Future I Dispositivo móvel inteligente muda modelo de distribuição (25/04/13)

Analista diz que 2013 será primeiro ano em que embarques de dispositivos móveis inteligentes superam os de computadores e dispositivos de mídia digital juntos

O surgimento da plataforma de dispositivos móveis inteligentes como meio preferencial para acessar mídias digitais poderia mudar radicalmente o modelo de negócios tradicional das empresas de mídia e entretenimento, de acordo com nova pesquisa da MRG.

Tal dinâmica, diz a MRG, pode significar que as empresas de mídia serão forçadas a entrar no negócio de over-the-top (OTT) ou estabelecer relações com os prestadores de serviços OTT para controlar o acesso ao conteúdo, a fim de acomodar estes novos comportamentos de consumo de forma rentável.

O analista diz que 2013 será o primeiro ano em que os embarques de dispositivos móveis inteligentes superam os de computadores e dispositivos de mídia digital combinados, levando a uma nova realidade na distribuição de mídia.

Na sua análise da casa do futuro, a MRG salienta que o que faz com que os dispositivos inteligentes sejam tão importantes é o fato de que eles estão na intersecção de indústrias que têm, até o momento, permanecido separadas. É computação, mídia e entretenimento, e serviços móveis sem fio.

A MRG calcula que, em 2017, os embarques de dispositivos móveis inteligentes, como smartphones e tablets, atingirão cerca de dois bilhões, enquanto computadores e dispositivos de mídia digital combinados mal chegarão a 900 milhões.

Os sistemas operacionais desses aparelhos – Apple iOS, Google Android e Windows RT – foram desenvolvidos para dispositivos móveis inteligentes, criando uma plataforma na qual empresas de mídia e entretenimento podem construir aplicativos de mídia que fornecem muito mais valor para o consumidor final. Ao mesmo tempo, isso muda fundamentalmente a relação entre os consumidores, seus prestadores de serviços de TV por assinatura e acesso de conteúdo digital.

O analista alerta que essa proliferação levará a uma série de desafios para o valor dos meios de comunicação tradicionais e modelos de negócio de entrega de conteúdo de entretenimento digital. Por um lado, a MRG argumenta que as empresas de mídia não podem mais usar seus ativos de distribuição (ou seja, a tecnologia de transmissão) e equipamentos nas instalações do cliente para controlar o acesso do consumidor ao conteúdo digital, uma vez que dispositivos móveis permitem acesso diretamente do canal de distribuição.  teletime 

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Future  I  Nokia vai enfrentar Google e Apple no ramo de mapas online    (13/11/12)

A Nokia planeja uma ambiciosa expansão de seu serviço de mapeamento e localização para além de sua própria linha de smartphones. O objetivo principal são dispositivos concorrentes que utlizam sistemas operacionais outros que não o Windows 8, disse a empresa.

O processo se deu por conta da aquisição da Earthmine pela Nokia, um fornecedor de dados de imagem em 3D. Agora, a finlandesa estará disputando lado a lado com tecnologias como a da Google, Apple e de companhias dedicadas a mapas, como a TomTom. "Queremos dar a todos que utilizam qualquer tipo de dispositivo a capacidade de usufruir da melhor plataforma de localização da indústria", disse o CEO da Nokia, Stephen Elop, durante evento em São Francisco.

A Nokia usará a marca "Here" em toda a sua plataforma de localização. A companhia espera que, ao expandir seus serviços para além dos próprios aparelhos, beneficie o aumento da qualidade desse tipo de serviço e, consequentemente, traga melhorias para o seu próprio.

A empresa já deu alguns passos no sentido de expandir seu banco de dados de mapeamento. Ela tem trabalhado com fabricantes de sistemas automotivos e outras companhias do ramo de TI, incluindo a Amazon e a Oracle, a fim de licenciar seus mapas, disse Elop. "E nós faremos muito mais do que isso", disse.

Como primeiro passo, a Nokia lançará nas próximas semanas uma versão para iOS, segundo informações do diretor da divisão de localização e comércio da empresa, Michael Halbherr. A versão para iOS será baseada em HTML5 e aparecerá para usuários como um aplicativo nativo, disse. O app oferecerá mapas, navegação, informações sobre o trânsito em tempo real, informações sobre transporte público, entre outros. E será gratuito.

O SDK (kit de desenvolvimento de software) do Here estará disponível para Android no primeiro trimestre de 2013. Isso permitirá que desenvolvedores incorporem mapas do Here e usem informações de localização da Nokia em seus aplicativos.

A Nokia também trabalhará com a Mozilla para trazer mapas do Here para aplicativos do sistema operacional Firefox. "As pessoas atualmente já possuem múltiplos dispositivos conectados, então eles precisam ter uma solução adequada ao consumidor, que precisa ter a certeza de que essa solução funcionará em qualquer lugar", disse Halbherr.

Os usuários de Internet poderão conferir a nova plataforma da Nokia no site Here.com. A página recém-lançada oferece mapas, imagens de satélite e dados de monumentos e lojas. Em uma demonstração, a empresa mostrou o mapa de São Francisco que incluia imagens de prédios em 3D e permitia que o usuário desse zoom e girasse de forma semelhante ao Google Earth.

A Nokia também disse que irá ampliar a plataforma de realidade aumentada usada em seu software Nokia City Lens. Chamado de LiveSight, os dados e a engenharia do software permitem aos usuários de celulares segurarem seus aparelhos para visualizar ao vivo o cenário a sua volta por meio da câmera do dispositivo, com marcas de locais que aparecem por cima da imagem. Martyn Williams, IDG News Service

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Disney testa impressoras 3D para gerar displays   (07/10/12)

Laboratório de pesquisas da Disney demonstrou novas técnicas de impressão 3D para a criação de displays (PDF), sensores e conjuntos ópticos de baixo custo

Técnica tira proveito de novos materiais compatíveis com as impressoras 3D, como plástico transparente de alta resolução e com propriedades similares ao vidro

São Paulo - O laboratório de pesquisas da Disney, em Pittsburgh, demonstrou novas técnicas de impressão 3D para a criação de displays (PDF), sensores e conjuntos ópticos de baixo custo.

A técnica tira proveito de novos materiais compatíveis com as impressoras 3D, como plástico transparente de alta resolução e com propriedades similares ao vidro.

Em um dos exemplos, uma fonte de iluminação LED reage à corrente elétrica para imitar a pulsação de um coração de brinquedo (foto acima). Em outro exemplo, a luz gera efeitos visuais distintos de acordo com o local de projeção (veja o vídeo abaixo, em inglês).

Os protótipos não oferecem uma boa resolução ou mesmo um brilho muito intenso se comparados com painéis LCD, mas seu custo baixo e aplicação com sensores podem gerar produtos interessantes e bastante interativos. Como brinquedos mais espertos ou o tabuleiro de xadrez interativo da demonstração.

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Vida e morte de Neil Armstrong    (25/08/12)

Engenheiro aeronáutico, ele foi herói da guerra da Coreia antes de começar a carreira de astronauta

Neil Armstrong, em módulo lunar, logo após dar seus primeiros passos na lua

Cincinnati - O americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, o mais célebre astronauta de todos os tempos, morreu neste sábado aos 82 anos. Em comunicado, sua família informou que a morte resultou de complicações ocorridas depois de uma cirurgia cardiovascular em Columbus (Ohio).

Nascido em Wapakoneta (Ohio), em 5 de agosto de 1030, filho de um auditor do governo de Ohio, Armstrong aprendeu a pilotar aviões quando adolescente e já tinha brevê aos 15 anos, antes de ter habilitação para dirigir carros. Começou a estudar engenharia aeronáutica em 1947 na Universidade Purdue e chegou a ser aceito pelo prestigioso Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), mas não chegou a cursar.

Como tinha uma bolsa de estudos financiada pela Marinha - num esquema de estudar dois anos, servir à Força naval durante três anos e depois voltar aos estudos -, Armstrong teve de interromper a atividade acadêmica. Qualificado como piloto de aviões navais de ataque, participou de 78 missões de combate na Guerra da Coreia (1050-53), antes de voltar a estudar.

Formou-se engenheiro aeronáutico em Purdue em 1955 e ais tarde, em 1070, obteve um título de mestrado em engenharia aeronáutica na Universidade do Sul da Califórnia.

Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins

Em 1955, Armstrong começou a trabalhar como piloto de testes de aeronaves experimentais na Estação de Voo de Alta Velocidade do Comitê Assessor Nacional para Aeronáutica, na base aérea Edwards, na Califórnia. Ali, participou do esforço norte-americano para romper a barreira da velocidade do som, chegando a voar com o piloto que conseguiria aquela façanha, Chuck Yeager.

Armstrong também participou de voos de teste de aviões experimentais famosos, como o X-1 e o X-15. Em sua carreira como piloto de testes, ele acumulou 2.400 horas de voo em mais de 200 modelos diferentes de aviões; com o X-15, ele alcançou a altitude máxima de 63,2 mil metros e uma velocidade máxima de 6.615 km/h, ou 5,74 vezes a velocidade do som.

Em 1958, Armstrong foi selecionado para ser um dos pilotos-engenheiros do programa "Homem no Espaço Mais Cedo", da Força Aérea, com o qual os EUA pretendiam competir com o programa espacial soviético, mais avançado na época.

A partir de 1962, ele passou a integrar o corpo de astronautas da Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), do qual era um dos dois únicos civis. Mas ele não foi o primeiro não-militar a chegar ao espaço: a façanha foi realizada por Valentina Tereshkova, trabalhadora da indústria têxtil, na nave soviética Vostok 6, em junho de 1963.

Armstrong foi ao espaço pela primeira vez em março de 1966, na oitava missão do projeto Gemini. A partir do começo de 1967, ele participou do projeto Apollo, para levar uma nave tripulada à Lua.

Em dezembro de 1968, quando a Apollo 8 fazia a primeira órbita em torno da Lua, Armstrong foi escolhido para ser o comandante da missão Apollo 11, que contaria também com Edwin Aldrin como piloto do módulo lunar e Michael Collins como piloto do módulo de comando. Em uma reunião da Nasa em março de 1969 ficou decidido que Armstrong, e não Aldrin, seria o primeiro homem a pisar na Lua (Collins ficaria em órbita lunar com o módulo de comando).

Neil Armstrong: ex-astronauta, primeiro homem a pisar na Lua, faleceu aos 82 anos nos EUA

O lançamento da Apollo 11 foi em 16 de julho de 1969 e o pouso na lua aconteceu no dia 20. Quando o módulo lunar Eagle pousou no Mar da tranquilidade, Armstrong transmitiu a informação: "Aqui, Base Tranquilidade; a Águia pousou". Sua frase mais famosa, porém, foi quando seus pés tocaram a superfície lunar pela primeira vez: "Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade".

Logo depois de voltar à Terra, Armstrong anunciou que não pretendia voltar ao espaço. Ele foi nomeado vice-administrador associado para Aeronáutica em um programa novo, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Defesa (Darpa), cujo projeto mais famoso viria a ser conhecido como internet.

Armstrong deixou a Nasa e a Darpa em 1971, passando a atuar como professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati. Mais tarde, trabalhou para empresas como Chrysler, Marathon Oil, Learjet, Cincinnati Gas & Electric, United Airlines e Eaton. Sofreu seu primeiro ataque cardíaco em 1991.

A primeira mulher de Armstrong, Janet, divorciou-se dele em 1994, depois de 38 anos de casamento. Ele se casou novamente, com Carol Held Knight, no mesmo ano. Em 7 de agosto deste ano, Armstrong foi hospitalizado em um hospital em Columbus para desobstrução da artéria coronária. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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Cientistas preparam-se para "7 minutos de terror" em Marte   (05/08/12)

Após oito meses de viagem interplanetária e 560 milhões de quilômetros percorridos, o jipe americano Curiosity pousará em Marte às 2h31 de segunda-feira. O principal objetivo da missão de 2,5 bilhões de dólares — a mais ambiciosa a Marte desde a década de 1970 — é encontrar vida no planeta vermelho. Mas tudo dependerá de um pouso bem-sucedido, previsto para durar sete minutos. A manobra é especialmente delicada para um jipão complexo e pesado como o Curiosity – com uma tonelada, é o mais pesado já enviado a Marte. Não é à toa que os engenheiros da Nasa batizaram esse intervalo de “os sete minutos de terror”

Não se espera descobrir uma civilização marciana – oficialmente, o objetivo da missão é “procurar pelos tijolos fundamentais que levam à formação de vida”.

Não se espera descobrir uma civilização marciana – oficialmente, o objetivo da missão é “procurar pelos tijolos fundamentais que levam à formação de vida”. Mas há grandes chances de os cientistas descobrirem que nosso vizinho foi colonizado por micro-organismos que prosperam na água salgada, poucos centímetros abaixo da superfície gelada do planeta. No fim da década de 1970, a missão Viking encheu de esperanças os cientistas ao retornar resultados “tentadores, mas absolutamente inconsistentes”, nas palavras do cosmólogo americano Carl Sagan, sobre a existência de vida no planeta vermelho. Agora, Marte será visitado por um grande laboratório móvel capaz de quebrar pedras, coletar amostrar e realizar experimentos complicadíssimos. Se a vida existe ou já existiu em Marte, essa é a melhor chance que a humanidade já teve para descobrir.

Dez instrumentos científicos (um deles desenvolvido com a ajuda de um brasileiro), que vão desde uma estação meteorológica até um raio laser, vão escarafunchar o fundo da cratera Gale atrás de água e do passado geológico de Marte. A região fica próxima ao equador marciano, tem 154 quilômetros de diâmetro e canais que podem ter sido preenchidos por água no passado. Bem no meio da cratera há uma montanha de 5,5 quilômetros de altura. Suas rochas expostas podem "contar" a história do planeta. Assim como os geólogos conseguem descrever o passado da Terra ao analisar camadas de rocha, os cientistas da Nasa esperam conseguir o mesmo em Marte.

Única chance - Contudo, nada disso será concretizado se a sequência de pouso der errado. A Nasa já conseguiu enviar várias missões à superfície de Marte com sucesso, mas nenhum dos veículos e laboratórios que estão em operação tem o peso e a complexidade da nova missão. Por isso, não será possível aproveitar os airbags desenvolvidos para o Pathfinder (1997) e os jipes Spirit e Opportunity (2003) ou os foguetes usados com sucesso pelas missões Phoenix (2007) e Viking (1975).

A operação de pouso vai começar às 2h24 da manhã de segunda-feira. “A partir desse momento o Curiosity entra em modo automático e executará sozinho uma série de tarefas, uma depois da outra”, explica Matt Wallace, engenheiro responsável pelo sistema de voo do Curiosity, que trabalha desde 1990 no JPL, a fábrica de robôs da Nasa. Se qualquer uma delas der errado, o jipe vai se espatifar no chão. “Não há ‘plano B’. O sistema tem que funcionar”, diz. “Não é possível voltar à órbita e tentar outra sequência de pouso. Só temos uma chance.”

Guindaste aéreo - A espaçonave carregando o Curiosity entrará na atmosfera de Marte a uma velocidade impressionante: 20.000 quilômetros por hora. Por causa do atrito com a atmosfera, os cientistas desenvolveram um escudo térmico que vai proteger a nave nessa fase. Um gigantesco paraquedas vai então se abrir e reduzir a velocidade da cápsula até 320 quilômetros por hora, ainda rápido demais para o pouso. Nesse momento, a espaçonave vai abandonar o escudo térmico para abrir um campo de visão para os radares do Curiosity.

Uma vez determinada a localização, o Curiosity vai se desligar da espaçonave e de seu paraquedas. Uma série de foguetes reversos entrará então em ação para impedir que nave, paraquedas e jipe se choquem. Na etapa seguinte, os radares do Curiosity vão identificar exatamente o local de pouso. A 20 metros do chão, um cabo de 6,5 metros descerá o jipe da plataforma de foguetes, até que toque gentilmente o chão. A parafernália recebeu o apelido de “skycrane”, algo como um “guindaste aéreo”. Essa medida é necessária para impedir que os foguetes, caso se aproximem demais do chão, levantem uma nuvem de poeira capaz de danificar os instrumentos científicos. Quando o computador de bordo reconhecer que o jipe está no chão, o cabo será cortado e os foguetes levarão o guindaste aéreo para longe. Se tudo der certo, nessa hora o Curiosity enviará um sinal para casa avisando que chegou bem.

 

Sete minutos de terror - Existem tantas coisas que podem dar errado durante a sequência de pouso (muito mais do que em missões anteriores), que é de se perguntar como uma solução assim recebeu sinal verde da Nasa. “É, sem dúvidas, a parte mais desafiadora da missão”, diz Wallace. “No entanto, o sistema é robusto e fizemos tudo o que podíamos para ele não nos decepcione”, diz o engenheiro.

O responsável pelo voo do Curiosity explica que os cientistas não poderão interferir na sequência de pouso porque não é possível controlar uma espaçonave em Marte em tempo real. “Um comando enviado a partir da Terra leva 14 minutos para chegar a Marte e o mesmo tempo voltar ao nosso centro de controle”, diz. Ou seja, com um atraso de 28 minutos é impossível guiar a espaçonave durante uma operação que leva "sete minutos de terror": quando os cientistas receberem a confirmação de que a espaçonave tocou o topo da atmosfera marciana, ela já estará no solo a pelo menos sete minutos. Intacta ou destruída.

Futuro - O sucesso do Curiosity não apenas pode desvendar o mistério da vida em Marte, mas abrir caminho para uma futura colonização humana. Wallace acredita que é uma questão de tempo e dinheiro. “Marte é nosso vizinho mais próximo, e há muitas similaridades com a Terra. É verdade que a exploração espacial depende de dinheiro, tecnologia e muitos outros fatores, mas o interesse em conquistar o planeta vermelho está sempre presente. Se não for a nossa geração, será a de nossos filhos, ou netos e assim por diante.”

Marco Túlio Pires, de

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Internet amplia acesso a pesquisas científicas e desafia conservadores  (23/02/12)

Há séculos, a pesquisa científica é feita em particular, e então apresentada a publicações para ser revisada por outros cientistas e, mais tarde, é publicada.

Mas, para muitos cientistas, o sistema parece antiquado, caro e elitista. A revisão por pares pode demorar meses, as assinaturas de publicações costumam ter custo exorbitante, e um punhado de guardiões limita o fluxo das informações ao grande público.

É um sistema ideal para partilhar informações, disse o físico quântico Michael Nielsen, desde que "você se atenha às tecnologias do século 17".

Ijad Madisch (em pé), criador do ResearchGate, uma rede social para cientistas

Nielsen e outros defensores da "ciência aberta" afirmam que a ciência pode realizar muito mais, com mais rapidez, no ambiente livre de atritos da colaboração via internet. E, apesar do ceticismo de muitos pesquisadores, suas idéias estão se espalhando.

Nos últimos anos, surgiram arquivos e publicações com livre acesso, como o arXiv e a Biblioteca Pública de Ciências (PLoS, na sigla em inglês). O GalaxyZoo, um site de ciência-cidadã, já classificou milhões de objetos espaciais, descobrindo características que levaram a uma série de trabalhos científicos. E uma rede social chamada ResearchGate --onde os cientistas podem responder a perguntas de colegas, partilhar trabalhos e encontrar colaboradores --está rapidamente se popularizando.

Editores de publicações tradicionais dizem que a ciência aberta, na teoria, parece boa. Mas, na prática, "a comunidade científica em si é bastante conservadora", disse Maxine Clarke, editora-executiva da revista "Nature", acrescentando que a publicação de trabalhos na forma tradicional ainda é vista como "uma unidade na concessão de verbas ou na avaliação de empregos e cargos".

Nielsen, 38, que largou uma bem-sucedida carreira científica para escrever "Reinventing Discovery: The New Era of Networked Science" ("Reinventando a Descoberta: a Nova Era da Ciência em Rede"), admitiu que os cientistas estão "muito inibidos e lentos para adotar muitas ferramentas on-line", mas acrescentou que a ciência aberta está se aglutinando para virar "meio que um movimento".

O ResearchGate, com sede em Berlim, foi ideia de Ijad Madisch, 31, virologista e cientista da computação formado em Harvard. "Quero tornar a ciência mais aberta", disse ele. Criada em 2008 com poucos recursos, a rede hoje reúne 1,3 milhão de membros, segundo Madisch, e já atraiu milhões de dólares em investimentos.

O site é uma mistura de Facebook, Twitter e LinkedIn, com páginas de perfil, comentários, grupos, listas de vagas profissionais e botões de "curtir" e de "seguir", embora só cientistas possam fazer e responder perguntas.

Ele também tem um atalho para o restritivo acesso às publicações. Como a maioria das revistas autoriza os cientistas a colocarem em seus sites links para trabalhos apresentados por eles próprios, Madisch estimula seus usuários a fazerem isso nos seus perfis do ResearchGate.

Greg Phelan, chefe do Departamento de Química da Universidade Estadual de Nova York, em Cortland, usou o site para encontrar novos colaboradores, receber orientação de especialistas e ler artigos acadêmicos que não estavam disponíveis por intermédio da sua pequena universidade.

Alterar o "status quo" --abrindo dados, trabalhos, sugestões de pesquisa e soluções parciais-- ainda é algo mais para ideia do que para realidade.

Como argumentam as publicações estabelecidas, elas oferecem um serviço crucial, que não sai barato. "Temos de cobrir os custos", disse Alan Leshner, editor da "Science", uma revista sem fins lucrativos.

Esses custos rondam os US$ 40 milhões por ano, para bancar 25 editores e redatores, o pessoal de produção e de vendas, e escritórios na América do Norte, na Europa e na Ásia, sem falar dos gastos com impressão e distribuição.

Periódicos abertos e com revisão por pares, como a "Nature Communications" e a "PLoS One", cobram taxas dos autores publicados --US$ 5.000 e US$ 1.350, respectivamente-- para arcar com suas despesas, mais modestas.

Madisch admitiu que talvez jamais atinja muitos cientistas renomados para os quais as redes sociais podem parecer uma perda de tempo. Mas espere, disse ele, até os cientistas mais jovens, acostumados às redes sociais, começarem a comandar laboratórios.

"Se anos atrás você dissesse: 'Um dia você vai estar no Facebook compartilhando todas as suas fotos e informações pessoais com os outros', não iriam acreditar em você", disse ele. "Estamos só no começo. A mudança está vindo rapidamente."

Leshner concorda que as coisas estão se mexendo. "Será que o modelo das revistas científicas será o mesmo daqui a dez anos? Duvido muito, acredito na evolução."

THOMAS LIN

 "NEW YORK TIMES"

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A Day Made of Glass 2: Vídeo mostra futuro high tech de vidro  (19/02/12)

Paredes, espelhos, portas e pranchas portáteis transparentes se transformam em eletrônicos interativos, no futuro idealizado pela Corning

A fabricante de vidros Corning deixou todos boquiabertos no ano passado ao produzir um vídeo que mostrava uma visão de futuro em que as mais variadas superfícies de vidro se tornavam a base para aplicações de alta tecnologia que transformavam o dia a dia das pessoas.

O sucesso foi tão grande – o vídeo teve mais de 17 milhões de visualizações no YouTube – que a empresa resolveu lançar uma continuação neste mês.

Em “A Day Made of Glass 2” (“Um dia feito de vidro 2”), paredes, portas, espelhos e pranchas portáteis transparentes se transformam em eletrônicos interativos, sensíveis ao toque, conectados e dotados de projetores, com a acesso a todo tipo de informações em texto, imagem e vídeo.

Na visão da Corning, estas aplicações transformariam as nossas casas, escolas e ambientes de trabalho e laser – tudo com tecnologias que já estão em desenvolvimento hoje e estarão ao alcance de todos em um “futuro próximo”.

E, claro, tudo baseado em vidro – já que este é o produto principal da companhia. “Estamos trabalhando com outros nas tecnologias que vão ajudar a tornar a visão de futuro da Corning uma realidade”, diz a área de perguntas e respostas do site da empresa.

Enquanto isso não acontece, veja os vídeos e conheça o futuro high tech de vidro projetado pela empresa:

 

 Daniela Moreira, de

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Novo logo do Windows deixa cores para trás  (18/02/12)

Novo design, todo em azul, remete ao logo do Windows 1.0, uma das versões pioneiras do software

São Paulo – A Microsoft abandonou as cores e adotou um design simples, todo em azul, para o Windows 8, nova versão do seu sistema operacional.

O design remete ao logo do Windows 1.0, uma das versões pioneiras do software.

“Queríamos que o novo logo fosse moderno e clássico, ecoando o Estilo Tipográfico Internacional (ou o design suíço) que foi uma importante influencia na nossa filosofia de estilo de design Metro”, disse o executivo da Microsotf, Sam Moreau, no blog da Microsoft.

Moreau explica que a ideia era retornar à imagem da janela, presente no logo do Windows 1.0, já que aos poucos a imagem foi ficando mais parecida com a de uma bandeira.

“Nossa meta final era que o novo logo fosse humilde, mas confiante”, diz o post. Daniela Moreira - Exame

Veja a comparação do logo do Windows 1.0 com a do Windows 8:

Confira a evolução do logo do Windows:

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EUA iniciam missão para investigar vestígios de vida em Marte  (26/11/11)

Foguete foi lançado na tarde deste sábado e deve chegar em Marte em agosto de 2012

Foguete levará para Marte o robô mais bem equipado que a Nasa já lançou ao espaço

Washington - Um foguete Atlas V partiu neste sábado do Cabo Canaveral levando ao espaço o robô mais bem equipado até o momento com o qual a Nasa (agência espacial americana) espera determinar se há ou houve alguma vez condições para existir vida em Marte.

O foguete propulsor foi lançado às 13h02 (de Brasília) da plataforma 41 na Estação da Força Aérea na Flórida. O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) chegará ao planeta vermelho em agosto de 2012.

Dois minutos depois da partida, em uma manhã nublada sobre Cabo Canaveral, e quando o projétil alcançava 7.778 km/h, se desprendeu o primeiro segmento do foguete propulsor.

Depois que se desprendeu o segundo segmento, a cápsula que contém a sonda 'Curiosity' disparou a mais de 24.000 km/h para sua travessia de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio com destino à cratera de Gale, em Marte.

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Google cria laboratório secreto para testar "projetos impossíveis"   (16/11/11)

Uma nova iniciativa do Google tem ares de ultrassecreta. Ao que parece, a companhia vem trabalhando em ideias tidas como impossíveis em um laboratório em Mountain View, na Califórnia. Chamado de Google X, o centro tem como foco projetar o que seria a nossa tecnologia do futuro.

Google estaria trabalhando secretamente em ideias revolucionárias (Foto: Reprodução/Håkan Dahlström)

Fontes entrevistadas pelo The New York Times garantem que uma parcela muito pequena de funcionários do Google tem acesso ao laboratório. A maioria dos projetos propostos ainda está em fase conceitual, sem perspectivas de se tornar realidade. Um dos produtos pensados pelo Google X, porém, pode ser lançado ainda este ano, embora não se saiba ainda do que se trata.

Um porta-voz da empresa, Jill Hazelbaker, recusou-se a falar sobre as operações, quando questionado. Por outro lado, o funcionário fez questão de confirmar que há uma preocupação grande com a questão e que investir neste tipo de projeto é uma "parte importante do DNA do Google". Rumores ainda dão conta de que Sergey Brin, um dos cofundadores da companhia, está bastante envolvido com o laboratório.

E o que seriam esses projetos? Bem, dado o status ultrassecreto do que vem sendo feito por lá, não existe certeza. Mas as tais fontes - igualmente misteriosas - falam principalmente de robôs e de tecnologia para integração de eletrodomésticos comuns à Internet. Se tudo correr como o esperado, conheceremos uma breve parcela dessas ideias "impossíveis" em algumas semanas. Isadora Díaz

Via The New York Times

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Com Motorola, Google volta a investir em plataforma de TV  (16/08/11)

Embora enfrente dificuldades no mercado de smartphones, a Motorola vai muito bem como fornecedora de modems e decodificadores de TV a cabo

O Google TV tentou competir, sem muito sucesso, com outras soluções para a exibição de conteúdo da internet na TV

São Paulo -- Para o Google, a aquisição da Motorola Mobility pode significar um investimento estratégico também no mercado de TV e eletrônica de consumo, áreas nas quais a Motorola atua com destaque. O negócio de US$ 12,5 bilhões foi anunciado nesta segunda, 15.

Até agora, a principal iniciativa da gigante de buscas online para entrar no mercado de TV foi frustrada. Os aparelhos equipados com a plataforma Google TV acabaram tendo preços reduzidos recentemente para tentar competir com a Apple TV e com as TVs conectadas equipadas com sistemas dos próprios fabricantes, ao menos nos Estados Unidos.

Com a aquisição da Motorola Mobility, o Google se torna um importante fornecedor de tecnologia para operadoras de TV, uma vez que a empresa adquirida é líder em decodificadores para TV paga nos Estados Unidos. A Motorola vinha investindo em tecnologias que permitem que as operadoras ampliem sua distribuição de conteúdo para diversos dispositivos.

Em apresentação durante a Feira e Congresso ABTA 2011, que aconteceu na última semana em São Paulo, Geoff Romàn, CTO da Motorola Mobility, destacou que a experiência de assistir TV vem evoluindo e que o número de consumidores de internet que visitam os sites de vídeo online está crescendo. Além disso, apontou que 29% dos consumidores estão interessados em assistir conteúdo em qualquer lugar e a qualquer hora.

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Future I  Data center mais alto é instalado nos Andes (11/03/11)
Data center mais alto é instalado nos Andes

SÃO PAULO - Um data center instalado no alto da Cordilheira dos Andes a 4 400 metros de altitude. Esse é o projeto que a Aceco TI concluiu no Chile neste mês. O novo data center pode ser considerado o ambiente de TI certificado mais alto do mundo.

O centro será usado pelo grupo Collahuasi para comandar o processo de extração de minerais nas montanhas.

De acordo o diretor da empresa, Fernando Almeida Prado, o principal desafio para a instalação do centro foi a logística. Para levar os equipamentos projetados no Brasil até os Andes, eles tiveram que atravessar fronteiras, alfândegas e subir as montanhas.

Para resistir as mudanças de temperatura típicas do clima desértico local, o data center está alocado dentro de uma sala-cofre, envolta por um material refratário. O ambiente também é equipado com um sistema inteligente de climatização, que aproveita o ar externo mais frio para refrigerar as máquinas, economizando energia.

Além disso, a sala-cofre, de apenas 40 m², conta com uma vedação especial para evitar a entrada de areia e gases típicos do clima desértico. O projeto levou um ano para ser implantado e foi orçado em US$ 1,2 milhão. (Info)

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Conheça Android conceitual que usa três telas e assume diversos formatos (20/01/11)

O aparelho pode até mesmo se transformar em um rádio-relógio com base para usar em cima da mesa de trabalho. Foto: Divulgação

O aparelho pode se transformar em um rádio-relógio com base para usar sobre a mesa de trabalho

Um designer da Dinamarca criou um conceito de smartphone com sistema operacional Android que possui três telas móveis e, dependendo da sua posição, assumem distintas funções no aparelho.

O "Flip Phone", de Kristian Ulrich Larsen, "quer se diferenciar da média dos smartphoes e incorporar ao produto físico o que está na tela, criando uma experiência unificada", na definição oficial na página do produto (www.idkul.com).

As três telas do "Flip Phone" podem se transformar em um aparelho fechado, em uma tela com teclado, rodar distintos aplicativos em cada tela e até mesmo transformar o aparelho em um rádio-relógio com base para usar em cima da mesa de trabalho, entre outras. "Ter três telas em um telefone abre um número de possibilidades para lidar com o conteúdo no aparelho", diz o designer em seu site.

Infelizmente, o "Flip Phone" é apenas um conceito e não tem previsão de lançamento.

Smartphone assume diferentes formatos Foto: Divulgação

 

O aparelho foi chamado de Flip Phone Foto: Divulgação

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Google apresenta versão do Android própria para tablets (06/01/11)

Android Honeycomb

Android 3.0 Honeycomb: primeira versão do sistema para tablets

São Paulo – O Google acabou com o suspense e apresentou na quarta-feira (5) a mais nova versão do sistema operacional móvel Android, a 3.0, desenvolvida especificamente para tablets. Chamado de Honeycomb, o sistema ganha uma interface aprimorada com a simulação de um ambiente tridimensional, viável para aparelhos de tela maior do que smartphones.

Houve melhorias importantes no navegador, incluindo navegação em abas, auto-preenchimento de formulários, sincronização com favoritos do Google Chrome e modo de navegação privada. Outras novidades são a compatibilidade com recursos novos do pacote Google Mobile, como as interações 3D no Google Maps 5, acesso à plataforma Google eBooks e a realização de videochamadas por meio do Google Talk.

O Honeycomb foi apresentado em Las Vegas, nos Estados Unidos, onde ocorre até o dia 9 a feira de tecnologia Consumer Eletronics Show (CES) 2011. O evento deve ter entre os principais destaques o anúncio de tablets de diversas fabricantes. Empresas como a Motorola, a Asus e a LG são algumas das que terão aparelhos com o Android 3.0 embarcado. (Célio Yano)

Confira o vídeo de apresentação do Android Honeycomb:

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Facebook é melhor empresa para se trabalhar nos EUA, diz pesquisa (15/12/10)

Facebook é a melhor empresa de grande porte para se trabalhar nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa

NOVA YORK - O Facebook é a melhor empresa de grande porte para se trabalhar nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa publicada hoje por um site de carreiras.

A rede social ficou à frente da Southwest Airlines e da consultoria Bain & Company na lista elaborada pelo Glassdoor, um site em que os funcionários opinam sobre seus empregadores.

Os funcionários parecem menos felizes quando há uma comunicação ruim na empresa, enquanto que as companhias mais bem avaliadas têm "uma cultura corporativa muito sólida e distinta", afirmou Robert Bohman, presidente-executivo do Glassdoor.

O Glassdoor solicitou aos usuários que avaliassem seus locais de trabalho em quesitos como pagamento e competência da chefia.

Em quarto lugar na lista ficou a General Mills, seguida pela empresa de relações públicas Edelman.

Segundo o Glassdoor, a pesquisa foi realizada com cerca de 150 mil pessoas ao longo deste ano em empresas com mais de 500 funcionários.

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Twitter lança novo formato e passa a integrar conteúdo externo (14/09/10)

São Paulo - "Hoje, estamos lançando um novo Twitter.com - um jeito mais rápido, fácil e rico de descobrir o que é novo no seu mundo", anunciou a conta oficial da ferramenta de microblogging na noite desta terça-feira (14). O chamado "novo Twitter" inclui um formato diferente para a página na web da rede social, com a atualização dos usuários à esquerda e as informações multimídia e complementares, como imagens e vídeos contidos nos tweets, à direita. A interatividade com conteúdo de páginas externas, como YouTube, Vimeo, Flickr, que não existia no formato tradicional do Twitter, é uma das mudanças mais radicais. Se um usuário cita um vídeo do YouTube na coluna da esquerda, ele poderá ser assistido na coluna da direita sem que, para isso, se abandone a página da web do Twitter.

Além disso, enquanto na coluna da esquerda a barra de rolagem com posts atualizados passa a ser infinita, à direita será possível visualizar mais informações sobre os autores dos posts, como outras mensagens e até a localização da pessoa. Segundo Evan Williams, executivo que apresentou o novo layout, parte dos usuários já terão acesso às mudanças nesta terça e o novo formato chegará progressivamente a todas as contas nos próximos dias.(Amanda Luz) _________________________________________________________________________________

Revista Vanity Fair lista os mais influentes da Era da Informação (05/09/10)  Presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou em primeiro lugar; Steve Jobs, da Apple, vem em seguida (Célio Yano)

1. Mark Zuckerberg - Facebook _ São Paulo - O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, foi eleito pela revista Vanity Fair a pessoa mais influente da Era da Informação. Aos 26 anos, Zuckerberg está a frente da maior rede social do mundo, que passou a marca de 500 milhões de usuários recentemente e cujo valor de mercado está estimado em US$ 33 bilhões. A publicação responsável pela classificação, que lista nomes dos 100 mais influentes, ressalta que o Facebook exibe mais banners publicitários do que qualquer outro site da internet e que nos Estados Unidos gera mais tráfego para alguns sites do que o Google, site de busca mais usado do mundo.

2. Steve Jobs - Apple _ Na segunda colocação da lista figura o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs. A Vanity Fair destaca Jobs como o homem que "salvou a indústria da música e conquistou o mercado de smartphones" e que agora está atrás da indústria da editoração com o iPad. Em apenas um mês, o tablet vendeu mais de um milhão de unidades, marca que a primeira geração do iPod levou dois anos para alcançar. Este ano, a Apple obteve outro feito histórico ao passar a Microsoft, outrora a maior empresa de tecnologia dos Estados Unidos, em valor de mercado.

3. Sergey Brin, Larry Page e Eric Schmidt - Google _ O terceiro lugar no ranking dos mais influentes é dividido por três pessoas: Sergey Brin, Larry Page e Eric Schmidt, os dois primeiros responsáveis pela fundação do Google e o terceiro o atual presidente-executivo da empresa. Na descrição dos três, a Vanity Fair cita a relação controversa que eles têm com Steve Jobs, que chegou a considerar o lema do Google "Não seja mau" como "besteira". Conforme a publicação, Jobs disse ter se sentido traído por seus aliados no lucrativo mercado de dispositivos móveis, referindo-se à briga entre o sistema operacional Android e o iPhone. A disputa mudou uma relação amigável, na qual "Schmidt fazia parte do conselho administrativo da Apple, Brin e Page citavam Jobs como mentor e modelo de inspiração, e Brin e Jobs caminhavam juntos nas montanhas de Santa Cruz".

4. Rupert Murdoch - News Corp. _ O magnata das comunicações, presidente da News Corp. hoje com 79 anos, está em seu melhor momento, segundo a Vanity Fair, lutando contra quem ele percebe serem seus rivais: The New York Times, Time Warner e Google. A última grande oposição de Murdoch é contra os sites agregadores de notícias que, conforme ele, roubam o conteúdo de suas mídias. No ano passado ele tentou retirar todo o conteúdo de suas empresas do mecanismo de busca do Google e disse que quem quiser ler algo de seus veículos na internet teria que pagar o preço.

5. Jeff Bezos - Amazon.com _ O principal motivo que coloca o presidente-executivo da Amazon na lista dos mais influentes é o leitor de livros digitais Kindle, que detém 60% do mercado de e-readers dos Estados Unidos. Este ano, a empresa anunciou estar vendendo mais livros digitais do que impressos, o que foi considerado um marco na transição entre os formatos.

6. Bernard Arnault - LVMH _ Arnault é um dos homem mais ricos da Europa, de acordo com a Forbes, com fortuna estimada em US$ 27,5 bilhões. A Vanity Fair o destaca por ter quase dobrado seu patrimônio conduzindo seu império na indústria do luxo mesmo diante da crise. Rumores recentes apontam que Arnault estaria interessado na aquisição do grupo Hermès.

7. Michael Bloomberg - Bloomberg _ Presidente de um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro, Bloomberg também é prefeito de Nova York, motivo pelo qual é citado pela Vanity Fair. "Bloomberg reduziu a criminalidade, melhorou a educação pública e instituiu uma série de grandes iniciativas que são tão ambiciosas quanto qualquer grade cidade do país".

8. Larry Ellison - Oracle _ Para a Vanity Fair, o presidente-executivo da Oracle, Larry Ellison, pode ficar orgulhoso do time de vela patrocinado pela empresa. A equipe venceu a America´s Cup em fevereiro deste ano pela primeira vez desde 1992 após um investimento de centenas de milhões de dólares de Ellison. O executivo é considerado o terceiro homem mais rico dos Estados Unidos, atrás de Bill Gates e Warren Buffett. Junto com outros 39 bilionários, o presidente da Oracle se comprometeu a doar pelo menos metade de sua fortuna à caridade.

9. Evan Williams e Biz Stone - Twitter _ Evan Williams e Biz Stone são os responsáveis por um dos sites mais populares do mundo, o Twitter. O serviço de microblogging passou recentemente a marca dos 145 milhões de usuários registrados, com uma média de 300 mil cadastros novos por dia. Hoje, graças à invenção dos dois, as pessoas tuitam mais de um bilhão de vezes por mês e fazem buscas no site mais de 800 milhões de vezes por dia.

10. John Malone - Liberty Media _ Entre os dez primeiros colocados no ranking da Vanity Fair, aparece ainda John Malone, norte-americano proprietário do conglomerado Liberty Media, que foi aglomerando empresas de TV a cabo ao redor do mundo por meio da subsidiária Libery Global. Em junho, ele deixou o conselho da DirecTV, que aqui no Brasil controla a Sky, reduzindo sua participação na operadora para apenas 3%. A decisão foi tomada para obedecer a uma norma regulatória que dizia que a DirecTV teria de alienar suas operações em Porto Rico. O ranking da Vanity Fair lista outras 90 pessoas, entre elas Carlos Slim, presidente da America Móvil, o cineasta James Cameron, os atores Johnny Depp e Tom Hanks e os cantores Bono Vox e Lady Gaga. ____________________________________________________________________________________ Google contrata 200 para novo centro de operações na Irlanda (21/08/10)

O Google planeja contratar 200 pessoas para trabalhar em seu novo centro de operações em Dublin. A empresa de Internet já conta com 1.500 funcionários na capital irlandesa, onde fica sua sede europeia. O novo centro irá operar os negócios de produtos de localização do grupo, como Google Local e Google Maps.

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Miss IFA é a mascote oficial da feira de eletrônicos (19/08/10)

Como já é tradição para o segundo semestre, Miss IFA está de volta. Com seu cabelo vermelho, muito vermelho, assim como seu vestido e seu sapato de salto alto. Ela (qual será seu nome?) é uma espécie de "mascote oficial" do evento que acontece de 3 a 8 de setembro em Berlim, na Alemanha. Se as Olimpíadas têm seus mascotes - quase sempre bichinhos fofos e simpáticos -, por que uma feira de eletrônicos não pode ter a sua?

A Miss IFA está em todos os lugares, sempre com seu "uniforme" oficial. Posa com produtos dos principais exibidores da IFA, não importa o tipo: vai de filmadora, câmera digital e netbook a máquina de lavar e geladeira, passando pelo aspirador de pó e pelo GPS para carros. E também marca presença nos vídeos oficiais, além de ter seu rosto estampado em todo o site da IFA. Em 2010, a IFA chega a sua 50a. edição. Segundo a organização do evento, todos os espaços disponíveis para exibidores foram alugados. TV 3D, alta definição, casa conectada e até mesmo ecologia são os principais temas da IFA 2010.

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