Future I Ashton Kutcher e os bilionários Mark Zuckerberg e Elon Musk se unem pelo futuro da inteligência artificial (25/03/14)

Por: Felipe Ventura

O ator e investidor Ashton Kutcher se uniu a Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Elon Musk, o Tony Stark da vida real – envolvido na estruturação de empresas como Paypal, SpaceX e Tesla Motors. Os três investiram US$ 40 milhões na Vicarious FPC, uma empresa de inteligência artificial.

Segundo o Wall Street Journal, a Vicarious quer replicar o neocórtex, parte do cérebro que processa a linguagem e matemática, controla o corpo e trabalha com as funções sensoriais. Seria um código que faria “o computador pensar como uma pessoa, mas sem ter que comer nem dormir”, diz o cofundador Scott Phoenix.

Para que será usada a inteligência artificial? O Google, que comprou a DeepMind em janeiro, deve usá-la para buscas. A Vicarious tem objetivos mais ambiciosos:

Phoenix espera que, no futuro, os computadores da Vicarious aprendam a curar doenças, criar energia barata e renovável, e executar tarefas que empregam a maioria dos seres humanos. “Nós dizemos aos investidores que, agora, os seres humanos fazem um monte de coisas que os computadores deveriam capazes de fazer”, diz ele.

Por enquanto, o investimento na Vicarious não representa algo para o futuro do Facebook – trata-se de um investimento pessoal de Zuckerberg, diz a assessoria da empresa ao WSJ. Mas Zuck disse recentemente que poderia usar inteligência artificial para identificar objetos nas fotos de usuários, o que ajudaria o Facebook a vender propagandas direcionadas.

Mas ainda vai demorar muitos anos até que a Vicarious lance um produto. Na verdade, a empresa revela pouco sobre sua tecnologia – e nem diz onde fica seu endereço, para evitar espionagem industrial.

Do que a Vicarious é capaz hoje? Ela diz que sua equipe de oito pessoas conseguiu quebrar o código CAPTCHA – aquelas letras e/ou números que você digita para provar que é humano. Em outubro, a empresa disse que consegue quebrar o CAPTCHA 90% das vezes. No entanto, eles não mostram como fizeram isso, já que o software ainda é secreto.

Entre empresas de tecnologia, há um forte interesse em inteligência artificial. No ano passado, o Google comprou um supercomputador quântico junto à NASA para criar o futuro da inteligência artificial. E este ano, a gigante das buscas comprou a DeepMind, uma empresa de inteligência artificial, por US$ 500 milhões.

Mas Phoenix reconhece que ela ainda demorará a virar realidade: ele diz que isso levará mais cinco a dez anos, e precisará de mais engenheiros. [Wall Street Journal via Wired]

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Future  I  Uma entrevista com Geoff McFetridge sobre as interfaces do filme “Ela”   (03/03/14)

Por: Alissa Walker

No filme Ela (Her), Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) leva uma vida apática até conhecer o OS1, novo sistema operacional com uma personalidade própria e voz de Scarlett Johansson. Para complementar essa história de amor num futuro retrô, foi necessário criar diversas interfaces homem-máquina – este é o trabalho do designer gráfico Geoff McFetridge.

Creditado como o “designer gráfico futurista” de Ela, McFetridge foi encarregado de imaginar como poderemos interagir com nossos dispositivos em um futuro próximo.

Seus gráficos e interfaces desempenham um grande papel no filme: o programa de caligrafia que Theodore usa em seu trabalho na empresa Beautiful Hand-Written Letters; o mapa fictício do metrô de Los Angeles, por onde ele passa; os logotipos e embalagem do dispositivo com OS 1 que muda a vida dele; e a própria interface semelhante à do iPhone, que passamos a conhecer como a personagem “Samantha”.

Eu conversei com McFetridge em uma entrevista apresentada no episódio desta semana do programa DnA: Design and Architecture.

“Este filme se trata muito de design”, diz ele. “Há várias telas no filme: sistema operacional, uma suíte de edição de vídeo, tem o programa que ele usa no escritório, os botões no elevador – todas essas interfaces. Mas o filme é sobre design no sentido de que esse design é transparente.” Após ler o roteiro, ele sabia que o dispositivo OS1 era um objeto físico: seria possível segurá-lo e interagir com ele. “Tudo além disso era um ponto de interrogação”, diz McFetridge.

Eu me encontrei com o designer em seu estúdio de Los Angeles; nas mesas, estavam empilhados cadernos cheios de esboços de filme. McFetridge trabalha frequentemente com Spike Jonze, diretor de Ela; atua como designer gráfico e ilustrador para clientes como Nike, Patagonia e Pepsi; e também é um artista visual.

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Seu design para o filme não é totalmente distinto de seus outros trabalhos, mas dado que muitas vezes ele projeta logotipos e ícones para os clientes, seu estilo definitivamente vai em direção a algo desenhado à mão – o que não é uma estética típica de sistema operacional.

No entanto, seu estilo se alinhou com os objetivos globais para o visual do filme. Antes da produção começar, McFetridge trabalhou de perto com o designer de produção KK Barrett (que concorre hoje a um Oscar), que criava um futuro próximo altamente tátil – monitores com veios de madeira e paredes texturizadas – de acordo com as diretrizes gerais estabelecidas por Jonze.

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O dispositivo OS em si é na verdade uma cigarreira vintage – caixinha de metal para guardar cigarros – encontrada em um mercado de pulgas. Para a tela inicial, Jonze repassou imagens de antigos cartões telefônicos como inspiração. “Spike disse uma vez que ela deveria ser como uma caixa de doces japoneses, com todas aquelas fitas e laços”, diz McFetridge. “Isso foi ótimo para mim, porque ele estava falando sobre a experiência de uso, não sobre algo decorativo.”

Quando chegou a hora de pensar como tudo iria funcionar, McFetridge – que tinha zero experiência em criar interfaces gráficas de usuário – começou com uma ideia em vez de uma estética: a interface tem algo feito à mão.

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Ele começou elaborando modelos de madeira, colando papel cortado e pregos pintados em camadas, e depois fotografando tudo. “Isso era muito artesanal, mas era isso que eu estava criando. Eu gosto da ideia que você sente o que está olhando, de que alguém fez isso, de que há um autor por trás.”

Na primeira fase conceitual, Jonze insistiu em layouts dimensionais – “como o Google Earth” – mas McFetridge resistiu. “Se há uma coisa a dizer sobre o meu trabalho, é que ele é muito, muito plano”, diz McFetridge. “Eu só estou interessado no que é plano.” Na verdade, os conceitos de McFetridge evocam a tendência do flat design, o afastamento do esqueumorfismo adotado por sistemas operacionais nos últimos anos.

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Curiosamente, assim que McFetridge finalizou seu visual para as telas do cinema, ele recebeu um pouco de validação direto da Apple: “No meio disto, ela lançou um novo sistema operacional que é super flat e colorido!” De repente, o futuro imaginado por McFetridge parecia estar no caminho certo.

Dentro deste mundo colorido e plano, McFetridge começou a ver os monitores do futuro como molduras, e a interface dentro dela como uma obra de arte. Ele foi inspirado pelas cores de James Turrell, sempre brilhantes e lembrando joias. Ele também adotou uma técnica das pinturas de Mark Rothko, que usa faixas borradas em cores fortes. McFetridge girou-as para torná-las verticais, “mais como uma cidade do que um pôr do sol”, diz ele . As colunas de cor, em seguida, se tornaram uma forma de denotar hierarquia, empurrando a tarefa atual para o centro da tela. “Você sempre volta para o meio; no meio está tudo o que seu computador sabe sobre você.”

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McFetridge diz que, como todas as telas são controladas por voz, seu trabalho ficou mais fácil. Afinal, ele não tinha que projetar mensagens de texto, por exemplo, que são notoriamente difíceis para os cineastas. Mas, para fazer as interfaces parecerem parte de uma linguagem de design muito rica e desenvolvida, ele projetou centenas de ícones e outros elementos que aparecem na tela de Theodore, alguns por apenas um milésimo de segundo. “Quando ela organiza a área de trabalho dele, tudo é muito caótico. Nós tivemos que pensar: qual é a aparência do e-mail, quando ela passa por centenas de milhares de e-mails?”

Ele também teve que projetar um momento crucial, quando Theodore não consegue falar com Samantha – o equivalente à tela azul da morte. “Eu só fiz isso parecer um pouco assustador, como um aviso, uma linguagem internacional de temor.”

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Outro momento notável da interface é quando o OS 1 roda pela primeira vez no computador. Tudo começa com um logotipo animado, um símbolo da infinidade – o slogan é “Acreditamos no infinito” – que se transforma em dezenas de formas. Depois temos um processo de instalação que não é tão diferente do OS X atual. Por isso, eu tive que perguntar: ele estava pensando na Apple?

“Este é definitivamente um Mac do futuro, mas eu acho que o futuro da Apple vai ser muito diferente do que ela é agora”, diz ele. Por um lado, o design da interface não será padronizado, e isso não vai emanar de uma única empresa, acredita McFetridge. “A potência de uma única pessoa vai ser tão ampliada no futuro que esta interface poderá ser feita por alguém com 17 anos de idade.”

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Este detalhe pode não ser imediatamente óbvio para os espectadores do filme: McFetridge imaginou que cada interface no filme é personalizada totalmente de acordo com a personalidade de cada usuário. As interfaces de Theodore são projetadas para as preferências dele, por algum designer invisível – o autor que McFetridge imaginou ao criá-las.

Então, ao invés de todo mundo esperar pela próxima atualização OS 28.3, os designers poderiam usar a inteligência sofisticada do sistema operacional para criar milhões de interfaces personalizadas de uma só vez, diz ele. Basicamente, McFetridge prevê a capacidade de produzir em massa uma experiência sob medida, feita à mão, e totalmente personalizada para nossos dispositivos. “Alguém vai lançar um novo padrão de inteligência artificial, no qual você conecta seu dispositivo, e uma versão artificial de mim no futuro cria uma interface para você.” [Gizmodo]

Saiba mais ouvindo a entrevista com McFetridge no DnA: Design and Architecture.

Imagens: cortesia de Geoff McFetridge/capturas de Ela por Rhizome

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Future  I  Ciência comprova Teoria de histeria do psicanalista Sigmund Freud por escâneres cerebrais    (18/02/14)

Cientistas da King’s College e da Universidade de Melbourne dão razão ao psicanalista ao apontar lembranças reprimidas como causa da histeria

Jason Gale, da

Sigmund Freud: ciência comprova teoria de histeria do psicanalista

Melbourne - Sigmund Freud talvez tenha tido razão ao apontar lembranças reprimidas como causa da histeria.

Cientistas da King’s College, em Londres, e da Universidade de Melbourne descobriram, utilizando escâneres cerebrais, que o estresse psicológico pode ser o responsável por sintomas físicos sem explicação, como paralisias e convulsões.

Os pacientes apresentaram diferenças na atividade cerebral quando tiveram lembranças traumáticas comparados com voluntários saudáveis em um estudo publicado na edição da revista JAMA Psychiatry do mês passado. Além de apoiar a teoria de Freud e ajudar a explicar uma das reclamações mais comuns ouvidas pelos neurologistas, a pesquisa poderia criar novas abordagens de tratamento para os pacientes cujos sintomas costumavam ser menosprezados pelos doutores no passado.

“Trata-se do primeiro artigo de que eu sou ciente que realmente mostra que eventos traumáticos prévios definitivamente podem desencadear esse tipo de resposta motora”, disse John Speed, professor de medicina e reabilitação física na Universidade de Utah em Salt Lake City, que não esteve envolvido na pesquisa. “Isso é muito estimulante”.

A pesquisa é uma das mais recentes que demonstram como dispositivos de escâner cerebral feitos por companhias como a Siemens AG, a General Electric Co. e a Royal Philips NV estão sendo usados para ajudar a desvendar sintomas neuropsiquiátricos que costumavam desconcertar os médicos.

Os cientistas utilizaram imagens de ressonâncias magnéticas (fMRI) para acompanhar mudanças no fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro enquanto se perguntava aos participantes sobre seu passado, o que produziu vistas anatômicas e funcionais dos seus cérebros.

As lembranças reprimidas foram um princípio das teorias psicológicas de Freud sobre a natureza dos processos mentais inconscientes. O neurologista austríaco, que ficou conhecido como o pai da psicanálise, usou o termo repressão para descrever a forma em que eventos emocionalmente dolorosos podiam ser bloqueados fora da consciência. Este mecanismo de autoproteção, postulou Freud, podia criar sintomas psicossomáticos rotulados “histeria” na época, em um processo atualmente conhecido como conversão.

Os casos se manifestam tipicamente em forma de uma fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, similar a um derrame. Entre os sintomas podem ocorrer convulsões não causadas por epilepsias. Os médicos nunca descobriram uma base neurológica para a condição – os cérebros, nervos e músculos dos pacientes pareciam estar normais –, o que os leva a acreditarem que os sintomas são psicossomáticos e criam a suspeita de que os pacientes estejam inventando suas doenças, disse Richard Kanaan, professor de psiquiatria na Universidade de Melbourne e um dos autores do estudo.

“Ainda é pouco entendido, até mesmo pela maioria dos médicos”, disse Speed, que tratou mais de 200 casos. “Eu tive inúmeros pacientes que me disseram que ninguém acreditava neles, ou que lhes disseram bruscamente que estavam fingindo”.

O estudo realizado por Kanaan e seus colegas da King’s College, em Londres, envolveu 12 pacientes com desordem de conversão e 13 adultos saudáveis sem a condição.

Modelo freudiano

Todos os participantes foram identificados por ter experimentado eventos estressantes na vida. Os pesquisadores empregaram fMRI para localizar as áreas com atividade cerebral quando se pediu aos participantes que lembrassem detalhes sobre essas experiências.

Nos pacientes com conversão, a lembrança pareceu ativar uma área do cérebro conhecida como o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, ao passo que outras lembranças – até mesmo as irritantes – em ambos os grupos de pacientes ativaram o hipocampo, uma parte do cérebro importante para a formação das lembranças.

“Trata-se, eu acho, da primeira exploração científica de algo como um modelo freudiano, que é ignorado há tempos”, disse Kanaan, em entrevista do seu escritório no Austin Hospital de Melbourne, no qual é diretor de psiquiatria.

A abordagem de Freud para tratar os pacientes com desordem de conversão consistia em desvelar o trauma suprimido mediante a psicoterapia e ajudar a relembrar e reprocessar essas lembranças para aliviar os sintomas.

Ainda que Freud não tivesse as ferramentas para explorar os mecanismos mediante os quais podia ocorrer a desordem da conversão, ele “acertou o conceito”, disse Speed. “A conversão é simplesmente uma manifestação física muito incomum e mais grave do estresse, na qual há um bloqueio de mensagens do ou para o cérebro”.

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Future  I  O tom feminino das máquinas    (08/02/14)

Na onda do filme ‘Ela’, que entra em pré-estreia neste sábado, conheça as mulheres que dão voz a sistemas eletrônicos comuns ao nosso dia-a-dia

Thiago Jansen

Triste por sua condição de recém-divorciado, o introvertido Theodore encontra  novo estímulo para voltar a sorrir ao se apaixonar pela curiosa Samantha. A  história de amor, fio condutor de “Ela” — produção do diretor Spike Jonze  indicada ao Oscar de melhor filme e que chega aos cinemas brasileiros no próximo  dia 14, com sessões de pré-estreia neste sábado —, soaria banal não fosse um  detalhe: Samantha não é um ser humano, mas sim a inteligência artificial do  sistema operacional de smartphone e computador do protagonista. E, como tal, ela  usa a sua voz, dublada pela beldade Scarlett Johansson, como o principal recurso  para estabelecer uma relação com o personagem vivido pelo ator Joaquin  Phoenix.

Ainda que estejamos longe do futuro em que nossos celulares terão uma  assistente digital tão vívida quanto Samantha — a Siri, da Apple, é só um  pequeno passo nessa direção —, a interação com objetos, serviços e programas  falantes já é rotina para muita gente. Seja no trânsito, quando o aparelho GPS  nos guia gentilmente ao nosso destino, ou em casa, onde o antivírus do nosso  computador nos alerta sobre alguma praga digital, ouvimos — e até respondemos —  vozes eletrônicas tão corriqueiramente que é fácil esquecermos que, por trás  delas, há o talento de profissionais de carne e osso.

Revelamos abaixo quem são as quatro mulheres responsáveis por auxiliar  motoristas no trânsito por meio de sistemas GPS, traduzir frases para o  português a partir dos servidores do Google, alertar usuários sobre a  integridade de seus computadores em um popular programa antivírus e orientar  passageiros nos trens do Metrô-Rio. Tudo no gogó.

A julgar por algumas das histórias relatadas por elas, situações em que  pessoas se apaixonam por vozes não são particulares à ficção — acontecem também,  com frequência, no mundo real.

Regina Bittar: O timbre brasileiro do Google

Por volta de 2010, a locutora Regina Bittar se tornou uma das vozes mais  populares da internet brasileira: selecionada para um trabalho para o Google,  viu-se alçada à fama virtual quando reportagens começaram a revelar que era ela  quem estava por trás do timbre feminino do tradutor em português da gigante de  buscas na internet. Quatro anos depois, ela ainda colhe os frutos da repercussão  do trabalho.
— O mais interessante foi a explosão nas redes sociais da revelação de que a  voz do serviço era a minha. Desde então, sempre recebo mensagens de curiosos no  meu Facebook. Tem gente que brinca e me escreve dizendo “hoje você disse que me  ama” e me manda o áudio — conta ela.

Mãe de um casal de filhos, ambos na casa dos 20 anos, ela diz que os dois com  frequência se divertem com a sua fama:

— Quando estão falando comigo ao telefone, perto de amigos novos, por  exemplo, eles sempre interrompem a nossa conversa e me dizem “peraí que tem um amigo meu que quer que você fale com a voz do Google com ele”. Para eles é um  grande sarro.

Com mais de duas décadas de carreira como locutora, Regina acredita ter um  talento natural para o filão das vozes artificiais, devido à quantidade de trabalhos que já acumulou na área. Em 2001, ela foi chamada para ser a voz da  Mediz, considerada uma das primeira assistentes virtuais do Brasil, num grande  projeto feito em parceria entre operadoras de telefonia e uma fabricante  nacional de eletrônicos. A partir daí, vieram gravações para dicionários, centrais de atendimento, aeroportos, sistemas GPS e a voz do Google, além de muitos trabalhos publicitários.

— O filão das vozes artificiais é muito louco. Acho que nasci para isso. Em 2001, quando fazia a Mediz, já pensava sobre um futuro em que as pessoas  começariam a falar com seus computadores. Hoje, estamos mais perto do que nunca dessa ideia. O Google é um grande exemplo disso — afirma ela.

Assim como a locutora Ana Maria Mello, voz de diversos GPSs, Regina diz  acreditar ser comum que pessoas se sintam atraídas emocionalmente pelas vozes de  locutores devido ao mistério que cerca a aparência de seus donos.

— Muitas vezes, a voz tem o poder de liberar a imaginação das pessoas,  fazendo com que elas idealizem seu dono ou sua dona. A voz não é que nem a  imagem, que já te entrega tudo pronto. Por isso, são comuns entre locutores  histórias de gente que entra em contato se dizendo apaixonada, quando tudo que  conhece da pessoa é a voz.

Com a chegada de grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo, em junho, e  as Olimpíadas no Rio, em 2016, Regina espera que sua voz se torne ainda mais  familiar por aqui:

— Com a chegada de diversos estrangeiros ao país, acho que vai ter cada vez  gente usando o tradutor do Google. Não vai ter jeito.

Simone Kliass: Zelando pelo computador alheio

Se o leitor tem um computador e se preocupa com a possibilidade de sua máquina  ser infectada por algum vírus malicioso, as chances de já ter ouvido — inúmeras  vezes — a voz da paulista Simone Kliass são grandes. É a atriz e locutora de 40  anos quem informa aos usuários do antivírus Avast se “as definições de vírus  foram atualizadas” ou, para o terror de muitos, que “um item suspeito foi  detectado”.
— O antivírus foi um trabalho muito divertido de fazer. Como é algo mais  ativo, eu estou na casa das pessoas, falando com elas, às vezes quando elas não  estão esperando, acabo tendo um feedback maior desse trabalho — conta Simone,  que também pode ser ouvida em São Paulo como a voz oficial do Aeroporto  Internacional de Guarulhos.

Locutora desde 1999, quando gravou o seu primeiro comercial, ela conta que  ser a voz de um popular programa de computador lhe rende inúmeras situações  inusitadas, além de mexer com a imaginação de muitos usuários.

— Às vezes, em casa, o Avast fala alguma coisa no computador e o meu marido  acha que eu estou falando com ele. Isso também já aconteceu com a faxineira.  Acontece direto. Sem contar as discussões em fóruns on-line sobre quem seria a  mulher do Avast. Tem quem ame, tem quem odeie, tem de tudo. Meu marido vê e de  vez em quando me mostra. Acho divertido — afirma, mencionando também a  existência de brincadeiras feitas com a sua voz, como o Funk do Avast.

Tímida, ela diz que evita identificar de onde as pessoas lhe conhecem quando  dizem que sua voz soa familiar. A confissão só acontece quando mencionam o lugar  exato em que a escutaram:

— Por eu fazer muitos trabalhos, as pessoas acabam achando familiar a minha  voz, mas eu nunca falo nada, não. Fico com vergonha. Além disso, como sou  péssima fisionomista, sempre tenho medo de a pessoa dizer que acha que me  conhece, não por causa da minha voz, e eu não me lembrar dela. Só admito que sou  a voz de determinado lugar quando mencionam exatamente de onde já me ouviram. Aí  não tem jeito.

Amiga da também locutora Regina Bittar, responsável pela voz do tradutor do  Google no Brasil — as duas fazem parte do Clube da Voz, a associação dos  profissionais de voz em publicidade de São Paulo —, Simone comenta que as  brincadeiras sobre a amizade peculiar são inevitáveis.

— As pessoas acham curioso que eu seja a voz do Avast. Isso porque elas não  sabem que, além disso, sou amiga da voz do Google. Quando a Regina e eu nos  encontramos, chove brincadeira sobre isso — diverte-se.

Zanna: ‘Mind the gap’ inconfundível

Os cerca de 690 mil cariocas que utilizam diariamente o Metrô-Rio para circular  pela cidade podem nunca ter visto o rosto dela, mas com certeza já estão muito  familiarizados com a voz de Zanna. Empresária, produtora musical e cantora, é  ela quem informa aos usuários do serviço sobre a estação que se aproxima, avisa  sobre os bancos preferenciais de idosos e gestantes e faz o alerta do já  tradicional “mind the gap”, para que as pessoas não tropecem no vão entre o trem e a plataforma.
Fundadora da Zanna Sound, empresa de sound branding que foi responsável por  formular a identidade sonora do metrô carioca, a produtora musical explica as  ideias que empregou para o trabalho.

— Fizemos uma pesquisa e definimos quatro atributos para a marca que  deveríamos levar em consideração: carioca, transformadora, humana e prática. A  partir daí, implementamos isso em todas as peças que criamos. Isso se reflete,  por exemplo, no sotaque carioca, no tom carinhoso e humano, nada mecânico, da  minha locução — conta ela, que é natural do Rio e cuja voz também pode ser  ouvida na cancela do estacionamento do shopping Fashion Mall, em São  Conrado.

Inconfundível para quem usa o transporte, a voz de Zanna pode ser facilmente  reconhecida em poucos segundos de fala. Prova disso é o fato de que uma pesquisa  realizada por sua empresa com 300 cariocas, em maio do ano passado, indicou que  94% dos entrevistados reconheceram sua voz como sendo a do Metrô-Rio, após  ouvirem apenas um trecho dela.

— As pessoas reconhecem facilmente, já sacam a minha voz e imediatamente  fazem a relação com o metrô. Não tem jeito. Isso acontece na rua, nas redes  sociais, em diversos lugares. Todo santo dia recebo uma mensagem perguntando se  sou eu mesma quem eles escutam no metrô — conta ela, que diz não se incomodar  com a curiosidade alheia. — Para mim é tranquilo, natural. Adoro um papo. Se a  pessoa chega em mim para conversar por causa disso, está tudo certo, adoro  receber um carinho.

Há, inclusive, aqueles que no aperto da viagem de volta do trabalho, sob os  frequentes avisos sonoros de Zanna, começam a nutrir algo mais por ela.

— É muito comum isso. No Facebook, costumo receber muita mensagem. O sujeito  chega lá, fala da minha voz e já quer marcar alguma coisa, chama para sair,  pulando toda a cartilha de boas maneiras. Não tem jeito, sempre escuto uma  gracinha ou outra por causa do trabalho. É um assédio brando que não me  incomoda. Dentro de uma educação, de um limite, recebo superbem. Quem sabe se o  sujeito chegar direitinho, né?

Zanna fica feliz quando recebe um comentário positivo por causa do  trabalho:

— Sei que às vezes a pessoa está ali, imprensada, no calor do Rio, e o  carinho na minha voz pode ajudá-la a aliviar a viagem.

Ana Maria Mello: Voz amiga no trânsito

Há quem tenha no aparelho GPS do carro o melhor amigo e a melhor companhia no  trânsito das grandes cidades. Para muitos desses, poucas situações são tão  reconfortantes quanto ouvir a voz suave de Ana Maria Mello avisando que “você  está quase chegando” ao destino. Ou tão assustadoras quanto escutá-la repetir  “sinal de GPS não encontrado”. Responsável pela locução em português do sistema  de orientação por satélite da Nav N Go, utilizado em aparelhos de empresas como  Apontador e Sony, a jornalista de 51 anos diz que os trabalhos em que precisa  emprestar sua voz para sistemas automatizados têm sido cada vez mais frequentes.
— A tecnologia tem aberto muitas possibilidades de trabalho para nós,  locutores. Nessa área de automação, além de GPSs, já gravei para serviços  text-to-speech (que convertem texto para linguagem de voz), para cancelas de  shoppings, como o Morumbi, em São Paulo, audiobooks, centrais de atendimento de  bancos e até para um personagem de um display holográfico. Alguns amigos brincam  que não conseguem se livrar da minha voz, porque a escutam em vários lugares —  conta ela.

Com mais de 20 anos de carreira, alguns deles passados em emissoras de rádio  — atualmente, ela ainda é locutora em uma em São Paulo —, Ana Maria coleciona  situações curiosas envolvendo a reação de pessoas à sua voz.

— Em uma ocasião, fui ao shopping e uma pessoa no carro na frente ao meu  estava com problema para retirar o ticket do estacionamento. Ela xingava muito a  gravação que falava com ela, e que, no caso, era a minha voz. Fiquei quietinha.  Vai que a pessoa me reconhecia... — conta, aos risos, relatando escutar com  frequência a frase “sua voz é muito familiar” de desconhecidos, ainda que  raramente consigam identificar exatamente de onde já a escutaram.

Tal como a voz da inteligência artificial Samantha foi capaz de provocar a  paixão do protagonista de “Ela”, Ana Maria conta que também já vivenciou  experiência semelhante por causa de seu ofício.

— Certa vez, teve um rapaz que me deu muito trabalho quando comecei a  trabalhar como locutora de rádio. Ele começou a mandar várias cartas pra  emissora me elogiando, perdeu um pouco o prumo, era meio maluquete. Com o tempo,  a coisa ficou um pouco agressiva, e tive que dar um jeito de cortar o assédio  dele. Mas cantadas por telefone quando ligam para a rádio ainda são bastante  comuns — afirma.

A razão para isso, ela teoriza, vem do fato de que a voz acaba “liberando o  imaginário das pessoas”, o que, dependendo do momento da vida em que o indivíduo  se encontra, pode ser o suficiente para fazê-lo idealizar a pessoa por trás da  voz:

— A voz é uma coisa maravilhosa e muito poderosa. Acho engraçado como as  pessoas, por causa da minha voz, já me imaginam como mulherão, maravilhosa etc.  Essa idealização também vai muito do momento pelo qual a pessoa que escuta a voz  está passando. Muitas vezes, por carência, a pessoa já está predisposta a ter  esse tipo de reação e aí projeta isso. [OGlobo]

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Future  I  Google desenvolve lentes de contato para diabéticos    (17/01/14)

Segundo o Google, este dispositivo eletrônico em miniatura é capaz de detectar os níveis de glicose obtendo a informação das lágrimas humanas

 

Fachada da sede da Google Inc, em Mountain View, California / Fonte: Google Images

Madri - O Google anunciou nesta sexta-feira que trabalha no desenvolvimento de lentes de contato capazes de medir os níveis de açúcar presentes nas lágrimas, um dispositivo projetado para as pessoas que sofrem de diabetes.

As lentes de contato inteligentes são equipadas com um chip sem fio e um sensor incluídos entre duas camadas de material.

Segundo o Google, este dispositivo eletrônico em miniatura é capaz de detectar os níveis de glicose obtendo a informação das lágrimas humanas.

Os protótipos estudados já podem gerar uma leitura dos níveis de glicose por segundo e a intenção da companhia californiana é que possam ser utilizadas como um sistema de advertência para o paciente diabético.

"Estamos explorando a integração de luzes LED minúsculas, que poderiam se acender para indicar que os níveis de glicose estão acima ou abaixo de certos parâmetros", explicou.

O projeto ainda está em "seu início", apesar de a empresa ter informado em seu blog oficial que já realizou diversos estudos de pesquisa clínica e que está trabalhando com a FDA, a organização americana encarregada da aprovação de remédios.

"Ainda falta muito trabalho para ser feito antes que esta tecnologia se transforme em um sistema que as pessoas possam usar", destacou a empresa.

No entanto, o Google divulgou seus planos para atrair parceiros que possam comercializar as lentes de contato inteligentes e que possam desenvolver aplicativos para que tanto paciente como médico sejam capazes de manejar seus dados.

As lentes de contato inteligentes nasceram no laboratório Google X, cujos engenheiros também são responsáveis pelo carro sem motorista, pelos Google Glasses e pelos balões projetados para levar internet a lugares remotos (Project Loon).

Nascida como uma empresa de internet dedicada às buscas online, o Google diversificou sua pesquisa e seu negócio para áreas diversas que vão desde a mobilidade à energia, passando pela saúde. 

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Future  I  Google Glass deve ser lançado este ano e custar menos que iPhone 5S    (03/01/14)

O lançamento do Google Glass ficou mesmo para 2014. E a grande surpresa é o preço acessível: os óculos deverão custar US$ 600, cerca de R$ 1.400, mais barato do que o tão cobiçado iPhone. Em comparação, a versão 5S com 64 GB do smartphone da Apple custa atualmente R$ 3.599,00.

Robert Scoble foi um dos primeiros a experimentar o Google Glass (Foto: Reprodução/The TechPanda)

Com uma proposta bastante inovadora, os óculos inteligentes do Google são capazes de tirar fotos, gravar vídeos em HD, buscar rotas, fazer ligações, entre outras funções bem interessantes.

De acordo com texto publicado no Google+ por Robert Scoble, um dos primeiros a experimentar o Glass, a empresa não conseguirá vender o produto por um valor menor que US$ 500 (cerca de R$ 1.200 em conversão direta). Scoble falou também sobre as dificuldades da popularização do aparelho, pois acredita que este é uma tecnologia do futuro e afirma que seria um ótimo lançamento para 2020.

Ainda de acordo com Scoble, o Glass não é tão rápido nas interações e ainda faltam muitos aplicativos. Entretanto, o dispositivo inteligente parece ser uma ferramenta com alta precisão e resta saber o que o público vai achar quando o gadget estiver à venda nas lojas. [lívia dâmaso- techtudo]

Via Phone Arena

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Atheer One: Novos óculos inteligentes prometem ser mais poderosos que Google Glass    (24/12/13)

O Google Glass só deve chegar ao mercado em 2014, porém já há concorrentes prontos para desbanca-lo no mercado de óculos inteligentes. O Atheer One é um deles: com design mais parecido a de um óculos comum, o acessório usa imagens em 3D para colocar seu usuário em um ambiente virtual cuja interação chega a ser difícil de distinguir da realidade.

Novos óculos inteligentes pemitem 'tocar' objetos virtuais (Foto: Reprodução/Indiegogo)

Outro grande diferencial da ideia por trás do Atheer One é sua capacidade de se comunicar com outros óculos iguais, possibilitando que várias pessoas vejas as mesmas animações e objetos virtuais, o que muda conceitos de jogos cooperativos, trabalho e qualquer outra atividade corriqueira.

Em sua concepção, o usuário pode ‘tocar’ nos objetos e interagir com eles de mil maneiras. O vídeo promocional do produto mostra o dia a dia de uma família com os óculos, onde os computadores são completamente virtuais, assim como jogos, TV e programas de arquitetura.

“As experiências mostradas no vídeo sob a perspectiva do usuário podem estar disponíveis em um ou dois anos”, afirma o CEO da Atheer, Soulaiman Itani. Segundo os criadores, porém, poderá levar até oito anos para que a tecnologia permita criar um produto com o design minimalista apresentado.

Em uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo, o Atheer One já conseguiu a metade do valor pretendido em poucos dias, e tudo leva a crer que ele passará muito dos iniciais US$ 100 mil.

Via Mashable

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Future  I  Este é o novo exército de robôs do Google      (16/12/13)

Por: Robert Sorokanich

original                                        

Neste fim de semana o Google anunciou a compra da Boston Dynamics, aquele laboratório de cientistas malucos por trás de alguns dos robôs mais incrivelmente assustadores que já vimos. O que exatamente o Google conseguiu com o negócio? Um exército de robôs que conseguem andar, correr e escalar qualquer tipo de terreno sem muita dificuldade. Vamos conhecer a equipe:

Atlas

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A Boston Dynamics desenvolveu o robô de busca e resgate Atlas de 1,80m para competir no Robotic Challenge da DARPA. Anunciado no meio do ano, este brutamontes de 150kg pode andar em terrenos irregulares, evitar obstáculos, correr em uma esteira e equilibrar-se em apenas um pé ao ser atacado por uma mini-bola de demolição. É incrível – e um pouco assustador.

Com lasers telemétricos e câmeras estéreo para visão, membros de titânio e alumínio acionados hidraulicamente e mãos totalmente articuladas, o Atlas é visto como um herói humanoide que pode andar em ambientes perigosos e realizar tarefas cruciais. Em 2014, seis equipes vão programar robôs Atlas para competir no concurso de robôs de busca e resgate da DARPA, inspirado pelo acidente nuclear de Fukushima.

Cheetah

O Cheetah é o demônio velocista da Boston Dynamics. Não apenas ele estraçalha o recorde mundial de velocidade de robôs com pernas, como em sua velocidade máxima de 45km/h ele corre mais rápido do que Usain Bolt.

Financiado pelo programa de Mobilidade Máxima e Manipulação da DARPA, a velocidade surpreendente do Cheetah foi atingida usando um design inspirado no animal que dá o nome ao robô, o guepardo: a coluna do robô flexiona a cada passo, alargamento o comprimento do passo e cobrindo mais terreno. Felizmente, esta besta é mantida em uma coleira – a fonte de energia que garante que ele não fuja dos seus criadores.

WildCat

Enquanto o Cheetah só sobrevive enquanto seu fio de energia aguentar, o WildCat conta com um motor movido a gasolina que permite que ele corra livremente pela selva. Ele é assustadoramente barulhento, e o peso extra do seu motor faz ele perder velocidade em relação ao Cheetah – o que não significa que ele seja lento, já que atinge velocidades de 25km/h.

Como praticamente tudo que vem dos laboratórios da Boston Dynamics, o WildCat é bem ágil – veja como ele se inclina durante curvas como uma moo. É ágil, corre mais rápido do que você, e com um tanque cheio de combustível ele nunca fica cansado. Você não quer essa coisa correndo atrás de você.

PETMAN

A primeira geração de robôs andantes conta com uma criatura corredora, saltadora e escaladora com movimentos bem parecidos com os de humanos. O PETMAN foi desenvolvido para testar a durabilidade de roupas de proteção químicas usadas em ambientes de risco, por isso é importante que seus braços e pernas se movam como os nossos. Mas nós não fazemos os mesmos barulhos assustadores do PETMAN.

Assim como o Cheetah, ele era um passo de início de desenvolvimento. É como se fosse o pai do Atlas. Mesmo sendo menos sofisticado, ele também tem seu próprio charme.

Big Dog

O mais forte dos robôs da Boston Dynamics é o Big Dog, uma mula mecanizada capaz de transportar até 150kg. Em desenvolvimento desde 2005, o robô consegue escalar em uma inclinação de 35 graus, andar no gelo, e manter o equilíbrio mesmo quando chutado.

Originalmente criado para carregar equipamentos de soldados em terrenos desafiadores para veículos tradicionais, a Boston Dynamics melhorou o robô neste ano ao dar ao Big Dog um braço articulado. Veja como o robô mexe o corpo inteiro para manter o equilíbrio quando atingido por um bloco de cimento. Duvido que alguém queira sair chutando um robô desses agora. Ele também tem um irmão maior, o LS3, capaz de carregar 180kg e andar por 30km.

SandFlea

Parece um carro de controle remoto um pouco robusto, não? Talvez, mas o carro do seu filho não consegue saltar prédios altos de uma vez do jeito que esse cara consegue. Com um corpo giroestabilizado que mantém o nível durante o vôo e uma câmera on-board, o SandFlea pesa 5kg e salta 10 metros no ar.

Este robô pode ajudar soldados e trabalhadores de resgate a olharem dentro de prédios de uma distância segura. Com suas grandes rodas, corpo atarracado, e salto vertical impressionante, o SandFlea parece divertido e amigável em comparação com seus primos robóticos.

RHex

Outro robô com grande mobilidade da Boston Dynamics, o RHex troca rodas, pernas ou trilhas por pás curvas que ajudam a obter um controle maior em terrenos irregulares. Cada uma das seis patas se move independentemente, e um rastreador inteligente ajusta sua marcha para manter o trajeto, não importa o terreno.

Com três câmeras e luzes frontais e pernas flexíveis, o RHex parece uma pequena criatura decidida a encontrar um lanche. Como um robô-furrão pós-apocalíptico. [Gizmodo]

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Future  I  Barcaça misteriosa do Google está sob investigação    (05/12/13)

Investigação examinará quais permissões são necessárias para construir a barcaça e se os proprietários do píer têm as permissões adequadas

 

San Francisco - A agência que supervisiona o desenvolvimento na Baía de San Francisco, Califórnia, iniciou uma investigação formal sobre a construção da misteriosa barcaça do Google em uma ilha na baía.

A investigação, que começou na semana passada, examinará quais permissões são necessárias para construir a barcaça e se os proprietários do píer na Ilha Treasure, onde a embarcação está ancorada, têm as permissões adequadas, disse Larry Goldzband, o diretor executivo da Comissão de Desenvolvimento e Conservação da Baía de San Francisco.

"Queremos nos assegurar que as permissões que são usadas pelos proprietários do píer realmente permitem que a construção aconteça", disse Goldzband à Reuters na quarta-feira, se referindo ao que ele descreve como "uma investigação preliminar e formal de execução da lei".

Representantes do Google informaram Goldzband em uma reunião recente de que a empresa está no processo de fazer modificações ao projeto da barcaça, que foram requisitados pela Guarda Costeira dos estados Unidos.

Jason Tama, um comandante da Guarda Costeira, disse que não poderia comentar sobre casos específicos, mas observou que é prática comum da Guarda Costeira inspecionar novas construções para assegurar que normas de segurança e de proteção ambiental sejam atendidas. Modificações nas embarcações são uma parte comum do processo, disse ele.

O Google não retornou pedidos por comentários.

A empresa, líder em busca na Internet no mundo, mantém o silêncio sobre para que pretende utilizar a barcaça. Documentos apresentados para o Porto de São Francisco em agosto a descrevem como um espaço "artístico" de exposição de tecnologia.

Uma notícia publicada no San Francisco Chronicle na segunda-feira, citando documentos que o Google enviou ao construtor da barcaça Turner Construction, referem-se a uma "loja de varejo flutuante." (Por Alexei Oreskovic)__________________________________________________________________________________

Future  I  Após multa, Google sugere que não é uma boa ideia dirigir com o Glass    (18/11/13)

O Google reconheceu que talvez o melhor momento para estar no seu computador não seja enquanto você dirige. A gigante de buscas atualizou seus termos de serviço nesta semana e as novas diretrizes trazem uma nota sobre cuidados atrás do volante.

“Alguns dos nossos serviços estão disponíveis em aparelhos móveis”, aponta o documento atualizado. “Não utilize tais serviços de uma maneira que te distraia e evite que você obedeça ao trânsito ou suas leis.”

Há cerca de um mês começou-se a questionar a legalidade de dirigir com o Google Glass quando uma mulher foi multada na Califórnia por usar os óculos futuristas da empresa enquanto estava em seu carro.

Além de velocidade, a multa em questão fazia referência a seguinte violação: “Dirigir com monitor visível para o motorista (Google Glass)”, que a motorista postou em sua página na rede social Google+.

O Google se recusou a comentar na última sexta-feira, 15/11, se os termos atualizados fazem referência específica ao Glass.

A permissão para usar o Glass enquanto se dirige ou anda de bicicleta depende de onde você está e como está usando o acessório, aponta o Google em seu FAQ sobre o gadget.

“Esteja o uso do Glass permitido ou não por lei, sempre tenha cuidado”, afirma a companhia de Mountain View. [IDG Now!]

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Future  I  Dispositivo móvel inteligente muda modelo de distribuição    (25/04/13)

Analista diz que 2013 será primeiro ano em que embarques de dispositivos móveis inteligentes superam os de computadores e dispositivos de mídia digital juntos

O surgimento da plataforma de dispositivos móveis inteligentes como meio preferencial para acessar mídias digitais poderia mudar radicalmente o modelo de negócios tradicional das empresas de mídia e entretenimento, de acordo com nova pesquisa da MRG.

Tal dinâmica, diz a MRG, pode significar que as empresas de mídia serão forçadas a entrar no negócio de over-the-top (OTT) ou estabelecer relações com os prestadores de serviços OTT para controlar o acesso ao conteúdo, a fim de acomodar estes novos comportamentos de consumo de forma rentável.

O analista diz que 2013 será o primeiro ano em que os embarques de dispositivos móveis inteligentes superam os de computadores e dispositivos de mídia digital combinados, levando a uma nova realidade na distribuição de mídia.

Na sua análise da casa do futuro, a MRG salienta que o que faz com que os dispositivos inteligentes sejam tão importantes é o fato de que eles estão na intersecção de indústrias que têm, até o momento, permanecido separadas. É computação, mídia e entretenimento, e serviços móveis sem fio.

A MRG calcula que, em 2017, os embarques de dispositivos móveis inteligentes, como smartphones e tablets, atingirão cerca de dois bilhões, enquanto computadores e dispositivos de mídia digital combinados mal chegarão a 900 milhões.

Os sistemas operacionais desses aparelhos – Apple iOS, Google Android e Windows RT – foram desenvolvidos para dispositivos móveis inteligentes, criando uma plataforma na qual empresas de mídia e entretenimento podem construir aplicativos de mídia que fornecem muito mais valor para o consumidor final. Ao mesmo tempo, isso muda fundamentalmente a relação entre os consumidores, seus prestadores de serviços de TV por assinatura e acesso de conteúdo digital.

O analista alerta que essa proliferação levará a uma série de desafios para o valor dos meios de comunicação tradicionais e modelos de negócio de entrega de conteúdo de entretenimento digital. Por um lado, a MRG argumenta que as empresas de mídia não podem mais usar seus ativos de distribuição (ou seja, a tecnologia de transmissão) e equipamentos nas instalações do cliente para controlar o acesso do consumidor ao conteúdo digital, uma vez que dispositivos móveis permitem acesso diretamente do canal de distribuição.  teletime 

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Future  I  Nokia vai enfrentar Google e Apple no ramo de mapas online    (13/11/12)

A Nokia planeja uma ambiciosa expansão de seu serviço de mapeamento e localização para além de sua própria linha de smartphones. O objetivo principal são dispositivos concorrentes que utlizam sistemas operacionais outros que não o Windows 8, disse a empresa.

O processo se deu por conta da aquisição da Earthmine pela Nokia, um fornecedor de dados de imagem em 3D. Agora, a finlandesa estará disputando lado a lado com tecnologias como a da Google, Apple e de companhias dedicadas a mapas, como a TomTom. "Queremos dar a todos que utilizam qualquer tipo de dispositivo a capacidade de usufruir da melhor plataforma de localização da indústria", disse o CEO da Nokia, Stephen Elop, durante evento em São Francisco.

A Nokia usará a marca "Here" em toda a sua plataforma de localização. A companhia espera que, ao expandir seus serviços para além dos próprios aparelhos, beneficie o aumento da qualidade desse tipo de serviço e, consequentemente, traga melhorias para o seu próprio.

A empresa já deu alguns passos no sentido de expandir seu banco de dados de mapeamento. Ela tem trabalhado com fabricantes de sistemas automotivos e outras companhias do ramo de TI, incluindo a Amazon e a Oracle, a fim de licenciar seus mapas, disse Elop. "E nós faremos muito mais do que isso", disse.

Como primeiro passo, a Nokia lançará nas próximas semanas uma versão para iOS, segundo informações do diretor da divisão de localização e comércio da empresa, Michael Halbherr. A versão para iOS será baseada em HTML5 e aparecerá para usuários como um aplicativo nativo, disse. O app oferecerá mapas, navegação, informações sobre o trânsito em tempo real, informações sobre transporte público, entre outros. E será gratuito.

O SDK (kit de desenvolvimento de software) do Here estará disponível para Android no primeiro trimestre de 2013. Isso permitirá que desenvolvedores incorporem mapas do Here e usem informações de localização da Nokia em seus aplicativos.

A Nokia também trabalhará com a Mozilla para trazer mapas do Here para aplicativos do sistema operacional Firefox. "As pessoas atualmente já possuem múltiplos dispositivos conectados, então eles precisam ter uma solução adequada ao consumidor, que precisa ter a certeza de que essa solução funcionará em qualquer lugar", disse Halbherr.

Os usuários de Internet poderão conferir a nova plataforma da Nokia no site Here.com. A página recém-lançada oferece mapas, imagens de satélite e dados de monumentos e lojas. Em uma demonstração, a empresa mostrou o mapa de São Francisco que incluia imagens de prédios em 3D e permitia que o usuário desse zoom e girasse de forma semelhante ao Google Earth.

A Nokia também disse que irá ampliar a plataforma de realidade aumentada usada em seu software Nokia City Lens. Chamado de LiveSight, os dados e a engenharia do software permitem aos usuários de celulares segurarem seus aparelhos para visualizar ao vivo o cenário a sua volta por meio da câmera do dispositivo, com marcas de locais que aparecem por cima da imagem. Martyn Williams, IDG News Service

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Disney testa impressoras 3D para gerar displays   (07/10/12)

Laboratório de pesquisas da Disney demonstrou novas técnicas de impressão 3D para a criação de displays (PDF), sensores e conjuntos ópticos de baixo custo

Técnica tira proveito de novos materiais compatíveis com as impressoras 3D, como plástico transparente de alta resolução e com propriedades similares ao vidro

São Paulo - O laboratório de pesquisas da Disney, em Pittsburgh, demonstrou novas técnicas de impressão 3D para a criação de displays (PDF), sensores e conjuntos ópticos de baixo custo.

A técnica tira proveito de novos materiais compatíveis com as impressoras 3D, como plástico transparente de alta resolução e com propriedades similares ao vidro.

Em um dos exemplos, uma fonte de iluminação LED reage à corrente elétrica para imitar a pulsação de um coração de brinquedo (foto acima). Em outro exemplo, a luz gera efeitos visuais distintos de acordo com o local de projeção (veja o vídeo abaixo, em inglês).

Os protótipos não oferecem uma boa resolução ou mesmo um brilho muito intenso se comparados com painéis LCD, mas seu custo baixo e aplicação com sensores podem gerar produtos interessantes e bastante interativos. Como brinquedos mais espertos ou o tabuleiro de xadrez interativo da demonstração.

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Vida e morte de Neil Armstrong    (25/08/12)

Engenheiro aeronáutico, ele foi herói da guerra da Coreia antes de começar a carreira de astronauta

Neil Armstrong, em módulo lunar, logo após dar seus primeiros passos na lua

Cincinnati - O americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, o mais célebre astronauta de todos os tempos, morreu neste sábado aos 82 anos. Em comunicado, sua família informou que a morte resultou de complicações ocorridas depois de uma cirurgia cardiovascular em Columbus (Ohio).

Nascido em Wapakoneta (Ohio), em 5 de agosto de 1030, filho de um auditor do governo de Ohio, Armstrong aprendeu a pilotar aviões quando adolescente e já tinha brevê aos 15 anos, antes de ter habilitação para dirigir carros. Começou a estudar engenharia aeronáutica em 1947 na Universidade Purdue e chegou a ser aceito pelo prestigioso Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), mas não chegou a cursar.

Como tinha uma bolsa de estudos financiada pela Marinha - num esquema de estudar dois anos, servir à Força naval durante três anos e depois voltar aos estudos -, Armstrong teve de interromper a atividade acadêmica. Qualificado como piloto de aviões navais de ataque, participou de 78 missões de combate na Guerra da Coreia (1050-53), antes de voltar a estudar.

Formou-se engenheiro aeronáutico em Purdue em 1955 e ais tarde, em 1070, obteve um título de mestrado em engenharia aeronáutica na Universidade do Sul da Califórnia.

Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins

Em 1955, Armstrong começou a trabalhar como piloto de testes de aeronaves experimentais na Estação de Voo de Alta Velocidade do Comitê Assessor Nacional para Aeronáutica, na base aérea Edwards, na Califórnia. Ali, participou do esforço norte-americano para romper a barreira da velocidade do som, chegando a voar com o piloto que conseguiria aquela façanha, Chuck Yeager.

Armstrong também participou de voos de teste de aviões experimentais famosos, como o X-1 e o X-15. Em sua carreira como piloto de testes, ele acumulou 2.400 horas de voo em mais de 200 modelos diferentes de aviões; com o X-15, ele alcançou a altitude máxima de 63,2 mil metros e uma velocidade máxima de 6.615 km/h, ou 5,74 vezes a velocidade do som.

Em 1958, Armstrong foi selecionado para ser um dos pilotos-engenheiros do programa "Homem no Espaço Mais Cedo", da Força Aérea, com o qual os EUA pretendiam competir com o programa espacial soviético, mais avançado na época.

A partir de 1962, ele passou a integrar o corpo de astronautas da Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), do qual era um dos dois únicos civis. Mas ele não foi o primeiro não-militar a chegar ao espaço: a façanha foi realizada por Valentina Tereshkova, trabalhadora da indústria têxtil, na nave soviética Vostok 6, em junho de 1963.

Armstrong foi ao espaço pela primeira vez em março de 1966, na oitava missão do projeto Gemini. A partir do começo de 1967, ele participou do projeto Apollo, para levar uma nave tripulada à Lua.

Em dezembro de 1968, quando a Apollo 8 fazia a primeira órbita em torno da Lua, Armstrong foi escolhido para ser o comandante da missão Apollo 11, que contaria também com Edwin Aldrin como piloto do módulo lunar e Michael Collins como piloto do módulo de comando. Em uma reunião da Nasa em março de 1969 ficou decidido que Armstrong, e não Aldrin, seria o primeiro homem a pisar na Lua (Collins ficaria em órbita lunar com o módulo de comando).

Neil Armstrong: ex-astronauta, primeiro homem a pisar na Lua, faleceu aos 82 anos nos EUA

O lançamento da Apollo 11 foi em 16 de julho de 1969 e o pouso na lua aconteceu no dia 20. Quando o módulo lunar Eagle pousou no Mar da tranquilidade, Armstrong transmitiu a informação: "Aqui, Base Tranquilidade; a Águia pousou". Sua frase mais famosa, porém, foi quando seus pés tocaram a superfície lunar pela primeira vez: "Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade".

Logo depois de voltar à Terra, Armstrong anunciou que não pretendia voltar ao espaço. Ele foi nomeado vice-administrador associado para Aeronáutica em um programa novo, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Defesa (Darpa), cujo projeto mais famoso viria a ser conhecido como internet.

Armstrong deixou a Nasa e a Darpa em 1971, passando a atuar como professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati. Mais tarde, trabalhou para empresas como Chrysler, Marathon Oil, Learjet, Cincinnati Gas & Electric, United Airlines e Eaton. Sofreu seu primeiro ataque cardíaco em 1991.

A primeira mulher de Armstrong, Janet, divorciou-se dele em 1994, depois de 38 anos de casamento. Ele se casou novamente, com Carol Held Knight, no mesmo ano. Em 7 de agosto deste ano, Armstrong foi hospitalizado em um hospital em Columbus para desobstrução da artéria coronária. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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Cientistas preparam-se para "7 minutos de terror" em Marte   (05/08/12)

Após oito meses de viagem interplanetária e 560 milhões de quilômetros percorridos, o jipe americano Curiosity pousará em Marte às 2h31 de segunda-feira. O principal objetivo da missão de 2,5 bilhões de dólares — a mais ambiciosa a Marte desde a década de 1970 — é encontrar vida no planeta vermelho. Mas tudo dependerá de um pouso bem-sucedido, previsto para durar sete minutos. A manobra é especialmente delicada para um jipão complexo e pesado como o Curiosity – com uma tonelada, é o mais pesado já enviado a Marte. Não é à toa que os engenheiros da Nasa batizaram esse intervalo de “os sete minutos de terror”

Não se espera descobrir uma civilização marciana – oficialmente, o objetivo da missão é “procurar pelos tijolos fundamentais que levam à formação de vida”.

Não se espera descobrir uma civilização marciana – oficialmente, o objetivo da missão é “procurar pelos tijolos fundamentais que levam à formação de vida”. Mas há grandes chances de os cientistas descobrirem que nosso vizinho foi colonizado por micro-organismos que prosperam na água salgada, poucos centímetros abaixo da superfície gelada do planeta. No fim da década de 1970, a missão Viking encheu de esperanças os cientistas ao retornar resultados “tentadores, mas absolutamente inconsistentes”, nas palavras do cosmólogo americano Carl Sagan, sobre a existência de vida no planeta vermelho. Agora, Marte será visitado por um grande laboratório móvel capaz de quebrar pedras, coletar amostrar e realizar experimentos complicadíssimos. Se a vida existe ou já existiu em Marte, essa é a melhor chance que a humanidade já teve para descobrir.

Dez instrumentos científicos (um deles desenvolvido com a ajuda de um brasileiro), que vão desde uma estação meteorológica até um raio laser, vão escarafunchar o fundo da cratera Gale atrás de água e do passado geológico de Marte. A região fica próxima ao equador marciano, tem 154 quilômetros de diâmetro e canais que podem ter sido preenchidos por água no passado. Bem no meio da cratera há uma montanha de 5,5 quilômetros de altura. Suas rochas expostas podem "contar" a história do planeta. Assim como os geólogos conseguem descrever o passado da Terra ao analisar camadas de rocha, os cientistas da Nasa esperam conseguir o mesmo em Marte.

Única chance - Contudo, nada disso será concretizado se a sequência de pouso der errado. A Nasa já conseguiu enviar várias missões à superfície de Marte com sucesso, mas nenhum dos veículos e laboratórios que estão em operação tem o peso e a complexidade da nova missão. Por isso, não será possível aproveitar os airbags desenvolvidos para o Pathfinder (1997) e os jipes Spirit e Opportunity (2003) ou os foguetes usados com sucesso pelas missões Phoenix (2007) e Viking (1975).

A operação de pouso vai começar às 2h24 da manhã de segunda-feira. “A partir desse momento o Curiosity entra em modo automático e executará sozinho uma série de tarefas, uma depois da outra”, explica Matt Wallace, engenheiro responsável pelo sistema de voo do Curiosity, que trabalha desde 1990 no JPL, a fábrica de robôs da Nasa. Se qualquer uma delas der errado, o jipe vai se espatifar no chão. “Não há ‘plano B’. O sistema tem que funcionar”, diz. “Não é possível voltar à órbita e tentar outra sequência de pouso. Só temos uma chance.”

Guindaste aéreo - A espaçonave carregando o Curiosity entrará na atmosfera de Marte a uma velocidade impressionante: 20.000 quilômetros por hora. Por causa do atrito com a atmosfera, os cientistas desenvolveram um escudo térmico que vai proteger a nave nessa fase. Um gigantesco paraquedas vai então se abrir e reduzir a velocidade da cápsula até 320 quilômetros por hora, ainda rápido demais para o pouso. Nesse momento, a espaçonave vai abandonar o escudo térmico para abrir um campo de visão para os radares do Curiosity.

Uma vez determinada a localização, o Curiosity vai se desligar da espaçonave e de seu paraquedas. Uma série de foguetes reversos entrará então em ação para impedir que nave, paraquedas e jipe se choquem. Na etapa seguinte, os radares do Curiosity vão identificar exatamente o local de pouso. A 20 metros do chão, um cabo de 6,5 metros descerá o jipe da plataforma de foguetes, até que toque gentilmente o chão. A parafernália recebeu o apelido de “skycrane”, algo como um “guindaste aéreo”. Essa medida é necessária para impedir que os foguetes, caso se aproximem demais do chão, levantem uma nuvem de poeira capaz de danificar os instrumentos científicos. Quando o computador de bordo reconhecer que o jipe está no chão, o cabo será cortado e os foguetes levarão o guindaste aéreo para longe. Se tudo der certo, nessa hora o Curiosity enviará um sinal para casa avisando que chegou bem.

 

Sete minutos de terror - Existem tantas coisas que podem dar errado durante a sequência de pouso (muito mais do que em missões anteriores), que é de se perguntar como uma solução assim recebeu sinal verde da Nasa. “É, sem dúvidas, a parte mais desafiadora da missão”, diz Wallace. “No entanto, o sistema é robusto e fizemos tudo o que podíamos para ele não nos decepcione”, diz o engenheiro.

O responsável pelo voo do Curiosity explica que os cientistas não poderão interferir na sequência de pouso porque não é possível controlar uma espaçonave em Marte em tempo real. “Um comando enviado a partir da Terra leva 14 minutos para chegar a Marte e o mesmo tempo voltar ao nosso centro de controle”, diz. Ou seja, com um atraso de 28 minutos é impossível guiar a espaçonave durante uma operação que leva "sete minutos de terror": quando os cientistas receberem a confirmação de que a espaçonave tocou o topo da atmosfera marciana, ela já estará no solo a pelo menos sete minutos. Intacta ou destruída.

Futuro - O sucesso do Curiosity não apenas pode desvendar o mistério da vida em Marte, mas abrir caminho para uma futura colonização humana. Wallace acredita que é uma questão de tempo e dinheiro. “Marte é nosso vizinho mais próximo, e há muitas similaridades com a Terra. É verdade que a exploração espacial depende de dinheiro, tecnologia e muitos outros fatores, mas o interesse em conquistar o planeta vermelho está sempre presente. Se não for a nossa geração, será a de nossos filhos, ou netos e assim por diante.”

Marco Túlio Pires, de

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Internet amplia acesso a pesquisas científicas e desafia conservadores  (23/02/12)

Há séculos, a pesquisa científica é feita em particular, e então apresentada a publicações para ser revisada por outros cientistas e, mais tarde, é publicada.

Mas, para muitos cientistas, o sistema parece antiquado, caro e elitista. A revisão por pares pode demorar meses, as assinaturas de publicações costumam ter custo exorbitante, e um punhado de guardiões limita o fluxo das informações ao grande público.

É um sistema ideal para partilhar informações, disse o físico quântico Michael Nielsen, desde que "você se atenha às tecnologias do século 17".

Ijad Madisch (em pé), criador do ResearchGate, uma rede social para cientistas

Nielsen e outros defensores da "ciência aberta" afirmam que a ciência pode realizar muito mais, com mais rapidez, no ambiente livre de atritos da colaboração via internet. E, apesar do ceticismo de muitos pesquisadores, suas idéias estão se espalhando.

Nos últimos anos, surgiram arquivos e publicações com livre acesso, como o arXiv e a Biblioteca Pública de Ciências (PLoS, na sigla em inglês). O GalaxyZoo, um site de ciência-cidadã, já classificou milhões de objetos espaciais, descobrindo características que levaram a uma série de trabalhos científicos. E uma rede social chamada ResearchGate --onde os cientistas podem responder a perguntas de colegas, partilhar trabalhos e encontrar colaboradores --está rapidamente se popularizando.

Editores de publicações tradicionais dizem que a ciência aberta, na teoria, parece boa. Mas, na prática, "a comunidade científica em si é bastante conservadora", disse Maxine Clarke, editora-executiva da revista "Nature", acrescentando que a publicação de trabalhos na forma tradicional ainda é vista como "uma unidade na concessão de verbas ou na avaliação de empregos e cargos".

Nielsen, 38, que largou uma bem-sucedida carreira científica para escrever "Reinventing Discovery: The New Era of Networked Science" ("Reinventando a Descoberta: a Nova Era da Ciência em Rede"), admitiu que os cientistas estão "muito inibidos e lentos para adotar muitas ferramentas on-line", mas acrescentou que a ciência aberta está se aglutinando para virar "meio que um movimento".

O ResearchGate, com sede em Berlim, foi ideia de Ijad Madisch, 31, virologista e cientista da computação formado em Harvard. "Quero tornar a ciência mais aberta", disse ele. Criada em 2008 com poucos recursos, a rede hoje reúne 1,3 milhão de membros, segundo Madisch, e já atraiu milhões de dólares em investimentos.

O site é uma mistura de Facebook, Twitter e LinkedIn, com páginas de perfil, comentários, grupos, listas de vagas profissionais e botões de "curtir" e de "seguir", embora só cientistas possam fazer e responder perguntas.

Ele também tem um atalho para o restritivo acesso às publicações. Como a maioria das revistas autoriza os cientistas a colocarem em seus sites links para trabalhos apresentados por eles próprios, Madisch estimula seus usuários a fazerem isso nos seus perfis do ResearchGate.

Greg Phelan, chefe do Departamento de Química da Universidade Estadual de Nova York, em Cortland, usou o site para encontrar novos colaboradores, receber orientação de especialistas e ler artigos acadêmicos que não estavam disponíveis por intermédio da sua pequena universidade.

Alterar o "status quo" --abrindo dados, trabalhos, sugestões de pesquisa e soluções parciais-- ainda é algo mais para ideia do que para realidade.

Como argumentam as publicações estabelecidas, elas oferecem um serviço crucial, que não sai barato. "Temos de cobrir os custos", disse Alan Leshner, editor da "Science", uma revista sem fins lucrativos.

Esses custos rondam os US$ 40 milhões por ano, para bancar 25 editores e redatores, o pessoal de produção e de vendas, e escritórios na América do Norte, na Europa e na Ásia, sem falar dos gastos com impressão e distribuição.

Periódicos abertos e com revisão por pares, como a "Nature Communications" e a "PLoS One", cobram taxas dos autores publicados --US$ 5.000 e US$ 1.350, respectivamente-- para arcar com suas despesas, mais modestas.

Madisch admitiu que talvez jamais atinja muitos cientistas renomados para os quais as redes sociais podem parecer uma perda de tempo. Mas espere, disse ele, até os cientistas mais jovens, acostumados às redes sociais, começarem a comandar laboratórios.

"Se anos atrás você dissesse: 'Um dia você vai estar no Facebook compartilhando todas as suas fotos e informações pessoais com os outros', não iriam acreditar em você", disse ele. "Estamos só no começo. A mudança está vindo rapidamente."

Leshner concorda que as coisas estão se mexendo. "Será que o modelo das revistas científicas será o mesmo daqui a dez anos? Duvido muito, acredito na evolução."

THOMAS LIN

 "NEW YORK TIMES"

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A Day Made of Glass 2: Vídeo mostra futuro high tech de vidro  (19/02/12)

Paredes, espelhos, portas e pranchas portáteis transparentes se transformam em eletrônicos interativos, no futuro idealizado pela Corning

A fabricante de vidros Corning deixou todos boquiabertos no ano passado ao produzir um vídeo que mostrava uma visão de futuro em que as mais variadas superfícies de vidro se tornavam a base para aplicações de alta tecnologia que transformavam o dia a dia das pessoas.

O sucesso foi tão grande – o vídeo teve mais de 17 milhões de visualizações no YouTube – que a empresa resolveu lançar uma continuação neste mês.

Em “A Day Made of Glass 2” (“Um dia feito de vidro 2”), paredes, portas, espelhos e pranchas portáteis transparentes se transformam em eletrônicos interativos, sensíveis ao toque, conectados e dotados de projetores, com a acesso a todo tipo de informações em texto, imagem e vídeo.

Na visão da Corning, estas aplicações transformariam as nossas casas, escolas e ambientes de trabalho e laser – tudo com tecnologias que já estão em desenvolvimento hoje e estarão ao alcance de todos em um “futuro próximo”.

E, claro, tudo baseado em vidro – já que este é o produto principal da companhia. “Estamos trabalhando com outros nas tecnologias que vão ajudar a tornar a visão de futuro da Corning uma realidade”, diz a área de perguntas e respostas do site da empresa.

Enquanto isso não acontece, veja os vídeos e conheça o futuro high tech de vidro projetado pela empresa:

 

 Daniela Moreira, de

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Novo logo do Windows deixa cores para trás  (18/02/12)

Novo design, todo em azul, remete ao logo do Windows 1.0, uma das versões pioneiras do software

São Paulo – A Microsoft abandonou as cores e adotou um design simples, todo em azul, para o Windows 8, nova versão do seu sistema operacional.

O design remete ao logo do Windows 1.0, uma das versões pioneiras do software.

“Queríamos que o novo logo fosse moderno e clássico, ecoando o Estilo Tipográfico Internacional (ou o design suíço) que foi uma importante influencia na nossa filosofia de estilo de design Metro”, disse o executivo da Microsotf, Sam Moreau, no blog da Microsoft.

Moreau explica que a ideia era retornar à imagem da janela, presente no logo do Windows 1.0, já que aos poucos a imagem foi ficando mais parecida com a de uma bandeira.

“Nossa meta final era que o novo logo fosse humilde, mas confiante”, diz o post. Daniela Moreira - Exame

Veja a comparação do logo do Windows 1.0 com a do Windows 8:

 

Confira a evolução do logo do Windows:

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EUA iniciam missão para investigar vestígios de vida em Marte  (26/11/11)

Foguete foi lançado na tarde deste sábado e deve chegar em Marte em agosto de 2012

Foguete levará para Marte o robô mais bem equipado que a Nasa já lançou ao espaço

Washington - Um foguete Atlas V partiu neste sábado do Cabo Canaveral levando ao espaço o robô mais bem equipado até o momento com o qual a Nasa (agência espacial americana) espera determinar se há ou houve alguma vez condições para existir vida em Marte.

O foguete propulsor foi lançado às 13h02 (de Brasília) da plataforma 41 na Estação da Força Aérea na Flórida. O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) chegará ao planeta vermelho em agosto de 2012.

Dois minutos depois da partida, em uma manhã nublada sobre Cabo Canaveral, e quando o projétil alcançava 7.778 km/h, se desprendeu o primeiro segmento do foguete propulsor.

Depois que se desprendeu o segundo segmento, a cápsula que contém a sonda 'Curiosity' disparou a mais de 24.000 km/h para sua travessia de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio com destino à cratera de Gale, em Marte.

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Google cria laboratório secreto para testar "projetos impossíveis"   (16/11/11)

Uma nova iniciativa do Google tem ares de ultrassecreta. Ao que parece, a companhia vem trabalhando em ideias tidas como impossíveis em um laboratório em Mountain View, na Califórnia. Chamado de Google X, o centro tem como foco projetar o que seria a nossa tecnologia do futuro.

Google estaria trabalhando secretamente em ideias revolucionárias (Foto: Reprodução/Håkan Dahlström)

Fontes entrevistadas pelo The New York Times garantem que uma parcela muito pequena de funcionários do Google tem acesso ao laboratório. A maioria dos projetos propostos ainda está em fase conceitual, sem perspectivas de se tornar realidade. Um dos produtos pensados pelo Google X, porém, pode ser lançado ainda este ano, embora não se saiba ainda do que se trata.

Um porta-voz da empresa, Jill Hazelbaker, recusou-se a falar sobre as operações, quando questionado. Por outro lado, o funcionário fez questão de confirmar que há uma preocupação grande com a questão e que investir neste tipo de projeto é uma "parte importante do DNA do Google". Rumores ainda dão conta de que Sergey Brin, um dos cofundadores da companhia, está bastante envolvido com o laboratório.

E o que seriam esses projetos? Bem, dado o status ultrassecreto do que vem sendo feito por lá, não existe certeza. Mas as tais fontes - igualmente misteriosas - falam principalmente de robôs e de tecnologia para integração de eletrodomésticos comuns à Internet. Se tudo correr como o esperado, conheceremos uma breve parcela dessas ideias "impossíveis" em algumas semanas. Isadora Díaz

Via The New York Times

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Com Motorola, Google volta a investir em plataforma de TV  (16/08/11)

Embora enfrente dificuldades no mercado de smartphones, a Motorola vai muito bem como fornecedora de modems e decodificadores de TV a cabo

O Google TV tentou competir, sem muito sucesso, com outras soluções para a exibição de conteúdo da internet na TV

São Paulo -- Para o Google, a aquisição da Motorola Mobility pode significar um investimento estratégico também no mercado de TV e eletrônica de consumo, áreas nas quais a Motorola atua com destaque. O negócio de US$ 12,5 bilhões foi anunciado nesta segunda, 15.

Até agora, a principal iniciativa da gigante de buscas online para entrar no mercado de TV foi frustrada. Os aparelhos equipados com a plataforma Google TV acabaram tendo preços reduzidos recentemente para tentar competir com a Apple TV e com as TVs conectadas equipadas com sistemas dos próprios fabricantes, ao menos nos Estados Unidos.

Com a aquisição da Motorola Mobility, o Google se torna um importante fornecedor de tecnologia para operadoras de TV, uma vez que a empresa adquirida é líder em decodificadores para TV paga nos Estados Unidos. A Motorola vinha investindo em tecnologias que permitem que as operadoras ampliem sua distribuição de conteúdo para diversos dispositivos.

Em apresentação durante a Feira e Congresso ABTA 2011, que aconteceu na última semana em São Paulo, Geoff Romàn, CTO da Motorola Mobility, destacou que a experiência de assistir TV vem evoluindo e que o número de consumidores de internet que visitam os sites de vídeo online está crescendo. Além disso, apontou que 29% dos consumidores estão interessados em assistir conteúdo em qualquer lugar e a qualquer hora.

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Future I  Data center mais alto é instalado nos Andes (11/03/11)
Data center mais alto é instalado nos Andes

SÃO PAULO - Um data center instalado no alto da Cordilheira dos Andes a 4 400 metros de altitude. Esse é o projeto que a Aceco TI concluiu no Chile neste mês. O novo data center pode ser considerado o ambiente de TI certificado mais alto do mundo.

O centro será usado pelo grupo Collahuasi para comandar o processo de extração de minerais nas montanhas.

De acordo o diretor da empresa, Fernando Almeida Prado, o principal desafio para a instalação do centro foi a logística. Para levar os equipamentos projetados no Brasil até os Andes, eles tiveram que atravessar fronteiras, alfândegas e subir as montanhas.

Para resistir as mudanças de temperatura típicas do clima desértico local, o data center está alocado dentro de uma sala-cofre, envolta por um material refratário. O ambiente também é equipado com um sistema inteligente de climatização, que aproveita o ar externo mais frio para refrigerar as máquinas, economizando energia.

Além disso, a sala-cofre, de apenas 40 m², conta com uma vedação especial para evitar a entrada de areia e gases típicos do clima desértico. O projeto levou um ano para ser implantado e foi orçado em US$ 1,2 milhão. (Info)

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Conheça Android conceitual que usa três telas e assume diversos formatos (20/01/11)

O aparelho pode até mesmo se transformar em um rádio-relógio com base para usar em cima da mesa de trabalho. Foto: Divulgação

O aparelho pode se transformar em um rádio-relógio com base para usar sobre a mesa de trabalho

Um designer da Dinamarca criou um conceito de smartphone com sistema operacional Android que possui três telas móveis e, dependendo da sua posição, assumem distintas funções no aparelho.

O "Flip Phone", de Kristian Ulrich Larsen, "quer se diferenciar da média dos smartphoes e incorporar ao produto físico o que está na tela, criando uma experiência unificada", na definição oficial na página do produto (www.idkul.com).

As três telas do "Flip Phone" podem se transformar em um aparelho fechado, em uma tela com teclado, rodar distintos aplicativos em cada tela e até mesmo transformar o aparelho em um rádio-relógio com base para usar em cima da mesa de trabalho, entre outras. "Ter três telas em um telefone abre um número de possibilidades para lidar com o conteúdo no aparelho", diz o designer em seu site.

Infelizmente, o "Flip Phone" é apenas um conceito e não tem previsão de lançamento.

Smartphone assume diferentes formatos Foto: Divulgação
O aparelho foi chamado de Flip Phone Foto: Divulgação

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Google apresenta versão do Android própria para tablets (06/01/11)

Android Honeycomb

Android 3.0 Honeycomb: primeira versão do sistema para tablets

São Paulo – O Google acabou com o suspense e apresentou na quarta-feira (5) a mais nova versão do sistema operacional móvel Android, a 3.0, desenvolvida especificamente para tablets. Chamado de Honeycomb, o sistema ganha uma interface aprimorada com a simulação de um ambiente tridimensional, viável para aparelhos de tela maior do que smartphones.

Houve melhorias importantes no navegador, incluindo navegação em abas, auto-preenchimento de formulários, sincronização com favoritos do Google Chrome e modo de navegação privada. Outras novidades são a compatibilidade com recursos novos do pacote Google Mobile, como as interações 3D no Google Maps 5, acesso à plataforma Google eBooks e a realização de videochamadas por meio do Google Talk.

O Honeycomb foi apresentado em Las Vegas, nos Estados Unidos, onde ocorre até o dia 9 a feira de tecnologia Consumer Eletronics Show (CES) 2011. O evento deve ter entre os principais destaques o anúncio de tablets de diversas fabricantes. Empresas como a Motorola, a Asus e a LG são algumas das que terão aparelhos com o Android 3.0 embarcado. (Célio Yano)

Confira o vídeo de apresentação do Android Honeycomb:

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Facebook é melhor empresa para se trabalhar nos EUA, diz pesquisa (15/12/10)

Facebook é a melhor empresa de grande porte para se trabalhar nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa

NOVA YORK - O Facebook é a melhor empresa de grande porte para se trabalhar nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa publicada hoje por um site de carreiras.

A rede social ficou à frente da Southwest Airlines e da consultoria Bain & Company na lista elaborada pelo Glassdoor, um site em que os funcionários opinam sobre seus empregadores.

Os funcionários parecem menos felizes quando há uma comunicação ruim na empresa, enquanto que as companhias mais bem avaliadas têm "uma cultura corporativa muito sólida e distinta", afirmou Robert Bohman, presidente-executivo do Glassdoor.

O Glassdoor solicitou aos usuários que avaliassem seus locais de trabalho em quesitos como pagamento e competência da chefia.

Em quarto lugar na lista ficou a General Mills, seguida pela empresa de relações públicas Edelman.

Segundo o Glassdoor, a pesquisa foi realizada com cerca de 150 mil pessoas ao longo deste ano em empresas com mais de 500 funcionários.

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Twitter lança novo formato e passa a integrar conteúdo externo (14/09/10)

São Paulo - "Hoje, estamos lançando um novo Twitter.com - um jeito mais rápido, fácil e rico de descobrir o que é novo no seu mundo", anunciou a conta oficial da ferramenta de microblogging na noite desta terça-feira (14). O chamado "novo Twitter" inclui um formato diferente para a página na web da rede social, com a atualização dos usuários à esquerda e as informações multimídia e complementares, como imagens e vídeos contidos nos tweets, à direita. A interatividade com conteúdo de páginas externas, como YouTube, Vimeo, Flickr, que não existia no formato tradicional do Twitter, é uma das mudanças mais radicais. Se um usuário cita um vídeo do YouTube na coluna da esquerda, ele poderá ser assistido na coluna da direita sem que, para isso, se abandone a página da web do Twitter.

Além disso, enquanto na coluna da esquerda a barra de rolagem com posts atualizados passa a ser infinita, à direita será possível visualizar mais informações sobre os autores dos posts, como outras mensagens e até a localização da pessoa. Segundo Evan Williams, executivo que apresentou o novo layout, parte dos usuários já terão acesso às mudanças nesta terça e o novo formato chegará progressivamente a todas as contas nos próximos dias.(Amanda Luz) _________________________________________________________________________________

Revista Vanity Fair lista os mais influentes da Era da Informação (05/09/10)  Presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou em primeiro lugar; Steve Jobs, da Apple, vem em seguida (Célio Yano)

1. Mark Zuckerberg - Facebook

São Paulo - O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, foi eleito pela revista Vanity Fair a pessoa mais influente da Era da Informação. Aos 26 anos, Zuckerberg está a frente da maior rede social do mundo, que passou a marca de 500 milhões de usuários recentemente e cujo valor de mercado está estimado em US$ 33 bilhões. A publicação responsável pela classificação, que lista nomes dos 100 mais influentes, ressalta que o Facebook exibe mais banners publicitários do que qualquer outro site da internet e que nos Estados Unidos gera mais tráfego para alguns sites do que o Google, site de busca mais usado do mundo.

2. Steve Jobs - Apple

Na segunda colocação da lista figura o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs. A Vanity Fair destaca Jobs como o homem que "salvou a indústria da música e conquistou o mercado de smartphones" e que agora está atrás da indústria da editoração com o iPad. Em apenas um mês, o tablet vendeu mais de um milhão de unidades, marca que a primeira geração do iPod levou dois anos para alcançar. Este ano, a Apple obteve outro feito histórico ao passar a Microsoft, outrora a maior empresa de tecnologia dos Estados Unidos, em valor de mercado.

3. Sergey Brin, Larry Page e Eric Schmidt - Google

O terceiro lugar no ranking dos mais influentes é dividido por três pessoas: Sergey Brin, Larry Page e Eric Schmidt, os dois primeiros responsáveis pela fundação do Google e o terceiro o atual presidente-executivo da empresa. Na descrição dos três, a Vanity Fair cita a relação controversa que eles têm com Steve Jobs, que chegou a considerar o lema do Google "Não seja mau" como "besteira". Conforme a publicação, Jobs disse ter se sentido traído por seus aliados no lucrativo mercado de dispositivos móveis, referindo-se à briga entre o sistema operacional Android e o iPhone. A disputa mudou uma relação amigável, na qual "Schmidt fazia parte do conselho administrativo da Apple, Brin e Page citavam Jobs como mentor e modelo de inspiração, e Brin e Jobs caminhavam juntos nas montanhas de Santa Cruz".

4. Rupert Murdoch - News Corp.

O magnata das comunicações, presidente da News Corp. hoje com 79 anos, está em seu melhor momento, segundo a Vanity Fair, lutando contra quem ele percebe serem seus rivais: The New York Times, Time Warner e Google. A última grande oposição de Murdoch é contra os sites agregadores de notícias que, conforme ele, roubam o conteúdo de suas mídias. No ano passado ele tentou retirar todo o conteúdo de suas empresas do mecanismo de busca do Google e disse que quem quiser ler algo de seus veículos na internet teria que pagar o preço.

5. Jeff Bezos - Amazon.com

O principal motivo que coloca o presidente-executivo da Amazon na lista dos mais influentes é o leitor de livros digitais Kindle, que detém 60% do mercado de e-readers dos Estados Unidos. Este ano, a empresa anunciou estar vendendo mais livros digitais do que impressos, o que foi considerado um marco na transição entre os formatos.

6. Bernard Arnault - LVMH

Arnault é um dos homem mais ricos da Europa, de acordo com a Forbes, com fortuna estimada em US$ 27,5 bilhões. A Vanity Fair o destaca por ter quase dobrado seu patrimônio conduzindo seu império na indústria do luxo mesmo diante da crise. Rumores recentes apontam que Arnault estaria interessado na aquisição do grupo Hermès.

7. Michael Bloomberg - Bloomberg

Presidente de um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro, Bloomberg também é prefeito de Nova York, motivo pelo qual é citado pela Vanity Fair. "Bloomberg reduziu a criminalidade, melhorou a educação pública e instituiu uma série de grandes iniciativas que são tão ambiciosas quanto qualquer grade cidade do país".

8. Larry Ellison - Oracle

Para a Vanity Fair, o presidente-executivo da Oracle, Larry Ellison, pode ficar orgulhoso do time de vela patrocinado pela empresa. A equipe venceu a America´s Cup em fevereiro deste ano pela primeira vez desde 1992 após um investimento de centenas de milhões de dólares de Ellison. O executivo é considerado o terceiro homem mais rico dos Estados Unidos, atrás de Bill Gates e Warren Buffett. Junto com outros 39 bilionários, o presidente da Oracle se comprometeu a doar pelo menos metade de sua fortuna à caridade.

9. Evan Williams e Biz Stone - Twitter

Evan Williams e Biz Stone são os responsáveis por um dos sites mais populares do mundo, o Twitter. O serviço de microblogging passou recentemente a marca dos 145 milhões de usuários registrados, com uma média de 300 mil cadastros novos por dia. Hoje, graças à invenção dos dois, as pessoas tuitam mais de um bilhão de vezes por mês e fazem buscas no site mais de 800 milhões de vezes por dia.

10. John Malone - Liberty Media

Entre os dez primeiros colocados no ranking da Vanity Fair, aparece ainda John Malone, norte-americano proprietário do conglomerado Liberty Media, que foi aglomerando empresas de TV a cabo ao redor do mundo por meio da subsidiária Libery Global. Em junho, ele deixou o conselho da DirecTV, que aqui no Brasil controla a Sky, reduzindo sua participação na operadora para apenas 3%. A decisão foi tomada para obedecer a uma norma regulatória que dizia que a DirecTV teria de alienar suas operações em Porto Rico. O ranking da Vanity Fair lista outras 90 pessoas, entre elas Carlos Slim, presidente da America Móvil, o cineasta James Cameron, os atores Johnny Depp e Tom Hanks e os cantores Bono Vox e Lady Gaga.

_________________________________________________________________________________ Google contrata 200 para novo centro de operações na Irlanda (21/08/10)

O Google planeja contratar 200 pessoas para trabalhar em seu novo centro de operações em Dublin. A empresa de Internet já conta com 1.500 funcionários na capital irlandesa, onde fica sua sede europeia. O novo centro irá operar os negócios de produtos de localização do grupo, como Google Local e Google Maps.

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Miss IFA é a mascote oficial da feira de eletrônicos (19/08/10)

Como já é tradição para o segundo semestre, Miss IFA está de volta. Com seu cabelo vermelho, muito vermelho, assim como seu vestido e seu sapato de salto alto. Ela (qual será seu nome?) é uma espécie de "mascote oficial" do evento que acontece de 3 a 8 de setembro em Berlim, na Alemanha. Se as Olimpíadas têm seus mascotes - quase sempre bichinhos fofos e simpáticos -, por que uma feira de eletrônicos não pode ter a sua?

A Miss IFA está em todos os lugares, sempre com seu "uniforme" oficial. Posa com produtos dos principais exibidores da IFA, não importa o tipo: vai de filmadora, câmera digital e netbook a máquina de lavar e geladeira, passando pelo aspirador de pó e pelo GPS para carros. E também marca presença nos vídeos oficiais, além de ter seu rosto estampado em todo o site da IFA. Em 2010, a IFA chega a sua 50a. edição. Segundo a organização do evento, todos os espaços disponíveis para exibidores foram alugados. TV 3D, alta definição, casa conectada e até mesmo ecologia são os principais temas da IFA 2010.

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