Clássicos I O Mágico de Oz vai ser relançado em IMAX e em 3D (04/06/13)

Lançado em 25 de agosto de 1939, o clássico O Mágico de Oz completa 75 anos de existência no ano que vem e a Warner Bros. tem grande planos para comemorar a data. O estúdio vai relançar a história da menina de sapatinhos vermelhos em 3D e Imax.

Na época de sua estreia, o filme dirigido por Vitor Fleming foi um marco na consolidação do uso da cor no cinema. A Warner Bros. trabalhou na remasterização do longa pelos últimos quatro meses e apresentou uma versão teste para um grupo da IMAX, que ficará responsável pela conversão final.

Greg Foster, presidente da IMAX, elogiou o material exibido: "O som ficou excepcional, a nitidez ficou excepcional. Mas a cor é o que se destaca. O que eles fizeram foi realmente surpreendente, talvez tenha sido assim que as pessoas se sentiram quando assistiram o filme pela primeira vez", disse.

Ainda não há planos para exibições comerciais, mas o estúdio está desenvolvendo um esquema de lançamento internacional limitado. A reestreia será acompanhada do lançamento de um blu-ray com cinco discos que inclui um documentário sobre o making of do longa. Vale lembrar, que essa não é a primeira vez que a Warner traz O Mágico de Oz de volta aos cinemas, cinco reestreias em ocasiões especiais já foram feitas.

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Clássicos  I Filme "E.T. - O Extraterrestre" do diretor Steven Spielberg completa 30 anos   (10/03/12)

O drama do pequeno extraterrestre E.T., perdido na Terra e empenhado em telefonar para sua casa, comoveu milhões de espectadores há 30 anos, tempo em que se consolidou como o melhor filme de alienígenas da história do cinema.

"E.T.: O Extraterrestre" estreou nos Estados Unidos em 11 de junho de 1982, poucos dias após ser apresentado no Festival de Cannes, entre os aplausos da crítica e do público.

A atriz Drew Barrymore e o personagem do filme "E.T. - O Extraterrestre", de Steven Spielberg

A produção foi um sucesso de bilheteria e recebeu nove indicações ao Oscar --entre elas as de melhor filme, direção (Steven Spielberg) e roteiro-- levando quatro prêmios: melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros, melhor som e trilha sonora original, com a inesquecível composição de John Williams.

Um final feliz para um longa-metragem doce, que inicialmente foi concebido como um filme de terror na mesma linha de "Sinais" e "Poltergeist - O Fenômeno" e que tinha sido batizado como "Night Skies".

Naquela primeira versão, o inocente E.T., longe de se esconder em armários e fugir da Polícia em uma cesta de bicicleta, aterrorizava uma família junto com um grupo de seres de sua espécie perdidos na Terra.

Seu dedo luminoso, em vez de ter propriedades curativas, podia acabar com a vida daquilo que tocava.

Spielberg descartou essa ideia enquanto filmava "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" (1981) e optou por dar um tom mais amistoso ao encontro com seres de outra galáxia, um enfoque que já tinha abordado em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (1977).

O novo roteiro, que teve como nome "E.T. and Me", foi rejeitado pelos estúdios Columbia Pictures por considerar que não havia um público para esse tipo de filmes. Uma decisão que lamentariam mais tarde, já que o filme é até hoje um dos títulos mais rentáveis e emblemáticos da Universal Studios.

Na lista do American Film Institute dos cem melhores longas-metragens feitos em Hollywood, liderada por "Cidadão Kane", "E.T.: O Extraterrestre" ocupa o 24º lugar, na frente de qualquer filme de encontros com alienígenas.

Algo atípico na filmagem foi que Spielberg optou por gravar as cenas de forma cronológica, para ajudar no processo emocional das crianças protagonistas - entre elas estava Drew Barrymore, que tinha apenas seis anos -, que se envolviam cada vez mais com o estranho visitante.

Uma equipe de especialistas no manejo de marionetes, assim como vários atores anões, deram vida ao boneco de E.T., cujo rosto foi inspirado nas aparências de Albert Einstein e dos escritores Ernest Hemingway e Carl Sandburg.

Uma das curiosidades em torno deste filme foi sua relação com a saga "Guerra nas Estrelas", fruto da amizade entre Spielberg e George Lucas.

Na cena do Dia das Bruxas, pode-se ver uma criança vestida como o icônico mestre Yoda, e Lucas devolveu o gesto em 1999 em "Guerra nas Estrelas: Episódio I - A Ameaça Fantasma" que em uma de suas passagens mostra um grupo de seres iguais a E.T. representando sua espécie em uma reunião do senado galáctico.

Apesar do grande sucesso, Spielberg reconheceu que se arrependeu de alguns elementos do filme, como a cena em que as crianças são perseguidas por policiais com escopetas.

Em 2002, no 20º aniversário do filme, o diretor aproveitou as novas tecnologias para alterar os quadros e transformar as armas de fogo em walkie-talkies, uma decisão muito criticada e que o próprio Spielberg admitiu no ano passado que foi exagerada.

"Fui sensível demais, mas percebi que o que tinha feito foi roubar as lembranças de 'E.T.' das pessoas que amavam o filme", comentou o cineasta.

No 30º aniversário da estreia, os estúdios da Universal lançarão em outubro a primeira edição em blu-ray do filme, na qual será incluído o longa-metragem como foi exibido em 1982. EFE

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Encontrado filme mais antigo baseado em Charles Dickens  (10/03/12)

Uma arquivista do Instituto de Cinema Britânico encontrou um filme de 1901 de apenas um minuto de duração que se trata da mais antiga gravação com um personagem das obras de Charles Dickens.

Bryony Dixon estava pesquisando os primeiros filmes da China quando notou uma referência no catálogo a "The Death of Poor Joe", que ela percebeu que poderia estar ligada a um personagem de Dickens em "Bleak House", romance publicado em 1852.

Ela não esperava encontrar um filme que coincidisse com a referência no catálogo - a maioria das produções antigas não sobreviveu - e ficou "espantada" ao descobrir que o filme estava na coleção do instituto, mas com um título diferente.

A descoberta foi anunciada nesta sexta-feira (9), pouco mais de um mês após o bicentenário do nascimento de Dickens ter sido comemorado em todo o mundo.

"É maravilhoso ter descoberto um filme raro e único tão perto do bicentenário de Dickens", afirmou a arquivista. "Não apenas sobreviveu, mas é o mais antigo filme do mundo de Dickens! Está lindo e em excelente condição."

Charles Dickens, autor de clássicos como "Grandes Esperanças", "Nicholas Nickleby" e "Oliver Twist", está entre os romancistas mais respeitados na literatura inglesa e permanece como um dos escritores mais adaptados da história. Reuters

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10 filmes mudos indispensáveis  (12/02/12)

Na linha de frente do Oscar 2012, "O Artista" entra em cartaz no Brasil neste final de semana como uma novidade para muita gente. Afinal de contas, não é todo dia que um filme mudo e em preto-e-branco estreia em grande circuito no país – raramente exibido nos cinemas, esse tipo de produção está restrita a cinematecas e salas de arte, quando muito.

“O Gabinete do Doutor Caligari”.

Mesmo assim, "O Artista" serve como introdução a uma outra escola de cinema, em que a ausência de som era compensada pela força das interpretações, das imagens e da história. Sem diálogos ou explosões, os filmes tinham que tirar água de pedra para manter o público com os olhos presos na tela. Esse esforço deu origem a obras-primas da sétima arte.

Pensando nisso, o portal iG selecionou dez filmes mudos indispensáveis – todos disponíveis em DVD, a não ser o brasileiro "Limite". Com eles, ao contrário do que se poderia imaginar, você vai perder o sono.

 

"O Gabinete do Doutor Caligari" (1920)

Marco do cinema expressionista, o filme alemão é até hoje influência por seu visual estilizado: maquiagem pesada, figurinos escuros e cenários fantásticos, com linhas tortas, distantes da realidade. O conjunto só acentuava o clima da história de horror, em que um hipnotizador, o dr. Caligari do título, utilizava um sônambulo não só para prever o futuro, mas para cometer crimes pela cidade. Uma festa para olhos, o longa de Robert Wiene continua instigante para os olhos de quem o vê hoje, sem contar o final, considerado um dos primeiros a mostrar uma completa reviravolta no cinema.

 

"Nosferatu" (1922)

Adaptação não-autorizada da obra de Bram Stoker, o filme de F. W. Murnau muda nomes e algumas situações, mas o enredo é o mesmo: jovem rapaz vai a uma cidadela e encontra Nosferatu, criatura que se alimenta de sangue para sobreviver. Mesmo sem som, o clima de terror é constante, com um grande responsável: o ator Max Schreck no papel do conde Orlok (ou Drácula), com dedos enormes, dentadura, orelhas pontudas e careca reluzente. A interpretação é tão impressionante que até inspirou outro filme: "A Sombra do Vampiro" (2000) imagina que Murnau contratou um vampiro de verdade para a produção.

 

"Encouraçado Potenkin" (1925)

Item indispensável nas faculdades de cinema, o longa-metragem russo de Sergei Eisenstein é considerado uma aula de edição. Patrocinado pelo regime comunista, reencena uma revolta de marinheiros do navio do título 20 anos antes. Claramente uma peça de propaganda, o filme não faz questão de mascarar para que lado está torcendo. Mesmo assim, cativa o espectador e tem um par de cenas incríveis, como a famosíssima sequência na escadaria de Odessa, em que um carrinho de bebê desce desgovernado os degraus durante um ataque à cidade (Brian De Palma recriou o trecho em "Os Intocáveis").

 

"O Inquilino" (1927)

Inspirado nos casos de Jack, o Estripador, o primeiro suspense de Alfred Hitchcock (que já havia feito outros dois longas) conta a história de um assassino que aproveita a névoa de Londres para atacar suas vítimas, todas mulheres loiras, e sair ileso. Logo depois de conseguir alugar um quarto de sua casa, os senhorios e sua filha desconfiam que o inquilino (Ivor Novello), que costuma sair na calada da noite, é o maníaco. O início de tudo que se convencionou chamar de hitchcockiano.

 

"Metrópolis" (1927)

Obra-prima da ficção científica mundial, o filme de Fritz Lang estava à frente de seu tempo: a trama política, os efeitos especiais convincentes e seu cenário impactante (uma arquitetura tanto moderna quanto visionária) eram tão impressionantes que foram confundidos com presunção. Hoje, a produção alemã, milionária à época, é considerada um dos maiores filmes da história. Numa sociedade futurista dividida entre "nobres" e trabalhadores, uma revolução se arma nos porões. Um robô, então, assume a forma de uma mulher para tentar conter a inevitável tomada do poder. Uma versão estendida do filme, considerada perdida até pouco tempo, foi restaurada e exibida na Mostra de São Paulo.

 

"A Paixão de Joana D'Arc" (1928)

O julgamento da igreja e consequente morte na fogueira de Joana D'Arc são mostrados com crueza pelo dinamarquês Carl Theodor Dreyer, nessa produção francesa. Torturada mentalmente e com instrumentos, Joana segue firme em suas declarações de que tem uma missão divina. Com muitos close-ups, o sofrimento da garota é palpável, graças à interpretação irretocável de Maria Falconetti, considerada por muita gente a melhor de todos os tempos. Não é pouca coisa.

 

"O Homem que Ri" (1928)

O sucesso dos filmes mudos alemães (e europeus em geral) era tanto que Hollywood passou a importar seus cineastas. Paul Leni foi um deles, que recebeu um orçamento gordo para reproduzir a aura expressionista nos Estados Unidos. Desse esforço, nasceu "O Homem que Ri", uma história macabra baseada no romance de Victor Hugo. Depois de uma intriga na realeza britânica, o filho de um nobre cai nas mãos de um cirurgião cigano, que esculpe em seu rosto um sorriso para "zombar eternamente do pai". O bebê cresce e se torna o Homem que Ri, uma atração circense que sofre com sua condição. O personagem é considerado uma das inspirações para o Coringa, de Batman. Embora seja um melodrama, "O Homem que Ri" tem jeito de filme de horror pelo cenário sombrio e atores bizarros.

 

"A Caixa de Pandora" (1929)

História tórrida de amor e traição, o filme alemão transformou Louise Brooks, com seus olhos grandes e franjinha, numa estrela internacional. Lulu (Brooks) é a amante de um rico dono de jornal, que a dispensa para casar com outra mulher. Mas o filho do empresário, a princípio só um amigo, também se apaixona por ela. Com ritmo intenso, a trama, bastante avançada para a época, inclui assassinato, fuga, jogatina, prostituição e uma breve aparição de Jack, o Estripador. Sem contar uma mulher vestida de homem, provavelmente num dos primeiros papéis de homossexualismo feminino no cinema. Com tanta coisa acontecendo, "A Caixa de Pandora", e Brooks, mantêm os olhos atentos na tela até hoje.

 

"Luzes da Cidade" (1931)

Filmes de Charles Chaplin não faltam: "O Garoto" e "A Corrida do Ouro" são alguns dos mais famosos (e recomendáveis) longas-metragens mudos do ator, diretor, produtor e roteirista, célebre no papel do vagabundo Carlitos. Mas "Luzes da Cidade" chama a atenção pelo ano em que foi produzido: 1931, quando o cinema falado já era um sucesso e os filmes mudos, em pleno esquecimento. Pois "Luzes da Cidade", ao contrário da trama mostrada em "O Artista", foi um sucesso quando na estreia. Apaixonado por uma vendedora de flores cega, Carlitos promete bancar uma cirurgia para ajudá-la. Há muita comédia, mas não se surpreenda se você se pegar enxugando uma lágrima que não seja de tanto rir. Quando quer, Chaplin também consegue fazer cenas de cortar o coração.

 

"Limite" (1931)

Você pode não saber, mas o Brasil tem outro filme tão ou mais celebrado do que "Cidade de Deus" no exterior. Muitos críticos consideram "Limite", do carioca Mário Peixoto, um dos melhores filmes mudos de todos os tempos. O roteiro flagra um homem e duas mulheres à deriva no mar, desesperançosos, enquanto lembram seu passado em terra firme. A narrativa sofisticada, as atuações contidas, raras à época, e uma direção de fotografia surpreendente são algumas das características que mantém o longa relevante e acessível. Incrivelmente, "Limite" permanece até hoje inédito em DVD.

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Um dos primeiros filmes do diretor britânico Alfred Hitchcock é encontrado na Nova Zelândia (03/08/11)

Alfred Hitchcock em foto de fevereiro de 1964; filme de 1923 foi encontrado na Nova Zelândia

Um dos primeiros filmes do diretor britânico Alfred Hitchcock foi encontrado na Nova Zelândia, anunciou nesta quarta-feira o Arquivo Cinematográfico do país.

As três primeiras latas do filme "The White Shadow" ("A sombra branca") foram localizadas em uma série de filmes doados ao Arquivo no anos 90, segundo a instituição neozelandesa.

Este filme mudo, de 1923, foi dirigido pelo britânico Graham Cutts. Hitchcock, com 24 anos na época, foi roteirista, diretor de arte, montador e assistente de direção da obra.

O filme recria "um melodrama dotado de uma atmosfera selvagem" e conta a história de duas irmãs, uma inocente e outra sem escrúpulos, destaca a instituição neozelandesa.

DA FRANCE PRESSE, EM WELLINGTON

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Clássicos / Morre ator Fess Parker, que representou Davy Crockett e Daniel Boone (18/03/10)

O ator Fess Parker, conhecido principalmente por ter representado os heróis folclóricos americanos Davy Crockett e Daniel Boone, morreu aos 85 anos de idade, informou na quinta-feira uma porta-voz de sua família.

Parker, que depois de aposentar-se de Hollywood nos anos 1970 tornou-se construtor imobiliário e proprietário de vinícola, morreu em sua casa em Santa Barbara, Califórnia, de causas naturais, segundo a porta-voz. "Ele faleceu esta manhã", disse à Reuters a porta-voz, Sao Anash. "Seu corpo simplesmente desligou, por assim dizer. Ele tinha passado os últimos meses em casa, cuidado por enfermeiros." Anash disse que os filhos de Parker, Eli e Ashley, estavam a seu lado.

 

Parker aposentou-se de seu trabalho de ator para focar seus empreendimentos comerciais. Acabou por abrir um hotel de luxo de frente para o mar em Santa Barbara e uma vinícola que recebeu seu nome. (DAN WHITCOMB - REUTERS) ______________________________________________________________________________

Filme "A Testemunha" do diretor australiano Peter Weir, com Harrisson Ford, faz 25 anos  (08/02/10)

Há 25 anos, um filme revelou ao mundo a vida de um grupo religioso fundado no início do século XVIII, os amish, em uma história policial com elementos antropológico que valeu a Harrison Ford sua única indicação ao Oscar: "A testemunha". Dirigida pelo australiano Peter Weir, foi seu primeiro longa-metragem realizado nos Estados Unidos e também sua estreia como candidato ao Oscar. No entanto, das oito indicações que tinha, só venceu nas de melhor roteiro original e melhor edição em um ano em que "Entre dois amores" obteve sete estatuetas. Weir e Ford ficaram sem Oscar, mas o filme - estreado em 8 de fevereiro de 1985 - foi um importante marco para a carreira de ambos

Para o diretor australiano, o filme representou sua entrada em Hollywood pela porta principal, enquanto o papel do íntegro policial John Book permitiu a Ford demonstrar que podia fazer algo mais do que interpretar Hans Solo ou Indiana Jones.

O ator decidiu se arriscar com um projeto em princípio menor que estava iniciando Peter Weir, que chegava aos EUA com a bagagem de dois filmes elogiadíssimos pela crítica, embora não tenham sido sucessos de público: "Gallipoli" (1981) e "O ano em que vivemos em perigo" (1982). "Para ser honesto, aceitei o convite porque achei que era uma boa ideia não só fazer filmes que me seduzissem. Queria ser como os diretores dos anos 40 que aceitavam convites de seus estúdios e o faziam bem feitos", explicou Weir em uma entrevista ao jornal "Los Angeles Times".

No entanto, apesar de o projeto ter começado como um simples convite, Weir se mostrou rapidamente interessado na história, especialmente em sua vertente mais social, na vida dos amish. E dali começou a estruturar a narrativa com o apoio de Ford.

                                                 Choque entre dois mundos

A ideia era misturar uma típica história policial - uma criança que é testemunha de um assassinato no qual estão misturados agentes da lei - com a aprendizagem que pode significar para uma pessoa o contato com uma cultura diferente. O capitão John Book busca proteger a criança (Lukas Haas e seus impressionantes olhos, um dos grandes acertos do filme) e a sua mãe Rachel (Kelly McGillis).

Para isso, Book deve permanecer com eles em sua comunidade amish da Pensilvânia. "Era uma grande oportunidade mostrar um choque entre dois mundos. Um homem do século XX para quem a violência era um fato e que tem de se refugiar em uma sociedade pacífica inalterada desde o século XVIII", explicou o diretor. Seu objetivo não era usar os amish como um cenário exótico. Weir queria que fossem uma parte essencial da história, e conseguiu. Embora a parte policial do filme esteja bem roteirizada, é sem dúvida a vida dos amish e a relação tão desigual que se estabelece entre a mãe e o policial o que chamou a atenção dos espectadores. Os amish tinham passado despercebidos até então para o grande público, que descobriu com interesse esta comunidade religiosa que vive seguindo as tradições de princípios do século XVIII vividas por seus antepassados holandeses quando chegaram aos EUA. Vestidos longos pretos, camisas brancas, botões em lugar de cremalheiras, cordões para substituir os cinturões, nada de eletricidade, nem carros, móveis, televisão ou sequer música. Esses elementos aliados à vida eminentemente agrícola e criadora de gado e em relações pessoais muito conservadoras foram fielmente retratados por Weir no filme.

Através dos olhares de Rachel e Book - e a famosa cena do baile na garagem -, o diretor soube transmitir as diferenças sociais e culturais entre ambos. E embora na relação do policial e da criança essa brecha pareça menor, as distâncias entre os dois mundos vão se tornando cada vez mais evidentes à medida que a história avança. Uma parte antropológica do filme bem entrelaçada com a Polícia é no confronto entre Harrison Ford e Danny Glover, na qual o clímax ocorre em uma perseguição brilhantemente gravada em um celeiro. O resultado foi o filme de Weir de maior bilheteira até então (posteriormente superado por "Sociedade dos poetas mortos", "O show de Truman - o show da vida" e "Mestre dos mares - O lado mais distante do mundo") e oito nominações a os prêmios Oscar.

Entre suas curiosidades, "A testemunha" foi a estreia como ator de Vigo Mortensen.

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O ator Pernell Roberts (1928-2010), que ficou conhecido ao estrelar a série de TV "Bozanza", morreu nesta segunda-feira (25), em sua casa, em Malibu, na Califórnia, informou seu advogado Richard Stone. (20/01/10)

 Roberts tinha 81 anos e sofria de câncer. Na trama (a primeira série de faroeste inteiramente produzida em cores), Roberts viveu o personagem Adam Cartwright, o filho mais velho de uma família chefiada pelo patriarca Ben Cartwright, interpretado por Lorne Green. "Bonanza" ainda sustenta hoje a posição de segunda maior série de TV do gênero em longevidade, com 14 temporadas produzidas entre 1959 e 1973, superada apenas por "Gunsmoke", que durou 20 temporadas. Pernell sustentou-se no papel pelos primeiros seis anos da série.

Depois de "Bonanza", o ator faria ainda outros trabalhos na TV, que incluem ''Hawaii 5-0" e ''Missão impossível". Em 1979, o ator estrelou "Trapper John, M.D.", outro grande sucesso da TV, onde interpretou o papel-título da série. O drama médico foi transmitido pela CBS por sete anos, até 1986. Mais recentemente, em 1991, foi o apresentador da série policial da rede ABC "FBI: the untold stories". De acordo com o site da rede de TV CNN, Pernell Roberts participou de mais de 60 séries de TV. Roberts foi casado quatro vezes. Seu único filho, Chris, faleceu depois de um acidente de moto, em 1989. Segundo a família, sua quarta esposa, Eleanor Criswill, estava ao seu lado quando o ator morreu. O ator Pernell Roberts, que ficou conhecido ao estrelar a série de TV "Bozanza", morreu nesta segunda-feira (25), em sua casa, em Malibu, na Califórnia, informou seu advogado Richard Stone. Roberts tinha 81 anos e sofria de câncer.

Na trama (a primeira série de faroeste inteiramente produzida em cores), Roberts viveu o personagem Adam Cartwright, o filho mais velho de uma família chefiada pelo patriarca Ben Cartwright, interpretado por Lorne Green. "Bonanza" ainda sustenta hoje a posição de segunda maior série de TV do gênero em longevidade, com 14 temporadas produzidas entre 1959 e 1973, superada apenas por "Gunsmoke", que durou 20 temporadas. Pernell sustentou-se no papel pelos primeiros seis anos da série. Depois de "Bonanza", o ator faria ainda outros trabalhos na TV, que incluem ''Hawaii 5-0" e ''Missão impossível".

Em 1979, o ator estrelou "Trapper John, M.D.", outro grande sucesso da TV, onde interpretou o papel-título da série. O drama médico foi transmitido pela CBS por sete anos, até 1986. Mais recentemente, em 1991, foi o apresentador da série policial da rede ABC "FBI: the untold stories". De acordo com o site da rede de TV CNN, Pernell Roberts participou de mais de 60 séries de TV. Roberts foi casado quatro vezes. Seu único filho, Chris, faleceu depois de um acidente de moto, em 1989. Segundo a família, sua quarta esposa, Eleanor Criswill, estava ao seu lado quando o ator morreu.

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Enquanto a sequência de ‘Os Goonies’ fica nesse “acontece e não acontece”, o UniqueDaily encontrou um making-of de sete minutos do clássico. É saudosista ao extremo e, no mínimo, imperdível. Que saudades do tempo em que o cinema não tinha efeitos especiais… A sequência para ‘Os Goonies’ está sendo prometidas há anos, mas parece nunca sair do papel (27/08/10)

Conte tudo!!! Tudo!!! Tá bom! Eu falo! Na terceira série, eu colei na prova de história. Na quarta-série, eu roubei a peruca do meu tio e colei na cara pra fazer o papel de Moisés na peça da escola. Na quinta série, empurrei minha irmã da escada e culpei o cachorro… Quando minha mãe me mandou para o acampamento para gordinhos, na hora do almoço eu cuspi tudo e fui mandado embora… mas a pior coisa que já fiz foi quando misturei vomito falso em casa, levei escondido ao cinema, subi nos camarotes e aí fiz um barulho tipo - blearrrrrgh, bleaaaaaargh - e joguei lá embaixo sobre as pessoas na platéia. Foi horrível, todas as pessoas enjoaram e começaram a vomitar umas em cima das outras… Eu nunca me senti tão mal em toda a minha vida!!! Estou começando a gostar desse garoto. Esse memorável diálogo entre os bandidos da família Fratelli e Bolão, o garoto gordinho, sem dúvida é um dos momentos mais divertidos (mas não o único) do cinema nos anos 80.

Estamos falando de Os Goonies! O filme faz parte de uma das melhores safras de produções com a assinatura de Steven Spielberg. Na mesma época o cineasta estava envolvido em Indiana Jones e o Templo da Perdição, De volta para o Futuro, Gremlins e O enigma da Pirâmide.

Em Os Goonies, Spielberg não só participou como produtor executivo, mas também criou a história. A direção ficou por conta de Richard Donner (Superman, Máquina Mortífera).

Os Goonies são um grupo de moleques entre 10 e 16 anos que vivem no mesmo bairro. Eles estão prestes a ser despejados de suas casas por uma imobiliária que quer construir um clube de golfe na área. Se isso acontecer, cada um vai se mudar para um lado e os Goonies deixarão de existir. Quando estão arrumando a casa, descobrem o mapa do tesouro de um pirata chamado Willie Caolho, que segundo a lenda, sumiu na região. Começa então a divertida caça-ao-tesouro. Entre os meninos e o ouro, estão os irmãos Fratelli, Mama Fratelli, cavernas escuras, caveiras e armadilhas que fariam Indiana Jones sair correndo. Diferente dos filmes de adolescente da época, Goonies não é adulto como Conta Comigo (Stand By Me - 1986), nem escrachado como as séries Porkys ou A Vingança dos Nerds. Por sair da mente infantil (usada aqui no melhor sentido da palavra) de Spielberg, Goonies mostra crianças se envolvendo numa aventura de fantasia sem perder seu jeito infantil ou seus medos. Ah, e como os Goonies (Mikey, Bolão, Bocão e Dado) são pré-adolescentes, adicione também o início do interesse sexual, ingrediente que rende boas piadas.

 

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