creativity never sleeps - ano III
A Daily Variety publicou sua última edição impressa na terça-feira (19). Considerada a bíblia do entretenimento de Hollywood, a publicação não suportou a concorrência acirrada e as quedas nas receitas publicitárias.
Apesar do encerramento da edição impressa, a Daily Variety planeja fusão com sua publicação irmã semanal, a Variety, para formar um novo semanário impresso que deve estrear já na próxima semana.
Um novo site foi lançado no último dia 1º de março, eliminando um paywall de quatro anos que não funcionou bem.
Assim como seu rival, The Hollywood Reporter, o veículo não conseguiu suportar as quedas nas receitas. "Estamos entregando um produto impresso contando para vocês histórias que vocês já leram em nosso website. Financeiramente, isso não faz sentido", diz Michelle Sobrino, publisher da Variety, em entrevista ao Los Angeles Times.
A revista semanal Variety foi fundada em 1905 em Nova York como uma publicação impressa focada no circuito de vaudeville. Já a Daily Variety foi lançada em 1933 em Hollywood, com foco no circuito hollywoodiano. JW
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Anali$e I Amazon desbanca Apple e lidera ranking de reputação nos EUA (14/02/13)
A Amazon.com deixa Apple para trás e encabeça o ranking de reputação das empresas, elaborado pela americana Harris Interactive.
A empresa de pesquisas avalia anualmente a exposição das 60 companhias com maior visibilidade nos Estados Unidos. Por centésimos, a Apple, que é administrada por Tim Cook há pouco mais de dois anos, passou para o segundo lugar, perdendo o posto para a gigante do comércio eletrônico.
Segundo os avaliadores, o papel social da empresa e os bons sentimentos atrelados à marca se destacaram como quesitos preponderantes para a reputação. Os americanos consultados também avaliaram se a empresa é boa para trabalhar e se há confiança na marca, além da sua posição competitiva no mercado em que atua.
Destacam-se no topo do ranking empresas ligadas ao varejo. Embora siga na liderança, o setor de varejo acompanha o de tecnologia entre as maiores perdas de reputação. Na outra ponta do ranking, as companhias de serviços financeiro, surradas pela crise, continuam ocupando os últimos lugares pelo segundo ano consecutivo.
A Harris Interactive destaca, no entanto, que o setor financeiro é o que apresentou maior avanço em suas notas, juntamente com as empresas ligadas ao setor automotivo e energético. Bárbara Ladeia, de 
| Ranking | Empresa | 2013 | 2012 | 2011 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Amazon.com | 82.62 | 81.92 | 81.14 |
| 2 | Apple | 82.54 | 85.62 | 82.05 |
| 3 | The Walt Disney Company | 82.12 | 81.28 | 81.04 |
| 4 | 81.32 | 82.82 | 84.05 | |
| 5 | Johnson & Johnson | 80.95 | 80.45 | 83.13 |
| 6 | The Coca-Cola Company | 80.39 | 81.99 | 80.38 |
| 7 | Whole Foods Market | 78.65 | 80.14 | 79.57 |
| 8 | Sony | 78.29 | 79.22 | 80.44 |
| 9 | Procter & Gamble Co. | 77.98 | 78.09 | 80.98 |
| 10 | Costco | 77.95 | 76.72 | 78.03 |
| 11 | Samsung | 77.70 | 78.11 | - |
| 12 | Kraft Foods | 77.46 | 81.62 | 81.67 |
| 13 | USAA | 77.39 | 75.55 | - |
| 14 | Nike | 77.24 | 75.95 | 74.11 |
| 15 | Microsoft | 76.46 | 79.87 | 80.16 |
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BlackRock pode adquirir US$ 80 milhões em ações do Twitter (26/01/13)
A maior empresa mundial de gestão de ativos, a BlackRock, assumiu uma participação de 80 milhões de dólares no Twitter Inc, segundo informou na sexta-feira uma pessoa a par do negócio.
O Twitter Inc, empresa de mídia social criada há seis anos, não vai vender novas ações no mercado, como parte do acordo privado que a valoriza em mais de 9 bilhões de dólares. A BlackRock vai comprar os papéis diretamente dos primeiros empregados do Twitter que buscam liquidar seus ativos em ações e opções.
A nova avaliação do Twitter demonstra um ligeiro aumento desde o final de 2011, quando a empresa realizou uma transação semelhante com o príncipe Alwaleed bin Talal, da Arábia Saudita, a qual fez com que a empresa tivesse uma valorização estimada em 8,4 bilhões de dólares.
O Twitter procurou investidores para uma outra oferta em meados do ano passado, na esteira da fracassada oferta pública inicial do Facebook Inc em maio, mas não concluiu o negócio até recentemente, segundo pessoas com conhecimento dos negócios da empresa.
Nos últimos anos, outras empresas de tecnologia, incluindo Facebook, Groupon Inc e SurveyMonkey, recorreram a transações similares para remover empregados do negócio e adiar uma oferta pública inicial de ações.
Há rumores de que o próprio Twitter faça uma oferta pública de ações dentro de dois anos. Gerry Shih, da Reuters
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Ações da Apple recuam para menor nível em cinco meses (07/11/12)
As ações da Apple chegaram a cair mais de 4% nesta quarta-feira, para o menor nível em cinco meses, rompendo um suporte técnico e apontando para uma tendência de baixa.
O papel da empresa de tecnologia mais valiosa do mundo já caiu mais de 20% ante o recorde de alta em setembro. Na mínima desta sessão, chegou a ação da Apple chegou a ser negociada a US$ 556. Às 16h58, (horário de Brasília), o papel recuava 3,6%, a US$ 559,29.
Embora no acumulado de 2012 as ações da Apple ainda tenham valorização de 38%, a companhia enfrenta uma competição sem precedentes durante a crucial temporada de vendas de fim de ano, com rivais como Microsoft, Samsung, Google e Amazon.com desafiando sua dominância em smartphones e tablets.
Analistas dizem que a ação da Apple continua uma sólida aposta de longo prazo, mas incertezas persistem no médio prazo depois que o presidente-executivo da companhia, Tim Cook, demitiu o chefe de software móvel Scott Forstall e a empresa não atingiu as expectativas de analistas em seu último resultado trimestral. Reuters
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Ação do Google se aproxima de máxima histórica (07/09/12)
Papel foi impulsionado por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia
Nova York - As ações do Google subiram para máximas recordes em vários anos, impulsionadas por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia.
A ação do Google chegou a ser negociada a US$ 712,25 mais cedo, próximo do recorde histórico de US$ 741,79, alcançado em 6 de novembro de 2007. Durante a negociação da tarde, os papéis acumulavam ganho de 9,4% neste ano. Às 16h25 (horário de Brasília), as ações do Google subiam 0,96%, para US$ 706,12.
Analistas atribuíram parte da alta da ação a uma apresentação otimista do diretor de negócios da companhia, Nikesh Arora, nesta semana durante conferência do Citigroup, na qual ele disse que a empresa fez progressos sobre preocupações dos investidores.
De acordo com o analista do Citigroup Mark Mahaney, que viu a apresentação, Arora destacou como o Google poderia ver maiores oportunidades de lucro em seus negócios móveis, onde desfrutou de um aumento nas ativações do sistema operacional Android durante o verão (no Hemisfério Norte). O executivo também disse na apresentação que o crescimento do YouTube tem sido muito forte e isso está exigindo um conteúdo mais desenvolvido profissionalmente, de acordo com Mahaney em nota a clientes.
Os novos smartphones da Samsung e Motorola que usam o sistema operacional móvel Android do Google foram lançados nesta semana e também foram citados entre as razões para a forte alta das ações da empresa. As informações são da Dow Jones. Clarissa Mangueira, da 
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Universal pode abrir mão da britânica Parlophone, 1ª gravadora dos Beatles por EMI (28/07/12)
A Universal Music estaria disposta a vender a Parlophone Records, uma das mais tradicionais gravadoras britânicas e a primeira a lançar os Beatles, a fim de comprar a EMI Music.
A iniciativa está relacionada ao interesse de a Universal convencer os órgãos antitruste a aceitaram a proposta de aquisição da EMI.
Isso porque, com a operação, a Universal em algumas regiões ficaria com mais de 50% do mercado da música. Vendendo a Parlophone, em toda Europa, ela teria menos de 40% de market share.
Pessoas ouvidas pelo jornal americano The Wall Street Journal disseram que a Universal deve formalizar a proposta de vender a gravadora até segunda-feira, junto aos órgãos reguladores na Europa.
No fim do ano passado, a Universal, em parceria com um consórcio liderado pela Sony, anunciou a compra da EMI por 4,1 bilhões de dólares. A gravadora pagou 1,9 bilhão de dólares pelo negócio.
Em março, reguladores antitruste da União Europeia deram início a uma investigação sobre uma oferta da Universal. Na ocasião, eles alegaram que o acordo poderia reduzir a competição do setor e prejudicar os consumidores.
A EMI é dona da Parlaphone desde a década de 30. Além de ser a primeira gravadora dos Beatles, ela detém o direito da banca Coldplay. Daniela Barbosa
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Como os EUA perderam as vagas de emprego do iPhone (03/02/12)
Não faz muito tempo, a Apple se gabava de seus produtos serem fabricados nos Estados Unidos. Hoje quase todos os 70 milhões de iPhones, 30 milhões de iPads e 59 milhões de outros produtos que a Apple vendeu no ano passado foram montados em outros países.
Em um jantar na Califórnia em fevereiro do ano passado, o presidente Obama perguntou a Steve Jobs, da Apple, por que esses empregos não poderiam voltar para os EUA. "Esses empregos não vão retornar", Jobs teria respondido.
Não é apenas uma questão de os salários fora dos Estados Unidos serem mais baixos. Os executivos da Apple acreditam que a enorme escala das fábricas no exterior, além da flexibilidade, diligência e habilidade industrial dos operários estrangeiros, já superaram tanto suas contrapartes americanas que "made in the USA" deixou de ser uma opção viável para a maioria dos produtos da Apple.
Um ex-executivo descreveu como a Apple pediu para uma fábrica chinesa modificar a produção do iPhone semanas antes de o aparelho chegar às lojas. A Apple tinha modificado a tela do iPhone no último minuto, exigindo uma revisão geral na linha de montagem. Novas telas começaram a chegar na fábrica à meia-noite.
Desempregados disputam espaço em uma feira de trabalho em Pequim
Um chefe de seção acordou 8.000 operários nos alojamentos da companhia, de acordo com o executivo. Cada operário recebeu uma bolacha e uma xícara de chá e, meia hora depois, iniciou um turno de trabalho de 12 horas, encaixando telas de vidro em molduras chanfradas.
"Não existe fábrica americana capaz de fazer algo semelhante", disse o executivo.
A Apple emprega 43 mil pessoas nos Estados Unidos e 20 mil em outros países. Muito mais pessoas trabalham para as empresas para as quais a Apple terceiriza funções: outras 700 mil pessoas trabalham como engenheiras e na fabricação e montagem de iPads, iPhones e de outros produtos da Apple. Mas quase todas elas trabalham para empresas com sede na Ásia, Europa e outros lugares, em plantas das quais todas as companhias de eletrônicos dependem para fabricar seus produtos.
"A Apple é um exemplo da razão pela qual é tão difícil gerar empregos para a classe média nos EUA hoje", disse Jared Bernstein, que até 2011 era assessor econômico da Casa Branca. "Se ela representa o pico mais alto do capitalismo, precisamos nos preocupar."
Histórias semelhantes poderiam ser contadas sobre outras companhias nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões. A terceirização tornou-se comum em centenas de setores, incluindo a contabilidade, os serviços jurídicos, o setor dos bancos, têxteis e farmacêuticos. Mas, embora a Apple esteja longe de estar isolada nessa tendência, ela oferece uma visão da razão pela qual o sucesso de algumas grandes empresas não vem se traduzindo em número expressivo de empregos no país de origem dessas companhias.
"Antigamente as empresas sentiam a obrigação moral de apoiar os trabalhadores americanos, mesmo quando isso não era a opção financeira mais acertada", comentou Betsey Stevenson, que até setembro passado foi economista do Departamento do Trabalho dos EUA. "Isso deixou de existir. Os lucros e a eficiência falam mais alto que a generosidade."
Executivos da Apple dizem que o sucesso da empresa beneficiou a economia americana, por capacitar empreendedores e gerar empregos. "Não temos a obrigação de resolver os problemas dos EUA", disse um executivo da Apple. "Nossa única obrigação é criar o melhor produto possível."
Trabalhadores manuseiam componentes eletrônicos em fábrica da Foxconn, em Shenzhen, na China
CONSEGUINDO OS EMPREGOS
Alguns anos depois de a Apple ter começado a produzir o Macintosh, em 1983, Steve Jobs afirmou que ele era "uma máquina fabricada na América". Mas, em 2004, quase todas as operações da Apple eram feitas fora do país.
A Ásia era atraente porque sua mão de obra semiqualificada era barata. Mas não foi isso que levou a Apple a apostar na Ásia.
O foco sobre a Ásia "deveu-se a duas coisas", disse um ex-executivo da Apple. As fábricas na Ásia "conseguem aumentar ou diminuir a escala de produção em menos tempo" e "as cadeias de fornecimento asiáticas já superaram o que existe nos Estados Unidos".
Essas vantagens ficaram evidentes em 2007, assim que Jobs, insatisfeito com o fato de as telas de plástico do iPhone ficarem riscadas, exigiu telas de vidro.
Há anos, os fabricantes de celulares vinham evitando usar vidro, pois ele requer grande precisão no corte e na moagem, algo extremamente difícil de conseguir. A Apple já tinha escolhido uma companhia americana, a Corning Inc., para manufaturar vidro reforçado. Mas, para descobrir uma maneira de recortar as chapas de vidro em milhões de telas de iPhones, seria preciso encontrar uma planta de corte de vidro desocupada, centenas de chapas de vidro para usar em experimentos e um exército de engenheiros de nível médio.
Então uma fábrica chinesa se candidatou a fazer o trabalho.
Quando uma equipe da Apple visitou a fábrica chinesa, seus proprietários já estavam construindo uma nova ala, "caso vocês nos deem o contrato", disse o gerente. O governo chinês tinha concordado em subsidiar custos de muitas indústrias, incluindo os dessa fábrica de corte de vidro. Ela tinha um galpão cheio de amostras de vidro disponíveis gratuitamente para a Apple. Os donos disponibilizaram engenheiros a custo quase zero. Eles já tinham construído até dormitórios no local.
A fábrica chinesa ficou com o contrato.
Eric Saragoza entrou na Apple em 1995, mas perdeu o emprego com a migração do trabalho para outros países
VANTAGENS CHINESAS
A oito horas de carro da fábrica de vidro fica um complexo, conhecido como Foxconn City, onde o iPhone é montado. O lugar tem 230 mil empregados, muitos dos quais trabalham seis dias por semana, 12 horas por dia. Mais de um quarto da força de trabalho da Foxconn vive em alojamentos coletivos da empresa, e muitos operários recebem menos de US$ 17 por dia.
Em meados de 2007, segundo o ex-executivo da Apple, depois de os engenheiros da Apple terem aperfeiçoado um método de corte de vidro reforçado para que ele pudesse ser usado na tela do iPhone, os primeiros caminhões carregados com o vidro chegaram à Foxconn City no meio da noite. Foi quando os gerentes acordaram milhares de operários para que montassem os celulares.
Em comunicado à imprensa, a Foxconn Technology contestou o relato do ex-executivo e escreveu que um turno que começasse à meia-noite seria impossível, "porque temos regulamentos rígidos relativos aos horários de trabalho de nossos funcionários". A Foxconn disse que os turnos começam ou às 7h ou às 19h e que os empregados são avisados com pelo menos 12 horas de antecedência sobre quaisquer mudanças na programação. Empregados da Foxconn contestaram essa declaração.
A Foxconn possui dezenas de fábricas na Ásia, no leste da Europa, no México e no Brasil. Ela monta estimados 40% dos eletrônicos para consumidores de todo o mundo e tem clientes como as gigantes Amazon, Dell, Hewlett-Packard, Motorola, Nintendo, Nokia, Samsung e Sony.
Os executivos da Apple tinham estimado que precisariam de cerca de 8.700 engenheiros industriais para o projeto do iPhone. Os analistas da empresa tinham previsto levar até nove meses para encontrar tantos engenheiros nos EUA. Na China, levou 15 dias.
Vários analistas estimam que, se fossem pagos salários americanos, o custo de cada iPhone aumentaria em US$ 65. Mas fabricar o iPhone no país exigiria muito mais que apenas a contratação de americanos: exigiria transformar as economias nacional e global. Os executivos da Apple acreditam que os EUA não possuem as fábricas e os operários que seriam necessários.
Lina Lin é gerente de projeto da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios
EMPREGOS PARA A CLASSE MÉDIA MINGUAM
Eric Saragoza entrou na unidade manufatureira da Apple em Elk Grove, Califórnia, pela primeira vez em 1995, e a fábrica perto de Sacramento empregava mais de 1.500 trabalhadores. Saragoza, que é engenheiro, integrou uma equipe de elite de diagnóstico. Seu salário subiu para US$ 50 mil ao ano.
Alguns anos depois de Saragoza começar no emprego, seus patrões explicaram que o custo de fabricação de um computador de US$ 1.500 em Elk Grove era de US$ 22 por aparelho. Em Cingapura, era de US$ 6. Em Taiwan, US$ 4,85.
Algumas das tarefas realizadas em Elk Grove foram transferidas para o exterior. Depois disso, foi a vez de Saragoza. Um dia em 2002, depois de concluir seu turno, ele foi convocado para uma salinha, demitido e escoltado para fora do prédio da empresa.
Depois de alguns meses, procurando trabalho para sustentar sua família de sete pessoas, Saragoza começou a se desesperar. Então aceitou um emprego para verificar iPhones e iPads devolvidos. Por US$ 10 a hora, sem benefícios, esfregava milhares de telas de vidro. Depois de dois meses ele se demitiu. O salário era tão baixo que valia mais procurar outros empregos.
Uma noite, enquanto Saragoza enviava currículos on-line, do outro lado do mundo uma mulher chegava ao escritório. A funcionária, Lina Lin, é gerente de projeto em Shenzhen, China, da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios, como os estojos que protegem as telas de vidro do iPad.
Lin ganha um pouco menos do que a Apple pagava a Saragoza. Todos os meses ela e seu marido colocam um quarto de seus salários no banco. "Empregos não faltam em Shenzhen", disse Lin.
Segundo economistas, uma economia em dificuldade pode ser transformada por fatos inesperados. Por exemplo, a última vez em que analistas arrancaram seus cabelos por causa do desemprego nos EUA foi nos anos 1980, e a internet mal existia. O que ainda não se sabe é se os EUA serão capazes de aproveitar as inovações do futuro para gerar milhões de empregos.
CHARLES DUHIGG KEITH BRADSHER
DO "NEW YORK TIMES"
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Serviços na nuvem arrumam trabalho extra para quem tem tempo livre (26/11/11)
QUENTIN HARDY
DO "NEW YORK TIMES"
O que têm em comum os seguintes itens: servidores, limusines, camas vazias e donas de casa?
A nuvem os mantém ocupados.
E todos nós somos os próximos.
A virtualização dos servidores, um elemento central no desenvolvimento da computação em nuvem, tornou possível que um servidor médio, em uso normalmente durante 20% do tempo, esteja em uso durante 80% do tempo ou mais. Um software monitora cargas de trabalho, percebe quando uma máquina está desocupada e lhe atribui tarefa que a mantenha ocupada sem desviá-la de sua função original.
Agora, graças à capacidade da nuvem para conectar muita gente e muita informação por meio de ampla gama de aparelhos, uso semelhante de recursos antes subempregados está acontecendo em outras porções da economia. Uma empresa chamada Uber conecta limusines ociosas a pessoas que repentinamente descobrem precisar de um carro --depois de um jantar regado a álcool, por exemplo, ou ao final de uma noite estendida de trabalho. O Airbnb faz dos quartos desocupados que pessoas têm em suas casas uma alternativa mais barata a hotéis, ocasionalmente com resultados desagradáveis.
É possível encarar essa tendência como função da nuvem em si, já que anunciar, identificar e ocupar vagas de improviso requer acesso de múltiplos locais a um banco de dados comum. Sempre foi possível, em teoria, alugar um quarto vago ou encontrar um passageiro para um carro no intervalo entre dois serviços agendados, mas agora fazê-lo custa pouco e existe um sistema comum.
Maynard Webb (dir.), chairman e executivo-chefe da LiveOps, observa monitores na sede da empresa
Outro exemplo dessa tendência é a LiveOps, uma central de atendimento telefônico que usa computação em nuvem. Empresas como Pizza Hut, NationsHealth e Kodak tipicamente pagam a agentes da LiveOps US$ 0,25 por minuto para que receba pedidos, ofereça assistência a clientes e venda produtos. A LiveOps terceiriza essas funções para 20 mil pessoas conectadas de suas casas aos seus servidores em nuvem. Elas se inscrevem semanalmente para o número de sessões de meia hora que desejarem, ocupando tempo que antes ficaria ocioso.
"Os computadores em nuvem identificam a pessoa certa entre nossos agentes de serviço e encaminham a chamada à sua casa", diz Marty Beard, executivo-chefe da LiveOps. "São em geral estudantes, pais, veteranos de guerra em busca de emprego --pessoas com algum tempo disponível." Além dos telefonemas, ele está preparando sua companhia para responder a posts de usuários do Facebook e Twitter sobre empresas que tenham contratado a LiveOps.
Os agentes em geral trabalham 25 ou 30 horas por semana, diz Bear, e faturam ao vender produtos ou comissões pela venda de seguros. "Um agente realmente bom consegue ganhar US$ 40 mil ou US$ 50 mil ao ano", diz. "O mais provável é que ganhe cerca de metade disso."
Na prática, essas pessoas estão ocupando seu tempo ocioso, como as limusines do Uber ou um servidor em um sistema, graças à computação em nuvem.
Essa forma de urgência mecânica de utilizar tudo, criando preços mais baixos (e, para muitos, salários idem) provavelmente se expandirá a diversas outras áreas. Boa parte de nosso trabalho talvez venha a se assemelhar ao modelo da Uber ou da LiveOps, à medida que agendas e documentos compartilhados, acompanhados por aparelhos com recursos de localização, tornem o trabalho possível em mais horários e locais.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
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As coisas que todo mundo é muito educado para escrever sobre Steve Jobs (16/08/11)
Nos dias após a morte de Steve Jobs, como é o costume, os seus amigos e colegas compartilharam suas melhores lembranças do co-fundador da Apple. Ele foi aclamado como “gênio” e “o maior CEO da geração”, por especialistas e jornalistas de tecnologia. Mas a reputação de um grande homem deve ser capaz de resistir à verdade completa. E, verdade seja dita, Jobs conseguia ser terrível com as pessoas, e o seu impacto no mundo não foi uniformemente positivo.
Nós já mencionamos muitas das coisas boas que Jobs fez durante a sua carreira. Suas conquistas foram amplas e impossíveis de resumir com facilidade. Mas pode-se enxergar o escopo do seu sucesso dessa forma: causar mudanças na sua indústria é o sonho de qualquer empreendedor, e Jobs transformou para sempre meia dúzia de indústrias diferentes, de computação pessoal a telefonia, passando por música, animação, videogames e pela indústria editorial. Ele era um sábio, um grande motivador, um juiz decisivo, um influenciador com visão de longo prazo, um excelente mestre de cerimônias e um estrategista brilhante.
Mas eis o que ele não era: perfeito. De fato, Steve fez coisas profundamente perturbadoras na Apple. Coisas rudes, desdenhosas, hostis, rancorosas: os empregados da Apple — aqueles que não estavam presos por contratos de confidencialidade — tinham uma história diferente para contar durante todos esses anos sobre Jobs e todo o medo, manipulação de bullying que o acompanhavam pela empresa. Jobs também contribuiu para problemas de nível global. O sucesso da Apple foi literalmente construído nas costas de trabalhadores chineses, incluindo crianças, todos eles aguentando turnos longos e a sombra de punições brutais por erros. E apesar de todo o papo sobre incentivar a expressão individual, Jobs impôs regras paranoicas que centralizaram o controle sobre quem poderia dizer o que em seus aparelhos e em sua empresa.
É particularmente importante sublinhar os defeitos de Jobs neste momento. O seu sucessor, Tim Cook, tem a oportunidade de mapear um novo caminho para a empresa, de estabelecer o seu estilo próprio de liderança. E, graças ao sucesso da Apple, os estudantes do estilo Steve Jobs de liderança nunca foram tão numerosos no Vale do Silício. Ele foi idolatrado e emulado muitas vezes enquanto vivo; em sua morte, Jobs se tornará um ícone ainda maior.
Depois de celebrar as conquistas dele, nós deveríamos falar livremente sobre o lado negro de Jobs e da empresa que ele ajudou a fundar. Este é o seu catálogo de piores momentos:
Censura e autoritarismo
A internet permitiu a pessoas do mundo todo se expressarem de maneira mais fácil e livre. Com a App Store, a Apple reverteu este processo. O iPhone e o iPad constituem a mais popular plataforma de computação portátil dos EUA, os mais importantes palcos de mídia e software. Mas você precisa da aprovação da Apple para colocar qualquer coisa nos aparelhos. E este é um poder que a empresa usa agressivamente.
Em nome de proteger as crianças dos malefícios do erotismo, e os adultos deles mesmos, Jobs baniu aplicativos de arte gay, guias de viagens gays, cartoons políticos, imagens sensuais, panfletos de candidatos políticos, caricaturas políticas, páginas duplas de revistas de moda e sistemas inventados pela concorrência, além de outras coisas consideradas moralmente questionáveis.
Os aparelhos da Apple nos conectaram a um mundo de informação, mas eles não permitem uma expressão completa de ideias. De fato, as pessoas que deveriam ser servidas pela Apple — “os desajeitados, os rebeldes, os encrenqueiros”, como disse o famoso comercial — foram particularmente excluídos pelas políticas de Jobs. O fato da empresa mais admirada dos Estados Unidos ter seguido um caminho tão contrário aos ideais de liberdade do país é profundamente preocupante.
Mas Jobs também nunca pareceu muito confortável com a ideia de empregados com todos os seus direitos e uma imprensa completamente livre. Dentro da Apple, há uma cultura de medo e controle ao redor das comunicações; a “Equipe Mundial de Lealdade” da Apple é especializada em caçar quem vaza informações, confiscando celulares e fazendo buscas em computadores alheios.
A Apple usa táticas coercivas também com a imprensa. A sua primeira reação a artigos que ela não gosta é geralmente de manipulação e importúnio. Depois, quem sabe ela solte estrategicamente um artigo contraditório.
Mas a Apple não se contenta com isso. Ela tem uma equipe jurídica que não se importa em aniquilar alvos pequenos. Em 2005, por exemplo, a empresa processou o blogueiro Nick Ciarelli, de 19 anos, por dar antes da hora a notícia — correta — da existência do Mac Mini. O caso não foi encerrado até que Ciarelli concordou em fechar o seu blog ThinkSecret para sempre. E nem vou explicar de novo toda a história com o Gizmodo americano e o protótipo do iPhone 4, que chegou ao ponto da Apple conseguir fazer com que a polícia invadisse a casa de um editor.
Há cerca de um mês tivemos talvez a mais assustadora amostra das tendências fascistas da Apple, quando dois agentes privados de segurança, trabalhando para a Maçã, revistaram a casa de um homem em San Francisco, à procura de um outro protótipo perdido de iPhone. Eles ameaçaram causar problemas com a imigração, e o homem disse que os agentes de segurança estavam acompanhados por policiais à paisana e não se identificaram como civis, dando a impressão de serem oficiais de polícia.
As fábricas da Apple na China regularmente empregam jovens adolescentes e pessoas abaixo da idade mínima de trabalho legal, que é de 16 anos. Elas submetem os empregados a muitas horas de trabalho e tentam acobertar tudo. Isso segundo um relatório da própria Apple, em 2010. Em 2011, a Apple relatou que o problema de trabalho infantil piorou.
Em 2010, o jornal Daily Mail conseguiu infiltrar um repórter dentro de uma fábrica chinesa que monta produtos para a Apple. Veja um trecho traduzido da reportagem:
Com o complexo funcionando em capacidade máxima de produção, 24 horas por dia, sete dias por semana, para atingir a demanda global pelos telefones e computadores da Apple, um dia típico começa com o hino chinês sendo tocado pelos alto-falantes, com as palavras ‘Levantem-se, levantem-se, levantem-se, milhões de corações com uma só mente’.
Como parte deste controle Orwelliano, o sistema de comunicados públicos grita anúncios o tempo inteiro, sobre quantos produtos foram feitos, sobre uma nova quadra de basquete construída para os empregados, sobre como os empregados devem ‘valorizar a eficiência a cada minuto, a cada segundo’.
Com outros slogans corporativos pintados nas paredes das oficinas — incluindo apelos como ‘alcance metas até que o sol não mais se levante’ e ‘reunamos toda a elite e a Foxconn será cada vez mais forte’ –, os empregados trabalham até 15 horas diárias.
Ao final de corredores estreitos, que lembram uma prisão, eles dormem em quartos lotados, em beliches triplas para economizar espaço. Os colchões são simples tapetes de bambu.
Apesar das temperaturas no verão chegarem a 35 graus, com 90% de humidade, não há ar condicionado. Alguns trabalhadores dizem que há dormitórios que abrigam mais de 40 pessoas e são infestados com formigas e baratas, e que é difícil dormir por causa do barulho e do fedor.
Uma empresa pode ser julgada pela forma como trata os seus mais humildes empregados. Serve como exemplo para o resto da empresa, ou, no caso da Apple, para o resto do mundo.
Em pessoa e em casa
Antes mesmo de ser afastado da empresa pela primeira vez, Jobs já tinha fama de agir como um tirano. Ele frequentemente diminuía pessoas, esbravejava contra elas e pressionava até que chegassem ao seu ponto de ebulição. Na busca pela excelência, ele deixava de lado a educação e a empatia. Seus abusos verbais nunca pararam. Ainda no mês passado a Fortune reportou uma “humilhação pública” de meia hora a que Jobs submeteu uma equipe da Apple:
“Alguém poderia me dizer o que o MobileMe deveria ser capaz de fazer?” Depois de receber uma resposta satisfatória, ele continuou: “Então por que caralhos ele não faz isso?”
“Vocês mancharam a reputação da Apple”, ele falou. “Vocês deveriam odiar uns aos outros por terem se decepcionado”.
Jobs demitiu o chefe da equipe ali mesmo.
Em seu livro The Second Coming of Steve Jobs, sobre a época de Jobs na NeXT e o seu subsequente retorno à Apple, Alan Deutschman descreveu o tratamento duro que Jobs dava aos seus subordinados:
Ele os elogiava e inspirava, às vezes de maneira muito criativa, mas também apelava para intimidação, provocação, repreensão e depreciação… Quando ele encarnava o Steve do Mal, não parecia se importar com os danos severos que causava a egos e emoções… súbita e inesperadamente, olhava para alguma coisa no qual eles estavam trabalhando e dizia que estava uma “merda”.
Jobs também tinha suas limitações pessoais. Não há registros públicos dele jamais ter feito doações para instituições de caridade, apesar do fato de ter ficado rico com o IPO da Apple em 1980 e ter acumulado um patrimônio líquido estimado em mais de 7 bilhões de dólares ao final da sua vida. Depois de encerrar os programas de filantropia da Apple em 1997, quando voltou à empresa, ele nunca mais os reinstaurou, apesar da empresa ter voltado a nadar em lucros.
É possível que Jobs tenha feito doações anônimas, ou que ele fará uma doação póstuma, mas o fato é que ele jamais abraçou ou encorajou a filantropia de forma parecida com, por exemplo, Bill Gates, que já arrecadou US$ 60 bilhões para caridade e se juntou a Warren Buffet para incentivar outros bilionários a doarem ainda mais.
“Ele claramente não tinha tempo”, foi o que disse o diretor da breve fundação de caridade de Jobs ao New York Times. E parece ser isso mesmo. Jobs não levava uma vida equilibrada. Ele era profissionalmente incansável. Trabalhava por longos períodos e permaneceu CEO da empresa até seis semanas antes da sua morte. Isso resultou em produtos incríveis, apreciados pelo mundo todo. Mas não significa que a sua rotina workaholic seja algo a se imitar.
Houve um tempo em que Jobs lutou contra a ideia de se tornar um homem de família. Ele teve uma filha chamada Lisa fora do casamento, aos 23 anos, e, segundo a Fortune, passou dois anos negando paternidade, chegando a declarar oficialmente que “não poderia ser o pai de Lisa, por ser ‘estéril e infértil’, não tendo, desta forma, capacidade física de procriar”. Jobs finalmente assumiu a paternidade, conheceu e casou com a sua atual viúva, Laurene Powell, e teve mais três filhos. Lisa estudou em Harvard e é hoje uma escritora.
Steve Jobs criou muitos objetos lindos. Ele tornou aparelhos digitais mais elegantes e fáceis de usar. Ele fez a Apple Inc. ganhar muito dinheiro depois que as pessoas já a consideravam morta. Ele sem dúvida servirá como modelo para muitas gerações de empreendedores e líderes de negócios. Se isso é uma coisa boa ou ruim, depende de quão honestamente a sua vida é avaliada. Por Ryan Tate [Fotos via AP e Getty Images]
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“Compramos a Motorola para proteger o Android”, diz Larry Page, cofundador e CEO do Google (16/08/11)
Em um negócio de quase R$ 20 bilhões (US$ 12,5 bilhões), o Google anunciou a compra da Motorola Mobility, divisão da empresa que fabrica celulares, smartphones e tablets, na manhã desta segunda-feira. Com a aquisição, o Google, que sempre foi uma empresa de software, agora passa a ser também um dos grandes fabricantes de hardware para celulares do mundo.
A decisão de comprar a empresa, segundo Page, é uma estratégia para proteger o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google e licenciado por 39 fabricantes de smartphones em todo o mundo. “Compramos a Motorola para proteger o Android”, disse Larry Page, cofundador e hoje CEO do Google, em conferência por telefone, à imprensa internacional.
A frase de Page faz referência à guerra de patentes entre o Google e empresas como a Apple e Microsoft. No início de agosto, David Drummond, diretor jurídico do Google, acusou publicamente as duas empresas de comprarem as patentes da Novell e da Nortel em conjunto para prejudicar o Android. O consórcio formado pelas empresas em conjunto com a EMC, Research in Motion (RIM) e Sony Ericsson comprou um conjunto de 6 mil patentes por US$ 4,5 bilhões.
Com a compra da Motorola Mobility, o Google incorporará 17 mil patentes a seu portfólio atual que ainda é pequeno, já que a empresa tem 13 anos. “Precisamos construir um portfólio de patentes e continuaremos a fazer isso”, disse Drummond hoje, durante a conferência por telefone.
No comunicado oficial do Google, Page também ressaltou a importância da aquisição da Motorola Mobility na guerra de patentes: “A aquisição da Motorola aumentará nossa competitividade já que amplia o portfólio de patentes do Google, o que ajudará a proteger o Android de ameaças anti-competitivas de empresas como Apple, Microsoft e outras”.
Sem regalias
Apesar de se tornar parte do Google, os executivos pretendem manter a Motorola como uma divisão à parte que continuará a licenciar o Android, da mesma forma que outras fabricantes, como HTC e Samsung. “O Android é aberto e continuará sendo aberto”, disse Page, em conferência por telefone, à imprensa internacional. Apesar disso, pela proximidade como a equipe de desenvolvimento, é provável que a Motorola saia na frente com produtos que usam novas versões do Android.
Atualmente, o Android está presente em aparelhos vendidos em 123 países do mundo. Segundo Page, mais de 150 milhões de aparelhos com Android já foram ativados em todo mundo, sendo que cerca de 550 mil são ativados por dia. De acordo com a consultoria Gartner, as vendas de smartphones com Android aumentaram quatro vezes em um ano: as vendas no segundo trimestre de 2011 chegaram a 46,7 milhões de aparelhos contra 10,6 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, o Google se mantém na liderança do mercado de smartphones, com uma fatia de 43,4%.
Em desvantagem em relação aos concorrentes, a Motorola aparece em oitavo lugar no ranking de maiores fabricantes de celulares, divulgado pelo Gartner. No segundo trimestre de 2011, a empresa vendeu 10,2 milhões de aparelhos em todo o mundo.
Desde a chegada do Android ao mercado, a Motorola já lançou 21 smartphones com o sistema nos EUA e foi a primeira a lançar um tablet com o Android 3.0 ou Honeycomb, versão do sistema especialmente desenvolvida para esta categoria de aparelhos. “O total comprometimento da Motorola com o Android criou uma afinidade natural entre as duas empresas”, disse Page.
Aquisição lembra parceria entre Nokia e Microsoft
Outra parceria entre um fabricante de aparelhos móveis e uma empresa desenvolvedora de software para smartphones aconteceu no início de 2011, quando a Nokia anunciou uma parceria estratégia com a Microsoft. Na ocasião, a empresa adotou o Windows Phone como plataforma principal para seus futuros smartphones, em detrimento do Symbian. Apesar de a parceria envolver investimentos das duas empresas, no entanto, não há planos de aquisições envolvidos.
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Co-fundador brasileiro do Facebook, Eduardo Saverin, vende US$ 500 mi em ações da rede social (21/03/11)
São Paulo – O co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin, teria vendido um lote de ações do Facebook por até 500 milhões de dólares, informa o site Business Insider. A reportagem não confirmou as informações, porém afirma que recebeu a notícia de fontes confiáveis.

O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociadas apenas no mercado de balcão
O investidor já é 10ª homem mais rico do Brasil, segundo levantamento realizado recentemente pela revista Forbes. A fortuna de Saverin se deve a uma participação de 5% na rede social.
Graças a um aporte feito pelo Goldman Sachs em janeiro, o Facebook passou a ter um valor de mercado de 50 bilhões de dólares, o que elevou a participação de Saverin para 2,5 bilhões de dólares.
Outros cinco co-fundadores da rede social também se tornaram bilionários. Mark Zuckerberg teria um patrimônio líquido estimado de 13,5 bilhões de dólares. Os outros são Dustin Moskovitz, Sean Parker e o russo Yuri Milner.
O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociada apenas no mercado de balcão. Ou seja, os papéis da rede são comprados e vendidos fora de uma bolsa de valores comum.
Saverin investiu recentemente US$ 3 milhões na startup Jumio.
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Eric Schmidt não será mais o CEO do Google (20/01/11)
O Google anunciou hoje, nos Estados Unidos, que seu principal executivo, Eric Schmidt, deixará suas funções no início de abril.
Schmidt conheceu os fundadores da companhia, Larry Page e Sergey Brin, quando eles ainda eram estudantes e tornou-se membro do conselho de administração da companhia no início de 2001.
No mesmo ano, foi convidado pela dupla fundadora a tornar-se o principal executivo da empresa e liderar o processo de expansão da companhia em todo o mundo, além de abrir o capital da empresa.
De acordo com post assinado hoje pelo próprio Schmidt, após 10 anos de trabalhos ao lado de Page e Brin, o trio concluiu que uma mudança na direção da companhia poderá ajudar o Google a simplificar seus processos e tornar-se mais competitivo.
“Page, Brin e eu estamos conversando há um longo tempo sobre a melhor forma de tomar decisões e conduzir os negócios. Formamos um triunvirato de grande sucesso, mas nos últimos tempos o mercado tornou-se um pouco mais complicado”, diz.
De acordo com o post, o próprio Lary Page assumirá as funções de CEO e conduzirá as decisões da empresa a partir do dia 4 de abril. Eric não deixará a empresa, mas atuará como chairman, uma espécie de conselheiro da companhia. Na prática, o executivo deve afastar-se do trabalho cotidiano da empresa e perder poder, ainda que mantenha grande influência sobre os rumos da empresa.
A mudança tornará mais ativa não só a participação de Page, mas também de Brin. O breve post de Eric indica que enquanto Page conduzirá as decisões financeiras do Google, Brin terá foco principal em acompanhar o trabalho dos desenvolvedores e acelerar o ritmo de inovação do gigante da web.
Google sob pressão - Apesar da larga vantagem que mantém no segmento de buscas na web - nos Estados Unidos a participação de mercado do Google em buscas é de 68%, de acordo com o NetApplications- a companhia enfrenta desafios crescentes em outros setores, como aplicações móveis e redes sociais.
No mercado americano, o Android divide a segunda colocação em sistemas operacionais móveis, ao lado do iOS, do iPhone. A liderança está com o BlackBerry, da canadense RIM.
A maior dificuldade, no entanto, está na perda de audiência na web, que acontece sobretudo em função da expansão do Facebook. A audiência da rede social criada por Mark Zuckerberg vem roubando crescente participação publicitária das buscas do Google.
Os obstáculos, porém, não impediram o Google de revelar números altamente positivos. Na tarde de hoje, a companhia revelou seus resultados financeiros correspondentes ao último trimestre de 2010.
Apesar do cenário de recessão nos Estados Unidos, a companhia reportou faturamento de US$ 8,4 billhões e lucros de US$ 2,54 bilhões. Os valores estão levemente acima da expectativa dos analistas. Felipe Zmoginski
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Usuários querem e-mail-maketing com conteúdo, diz pesquisa (14/01/11)

São Paulo - Os resultados de uma pesquisa online sobre e-mail marketing entre os brasileiros conduzida pela Inova Tecnologias mostram que 76% dos usuários preferem receber novidades e ofertas das empresas através de e-mail marketing, mas também que a maioria dos usuários esperam que essas mensagens venham com conteúdo editorial relevante.
Segundo Alexis Panagides, CEO da Inova Tecnologias, "há uma nova geração de consumidores que espera que as empresas produzam e divulguem conteúdo em suas áreas de expertise e o e-mail marketing é o canal ideal para esse tipo de divulgação para clientes e parceiros".
Os resultados da pesquisa demonstram que as empresas devem tomar alguns cuidados na produção das mensagens, pois os usuários entendem que além conter conteúdo relevante as peças de e-mail marketing precisam ser diagramadas com profissionalismo, conter informações sobre a empresa e um link legível para remover o e-mail daquela lista, que precisa ser respeitado.
Também é ressaltada a importância de que o conteúdo e as informações institucionais possam ser visualizados sem as imagens, pois a maioria dos softwares inibe a exibição de imagens externas e o usuário vai optar por exibir ou não conforme seu interesse no conteúdo visível da mensagem: o texto.
"Os novos consumidores esperam que as empresas também se tornem núcleos de produção de conhecimento em tempos de web 2.0 e que participem ativamente das redes sociais, não apenas de forma passiva. Os usuários esperam que as empresas contribuam com informações ou reflexões pertinentes" afirma Panagides.
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WPP se torna maior grupo de marketing do mundo (06/01/11)
Martin Sorrell, chefe-executivo do grupo WPP
São Paulo - Um levantamento feito pela Marketing Services Financial Intelligence concluiu que o britânico WPP, que está sob tutela do chefe-executivo Martin Sorrell, ultrapassou a Omnicom e se tornou o maior grupo de marketing do mundo, com faturamento de US$ 12 bilhões em 2009.
O Brand Republic credita o fato à incorporação da TNS em outubro de 2008, que levou o WPP a um incremento de 13% nas receitas, que até então eram de US$ 10 bilhões. O norte-americano Omnicom, por sua vez, sofreu queda de 12% entre 2008 (US$ 13,4 bilhões) e 2009, quando fechou com US$ 11,7 bilhões.
O ranking traz Publicis Groupe em terceiro, após alta de 4% que elevou suas receitas a US$ 6,4 bilhões. Mas a alavancada só foi possível graças à queda do Interpublic, que perdeu 13% do faturamento e fechou 2009 com US$ 6 bilhões. Depois vêm a japonesa Dentsu, os franceses do Grupo Havas e os britânicos da Aegis.
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Firefox assume liderança de browsers na Europa (04/01/11)
HELSINQUE - O browser Firefox superou o Internet Explorer na liderança do mercado europeu de programas de navegação pela Internet.
É a primeira vez em que o aplicativo da Microsoft perdeu o topo do setor em um grande mercado, afirma uma empresa de pesquisa.
Em dezembro, o browser de código aberto da Mozila ficou com 38,1 por cento do mercado europeu, enquanto a fatia do IE recuou a 37,5 por cento. O Chrome viu sua participação crescer de 5,1 para 14,6 por cento na comparação anual.
"Isso parece estar acontecendo porque o Chrome está roubando mercado do IE enquanto o Firefox está mantendo sua fatia", disse Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter, em comunicado.
"Estamos provavelmente vendo o impacto do acordo entre as autoridades da Comissão Europeia e a Microsoft, que passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha de browsers a partir de março do ano passado", disse Cullen.
Em dezembro de 2009, autoridades da União Europeia aceitaram oferta da Microsoft para dar aos usuários melhor acesso a browser rivais do IE, encerrando uma longa batalha em torno de legislação de proteção da concorrência.
Desde o início de março, a Microsoft passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha entre 12 browsers em mais de 100 milhões de PCs novos e velhos que operam com o sistema operacional Windows.
Globalmente, a participação do IE caiu para 46,9 por cento em dezembro, enquanto o Firefox ficou com 30,8 por cento e o Google com 14,9 por cento, afirma a StatCounter. Reuters
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Cofundador do Twitter Evan Willians deixa cargo para número dois da empresa (04/10/10)
Dick Costolo, até então diretor de operações do Twitter, agora é o novo executivo-chefe da rede de microblogs. Costolo substitui Evan Williams, fundador do serviço, que vai "ficar completamente focado na estratégia do produto". O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira no blog oficial do Twitter. Segundo Williams, "no último ano, Costolo foi um líder ao planejar e executar nossos esforços de gerar receita, e ao mesmo tempo fez os trens saírem na hora do escritório", comentou. O executivo foi contratado no ano passado para o cargo de COO (diretor de operações) e assume a partir desta segunda-feira a posição de CEO. O Twitter também divulgou alguns números da operação: são 300 funcionários (contra 20 dois anos atrás), o total de mensagens trocadas via microblog pulou de 1,25 milhão por dia para 90 milhões e, no período, o site cresceu de 3 milhões de usuários registrados para mais de 160 milhões. "Estou orgulhoso de onde o Twitter chegou nos últimos dois anos. E não poderia estar mais entusiasmado sobre onde nosso incrível time vai nos levar adiante", escreveu Williams.
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7 junho 2013 às 22:00 a 9 junho 2013 às 21:00 – Trackers

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