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Filmado nos EUA, novo trabalho do diretor brasileiro é selecionado para a competição oficial
O novo filme do diretor brasileiro Walter Salles, "Na Estrada - On the Road", está entre os selecionados para disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2012, entre 16 e 27 de maio. Além disso, o cinema brasileiro será o convidado de honra do evento: vários cineastas do país viajarão à França e está confirmada a exibição, fora de competição, de "A Música Segundo Tom Jobim", documentário de Nelson Pereira dos Santos.
Baseado no livro "Pé na Estrada", um clássico da geração beat escrito por Jack Kerouac, "Na Estrada" conta a história de um aspirante a escritor que atravessa os Estados Unidos pedindo carona, em busca de autoconhecimento e experiência.
O longa é estrelado por Sam Riley, que dá vida ao alter ego de Kerouac; Garrett Hedlund, no papel de Dean Moriarty, inspirado no escritor Neal Cassady; e Kristen Stewart, a estrela da saga "Crepúsculo", que interpreta a esposa de Moriarty. Ainda no elenco estão Kirsten Dunst, Viggo Mortensen, a brasileira Alice Braga e Elizabeth Moss.
A 65ª edição de Cannes estará repleta de nomes que brilharam em outras edições do festival. O austríaco Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro por "A Fita Branca", participa com "Amour". Também concorrem o inglês Ken Loach ("The Angels' Share"), o israelense Abbas Kiarostami ("Like Someone in Love"), o romeno Cristian Mungiu ("Beyond the Hills") e David Cronenberg, que retorna ao universo da violência em "Cosmopolis", estrelado por Robert Pattinson (a outra estrela de "Crepúsculo").
Brad Pitt em "Killing Them Softly", filme de Andrew Dominik na competição
Hollywood, aliás, terá presença massiva em 2012. Brad Pitt comparece com “Killing Them Softly”, de Andrew Dominik; Shia LaBeouf participa com "Lawless", de John Hillcoat ("A Estrada"); Zac Efron, John Cusack e Nicole Kidman estão no elenco de "The Paperboy", novo filme de Lee Daniels ("Preciosa"); e Reese Witherspoon e Matthew McConaughey protagonizam "Mud", de Jeff Nichols ("O Abrigo - Take Shelter").
Só no filme de abertura do festival – "Moonrise Kingdom", de Wes Anderson – já são várias estrelas: Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Tilda Swinton, Harvey Keitel e Frances McDormand. Haja flashes.
Três filmes franceses também foram selecionados: "Vous n'avez encore rien vu", de Alain Resnais, na ativa aos 90 anos; "De Rouille et D'Os", de Jacques Audiard ("O Profeta"), e "Holly Motors", de Leos Carax ("Os Amantes da Pont-Neuf").
O diretor mexicano Carlos Reygadas também foi selecionado e participará neste ano com seu filme "Post Tenebras". Hong Sangsoo, o famoso "Woody Allen da Coreia do Sul", exibe "In Another Country", enquanto o dinamarquês Thomas Vinterberg concorre com "The Hunt".
Na seção paralela Um Certo Olhar concorrem o argentino Pablo Trapero "Elefante Blanco", interpretado por Ricardo Darín, assim como o longa coletivo "7 Dias en la Habana", feito por Benicio del Toro, Julio Medem, Gaspar Noé e Elia Suleiman, entre outros diretores. Chamam a atenção também “Laurence Anyways”, do jovem realizador canadense Xavier Dolan, e a ficção científica "Antiviral", longa de estreia de Brandon Cronenberg, filho de David.
Fora de competição, há os novos trabalhos de Bernardo Bertolucci, o tailandês Apichatpong Weerasethakul ("Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas"), Fatih Akin e o norte-americano Philip Kaufman, que vai conduzir uma master class no evento. Está programada para a Cannes a première mundial da animação "Madagascar 3".
O cineasta italiano Nanni Moretti ("Habemus Papam") vai presidir o júri oficial da 65ª edição do evento. O diretor e roteirista brasileiro Karim Aïnouz vai integrar o júri de curtas-metragens e da mostra Cinéfondation, dedicada a produções universitárias.
Veja abaixo a lista dos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2012.
Competição oficial
"Moonrise Kingdom", de Wes Anderson
"De Rouille et D'Os", de Jacques Audiard
"Holy Motors", de Leo Carax
"Cosmopolis", de David Cronenberg
"The Paperboy", de Lee Daniels
"Killing Them Softly", de Andrew Dominik
"Reality", de Matteo Garrone
"Amour (Love)", de Michael Haneke
"Lawless", de John Hillcoat
"In Another Country", de Hong Sangsoo
"The Taste of Money", de Im Sang-soo
"Like Someone in Love", de Abbas Kiarostami
"The Angels' Share", de Ken Loach
"In the Fog", de Sergei Loznitsa
"Beyond the Hills", de Cristian Mungiu
"After the Battle", de Yousry Nasrallah
"Mud", de Jeff Nichols
"Vous N'Avez Encore Rien Vu", de Alains Resnais
"Post Tenebras Lux", de Carlos Reygadas
"Na Estrada – On the Road", de Walter Salles
"Paradise: Love", de Ulrich Seidl
"The Hunt", de Thomas Vinterberg
Mostra Um Certo Olhar ("Un Certain Regard")
"Miss Lovely", de Ashim Ahluwalia
"La Playa", de Juan Andrés Arango
"God’s Horses", de Nabil Ayouch
"Trois Mondes", de Catherine Corsini
"Antiviral", de Brandon Cronenberg
"7 Dias en La Habana", de Benicio Del Toro, Pablo Trapero, Julio Medem, Elia suleiman, Juan Carlos Tabio, Gaspar Noe e Laurent Cantet
"Le Grand Soir", de Benoit Delépine e Gustave Kervern
"Laurence Anyways", de Xavier Dolan
"Despues de Lucia", de Michel Franco
"Aimer À Perdre La Raison", de Joachim Lafosse
"Student", de Darezhan Omirbayev
"The Pirogue", de Moussa Toure
"Elefante Blanco", de Pablo Trapero
"Confession of a Child of the Century", de Sylvie Verheyde
"11.25 The Day He Chose His Own Fate", de Koji Wakamatsu
"Mystery", de Lou Ye
"Beasts of the Southern Wild", de Benh Zeitlin
Fora de competição e sessões especiais
"Yo e Te", de Bernardo Bertolucci
"Madagascar 3", de Eric Darnell e Tom McGrath
"Hemingway & Gellhorn", de Philip Kaufman
"Dario Argento’s Dracula", de Dario Argento
"Ai To Makoto", de Takashi Miike
"Polluting Paradise", de Fatih Akin
"Roman Polanski: A Film Memoir", de Laurent Bouzereau
"The Central Park Five", de Ken Burns, Sarah Burns, David Mcmahon
"Les Invisibles", de Sébastien Lifshitz
"Journal de France", de Claudine Nougaret e Raymond Depardon
"A Música Segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos
"Villegas", de Gonzalo Tobal
"Mekong Hotel", de Apichatpong Weerasethakul
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'The Artist' , do francês Michel Hazanavicius , ganha Goya de melhor filme europeu (20/02/12)
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
O longa-metragem 'The Artist', do francês Michel Hazanavicius - uma homenagem ao cinema mudo e em preto e branco - foi agraciado neste domingo com o Goya de melhor filme europeu na festa da 26ª edição destes prêmios concedido pela Academia de Cinema da Espanha.
'The Artist' venceu 'Melancolia' de Lars von Trier (Dinamarca); 'Jane Eyre', de Cary Fukunaga (Reino Unido); e 'Um Deus Selvagem', uma coprodução de Alemanha, França, Espanha e Polônia dirigida por Roman Polanski.
Recentemente, 'The Artist' ganhou sete prêmios Bafta, e concorrerá em dez categorias do Oscar.
Veja os principais vencedores:
MELHOR FILME:
"Não haverá paz para os malvados", de Enrique Urbizu
MELHOR DIREÇÃO
Enrique Urbizu por "Não haverá paz para os malvados"
MELHOR FILME HISPANO-AMERICANO:
"Um conto chinês", do argentino Sebastián Borensztein
MELHOR ATOR:
José Coronado por "Não haverá paz para os malvados"
MELHOR ATRIZ:
Elena Anaya por "A pele que habito"
MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Lluís Homar por "Eva"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Ana Wagener por "A voz adormecida"
ATOR REVELAÇÃO:
Jan Cornet por "A pele que habito"
ATRIZ REVELAÇÃO:
María León por "A voz adormecida"
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
"La nana de la hierbabuena", de Carmen Agredano para "A voz adormecida"
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Enrique Urbizu e Michel Gaztambide por "Não haverá paz para os malvados"
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Angel de la Cruz, Ignacio Ferreras, Paco Roca e Rosana Cechinni por "Rugas"
MELHOR FILME EUROPEU:
"O Artista", de Michel Hazanavicius
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Angelina Jolie monopoliza flashes em Berlim em sua estreia como diretora de "In the Land of Blood and Honey" (11/02/12)
A atriz americana Angelina Jolie monopolizou todos os flashes neste sábado (11) na 62ª edição do Festival de Berlim, onde foi exibir sua estreia como produtora em "In the Land of Blood and Honey".
Esta história de um amor impossível entre o sérvio Daniel e a bósnia Ajla em pleno conflito armado nos Bálcãs é, segundo sua diretora, "apenas uma pequena parte do que foi a guerra".
"Isto não é um documentário, é uma interpretação [do que foi o conflito]. Há muitas histórias diferentes para contar desta guerra e muitas versões diferentes", declarou Angelina em uma sala de imprensa na qual não cabia nem um alfinete.
Seu objetivo, afirmou, era "contar esta história", a das mulheres vítimas de abusos e estupros no contexto de um conflito armado, porque, afirmou, se sabe muito pouco desta guerra.
Em relação às fortes imagens do filme, projetado na seção especial do Festival de Berlim, Angelina Jolie aludiu à "responsabilidade de mostrar às pessoas o pior da guerra".
"O mais maravilhoso é que todos aprendemos com todos e nos tornamos amigos. São grandes artistas e foi um privilégio trabalhar com eles", disse Angelina ao falar das pessoas envolvidas no projeto, muitas das quais viveram a guerra dos Bálcãs em primeira pessoa.
A atriz e diretora Angelina Jolie, que estreou "In the Land of Blood and Honey" em Berlim, com o marido, Brad Pitt
Ao mesmo tempo, afirmou que "será muito duro fazer outra coisa" agora que estreou como diretora e lembrou que está há dois anos sem atuar. Porém, a atriz anunciou que sua próxima aparição na tela grande será em um filme da Disney.
"Existem formas diferentes de fazer com que as coisas se importem", declarou ao explicar o contraste entre a história que acaba de levar ao cinema e as produções de Hollywood.
Angelina Jolie apresentou sua estreia atrás das câmaras acompanhada de grande parte do elenco, entre eles Zana Marjanovic, Vanesa Glodjo, Goran Kostic e Boris Ler.
"Há uma grande controvérsia com o filme na região [dos Bálcãs] e acho que isso é o interessante. Nossa região é escrava de sua história", declarou Ler, que da mesma forma que os demais atores agradeceu à atriz por ter contado com eles para este projeto.
DA EFE, EM BERLIM
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Boca do Lixo ganha mostra em Festival de Cinema de Roterdã (28/01/12)
Fiel à sua tradição de audácia, o Festival de Cinema de Roterdã abriu ontem, na série "Sinais", uma mostra só com longas-metragens paulistas produzidos na chamada Boca do Lixo entre os anos 1960 e 1980.
A Boca, alguns quarteirões entre as ruas do Triumpho, Vitória e Gusmões, em Santa Ifigênia, tornou-se o centro do cinema paulista depois da falência dos grandes estúdios (a Vera Cruz era o maior).
Cena do filme "A Margem" (1967), de Ozualdo Candeias, que estará na mostra sobre o cinema Boca do Lixo em Roterdã
A proximidade das ferrovias foi o principal motivo dessa concentração, mas o nome --Boca do Lixo-- foi herdado da zona de prostituição com a qual convivia.
Para chegar à seleção dos 15 longas que serão mostrados, o curador Gabe Klinger, visionou mais de 200 títulos e concluiu que o mais significativo era a referência frequente à sexualidade. "Quem sabe isso é por que as questões em torno da identidade sexual, a prostituição, a repressão religiosa e a censura foram muito fortes durante muito tempo no Brasil --aliás, continuam sendo".
A seleção é heterogênea, indo desde filmes clássicos como "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, "A Margem", de Ozualdo Candeias, "Liliam M", de Carlos Reichenbach, "O Despertar da Besta", de José Mojica Marins, até filmes de quando o sexo explícito era dominante, em meados dos anos 1980.
Desses, aparecem "Senta no Meu que Eu Entro na Sua", de Ody Fraga, "Fuk Fuk à Brasileira", de Jean Garret, e "Oh, Rebuceteio", de Claudio Cunha. "O critério de seleção foi a variedade de temas, gêneros e épocas. Filmes representativos e ao mesmo tempo bons", diz Klinger.
Há exemplares preciosos do "cinema marginal" até hoje desconhecidos, como "O Pornógrafo", de João Callegaro, "Orgia ou o Homem que Deu Cria", de João Silvério Trevisan, "O Vampiro da Cinemateca" e "O Insigne Ficante", de Jairo Ferreira.
Ali se encontram cineastas de prestígio, como Walter Hugo Khouri (de "Um Convite ao Prazer"), mas a parte sem dúvida mais provocativa dessa seleção pode vir do policial "Snuff -Vítimas do Prazer", de Claudio Cunha, que esteve perdido durante anos.
Ou ainda de "O Império do Desejo", pouco conhecido, mas também um dos melhores trabalhos de Reichenbach --que também estava fora de circulação havia décadas.
A Boca teve muitos outros assuntos: cangaço, sertanejo, faroeste. "Mas a maior parte está impregnada de sexualidade. Por isso me pareceu uma oportunidade de fazer uma coisa atraente para público internacional. O sexo pareceu a melhor ponte para programar um monte de filmes que queríamos ver na tela grande em 35 mm."
A resposta, público e crítica deste festival iconoclasta começam a dar agora.
INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA
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"The Lady", filme de Luc Besson abre o Festival de Cinema de Roma (27/08/11)
"The Lady", filme de Luc Besson sobre a vida da ativista birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi escolhido para abrir a sexta edição do Festival Internacional de Cinema de Roma, informaram nesta sexta-feira os organizadores.
O filme, que se apresentará fora da competição, conta com a atriz chinesa Michelle Yeoh no papel da ativista, liberada em novembro pela Junta Militar que governa seu país, depois de 20 anos de prisão domiciliar.
O diretor francês quis contar a aventura política da vencedora do prêmio Nobel, mas também sua história pessoal com seus filhos e seu marido, interpretado por David Thewlis, que morreu de câncer de próstata em 1999 antes de poder reencontrar sua esposa.
Cena do filme "The Lady", Luc Besson, que vai abrir o Festival de Roma
"Estou muito feliz e honrado que meu filme tenha sido escolhido para abrir o Festival de Roma e que sua estreia aconteça em um país e uma cidade que amo tanto", afirmou Besson em declarações aos organizadores do evento, que será realizado de 27 de outubro a 4 de novembro.
"The Lady" narra a transformação da ativista birmanesa que passou de uma dona de casa que se ocupava da educação de seus filhos em Oxford para líder de oposição do governo de seu país, tomando a difícil escolha de seguir a empreitada política enquanto seu marido era diagnosticado com câncer.
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Com voz embargada, Angelina Jolie é premiada no festival de Sarajevo (31/07/11)
Apesar de não ter confirmado presença no Festival de Cinema de Sarajevo, na Bósnia, a atriz Angelina Jolie foi ao evento nesse sábado (30), ao lado do marido, o ator Brad Pitt. "Vou começar a chorar se vocês não pararem", afirmou ela, que teve uma recepção calorosa do público que compareceu ao Teatro Nacional da cidade para divulgar "Na Terra de Sangue e Mel", seu primeiro filme como diretora.
Jolie escolheu a guerra da Bósnia, que durou de 1992 a 1995, como cenário para sua estreia como diretora no filme "Na Terra de Sangue e Mel" ("In the Land of Blood and Honey", em ingês), que deve ser lançado em dezembro.
Ela também visitou a Bósnia como embaixatriz da Boa Vontade da ACNUR, agência da ONU (Organização das Nações Unidas) que cuida dos refugiados, e financiou a construção de várias casas para habitantes que voltaram a morar no leste da Bósnia.
O diretor do festival, Mirsad Purivatra, presenteou Jolie com um prêmio em formato de coração quando a atriz apareceu para a cerimônia de encerramento. "Hoje estamos dando o honorário Coração de Sarajevo a uma grande artista, não apenas pelo grande impacto que ela tem no mundo do cinema, mas também por persistir e pelo seu ativo engajamento nas complexidades do mundo real em que vivemos", afirmou Purivatra.
Jolie, usando um longo vestido, ficou com os olhos marejados no palco esperando as palmas cessarem. "Disse ao Brad no carro que estava com medo de chorar", afirmou, com a voz embargada. O filme de Jolie relata a história de um romance entre uma mulher bósnia e um sérvio, que estavam de lados opostos da guerra durante o conflito.
Ela planejou filmar parte do filme em Sarajevo e contratou funcionários locais. Mas Jolie teve de mudar o set de filmagens para Budapeste depois que algumas mulheres vítimas de violência sexual criticaram detalhes da trama e autoridades bósnias cancelaram a permissão de filmagem.
"Estou muito honrada de estar aqui neste festival", disse Jolie depois de receber o prêmio. "Não há maior exemplo da força dos artistas e do festival que começou durante a guerra e cresceu mais forte a cada ano."
O festival de Sarajevo foi lançado perto do fim do cerco de 43 meses à capital bósnia por parte de forças bósnio-sérvias. Jolie presenteou o austríaco Thomas Schubert com o prêmio de melhor ator pelo seu papel em "Atmen", dirigido por Karl Markovics, sobre um jovem criminoso à procura de sua mãe, que também foi premiado como o melhor filme. A romena Ada Condeascu venceu o prêmio de melhor atriz por seu papel em "Loverboy".
"Estamos dando o honorário Coração de Sarajevo a uma grande artista", declarou o diretor do festival de Sarajevo, em referência a Angelina Jolie
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Atriz Hilary Swank brilha em festival de cinema italiano (15/07/11)
A atriz vencedora de dois Oscar acenou para a multidão no tapete vermelho
Hilary Swank brilhou ao cruzar o tapete vermelho do Giffoni Film Festival, em Roma, Itália. Usando um vestido amarelo de Tory Burch, a atriz acenou para a multidão e posou para fotos antes de entrar no evento, na sexta-feira (15).
No dia anterior, a estrela vencedora de dois Oscar aproveitou a passagem pela cidade para relaxar na beira da piscina do hotel e atraiu olhares do fotógrafos ao circular de biquíni preto. Durante sua passagem pela a Europa, a atriz também visitou a Alemanha. Em Berlim, ela participou da Semana da Moda Mercedes-Benz.
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Kirsten Dunst diz que ninguém pode "brincar" que é nazista (20/05/11)
A atriz Kirsten Dunst, protagonista de "Melancolia", o filme apresentado em Cannes por Lars Von Trier, declarado nesta quinta-feira 'persona non grata' pelo Festival de Cannes por suas declarações de teor nazista, considera que ninguém pode dizer "brincando" que é nazista.
Dunst se negou a fazer declarações mas aprofundadas a vários meios de comunicação, entre eles a Agência Efe, sobre os comentários feitos pelo diretor na entrevista coletiva de apresentação do filme.
"Eu entendo Hitler, embora compreenda que fez coisas equivocadas. Só estou dizendo que entendo o homem, não é o que chamaríamos de um bom homem, mas simpatizo um pouco com ele", disse Von Trier nesta quarta-feira para a imprensa internacional.
Hoje, diante da insistência da imprensa, Dunst opinou que não se pode fazer brincadeiras sobre assuntos como o nazismo, após afirmar que faz parte da personalidade do diretor fazer piadas frequentemente.
Com relação à decisão do Festival de Cannes de declarar Von Trier 'persona non grata' - o que não significa que seu filme ficará excluído da competição - Dunst disse: "depende do festival, tem que perguntar a eles o que pensam sobre o assunto".
"Pelo menos estamos na competição e seremos julgados pelos méritos do filme", acrescentou a atriz.
A outra protagonista de "Melancolia", a atriz francesa Charlotte Gainsbourg, que havia programado conceder entrevistas em Cannes, cancelou sua agenda alegando estar "indisposta", segundo a agência de comunicação encarregada de marcar os compromissos.
DA EFE, EM CANNES
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Filme sobre Lemmy interessa até a quem nunca ouviu Motörhead (30/04/11)
Neste sábado o festival de documentários sobre música In-Edit Brasil apresenta no Cinesesc o filme "Lemmy", de Greg Olliver e Wes Orshoski, sobre o vocalista da banda de metal Motörhead.
Lemmy Kilmister comanda a banda mais barulhenta do mundo há 35 anos e se tornou um ícone para os roqueiros de todo o mundo. Entre as coisas ditas sobre o músico, há o boato de que ele dormiu com 3 mil mulheres.
O documentário tira um pouco da fama de mau de Lemmy e o mistifica de outra forma. "É carinhoso e implacável", na opinião de Thales de Menezes, crítico de música Ilustrada.
"O interessante é que o documentário pode ser bacana até para quem nunca ouviu Motörhead. É uma radiografia de um ídolo do rock completamente desencanado", diz Thales. O filme mostra a realidade de Lemmy, que não tem o glamour das limusines, grandes festas com drogas e mulheres maravilhosas.
De acordo com o crítico, "ele é um cara que os outros roqueiros mais jovens adoram", visto a participação de Dave Grohl e sua banda Foo Fighters no documentário, além de Metallica, "que o tratam como um deus", e muitos outros músicos.
"Lemmy aparece exatamente como é, faz tudo a sua maneira, sem concessões. E a gente fica tão envolvido que fica com inveja de não ser como ele", conclui Thales. (Folha)
Lemmy
Quando: 30/04, às 23h
Onde: Festival In-Edit Brasil. r. Augusta, 2.075, Cerqueira César, centro, São Paulo, SP. Tel. 0/xx/11/3087-0500
Quanto: R$ 4.
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"É estranho ter um hit nas mãos", diz cineasta Joel Coen em Berlim (10/02/11)
Diretores de "Bravura Indômita" comentam sucesso do filme, indicado a dez categorias no Oscar
Josh Brolin, Joel e Ethan Coen, Hailee Steinfeld e Jeff Bridges na coletiva de "Bravura Indômita", em Berlim
“Bravura Indômita” mostra o prestígio alcançado pelos irmãos Ethan e Joel Coen, antigamente diretores independentes e de pouco público e apelo. Indicado a dez Oscar, o filme também foi escolhido para abrir o 61º Festival de Berlim.
O filme, que estreia nesta sexta-feira 11 no Brasil, foi exibido para a imprensa no início da tarde desta quinta-feira 10 em Berlim. Os Coen voltam ao território desolado, quase desértico, do interior dos Estados Unidos, uma terra de ninguém onde a justiça (e os fracos) não têm vez. Mattie (a ótima Hailee Steinfeld, indicada ao Oscar de coadjuvante) é uma garota de 14 anos que sai de seu rancho para buscar o corpo do pai, assassinado depois de ter seu dinheiro roubado. Disposta a levar o matador a julgamento, ela contrata o xerife Rooster Cogburn (Jeff Bridges, concorrente ao Oscar de melhor ator) para buscar Tom Chaney (Josh Brolin) no território indígena onde ele se escondeu. Rooster não imagina, mas a menina está determinada a acompanhá-lo. Aos dois, junta-se o agente LaBoeuf (Matt Damon), que procura o mesmo homem. O elenco é de primeira, e os Coen demonstram a competência habitual, mas sem brilho. O grande destaque é mesmo a estreante Hailee Steinfeld.
Num festival de poucas estrelas, a coletiva de imprensa que aconteceu após a sessão foi ainda mais concorrida e começou com atraso considerável para os padrões. Vinte e dois minutos depois do horário previsto, os diretores Ethan e Joel Coen e os atores Jeff Bridges, Josh Brolin e Hailee Steinfeld compareceram ao salão de coletivas do Hotel Hyatt para falar com os jornalistas.
“É estranho ter um hit nas mãos”, disse Joel Coen, quando indagado sobre o sucesso inesperado do filme – “Bravura Indômita” é, de longe, a maior bilheteria da dupla, tendo arrecadado mais de US$ 150 milhões nos Estados Unidos. Jeff Bridges tinha sua teoria sobre o sucesso. “Acho que pode ser um efeito acumulado. Eles são tão bons que nem todos percebem. Agora, estão percebendo”, afirmou.
O ator também disse que é ótimo trabalhar num filme baseado num romance – “Bravura Indômita” foi escrito por Charles Portis. “Fico feliz porque o livro me dá mais informações sobre o personagem que estou interpretando”, afirmou. Segundo ele, foi difícil conseguir falar como o personagem. “E queria pedir desculpas pela ininteligibilidade da minha fala. A gente trabalhou nisso, mas o cara falava assim. Felizmente, aqui temos legendas.”
Indagado sobre como se relacionava com a violência sempre presente em seus filmes, Ethan Coen disse que não era uma coisa pessoal. “A gente quer contar uma história e que os desafios sejam grandes”, afirmou. Eles evitaram as comparações com a produção de mesmo nome baseado no livro de Portis e estrelado por John Wayne em 1969. “Não pensamos num remake. O filme era uma memória antiga e ainda não o revimos. Éramos fãs do romance, foi daí que saiu. Simplesmente desconsideramos que outra adaptação tinha sido feita”, contou Ethan. Os dois também negaram qualquer ressonância contemporânea da história. “Não pensamos nisso”, afirmou Ethan.
Hailee Steinfeld não conseguiu apontar o maior desafio em interpretar a personagem Mattie Ross. “Todos os dias, havia um. Mas acho que, depois de trabalhar nos diálogos, não tive problemas.” Joel Coen contou que, antes de selecioná-la, eles contaram que ela ia ter de atravessar um rio gelado e ficar pendurada numa árvore a 60 metros do chão. “E ela disse: ‘Ah, tá bom’.” No set, a garota cobrava a cada vez que alguém do elenco ou da equipe falava palavrão. Josh Brolin foi quem mais pagou. “Ela ganhou mais naquela jarra do que no filme”, disse o ator. O dinheiro foi doado a uma fundação de Alzheimer. (Mariane Morisawa)
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Festival de Cinema de Berlim mantém no júri cineasta iraniano preso (21/01/11)

O cineasta iraniano Jafar Panahi terá seu lugar mantido no Festival de Berlim
O festival internacional de cinema de Berlim, que acontece entre 10 a 20 de fevereiro, reiterou nesta sexta-feira (21) apoio ao diretor iraniano Jafar Panahi, preso em seu país, ao anunciar que estava aberto para ele um lugar no júri, presidido pela atriz Isabella Rossellini.
"A Berlinale mantém um lugar reservado para Jafar Panahi e, ao fazer isto, destaca apoio a sua luta pela liberdade", assinalou a organização da Berlinale em comunicado.
Panahi ganhou em 2006 o Urso de Prata do festival de Berlim com o filme "Offside", tendo sido convidado, há alguns meses, a integrar o júri de 2011, mas em dezembro passado foi condenado a seis anos de prisão por ter "participado de manifestações" e feito "propaganda contra o regime".
Ele também recebeu proibição de trabalhar e deixar o Irã durante 20 anos.
Panahi é um dos cineastas iranianos mais conhecidos no exterior. Em 2000 ganhou o Leão de Ouro em Veneza com o filme "O Círculo".
Os demais membros do júri da 61º Berlinale serão a produtora australiana Jane Chapman, a atriz alemã Nina Hoss, o ator, produtor e diretor indiano Aamir Khan, o cineasta canadense Guy Maddin e a estilista britânica Sandy Powell.
DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM
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Festival de Sundance celebra vitalidade dos independentes (20/01/11)

Cena de "Todos tus Muertos"
A 27ª edição do Festival de Cinema de Sundance começa nesta quinta-feira em Park City (Utah, oeste dos EUA) com quase 120 filmes na programação, entre eles o brasileiro "Tropa de Elite 2". O filme de José Padilha, recorde de público no Brasil, será apresentado fora da competição em um festival no qual os organizadores se propõem a mostrar que, apesar da crise econômica, a vitalidade do cinema independente permanece perante a força de Hollywood.
Na mostra competitiva, destacam-se o filme colombiano "Todos tus Muertos", o mexicano "Asalto al Cine" e o cubano "Boleto al Paraíso". O Festival, convetido com o passar dos anos na "meca" do cinema independente nos Estados Unidos, foi fundado pelo ator Robert Redford para contrabalançar o poder comercial dos estúdios de Hollywood.
A ironia da história é que agora ele é o maior e mais prestigiado festival de cinema dos Estados Unidos. Sundance tornou-se um lugar privilegiado, onde os estúdios aproveitam para fazer negócios para suas divisões de "filmes de arte" e buscar novos talentos em todas as áreas da indústria, desde atores até diretores e roteiristas.
"O número de filmes que apresentam sua candidatura no festival continua sendo muito alto: ultrapassamos os 10 mil pela primeira vez neste ano", declarou à AFP John Cooper, diretor-geral do festival. "É uma notícia muito boa para a vitalidade do cinema independente", acrescentou.
O Festival apresenta neste ano 118 longa-metragens, entre eles 40 estreias de filmes (26 em concorrência) e 95 "première" mundiais, provenientes de 29 países. "Durante a programação desta edição, fomos mais longe, reforçamos fortemente nossas relações internacionais e melhoramos a qualidade dos filmes estrangeiros selecionados", afirma John Cooper.
A imensa maioria das produções apresentadas em Sundance - cuja feira de venda de filmes é uma das mais importantes do mundo - chega sem distribuidor, e Cooper garante que "os compradores estão muito impacientes por descobrir alguns filmes, e espera-se um mercado muito ativo".
Um dos filmes hispânicos que estarão na competição são "Todos tus Muertos", obra colombiana dirigida e co-escrita por Carlos Moreno, que fala da história de Salvador, um camponês humilde cuja tranquilidade é perturbada quando descobre que há vários cadáveres em suas plantações de milho. O mexicano "Asalto Al Cine", de Iría Gómez Concheiro, compete na seção Ficção Internacional com sua trama centrada em um grupo de jovens das colônias Guerrero e Iztapalapa, que pensam que um roubo resolverá seus problemas.
O último filme do cubano Gerardo Chijona, "Boleto al Paraiso", baseado no livro "Confesiones a un Médico", também compete com sua história sobre os fatos lamentáveis de 1993, quando jovens entre 17 e 20 anos injetaram sangue contaminado com Aids em si mesmos.
Neste ano, Sundance deverá honrar mais uma vez sua reputação de vitrine dos melhores documentários do mundo, especialmente com o novo filme do britânico James Marsh, "Project Nim", centrado no chimpanzé Nim. Marsh recebeu um Oscar em 2009 por "O Equilibrista", seu documentário sobre o francês Philippe Petit, que causou sensação em 1974 ao se equilibrar entre as torres do World Trade Center, em Nova York.
O terror, os filmes de orçamentos baixos e a guerra, tema recorrente em Sundance, voltarão a estar presentes na programação. O filme "Hell and Back Again" de Danfung Dennis, segue a missão de um militar no Afeganistão, mas o cinema também enfoca a questão econômica com "The Flaw", de David Sington, que gira em torno da crise da economia mundial em 2008.
No lado da ficção, o festival apresentará muitos novos talentos, mas também filmes de atores que, desta vez, ficaram atrás das câmeras, como em "Higher ground", de Vera Farmiga (a mulher que conquista George Clooney em "Amor sem Escalas", de Jason Reitman). AFP
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'O Escritor Fantasma', de Polanski, ganha prêmio de melhor filme europeu (05/12/10)

TALLIN, ESTÔNIA - O thriller político "O Escritor Fantasma", do diretor franco-polonês Roman Polanski, ganhou o prêmio de melhor filme da 23ª edição do festival European Film Awards. O longa de Polanski venceu em outras cinco categorias da academia, incluindo a de melhor diretor e a de melhor ator, para Ewan McGregor. A atriz francesa Sylvie Testud levou o prêmio de melhor atriz por "Lourdes". Em uma cerimônia em Tallin, capital da Estônia, na tarde deste sábado, 4, a academia também concedeu uma premiação de honra, pelo conujunto da obra, ao ator suíço Bruno Ganz. O compositor e músico libanês Gabriel Yared foi laureado por escrever trilhas para os filmes "O Paciente Inglês" e "O Talentoso Ripley". O European Film Awards reconhece os melhores filmes europeus desde 1988, buscando valorizar a indústria cinematográfica do continente como um contrapeso ao Oscar. ________________________________________________________________________________
Festival de Cinema de Tóquio começa com glamour de Catherine Deneuve (23/10/10)

Com o glamour de estrelas como a diva francesa Catherine Deneuve e uma estética que dá saltos entre a tradição e a modernidade, começou neste sábado o 23º Festival de Cinema de Tóquio, onde o filme argentino "O Olhar Invisível", de Diego Lerman, concorre ao Grande Prêmio Sakura. Ao todo, 15 filmes competem na seção oficial presidida por Neil Jordan, vencedor do Oscar em 1992 com o melhor roteiro original por "Traídos pelo Desejo". Aos 67 anos e vestindo um longo preto, Catherine Deneuve foi uma das últimas a desfilar pelo tapete, que, assim como as gravatas e laços usados por grande parte dos convidados, é da cor verde, um símbolo a favor da ecologia. Deneuve é a protagoniza de "Potiche", do francês François Ozon, que será mostrado nas "Exibições especiais" do festival que acaba no domingo, com mais de cem filmes exibidos.( EFE, em Tóquio) ________________________________________________________________________________
Diretora Sofia Coppola ganha o Leão de Ouro (11/09/10)
Com uma lista de anúncios que tendia a premiar a ousadia e a linguagem cinematográfica testada em seus limites, o júri da 67 edição da Mostra Internacional de Cinema de Veneza acabou por entregar seu grande prêmio, o Leão de Ouro, a um nome ligado à indústria de Hollywood: Sofia Coppola. "Somewhere", o irresistível filme da filha de Francis Ford Coppola, era, como eu disse no podcast levado ontem ao ar, um trabalho que, se não era memorável, tampouco dividia opiniões e tinha, por isso, grandes chances de conseguir a unanimidade. Foi o que aconteceu.

Não deixou de ser surpreendente, porém, que Sofia Coppola subisse ao palco que, minutos antes, parecia estar com a noite reservada para a ousadia, para aqueles que testaram os limites da linguagem cinematográfica. Antes de chamar Sofia, Tarantino chamara o veterano diretor norte-americano Monte Hellman que, com "Road to Nowhere", discutia o próprio cinema. Também o polonês Jerzy Skolimowski, marginal por opção, e o espanhol Alex da la Iglesia, com o arrojado "Balada Triste de Trompeta" receberam prêmios do júri. O Leão de Ouro para Sofia, não se sabe se pelo filme ou se pelo fato de Tarantino ter sido seu namorado, foi seguido de algumas vaias na plateia. Hellman também é amigo do diretor. Foi Hellman quem, no início da carreira de Tarantino, bancou seu talento e produziu "Cães de Aluguel". (Ana Paula Sousa) ________________________________________________________________________________
John Woo foi homenageado e recebe Leão de Ouro pela carreira na 67ª edição do Festival de Cinema de Veneza (03/09/10)

John Woo recebeu o Leão de Ouro por sua carreira, no Festival de Cinema de Veneza. O diretor chinês de filmes de ação como "A Outra Face" (1997) e "Missão Impossível 2" (2000) foi homenageado na noite desta sexta-feira (3), logo após a exibição do filme "Reign of Assassins" - do cineasta Su Chao-Pin, supervisionado por Woo. _________________________________________________________________________________
Paulo Cesar Pereio é homenageado no Festival de Cinema de Gramado (10/08/10)

Paulo Cesar Pereio foi homenageado na noite desta terça-feira, 10, no "38º Festival de Cinema de Gramado", que acontece no Rio Grande do Sul. O ator ganhou o troféu Oscarito. Estiveram presentes ao Festival os atores André Ramiro e Luciano Szafir.

André Ramiro e Luciano Szafir _________________________________________________________________________________ Festival Varilux exibe filmes franceses no Brasil (02/06/10)
Paris, em janeiro. Apesar do inverno, o ambiente é agradável nas salas que acolhem as entrevistas do Rendez-Vous du Cinéma Français. O encontro promovido pela Unifrance é preparatório para o Festival Varilux que começa hoje em São Paulo, amanhã no Rio e prossegue até dia 10 em mais sete capitais. No total são nove cidades (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador, e as demais) que vão exibir os dez títulos inéditos que compõem a programação. O documentário Oceanos, de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, abre o festival.

Embora os dez filmes que integram o festival sejam inéditos nos cinemas, um deles - O Dia da Saia, de Jean-Paul Lilienfeld, com Isabelle Adjani - já estreou na TV paga (no Eurochannel). A programação inclui Hadewijch, de Bruno Dumont; O Profeta, de Jacques Audiard, premiado em Cannes, em 2009; O Pequeno Nicolau, de Laurent Tirard, sobre o personagem de René Goscinny e Sempé; Coco Chanel e Igor Stravinsky, de Jan Kounen; Um Outro Caminho, de Philippe Godeau; Oito Vezes de Pé, de Xabi Molia; e Faça-me Feliz, de Emmanuel Mouret.

(A atriz Julie Sokolowski em cena do longa-metragem Hadewijch, de Bruno Dumont)O melhor - mais rigoroso - desses filmes talvez seja Hadewijch, que passa amanhã, às 14 horas, na Reserva Cultural. O próprio cineasta deveria integrar a delegação francesa que hoje dá uma entrevista na cidade, mas Dumont, à última hora, cancelou sua participação. Para substituí-lo, virá a atriz Julie Sokolowski. Acredite. Ela será uma surpresa. Julie não é atriz profissional. Ela vem da academia, da universidade, e possui um discurso erudito - puro racionalismo francês -, raro de se encontrar numa intérprete.

(Coco Chanel & Igor Stravinsky) Bruno Dumont 'seria' o herdeiro de Robert Bresson no cinema francês atual. O verbo colocado no passado imperfeito já indica que não é assim. Dumont teria em comum com o autor de Pickpocket e Um Condenado à Morte Escapou a obsessão pelos temas da graça e da permanência do mal no mundo. Ele contesta. Bresson não é, nunca foi, uma referência. Dumont faz cinema, mas não acompanha o trabalho de seus colegas diretores, na França e no mundo. O que os outros fazem, as novas conquistas tecnológicas, não o interessam. Ele persegue - prossegue - o seu caminho. Hadewijch é representativo do método do autor. Dumont não escreve propriamente um roteiro. Possuído pelo desejo de realizar um filme, ele o escreve de forma literária, como se fosse um livro. Clique aqui ( http://www.festivalcinefrances.com/filmes.php?id=2) para ver a programação do Festival Varilux de Cinema Francês ___________________________________________________________________________________
Festival de cinema brasileiro nos EUA faz tributo à retomada (26/04/10)
O 3º Los Angeles Brazilian Film Festival, que começa nesta terça-feira (27), anunciou os filmes concorrentes e corpo de jurados encabeçado pelo diretor Fernando Meirelles (Cidade de Deus). No ano em que o evento faz uma homenagem aos 15 anos da chamada retomada do cinema nacional, a programação traz títulos expoentes dessa mais recente produção. Na abertura do evento, será exibido o primeiro filme da Mostra Competitiva: À Deriva, de Heitor Dhália.

Já na programação dedicada a prestigiar os 15 anos da retomada, entram filmes como Carlota Joaquina, da Carla Camurati, O Quatrilho, de Fábio Barreto e Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho. O festival, que acontece em Los Angeles de 27 a 2 de maio este ano, terá uma banca de jurados composta por três americanos, um inglês, além do próprio Meirelles.
Confira abaixo a programação da Mostra Competitiva de Longas de Ficção e de Documentários:

Mostra Competitiva de Ficção
À Deriva, direção de Heitor Dhalia
Divã, direção de José Alvarenga Junior
Cabeça a Prêmio, direção de Marco Ricca
O Menino da Porteira, direção de Jeremias Moreira
Salve Geral, direção de Sérgio Rezende
Histórias de Amor duram apenas 90 Minutos, direção de Heloísa Resende Jean Charles, direção de Henrique Goldman
Ouro Negro, direção de Isa Albuquerque
Elvis e Madonna, direção Marcelo Lafitte
Pau Brasil, direção de Fernando Belens
Praça Saens Peña, direção Vinícius Reis
Estranhos, direção de Paulo Alcântara
No Meu Lugar, direção de Eduardo Valente

Mostra Competitiva de Documentários
Dzi Croquettes, direção de Tatiana Issa e Rafael Alvarez, O Homem que Engarrafava Nuvens, direção de Lírio Ferreira, Só Dez por Cento é Mentira, direção de Pedro Cezar ____________________________________________________________________________________
Juliette Binoche estampa cartaz do 63º Festival de Cannes (29/03/10)
A atriz francesa Juliette Binoche, em um registro feito pela fotógrafa Brigitte Lacombe, será a imagem da 63ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá de 12 a 23 de maio, informaram hoje os organizadores do evento. A foto de Lacombe mostra Binoche sobre um fundo azul, descalça, com camisa e calça pretas e segurando pincéis.

"A graça de seu gesto é um convite a segui-la", diz uma nota à imprensa, que indica que os organizadores ficaram "seduzidos" pela "figura alegórica" representada por Binoche, ganhadora de um Oscar ("O Paciente Inglês"). A silhueta da atriz, que "ilumina a cena com sua presença", e a "simplicidade" da imagem, que desprende "magia" pelo "olhar enigmático" de Binoche, foram outros aspectos do pôster que foram elogiados. _________________________________________________________________________________
O filme franco-brasileiro "Os famosos e os duendes da morte" venceu neste domingo (21/03)
O XIII Festival Internacional de Cinema de Punta del Este, 140 quilômetros a leste de Montevidéu.
Dirigido por Esmir Filho, o filme narra a vida de um adolescente que passa seus dias entre a virtualidade da Internet e as ruas vazias de seu povoado, até que a chegada de um misterioso jovem e a possibilidade de assistir a um show de Bob Dylan alteram sua perspectiva. "É um filme jovem e renovador, com uma particular sensibilidade marcada pelos tempos da Internet", destacou o diretor do festival, Álvaro Buela, à AFP.

Alice Braga _O prêmio de Melhor Atriz foi para a brasileira Alice Braga, por seu trabalho em "Cabeça a prêmio", de Marco Ricca, enquanto o espanhol Eduard Fernández recebeu o título de Melhor Ator, por "Tres días con la familia", de Mar Coll. O chileno Alejandro Fernández Almendras obteve o prêmio de Melhor Diretor, por "Huacho". O Festival de Punta del Este, que exibiu 80 filmes de 20 países, homenageou a atriz brasileira Glória Menezes no 50º aniversário de seu primeiro filme: "O pagador de promessas".
10 maio 2012 a 30 maio 2012 – Joh Mabe Espaço de Arte & Cultura
Yoshitaka Amano, 59, veio, viu e gostou. Em passagem pelo Brasil, entre março e abril, um dos bambambãs das artes plásticas japonesas produziu quatro aquarelas inéditas que serão expostas no Joh Mabe…
Organizado por Joh Mabe Espaço de Arte & Cultura | Tipo: exposição, -, grátis


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