Mundo I Chinesas 'encalhadas' aos 27 anos lutam contra estigma (24/02/13)
Mais de 27 anos? Solteira? Mulher? Na China, você poderia ser rotulada como "encalhada" pelo Estado - mas algumas mulheres chinesas nos dias de hoje estão felizes por serem solteiras.
Huang Yuanyuan trabalha até tarde na redação de uma estação de rádio em Pequim. Ela está nervosa com o fato de, no dia seguinte, fazer 29 anos.
"Assustador. Estou um ano mais velha", diz.
Por que?
"Porque ainda estou solteira. Não tenho namorado. Estou sob grande pressão para casar."
Huang é uma jovem bonita e confiante, com um bom salário, seu próprio apartamento, um mestrado em uma das melhores universidades chinesas e amigos ricos.
Apesar disso, ela sabe que mulheres solteiras, urbanas e instruídas como ela são chamadas de "encalhadas" na China - e isso incomoda.
Pode parecer estranho chamar mulheres de 27 ou 30 anos de "encalhadas", mas na China há uma antiga tradição de mulheres se casarem jovens.
No entanto, a idade com que as mulheres se casam vem aumentando, como costuma acontecer em lugares onde as mulheres atingem um nível mais alto de educação.
Em 1950, a idade média com que mulheres urbanas se casavam na China era abaixo de 20. Nos anos 1980, era de 25. Atualmente é em torno de 27.
Desequilíbrio
Huang se sente pressionada por seus amigos e sua família, e a mensagem também é repetida pela imprensa estatal chinesa.
Até mesmo o site da governista e supostamente feminista Federação Nacional da Mulher Chinesa trazia artigos sobre "mulheres encalhadas", até que várias reclamaram.
A imprensa estatal começou a disseminar esse termo em 2007. Naquele mesmo ano, o governo alertou que o desequilíbrio de gênero na China - causado por abortos seletivos, por causa política do filho único - era um problema grave.
"Essas garotas esperam continuar sua educação para aumentar sua competitividade. A tragédia é que elas não percebem que, à medida que as mulheres envelhecem, elas valem cada vez menos. Então, quando elas conquistam seu mestrado ou doutorado, elas já estão velhas - como pérolas amareladas", diz um trecho de um artigo cujo título é algo como "Mulheres encalhadas não merecem nossa simpatia", publicado no site da Federação Nacional da Mulher Chinesa em março de 2011.
Nos últimos meses, a federação retirou o termo de seu site, e agora se refere a mulheres solteiras "velhas" (classificação para as que têm mais de 27 anos ou, às vezes, mais de 30), mas o termo "encalhada" continua sendo amplamente usado em outros locais.
Segundo o escritório nacional de estatísticas da China, na faixa etária de menos de 30 anos, o número de homens supera o de mulheres em 20 milhões.
Dados do Censo na China mostram que cerca de uma em cada cinco mulheres com idades entre 25 e 29 anos são solteiras.
A proporção de homens solteiros nessa faixa etária é maior - mais de um terço. Mas isso não significa que eles terão facilidade em encontrar uma parceira, já que os homens chineses tendem a se casar com mulheres mais novas e com grau de educação menor.
"Há a opinião de que homens classe A vão encontrar mulheres classe B, homens classe B vão encontrar mulheres classe C, e homens classe C vão encontrar mulheres classe D", diz Huang Yuanyuan.
"Quem sobra são as mulheres classe A e os homens classe D. Então, se você é uma encalhada, você é classe A."
Qualidade
Mas são as mulheres "classe A", inteligentes e com alto nível de educação, que o governo quer ver tendo filhos, diz Leta Hong-Fincher, americana que faz seu doutorado em sociologia na Universidade de Tsinghua, em Pequim.
Ela cita uma declaração sobre população divulgada pelo Conselho de Estado da China em 2007.
"Dizia que a China enfrentava uma pressão populacional sem precedentes, e que no geral a qualidade da população é muito baixa, então o país precisa elevar a qualidade da população." Alguns governos locais da China começaram a organizar eventos nos quais mulheres jovens e de alto nível de instrução podem encontrar solteiros.
Mas a tendência de menosprezar mulheres de certa idade que não são casadas não é exclusivamente uma atitude promovida pelo governo.
Chen (o nome foi trocado a pedido da entrevistada), que trabalha para uma consultoria de investimentos, sabe disso muito bem.
Ela é solteira e aproveita a vida em Pequim, longe de seus pais, que vivem em uma cidade conservadora do sul do país e que, diz ela, têm vergonha de ter uma filha solteira de 38 anos. "Eles não querem que eu vá com eles a encontros sociais, porque não querem que os outros saibam que têm uma filha tão velha e ainda solteira", diz ela.
Os pais de Chen já tentaram arranjar encontros às escuras para ela. Seu pai chegou a ameaçar renegá-la caso ela não se casasse até o fim do ano. Agora eles dizem que, se ela não encontrar um homem, deve voltar para casa e morar com eles.
Chen sabe o que quer - alguém que seja "honesto e responsável" e boa companhia, ou simplesmente ninguém.
Tráfico Humano: “O Brasil é um dos maiores fornecedores de mulheres traficadas para bordéis espanhóis” (10/02/13)
Durante um ano e meio, o jornalista Antonio Salas investigou o tráfico de mulheres e meninas na Espanha. Seu trabalho, convertido em livro e filme, serviu de base para a instauração de processos judiciais e condenação de criminosos.
Antonio Salas é o pseudônimo de um jornalista espanhol de 40 anos. Especialista em reportagens investigativas, ele vem fazendo sucesso como escritor e documentarista desde o início dos anos 2000. Provas colhidas por Salas, especialmente com o uso de câmera oculta, serviram de base para a instauração de processos judiciais e condenações de criminosos envolvidos, principalmente, com grupos neonazistas e traficantes de seres humanos. Entre os livros publicados pelo jornalista, estão: “Diario de un skin” (2003), “El año que trafiqué con mujeres” (2004) e “El palestino” (2010). A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Salas a Marie Claire Online.
Marie Claire - Por que você decidiu investigar o tráfico de mulheres e meninas?
Antonio Salas - Não houve nenhuma razão especial. Antes de me infiltrar, assim como todos os homens, eu tinha muitos preconceitos sobre o mundo da prostituição. Mas depois de um ano e meio vivendo no meio de mulheres e meninas que foram traficadas para exploração sexual, todos os meus preconceitos desmoronaram. Apesar de alguns de meus outros trabalhos – como a infiltração no terrorismo internacional e entre os skinheads – terem sido mais complexos, caros e perigosos, este foi o mais traumático. Talvez por isso aborde este assunto em meu próximo livro. Mas a partir de outro ângulo. A prostituição está por trás de todo o nosso sistema.
MC - Durante as investigações, você encontrou muitas brasileiras traficadas?
AS - Muitas. O Brasil é um dos melhores fornecedores de mulheres traficadas para bordéis espanhóis. Assim como para os italianos, alemães, franceses ou ingleses. Em casos graves de prostituição, como o de Riviera e Saratoga, ou da Operação Carioca, a grande maioria das mulheres prostituídas era brasileira. Andrea, a primeira garota que secretamente ajudei a escapar de uma boate pertencente à ANELA, a infame federação espanhola de bordéis, era uma modelo de São Paulo. MC - Por que considera esse o seu trabalho mais traumático?
AS - Confesso que me sinto envergonhado de ter procurado ficar amigo de prostitutas para que elas me apresentassem seus cafetões. Cheguei mais longe do que esperava. Hoje, no entanto, posso dizer que a maioria das minhas melhores amigas foi prostituta. Conheci suas histórias mais íntimas e pessoais, como quando e por que entraram na prostituição. Todas as histórias que conheci são brutais, terríveis e autodestrutivas. Conheci centenas de prostitutas, de acompanhantes de luxo às de rua, e vi que o que as diferencia basicamente é o preço que cobram. Por trás da prostituição, cada uma delas tem uma história pessoal brutal.
MC - Como foi a infiltração?
AS - Primeiro fiz um treino teórico exaustivo, li muito e participei de conferências e cursos sobre tráfico de seres humanos. Também fui à polícia, conversei com feministas e associações de apoio a prostitutas. Depois veio a parte mais difícil: criar a identidade de um dono de bordel de Marbella e Bilbao que procurava meninas para trabalhar.
MC - Quanto tempo passou infiltrado?
AS - Cerca de um ano e meio. Em seguida, forneci as provas que recolhi para a polícia, que fez algumas prisões. Poder estar presente e registrar a captura de pessoas como o cafetão e pugilista nigeriano Prince Sonny e toda a rede que ele liderava em Múrcia foi uma gratificação a mais que obtive neste trabalho.
MC - Você chegou a traficar mulheres e meninas?
AS - Este era o meu disfarce. Um “honesto empresário” dono de dois bordéis que buscava mulheres e meninas. Cheguei a negociar a compra de uma romena por 8 mil euros na Galícia, de uma nigeriana e seu filho de 2 anos por 17 mil dólares em Múrcia e até mesmo de meninas virgens mexicanas em Madrid, por 21 mil dólares cada. Se antes disso alguém tivesse me dito que na Espanha é possível comprar e vender mulheres e meninas para exploração sexual eu não teria acreditado. Se eu não filmasse minhas infiltrações, compreenderia caso as pessoas não acreditassem em mim.
MC - Essas negociações foram concluídas?
AS - Não. Gravei as negociações, mas não efetivei as compras. Jornalistas investigativos, que fazem infiltrações como eu, podem chegar a um limite legal. Se eu ultrapassasse este limite, não poderia denunciar os crimes.
MC - Os traficantes suspeitaram quando você não efetivou os negócios?
AS - Percebi que era hora de terminar esta infiltração quando, durante um encontro, um traficante disparou uma pistola 9mm e uma bala me atingiu de raspão. Vi que estava abusando da sorte, que era hora de parar e escrever o livro.
MC - Foi ameaçado de morte?
AS - Isto é inerente a este tipo de jornalismo. Não se pode participar de um julgamento, como testemunha protegida pela acusação e achar que os condenados ficarão agradecidos. Ameaças de morte são constantes. De qualquer forma, um jornalista nunca se acostuma com isso. A última que recebi foi há alguns dias e partiu de grupos armados bolivarianos partidários de Hugo Chávez. Eles me condenaram à morte por causa da publicação de “O Palestino”. Durante as últimas eleições na Venezuela, o comandante dos Tupamaros, que é muito próximo das FARC e do ETA, voltou a ratificar minha sentença de morte na imprensa latino-americana.
MC - Como funcionam as redes de tráfico?
AS - A maioria das meninas é aliciada em seus países de origem. Locais com poucos recursos ou que tenham passado por graves crises econômicas – como Nigéria, Brasil, Romênia, Argentina, Marrocos e Bolívia – são grandes celeiros para os traficantes. Eles se oferecem para pagar passagem e estadia. Em troca, elas assumem uma dívida que vai de 3 mil a 6 mil euros. Só quando chegam à Espanha, descobrem que devem pagar outras despesas, como alimentação e vestuário. Isso faz com que a dívida, em vez de diminuir, só aumente. Elas também são obrigadas a pagar, por exemplo, multas quando chegam atrasadas à boate ou por se recusar a atender um ciente. Os três meses de visto expiram, elas se tornam imigrantes ilegais e ficam totalmente nas mãos de cafetões. Ocorrem espancamentos, extorsões e chantagens. Ou seja: elas entram na prostituição, mas nunca conseguem sair.
MC - As mulheres acham que vão trabalhar em algo que não seja a prostituição?
AS - A maioria sabe no que vai trabalhar, mas acredita que na Europa dinheiro nasce em árvore e que em poucas semanas poderão quitar a dívida com os traficantes e começar a mandar dinheiro para a família. Quando a mulher não sabe que o trabalho que a espera não tem nada a ver com o de dançarina, garçonete ou empregada domésticas, como lhe haviam prometido, é muito mais traumático. Blanca, uma romena que conheci, acreditava que trabalharia como dançarina. Quando entrou na boate, os cafetões disseram que guardariam seu passaporte para que não o perdesse. Ela percebeu do que se tratava e fugiu pulando a janela. Mas não conhecia ninguém, não falava espanhol e não tinha um euro. Passou semanas nas ruas, pegando comida do lixo e dormindo em parques. Quando a fome e o frio apertaram demais, ela voltou para a boate. Resignou-se.
MC - Como elas são forçadas a se prostituir?
AS - É necessário fazer uma distinção entre as espanholas, que vivem legalmente, e as estrangeiras, que representam mais de 90% das prostitutas que atuam na Espanha. Antes da crise, período em que estive infiltrado, as espanholas entravam na prostituição por causa de algum vício, depois de sofrer um trauma, desilusão amorosa ou de tentar suicídio. Autodestruição quase sempre está presente nesses casos. Com as mulheres traficadas, há fatores extras. Muitos deixam filhos em seus países de origem e todas têm família. Acreditam que a Europa é um paraíso onde ganharão muito dinheiro e poderão ajudar os parentes com seu sacrifício. A realidade, no entanto, é que elas não sabiam o que as esperava.
MC - Por que não denunciam os traficantes?
AS - Primeiro por medo. O medo é a ferramenta de trabalho dos cafetões. Os nigerianos utilizam vodu, os do Leste costumam espancá-las e os latino-americanos fazem extorsão. Todas sabem que suas famílias – filhos, pais, irmãos e etc. – são a garantia de que pagarão a dívida e não denunciarão os criminosos. Elas também não denunciam por vergonha. Prostitutas vivem num mundo de mentiras e segredos, dispostas a fazer qualquer coisa para que suas famílias não descubram o que realmente fazem na Espanha. Esse medo as acompanha durante a vida toda. Tenho amigas que, mesmo anos depois de terem deixado a prostituição, foram extorquidas e chantageadas p ara não terem o passado revelado a vizinhos ou familiares.
MC - Traficantes de pessoas geralmente estão envolvidos com outros crimes?
AS - Estão. Todos os cafetões que conheci participavam de outros delitos relacionados ao crime organizado. Da corrupção política ao narcotráfico, passando por golpes imobiliários, falsificação de dinheiro e tráfico de armas e de drogas. No final, todo mundo acaba comemorando seus negócios em um bordel. Fornecedores de mulheres para políticos, empresários e criminosos endinheirados terminam estreitando laços e entram no negócio.
MC - Qual é o perfil dos traficantes?
AS - A maior parte dos traficantes é homem. Há grandes e complexas organizações. Mas também existem muitas quadrilhas compostas por três ou quatro amigos que traficam pequenos grupos de mulheres e meninas, as exploram durante anos antes de aliciar outras vítimas. O mais terrível foi ter conhecido muitas mulheres que foram prostituídas e depois entraram no negócio aliciando primas, amigas e vizinhas.
MC - Por que é tão difícil investigar o tráfico humano?
AS - Porque a prostituição é uma modalidade de crime organizado socialmente aceita. Ainda existem idiotas que dizem que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo. Os clientes que pagam por esse serviço também são culpados pelo tráfico de mulheres e meninas. Por outro lado, a crise econômica fez com que milhares de espanholas e mulheres de outros países europeus recorressem à prostituição por desespero e falta de recursos. Tanto que o número de anúncios de prostitutas nos jornais espanhóis se multiplicou. Há muito mais mulheres prostituídas agora do que antes. Algo, obviamente, comemorado pelos clientes.
MC - Seu trabalho teve impacto na vida das vítimas?
AS - Depois de fazer um documentário para a TV com as gravações obtidas com câmera oculta e de publicar o livro, recebi cartas de dezenas e dezenas de mulheres que decidiram abandonar a prostituição. Claro que essas cartas foram escritas por espanholas que tinham poder de escolha. Antes da crise, 94% das mulheres prostituídas na Espanha eram estrangeiras e foram traficadas. Não tinham, portanto, opção. De todo modo, acho que o mais importante foi ter recebido dezenas de cartas de homens dizendo que não recorreriam mais a prostitutas.
MC - Quais histórias te impressionaram mais?
AS - Difícil dizer. Uma delas foi a de Suzy, uma nigeriana de 21 anos que Prince Sonny tentou me vender em Múrcia, junto com o filho de 2 anos. Como todas as nigerianas, Suzy chegou à Espanha pela rota terrestre. Cruzou o Saara a pé, viu muitas colegas morrerem até chegar ao Marrocos. Depois entrou de barco na Espanha. Outra foi a de Blanca, uma romena grávida de 8 meses que trabalhava numa boate em Zaragoza e dizia nunca ter atendido tantos clientes antes. Ou Priscilla, uma bela polonesa, que vi posteriormente em programas de celebridades na TV. Ou Lara, outra romena, que acabou matando seu cafetão. Ou Edit, nigeriana que foi esquartejada por um cliente. Ou Maria, a primeira espanhola que escreveu para me dizer que deixou a prostituição depois de ler meu livro. Essa menina me fez pensar que todo medo, angústia e solidão que vivi valeram à pena. Algumas dessas histórias estão no filme baseado no meu livro e também no documentário.
MC - Quem financia suas investigações?
AS - Meus leitores, por isso eles são as únicas pessoas a quem devo fidelidade. “Diário de um skin” foi o livro de não-ficção mais vendido em 2002, o que me permitiu total independência para financiar a investigação sobre a escravidão branca. O livro sobre tráfico de mulheres financiou a pesquisa sobre terrorismo internacional. E os ingressos de “O Palestino” financiaram a investigação que estou terminando agora. Isto me permite ter independência e liberdades absolutas.
MC - O que investiga atualmente?
AS - Seria pouco prudente dar pistas antes de a investigação ser concluída. Mas posso dizer que está relacionada à fonte de todos os problemas que estamos enfrentando atualmente: a corrupção. MC
Morre aos 80 anos, vítima de pneumonia, Nagisa Oshima, diretor de "O Império dos Sentidos" (15/01/13)
O japonês Nagisa Oshima, diretor do clássico "O Império dos Sentidos" (1976), morreu aos 80 anos vítima de pneumonia, informou a rede de televisão japonesa NHK nesta terça-feira.
Oshima também dirigiu "Furyo - Em Nome da Honra" (1983), seu único filme em inglês, no qual o cantor britânico David Bowie interpreta um prisioneiro em um campo de concentração no Japão. O músico Ryuchi Sakamoto também está no elenco do longa.
Nascido em Kyoto, Oshima cursou história na universidade da cidade e trabalhou como crítico de cinema antes de começar a ser diretor. Nos anos 1960, se rebelou contra as tendências cinematográficas da época e foi um dos principais nomes da chamada "nova onda" do cinema japonês.
"O Império dos Sentidos" é um de seus filmes mais polêmicos e foi censurado em muitos países pelas fortes cenas de sexo e violência. O longa foi produzido pelo também diretor Koji Wakamatsu, que morreu em outubro, aos 76 anos, em um acidente de trânsito.
O último trabalho de Oshima é "Tabu", lançado em 1999, três anos após o diretor ter sofrido um derrame.
Reforma de sucessão ao trono britânico gera preocupações (12/01/13)
O filho do príncipe William e de sua esposa, Catherine, ainda não nasceu, mas as novas regras de sucessão que serão aplicadas a este futuro herdeiro (ou herdeira) do trono suscitam certa preocupação entre o 'establishment' britânico.
O príncipe Charles expressou nesta semana suas inquietudes, compartilhadas pela hierarquia eclesiástica e membros da Câmara dos Lordes, sobre as consequências da nova legislação para a monarquia e para a Igreja Anglicana.
Segundo a reforma que o Parlamento deve aprovar no dia 22 de janeiro, o primogênito dos duques de Cambridge, independentemente de seu sexo, será o herdeiro direto de seu pai. De acordo com a norma ainda vigente, uma menina deve dar seu posto a filhos homens e só poderá reinar se não tiver nenhum irmão, como Elizabeth II.
Com a mesma vontade de igualdade, a rainha anunciou recentemente que todos os filhos do casal receberão o título de príncipe ou princesa, e não apenas o primogênito homem.
A mudança dessas regras seculares sobre a sucessão foi adotada pelos dirigentes da Comunidade Britânica de Nações em outubro de 2011, bem antes do anúncio da gravidez de Kate, em dezembro do ano passado.
Contudo, muitos ainda estão receosos com a aproximação da votação no Parlamento sobre essa reforma, que conta com um forte apoio popular e dos principais partidos.
A principal preocupação gira em torno da possibilidade, prevista na reforma, de que um herdeiro da coroa se case com um católico.
Por ora, os sucessores que se casam com católicos devem renunciar a seus direitos ao trono. A proibição remonta a 1701, e não havia nenhuma regra prevista para as outras religiões, como o judaísmo ou o islamismo.
O problema está na possibilidade que a mudança traz para que uma criança criada no catolicismo ascenda ao trono. Isso ainda é proibido, porque o monarca é o "governador supremo" da Igreja Anglicana e "defensor da fé".
Amigos do príncipe Charles indicaram ao Daily Mail nesta semana que o herdeiro do trono e pai de William temia que o governo não tivesse considerado todas as implicações dessa nova legislação e seus efeitos sobre as relações entre o Estado e a igreja oficial.
O primeiro-ministro, David Cameron, negou que haja algum problema, garantindo na quarta-feira aos deputados que a mudança foi "regulamentada e endossada" em "estreita relação" com o palácio de Buckingham.
Contudo, o príncipe Charles não é o único preocupado. Um antigo arcebispo de Canterbury, Lord George Carey, também alertou sobre as "propostas que podem alterar o delicado equilíbrio constitucional".
Os membros da Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento, questionaram nesta semana o vice-primeiro ministro Nick Clegg sobre a pressa do governo em adotar a reforma com um único dia de debate sobre o tema.
Lord Peter Goldsmith, ex-assessor legal do governo trabalhista de Tony Blair, destacou que mudar leis seculares é uma "decisão transcendental" e considerou "preocupante" tal urgência.
"Se o tema do (papel do monarca como) defensor da fé é questionado, isso leva à pergunta se a Igreja Anglicana deve ser privada de seu estatuto oficial", alertou um de seus colegas conservadores, Lord Ian Lang.
Integrantes do Femen procuram brasileiras de peito aberto (05/08/12)
De saia até o joelho, meia-calça, salto alto e blazer, Bruna, 21, analisa processos num escritório em São Paulo, onde faz estágio em direito. Até o domingo passado, o traje social e o olhar sério a colocavam na condição de "funcionária padrão".
As ativistas do movimento Femen no Brasil, Sara Winter e Bruna Themis, realizam na avenida Paulista protesto contra proibição do parto em casa
Foi quando imagens dela em plena avenida Paulista, só de calcinha, com os peitos de fora e as inscrições "violação, não" no corpo, chegaram aos jornais, sites e canais de TV, deixando os colegas de trabalho boquiabertos.
Bruna Themis (codinome adotado por ela) é a mais nova integrante do Femen, grupo nascido na Ucrânia e espalhado pela Europa que tem, desde junho, uma "filial" no Brasil.
As ativistas do movimento Femen no Brasil, Sara Winter e Bruna Themis, realizam protesto contra proibição do parto em casa, na avenida Paulista
Numa espécie de "flash mob", elas tiram a roupa no meio da rua para denunciar turismo sexual e defender causas como a liberdade para fazer aborto --ativismo conhecido como neofeminismo, no qual se usa o corpo como forma de protesto.
A fundadora do movimento no país, Sara Winter (sobrenome também fictício), 20, e Bruna andam atarefadas em busca de novas adeptas do movimento. Cerca de 20 voluntárias de São Paulo, Rio e Minas Gerais estão sendo entrevistadas.
Além do engajamento nas causas, é necessário o principal: coragem para fazer topless sem se incomodar com olhares repressores. A maioria das interessadas é jovem, como elas, na casa dos 20.
O ato na Paulista também contou com uma nova integrante do grupo, Carla Zambelli (dir.), que está grávida de 2 meses
Rodaram o mundo as cenas de loiras ucranianas bonitonas que tentaram invadir estádios de futebol durante os jogos da Eurocopa em Kiev.
Sara estava no grupo, a convite de Inna Shevchenko, uma das mais antigas ativistas do Femen --criado em 2008 por Anna Hutsol. "Foi uma prova de fogo. Fiquei detida quase um dia inteiro numa delegacia até assinar documentos e ser liberada", conta Sara.
A repressão vista na Europa --lá, as meninas do Femen são treinadas até para se defender de policiais- não se repetiu domingo no protesto da entidade no Brasil.
Até agora, nenhuma das jovens ganha nada da entidade, mas está previsto que a partir do mês que vem deve haver uma ajuda de custo de US$ 350 por mês para Sara.
"O ideal é montarmos uma loja para a confecção de camisetas", afirma.
As ativistas do movimento Femen no Brasil, Sara Winter e Bruna Themis, realizam protesto contra proibição do parto em casa, na avenida Paulista
TESTE
Antes de ir à Ucrânia, a jovem teve de mostrar que tinha coragem de fazer topless.
Além de postar uma foto seminua na rede social Facebook, fez um protesto solitário em São Carlos, no interior paulista, sua cidade natal. E, é claro, de peito aberto.
Já a novata Bruna conseguiu pular as etapas e foi logo às ruas após ser entrevistada por Sara.
"Criei coragem e fui direto. Tive medo, mas depois foi a minha libertação", diz.
Atriz Sherlyn Chopra de Bollywood é a primeira hindu a posar na 'Playboy' (29/04/12)
Sherlyn Chopra, 28 anos, tornou-se a primeira adepta da religião hindu a posar para a Playboy. O ensaio da atriz - que não está sendo visto com bons olhos por produtores da indústria cinematográfica indiana - sairá na edição de novembro da publicação norte-americana. As informações são do La Vanguardia.
Sherlyn ficou conhecida em Bollywood com filmes como Time Pass e Red Swastik o Game. Ela também foi a apresentadora do 55th Filmfare Awards, prêmio equivalente ao Oscar das produções do País. Recentemente, ela foi vista visitando a mansão do magnata da revista, Hugh Hefner.
Lady Gaga sofre protestos de religiosos na Coreia do Sul (23/04/12)
Em turnê pela Ásia, a cantora Lady Gaga está sofrendo protestos na Coreia do Sul. Religiosos pedem o cancelamento da apresentação da norte-americana naquele país, marcada para acontecer na próxima sexta-feira (27 de abril).
O show de Lady Gaga na Coreia do Sul foi proibido para menores de 18 anos, depois que um ministro do país considerou uma de suas canções "imprópria para adolescentes".
Obama não seria presidente sem Michelle, diz a jornalista do New York Times Jodi Kantor (22/01/12)
A jornalista Jodi Kantor escreveu a biografia "The Obamas: A Mission, a Marriage" (os Obamas: uma missão, um casamento). Em entrevista, fala sobre a introspecção do presidente, a força de Michelle e as manchas que os Bush deixaram na Casa Branca.
Pergunta: Uma das coisas que ficamos sabendo por seu livro é que Michelle Obama possui um par de tênis de grife de US$515.Jodi Kantor: Eu sei! É surpreendente, de certo modo.
O que infunde vida a qualquer reportagem são detalhes reveladores desse tipo. Até que ponto foi difícil para você conseguir esse tipo de acesso à Casa Branca? Bem, passei muito tempo na Casa Branca nas áreas públicas, que jornalistas são autorizados a frequentar, mas conversei com pessoas sobre os aposentos particulares, também. Algumas das coisas que fiquei sabendo eram detalhes pequenos, do tipo que aparece em um romance. Por exemplo, o fato de que, quando os Obama se mudaram para a Casa Branca, ainda havia manchas nos tapetes deixadas pelos gatos dos Bush. Sinto que a Casa Branca é quase um personagem neste livro. O que significa morar nesse lugar? É uma residência, mas também é um escritório, um complexo militar e, por falar nisso, um alvo de terroristas.
Achei interessante o fato de não haver entrada ou saída privadas para a família. Eu estava na Casa Branca alguns meses atrás, em pé na Sala Diplomática, e Sasha (a filha mais jovem dos Obama) apareceu com sua avó. Ela estava chegando da escola, e os funcionários apenas sorriram e fizeram gestos de assentimento com a cabeça, mas eu fiquei um pouco constrangida pelo fato de ela ser obrigada a passar ao lado de uma repórter para chegar em casa. Deve ter sido um pouco incômodo.
No livro, você toma o cuidado de não declarar uma opinião pessoal dos Obama. Mas com quem você preferiria ficar presa em um elevador --Barack ou Michelle? Acho os Obama incrivelmente envolventes, porque os venho cobrindo há cinco anos. Não se trata tanto de gostar ou não gostar deles quanto de acompanhar o drama da história.
O presidente Obama é tão carismático quanto todo o mundo diz que é? Em Washington, ele é visto como bastante introvertido. Alguns dias depois de tornar-se presidente ele promoveu uma festa no Superbowl. Ele cumprimentou todas as pessoas educadamente, mas, basicamente, queria assistir à partida como normalmente. Ele me disse mais tarde que se orgulhava de não ser um político que fica em pé, apertando as mãos de todos. Isso não vem agradando a muitos em Washington, porque os presidentes geralmente são pessoas que gostam de jogar conversa fora, e ele não é. Muitas pessoas acham que é Michelle Obama quem tem o carisma.
Michelle, Malia, Barack Obama e Sasha
Um dos capítulos mais interessantes de seu livro trata do desconforto que os Obama enfrentaram quando se deram conta de que a maior parte dos funcionários na Casa Branca é de origem afro-americana. A estadia deles na Casa Branca melhorou as relações raciais nos Estados Unidos? Ainda é muito cedo para dizer. Quando escrevi o livro, senti que a resposta a essa pergunta ainda está fora de nosso alcance. A questão que eu foquei foi a seguinte: qual é a experiência cotidiana de ser o primeiro presidente e primeira-dama afro-americanos? Por exemplo, quando chegou o convite para Michelle Obama sair na capa da "Vogue", os assessores dela se dividiram por raça. Os assessores afro-americanos queriam muito que ela saísse na capa, porque não muitos afro-americanos vistos como exemplos a seguir o haviam feito. Já os assessores brancos, por outro lado, adotaram postura de muito mais cautela, porque o país passava por enormes dificuldades econômicas e a "Vogue" é uma revista puramente de luxo _o preço nas bancas é algo como US$5. Michelle Obama optou por fazer a capa, e ouviram-se muito poucas críticas. Para mim, esse é um pequeno vislumbre do mosaico real de tudo o que vem acontecendo.
Os Obama já leram o livro? Não sei. Não tive um retorno.
Você diz nos agradecimentos que se tornou repórter política do "New York Times" ao mesmo tempo em que virou mãe. Alguma vez você deve dificuldade em equilibrar os dois papéis? Houve um momento na campanha de 2008 em que um assessor de Obama me telefonou para gritar comigo. Era 19h, e eu tinha acabado de chegar em casa. Minha filha tinha uns 2 anos e estava sentada no meu colo. Ela pegou o celular e começou a cantar a canção de Barney: "I love you, you love me. We're as happy as can be" (eu amo você, você me ama. Estamos felizes da vida). Foi surreal e espantoso da parte dele. De certo modo, foi a melhor coisa a ter dito a um assessor de campanha hiperansioso.
Seu livro deixa claro que os Obama têm personalidades diferentes _você diz que ele é mais cerebral, tem dificuldade em conectar-se com o público, enquanto ela é mais calorosa e mais arrojada. Você acha que são as diferenças, mais que as semelhanças, que fazem o casamento deles funcionar? Sem dúvida. Acho que ele não seria presidente sem Michelle Obama, porque é ela quem o liga às outras pessoas.
Um casamento pode realmente ser uma união entre iguais, quando um dos parceiros é o líder do mundo livre? A resposta a isso está no livro. Por um lado, Michelle Obama chega à Casa Branca e de fato tem que exercer um papel secundário em um cargo que não está bem definido. Mas eu a observei encontrando maneiras de afirmar seu poder. Esta é a história de uma mulher que, no início, foi colocada num papel muito secundário. O desafio dela é encontrar maneiras de ser poderosa. Na Casa Branca, ela passa de não deter muito poder para a situação de exercer tanta alavancagem interna, pelo fato de ser muito mais popular que ele.
Você enxerga paralelos entre seu próprio casamento e a parceria dos Obama? Acho que há coisas que descobri relativas aos Obama que penso que realmente são universais no casamento. Em meu trabalho de repórter, achei muito interessante que os períodos de maior dificuldade dos dois Obama na Casa Branca aparentemente quase nunca coincidiam. Quando um estava para baixo, o outro segurava as pontas. Em minha experiência, isso se aplica ao casamento de modo geral. Ocorre alguma delegação emocional do poder.
Você acha que Obama será presidente de um só mandato, como alguns estão dizendo? Aprendi que os melhores repórteres políticos nunca fazem previsões! Acho que a pergunta que eu tenho a fazer é se Obama possui a capacidade de se reiniciar... de reformular a ideia do porquê ele quer ser presidente, porque a fórmula de 2008 não funciona mais. Ele precisa apresentar uma visão nova, convincente e realista para o país.
Você conheceu Bo, o cão da Casa Branca? Sim. É muito mais fácil conseguir uma "entrevista" com Bo que com os Obama. Ele se torna uma espécie de substituto, porque anda para lá e para cá pelos corredores da Casa Branca, o tempo todo. Ele é o embaixador perfeito dos Obama, porque você pode esfregar Bo por inteiro e ele adora, enquanto os Obama gostam de se proteger.
De topless, feministas de grupo da Ucrânia Femen protestam na Bulgária (21/01/12)
De topless, ativistas do grupo feminista da Ucrânia Femen fazem topless com cartazes em que se lê "mulheres não são um saco de pancada", "prisão para os estupradores" e "greve contra a violência".
O protesto foi feito contra a justiça da Bulgária sobre casos de violência doméstica contra as mulheres e crianças e contra o tráfico de seres humanos em frente do prédio da Parlamento da Bulgária, em Sofia.
Me N Ma Girls I Primeira banda feminina de Mianmar desafia censura e pais (08/01/12)
Com coreografia sensual e trajes provocantes, a primeira banda de garotas de Mianmar desafia os limites de aceitabilidade artística nesse país socialmente conservador.
Mas quando seus pais ligam, perguntando por que elas não estão em casa às 22h, as cinco integrantes da banda voltam a se comportar como filhas exemplares.
"Estamos vivendo duas vidas diferentes", disse Lung Sitt Ja Moon, que é mais conhecida pelo apelido Ah Moon e é filha de um pastor batista. "Nós fazemos o que queremos no palco e depois voltamos para a casa dos nossos pais."
A banda chama-se Me N Ma Girls, um jogo de palavras que significa "Eu e Minhas Amigas". Elas vão contra pais conservadores, a censura do governo e namorados que pensam que ser escandaloso que subam ao palco vestindo roupas tão provocantes.
"Tentamos o nosso melhor para chamar a atenção, mas não de uma maneira sexy demais", disse Wai Hnin Khaing, outra integrante da banda.
Mianmar está saindo de anos de um regime militar ditatorial. Há rumores de que a censura que proíbe músicas, artigos e filmes será abolida. À medida que o país começa a se expor mais à Ásia, politicamente e culturalmente, a arte e as roupas tradicionais incentivadas pelo governo estão sendo substituídas aos poucos pelo estilo de vida ocidental.
"As pessoas pensam que se uma garota usa roupas muito sensuais, ela não é normal", disse Ah Moon, cujo pai ainda não consegue aceitar muito bem a sua escolha de carreira. "Elas acham que é uma menina má."
As integrantes do Me N Ma Girls, todas na casa dos 20 anos de idade, muitas vezes vão para os ensaios vestindo trajes tradicionais. Os shorts jeans e tops que usam para ensaiar certamente causariam olhares de reprovação nas ruas de Yangon.
As integrantes da banda não se enxergam como rebeldes. Todas as cinco têm formação universitária: Química, Zoologia, Matemática, Russo e Ciências da Computação. Mas elas falam com uma geração mais jovem de Mianmar, especialmente de áreas urbanas, que abraçam a cultura pop ocidental, embora à sua própria maneira.
Componentes do grupo Me N Ma Girls descansam na piscina durante uma pausa nas gravações de um videoclipe em Yangon
Me N Ma Girls lançou seu primeiro álbum no mês passado e foi aumentando sua popularidade dentro do país com uma série de concertos em Yangon nas últimas semanas.
A banda é criação de uma dançarina australiana e designer gráfica, Nicole May, que chegou a Mianmar há três anos e juntou-se ao birmanês Moe Kyaw. Ele inicialmente financiou o projeto.
May escolheu cinco mulheres entre 120 candidatas que responderam a um anúncio para participar de uma banda que se chamaria Tiger Girls. "Eu queria cinco meninas que fossem cheias de energia e magnetismo", disse.
Mas as vencedoras não tinham o visual sul-coreano que Moe Kyaw queria, de pele clara com os corpos esguios como os de manequins em uma vitrine. "Eu estava cético", disse. "Se você me perguntasse se eu achava que elas tinham a aparência de uma banda de meninas que seria bem sucedida, eu diria que não."
Moe Kyaw disse que acabou cedendo porque achava que as meninas eram talentosas e que o visual delas não era a única coisa importante. "Isso foi na época da Susan Boyle", disse, recordando o jeito pouco atraente da cantora escocesa cujo ótimo desempenho em um show de talentos britânico foi amplamente bem aceita.
Mas aí ele mudou de ideia. Um ano atrás, os sócios se separaram. As meninas seguiram May e mudaram o nome da banda para Me N Ma Girls.
A ideia de uma banda composta apenas por meninas ainda é nova por aqui, disse Heather MacLachlan, professora de Música da Universidade de Dayton e autora de um livro publicado recentemente sobre a indústria musical da região.
A banda canta sobre amor e corações partidos, situações entre meninos e meninas que podem ser bem vistas em outras culturas pop, mas não soam tão bem assim em uma sociedade na qual os filhos vivem com seus pais até que se casem.
No vídeo clipe de uma canção chamada Festival, as meninas aparecem dançando suadas em uma boate e mergulham em uma piscina. Elas usam óculos escuros enquanto cantam: "Ei, você! Você está feliz? Você quer um pouco disto?"
"Eu nunca vi meninas se comportarem assim. Nunca", MacLachlan escreveu, referindo-se às birmanesas.
Em outros países, os músicos pop abusam de drogas, são perseguidos por paparazzi, se envolvem em escândalos sexuais. O grupo Me N Ma Girls tem uma série de outros problemas. A luz acaba sempre no local onde ensaiam, existem vazamentos no telhado durante a época de chuvas. Os censores demonstraram várias objeções: a banda foi impedida de usar perucas coloridas no ano passado. Mas pagar uma "gorjeta" aos censores ajuda no processo.
O reconhecimento - as meninas têm sido destaque na mídia birmanesa - ainda não é refletido no seu sucesso financeiro.
A mãe de Wai Hnin Khaing ganha a vida vendendo salada com carne de porco na rua por 200 kyat o prato, ou cerca de US$ 0,25.
Lalrin Kimi, que atende pelo nome de Kimmy no palco, cresceu em uma aldeia na montanha perto da fronteira com a Índia, uma área que sofre de fome e pragas dos ratos de arroz. Ela vive com seus irmãos em Yangon e ganha a vida cantando em bares e restaurantes.
Seu pai desaprovou sua participação na banda. "Ele queria que eu trabalhasse apenas com músicas gospel", disse.
Componentes do grupo Me N Ma Girls fazem show em hotel de Yangon, Mianmar
As meninas têm grandes sonhos. "Eu quero que essa banda seja famosa e reconhecida mundialmente", disse Su Pyae Mhu Eain, formada em Zoologia, conhecida como Cha Cha. "Eu quero que essa banda chegue até Hollywood!"
Experiências individuais de Cha Cha inspiraram uma canção sobre o término de um namoro, com um refrão que diz: "Você é um mentiroso!" O videoclipe da música foi filmado em Bangcoc no ano passado.
Para a maioria das meninas, essa foi sua primeira viagem para fora da empobrecida Mianmar. Elas maravilharam-se com o trânsito de Bangcoc, com a quantidade de lojas nos shoppings e o possível anonimato que se tem ao viver em uma grande cidade.
"Eu me senti livre lá", disse Kimmy. "Nós podíamos usar o que fosse. Não precisávamos nos preocupar com outras pessoas. Aqui, se usamos shorts, sofremos provocações."
A banda também viu o lado libertino de Bangcoc, incluindo um show de sexo em um setor de bares conhecidos como Nana Plaza. "Havia tantas coisas que não vemos em Mianmar", disse Kimmy. "As prostitutas – eram tantas!" (O show, que contou com um ato sexual particularmente explícito, foi demais para Cha Cha e ela correu para o banheiro para vomitar).
As meninas estão planejando um retorno no início desse ano para participar de um evento com outras bandas de Mianmar, realizado para a grande comunidade de expatriados que vive na Tailândia. Enquanto isso, elas se concentram em ensaiar e em manter seus pais felizes.
Htike Htike Aung, uma integrante da banda, que também faz o design de capas de seus CDs e demais trabalhos artísticos, recebeu uma mensagem de texto de sua mãe durante um dos ensaios recentes que passou da meia-noite.
"Você sabe que ainda tem pais?" dizia a mensagem, seguida por um pedido mais controlado dizendo: "Minha filha, me ligue de volta!"
Htike Htike Aung voltou para casa e encontrou sua mãe esperando por ela com uma refeição caseira. "Ela nunca vai dormir até eu voltar para casa", disse Htike Htike Aung. "Eu me senti tão mal."
Meninas-noivas turcas tem infância roubada pela violência, afirma estudo da associação de mulheres "Flying Broom" (13/11/11)
Segundo entidade que combate a prática, estes casamentos vêm acompanhados de violência, estupros, incesto e problemas mentais
Testemunhos como este dão voz às frias estatísticas de um recente estudo sobre os casamentos de menores na Turquia, que representam 28,2% de todos os casamentos.
Essa conclusão é resultado de uma análise realizada pela associação de mulheres " Flying Broem", em 54 províncias do país, segundo dados de 2008.
Um fenômeno que não só rouba a infância de milhares de meninas, mas as condiciona a uma vida muitas vezes marcada pelas surras, estupros e trabalhos forçados.
Segundo Sevna Somuncuoglu, coordenadora da pesquisa, este estudo mostra que o costume não só não desapareceu, mas "inclusive é mais comum nas grandes cidades", segundo publicou o jornal "Cumhuriyet".
Tanto que até o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, casou seu filho em 2003 com Reyyan Uzuner, quando ela tinha 17 anos, após obter uma ordem judicial.
O estudo sobre as meninas-noivas, que foi apresentado na semana passada no Parlamento, revela que uma em cada cinco meninas da comunidade cigana que vive ao noroeste de Istambul (aproximadamente 1,5 milhão de pessoas) se casa quando completa 15 anos.
Escravidão
O psiquiatra Selçuk Candansayar, da Faculdade de Medicina na Universidade Ghazi, explicou à Agência EFE que estes casamentos vêm acompanhados de violência, estupros, incesto e problemas mentais, e que os bebês nascidos deste tipo de relações têm taxas mais altas de mortalidade antes do primeiro ano de vida.
"A vidas dessas meninas é roubada. Não podem realizar nenhum de seus sonhos, nem sequer podem sonhar. São tiradas da escola e transformadas em mão de obra, e inclusive em escravas da família do marido. Tudo isto contribui para o aparecimento de problemas mentais graves", declarou Candansayar.
Se a porcentagem de casamentos com menores é de 28,2 na Turquia, em algumas regiões do sudeste do país, como Diyarbakir, este número chega a 50%. Em 2010, em Sanliurfa, uma cidade do sudeste, foram registrados 21.091 partos, sendo que, 712 eram de mães adolescentes.
O estudo estima que o número de meninas-noivas na Turquia, segundo dados de 2008, era de 181.036. Só em Istambul foram registrados 24.934 destes casamentos.
Segundo várias pesquisas, no mundo todo existem dez milhões de meninas que se casam a cada ano, o que significa que a cada três segundos uma menor se casa. A taxa de casamentos forçados e prematuros também é alta no Centro e no Leste Europeu.
Geórgia e Turquia lideram a lista europeia, mas países como a França e Reino Unido também têm porcentagens de até 10% de menores que se casam antes de completar 18 anos, segundo um relatório publicado no jornal "The Guardian".
Medo A professora de Sociologia Yildiz Ecevit, que apresentou o estudo no Parlamento turco, declarou à Agência EFE que o número de 28,2% foi registrado em estudos demográficos na Universidade Hacettepe, que estuda as práticas matrimoniais no país.
Yildiz ressaltou o papel das tradições e os fatores sócio-econômicos como causa dos casamentos prematuros forçados e insistiu no peso que têm a honra e a virgindade, responsáveis pela reputação da família. Além disso, quando se casam, a família do marido as usa como mão de obra barata ou não remunerada.
"No entanto, não sou a favor de impor medidas legais para que só se casem aos 18 anos. Isto causaria muitos outros problemas. O número de casamentos prematuros, que em sua maioria são celebrados em forma de 'Imame Nikahi' (casamento religioso), vai continuar aumentando", lamentou Yildiz.
"Quando tinha 13 anos me casei com um homem de 30. Nunca o tinha visto. Nos casaram só porque era filho de um amigo do meu pai. Quando o vi, pensei que poderia ser meu pai. Não podia nem chegar perto dele. À noite ficava muito assustada", contou uma das entrevistadas pelo estudo. Dogan Tilic, EFE
Feministas do movimento Femen cortam grama contra governo na Ucrânia (25/08/11)
Milhares de simpatizantes da oposição do governo ucraniano se reuniram nesta quarta-feira em manifestações de comemoração ao aniversário de 20 anos da independência nacional. O evento marcou ainda protestos contra o atual presidente, Víctor Yanukóvich.
Ativista do grupo Femen é detida após fazer protesto contra falta de auxílio social do governo
Seguidores de mais de dez partidos opositores diferentes e movimentos autônomos se encontraram em frente ao monumento em homenagem ao poeta e pintor ucraniano Tarás Shevchenko, admirado pelos nacionalistas, segundo a mídia local.
Opositores afirmam que cerca de 10 mil pessoas participaram das manifestações, que incluíam gritos de ordem lembrando a condenação de Yanukóvich quando era mais jovem. Algumas ruas foram fechadas no centro de Kiev, vigiada por dezenas de policiais.
Ativistas participantes do movimento feminista Femen também realizaram protestos seminuas na capital. As mulheres cortavam a grama próxima à sede do governo, simbolizando os cortes governamentais em serviços sociais à população ucraniana nos últimos 20 anos. Algumas delas foram detidas, acusadas de perturbar a ordem pública.
Ativistas feministas cortam grama perto da sede do governo ucraniano
O dia foi marcado também por manifestações de apoio à ex-premiê Yulia Tymoshenko, que foi presa no início do mês, acusada de abuso de poder e má gestão de fundos públicos enquanto estava no cargo. Os Estados Unidos e a União Europeia condenaram a prisão, que acreditam ter sido por motivos políticos.
As acusações a Tymoshenko são referentes a um acordo de gás natural assinado com a Rússia em 2009, quando ela era primeira-ministra. O governo de Viktor Yanukóvich, atual presidente, afirma que o acordo sobrecarregou a Ucrânia com preços altos demais para suas importações de gás natural.
Efrem Lukatsky/Associated Press
Policiais barram passagem de milhares de manifestantes durante 20º aniversário da independência ucraniana
Criadora do Betty Ford Center, o famoso centro de rehab, morre aos 93 anos
Morre Betty Ford, a criadora da rehab mais procurada pelas celebs...
Os Estados Unidos acabam de perder uma importante figura na política, mas foram as celebs hollywoodianas que ficaram sem sua madrinha. Betty Ford, a mulher do ex-presidente Gerald Ford, morto em 2006, faleceu na noite desta sexta-feira (08.07) em Palm Springs, Califórnia.
Viciada confessa em álcool e pílulas, Betty se baseou em sua história pessoal para criar, em 1982, a famosa clínica para dependentes. Por lá já passaram nomes como Liz Taylor, Liza Minnelli, Mary Tyler Moore e até a new generation, como LiLo, Drew Barrymore, David Hasselhoff e Robert Downey Jr.
Curiosamente, Betty viveu até que bastante para uma pessoa que enfrentou tantos problemas sob os holofotes… Que sirva de exemplo!
Apresentadora Oprah Winfrey se emociona ao receber doutorado na África do Sul (25/06/11)
Apresentadora chorou ao ser homenageada pela Free State University nesta sexta-feira (24)
Oprah Winfrey se emocionou muito nesta sexta-feira (24) ao receber o douturado honorário em educação pela Free State University, que fica na cidade de Bloemfontein, na África do Sul.
A apresentadora chorou ao subir ao palco e receber a homenagem, que foi dada como uma forma de reconhecer o progressos entre as relações raciais no país africano.
De acordo com o jornal "Daily Mail", Oprah, que usava beca e chapéu, sentou na plateia e assistiu à toda a cerimônia em sua homenagem, que durou cerca de 1 hora. O auditório que tem capacidade para 4.500 pessoas estava lotado.
Quando foi receber o prêmio das mãos do professor Dennis Francis, a apresentadora levantou os braços e vibrou muito, sendo aplaudida por toda a plateia. Ainda de acordo com a publicação, a Universidade disse que depois do douturado Oprah se tornou uma verdadeira sul-africana.
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Aos 80 anos, atriz Anne Francis morre de câncer no pâncreas (03/01/11)
A atriz americana Anne Francis, coprotagonista de "Planeta Proibido", famoso filme de ficção científica da década de 1950, morreu aos 80 anos por complicações decorrentes de um câncer no pâncreas, informou nesta segunda-feira o jornal "Los Angeles Times".
A atriz, que também teve diagnosticado um câncer no pulmão em 2007, morreu no domingo em uma casa de repouso em Santa Barbara (Califórnia), relatou ao jornal sua filha, Jane Uemura.
Anne ganhou fama na década de 1950 com o filme "Planeta Proibido", que se tornou um clássico da ficção científica, e nos anos 1960 protagonizou a série "Honey West", na qual interpretava uma detetive particular.
Sua carreira artística teve início no rádio e na televisão e antes de começar a atuar no cinema, nos anos 1950, participou de espetáculos na Broadway. Posteriormente, retornou à televisão em dezenas de séries.
Anne trabalhou em mais de 30 filmes, incluindo "Conspiração do Silêncio", "O Revólver Mercenário", e "De Caniço e Samburá", mas se destacou como uma das estrelas de "Planeta Proibido", ao lado de Walter Pidgeon e Leslie Nielsen.
Operária Geraldine Doyle, que inspirou famoso cartaz da Segunda Guerra morre nos EUA (30/12/10)
Morreu nos EUA Geraldine Doyle, americana cuja foto inspirou um famoso cartaz elogiando os esforços das operárias americanas durante a Segunda Guerra (1939-45). Doyle morreu no domingo (26) em Lansing, no Michingan, aos 86 anos.
Uma foto de Doyle aos 17 anos, quando trabalhava em uma fábrica, serviu de modelo para o famoso cartaz de uma mulher vestindo um lenço na cabeça e mostrando um musculoso bíceps, informou o "Lansing State Journal".
Chamada "We Can Do It!" ("Nós podemos fazer isso!", em tradução livre), a imagem inspirou filhas, irmãs e mães a trocar o trabalho doméstico por empregos em fábricas no Michigan e ao redor dos EUA, enquanto os homens estavam longe de casa, lutando na guerra.
"Ela era definitivamente uma das Rosies", disse Sandy Soifer, diretora-executiva do Centro Histórico e Hall da Fama das Mulheres de Michigan, referindo-se à fictícia "Rosie the Riveter", nome dado às mulheres trabalhando em fábricas durante a guerra.
"Acreditamos que ela é a modelo do desenho que é o mais normalmente usado nos cartazes e produtos", disse Soifer.
"Rosie the Riveter" é também o nome de uma música popular dos anos 1940, e o nome de um quadro de Norman Rockwell, de uma operária segurando uma ferramenta.
Doyle disse ao "Lansing State Journal" em 2002 que até 1984 --quatro décadas depois-- ela não tinha se dado conta de que era o rosto estampado no cartaz, patrocinado pelo Comitê de Coordenação de Produção da Guerra dos EUA.
Ator Michael Douglas leva família para a Disney (24/11/10)
Michael Douglas levou a família para curtir alguns dias de folga na Disney, segundo informou a agência de notícias "Splash News". O ator americano posou com os filhos Dylan, de 10 anos e Carys, de 7, e da mulher, Catherine Zeta-Jones, ao lado dos personagens do parque temático Mickey e Minnie Mouse, em frente à árvore de Natal do Epcot, na Flórida.
Aos 65 anos de idade, Michael luta contra um câncer na garganta. Em entrevista para uma publicação alemã, o ator afirmou que culpa o álcool e o cigarro pela doença. "Meu câncer de garganta é o resultado de beber e fumar por tantos anos", disse. Na tarde de terça-feira (23), Michael e Catherine foram vistos deixando o prédio da família, em Nova York, para Orlando. Além de celebrar os 10 anos de casamento do casal, a família comemora o Dia de Ação de Graças, celebrado todo o dia 25 de novembro. _________________________________________________________________________________
Angelina Jolie escolhe atriz Zana Marjanovic da Bósnia para protagonizar filme que vai dirigir (23/09/10)
Angelina Jolie escolheu a atriz Zana Marjanovic para protagonizar o filme que vai marcar sua estreia como diretora de cinema. As informações são da agência de notícias Associated Press. No filme, Zana vai viver uma mulher que se apaixona por um sérvio durante a guerra. A atriz descreveu o roteiro como "fabuloso" e disse que está feliz por trabalhar com "uma grande atriz e defensora dos direitos humanos" como Jolie. O filme deve começar a ser gravado no final do ano na Bósnia, onde Jolie esteve duas vezes neste ano como parte de seu trabalho como embaixadora da ONU. Jolie já disse em entrevistas que só vai usar atores da região no filme. _________________________________________________________________________________
Diretor Woody Allen desmente boatos de erros de Carla Bruni em seu filme (13/09/10)
Woody Allen saiu que em defesa de Carla Bruni sobre os boatos que ela precisou de 32 tomadas para fazer uma cena em "Midnight in Paris". "Ela não era esse problema todo" disse em entrevista à "Associated Press". O diretor ainda fez elogios a Carla: "Estou encantado por ela".
Allen, que acompanhou as gravações de Carla Bruni de perto, falou sobre a atuação da primeira-dama no longa: "Ela é ótima. Fez uma pequena participação, porém respeitável". O diretor também desmetiu que precisou contratar outra atriz para o papel de Bruni. "Contratei outra para um personagem diferente", explicou. Carla interpreta uma guia de turismo no museu Rodin no filme que tem estreia prevista para 2011.
Ator James Gammon morre de câncer no fígado aos 70 anos na Califórnia, nos EUA (18/07/10)
O ator americano James Gammon morreu de câncer no fígado na última sexta-feira (16), em Costa Mesa, na Califórnia, nos Estados Unidos, aos 70 anos. Ele era conhecido pelos filmes "Cowboy do Asfalto", "Silverado", "Rebelião em Milagro", "Garra de Campeões", "As Aventuras de Huck Finn" e "Wild Bill - Uma Lenda no Oeste".
Recentemente, Gammon também atuou nos filmes "Cold Mountain" e "Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei". Gammon fez ainda uma participação especial na série de televisão "Grey's Anatomy".
Gammon sofria de câncer no fígado e nas glândulas adrenais. Ele era casado com Nancy Jane Kapusta desde 1972. __________________________________________________________________________________ Motorizados, Tom Cruise e Cameron Diaz promovem filme na Espanha (16/06/10)
Tom Cruise e Cameron Diaz chegaram motorizados para a première do longa "Knight and Day" nesta quarta-feira, 16, em Sevilha na Espanha. O ator deu show em uma moto e atriz preferiu não se arriscar chegando em um carro da marca BMW.
Black Eyed Peas levanta multidão na África (10/06/10)
A banda Black Eyed Peas já se apresentou no concerto de abertura da Copa do Mundo na África, que acontece nesta quinta-feira (10). O show acontece no estádio Orlando, em Soweto.
A banda subiu ao palco e levantou a platéia presente com seu sucesso “I got a felling”. A grande atração será a colombiana Shakira. Ela tocará três músicas, dentre elas o tema do Mundial “Waka Waka – Time for Africa”, com o grupo sul-africano Fleshyground.
Shakira desembarca na África do Sul para abertura da Copa do Mundo (07/06/10)
Shakira já está na África do Sul para o início da Copa do Mundo. A cantora, que irá cantar ao lado de outras personalidades durante a abertura oficial do torneio de futebol na próxima sexta-feira (11), desembarcou em Joanesburgo na manhã desta segunda-feira (7). Em seu Twitter, ela postou uma foto no interior do avião, minutos antes de decolar rumo ao país africano. "Dentro do avião A380 da Lufthansa. África do Sul aqui vou eu", escreveu a colombiana.
Em sua chegada no aeroporto O R Tambo, ela precisou ser escoltada por seguranças para evitar o assédio da multidão. No show, que acontece no estádio Orlando e que marca o início da Copa do Mundo, Shakira dividirá o palco com famosos como Alicia Keys, Black Eyed Peas e o veterano John Legend.
Além do show que fará na Copa do Mundo, Shakira também lançou um vídeo oficial do evento. O clipe da música "Wacka Wacka", que vazou na rede recentemente, traz imagens de jogadores como Pelé, Ronaldo, David Beckham, Maradona e Denilson. (ASSISTA ao vídeo abaixo)
Dançarino japonês Kazuo Ohno morre aos 103 anos (01/06/10)
O dançarino e coreógrafo japonês Kazuo Ohno morreu nesta terça-feira (1º) em um hospital da cidade de Yokohama, no Japão, segundo informou o agente dele. Kazuo Ohno era conhecido mundialmente como o pai do butô contemporâneo, mistura de teatro e dança de vanguarda que ele desenvolveu junto com Tatsumi Hijikata, morto em 1986.
Na página do estúdio de dança de Kazuo Ohno, uma mensagem lamenta a morte do mestre. "É com grande pesar que anunciamos a morte de Kazuo Ohno em 1º de junho de 2010", diz o comunicado. "Nós gostaríamos de expressar a nossa estima pelo seu apoio ao longo dos anos", finaliza a mensagem. Folha ________________________________________________________________________________
Sarah Jessica Parker promove ‘Sex and the city 2’ no Japão (31/05/10)
Sarah Jessica Parker está no Japão para provever “Sex and the city 2”. Nesta segunda-feira, 31, a atriz e suas companheiras de elenco - Cynthia Nixon, Kristin Davis e Kim Catrall – participaram de um encontro com jornalistas em Tóquio.
Cynthia Nixon, Kristin Davis, Kim Catrall e Sarah Jessica Parker
A violência cult de Battle Royale vai retornar às telas em 3D (19/05/10)
Segundo o Screen Daily, a empresa japonesa Toei planeja converter o cult violento “Battle Royale” para 3D, tendo em vista o relançamento do filme nas salas de cinema. O “Battle Royale” estreou no Japão em 2000 e foi distribuído para 35 países – nos EUA, sob as bênçãos de Quentin Tarantino. No Brasil, saiu direto em DVD – o que já é um mérito, considerando a quantidade de produções japonesas que chegam por aqui.
O filme original foi dirigido pelo mestre Kinji Fukasaku, que faleceu em 2003, não tendo por isso nada haver com esta conversão, que está a cargo do seu filho, Kenta Fukasaku. Vale lembrar que Kenta é também o diretor da sequência, “Battle Royale 2: Requiem”.
“Battle Royale” (Batoru Rowaiaru) foi inspirado no livro da autoria de Koushun Takami com o mesmo título e se tornou um dos filmes mais influentes e violentos vindos do Japão nos últimos dez anos. O enredo do filme desenvolve-se num futuro não muito distante, onde os jovens se tornaram demasiado rebeldes. Devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e os danos sociais que ela acarreta, o governo vê-se na contingência de apoiar a lei conhecida como Ato BR.
A lei consiste em sortear um grupo de estudantes para participar num jogo, em que o objetivo primordial é matarem-se uns aos outros até restar apenas um. O governo aprova este jogo com a justificação de que está a cumprir uma demanda social para eliminar a delinqüência juvenil. Espera-se que a versão 3D do filme esteja pronta para estrear em 20 de novembro no Japão. (Aníbal Santiago) __________________________________________________________________________________
Lady Gaga aposta em look bizarro em programa de TV japonês (17/04/10)
Lady Gaga parece que não está interessada em passar despercebida pelo Japão. Como de costume, o fenômeno pop voltou a tirar mais um look extravagante de seu guarda-roupa para aparecer em um programa de TV japonês. De acordo com o tablóide britânico “Daily Mail”, a cantora esteve no TV Asahi Music Station e, em entrevista, garantiu que estava vestindo apenas modelos desenhados por designers do país. "Tudo que estou usando é japonês", disse ela que desfilou criações de Somarta e Yuima Nakazato.
A estrela ainda contou que procura valorizar os jovens designers. "As coisas mais importantes para mim são apoiar os jovens designers e a moda. Quando criamos a Monster Ball todas as roupas que usei foram desenhadas por jovens designers - e, claro, é uma imagem forte e memorável para os fãs", explicou. Durante sua visita à atração nipônica, na sexta-feira (16), a estrela cantou o sucesso “Telefone” – música a qual ganhou um clipe em parceria com Beyoncé. Em sua turnê pelo Japão, Lady Gaga já realizou duas apresentações em Osaka e fará, em breve, três shows em Tóquio. Confira no vídeo abaixo a performance da cantora no programa de TV:
'Mother' é eleito melhor filme em premiação do cinema asiático (22/03/10)
O filme sul-coreano "Mother - A busca pela verdade", de Bong Joon-ho, foi o grande destaque do quarto Asian Film Awards, premiação do cinema asiático cujos vencedores foram divulgados nesta segunda-feira (22).
História de uma mãe que luta para livrar o filho de uma acusação de assassinato, o longa de Joon-ho também se sagrou vencedor nas categorias melhor filme, melhor roteiro e melhor atriz, para Kim Hye-ja, espécie de Fernanda Montenegro da Coréia do Sul. Popular em seu país, Joon-ho é também o diretor do filme de monstro "O hospedeiro".
Outro destaque do Asian Film Awards foi "City of life and death" (Cidade de vida e morte, em tradução literal), que venceu os prêmios de direção e fotografia. O longa de Lu Chuan narra atrocidades cometidas pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Também receberam dois prêmios cada os filmes "Bodyguards and assassins" (Guarda-costas e assassinos, em tradução literal), por melhor ator e ator coadjuvante, e "At the end of daybreak" (Ao final da alvorada, ao pé da letra), por atriz coadjuvante e diretor revelação (Ng Meng Hui).
"Thirst", filme de vampiros de Park Chan-wook ("Oldboy"), ficou com o prêmio de efeitos visuais, enquanto que Zhang Yimou, de "A casa das adagas voadoras" e "Herói", foi premiado por sua contribuição à indústria de cinema asiático. ________________________________________________________________________________
Comercial com Pamela Anderson é banido da televisão australiana, diz site (01/03/10)
A estrela da Playboy Pamela Anderson teve um comercial banido na televisão australiana.
O motivo? Ela é sexy demais pra eles! Ok, não é apenas isso! Na propaganda, Pamela aparece de biquini, envolta num "creme branco" com outra garota e os australianos acharam que ela cruzou a linha da decência e tornou a mulher um objeto.
O vídeo foi feito para uma empresa de domínios de internet e os telespectadores acharam que o comercial é "totalmente sobre sexo, não tem nada sobre domínios, a menos que seja para um site pornô", além de acreditarem ser sexista. Para um dos diretores da empresa, Gavin Collins, a culpa é dos blogs feministas, que jogaram essa controvérsia no ar. A empresa briga dizendo que o comercial não deve ser banido e ataca os clip es de música que passam na tv. "Há muito mais gráficos e imagens sexuais explícitas ali e milhares de adolescentes assistem.
Acho que os pais precisam ser mais conscientes sobre o que seus filhos andam vendo...", disse o diretor, segundo o site Popcrunch.
O Festival Internacional de Cinema de Berlim foi agraciado nesta quinta (18) com filmes de duas jovens diretoras, a argentina Natalia Smirnoff e a bósnia Jasmila Zbanic, a primeira com um drama que conta com o talento de María Onetto e a segunda com uma obra sobre a radicalização islâmica em Sarajevo. (19/02/10)
Diretora bósnia Jasmila Zbanic
Zbanic, nascida em 1974 em Sarajevo e Urso de Ouro em 2006 com "Grbavica", voltou ao Festival de Berlim com uma sutil amostra de como sugerir, mais do que expor, os efeitos deixados na sociedade bósnia muçulmana pelo conflito bélico. Smirnoff, nascida em 1972 em Buenos Aires, estreou com "Puzzle", centrado nos sentimentos de uma mulher, María do Carmen - interpretada por Onetto. A personagem é presenteada em seu 50º aniversário com um quebra-cabeças, montado com muito prazer e rapidez.
Onetto é a menina dos olhos da diretora para desenvolver seu filme. O primeiro plano no rosto da atriz, alternado com o close em suas mãos superdotadas para montar qualquer quebra-cabeças, é o fio condutor do filme. Entre os personagens do mosaico, estão o marido, os filhos e uma alma gêmea que surge como dupla para um torneio mundial de quebra-cabeças na Alemanha.
Fundamentalismo religioso __ Em outra órbita está a diretora Zbanic com "On the path". A história enfoca uma jovem e bela aeromoça bósnia, que quer ter filhos com seu companheiro, um muçulmano moderno e controlador aéreo, que perde o emprego por beber durante o trabalho. Ao cair no desemprego, ele busca esperanças em um acampamento de muçulmanos que seguem as regras estritas do Corão, onde as mulheres se cobrem da cabeça aos pés e seu contato com o mundo é a fenda em sua burka na altura dos olhos.
"Após o genocídio, após a guerra perdida, foram muitos os que buscaram refúgio no fundamentalismo religioso. Tratei de abordar esse processo e até que ponto alguém, por amor, deve aceitar as mudanças do outro, quando começamos a renunciar a nós mesmos e a que ponto a renúncia significa traição", explicou Zbanic. Do refúgio na religião à lavagem cerebral, do Corão ao fundamentalismo político: esta é a questão levantada por Zbanic, em um filme que mostra com inteligência os aspectos da sociedade bósnia. Quatro anos após abordar em "Grbavica" o drama das mulheres violadas no conflito balcânico, Zbanic retornou ao festival com uma exibição de talento consolidado.
Tradição argentina - Sobre a estreante Smirnoff, se abordava a questão sobre se ela cumprirá a regra latente de que todo filme argentino em competição sai premiado do Festival de Berlim. Assim foi desde que Lucrecia Martel levou o prêmio em 2001 com "O pântano". A regra se manteve, sucessivamente, com Daniel Burman, Ariel Rotter e Rodrigo Moreno, com distinções maiores ou menores, até chegar em 2009 ao portenho Adrián Biniez, com "Gigante", rodado no Uruguai. Se Rotter e Moreno sustentaram seus filmes no trabalho de ator de Julio Chávez, Smirnoff pegou emprestado de Onetto - outro sinônimo de solidez interpretativa - de seu compatriota e colega Martel.
Vaia Smirnoff e Zbanic deixaram no Festival de Berlim o selo do bom trabalho, com o rótulo comum de "jovens produtoras", enquanto o anfitrião alemão recebeu a primeira vaia da competição com "Jud Süss", de Oskar Roehler. Seu filme se centra na figura de um ator, Ferdinand Marian, que vende sua alma ao diabo - o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels - não por vontade própria, mas porque não se atreve a negar.
Ele acredita que poderá manipular o grande manipulador do Terceiro Reich, mas obviamente não consegue, com as previsíveis consequências para sua esposa, de origem judaica. Rodada sob o prisma estético de um melodrama dos anos 40, com Moritz Bleibtreu a meio caminho da paródia de Goebbels, o filme provocou impaciência entre a imprensa internacional e vergonha entre os alemães. _________________________________________________________________________________ Mangá ultraviolento e cultuado, Gantz terá dois filmes em 2011 (05/01/10)
Um dos mais cultuados mangás da atualidade, “Gantz” vai virar filme. Melhor ainda: filmes no plural. Famoso pela extrema violência, sexualidade, mortes dramáticas, citações de cultura pop e tramas construídas como games, em que personagens, vestindo roupas negras de cosplay, precisam eliminar aliens para avançar de estágios, Gantz” virou um fenômeno, que já foi adaptado numa série animada de duas temporadas e num videogame.
Agora, o mangá criado por Hiroya Oku chegará às telas de cinema, com direção de Shinsuke Sato (que adaptou o mangá clássico “Princess Blade” no filme “A Sociedade da Espada”, disponível em DVD no Brasil). Os protagonistas Kei Kurono e Masaru Kato serão interpretados, respectivamente, por Kazunari Ninomiya (da série “Yamada Tarô”) e Kenichi Matsuyama (que viveu L nos filmes baseados no mangá “Death Note”).
A história é tão complexa que os produtores decidiram lançá-la em duas partes. Serão dois filmes, filmados simultaneamente, e ambos serão lançados ao longo de 2011. Ainda está longe. Mas, para os fãs, o teaser abaixo já dá água na boca.
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