creativity never sleeps
Estreou na sexta-feira (2), nos cinemas, o filme francês "Os Nomes do Amor", de Michel Leclerc. A comédia romântica deve encantar o público que gosta do gênero, mas também quem gosta de roteiros engenhosos e personagens peculiares.
Bahia Benmahmoud (Sara Forestier) e Arthur Martin (Jacques Gamblin) em cena do filme "Os Nomes do Amor"
A história gira em torno de Bahia Benmahmoud (Sara Forestier) e Arthur Martin (Jacques Gamblin). Ela é filha de um imigrante argelino e de uma ex-hippie, muito influenciada pelas histórias dos pais. Bahia foi criada de um jeito liberal e acredita que pode usar o sexo para fazer os homens mudarem de posição política.
É expondo suas crenças contra o governo e as ações fascistas dele que ela conhece Arthur Martin (que tem nome de marca europeia de eletrodoméstico "confiável e durável"), um pacato veterinário de meia-idade que tenta descobrir o perigo da gripe aviária na França e que logo se encanta pela espontaneidade (e, por que não?, promiscuidade) de Bahia.
O amor entre os dois e a questão da identidade (pessoal e como nação) que é levantada a partir do encontro entre eles são tema centrais de "Os Nomes do Amor" e rendem momentos hilários no decorrer do filme. As referências à história política da França, com direito à menção a Jacques Chirac e a Nicolas Sarkozy --e participação, como ele mesmo, do candidato socialista à Presidência da França, Lionel Jospin-- rendem os melhores momentos do longa.
No meio de tudo isso, o diretor ainda permite que os atores conversem diretamente com a câmera e cria alter-egos da infância dos personagens para aconselhar os adultos. Sem dúvida, um bom programa para o final de semana. MILENA EMILIÃO
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Sarah Jessica Parker vive mãe estressada em comédia "Não Sei Como Ela Consegue" (25/11/11)
O maior trunfo da comédia "Não Sei Como Ela Consegue", de Douglas McGrath, é o charme de Sarah Jessica Parker - aposta segura, dada a grande receptividade da atriz que estrelou "Sex & the City" por seis anos, sem contar dois longas baseados na bem-sucedida série, em 2008 e 2010.
Tal como a Carrie Bradshaw do seriado, a personagem de Sarah aqui é pilhadíssima - Kate Reddy, uma executiva financeira, que se divide entre um trabalho estafante, que a obriga a frequentes viagens, um marido, o arquiteto Richard (Greg Kinnear), e dois filhos pequenos.
Com vocação para supermulher, Kate não consegue delegar muita coisa - quer ser a mãe capaz de bater um bolo de madrugada para a filha levar na escola no dia seguinte, mostrar-se apaixonada na cama com o marido e ainda segurar todas as barras num emprego complicado e competitivo. Só pode render estresse e cobranças de todo lado. Na verdade, tudo isto poderia ser um drama.
Mas o roteiro de Aline Brosh McKenna (de "O Diabo Veste Prada"), que por sua vez se baseia no livro homônimo de Allison Pearson, procura o tom mais leve. O foco está no dilema de Kate, ganhando a grande chance de sua vida ao ser escolhida para assessorar Jack Abelhammer (Pierce Brosnan) num grande projeto.
Ela tem todo o talento para isso, trabalhou a vida toda por uma oportunidade assim. Agora vai enfrentar as exigências de Jack, o olho gordo de um colega competitivo (Seth Myers), as cobranças do chefe (Kelsey Grammer), do marido e dos filhos, ainda mais diante de suas agora cada vez mais frequentes viagens a Nova York (a família mora em Boston).
Mesmo sendo comédia, o grande problema é que ninguém parece uma pessoa de verdade - nem Kate, nem as mães dos amiguinhos de sua filha, nem seus colegas, ou mesmo seus sogros, todos verdadeiros clichês ambulantes. A história parece existir num vácuo, num mundo paralelo em que analistas financeiros são praticamente beneméritos e a crise mundial por conta da especulação financeira nunca existiu. Até o ensaio de um romance por parte de Jack parece, neste contexto, um tanto artificial. Reuters
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Em "Potiche: Esposa Troféu", Catherine Deneuve incorpora ascensão do poder da mulher nos anos 1970 (23/06/11)
Um dos mais prolíficos diretores do cinema francês e quiçá mundial, lançando em média um longa-metragem por ano desde 1997, François Ozon é também versátil. Do drama deslavado ao fantástico, sem esquecer o suspense e boas doses de ironia, produziu belezas como "Gotas D'Água em Pedras Escaldantes", "Swimming Pool - À Beira da Piscina", "O Tempo que Resta" e "Ricky". Mas em "Potiche - Esposa Troféu", que entrou em cartaz no país nesta quinta-feira (22), o gênero da vez é outro: a comédia. No caso, quase escrachada.
Deneuve e Gérard Depardieu em momento apaixonado
Mas a fórmula do diretor não é tão simples. Adaptado do teatro, assim como "8 Mulheres", "Potiche" tem reflexão e crítica correndo fortes em suas veias, de forma explícita ou nem tanto. O personagem de Catherine Deneuve, que esteve recentemente no Brasil para divulgar o filme, é quem serve de catalizador para os conflitos que explodem na tela. Casada com um industriário tirano e mulherengo (Fabrice Luchini) no fim da década de 1970, Suzanne Pujol serve de bibelô no relacionamento – ela é apenas um enfeite em casa, sem poder de opinião.
Sua rotina de afazeres domésticos e caminhadas idílicas – seus encontros com esquilos são narrados em versos num caderninho de anotações – é interrompida quando o marido sofre um ataque cardíaco e precisa ficar longe da fábrica de guarda-chuvas da família, que enfrenta uma séria ameaça de greve. Madame Pujol acaba substituindo-o na presidência e, com simplicidade e postura de mãezona, provoca uma revolução na companhia.
Revolução, aliás, é a palavra de ordem em "Potiche". A ascensão do feminismo dá o tom do filme, que abre espaço para fazer graça com os clichês do mundo sindical e da esquerda, evidencia a lógica do capitalismo selvagem e lança um olhar ácido para a política. O clima, apesar disso, não é nada sério, longe disso. As atuações estão sempre um ou dois tons acima do normal e a direção de arte, exagerada e gritante, como que para dizer a todo momento que uma farsa está sendo encenada. Os números musicais, rumo ao final, quase fazem a balança pesar demais e desandar a receita. Quase.
Isso porque Catherine Deneuve, perto dos 70 anos, está lá, feito fortaleza, para segurar a bronca e carregar o filme praticamente nas costas. Brilhando muito mais do que os outros, ela torna adorável a experiência de se assistir a uma parábola feminista em pleno século 21. Ninguém melhor do que Deneuve para incorporar o poder da mulher, em especial em "Potiche", em que começa servil e submissa, contraponto a sua persona na vida real. O espectador ganha de bônus mais uma performance irretocável de Gérard Depardieu, no papel de um deputado e caso antigo da protagonista.
O roteiro ainda procura ganhar umas risadas na base do "nada é o que parece" e em geral acerta o alvo. Ozon arriscou mais vez e, feito ilusionista, tirou do chapéu uma comédia retrô, engajada e autoconsciente, tudo ao mesmo tempo. Aqui, a diversão é garantida. Marco Tomazzoni - iG
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Comédia I Uma Manhã Gloriosa (03/04/11)
"Uma Manhã Gloriosa" busca o charme das comédias dos anos 1940 e 1950 com diálogos acelerados, troca de farpas entre os opostos e uma irresistível heroína no centro. A heroína é o ingrediente que funciona melhor nessa mistura, pois há poucas atrizes mais adoráveis do que Rachel McAdams ("Sherlock Holmes") atualmente em Hollywood.
No longa-metragem, ela vive a produtora de TV Becky Fuller, uma "workaholic" que o público poderia até rejeitar, não fosse ela toda feita de boa vontade, dedicação e carinho por sua equipe. É a chefe que todo mundo pede a Deus. Por isso, quando surge a chance de uma promoção na emissora em que ela trabalha, em Nova Jersey, todo mundo aposta que a vaga só pode ser dela e torce por isso.
Primeira injeção de vida real: ao invés da promoção, vem a demissão sem motivo. Cheíssima de energia, Becky entristece, ainda mais porque não consegue emprego. Os dias passam sem novidades e os sermões da mãe (Patti D'Arbanville) só pioram o astral.
O entusiasmo e a persistência da produtora levam-na ao encontro de um programa matinal sem sucesso, o "Daybreak" – que, de vantagem, é realizado numa emissora de Nova York. No mais, Becky precisa lidar uma coleção de más notícias: o programa é antigo, a audiência cai em queda livre, a equipe está desmotivada e nenhum produtor tem esquentado a cadeira por ali.
Na primeira reunião, a nova produtora já mostra que é bem mais do que uma jovenzinha sorridente. Na sequência, ela demite um dos âncoras e resolve contratar um grande nome – Mike Pomeroy (Harrison Ford).
Parece uma ideia maluca, afinal, Pomeroy é um jornalista veterano e premiado no mundo das grandes coberturas sérias, que passam longe da pauta do "Daybreak", firmemente plantada no mundo da celebridade e do exotismo. O veterano, no entanto, está encostado e precisa fazer alguma coisa antes do fim de seu contrato, senão terá um grande prejuízo. Ao alertá-lo sobre isso, Becky ganha pontos e consegue a fera.
Pomeroy tem fama de mau e faz jus a ela. Torna infernal a vida da produtora e de sua colega, a âncora Colleen Peck (Diane Keaton), que está há décadas no programa. A relação entre os dois apresentadores é tensa. Eles nem mesmo conseguem entender-se sobre quem dará o "até amanhã" final a cada edição.
O roteiro de Aline Brosh McKenna ("O Diabo Veste Prada") e a direção, a cargo de Roger Michell ("Um Lugar Chamado Notting Hill"), poderiam ter equilibrado melhor a equação trabalho/romance de Becky. Ela até tem um fã bonitão, o colega produtor Adam Bennett (Patrick Wilson), mas ele perde feio para o Blackberry da moça, que não para de tocar...
Se aliviasse um mínimo esse componente "workaholic" da protagonista, deixando-a respirar um pouco mais, o filme ficaria mais leve, solto e engraçado. Ainda assim, se "Uma Manhã Gloriosa" até certo ponto funciona, é mérito, portanto, de seu bom elenco, que tira o melhor proveito das situações. Há bons momentos dos veteranos Ford (nunca antes mais furioso) e Keaton, e da estrela em ascensão Rachel McAdams. (Reuters)
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Demi Moore e David Duchovny são os vendedores disfarçados de família do filme (24/12/10)

Pensou numa família perfeita? Os Jones, é claro. Gente bonita, elegante, educada, sempre vestida impecavelmente, dirigindo os melhores carros, morando numa mansão decorada com tudo do bom e melhor. Ninguém consegue ser melhor do que eles. Essa é mesmo a ideia por trás dos protagonistas da comédia dramática "Amor por Contrato", que tem como destaques do elenco Demi Moore e David Duchovny.
Tudo é tão perfeito só por um motivo - os Jones não são uma família de verdade. Foram escolhidos a dedo para compor uma unidade familiar, que se instala numa vizinhança bem de vida (neste caso, um rendimento anual de pelo menos 100 mil dólares). O objetivo é um só - os Jones são vendedores profissionais, que alavancam a venda dos produtos mais caros e chiques entre os vizinhos. A boa vida deles vem daí, porque eles ganham para isso.

A atual composição da falsa família é Kate (Demi Moore), que é a chefe da unidade; Steve (David Duchovny), ex-vendedor de carros recém-contratado; e os "filhos", Jenn (Amber Head) e Mick (Ben Hollingsworth). Eles são o sonho de consumo de qualquer um - não só pela aparência impecável como pela gentileza com que se tratam 24 horas por dia. Alguém devia desconfiar de alguma coisa.
Mas não desconfia. A vida dos Jones é o objeto do desejo de nove entre dez de todas as pessoas que os rodeiam. Todo mundo quer ser como eles e ter o que eles têm. Ninguém vê que, entre quatro paredes, eles discutem suas metas e se evitam nos dias de folga. Muito menos que um casal aparentemente tão apaixonado quanto Kate e Steve mora em quartos separados. Com todo conforto, é claro, porque eles são os primeiros a testar os artigos que vendem. E, como prêmio de desempenho, até ganham coisas fora do alcance dos comuns mortais, como um carro esporte último tipo.
Como tudo que parece perfeito não é, este modo de vida tem alguns senões. Quem faz parte da empreitada não tem direito à expressão dos próprios sentimentos. Assim, a vida amorosa fica prejudicada. Steve, por exemplo, tem uma queda por Kate - mas ela dá chance? Os dois mais jovens, Jenn e Mick, se arriscam mais, porque procuram satisfação fora de "casa" - o que traz o risco de a máscara cair.
Até onde um teatro desses pode ir? Há também o problema ético - um casal de vizinhos, Larry (Gary Cole) e Summer (Glenne Headly), é o mais entusiasta da competição para ter tudo o que os Jones têm. Mas eles vivem no mundo real, em que a crise econômica bate à porta e o endividamento tem limites e consequências não raro desastrosas.
Se explorasse melhor estas contradições, o filme de Derrick Borte, que tem um passado na publicidade, poderia render muito mais. Até do ponto de vista do humor. Se não vai muito longe, a culpa é particularmente do roteiro (do próprio Borte, a partir de um argumento de Randy T. Dinzler) e da direção, pouco inspirada, e que se contenta com colocar o bom elenco em pouco mais do que no piloto automático.
A competitividade insana e a ilusão de uma vida familiar perfeita dentro do consumismo já renderam, aliás, retratos bem mais aguçados - como o inesquecível "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton, e até o recente "Mulheres Perfeitas" (2004), de Frank Oz, para ficar em poucos exemplos.
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Veja o cartaz do filme Um Parto de Viagem (Due Date) 12/08/10

A Warner Bros. divulgou o primeiro poster de Um Parto de Viagem (Due Date), a nova comédia do diretor de “Se Beber Não Case”, Todd Phillips. Downey interpreta um pai “grávido” numa viagem de carro com um parceiro inusitado (Galifianakis), correndo para chegar ao parto de seu primeiro filho. O estúdio aprovou o filme depois que Galifianakis e Phillips arrebentaram na bilheteria com Se Beber Não Case. Phillips definiu Due Date como “uma comédia de amigos, mas sem a amizade”. O roteiro foi escrito por Alan R. Cohen e Alan Freedland e revisado por Adam Sztykiel. Due Date estreia nos EUA em 5 de novembro.

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___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Tina Fey será terceira mulher a receber maior prêmio de humor dos EUA (25/05/10) _ A atriz Tina Fey, de "30 Rock" e "Saturday Night Live", vai receber o Prêmio Mark Twain de Humor Americano, entregue anualmente e um dos mais importantes do país na área do humor, anunciou o Kennedy Center nesta terça-feira (25). Fey, cuja popularidade aumentou muito em 2008 com suas representações da candidata republicana a vice-presidente Sarah Palin, receberá o prêmio em 13 de novembro, numa noite de humor que terá a participação de outros astros cômicos.

Ela é apenas a terceira mulher a ganhar o prêmio em 13 anos, depois de Lily Tomlin e Whoopi Goldberg. A atriz tem 40 anos e já recebeu seis prêmios Emmy e dois Globos de Ouro por seu seriado de TV "30 Rock", que ela escreve, produz e também protagoniza. Antes disso, Fey passou nove temporadas no programa de esquetes satíricos "Saturday Night Live". Mais tarde, atuou em filmes como "Meninas Malvadas", "Uma Mãe para Meu Bebê" e "Uma Noite Fora de Série". Criado em 1998, o Prêmio Mark Twain homenageia pessoas que tenham tido impacto sobre a sociedade comparável ao do escritor e satirista do século 19 Mark Twain, autor de "As Aventuras de Tom Sawyer" e "Aventuras de Huckleberry Finn". Alguns dos ganhadores anteriores do prêmio incluem o ator Bill Cosby, o humorista George Carlin, o ator Steve Martin e o dramaturgo Neil Simon, disse o Kennedy Center. (JILL SERJEANT DA REUTERS, EM NOVA YORK ) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Dinner for Schmucks: Assista ao primeiro trailer da comédia com Paul Rudd e Steve Carell (07/04/10)
Dinner for Schmucks, comédia dirigida por Jay Roach, produtor de Borat e diretor dos dois Entrando Numa Fria, ganhou o seu primeiro trailer. Steve Carell nunca esteve tão exagerado. No remake da comédia francesa O Jantar dos Malas (Le Diner de Cons), Tim (Rudd) é o típico engravatado que espera ser promovido, mas antes precisa colaborar com o estranho hobby de seu chefe (Bruce Greenwood): promover um jantar anual para pessoas extraordinárias. Tim não tinha ninguém para levar ao jantar, até o dia em que atropela o indescritível Barry (Carell). Zach Galifianakis, Ron Livingston, Stephanie Szostak e Kristen Schaal também estão no elenco. A estreia acontece em 23 de julho nos EUA. No Brasil, em 20 de agosto.
10 maio 2012 a 30 maio 2012 – Joh Mabe Espaço de Arte & Cultura
Yoshitaka Amano, 59, veio, viu e gostou. Em passagem pelo Brasil, entre março e abril, um dos bambambãs das artes plásticas japonesas produziu quatro aquarelas inéditas que serão expostas no Joh Mabe…
Organizado por Joh Mabe Espaço de Arte & Cultura | Tipo: exposição, -, grátis


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