: “a casa atenciosa”. Isto faz sentido, já que grande parte das pessoas não quer que suas casas se tornem artificialmente inteligentes ou automatizadas de uma forma maluca.

A partir de agora, produtos marcados com “Works With Nest” vão se comunicar uns com os outros de maneira mais fluida e eficiente. O Nest Weave foi projetado para tornar seu lar mais intuitivo, mais proveitoso — sim, mais atencioso.

O que isso quer dizer, de fato? Significa que a câmera Nest Cam vai perceber movimentos na sua casa quando ela estiver vazia e acender a luz; você poderá sair de casa e a porta se trancará sozinha; e tudo isso vai acontecer de forma quase instantânea, devido à abordagem de rede mesh.

A novidade não é uma surpresa. O Google mostrou um pouquinho do Weave no começo deste ano e destacou o fato de que o padrão foi feito pelos engenheiros da Nest. (O Google comprou a Nest no ano passado, por US$ 3,2 bilhões.) O Weave é uma tentativa ambiciosa de colocar a tecnologia em milhões de casas.

Usando o protocolo Thread bem como o Wi-Fi, o Nest Weave cria uma rede interna, garantindo que os dispositivos espalhados pela casa funcionem juntos com baixa latência, não importa a distância que estejam de um roteador. Enquanto isso, um produto Nest — seja o Nest Thermostat, o Nest Protect ou a Nest Cam, ou qualquer combinação dos três — irá operar como uma espécie de central para manter tudo conectado.

Eis o problema: você precisa ter um produto da Nest para tirar vantagem do Weave. Mas, com o Nest Protect com preços a partir de US$ 100, você pode ter a funcionalidade de outros hubs para casa conectada sem precisar comprar um hub – um dispositivo que não faz nada além de conectar os aparelhos da sua casa e ocupar espaço. Se você preferir uma Nest Cam, poderá aproveitar novas funções nos seus aparelhos, graças a uma API para desenvolvedores.

1454753449676429602E a família de dispositivos com suporte ao Nest Weave parece bem robusta. Ela inclui a fechadura Linus, da Yale (na foto acima), a primeira empresa a oferecer suporte oficial à novidade. Ela vem com uma longa lista de funções úteis, desde a capacidade de checar quando a porta está fechada ou aberta, até configurações de senhas para seus amigos com diferentes níveis de acesso.

Outros produtos que vão embarcar no Nest Weave incluem as lâmpadas Philips Hue, as fechaduras August, o interfone SkyBello controlador de iluminação Lutronas tomadas inteligentes da iHome, entre outros. A Nest também está lançando a Nest Store, em que você pode comprar todos os produtos Works With Nest.

[Nest]

Imagens via Nest/Yale

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Homem Digital I Cresce apoio para que Jack Dorsey se torne CEO permanente do Twitter   (30/09/15)

Steve Jobs já liderou duas grandes empresas simultaneamente, a Apple e Pixar. Elon Musk atualmente está administrando a Tesla e a SpaceX. E Jack Dorsey pode ser o próximo a liderar duas empresas ao mesmo tempo. Isso devido ao fato das especulações de permanência efetiva de Dorsey no comando do Twitter terem ganhado força nas últimas semanas.

Atualmente, o empresário de 38 anos de idade é o presidente-executivo da Square, empresa de pagamentos móveis, e CEO interino da rede social Twitter, que está à procura de um novo líder após Dick Costolo deixar o cargo. Enquanto Dorsey tem sido mencionado para ocupar o cargo de líder permanente do Twitter, o fato dele ter que se dedicar simultaneamente a duas companhias desponta como o principal obstáculo para a efetivação do anúncio. Apesar disso, alguns investidores do Twitter estão dizendo que ele é o homem certo para o trabalho na rede social.

Eles afirmam que Dorsey conseguirá conciliar o trabalho em ambas as empresas e não irá se distrair na administração delas. "Depois de ver Jack administrar a Square, e mais recentemente o Twitter, estamos muito confiantes na capacidade de Jack em servir como CEO para ambas as empresas", afirmou Justin Dini, porta-voz da Rizvi Traverse Management. Dini disse que não só tem fé na administração de Dorsey, como também continuou a investir no Twitter por causa de sua crença em Adam Bain, presidente de receita global do Twitter.

O apoio da Rizvi Traverse a Dorsey é significativo, visto que a sociedade de investimento é administrada por Suhail Rizvi, um dos maiores acionistas fora do Twitter em 2013, quando a empresa iniciou sua oferta pública. A participação da Rizvi Traverse na época foi de 15,6%, encolhendo para menos de 5% após desembolsar as ações do Twitter para seus investidores individuais. Mesmo assim, também continua sendo um grande investidor da Square.

A Rizvi Traverse junta-se ao grupo que espera ter Dorsey como CEO do Twitter e da Square simultaneamente. Chris Sacca, um dos primeiros investidores do Twitter, tem repetidamente afirmado seu interesse em nomear Jack Dorsey como presidente-executivo da rede social. "Eu não vejo nenhuma razão para que Jack não possa fazer isso", disse Keith Rabois, da Khosla Ventures, em referência a administração simultânea de Dorsey.

Mesmo com pressão de alguns investidores, duas pessoas com conhecimento do assunto afirmaram que não é certo que Dorsey irá ser efetivado como CEO do Twitter. As declarações dos investidores aumentam a pressão sobre o conselho do Twitter, que em junho afirmou que iria considerar apenas candidatos ao cargo que tivessem tempo integral para se dedicar a empresa. Na época, tal declaração parece ter descartado Dorsey, que afirmou que não pretende renunciar como presidente-executivo da Square.

O Twitter contratou a empresa de executive search Spencer Stuart para compilar uma lista de possíveis candidatos para liderança. Nomes como o de Beth Comstock, vice-presidente da General Electric, já foram especulados para assumir o cargo. Com dificuldades para encontrar um líder efetivo, os conselheiros do Twitter permanecem preocupados com a capacidade de Dorsey administrar duas empresas simultaneamente.

Enquanto isso, o sentimento de frustração e impaciência cresce entre os acionários da rede de microblogs, sobretudo porque ela continua a lidar com desafios. Na visão dos investidores, a instabilidade na liderança da empresa não ajuda na firme tomada de decisões, freando a entrada de capital na companhia enquanto um líder permanente e estratégias interessantes não são definidos.

Na semana passada, analistas do Citi Research reduziram suas estimativas de receitas de publicidade para o Twitter, o que só reforça as declarações públicas dos investidores que pedem por Dorsey na liderança da empresa. "Os investidores estão dispostos a terem um CEO no Twitter que também é CEO em algum outro lugar", disse Peck. [canaltech]

Via NYT

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Homem Digital I [Hands-on] Nexus 5X e 6P, os dois novos e promissores smartphones do Google   (29/09/15)

Por: 

O Nexus 5 original continua sendo um dos meus smartphones preferidos desde o seu lançamento. Ele cabe na minha mão perfeitamente e é rápido pra caramba. Mas ele sofria com uma duração de bateria terrível, e quando chegaram smartphones que aguentavam mais, eu tive que trocar de aparelho.

Hoje, finalmente o Nexus 5 ganhou um sucessor. Eis como é usá-lo por alguns minutos.

Em resumo, ele é ótimo.

Google Nexus 5X

O novo smartphone é maior do que o Nexus 5 original, mas ainda é bastante confortável de se segurar. Ele é incrivelmente leve. Consegui alcançar os extremos da tela sem precisar reposicionar o aparelho na minha mão, apesar de ainda ser um pouco difícil chegar ao topo. Eu meio que senti falta do tamanho do Nexus 5 original, mas ele está bem próximo disso.

A traseira de plástico escovado é boa e aderente, e dá uma sensação de ser forte. O sensor de digitais na traseira é bem fácil de se acessar quando você segura o aparelho com uma mão, mas não consegui configurar minhas digitais para saber se funciona bem – segundo o Google, depois que aprende a sua digital, ele funciona em menos de um segundo.

Google Nexus 5X

O que mais me impressionou no 5X foi a velocidade. Essa coisa simplesmente voa. Apps abrem instantaneamente. O Google Now On Tap, o novo motor de sugestão contextual da empresa, funciona em alguns segundos. Assim que o foco é definido na câmera, quase não há lag perceptível. Por fim, as animações incluídas no Marshmallow (Android 6.0) são espetaculares. Não ficou nada exagerado e casaram bem com o sistema operacional.

Google Nexus 5X

Alguns problemas que encontrei no meu breve período de experiência com ele: para começar, a tela. Ela certamente é bastante nítida (423 pixels por polegada), mas as cores me pareceram meio lavadas. Não é surpreendente, considerando que é um display IPS e não AMOLED. Acredito que eles escolheram cortar custos para manter o aparelho próximo aos US$ 350, mas não é o ideal.

Outro ponto decepcionante é o alto-falante, que é bem fraco. Ficou bem abaixo dos dois speakers encontrados no 6P – não dá nem para comparar.

Google Nexus 5X

Nexus 6P

E depois do 5X fui em direção ao Nexus 6P e olha, ele parece ótimo. Para ser sincero, nunca fui muito fã do Nexus 6 original. Ele era grande e pesado demais, e eu devia deixar ele cair duas ou três vezes por semana. Isso me deixava louco.

O 6P é grande também, mas ficou muito melhor. Parte disso se deve ao seu novo corpo maravilhoso de alumínio, que nos lembra um pouco o HTC One original. Também ajuda o fato do Nexus 6P ser levemente menor do que o anterior, facilitando muito na hora de segurá-lo.

Google Nexus 6P

Ainda é difícil chegar às notificações no topo da tela, mas acho que vai ser bem menos provável que eu deixe esse aparelho cair. E vou confessar que, no geral, ele parece ser mais premium do que o Nexus 5X.

Google Nexus 6P

Assim como o 5X, o Nexus 6P é extremamente veloz. Não percebi nenhum lag nem hesitação em nenhum momento. O app da câmera abriu rapidamente eu tirei algumas fotos sem lag, e as imagens me pareciam boas, apesar das condições terríveis de iluminação (e, claro, não tive a chance de inspecionar as imagens em um monitor, então é difícil avaliar a qualidade delas).

Em contraste com a tela IPS do 5X, o 6P usa um display AMOLED que é maravilhoso, com os pretos profundos e cores vivas e vibrantes. Com 515 pixels por polegada, você terá mais pixels do que seus globos oculares são capazes de enxergar.

Google Nexus 6P

Em resumo, os dois dispositivos me impressionaram bastante nos poucos minutos que estive com eles. Ambos são rápidos, e ambos parecem ser ótimos. Agora eu não sei o que fazer. Quero o tamanho do 5X, mas também adoro as melhores especificações técnicas possíveis e por isso é difícil resistir ao 6P.

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Homem Digital I Apple: como é trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo   (27/09/15)

Por Ian Castelli

pple está entre as principais empresas de tecnologia do mundo todo, e trabalhar em um lugar como esse é o sonho de muitas pessoas. Existem várias histórias e relatos, positivos ou negativos, sobre como é ser empregado da Apple e todo o tipo de pressão que cargos específicos atribuem aos funcionários. Afinal de contas, participar de projetos que pretendem mudar ou impactar o modo como nos relacionamos com tecnologia não é algo simples e fácil de ser feito – espera-se muito de todos.

A empresa possui a reputação de desenvolver os seus projetos de modo extremamente secreto, justamente para proteger os seus planejamentos, e vários funcionários não têm conhecimento total sobre o que estão trabalhando até que suas atividades sejam reunidas com o todo. Um desses casos é o desenvolvimento do próprio iPad – muitas pessoas só descobriram que projeto haviam participado quando Steve Jobs fez o anúncio do primeiro iPad.

Todas essas características fazem com que dezenas de pessoas se perguntem como é, de fato, trabalhar na Apple. Hoje, reunimos aqui no TecMundo algumas opiniões, listadas no Business Insider, de funcionários e ex-funcionários da Maçã que podem contar um pouco dos bastidores da companhia (algumas histórias são mais recentes e outras datam do período de Steve Jobs). Então, vamos lá:

1 – A primeira regra da Apple é não falar sobre a Apple

Funcionários da sede da Apple em Cupertino dizem que é comum que as pessoas não falem expressamente que trabalham na empresa. Justan Maxwell, ex-designer de interface de usuário, diz que a ideia geral é que você faz parte de algo muito maior do que você próprio e que tudo que é dito na companhia não deve ser repassado para outras pessoas (sejam ideias, novas técnicas, tudo é fruto do trabalho pelo qual você é pago e para o sucesso da Apple).

Não é como se houvesse um tipo de regra dizendo isso, porém é algo subentendido. Outro funcionário anônimo disse que há um grande senso de lealdade à Apple e que muitas coisas sobre o trabalho não são ditas em público devido ao fato de você não saber com quem realmente está conversando, por isso há um nível maior de proteção.

2 – O café é incrível

De acordo com um funcionário anônimo, existem muitos aspectos incríveis de se trabalhar no Apple Campus, e o café certamente é um deles. “O Apple Campus é um lugar maravilhoso, um prédio enorme ao redor de outro edifício central com um gramado, calçadas e cafeterias incríveis!”. Segundo ele, as pessoas podem escolher entre diferentes tipos de alimentos para almoçar, como sanduíches, sushis ou comidas mexicanas – tudo para fazer com que os funcionários trabalhem com 100% de eficiência.

3 – Emails que não têm hora para chegar

Segundo Nitin Ganatra (ex-diretor de apps do iOS), é comum receber emails a qualquer horário (e é esperado que eles sejam respondidos prontamente no caso de membros do alto escalão). Ganatra diz que emails são encaminhados por funcionários em horários improváveis, como às 2h45 da madrugada ou até mais tarde, e que chefes e executivos dão retornos nesse mesmo horário – algo que não é exclusivo de dias específicos, porém que ocorre todas as semanas.

Don Melton (ex-diretor de tecnologias de internet) diz que, quando alguém vem ao escritório dele para falar que quer ser um executivo, ele pergunta: “você dormiu bem a noite passada?” Se responderem positivamente, ele diz então: “ótimo, pois essa foi a última noite que você conseguirá dormir bem se se tornar um executivo”. 

4 – Trabalho nos domingos?

As segundas-feiras são dias de reuniões executivas na Apple e, por isso, é comum que os executivos e demais funcionários trabalhem no final de semana. Melton também diz que é comum não desgrudar do celular e do computador nos domingos, independente do que você deseje fazer. Contudo, de acordo com ele, quando The Sopranos passava na TV todos podiam relaxar, pois Scott Forstall (um dos principais engenheiros da Apple) estava vendo o episódio.

5 – É prioridade do Steve

O ex-designer da Apple, Chad Little, diz que quando se estava desenvolvendo em um projeto em que Steve Jobs não estivesse envolvido diretamente, meses seriam necessários para concretizá-lo. Já se você trabalhasse com Steve, tudo seria realizado o mais rápido possível. As portas se abriam e todos agiam em conjunto, com funcionários desesperados para entregar tudo a tempo e de modo eficiente.

6 – O sigilo faz parte da cultura da Apple

No primeiro tópico, falamos que os funcionários não costumam dizer para pessoas fora do trabalho sobre o que é desenvolvido na Apple. Acontece que isso também ocorre dentro da própria empresa. O ex-engenheiro e arquiteto de soluções Dave Black diz que o sigilo não é algo exclusivo para o público, pois ocorre internamente também. Você não fala com os outros sobre o projeto em que está trabalhando a não ser que eles realmente precisem saber.

7 – Um ambiente tenso?

De acordo com um funcionário anônimo, trabalhar na Apple em Cupertino é estar preparado para sofrer todo tipo de tensão diariamente. Segundo ele, o ambiente é como uma panela de pressão, e toda a comunicação é unidirecional – e sem abrir margens para argumentação.

Trabalhar duro, além do horário de trabalho, estar disponível a todo o momento e não reclamar são características esperadas das pessoas envolvidas nos principais projetos (o que pode ser muito estressante para bastante gente).

Afinal de contas, se o trabalho é pesado demais para você, existem pelo menos outros 10 profissionais qualificados que fariam de tudo para serem funcionários da Apple. Do lado positivo, ele disse que há ótimas comidas, o café (como já mencionado) e o fato de você poder se vestir casualmente todos os dias.

8 – Padronização em todas as lojas

O nível de padronização das lojas da Apple é tão alto que todas as mesas, independente do lugar no mundo, são feitas de madeiras colhidas na mesma época do ano para que possuam tons de cor semelhantes. Além disso, Steve Jobs costumava ir às lojas para observá-las de perto e ver se os estabelecimentos seguiam os mesmos padrões. Um ponto interessante é que os funcionários que trabalham no varejo passam por um processo chamado get shirtified – que quer dizer que eles foramencamisados e que vestem a camisa da empresa.

9 – A contradição da Apple

Para TC Dotson (funcionário não identificado), trabalhar na Apple é ver um monte de contradições diariamente. Enquanto existem pôsteres com o slogan Think Different por todos os cantos, há várias restrições e regras extremas que você deve seguir e nem sequer pode contestar. Segundo ele, a Apple se importa com a própria imagem acima de tudo.

10 – O trabalho em grupo é em grupo mesmo

Brandon Carson diz que, durante o período que em que trabalhou na Apple, precisava apresentar os seus projetos para a equipe envolvida e que todos os colegas poderiam dar palpites significativos sobre o que ele estava fazendo. “No começo, eu achava isso um tanto negativo, pois estava acostumado a trabalhar sozinho. Mas no final do dia a colaboração do grupo consegue garantir um produto melhor...”, afirma Carson.

11 – Uma cultura de saúde

De acordo com outro funcionário anônimo, as pessoas na Apple são muito mais atléticas do que em outras empresas de tecnologia. Muitos dos funcionários participam de maratonas, triátlons, andam de bicicleta regularmente, e por aí vai. Segundo ele, isso é especialmente interessante se você está acima do peso, pois é mais fácil se estimular com tantas pessoas que praticam exercícios físicos constantemente ao redor. 

12 – Viva a casualidade

Assim como em outras empresas do ramo, as pessoas se vestem de modo muito mais casual na sede da Apple. Não é necessário usar roupas sociais e/ou caras para impressionar, já que os próprios chefes não ligam para essas características (segundo os funcionários, você nem consegue perceber o quão ricas são algumas pessoas lá dentro, já que se vestem de forma tão simples). Com um ambiente mais despojado, você pode ficar mais à vontade para ir ao trabalho como quiser e, consequentemente, se sentir melhor para produzir mais. [Business Insider]

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Homem Digital I Apple Watch chega em breve ao Brasil com preço inicial de R$ 2.699   (18/09/15)

Por Felipe Gugelmin

Ao contrário do que acontece com outros dispositivos da Companhia da Maçã, o 

Apple Watch está sendo distribuído de forma um tanto lenta ao redor do mundo. Após passar o mês de agosto sem chegar a nenhum novo mercado, o produto deve chegar amanhã à Bélgica de forma oficial.

Embora ainda não haja uma data concreta para o produto chegar ao Brasil, há indícios de que isso não deve demorar muito. Segundo informações obtidas pelo MacMagazine, duas Apple Retail Stores do país já finalizaram o treinamento de seus funcionários e estão prontas para lançar o novo dispositivo — o que inclui materiais de demonstração, mesas de exposição e estoques inicias.

Conforme o esperado, o preço do Apple Watch deve ser um tanto salgado graças à disparada do Dólar nos últimos meses. As versões de 38 mm e 42 mm da edição esportiva devem custar, respectivamente, R$ 2.699 e R$ 2.999, enquanto os modelos de aço inoxidável ficam em R$ 3.899 e R$ 4.299.

Apple Watch Edition e custo das pulseiras

Já a linha Apple Watch Edition deve ficar restrita a poucos endinheirados que devem ter o suficiente para pagar a viagem para outros países onde o produto é mais acessível. A versão de 38 mm na cor ouro rosado deve custar R$ 110 mil, suficiente para um ótimo automóvel ou para uma bela entrada em um apartamento muito bem posicionado, entre outros investimentos mais interessantes.

Por fim, a Apple deve vender as pulseiras avulsas compatíveis com o relógio inteligente por preços que vão de R$ 329 a R$ 4.299 dependendo do modelo escolhido. A previsão é a de que as vendas online do produto sejam iniciadas a partir do momento em que ele estiver disponível nas poucas lojas físicas oficiais da empresa no país.

Fonte:MacMagazine/Rafael Fishmann