Anali$e I Plataforma de música Spotify vai lançar séries originais de vídeo (10/05/16)

ROBERT COOKSON
DO " FINANCIAL TIMES"

O Spotify está produzindo uma dúzia de séries originais de vídeo, como parte do esforço do líder no mercado de streaming de música para reforçar sua plataforma, diante da competição cada vez mais intensa de rivais como a Apple Music e YouTube.

A companhia sueca formou uma parceria com o ator Tim Robbins e com Russell Simmons, cofundador da gravadora Def Jam Records, para produzir algumas dessas séries. Os filmes terão por foco a cultura da música e estarão disponíveis a partir da metade do ano para usuários dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Suécia.

No ano passado, a empresa anunciou uma grande incursão no setor de vídeo, assinando acordo para veicular conteúdo de grupos de mídia como a BBC, ESPN e Vice Media. O Spotify vem se expandindo rapidamente nos últimos anos, oferecendo aos ouvintes acesso a milhões de faixas de música por uma assinatura mensal de cerca de US$ 10. O serviço tem mais de 75 milhões de usuários ativos, e mais de 30 milhões de assinantes pagantes.

A companhia tem a esperança de que adicionar conteúdo exclusivo a ajude a se destacar diante de rivais como o YouTube, Facebook e Snapchat, em um mercado altamente competitivo como o de vídeo on-line. Serviços de streaming como a Netflix e Amazon Prime também estão investindo centenas de milhões de dólares em conteúdo original.

Mark Mulligan, analista do setor de música, disse que o Spotify encontrará dificuldade para ganhar reputação no ramo de vídeo porque seus usuários estão acostumados a usar o serviço para uma experiência musical mais relaxada.

"O desafio do Spotify é que a maioria das pessoas usa o serviço com a tela travada, e com o aparelho no bolso ou sobre a mesa", ele disse.

A companhia inicialmente terá por foco vídeos "com raízes na música, cultura pop e animação". Mas deve estender sua oferta nos próximos anos para outras áreas como o humor.

A série "Rush Hour", que o Spotify está produzindo em parceria com Simmons, envolverá dois artistas de hip-hop colaborando em uma nova faixa e depois tocando a nova canção em um estacionamento de Los Angeles diante de "uma multidão de ruidosos superfãs".

Outra série se chamará "Life in Short". Cada episódio terá menos de dois minutos de duração e destacará um aspecto importante da vida do artista, usando técnicas narrativas diferentes.

"Estamos trabalhando com artistas, produtores e parceiros que compreendem que a audiência do Spotify tem forte conexão com os artistas e deseja ir mais fundo em seus mundos, ver suas apresentações e expressões, e ouvir suas histórias", ele disse. A iniciativa está sendo comandada por Tom Calderone, diretor mundial de parcerias de conteúdo do Spotify, que veio da Viacom - dona da MTV, Comedy Central e Nickelodeon - e começou a trabalhar em março para a empresa.

Mulligan disse que o ingresso do Spotify no ramo do vídeo parecia "ter por função criar a narrativa certa para Wall Street", em uma referência à muito aguardada oferta pública inicial de ações da companhia.
Investidores expressaram preocupação com o fato de que a companhia dependa demais de licenciar música de algumas poucas gravadoras e editoras musicais. Diversificar para o vídeo, se o esforço tiver sucesso, poderia ser uma maneira de reduzir essa dependência.

Tradução de PAULO MIGLIACCI 

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Anali$e I Tim Cook fala ao programa “Mad Money”, da CNBC sobre o momento da Apple e o que esperar do “iPhone 7”    (03/05/16)

Eduardo Marques

resultado financeiro do último trimestre fiscal da Apple deu o que falar. Depois de recordes atrás de recordes, vimos, pela primeira vez em 13 anos, os números da empresa caírem (coloque nesse bolo receita, lucro, venda de iPhones, etc.). Isso, obviamente, gerou reações (como a do investidor Carl Icahn, que simplesmente desistiu de apostar no futuro da Apple e vendeu todas as suas ações — e não eram poucas, não). Por essas e outras, Tim Cook foi ao programa “Mad Money”, da CNBC, e conversou com Jim Cramer sobre o panorama da empresa após os resultados do segundo trimestre fiscal de 2016.

Para começar, Cook disse que o que vimos foi uma “reação exagerada”. Em números absolutos, estamos falando de uma receita de US$50,6 bilhões e um lucro de US$10,5 bilhões. Colocando um pouco de contexto, o lucro da Apple foi maior que os da Alphabet, o do Facebook e o da Microsoft… juntos!

Falando especificamente de iPhones (o grande pilar da Apple atual), as pessoas continuam fazendo upgrades, porém em um ritmo mais lento do que em 2015 — entretanto, ainda maior do que em 2014. E isso, segundo Cook, seria explicado por duas razões: as vendas espetaculares do iPhone 6 (dificultando comparativos) e a valorização do dólar/crise econômica em alguns países. O mais importante, porém, é que consumidores continuam amando o iPhone e que o índice de satisfação do aparelho continua nas alturas.

Cramer trouxe à tona um artigo do The New York Times o qual fala que os melhores anos da Apple ficaram para trás e que a empresa está, basicamente, “ladeira abaixo”. Contrapondo essa afirmação, Cook disse que o mercado de smartphones ainda tem muitas oportunidades (como na Índia, onde a penetração das redes 4G ainda é inexistente). Mais do que isso, o CEO animou usuários que estão ansiosos por novidades de verdade na linha iPhone. Veja só:

Temos grandes inovações vindo por aí. Novos iPhones que incentivam você e outras pessoas que têm iPhones hoje a fazer o upgrade para os novos aparelhos.

[…] Nós lhe daremos coisas que você não poderá viver sem, que você simplesmente não sabe que você precisa hoje. Esse sempre foi o objetivo da Apple. Fazer coisas que realmente enriquecem a vida das pessoas. Que você olha para trás e você quer saber como viveu sem isso.

Cook também falou um pouco sobre os serviços da Apple (que hoje representam a segunda maior receita da empresa, mas que não chamam tanta atenção do mercado — analistas e palpiteiros), a situação na China (que, assim como o resto do mundo, não está com taxas de upgrades tão grandes quanto em 2015 mas está com um índice de migração1 altíssimo), o programa de recompra de ações (atualmente as ações da Apple estão abaixo da média, que a Apple já pagou por elas), aquisições (acontece uma a cada três ou quatro semanas, muito por conta da tecnologia/pessoas envolvidas), Apple Watch (mais para frente, Cook acha que as pessoas vão olhar para trás e se perguntar “Como eu poderia pensar em não usar esse relógio?”, algo bem parecido com o que aconteceu com o iPod — dizendo ainda que o smartwatch ficará cada vez melhor), entre outras coisas.

Você pode acompanhar a duas partes da entrevista aqui e aqui. [MacMagazine]

[via MacRumors]

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Anali$e I Quem é Carl Icahn, o investidor que vendeu todas as suas ações da Apple   (30/04/16)

"Alguns ficam ricos estudando inteligência artificial. Eu faço dinheiro estudando a burrice humana." Assim se define, em sua conta no Twitter, o multimilionário Carl Icahn, conhecido como um dos mais célebres "investidores-ativistas" do mundo, que acaba de anunciar sua saída da Apple devido a sua preocupação com as perspectivas da empresa na China.

Não é pouca coisa: em algum ponto do ano passado, Icahn foi dono de 53 milhões de ações na Apple, cerca de 1% do total, por um valor que girava em tono de US$ 6,5 bilhões. Ainda que o total da operação de venda não tenha sido revelado, há relatos de que ele obteve cerca de US$ 2 bilhões pela transação.

Dificilmente são boas notícias para a gigante de tecnologia, cujos resultados financeiros nesta semana deram conta de uma queda de 13% em seus lucros, atribuído a uma diminuição de vendas do iPhone.

No passado, um anúncio de compra de ações por parte de Icahn se traduzia em uma subida imediata nas ações. Agora, como esperado, a reação foi de queda: no fechamento das bolsas da última quinta-feira, as ações da Apple haviam perdido 3% de seu valor.

Mas ainda mais difícil é imaginar a reação de Tim Cook, chefe da Apple, quando Icahn soltou a notícia de que ia, com seus milhões, para outro lado. "Liguei para ele esta manhã. Ele disse que sentia muito, obviamente. Mas eu lhe disse que é uma grande empresa", afirmou o investidor.

China

Também não é fácil avaliar as razões de Icahn para se retirar da Apple. À rede de TV americana CBS, ele disse que as barreiras que a China pode impor ao comércio de produtos da Apple o preocupam.

O país foi um dos pontos particularmente fracos no desempenho comercial da empresa: as vendas caíram cerca de 26%. "Na China, por exemplo, vão tornar muito difícil para a Apple vender. Poderiam, teoricamente... basicamente, de certa forma são, como dizer, talvez benevolentes. . Ainda não sei se 'benevolente' é a palavra correta", disse.

Este mês, Pequim fechou os serviços de filmes e livros da loja da Apple na China, após a introdução de uma lei que exige que todo o conteúdo que circula na China seja armazenado em servidores dentro do seu território.

Esse argumentos pesaram mais que seu apreço pela empresa, da qual começou a comprar ações em 2013 e da qual era fã declarado. "Na Apple hoje, ao contrário do que acontecia há seis meses ou um ano, não há necessidade de ativismo, mas acho que tem uma gerência muito boa", disse.

O investidor-ativista

A que ele se refere com "não há necessidade de ativismo"? E por que é chamado de "investidor ativista"? A resposta tem a ver com a maneira como se envolve com aquilo no que investe, mais do que com suas ideias a respeito da situação dos direitos humanos na China, por exemplo.

Este empresário nova-iorquino de 80 anos, que começou nos negócios como corretor da bolsa em Wall Street nos anos 1960 - depois de obter um diploma universitário em filosofia - desenvolveu uma reputação como "tubarão" financeiro impiedoso pela compra hostil de várias empresas de alto perfil.

Hoje, é acionista majoritário de Icahn Enterprises, uma holding empresarial com uma variedade de interesses, desde mineração a imóveis, passando pela tecnologia. E parte de sua estratégia para acumular uma fortuna estimada em cerca de US$ 18 bilhões foi ter uma atitude beligerante nas empresas das quais participou.

Em empresas com Apple, Hertz ou no conglomerado de entretenimento Time Warner ele usou seu direito a voto na junta de acionistas para pressionar por mudanças. Por exemplo, em outubro do ano passado exortou a multinacional de seguros AIG a se dividir.

"Você não mostrou nenhum sinal de urgência e escolheu uma estratégia de 'ver e esperar' por ano, vazia de uma liderança decisiva", disse em uma carta aberta ao chefe da empresa. "É mais que óbvio que o simples ato de dividir a empresa incrementaria grandemente o valor dos acionistas."

Esses exemplos deixam claro que, nessa concepção, "ativismo" não é a mesmo coisa que caracteriza, por exemplo organizações sem fins lucrativos. Como argumento um artigo da revista Time de 2014, o rótulo de "investidor-ativista" de hoje é só um outro nome para os "tubarões" das anos 1980.

E os ativistas são "bons" ou maus"? A revista responde citando o blogueiro James Kwak: "Em finanças, são raras as batalhas entre o bom e o mau. O que ocorre são batalhas de, digamos, avarentos e corruptos versus avarentos e implacáveis". BBC

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Anali$e I 'NYT' planeja fechar instalações editoriais e gráficas em Paris    (28/04/16)

SYDNEY EMBER
DO "NEW YORK TIMES"

Fachada do "New York Times", em Nova York (EUA)

A New York Times Co. anunciou na terça-feira (26) que estava planejando fechar suas instalações editoriais e de produção gráfica em Paris, uma decisão que poderia resultar na eliminação ou transferência de 70 postos de trabalho.

As mudanças são parte de uma proposta para mudar o projeto do jornal internacional publicado pelo grupo em papel, e simplificar o processo de edição e produção, de acordo com um memorando interno enviado ao pessoal do "International New York Times".

A organização concentrará as operações de edição e pré-produção gráfica em Nova York e Hong Kong, de acordo com o memorando. A redação do jornal e seu departamento de publicidade em Paris não serão afetados pela proposta. E uma edição em papel do "International New York Times" continuará a ser publicada e distribuída na Europa.

"Precisamos levar adiante essa proposta para que possamos assegurar nossa capacidade de manter presença internacional em papel nos próximos anos, e fazê-lo da maneira que melhor atenda aos nossos leitores internacionais", escreveram Stephen Dunbar Johnson, presidente internacional; Joe Kahn, editor assistente da primeira página internacional; e Dick Stevenson, o editor do "New York Times" na Europa, no memorando.

Dean Baquet, o editor executivo do "New York Times", disse em entrevista que a proposta "envolve mudar a maneira pela qual somos estruturados, de modo a que não tenhamos uma estrutura adequada apenas a um jornal em papel".

"Acredito que precisemos liberar recursos para criar um jornal digital, e creio que essa decisão pode ser resumida dessa forma", ele disse.

Ecoando declarações passadas, Baquet disse que isso significava que a redação do "New York Times" provavelmente seria menor e teria configuração diferente no futuro". Mas ele acrescentou que "não existem demissões planejadas para este ano na redação".

"Se acredito que teremos de descobrir maneiras de cortar coisas que são parte de nosso passado como operação em papel, mas sem prejudicar o 'New York Times' em papel? Sim", ele disse. "Se acredito que o 'New York Times' chegará ao fim desse processo tendo uma redação enorme e robusta? Sim, com certeza isso acontecerá".

Como a maioria das publicações em papel, o "New York Times" continua a enfrentar dificuldades para compensar a perda de circulação e de faturamento publicitário de sua edição em papel.

Em fevereiro, o jornal anunciou que conduziria um exame abrangente da redação a fim de identificar áreas de possível corte de custos e determinar uma estratégia que fizesse sentido para a era digital. Baquet disse que a proposta quanto a Paris não era parte da revisão estratégica sobre a redação.

A proposta de fechar as operações de edição e produção em Paris surge menos de duas semanas depois que o "New York Times" anunciou que investiria mais de US$ 50 milhões nos próximos três anos para bancar um plano ambicioso de aumento da receita digital mundial da publicação e de ampliação de sua audiência.

O jornal formou uma nova equipe chamada NYT Global para comandar esse esforço. "O plano NYT Global, que está avançando a todo vapor, trata de nossa cobertura noticiosa e alcance digital em todo o mundo", disse Kahn. "O anúncio de hoje é para garantir que as operações em papel continuem a ser parte vital e lucrativa de nossa presença mundial por ainda muitos anos".

Ele enfatizou que o plano tinha por objetivo "prolongar a vida" do produto em papel internacional. "A estrutura de custos da versão em papel não era viável", ele disse. "Pretendemos produzir uma versão em papel, por custo menor, por muitos anos".

Em documentos encaminhados à Securities and Exchange Commission (SEC), a agência federal norte-americana de fiscalização do mercado de valores mobiliários, o "New York Times" anunciou ter "iniciado discussões com o conselho de trabalhadores envolvido, em Paris, sobre as medidas propostas".

O jornal também anunciou que antecipava custos de US$ 15 milhões para implementar as medidas, o que inclui US$ 13 milhões para cobrir custos de transferência e demissão.

"A França continua a ser um mercado vital para nós, e manteremos uma sucursal de notícias robusta em Paris, além de um escritório central de publicidade internacional lá", escreveram Arthur Sulzberger Jr., publisher do "New York Times"; Mark Thompson, seu presidente-executivo; e Baquet, em nota aos funcionários.

"Lamentamos que a proposta inclua corte de postos em Paris e queremos expressar nossa apreciação aos colegas –passados e presentes– que, por meio de seu trabalho árduo, contribuíram para manter uma tradição de excelência no jornalismo internacional".

As raízes das operações do jornal em Paris remontam a 1887, quando foi estabelecida a edição europeia do "New York Herald". O jornal vem sendo publicado continuamente desde então, exceto pelos quatro anos de ocupação alemã em Paris na Segunda Guerra Mundial.

Depois do fechamento do jornal norte-americano que controlava a publicação parisiense, e que havia adotado o nome "New York Herald Tribune", o jornal de Paris se tornou o "International Herald Tribune", na metade dos anos 60, tendo a Washington Post Co. e a New York Times Co. como sócios.

O "New York Times" assumiu controle completo do jornal em 2003, e mudou o nome do jornal para "International New York Times" em 2013.

Tradução de PAULO MIGLIACCI 

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Anali$e I Comcast, da Universal Pictures, compra Dreamworks por US$ 3,8 bi    (28/04/16)

A Comcast, dona da Universal Pictures, informou nesta quinta-feira (28) que comprará o estúdio DreamWorks Animation por US$ 3,8 bilhões para impulsionar suas ofertas direcionadas a famílias e ajudá-la a enfrentar o conglomerado de mídia Walt Disney.

A aquisição adicionará grandes franquias para crianças ao acervo da Universal, entre elas"Shrek", "Como Treinar seu Dragão" e "Kung Fu Panda", que a empresa pode usar para seus parques de diversão e produtos de consumo.

A Universal Pictures obteve sucesso com blockbusters para famílias como "Meu Malvado Favorito" e "Minions", mas o acordo ampliará seu portfólio.

O florescente negócio de televisão da DreamWorks também será um impulso para a Universal, disseram analistas de Wall Street. A Dreamworks fornece programação original para o serviço de streaming Netflix e outras plataformas digitais ávidas por conteúdo, conforme telespectadores passam a assistir mais programação on-line.

A Dreamworks Animation foi criada em 2004, por cisão do DreamWorks Studios, empresa de capital fechado controlada por Steven Spielberg, e provavelmente atraiu o interesse da Comcast por conta dos direitos de propriedade intelectual que controla.

Além de suas séries de filmes, a empresa também controla parte da Awesomeness TV, uma produtora e distribuidora de programas on-line que vem conquistando muito sucesso, especialmente entre as adolescentes.

Em 2014, houve uma tentativa frustrada de aquisição do estúdio pelo Softbank, gigante japonês da Internet e telecomunicações. Dois meses depois, a fabricante de brinquedos Hasbro e a Dreamworks Animation estudaram uma possível fusão, mas o esforço fracassou depois que o preço das ações da Hasbro despencou e um importante cliente da Hasbro, a Disney, expressou insatisfação.

Em janeiro de 2015, o DreamWorks demitiu 500 funcionários, ou 19% do pessoal da empresa, e afirmou que seu foco voltaria a ser a produção de filmes. Os resultados até agora são contraditórios.

"Kung Fu Panda 3", lançado em janeiro, recebeu críticas positivas e faturou US$ 504 milhões em termos mundiais. Mas os analistas esperavam bilheteria maior. "Kung Fu Panda 2" arrecadou US$ 665,7 milhões em 2011. (A Dreamworks Animation paga uma comissão à 20th Century Fox para distribuir seus filmes.)

Na semana passada, Doug Creutz, analista da Cowen and Co., escreveu em uma nota de pesquisa que os novos projetos da Dreamworks Animation, entre os quais "The Boss Baby", com lançamento marcado para o ano que vem, o preocupam.

"Achamos que ser o quarto, quinto ou sexto melhor estúdio de animação, atrás da Disney Feature Animation, Pixar, Illumination e possivelmente Blue Sky e/ou Warner Bros, não é uma boa posição", escreveu Creutz.

Das Agências De Notícias

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Anali$e I Venda de iPhones cai pela primeira vez na história  (26/04/16)

Resultado ruim faz com que receita trimestral da Apple caia pela primeira vez em 13 anos; iPad também teve queda nas vendas.

Por Agências

Pela primeira vez em 13 anos, a Apple vê sua receita trimestral cair. Ao revelar nesta terça-feira, 26, seus resultados financeiros, a empresa divulgou queda de 13% no faturamento no primeiro trimestre de 2016, na comparação com o mesmo período do ano anterior, indo de US$ 58 bilhões em 2015 para US$ 50,55 bilhões. O principal motivo para o tropeço da empresa foi a primeira queda na história na venda de iPhones: foram 51,2 milhões de smartphones vendidos nos meses de janeiro a março de 2016, 16% a menos que no mesmo período do ano passado (61,1 milhões).

No trimestre, a Apple teve lucro de US$ 10,52 bilhões (com lucro de US$ 1,90 por ação) – queda de 22,5% com relação aos US$ 13,57 bilhões do primeiro trimestre de 2015. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que esperavam lucro de US$ 2,00 por ação e receita de US$ 52 bilhões. A linha de tablets da Apple, o iPad, também teve queda nas vendas, com 10,2 milhões de unidades vendidas entre janeiro e março – 19% a menos que no ano passado.

Até certo ponto, as quedas de receita e lucro já eram esperadas pela própria empresa. Em recente entrevista ao jornal norte-americano Wall Street Journal, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, disse que a Apple vivia o seu “um quarto desafio”. Ele destacou ser difícil comparar as vendas do iPhone este ano em relação a 2015, quando a demanda estava crescendo. Além do mais, segundo ele, alguns consumidores adiantaram a troca de aparelhos e minaram o interesse nos mais recentes telefones.

Dependência. O iPhone é, de longe, o aparelho mais importante para a Apple hoje em dia: neste trimestre, as vendas do smartphone foram responsáveis por 65% das receitas da empresa – no último trimestre, o iPhone respondeu por 68% das receitas da Apple.

No entanto, a empresa tem uma chance de se recuperar no próximo resultado financeiro: em 21 de março, a Apple anunciou o iPhone SE, uma versão com tela de 4 polegadas e especificações semelhantes ao iPhone 6S, seu smartphone topo de linha. O iPhone SE chegou ao mercado apenas em 31 de março, e, portanto, pouco de suas vendas puderam ser contabilizadas neste último balanço.

A última vez que a Apple relatou um declínio em sua receita trimestral foi há 13 anos. Desde então, a empresa popularizou o iPod e introduziu o iPhone o iPad. A corrida de sucesso financeiro e influência tecnológica incomparáveis levou a empresa a ter o maior valor de mercado do mundo – US$ 579 bilhões, de acordo com o fechamento desta terça-feira.

Após a divulgação dos resultados, as ações da Apple tiveram desvalorização no mercado noturno da bolsa eletrônica Nasdaq, com queda de até 8,9% com relação à cotação no fechamento do pregão desta terça, chegando a valer US$ 95,85. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Anali$e I Samsung pode ter aumento de 10% em lucros graças a vendas do Galaxy S7    (07/04/16)

Empresa coreana divulgou hoje prévia de seu balanço referente ao primeiro trimestre do ano; lucro operacional no período foi de US$ 5,7 bilhões, acima da expectativa dos analistas

A Samsung divulgou nesta quinta-feira, 7, que poderá ter um salto de 10% nos lucros do trimestre entre janeiro e março, em um sinal robusto de que as vendas iniciais do Galaxy S7 foram além da expectativa dos analistas, retirando as dúvidas de que o aparelho seria competitivo face um lançamento da Apple em período parecido.

Em sua prévia de balanço, a estimativa da gigante sul-coreana trouxe à tona expectativas de que a empresa poderá ter lucro pela primeira vez em seu negócio de dispositivos móveis em três anos. Além da boa performance do Galaxy S7, a Samsung também deve ser auxiliada por uma boa performance de seus smartphones de baixo custo e de esforços para costar gastos.

A expectativa é de que o lucro operacional da empresa chegue a US$ 5,7 bilhões no período entre janeiro e março – acima das pesquisas conduzidas pela Reuters com 23 analistas, que apontaram que a coreana teria lucro de US$ 4,8 bilhões. A empresa não deve divulgar seu balanço até o final de abril, e não quis comentar a performance de seus negócios.

Além das boas vendas do Galaxy S7, impulsionadas pelo fato do aparelho ter uma câmera boa e ser à prova d’água, a Samsung também deve ser auxiliada pela queda no valor do won, a moeda coreana, na qual divulga seus resultados.

Calma. Apesar do otimismo, no entanto, os investidores tem se segurado com o entusiasmo: o iPhone SE, da Apple, chegou às lojas na última semana, enquanto a Huawei – terceira maior fabricante de smartphones do mundo – revelou na última quarta-feira, 6, o seu novo celular topo de linha, o P9. Ambos poderão ser rivais à altura, atrapalhando as vendas do Galaxy S7.

Além disso, há uma preocupação dos investidores com as expectativas: no ano passado, o lançamento do Galaxy S6 também prometia grandes vendas para a Samsung, mas após as semanas iniciais, o aparelho perdeu ritmo de vendas. “Aprendemos com o passado”, disse C.J. Heo, gerente do fundo Alpha Asset Management.

Outra diferença é que a Samsung adiantou em um mês o lançamento do novo smartphone topo de linha, podendo apenas ter alterado as vendas no seu primeiro trimestre – mas não necessariamente fazendo com que elas ficassem maiores. / REUTERS

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Anali$e I Evasão fiscal de corporações revolta pequenos comerciantes britânicos       (23/02/16)

Por Kimiko

De Freytas - Tamura

Steven Askew e sua mulher trabalham 80 horas por semana; eles pagam mais imposto ao governo britânico do que o Facebook (Andrew Testa para The New York Times)

CRICKHOWELL, País de Gales — Há cinquenta pequenas empresas nas ruas desta cidade. Entre elas, uma livraria, uma padaria, uma defumadora de salmão e um pub.

E há a loja de Steven Lewis, a Number 18 Cafe & Brasserie, que, como muitos negócios, enfrenta uma situação que se estende muito além da cidade.

Lewis, 63, ajudou a transformar Crickhowell no epicentro de uma revolta de pequenos empresários contra um sistema fiscal que, acreditam, foi armado em favor de grandes corporações, como Facebook, Google e Starbucks.

A cidade, com 2.063 habitantes, é um dos últimos redutos britânicos contra a invasão de grandes redes de varejo.

Lewis disse que pagou 21% de imposto sobre seus lucros no ano passado, cerca de £ 31 mil, ou R$ 173 mil. Em comparação, o Facebook — baseado nos Estados Unidos, mas com negócios no Reino Unido e sujeito a impostos britânicos — pagou apenas £ 4.327, ou R$ 24 mil, de imposto corporativo em 2014.

Esse é apenas um dos exemplos flagrantes, diz Lewis, da evasão maciça de impostos de multinacionais, o que prejudica as pequenas empresas.

Lewis trabalha com outros lojistas para levar essa indignação para todo o Reino Unido, pedindo para que consumidores e acionistas pressionem executivos por mudanças na forma de fazer negócios.

Autoridades da Receita britânica divulgaram, recentemente, que o montante de imposto perdido pelo Reino Unido em 2014 em esquemas de evasão é estimado em US$ 4,3 bilhões. Apesar do alto valor, trata-se de uma quantia que vem diminuindo sensivelmente conforme o governo vai tapando alguma brechas.

No entanto, as autoridades são rotineiramente criticadas por não serem mais firmes.

No exemplo mais recente, um acordo de US$ 288 milhões em impostos atrasados com o Google foi criticado porque as vendas e os lucros da empresa chegam à casa dos bilhões.Muitas companhias americanas que atuam no Reino Unido se beneficiam de impostos muito mais baixos do que nos Estados Unidos, onde a taxa federal e a estadual chega a 39,1%.

O Facebook, por exemplo, afirmou que está “em conformidade com a legislação fiscal do Reino Unido”.

“Está errado”, disse Steven Askew, padeiro em Crickhowell.Ele e sua mulher trabalham 80 horas por semana e pagam mais imposto do que o Facebook.

Os infratores fiscais não são só americanos.Há o Caffè Nero, a cadeia de café de Londres que não pagou um centavo de imposto corporativo no Reino Unido durante uma década.

As grandes empresas normalmente utilizam técnicas complexas e agressivas para manter os gastos com impostos mínimos, muitas vezes passando parte dos lucros de países com altas alíquotas para aqueles com baixas.

Muitas lojas em Crickhowell se declararam parte de uma “Cidade de Imposto Justo”, e 27 cidades em todo o Reino Unido se juntaram a essa iniciativa, disse Lewis.

“As multinacionais querem ficar sob uma névoa de complexidade técnica para se esconder.Então o que pretendo fazer é gerar uma grande rajada de vento para que essa nuvem desapareça”, disse.

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Anali$e I Apple é condenada a pagar US$ 625 mi em disputa de patente    (04/02/16)

DA REUTERS

Logo da Apple em Manhattan, Nova York, em foto de julho de 2015

A Apple terá que pagar à VirnetX mais de US$ 625 milhões pelo uso sem permissão de licença patenteada de tecnologia de segurança de Internet em seus aplicativos FaceTime e iMessage, disse um júri federal no Texas na quarta-feira.

A sentença é maior do que os US$ 532 milhões que a VirnetX solicitou antes do início do julgamento em 25 de janeiro em Tyler, Texas. O júri disse que as infrações da Apple foram intencionais.

O veredicto, apesar de um golpe para a Apple, não representa uma ameaça à companhia, que divulgou em janeiro reservas de capital de US$ 216 bilhões. Mas, ainda assim, o valor é elevado para um caso de patente.

A Apple emitiu um comunicado prometendo recorrer. "Estamos surpresos e decepcionados com o veredicto", disse a companhia. "Casos como este simplesmente reforçam a necessidade de uma reforma das patentes."

Também na quarta-feira, a Apple deu entrada em documentos pedindo ao juiz do distrito Robert Schroeder para declarar a anulação do julgamento, dizendo que os advogados da VirnetX induziram o júri ao erro durante os argumentos de encerramento. Não se sabe quando Schroeder vai responder ao pedido.

A VirnetX, companhia sediada em Nevada que extrai quase toda sua receita de patentes licenciadas, processou a Apple pela primeira vez em 2010 pelo uso de redes de segurança, conhecidas como redes virtuais privadas, e links de comunicação segura no aplicativo de videoconferência da Apple FaceTime. 

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Anali$e I Alphabet, dona da Google, se torna a empresa mais valiosa do mundo    (02/02/16)

Companhia supera Apple após bons resultados no último trimestre do ano passado

Os serviços Google, negócio principal da Alphabet, puxaram o faturamento da companhia para US$ 21,3 bilhões no último trimestre de 2015 - PASCAL ROSSIGNOL / REUTERS

NOVA YORK — Agora é oficial. A Alphabet, controladora da Google, superou a Apple e se tornou a companhia mais valiosa do mundo. Nesta terça-feira, as ações da empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin abriram o pregão em alta de 4,2%, cotadas a US$ 784,77, influenciadas pelo balanço do último trimestre de 2015 divulgado na véspera, puxando o valor de mercado para US$ 542,2 bilhões. Já os papéis da fabricante de iPhones abriram o dia em baixa de 0,6%, a US$ 95,83, com a companhia avaliada em US$ 530,6 bilhões.

— O negócio principal da Alphabet parece muito saudável — avaliou Josh Olson, analista da Edward Jones & Co. — Isso vai construir a confiança nos investidores sobre as outras apostas que ela está fazendo.

A Alphabet registrou lucro líquido de US$ 4,923 bilhões no quatro trimestre de 2015, contra US$ 4,674 bilhões no mesmo período do ano anterior. O faturamento total de US$ 21,329 bilhões foi 18% maior em relação a 2014. O lucro por ação ficou em US$ 8,67, bem acima da expectativa de US$ 8,10, segundo analistas ouvidos pela Thomson Reuters. O faturamento total também superou a previsão de US$ 20,77 bilhões.

O principal negócio da Alphabet, de anúncios on-line, aumentou a receita em cerca de 17%, para US$ 19,08 bilhões, enquanto o número de cliques pagos aumentou 31%. Pela primeira vez, a companhia divulgou os gastos com projetos especiais, como o carro autônomo e o de distribuição de internet por balões. Em 2015, a rubrica “Outras Apostas” teve prejuízo operacional de US$ 3,567 bilhões, contra US$ 1,942 bilhão em 2014.

Nos últimos seis meses, a Alphabet ganhou 22,11% em valor de mercado, na contramão da Apple, que perdeu 16,76% no mesmo período. As ações da companhia liderada por Tim Cook vêm sendo pressionadas pela desaceleração na venda de iPhones. No último trimestre de 2015 foram vendidos 74,8 milhões de aparelhos, apenas 0,4% a mais que em igual período de 2014, o menor crescimento desde o lançamento do produto, em 2007. Para o trimestre atual, a expectativa é que a empresa registre a primeira queda nas vendas.

Com a queda na confiança dos investidores, a Apple viu a Alphabet se aproximar em valor de mercado nas últimas semanas. Após a reestruturação do ano passado, o conglomerado conseguiu focar no negócio principal de monetização de buscas e serviços web, como ampliar investimentos em outras áreas, como inteligência artificial, carros autônomos e novas formas de distribuição de internet.

A Apple se tornou a empresa mais valiosa do mundo em 2011, após superar a petroleita Exxon Mobil, mas para este ano as previsões não são favoráveis. A expectativa é que ela registre a primeira queda no faturamento em 15 anos, enquanto a Alphabet deve aumentar as receitas em 16%. [O Globo]

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Anali$e I Jeremiah G. Hamilton, livro conta história do primeiro milionário negro de Wall Street      (30/01/16)

RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO

Jeremiah G. Hamilton, milionário que teve a vida retratada em "Prince of Darkness"

Armada de paus, pedras, cassetetes, tijolos, a multidão invadiu o Orfanato para Crianças Negras. Seus gritos de ódio vomitavam sangue: "Morte aos macacos!"

Antes da invasão do prédio na Quinta Avenida de Nova York, entre as ruas 43 e 44, os funcionários conseguiram tirar do asilo as 233 crianças que eram atendidas lá. Furiosa por não encontrar suas vítimas, a massa tacou fogo no edifício, que queimou inteiro.

Era o primeiro dia do Motim do Recrutamento (Draft Riots), que começou como revolta contra a convocação arbitrária de soldados para combater no Exército nortista, na Guerra Civil norte-americana, e se transformou em violência racial pura e simples.

Na terça-feira, 14 de julho de 1863, a barbárie continuava. Hordas de brancos armados perseguiam, espancavam e matavam os negros que viam em seu caminho. Alguns grupos de desordeiros tinham destino certo.

"Ses-sen-ta-e-oi-to! Ses-sen-ta-e-oi-to!", cantava ameaçadoramente uma turma que seguia pela rua 29. Protegidos por trás de suas janelas e cortinas, moradores brancos das elegantes casas da rua chique, observavam os invasores.

Por prosaico que pareça, quando a massa embrutecida chegou ao número 68 da rua 29 Leste, um dos atacantes teve a pachorra de tocar a campainha do sobrado.

Frente ao silêncio total, portas e janelas foram quebradas e derrubadas, e os atacantes chegaram derrubando móveis. Foram confrontados por uma elegante mulher branca, que teve calma para perguntar o que eles queriam.

"Matar o senhor Hamilton!", foi a resposta que Eliza Jane Hamilton recebeu, segundo ela mais tarde contou às autoridades policiais. Por certo, não foram essas as palavras exatas que ouviu. Talvez tivessem sido algo como "acabar com aquele negão" ou "enforcar o crioulo Hamilton".

Wall Street, centro financeiro de Nova York (EUA) em 1847

Não conseguiram. Jeremiah G. Hamilton não só escapou do massacre -ao final dos quatro dias de tumulto em 1863, 119 pessoas tinham sido assassinadas, a maioria delas negros-como seguiu levando uma vida próspera e controversa.

Quando morreu, no dia 19 de maio de 1875, aos 67 anos, 11 meses e 22 dias, dezenas de jornais norte-americanos publicaram obituários do milionário negro de Nova York. Com uma fortuna estimada em mais de US$ 2 milhões (mais de US$ 250 milhões nos dias de hoje), era o mais rico homem de cor dos Estados Unidos.

Sua vida foi um turbilhão. Ao que se sabe, começou a carreira em 1828, traficando dinheiro falso no Haiti -foi condenado à morte pelas autoridades locais, que colocaram sua cabeça a prêmio.

Em 1833, porém, desembarcou em Nova York como homem de negócios. Na metrópole, fez de tudo: emprestou dinheiro a juros, atuou na área de seguros, negociou navios, comprou terras, arriscou-se na imprensa e se tornou o primeiro negro a atuar em Wall Street, o centro nervoso do mundo financeiro norte-americano.

Por sua cor e por seus métodos comerciais pouco ortodoxos -similares aos de seus pares, a bem da verdade–, foi alvo de ódio, desprezo e discriminação, além de admiração, por certo. Recebeu o apelido de Príncipe da Escuridão -havia quem, ainda mais ofensivamente, o chamasse apenas de Crioulo Hamilton.

Sua curiosa e nebulosa trajetória está contada em "Prince of Darkness - The Untold Story of Jeremiah Hamilton, Wall Street`s First Black Millionaire", obra do historiador britânico Shane White.

Talvez exatamente por ser negro, Hamilton não teve biógrafos contemporâneos, como outros magnatas da época -Cornelius Vanderbilt, por exemplo, com quem se enfrentou em momentoso processo nos tribunais nova-iorquinos.

Para contar a trajetória de seu personagem, White se baseou em reportagens e registros de tribunais -conseguiu levantar mais de 50 processos em que Hamilton era acusador ou acusado, além de outros em que apareceu como testemunha.

Recheia o relato com crônicas da época. Leva o leitor, por exemplo, a conhecer o mundo da imprensa de Nova York na primeira metade do século 19. Conta como surgiu a venda direta de jornal nas ruas da cidade, em 1833, e apresenta o primeiro jornaleiro de que se tem notícia, Bernard Flaherty, que tinha dez anos na época e vendia o recém-nascido "New York Sun" ao convidativo preço de um centavo.

Discute as complicações das finanças num período em que não havia nos Estados Unidos uma moeda única. E traça um quadro vivo da explosão da primeira bolha imobiliária nos EUA, que levou o país à sua primeira Grande Depressão, o Pânico de 1837.

Como pano de fundo, estão os horrores do racismo. Apesar de Nova York ter banido definitivamente a escravidão em 1827, a segregação prosseguiu.

Negros não podiam, por exemplo, usar transporte público com brancos. Tinham direito ao voto, mas as exigências para o registro eram tamanhas que isso se tornava praticamente impossível -dos 12.499 negros que moravam no Condado de Nova York em 1826, apenas 16 atendiam aos requisitos para se qualificar para votar.

Havia negros empresários, e alguns até fizeram fortuna. Mas deviam "conhecer o seu lugar", atuar na própria comunidade ou, no máximo, prestar serviços ao mundo branco -caso do famoso dono de restaurante Thomas Downing.

Jeremiah Hamilton escolheu subverter essa ordem. Como um furacão, invadiu um mundo de brancos, em uma área até então fechada aos homens de cor. E venceu.

Prince of Darkness
AUTOR Shane White
EDITORA St. Martin's Press
QUANTO R$ 60,75 na Amazon.com.br
*AVALIAÇÃO Muito Bom

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Anali$e I Fabricante de câmeras GoPro vai demitir 7% dos funcionários       (14/01/16)

Resultado preliminar divulgado pela empresa ficou abaixo das expectativas do mercado e aponta para momento difícil

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Um dia após divulgação da queda nas vendas, ações da empresa caíram quase 25%

A fabricante das câmeras de ação GoPro anunciou nesta quinta-feira, 15, que vai cortar aproximadamente 7% de seu quadro de funcionários ao longo do primeiro trimestre de 2016. A decisão, que vai resultar em cerca de cem demissões, foi divulgada em um comunicado da empresa com os resultados financeiros preliminares referentes a 2015.

Segundo a empresa, o número de funcionários cresceu 50% e a companhia alcançou mais de 1,5 mil postos nos dois últimos anos encerrados em dezembro de 2015. A decisão deve resultar em US$ 5 milhões a US$ 10 milhões em despesas com encargos trabalhistas.

Segundo a projeção da empresa, o faturamento em 2015 deve ficar em US$ 435 milhões no último trimestre de 2015 e em US$ 1,6 bilhão no ano. Se confirmado quando a companhia divulgar seu balanço financeiro em fevereiro, o resultado ficará abaixo da expectativa de analistas, que esperavam uma receita de US$ 510 milhões para o último trimestre do ano passado.

Após o anúncio, o vice-presidente da GoPro, Zander Lurie, renunciou ao cargo e passou a fazer parte do conselho de administração da empresa. Por enquanto, a empresa não anunciou quem vai substituir o executivo.

Fraca demanda. O desempenho, de acordo com a GoPro, foi impactado pela baixa procura de dispositivos durante as festas de final de ano. A queda na demanda levou a empresa a reduzir o preço da câmera HERO4 Session. Lançada em julho de 2015 com preço de US$ 399, ela passou a custar US$ 199 – o que causou uma diminuição de US$ 21 milhões no faturamento da companhia.

“Enquanto nós claramente cometemos um erro ao vender a Session por US$ 399 (mais especificamente eu cometi o erro, foi minha decisão), estou orgulhoso pela forma como respondemos ao mercado. Reconhecemos o problema, ajustamos o preço para US$ 299… Reconhecemos que isso não era suficiente e ajustamos novamente o valor para US$ 199, a posicionando como o melhor produto que já fizemos”, disse o CEO da empresa, Nick Woodman, em um e-mail obtido pelo site especializado em tecnologia Recode.

Um dia após divulgação dos resultados preliminares, as ações da GoPro caíram quase 25%, o que tirou Woodman do ranking de bilionários da revista norte-americana Forbes. Sua fortuna, que chegou a US$ 3,3 bilhões em setembro de 2014, agora é estimada em US$ 995 milhões.

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Anali$e I Após acordo, Apple pagará US$ 350 milhões em impostos na Itália     (30/12/15)

A Apple teria sonegado US$ 1,1 bilhão em impostos na Itália, ao realocar sua sede europeia na Irlanda, que fornece taxas menores

A Apple chegou a um acordo com o fisco italiano e desembolsará cerca de US$ 350 milhões (o equivalente a quase R$ 1,4 bilhão) para pagar impostos evadidos pela companhia entre os anos de 2008 e de 2013. As informações foram divulgadas por jornais italianos nesta quarta-feira, 30.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o acordo foi alcançado após meses de intensas negociações entre os advogados da companhia de Tim Cook e a Fazenda italiana, que queria receber o reembolso dos impostos que não foram devidamente coletados durante cinco anos.

Fontes do Fisco italiano consultadas pela agência de notícias EFE recusaram a confirmar a informação publicada pelo jornal italiano, apesar de assegurarem que também não solicitarão nenhuma retificação. A filial europeia da Apple, procurada pelos jornais locais, não foi encontrada para comentar o caso.

Todo este valor, ainda segundo o jornal La Repubblica, seria fruto do calote ao imposto sobre renda das sociedades — conhecido pela sigla italiana Ires. Apesar do valor total ser maior que US$ 1,1 bilhão, autoridades italianas aceitaram que o valor a ser pago seja de US$ 350 milhões.

Na cola. A investigação sobre a sonegação de impostos foi coordenada pelos procuradores de Milão, Francesco Greco e Adriano Scudieri, que acusaram a Apple de ter faturado suas vendas feitas na Itália na sede europeia do multinacional, que fica na Irlanda, onde a empresa se beneficia de um sistema fiscal mais vantajoso.

Os procuradores comunicaram em março a abertura de uma investigação contra o executivo-chefe da Apple Itália, Enzo Biagini; o diretor financeiro Mauro Cardaio e o presidente-executivo da filial irlandesa, a Apple Sales International, Michael O’Sullivan.

O acordo alcançado não cancela a posição processual destas três pessoas e os procuradores, que concluíram sua investigação há três meses e que poderão ainda solicitar em breve um processo contra os mesmos.

A Apple italiana, aliás, não é a única a sonegar impostos. A filial chinesa da companhia foi acusada de não pagar US$ 71 milhões em impostos em 2013.

Nos Estados Unidos, a empresa foi acusada de sonegar US$ 9 bilhões. Já na Austrália, a empresa está sendo processada por não pagar US$ 196 milhões de impostos sonegados.

Recentemente, o CEO da Apple, Tim Cook,  classificou como “estupidez política” a acusação de que a companhia tenta não pagar impostos nos Estados Unidos, e disse que o atual sistema fiscal não é adequado para a economia na internet.

Faxina tecnológica. A Apple não é a única investigada pela dupla de investigadores italianos. Outra empresa de tecnologia, o Google, também é acusado de evasão fiscal no país. A Fazenda italiana está tentando alcançar um acordo com os diretores do site de buscas mais famoso da internet.

Outras duas empresas do setor, a varejista Amazon e  a rede social Facebook são constantemente vigiados no continente para evitar que também façam evasão fiscal.

A maioria das empresas aloca seus sistema fiscal na Irlanda, que tem uma taxa de impostos sobre sociedades de 12,5%. Enquanto isso, a maioria dos países no ocidente trabalham com um imposto de 35%.

/AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Anali$e I Apple dá mais poder aos seus acionistas, que agora poderão nomear um conselheiro    (23/12/15)

Eduardo Marques

A Apple fez nesta semana uma pequena, porém importante mudança que afeta diretamente o seu conselho de administração, conforme informou o Wall Street Journal.

Através de um documento financeiro, a Maçã informou que um acionista — ou um grupo de até 20 acionistas — que deter 3% das ações da empresa por três anos poderá agora nomear conselheiros. Essa indicação engloba 20% do conselho da Apple, então, como estamos falando de oito pessoas no total, acionistas poderão nomear uma pessoa.

Conhecida como “proxy access”, essa medida — adotada por empresas como Coca-Cola, McDonald’s e Goldman Sachs — havia ganhado 39% de aprovação na última reunião de acionistas realizada pela Apple, em março passado.

O movimento da Apple foi aplaudido por investidores como James McRitchie. Contudo, ele lembrou que a limitação de nomear 20% do conselho ainda é desapontadora já que esse membro do conselho poderia ser facilmente ignorado/silenciado pelos outros.

[via AppleInsider]

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Anali$e I Ericsson e Apple fecham bilionário acordo de patentes    (21/12/15)

Agências

Empresa sueca havia entrado com ação contra a dona do iPhone em janeiro; segundo estimativas, receita da empresa sueca com propriedade intelectual deve crescer 30% em 2015

A empresa sueca Ericsson disse ontem que assinou um acordo para o licenciamento de patentes com a Apple a respeito de tecnologias que ajudam smartphones e tablets a se conectarem as redes móveis. O acordo encerra uma disputa de um ano com a Apple, iniciado em janeiro: para a Ericsson, o contrato fechado agora é apenas o começo de uma estrada de cooperação entre as duas empresas.

O pacto entre as duas empresas acontece após a Ericsson ter entrado com uma ação contra a Apple nos Estados Unidos em Janeiro: de acordo com a ação, o licenciamento da dona do iPhone para utilizar tecnologias desenvolvidas pela companhia sueca havia expirado, e que dois anos de negociações não tinham sido suficientes para um novo acordo ser fechado. Agora, o novo acordo firmado pelas duas empresa acaba com as questões de lítigio na ação movida pela Ericsson em janeiro e também vale para o licenciamento de tecnologias para os próximos anos.

A empresa sueca não divulgou quanto vai lucrar com o novo acordo, mas declarou ontem que seu faturamento com propriedade intelectual em 2015 deve ficar em torno de US$ 1,52 bilhão e US$ 1,64 bilhão – bem acima dos US$ 1,15 bilhão arrecadados em 2014. Procurada pela Reuters, a Apple não quis comentar o assunto, mas declarou que tem profundo respeito pela propriedade intelectual e que estava buscando um preço justo para o pagamento de direitos por patentes.

Segundo estimativas da UBS, o acordo deve turbinar o lucro operacional da Ericsson em 13% em 2015, e pelo menos 10% em 2016. A consultoria prevê ainda que a Ericsson deve faturar cerca de US$ 90 milhões graças às patentes utilizadas pela Apple.

Empurrãozinho.
Kasim Alfalahi, chefe de propriedade intelectual da Ericsson, declarou o acordo firmado entre sua empresa e a Apple foi vasto, abrangendo as últimas descobertas na tecnologia 4G, bem como a utilização de redes 2G e 3G. “Para nós, esse acordo diz que podemos continuar a trabalhar conjuntamente com a Apple em áreas como o desenvolvimento da rede de 5G e da otimização de redes”, disse Alfalahi à Reuters, negando-se a dar mais detalhes financeiros sobre o acordo.

O banco de investimentos ABG Sundal Collier disse, em nota a seus clientes, que acreditava que o acordo faria a Apple ceder 0,5% de suas receitas com os tablets iPad e os iPhones para a Ericsson.

Hoje, a Ericsson tem mais de 100 acordos de licenciamento de patentes, e controla mais de 37 mil patentes a respeito de comunicações mobile.

/ REUTERS

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Anali$e I Disney, a força dos negócios está com ela      (20/12/15)

The Economist

Com novo filme, franquia mostra que conseguiu recuperar a velha forma

Quando começaram a sair do cinema, na segunda-feira passada, em Los Angeles, após assistirem à estreia mundial de O Despertar da Força, novo filme da série Star Wars, os espectadores traziam na cabeça a imagem da última cena e a certeza de que o grande hit do ano havia chegado. Quem compareceu à sessão pôde rever vários elementos celebrizados pelos três episódios originais da saga: personagens dos filmes produzidos nos anos 80 recebem o reforço de uma geração mais jovem de heróis para enfrentar as tropas de uma nova ordem galáctica do mal. Surge inclusive uma nova esperança, igualmente associada a um personagem que não sabe quem são seus pais e vive num planeta deserto, embora agora se trate de uma mulher, Rey, em vez de Luke Skywalker. Depois da decepção que foram os três episódios produzidos entre 1999 e 2005, cujo enredo recuava no tempo para narrar as origens do Império, o lançamento mostra que a franquia conseguiu recuperar a velha forma.

Se O Despertar da Força evoca o passado, ainda que contra um pano de fundo mais grandioso, Bob Iger, CEO da Walt Disney Company desde 2005, também vem atualizando uma fórmula original e empregando-a em escala mais ambiciosa. A estratégia da empresa foi delineada inicialmente num intricado fluxograma de 1957: os filmes aparecem no centro, à sua volta estão os parques temáticos, os licenciamentos, a música, as publicações e a televisão. Cada unidade da companhia produz conteúdo e impulsiona as vendas das demais. Ao recolocar os filmes no cerne do negócio, Iger retoma o plano original da família Disney, que consistia em usar conteúdo para atingir um público maior e, assim, dominar a indústria do entretenimento.

A reestruturação que levou a empresa a dar mais prioridade à produção de conteúdo do que aos meios empregados em sua distribuição fez da Disney a líder inconteste do setor. Seus lucros mais que dobraram ao longo dos últimos cinco anos, chegando a US$ 8,4 bilhões. Em pouco mais de uma década, suas ações quase quintuplicaram de valor, deixando as concorrentes no chinelo. No mesmo período, a valorização da Comcast, sua rival mais próxima, triplicou, e a da Twenty-First Century Fox dobrou. Já as ações da Time Warner subiram apenas 20% e as da Viacom caíram. O valor da Disney também supera o de todas as outras, chegando a US$ 187 bilhões.

O que permitiu à Disney sobressair às concorrentes foi a determinação de fazer da criação de histórias a alma de seu negócio. Não menos importante foi a habilidade com que a companhia conseguiu atrair personagens novos, capazes de acender e reacender o interesse dos fãs repetidas vezes. A compra da Pixar e da Marvel incrementou um viveiro de camundongos e Muppets com figuras como Buzz Lightyear, de Toy Story, e o Homem de Ferro, de Os Vingadores. A Lucasfilm acrescentou Star Wars ao elenco de personagens que a companhia vinha reunindo desde que Iger sucedeu Michael Eisner no cargo de CEO.

As novas franquias se juntaram ao mais formidável império de licenciamentos e entretenimento do mundo, que se espraia por lojas de brinquedos, videogames, parques temáticos, navios de cruzeiro, revistas em quadrinhos, música, televisão e cinema. A Disney comercializa infância por diversos canais, e com isso agrega valor enorme a si própria e às empresas que adquire.

A criação de histórias deve proteger a empresa fundada por Walt Disney de correntes que talvez arrastem o setor para águas revoltas. Os negócios de TV a cabo nos Estados Unidos ainda são a parte mais valiosa dos impérios formados pelas gigantes do entretenimento. A ESPN, canal de esportes incorporado à Disney em 1996, quando a companhia assumiu o controle do grupo de mídia Capital Cities/ABC, é uma máquina de fazer dinheiro. As redes de TV a cabo são responsáveis por quase metade do faturamento e dos lucros da Disney. E foi nesse segmento que suas concorrentes investiram sem parar nos últimos dez anos, expandindo-se mundo afora e gerando lucros cada vez mais polpudos.

Um novo alvorecer. Acontece que as pessoas estão começando a desligar a TV. Nos países desenvolvidos, muitas resolveram “cortar o cordão umbilical”, passando a adquirir conteúdo on-demand pela internet. Segundo a empresa de pesquisas de mercado eMarketer, a TV paga americana perderá 5 milhões de assinantes entre 2014 e 2019, com o número de domicílios atendidos recuando para 96,4 milhões. Esse declínio serve para lembrar que a maneira como as pessoas acessam os conteúdos pelos quais se interessam é suscetível a mudanças. Já a demanda por entretenimento de qualidade é duradoura. As empresas com as histórias e os personagens mais populares estarão em posição vantajosa para negociar com quaisquer dos canais de distribuição, de Comcast a Netflix, que venham a conquistar a preferência dos consumidores. Há dez anos, os lucros da ESPN e da ABC ajudaram Iger a pagar pela Pixar. Com o passar do tempo, a acumulação de conteúdo talvez leve a Disney a oferecer serviços de streaming diretamente aos consumidores que abandonarem a TV a cabo.

Mesmo quando o futuro das redes de TV a cabo parecia promissor, o roteiro da Disney pedia revisão profunda. Ainda que fosse lucrativa, a empresa vinha produzindo entretenimento de qualidade apenas mediana, e era comandada por um sujeito de ego caricaturalmente exagerado, mesmo para os padrões de Hollywood. Duas décadas antes, Eisner também havia promovido sua cota de reformas estruturais, recuperando o negócio de animação da Disney e, principalmente, transformando-a numa empresa voltada para o entretenimento familiar, ampliando os produtos comercializados sob a forma de videocassetes, DVDs e transmissões a cabo. Mas seu relacionamento com o pessoal de Hollywood era conflituoso.

Uma ação movida por acionistas contra Eisner, por conta da dispendiosa demissão de Michael Ovitz, um ex-agente de talentos que chegou a ser um dos homens mais poderosos de Hollywood e entre 1995 e 1997 ocupou o cargo de presidente da Disney, sob o comando de Eisner, culminou em uma audiência judicial que expôs aspectos nada louváveis da dinâmica interna da companhia. A unidade de cinema perdeu vigor. Em 1994, depois de se indispor com Eisner, Jeffrey Katzenberg, que havia sido responsável por uma série de sucessos, pediu as contas e ajudou a criar a rival DreamWorks SKG. Em 2004, a Disney teve de enfrentar uma oferta de aquisição hostil por parte da Comcast. Simultaneamente, Roy Disney, sobrinho de Walt, encabeçou uma campanha de acionistas para tirar Eisner do comando da empresa e “salvar a Disney”. A companhia, recorda-se Iger, estava em guerra com todo mundo e consigo mesma.

Iger ingressou na Disney em 1996, quando a empresa comprou a Capital Cities/ABC. Em 2005, ao substituir Eisner, o novo CEO tratou de erguer a bandeira branca. Em seu segundo dia no cargo, comunicou ao conselho de administração a intenção de comprar a Pixar, uma produtora pioneira que desde 1995, com Toy Story, vinha produzindo animações cuja distribuição ficava a cargo da Disney.

O império contra-ataca. Iger tivera a ideia um mês antes, durante a inauguração da Disneylândia de Hong Kong. Nos carros alegóricos usados no desfile de abertura do parque não se via quase nenhum personagem saído dos filmes produzidos recentemente pela Disney. As crianças só queriam saber dos personagens da Pixar. O estúdio de animação da Disney passava por dificuldades desde a saída de Katzenberg, em 1994, ano em que O Rei Leão foi lançado e faturou quase US$ 1 bilhão nas bilheterias do mundo inteiro. “Aonde vai a animação, a empresa tem de ir atrás”, disse Iger ao conselho.

Acontece que a Pixar pertencia a Steve Jobs, que não se distinguia por ser um sujeito de trato fácil e que fora uma das inúmeras pessoas com quem Eisner acumulara desentendimentos. Iger cortejou Jobs com atenção e cuidado. Adequou às preocupações do fundador da Apple os argumentos que usava em favor da fusão, fazendo questão de frisar, por exemplo, que a Pixar preservaria sua independência criativa, e que, uma vez abrigada no interior da Disney, estaria menos exposta às expectativas dos investidores, conquistando mais liberdade criativa também de outra maneira: nem todos os seus filmes precisariam ser um sucesso de bilheteria, do qual dependesse o futuro da companhia.

A montanha de dinheiro que Iger ofereceu a Jobs não deve ter atrapalhado. Em 2006, quando a aquisição foi aprovada, a Disney desembolsou US$ 7,4 bilhões para ficar com a Pixar, quantia extraordinária para uma empresa que produzia um filme por ano. Iger foi igualmente mão aberta em 2009, ao fechar a aquisição da Marvel, que saiu pela bagatela de US$ 4 bilhões, muito embora os direitos cinematográficos sobre duas de suas criações mais valiosas, Homem Aranha e osX-Men, não estivessem incluídos no negócio. E, em 2012, quando Iger fechou a compra da Lucasfilm por US$ 4,1 bilhões, fazia anos que o estúdio de George Lucas não produzia um filme novo – sem contar que, apesar de bem-sucedidas comercialmente, as três edições mais recentes de Star Wars tinham sido tão criticadas pelos fãs que não havia como ter certeza do sucesso de mais uma sequência de filmes da franquia.

De qualquer forma, a coisa não se resumiu a dinheiro. As três empresas pertenciam a gênios controladores, cujas exigências precisavam ser atendidas e que não se deixavam seduzir apenas por benefícios materiais. Jobs, Ike Perlmutter, da Marvel, e George Lucas tinham uma visão muito pessoal de suas empresas e produtos, no que imitavam o próprio fundador da Disney.

A abordagem jeitosa de Iger ajudou. A seu ver, a Disney havia perdido sua vantagem criativa; a companhia já não conseguia produzir personagens suficientemente interessantes para manter franquias ativas por anos a fio. Nada garantia que sua percepção fosse mais aguçada do que a de suas parceiras na hora de decidir o que funcionaria ou não; por isso Iger estava disposto a guardar distância quando necessário.

Não foi fácil tirar a Marvel, item seguinte na lista de compras de Iger, das mãos de seu pouco sociável chefe. Perlmutter, um americano-israelense que fez a própria fortuna, talvez seja menos famoso que Jobs e Lucas, mas não é nem um pouco menos zeloso de seus interesses comerciais e de sua privacidade (rumores dão conta de que ele teria usado um disfarce para ir à estreia de O Homem de Ferro,em 2008). Iger levou seis meses só para agendar uma reunião.

A coisa melhorou depois de um telefonema de Jobs; e, em fins de 2009, o acerto estava finalizado. A essa altura, Jobs era o maior acionista individual da Disney – condição a que ascendera com a venda da Pixar –, de modo que era de seu interesse ajudar para que o negócio fosse celebrado. Além do mais, Jobs e Iger haviam se tornado amigos e aliados. O CEO da Disney foi uma das pouquíssimas pessoas a quem Jobs contou que seu câncer tinha voltado, avisando-o pouco antes de o negócio com a Pixar ser anunciado (para que Iger ainda pudesse dar para trás).

Na época, alguns analistas disseram que Iger pagara um preço alto demais pela Marvel, ainda mais considerando que levara para casa algo que lembrava mais um time B de super-heróis. No fim das contas, ele foi recompensado por confiar na equipe de criação e na visão da Marvel, que conseguiu transformar a história doHomem de Ferro, um personagem de segunda linha, em sucesso de bilheteria.

Além disso, o filme acabou servindo de base para uma franquia a que foram acrescentados diversos outros heróis, incluindo o Capitão América e Thor, posteriormente reunidos na produção Os Vingadores, que em 2012 teve faturamento mundial de US$ 1,5 bilhão.

A bilheteria do segundo filme do grupo de super-heróis, lançado este ano, ficou pouco abaixo disso. Há outros dois em fase de produção, além de um cronograma de projetos relacionados que se estende até meados da década de 2020.

O sucesso dos filmes com o Homem de Ferro e Os Vingadores ajudou a Marvel a desenvolver histórias mais obscuras de seu catálogo. Com a retaguarda financeira da Disney, seus roteiristas podem correr riscos com filmes excêntricos, comoGuardiões da Galáxia, que tem no elenco um guaxinim dado a tiradas espirituosas e uma árvore que anda.

No entanto, nada ilustra melhor o sucesso da estratégia de Iger do que a franquia Star Wars, pela qual a Disney pagou US$ 4,1 bilhões em 2012. O Despertar da Força tem mais força gravitacional do que os dois sóis de Tatooine. Nada menos do que US$ 5 bilhões em produtos licenciados serão vendidos ao longo de 2016. E a expectativa é que só em bilheteria o filme arrecade até US$ 2 bilhões.

O retorno de Jedi. A franquia sintetiza os planos de longo prazo da Disney. Até 2020, serão produzidos outros cinco Star Wars: duas sequências de O Despertar da Força e três histórias independentes. Antes disso, novas atrações Star Wars terão sido inauguradas nos parques temáticos da Califórnia e da Flórida. (Ao mesmo tempo, a Lucasfilm planeja a produção de um quinto título de Indiana Jones, sua outra franquia de sucesso, com Harrison Ford novamente no papel principal.)

Mais uma vez, o negócio que tornou isso possível recebeu uma mãozinha de Jobs. Lucas o conhecia desde 1986, quando vendeu a Pixar para ele. E a experiência de Jobs com a Pixar fez com que Lucas visse com bons olhos a proposta de aquisição que Iger lhe fez. Os resultados positivos da inclusão das atrações Star Wars nos parques temáticos da Disney também ajudaram. Não menos importante foi o breve contato que, por coincidência, Lucas havia tido com Iger no passado.

Mais de 20 anos antes, o CEO da Disney dera mostras de sua sensibilidade quando, ainda como executivo da rede ABC de televisão, aprovou a produção de uma sequência do seriado produzido pelas Lucasfilm, O Jovem Indiana Jones, apesar da baixa aprovação obtida pelo programa em sua primeira temporada. Iger achava que Lucas cumprira a promessa de produzir um material de alta qualidade e fazia por merecer a oportunidade. Em 2011, quando aventou com Lucas a possibilidade de comprar a Lucasfilm, o criador de Star Wars disse que não se esquecera daquele voto de confiança. Jamais lhe passara pela cabeça vender a empresa, de que era fundador e único dono, para outra pessoa que não Iger.

Isso não queria dizer que as coisas transcorreriam sem problemas. A nova trilogiaStar Wars não reflete a visão criativa de Lucas, que se referiu à venda de seu estúdio como um “divórcio”. Apesar disso, os créditos de abertura de O Despertar da Força exibem somente o logo verde da Lucasfilm, sem nenhuma referência à Disney. Iger não é do tipo que deixa seu ego atrapalhar os negócios, e sabe a importância que essas coisas têm para os fãs.

A Disney vem se esforçando bastante para preservar o que Iger chama de “essência criativa” das empresas que adquiriu, agindo com cautela ao cortar custos ou promover mudanças administrativas. Abordagem similar pode ser observada no interior da própria companhia, cujas unidades individuais atualmente gozam de mais autonomia do que tinham no tempo de Eisner.

No caso da Pixar, a independência foi negociada e inclui desde a manutenção, na maioria dos mercados, do nome do estúdio em seus filmes até a preservação da “sexta-feira da cerveja”, uma vez por mês, em sua sede na Califórnia. Por outro lado, a preocupação em limitar o nível de interferência não impediu que a Disney tirasse lições do modo como a Pixar trabalha. A companhia de Iger transplantou a cultura de valorização da cinematografia para o próprio estúdio de animação, incluindo as reuniões de “brain trust”, em que versões preliminares de cada filme são criticadas por pessoas de fora da equipe de criação, e a célebre atenção aos mínimos detalhes. A produção de Frozen despachou pesquisadores para a Noruega, onde eles passaram várias semanas estudando a música, as roupas, os móveis e a arte popular local. Em 2013, o filme, inspirado no conto A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, tornou-se a animação com maior bilheteria da história, faturando pouco menos de US$ 1,3 bilhão em todo o mundo.

A aquisição da Pixar ajudou a revigorar a animação da Disney. Também ofereceu a todas as outras unidades da empresa material novo com que trabalhar. Isso fez com que as criações da Pixar – assim como as da Marvel – alcançassem valores muito mais elevados do que se tivessem permanecido independentes.

Os filmes de sucesso criam demanda por produtos e atrações e outras formas de entretenimento, cuja popularidade, por sua vez, gera demanda por mais filmes, incluindo não apenas sequências, mas também filmes derivados (spin-offs), que expandem o universo da franquia. O poder dessas sinergias está novamente à mostra com O Despertar da Força.

A maior dúvida diz respeito à durabilidade do modelo. Não se sabe até que ponto essas franquias podem ser estendidas. E a criação de franquias novas é arriscada.John Carter, filme baseado numa das séries de romances de Edgar Rice Burroughs, foi um fracasso. O público também terá muito mais alternativas à disposição, conforme outros estúdios tentem criar ou expandir as próprias franquias. A Universal tem Velozes e Furiosos e Jurassic Park. A Warner Brothers pretende produzir mais três filmes derivados da série Harry Potter e outros da rival da Marvel, DC Entertainment, entre cujos heróis se destacam Batman eSuperman.

No entanto, nenhuma concorrente tem a escala da Disney. No setor de mídia, a única rival que chega perto da empresa comandada por Iger é a Comcast, que em 2011 comprou a NBC Universal, levando junto a Universal Studios e seu negócio de parques temáticos. E nenhuma delas chega aos pés da Disney quando se trata de vender produtos decorrentes de suas franquias. A empresa é a campeã mundial em licenciamentos, com vendas totalizando US$ 45 bilhões em 2014, valor que supera em mais de sete vezes o obtido por sua concorrente mais próxima em Hollywood, a Warner Bros.

A Disney ajudou a desenvolver produtos e mercados numa amplitude que a Lucasfilm não teria tido condições de almejar. Em parceria com o Walmart, criou um filme publicitário que têm como alvo tanto os meninos, como as meninas. E não faltou inteligência à sua equipe de criação ao fazer de Rey, um personagem feminino, a protagonista de O Despertar da Força.

O efeito Disney é capaz de multiplicar por cinco, só nos Estados Unidos, o volume de vendas de produtos licenciados que a Lucasfilm conseguiria obter, se estivesse sozinha, diz Paul Southern, diretor de licenciamento da empresa fundada por Lucas.

A Disney também conta com uma boa rede de varejo global e vem promovendo os produtos Star Wars nos parques temáticos que tem em Paris, Tóquio e Hong Kong. Em 2016, a empresa vai inaugurar um parque temático em Xangai; o primeiro dos dois parques que estão sendo cogitados para a China continental.

Iger deve deixar o cargo de CEO em 2018. Será que abarrotará ainda mais a caixa de brinquedos antes de partir? O executivo tem uma lista de empresas que talvez interessem à Disney. São marcas internacionais de primeira linha, que cairiam como uma luva em seu portfólio.

O Lego Group, uma companhia dinamarquesa de capital fechado, já faz negócios com a Disney, licenciando produtos e mantendo lojas em seus parques temáticos. Seria um alvo óbvio para uma companhia que já comprou tantos outros pedacinhos da nossa infância.

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Anali$e I Mercado de PCs no Brasil tem pior venda trimestral em 10 anos     (18/12/15)

Apenas 1,6 milhão de computadores foram vendidos entre julho e setembro; segundo IDC Brasil, vendas são as piores da última década

Por Bruno Capelas

O 3º trimestre de 2015 registrou a menor venda de computadores nos últimos dez anos no Brasil. Segundo dados da consultoria IDC Brasil, apenas 1,6 milhão de computadores foram comercializados no período. É o pior desempenho trimestral em volume de vendas da última década – volume só não é menor que o do 2º trimestre de 2005, quando foram vendidos 1,5 milhão de PCs. Do total de equipamentos vendidos, 993 mil foram notebooks e 607 mil desktops. O mercado também registrou queda de 37% nas vendas, em comparação com o mesmo período de 2014.

“O resultado das vendas está de acordo com nossas projeções e reflete a situação econômica e política do País”, disse Pedro Hagge, analista de pesquisas da IDC Brasil, em comunicado à imprensa. Para o analista, além da crise e do dólar, que impactam fortemente a compra desse tipo de equipamentos, a situação da própria indústria de computadores é um fator para a queda – desde 2012 o setor tem registrado retração nas vendas.

“Até 2012 o PC era praticamente o único equipamento que permitia acesso à internet. Hoje temos outros dispositivos e a vida útil das máquinas praticamente dobrou”, explicou Hagge, em referência à rivalidade do setor com smartphones e tablets na preferência dos brasileiros.

Até o final do ano, a IDC Brasil projeta queda de 37% nas vendas (com 6,5 milhões de PCs vendidos em toda a temporada), alta de 39% no ticket médio e queda de aproximadamente 12% na receita. Em relação a 2016, o mercado será diretamente impactado por conta do fim da Lei do Bem. Segundo o analista da IDC Brasil, “na comparação com os outros dispositivos, certamente o PC será o mais afetado pelo fim da medida provisória”.

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Anali$e I Apple pode ter comprado fábrica de chips por US$ 18,2 milhões    (15/12/15)

A Apple estaria tentando se tornar mais independente na fabricação de chips para processadores, que é totalmente feita, hoje, por Samsung e TSMC

Por Redação Link

A Apple pode ter comprado uma pequena fábrica de chips em San José, nos EUA, pelo valor de US$ 18,2 milhões. De acordo com reportagem publicada pelo Silicon Valley Business Journal, dos EUA, a fábrica possui 20 mil m² e incluiria máquinas para a fabricação de chips. A ideia da companhia, segundo a reportagem, é deixar a Apple menos dependente de outras empresas na área da fabricação de processadores, hoje concentradas em empresas como a TSMC e a rival coreana Samsung.

Pelos recursos disponíveis,  a fábrica poderia também ser usada para fazer testes com dispositivos e protótipos.Além disso, chama a atenção o fato de que a empresa responsável pela fábrica antes da compra, a Maxim Integrated Products, era conhecida por ser uma fabricante de chips mais simples do que os que são utilizados pela Apple.

O processador mais recente da empresa, o A9, não teria como ser fabricado nesta instalação, por exemplo. Há quem especule que a Apple use recurso para testar outros tipos de chips para além da sua linha de processadores.

Boatos. Além da fábrica de chips, a Apple também parece planejar investimentos em novas áreas de interesse. De acordo com a rede de notícias Bloomberg, a companhia teria aberto um laboratório secreto em Taiwan, onde engenheiros estariam desenvolvendo novas tecnologias para telas de seus dispositivos.

Ao desenvolver sua própria produção para telas, a Apple também poderia se tornar menos dependente nesta área. Samsung, Sharp, LG e Japan Display são algumas das fabricantes que, atualmente, fornecem telas para iPhones, iPads e Apple Watches.

Procurada pelos jornais, a Apple não quis comentar o assunto.

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Anali$e I Yahoo pode ser comprado por Verizon    (08/12/15)

Para diretor financeiro da operadora de redes dos EUA, decisão depende da opinião dos acionistas

Por Agências

No começo deste ano, a empresa comprou a AOL por US$ 4,4 bilhões

O diretor financeiro da Verizon, Fran Shammo, disse que a empresa pode analisar a compra do negócio principal do Yahoo, que inclui email, sites de notícias e esportes e a tecnologia para anúncios. A empresa é maior a operadora de redes sem fio dos Estados Unidos.

“Se acharmos que há um encaixe estratégico, que faz sentido para nossos acionistas e que podemos obter retorno, eu acho que podemos olhar, mas neste ponto é ainda muito prematuro falar sobre esse assunto”, disse Shammo.

A declaração foi dada nesta segunda, 7, na conferência anual de comunicações e mídia global do UBS em Nova York.

No começo deste ano, a Verizon comprou a AOL num acordo de US$ 4,4 bilhões para entrar no negócio de vídeos móveis e anúncios dirigidos.

“Eu acho que agora eles [a diretoria do Yahoo e investidores] estão tentando descobrir exatamente o que eles vão fazer [com os ativos da empresa]“, disse Shammo.

O conselho do Yahoo se reuniu na sexta-feira, 4, no terceiro e último dia de encontros para avaliar várias opções para recuperar as perdas da empresa, incluindo a venda de seu negócio de Internet.

/REUTERS

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Anali$e I Yahoo! avalia venda dos principais negócios de internet nesta semana     (02/12/15)

Com Agências De Notícias

O conselho de administração do Yahoo! está avaliando a venda dos principais negócios de internet durante reunião nesta semana, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto.

A reunião acontece em meio a um debate mais amplo sobre o futuro da companhia e da presidente-executiva Marissa Mayer.

O jornal "The Wall Street Journal" publicou no final desta terça-feira (1º) a possível venda da divisão de internet da companhia, que inclui um dos buscadores mais usados no mundo.

O conselho também deve discutir se a empresa vai prosseguir com plano de se desfazer de sua participação de 15% no gigante do comércio eletrônico chinês Alibaba, avaliada em US$ 30 bilhões. As duas opções serão avaliadas durante a reunião que vai desta quarta-feira (2) até sexta (4), afirmou o jornal.

A divisão de Internet do Yahoo!, que inclui serviços populares como o Yahoo! Mail e sites de notícias e de esportes, pode atrair empresas de investimento, de mídia e de telecomunicações ou grupos como Softbank, disseram analistas.

O Yahoo! não comentou o assunto.

Mayer, que saiu do Google para o Yahoo!, enfrenta crescente pressão sobre a performance da companhia. A chegada da executiva criou expectativas elevadas sobre uma rápida recuperação do Yahoo!, que enfrenta dificuldades para crescer seus negócios com publicidade de forma a competir com os líderes do setor Google e Facebook.

As esperanças ruíram depois que o plano do Yahoo! para buscar anúncios em celulares, em vídeos e mídia social, estratégia que Mayer lançou em 2014, não conseguiu elevar receitas da empresa.

A aquisição do Tumblr por US$ 1,1 bilhão em 2013 também teve problemas, com investidores argumentando que Mayer pagou demais por um produto não lucrativo. O negócio elevou a base de usuários do Yahoo! para cerca de 1 bilhão mas não trouxe anunciantes.

RECOMENDAÇÃO

No dia 19 de novembro, a acionista do Yahoo!, Starboard Value, pediu por meio de carta que a companhia vendesse seu negócio de internet e interrompesse seus planos de se desfazer de sua participação na Alibaba.

"Estamos cada vez mais frustrados com sua falta de disposição para aceitar nossa ajuda e sua falta de consideração com nossas sérias preocupações com a situação atual do Yahoo!", diz a carta dirigida à direção da empresa tecnológica.

O Yahoo! representa um dos principais investimentos da Starboard e suas ações perderam 35% de seu valor neste ano.

Em um primeiro momento, a Starboard apoiou a planejada cisão da Alibaba, até que o serviço de arrecadação de impostos dos Estados Unidos se recusou a certificar que a transação estaria livre de impostos, em setembro.

Se a agência tributária americana finalmente decidir que a transação deverá ser taxada, os acionistas do Yahoo! seriam obrigados a pagar US$ 12 bilhões em impostos. 

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Anali$e I Samsung muda liderança na área de smartphones    (01/12/15)

Com os novos dirigentes, a fabricante sul-coreana deverá tentar melhorar desempenho dos últimos trimestres

JK Shin, que foi substituído em seu cargo de chefe da divisão de aparelhos móveis

A Samsung anunciou nesta terça-feira, 1, que vai reestruturar a sua divisão de smartphones. De acordo com comunicado, JK Shin, coCEO da Samsung Electronics e chefe da divisão de aparelhos móveis, vai deixar o cargo como parte da nova política de gestão de negócios, mas vai seguir no comando técnico da divisão móvel da Samsung. Em seu lugar, Dongjin Koh irá assumir o cargo e liderar as operações da empresa no setor móvel.

Apesar de não ser tão conhecido, Dongjin Koh foi peça fundamental no desenvolvimento de novos produtos da companhia sul-coreana. Ele supervisionou a criação do Tizen, sistema operacional da companhia; e do Samsung Pay, sistema de pagamentos móveis da empresa. Além disso, ele teve participou do desenvolvimento das versões mais recentes dos smartphones da Samsung, o Galaxy Note 5 e o Galaxy S6.

A reestruturação tem motivo: a participação de mercado da Samsung caiu 4,3 pontos porcentuais no segundo trimestre de 2015, de acordo com a consultoria Gartner, que também aponta uma queda de 5,3% na venda global de smartphones da marca. Além disso, a empresa enfrenta a concorrência da Apple e de fabricantes em ascenção, como Huawei e Xiaomi.

A queda, segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal, é motivada pela fraca demanda gerada pelos últimos lançamentos da empresa. O Galaxy S6, por exemplo, teve desempenho abaixo das expectativas, segundo analistas de mercado.

Crise. Alguns fabricantes enfrentam dificuldades no setor de dispositivos móveis. A Sony, por exemplo, anunciou que vai sair do mercado de smartphones, caso não consiga se recuperar. A LG anunciou nesta semana que vai passar por uma reestruturação.

No Brasil, um dos principais mercados para as empresas do setor, as vendas de smartphones só caem. De acordo com a consultoria IDC, este ano deve fechar em 12,5 milhões de unidades vendidas ou 10% a menos que em 2014.

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Anali$e I Square. Empresa de Jack Dorsey tem boa estreia em sua abertura de capital     (20/11/15)

Empresa de pagamento móvel comandada por Jack Dorsey, do Twitter, tem valorização de até 64% no primeiro dia de operação na bolsa de Nova York

Por Agências

Centro das atenções. Jack Dorsey, CEO do Twitter e do Square, na abertura de capital da empresa de pagamento móvel.

As ações da Square, a companhia de pagamentos por dispositivos móveis co-fundada e ainda dirigida pelo presidente-executivo do Twitter Jack Dorsey, chegaram a disparar 64% na estreia nesta quinta-feira, 19,m oferecendo esperança para companhias iniciantes de tecnologia que querem ir à bolsa.

As ações da Square tocaram a máxima de US$ 14,78 no início das negociações nesta quinta-feira, avaliando a companhia como valendo US$ 4,77 bilhões.

Apesar da alta na abertura, o preço do IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) de US$ 9 dólares por ação ficou bem abaixo do intervalo esperado de US$ 11 a US$ 13. A Square levantou US$ 242 milhões no IPO.

O valor baixo havia levantado dúvidas entre analistas sobre o que poderia acontecer em futuras operações semelhantes promovidas por outros “unicórnios”, empresas de tecnologia iniciantes avaliadas em pelo menos 1 bilhão de dólares.

O forte começo da Square na bolsa foi acompanhado de uma estreia positiva da empresa de namoros online Match Group, cujas ações subiram até 13%. O Match Group é dono de sites e aplicativos como Tinder, OKCupid e AdoteUmCara.

A Square divulgou prejuízo de US$ 131,5 milhões para os primeiros nove meses do ano, pouco mais que o prejuízo de US$ 117 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Nesse intervalo, no entanto, a receita da empresa saltou 49%, para US$$ 892,8 milhões.

“Creio que o sucesso da estreia deles vai dizer muito sobre o atual ambiente para IPOs”, disse Brian Hamilton, presidente da empresa de dados Sageworks.

Dorsey, que comemora seu aniversário nesta quinta-feira, 19, afirmou à CNBC que a Square atingiu equilíbrio financeiro no segundo trimestre deste ano, mas não ficou claro qual era a métrica a que ele se referia. Hoje, Dorsey possui 21,9% da Square, e qual métrica estava se referindo. Ele possui 21,9 por cento da Square após o IPO e é o maior acionista da empresa.

A Square foi fundada em 2009, depois que o co-fundador Jim McKelvey, um artista, percebeu o quão difícil era para pequenas empresas aceitarem pagamentos com cartões quando ele não conseguiu fazer isso durante uma exposição.

/ REUTERS

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Anali$e I Na bolsa, a Apple equivale aos Brics     (18/11/15)

Revista EXAME

São Paulo - Há apenas uma brasileira entre as 251 maiores empresas de tecnologia com capital aberto em bolsa no mundo: a varejista B2W, avaliada em 1,8 bilhão de dólares.

No alto da lista está a Apple, cotada em 729 bilhões, segundo dados do banco de investimento americano Jefferies, colhidos no final de outubro. Para comparar, a capitalização da empresa americana equivale à soma do valor em bolsa de 56 negócios de tecnologia de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — os Brics. Entre esses países, o Brasil é o último colocado.

Gráfico das dez maiores empresas de tecnologia do mundo em valor de mercado

O valor de mercado das 251 maiores empresas de tecnologia com capital listado em bolsa chega a 3,3 trilhões de dólares. Se fosse um país, seria a quinta maior economia global, superior à França.
O Brasil tem apenas uma colocada entre as 251 maiores empresas de tecnologia por valor de mercado, o que coloca o país em 20º lugar entre 24 países e territórios com negócios do setor listados em bolsa.

Gráfico do ranking de países por número de empresas listadas e valor de capitalização

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Anali$e I Crise e dólar alto vão frustrar Natal da tecnologia    (16/11/15)

Todos os equipamentos eletrônicos estão mais caros e as vendas em 2015 em queda; se o desempenho previsto para o terceiro trimestre for tão ruim quando se projeta, o mercado de smartphones no Brasil terá o seu primeiro ano de retração na história

Por Bruno Capelas

Fila de ‘um homem só’ à espera da estreia do iPhone 6S na loja da Apple em São Paulo, na sexta, 13

No lugar de filas, fãs e animação, havia apenas um homem. O engenheiro Marco Tomazini era o único a aguardar em frente à loja da Apple, em São Paulo, para comprar o novo iPhone 6S. “Eu meio que sabia que não ia ter muita gente. As pessoas não estão querendo gastar por causa da crise”, diz Tomazini, ao levar para casa dois aparelhos com 64 GB de armazenamento, cada um por R$ 4,3 mil.

Lançado no Brasil na última sexta-feira, o smartphone da Apple ficou mais caro em 2015: o modelo mais básico do smartphone, com 16 GB, teve aumento de 13% (descontada a inflação) em relação ao iPhone 6. Sonho de consumo, o iPhone pode ser um produto para poucos, mas simboliza o momento do mercado de smartphones: após dois anos de crescimento forte, a expectativa é que o Natal de 2015 seja o triste fim do primeiro ano de queda nas vendas do segmento no Brasil.

De acordo com a consultoria IDC Brasil, a estimativa é de que os fabricantes vendam 48,8 milhões de smartphones no Brasil em 2015 – ou cerca de 10% a menos que os 54 milhões vendidos em 2014. No 4º trimestre, a previsão é que 12,5 milhões de aparelhos sejam vendidos. O resultado coloca o período de festas abaixo do 1º trimestre – que teve 14,1 milhões de unidades comercializadas. “Historicamente, o primeiro trimestre é o que tem vendas mais fracas. Em 2015, ele vai ser o melhor do ano”, diz o analista de pesquisas da IDC, Leonardo Munin.

Os smartphones também estão mais caros: o preço médio dos aparelhos saltou cerca de 30% – de R$ 678 para R$ 880, segundo a análise da IDC. A alta do dólar é o principal motivo. “Nos celulares fabricados no Brasil, 85% dos componentes são importados. Se o dólar aumenta, o custo cresce”, diz Munin. Os smartphones de entrada, com preços abaixo de R$ 499, desapareceram das lojas, já que os fabricantes não conseguiram manter preços baixos.

Já a inflação – que está perto dos 10% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – causa um impacto direto no preço dos celulares pelo custo da mão de obra. “A produção no Brasil tem que incluir o custo do dissídio salarial, que varia de 8% a 10%”, diz Oliver Roemerscheidt, diretor da unidade de negócios de tecnologia da consultoria GfK.

Lembrancinhas. “Esse Natal tende a ser de lembrancinhas e não de grandes presentes”, prevê o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Vitor França. Segundo ele, o principal problema é a falta de confiança dos consumidores. “Mesmo quem tem renda está evitando comprar bens que não são de primeira necessidade.”

A nova classe média é a principal afetada pela crise. Este segmento da população, principal responsável por alavancar a venda de eletrônicos nos últimos anos, perdeu poder de compra, o que derrubou as vendas. Para tentar se recuperar, o varejo mira a Black Friday e o Natal. “Os varejistas estão com os estoques cheios. Quem estiver com dinheiro no bolso pode fazer bons negócios”, diz França.

Segundo uma fonte do varejo que preferiu não se identificar, o ano de 2015 terminará bem se o resultado for igual ao de 2014, que já foi considerado “ruim”. “O consumidor tem optado por modelos mais baratos ou por adiar a compra, porque não sabe se vai manter seu emprego”, diz a fonte.

Para analistas de mercado, o cenário pode ficar ainda pior se o fim da Lei do Bem – que isenta o varejo dos 9,25% das taxas de PIS/Cofins para smartphones com preço de R$ 1,5 mil – não for adiado. Inicialmente, o prazo de isenção termina em 1º de dezembro de 2015, mas tramita no Senado uma proposta para que seja prorrogado até 2016.

“Com o fim da isenção, teríamos um Natal super ruim. Se ela permanecer, talvez tenhamos um Natal ‘só’ ruim”, diz Munin, da IDC. Apesar disso, 2016 pode ser um ano bom para os smartphones. “É um mercado que tem potencial para continuar encantando o consumidor”, diz Roemerscheidt, da GfK.

Tablets e PCs. Se a situação dos smartphones é ruim, o momento é pior para os tablets: segundo a IDC, 6,5 milhões de aparelhos serão vendidos no Brasil, uma queda de mais de 30% em relação a 2014.

Com a alta do dólar, muitas empresas – especialmente chinesas – deixaram o País. “Tínhamos mais de 40 marcas no Brasil em 2014. Hoje são pouco mais de dez”, diz analista de pesquisas da IDC Brasil, Pedro Hagge. O mercado também sofre com a perda de interesse do consumidor, frustrado com a baixa qualidade dos produtos.

O setor de PCs, em queda no País desde 2012, sofre ainda mais. Em 2015, os fabricantes devem vender 7 milhões de notebooks e desktops no País, até 32% a menos que em 2014. Em janeiro, a IDC previa uma queda de apenas 3%. “É um mercado que tem que se reinventar”, diz Roemerscheidt. Ele aponta os “conversíveis” – notebooks que podem se transformar em tablets – como uma saída interessante. De acordo com a GfK, esse tipo de PC representa 4,2% das vendas de PCs no País.

Para a Microsoft, que lançou em junho o Windows 10, nova versão do sistema operacional, e vê os primeiros PCs com o sistema chegarem ao Brasil, há uma luz no fim do túnel. “O lançamento do Windows 10 pode alterar a curva a partir do ano que vem”, diz o diretor de vendas e marketing da Microsoft Brasil, Francisco Simon.

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Anali$e I Amazon compete com supermercados no Reino Unido    (13/11/15)

Amazon: movimento é a incursão mais ambiciosa da gigante de e-commerce dentro do crescente desse segmento

Londres - A varejista online Amazon aumentou a pressão sobre os tradicionais supermercados britânicos com o lançamento nesta sexta-feira de uma oferta de mantimentos embalados para clientes Amazon Prime.

O movimento é a incursão mais ambiciosa da gigante de e-commerce dentro do crescente desse segmento, mas não chega a replicar o serviço mais abrangente Amazon Fresh, dos Estados Unidos, que oferece cerca de 20 mil produtos refrigerados, congelados e perecíveis e itens de comércio local.

Analistas de varejo especulam se a companhia norte-americana está se equipando para lançar o Amazon Fresh na Grã-Bretanha no ano que vem.

O novo serviço Amazon Pantry oferece aos clientes da Amazon Prime, que pagam uma taxa anual de 79 libras, a escolha de mais de 4 mil itens essenciais do cotidiano, incluindo grandes marcas de bebidas e alimentos, produtos para casa, bebês, crianças e cuidados com animais de estimação, além de saúde e beleza.

Todos os grandes supermercados da Grã-Bretanha -Tesco; Asda, do Wal-Mart; Sainsbury's e Morrisons- viram as vendas e os lucros serem atingidos conforme cortam preços para conter o fluxo de clientes para as redes de descontos alemãs Aldi e Lidl.

A venda de alimentos é um dos poucos canais nos mercados que estão crescendo, embora sua lucratividade seja questionada.

De acordo com o grupo de pesquisas da indústria IGD, o mercado de vendas de alimentos online na Grã-Bretanha quase dobrará para 17,2 bilhões de libras até 2020.

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Anali$e I Para crescer mais rápido, Twitter tenta receber melhor os novatos    (12/11/15)

Perto de completar três anos no Brasil, empresa mostra preocupação com fuga de usuários e fala sobre estratégia para Jogos Olímpicos de 2016

Por Bruno Capelas

Otimismo. Para Ribenboim, a crise ainda está bem longe do Twitter

Em outubro, o Twitter alcançou a marca de 320 milhões de usuários em todo o mundo. É um crescimento lento: desde 2013, a empresa viu sua taxa de novos usuários estacionar em torno de 15% – até o final de 2012, o índice era de cerca de 30%. Diversos fatores influenciam o crescimento do Twitter, mas há um que se destaca: a plataforma é difícil de ser compreendida pelos usuários novatos. A boa notícia é que a equipe da rede está ciente do problema e, aos poucos, se movimenta para torná-la mais amigável.

“O Twitter não é uma rede social. É uma rede de interesses”, disse Guilherme Ribenboim, vice-presidente do Twitter para a América Latina, em entrevista ao Estado na última terça-feira, no escritório do serviço em São Paulo. “O usuário não consegue encontrar seus interesses de cara na rede. É nesse problema que estamos trabalhando.”

Um dos primeiros passos para melhorar o Twitter foi a volta do cofundador da rede social, Jack Dorsey, ao cargo de CEO. “Jack Dorsey traz de volta para o Twitter a filosofia de que o usuário entenda a rede desde o seu primeiro minuto de uso”, diz Ribenboim. “O fundador é quem criou o produto. É ele também que tem a visão de como deve ser o futuro do serviço.” Desde que assumiu o cargo, no início de outubro, Dorsey já anunciou o Moments, uma ferramenta de enquetes e uma nova versão do botão ‘favoritar’ – agora, chamado de curtir, como no rival Facebook.

Apesar da incerteza momentânea, Ribenboim vê com otimismo a situação do serviço na América Latina. O executivo, que comanda a empresa no Brasil desde o início das operações no País, há três anos, está ansioso pelas perspectivas oferecidas pelos Jogos Olimpícos de 2016 e pelas eleições municipais – a empresa, no entanto, não informa o número de usuários por aqui. Além dos eventos em tempo real, a empresa também aposta em vídeos e na força da “segunda tela” (quando o uso do Twitter acompanha a TV) para crescer em 2016, mesmo com o momento conturbado da economia brasileira.

A seguir, confira alguns trechos da entrevista de Ribenboim ao Estado:

Como é ter o Jack Dorsey de volta ao Twitter? 
Guilherme Ribenboim: A volta do Jack Dorsey é importante porque ele é um cara que tem a visão do produto. O fundador é quem criou o produto e é também quem tem a visão de como deve ser o futuro. Ele vai trazer de volta para o Twitter a filosofia de que o usuário precisa entender o valor da rede desde o primeiro minuto de uso.

Muitos usuários dizem que o Twitter é difícil de usar. Para analistas, isso impede o crescimento da rede social. Como vocês estão cuidando disso?
Nós temos milhões de pessoas que entram no Twitter todos os meses. O que nós precisamos melhorar é a retenção dos nossos usuários, o que tem a ver com a ideia de que o Twitter é uma plataforma difícil. O Twitter não é uma rede social, é uma rede de interesses. Estamos lançando uma série de recursos para ajudar o usuário a se conectar aos seus interesses, entre eles o Moments e uma ferramenta que mostra os principais tuítes do período em que você não acessou o serviço.

O Twitter corre o risco de ficar parecido demais com a concorrência?
O Twitter não vai perder sua experiência de tempo real. Temos que preservar, nesse processo de evolução, o DNA da plataforma. E esse DNA exige que a gente continue sendo uma ferramenta em tempo real. Se isso mudar,  não vamos mais conseguir nos conectar com a televisão, por exemplo.

O Twitter está assumindo o lugar da TV como primeira tela?
Se você ver a quantidade de hashtags que aparecem na TV, dá para perceber que essa parceria está disseminada. Mas nós não queremos brigar: nós combinamos muito com a televisão. Ela vai ser pra sempre um meio eficiente de se conectar com as pessoas. Além disso, ela tem um valor extremamente estratégico: se a TV não existe, teremos menos conversas acontecendo no Twitter.

Qual é a expectativa do Twitter para os Jogos Olímpicos e Eleições de 2016? 
Acredito que os Jogos Olímpicos vão ser tão interessantes quanto a Copa do Mundo do ano passado. Nos Jogos Olímpicos, a nossa capacidade de gerar valor e conteúdo será muito mais eficiente do que na Copa. Nós conhecemos melhor o usuário brasileiro e temos a experiência da Copa para nos ajudar. Vai ser um evento importantíssimo, porque será um assunto da cultura brasileira ao longo de 2016. No caso das eleições municipais será um pouco diferente, pois as conversas vão ficar fragmentadas em torno das cidades. Uma eleição presidencial, como a do ano passado, tem um apelo maior: todos se reúnem em torno de uma fogueira só.

Como o Twitter vê o momento atual da economia brasileira? 
Nós crescemos 139% em nosso terceiro ano de operação no Brasil. Estamos indo super bem. É muito difícil entender o quanto a economia pode atrapalhar nosso desempenho. A nossa estratégia, atualmente, depende mais dos nossos valores do que exatamente do momento econômico difícil. Nós escutamos a crise, mas não a sentimos. Vamos crescer de novo no ano que vem.

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Anali$e I Microsoft lança sistema para registrar transações com bitcoins    (11/11/15)

Primeira aposta da Microsoft, sistema baseado na tecnologia vai ajudar bancos a se tornarem mais eficientes

Por Agências

A Microsoft lançou nesta terça-feira, 10, uma plataforma para registrar transações com bitcoins, tecnologia conhecida como “blockchain”, baseada em computação em nuvem. Feita em conjunto com a empresa iniciante norte-americana ConsensYs, o serviço será oferecido para instituições financeiras que desejam testar o uso de bitcoins.

O blockchain funciona como um enorme e descentralizado livro contábil de todas as transações feitas com bitcoin, que é verificada e compartilhada por uma rede de computadores global. A indústria financeira está investindo na tecnologia para reduzir custos e aumentar eficiência.

A tecnologia, entretanto, não se limita às transações com bitcoins. Ela pode ser usada para assegurar e validar as trocas de quaisquer dados. Outras companhias estão agora construindo suas próprias blockchains, com a oferta de ferramentas adicionais para a original.

Faça você mesmo. A tecnologia estará disponível para bancos e seguradoras que já estão utilizando a tecnologia de computação em nuvem Azure, da Microsoft. A companhia disse que quatro grandes instituições financeiras globais já assinaram o serviço.

O sistema permite que as instituições possam fazer experimentos usando modelos fornecidos pela própria Microsoft, sem a necessidade de desenvolver software próprio.

/REUTERS

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n"">Anali$e I Alphabet, Microsoft e Amazon fazem Wall Street comemorar    (23/10/15)

n"">(Reuters) - A Alphabet, empresa controladora do Google, a Microsoft e a Amazon.com avançaram no último trimestre em áreas que serão suas principais motores de crescimento nos próximos anos, o que impulsionava ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

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As ações das três gigantes disparavam entre 7 e 10 por cento por volta das 14h15 (horário de Brasília), acrescentando mais de 120 bilhões de dólares a seu valor de mercado combinado, mais do que o valor do PIB de Marrocos. O índice Nasdaq tinha valorização de 1,8 por cento.

Para a Alphabet, o tráfego de busca em dispositivos móveis superou o tráfego em computadores de mesa em todo o mundo pela primeira vez, enquanto a Amazon foi capaz de impulsionar suas margens, fonte de preocupação, com o avanço de seu negócios em nuvem.

A crescente ênfase da Microsoft em computação em nuvem também colocou a companhia no caminho para uma transição bem sucedida para longe das lentas vendas de computadores pessoais.

Mais cedo, as ações da Alphabet saltaram mais de 10 por cento, adicionando cerca de 50 bilhões de dólares em valor de mercado para a empresa, que passou a 522,5 bilhões de dólares, consolidando sua posição como segunda ação mais valiosa depois da Apple, que vale cerca de 660 bilhões de dólares.

As ações da Microsoft chegaram mais cedo a disparar mais de 11 por cento, para 53,61 dólares, nível mais alto em 15 anos, enquanto a Amazon teve ganho de 10 por cento, a 619,45 dólares, também nível recorde.

"Creio que estamos vendo estas companhias finalmente enfrentando os principais desafios dos negócios", disse James Cakmak, analista da corretora Monnes, Crespi, Hardt & Co em Nova York.

"Para a Amazon é margem, para a Alphabet é dispositivo móvel, para a Microsoft é nuvem ou diversificação para além de seus negócios antigos", acrescentou.

Os resultados das três empresas mostram que uma parte importante da economia dos Estados Unidos continua funcionando bem, apesar da desaceleração da economia global, afirmou Adam Sarhan, presidente executivo da empresa de consultoria de investimentos Sarhan Capital, em Nova York. "O setor de tecnologia, especificamente o de Internet, continua brilhando", acrescentou.

(Por Sweta Singh e Abhirup Roy)

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Anali$e I Western Digital vai comprar SanDisk por US$ 19 bilhões    (21/10/15)

A transação, que ainda deverá ser aprovada, é sinal de que a Western Digital precisa entrar em um novo mercado

Por Agências

A fabricante de discos rígidos Western Digital anunciou nesta quarta-feira, 21, que vai comprar a concorrente SanDisk por cerca de US$ 19 bilhões. O objetivo, segundo a WD, é conseguir melhor acesso a chips de memória flash usados em celulares e outros dispositivos móveis.

Ainda à espera de aprovação, o negócio deve atrair a atenção de autoridades de defesa da concorrência nos EUA e na China. Além da autorização dos órgãos competentes, a SanDisk precisará de aprovação da Toshiba para que o acordo seja concluído: as duas empresas têm uma joint venture de compartilhamento de propriedade intelectual, e a SanDisk utiliza instalações do grupo japonês para produzir seus chips.

Alguns analistas têm dito que a Western Digital, grande fornecedora da indústria tradicional de armazenamento de dados, precisa ter acesso à tecnologia NAND, criada pela SanDisk, para conseguir competir melhor no mercado de discos de estado sólido (conhecidos pela sigla em inglês SSD). Os SSDs são usados em computação em nuvem, centrais de processamento de dados, celulares e notebooks, e são considerados uma evolução dos discos rídi

Caso a negociação seja aprovada, o atual CEO da Western Digital, Steve Milligan, deverá ser o presidente da companhia. Já o CEO da SanDisk, Sanjay Mehrotra, deverá se juntar ao conselho da companhia.

A indústria de semicondutores tem visto uma série de acordos de aquisição neste ano, conforme o aumento na demanda por chips e produtos baratos que equipam aparelhos conectados à Internet pressiona as grandes companhias de tecnologia a consolidar seus fornecedores.

/COM REUTERS

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Anali$e I Auge dos IPOs de tecnologia entra em declínio    (18/10/15)

Menos empresas do Vale do Silício estão abrindo capital nos EUA; valor no mercado aberto também está ficando abaixo das expectativas das startups

Por Agências

Leitor de cartão da Square, um dos últimos unicórnios do mercado.

Em 2014, muitas ofertas públicas iniciais de ações (ou IPOs, na sigla em inglês) de tecnologia aproveitaram uma boa onda de avaliações de suas ações em Wall Street. Agora, a festa está acabando, de acordo com dados analisados pela Reuters: em 2014, nada menos que 29 empresas do setor de tecnologia fez sua estreia em alguma das bolsas de valores dos EUA. Em 2015, são apenas 12 até o momento.

Além de menos empresas abrirem seu capital, boa parte delas também tem recebido avaliações abaixo das expectativas que receberam no mercado privado: em 2015, nada menos que 42% das empresas precificaram suas ações em uma avaliação abaixo ou quase igual ao seu valor no mercado privado. No ano passado, esse perfil correspondia à apenas 24% das empresas.
“As pessoas não estão mais enlouquecendo com avaliações e expectativas”, disse Adam Marcus, sócio administrativo da OpenView Venture Partners, sediada em Boston.

A transição no clima de investimentos ocorre no momento em que a empresa de pagamentos móveis Square, fundada pelo atual CEO do Twitter, Jack Dorsey, entregou seu pedido de oferta públicia inicial de ações. A previsão da empresa é de realizá-lo no fim do ano, planejando captar cerca de US$ 275 milhões na venda dos papeis.

A Square tem tudo para ser um dos principais (e cada vez mais raros) “unicórnios” do mercado. “Unicórnio”, no caso, é o nome dado às empresas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão que fazem sua primeira oferta de ações.

Mesmo quando as avaliações aumentam, elas estão crescendo em ritmo menor, de acordo com os dados colhidos pela Reuters com a Ipreo e a Pitchbook.

Dentre as empresas que viram seus valores crescerem em um IPO em 2014, o aumento médio de seu valor no mercado privado foi de 61%. Algumas empresas viam aumentos de três, quatro e até cinco vezes. Até o momento este ano, este ganho é de 32%.
A diferença na valorização tem afetado os planos de muitas empresas para abrir seu capital. É o caso, dizem fontes próximas, da Prosper Marketplace, que faz empréstimos online, e da Nutanix, que cuida de armazenamento de dados.

Depois de se encontrar com banqueiros, a Prosper dediciu permanecer privada até o ano que vem. “Levamos a ideia de abrir capital seriamente, mas há outros jeitos de conquistarmos nossos objetivos enquanto continuamos sendo uma empresa privada”, disse o CEO Aaron Vermut.

/ REUTERS

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Anali$e I Dona do Tinder marca encontro com investidores para abrir capital    (17/10/15)

Match.com entregou pedido de oferta inicial pública de ações nessa sexta-feira, 16

Por Agências

A Match Group Inc., dona de serviços de namoro como o Tinder, o OkCupid e o Match.com, entregou nessa sexta-feira, 16, um pedido para oferecer publicamente suas ações na bolsa de valores. De propriedade de Barry Diller, do grupo IAC/InterActive Corp, a Match deve oferecer aproximadamente 20% de seus papeis em sua abertura de capital.

Aplicativos e sites de namoro ganharam popularidade nos últimos anos graças à popularização de serviços como mensagens instantâneas, compartilhamento de fotos e serviços de geolocalização. De acordo com o pedido de abertura de capital, a receita do Match Group Inc foi de US$ 888,1 milhões em 2014; no segundo trimestre de 2015, encerrado em junho, a empresa faturou US$ 254,7 milhões, em crescimento de 19% com relação ao mesmo período do ano anterior.

“Parece ser o tipo de IPO que tem tudo para ser bem recebido pelo mercado. Os números são ótimos”, disse Francis Gaskins, presidente da empresa de pesquisas IPO Desktop.

Os bancos JP Morgan, Allen & Co LLC e BofA Merrill Lynch serão os intermediários financeiros. A empresa abrirá negociações na Nasdaq com o símbolo “MTCH” e a meta é de levantar US$ 100 milhões com a venda das ações.

/ REUTERS

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Anali$e I Steve Ballmer compra 4% das ações do Twitter e tem maior participação que CEO    (16/10/15)

SAN FRANCISCO (Reuters) - O ex-presidente-executivo da Microsoft Steve Ballmer adquiriu uma fatia de 4 por cento do Twitter, de acordo com seu porta-voz, tornando-o o terceiro maior acionista individual da empresa de mídia social.

Ballmer deixou a presidência da Microsoft em fevereiro de 2014. FOTO: Reuters

As ações de Ballmer valem mais de 800 milhões de dólares baseados no valor de mercado do Twitter de 21 bilhões de dólares. Somente o cofundador Evan Williams e o bilionário saudita Príncipe Alwaleed bin Talal têm participações maiores dentre os investidores individuais.

As ações do Twitter subiram 5,6 por cento, para 31,34 dólares na sexta-feira, horas após Ballmer tuitar em uma conta não verificada que aumentou sua parcela de ações nos últimos meses.

Ballmer possui agora uma fatia no Twitter maior do que a do co-fundador e presidente-executivo da companhia, Jack Dorsey, que tem uma participação de 3,2 por cento, de acordo com dados da Thomson Reuters.

O Twitter não quis comentar. O próprio Ballmer não respondeu pedidos de comentários.

(Por Yasmeen Abutaleb em San Francico e Anya George Tharakan, Devika Krishna Kumar e Lehar Maan, em Bangalore)

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Anali$e I Auge do mercado de IPOs do Vale do Silício está acabando, mostram dados     (16/10/15)

SAN FRANCISCO (Reuters) - No ano passado, muitas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) de tecnologia aproveitaram as crescentes avaliação de suas ações na estreia em Wall Street e a chuva de dinheiro em suas empresas e investidores, mas isso levantou preocupações sobre outra bolha do Vale do Silício.

Adam Marcus, sócio administrativo da OpenView Venture Partners

Agora a festa está acabando, de acordo com dados analisados pela Reuters: cinco das 12 empresas norte-americanas de tecnologias que foram à bolsa este ano, ou 42 por cento, precificaram suas ações em uma avaliação abaixo ou quase igual ao seu valor de mercado privado, comparado a 24 por cento das 29 que começaram a ter ações negociadas em 2014.

"As pessoas não estão mais enlouquecendo com avaliações e expectativas", disse Adam Marcus, sócio administrativo da OpenView Venture Partners, em Boston.

A transição no clima de investimentos ocorre no momento em que a empresa de pagamentos Squared arquivou pedido de IPO nesta semana para realizá-lo no fim deste ano, tornando-se um dos mais proeminentes "unicórnios", como são chamados as empresas privadas avaliadas em mais de 1 bilhão, a tentar ir abrir capital.

Mesmo quando as avaliações aumentam, elas estão crescendo em quantias menores, de acordo com os números, que foram fornecidos pela Ipreo, empresa de inteligência de mercados, e a Pitchbook, fornecedora de dados sobre venture capital, ações privadas e fusões e aquisições, analisados pela Reuters.

Dentre as empresas que viram seus valores crescerem em um IPO em 2014, o aumento médio de seu valor no mercado privado foi de 61 por cento. Algumas empresas viam aumentos de três, quatro e até cinco vezes. Até o momento este ano, este ganho é de 32 por cento. [Heather Somerville]

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Anali$e I Twitter vai cortar 8% do total de funcionários no mundo     (13/10/15)

Uma semana após Jack Dorsey assumir o comando, empresa vai demitir mais de 300 funcionários

Por Agências

O Twitter anunciou nesta terça-feira, 13, que vai demitir até 336 funcionários ou 8% de sua força de trabalho global. O corte faz parte de um plano para tornar sua operação mais eficiente, enquanto a empresa encontra novas formas de aumentar a receita.

As demissões foram anunciadas cerca de uma semana depois que o cofundador do serviço de microblog, Jack Dorsey, foi anunciado como novo CEO do Twitter, no lugar de Dick Costolo.

De acordo com informações do Twitter, a empresa vai gastar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões com as demissões e entre US$ 5 milhões e US$ 15 milhões com a reestruturação.

A empresa tenta retomar o crescimento após os resultados divulgados em julho mostrarem um aumento mais lento do número de usuários mensais do serviço desde que o Twitter abriu capital, em 2013. Recentemente, o microblog adotou uma série de mudanças, como conversas via mensagem privada com mais de 140 caracteres, para atrair novos usuários.

Uma das principais causas da crise que atinge o Twitter, além da fraca receita registrada nos últimos meses, é a alta recorrência de problemas éticos que envolvem direitos autorais e pirataria com o app Periscope, além  da lentidão em punir usuários que praticam crimes virtuais dentro da rede.

A empresa vai anunciar os resultados de terceiro trimestre em 27 de outubro.

/COM REUTERS

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Anali$e I Apple e Google têm as marcas mais valiosas do mundo    (05/10/15)

Pelo terceiro ano consecutivo, Apple e Google foram escolhidas as maiores marcas do mundo pelo Interbrand Best Global Brands. A criadora do iPhone tem valor de marca estimado em US$ 170,3 bilhões, 43% a mais do que o indicado no ano passado. Já a gigante de buscas tem uma marca de US$ 120,3 bilhões - uma alta anual de 12%.

O Facebook, que aparece em 23º com valor de marca de US$ 22 bilhões, foi quem apresentou o maior crescimento entre 2014 e 2015: 54%.

O top 10 conta ainda com Microsoft em 4º (US$ 67,6 bilhões), IBM em 5º (US$ 65 bi), Samsung em 7º (US$ 45,2 bi) e Amazon em 10º (US$ 37,9 bi). O curioso, como conta o New York Times, é que a Interbrand não considera IBM e Amazon como empresas de tecnologia, e sim de serviços e varejo, respectivamente.

Mais de 20 das 100 marcas listadas no ranking são do mercado de tecnologia. A centésima posição, inclusive, ficou com a estreante Lenovo, cuja marca foi avaliada em US$ 4,1 bilhões. Outra que chegou agora foi a PayPal, segura na 97ª posição.
Por outro lado há duas marcas tradicionais que caíram para fora da lista: Nokia e Nintendo. 

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Anali$e I Evernote demitirá 13% de seus funcionários após mudança de CEO   (01/10/15)

A empresa por trás do aplicativo de produtividade Evernote está passando por uma reestruturação e, como resultado disso, demitirá 13% de seus funcionários e fechará três de seus escritórios internacionais.

A ação marca a segunda rodada de demissões na empresa neste ano e a primeira desde a chegada do novo CEO, Chris O'Neill, há apenas dois meses. Em seu blog, o executivo disse que acredita que uma equipe menor "irá definir o crescimento e expansão de amanhã".

O'Neill tem a intenção de aprimorar o foco da empresa em "notas, sincronização e pesquisa". De acordo com ele, isso se tornará perceptível nos próximos meses à medida que o Evernote lançar "grandes melhorias de produto".

No total, 47 funcionários estão sendo demitidos. Isso é mais do que a última rodada de demissões, quando 20 pessoas deixaram a equipe do Evernote que é composta por cerca de 400 funcionários. Na época, a companhia afirmou que as demissões foram sobre como melhorar a produtividade e receita, que é essencialmente uma descrição mais simples do que O'Neill está delineando hoje.

O Evernote sugere que a sua situação econômica, em especial das receitas, está melhorando ao passo que "novos assinantes pagos" crescem até 40% ano a ano. A empresa tem analisado a oportunidade de entrar no mercado de ações, mas ainda não houve muitas sugestões referentes a como isso irá acontecer. Contudo, é provável que as demissões e mudanças na estrutura da empresa estejam movendo a empresa a se lançar no mercado de ações.

Atualmente, o app de notas conta com 150 milhões de usuários em todo mundo, que têm instalados quatro tipos diferentes do produto oferecido pela companhia: Free, Plus, Premium e Business. O crescimento dos usuários que pagam para utilizar o serviço é fundamental para o crescimento da empresa. [canaltech]

Via The Verge

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Anali$e I A dolorosa lição de matemática que o fiasco da Nokia ensinou à Microsoft (04/08/15)

JAMES B. STEWART
DO "NEW YORK TIMES"

Podemos chamar o acontecido de uma lição de US$ 7,5 bilhões.

É essa a quantia que a Microsoft contabilizou como prejuízo com a unidade de fabricação de celulares da Nokia, que ela adquiriu pouco mais de um ano atrás pelo total, segundo a companhia, de US$ 9,5 bilhões.

Considerando que a transação incluía US$ 1,5 bilhão em reservas de caixa, a quantia contabilizada como prejuízo significa que a Microsoft hoje avalia uma empresa que um dia controlou 41% do mercado mundial de celulares em apenas uma pequena fração do valor de compra.

Graças em parte a essa imensa provisão contábil, a Microsoft na semana passada reportou o maior prejuízo trimestral de sua história (US$ 3,2 bilhões). Foi apenas o terceiro prejuízo trimestral sofrido pela empresa desde que esta abriu seu capital.

"Se você estivesse falando sobre qualquer outro setor, isso seria uma catástrofe da ordem de um desastre natural", disse Horace Dediu, que trabalhou para a Nokia durante oito anos no apogeu da empresa e agora trabalha para o Clayton Christensen Institute, um grupo de pesquisa de San Francisco que estuda tecnologias inovadoras.

Mas porque ela opera no setor de tecnologia, o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, que tem relativamente pouco tempo no posto, recebeu crédito por aceitar rapidamente a realidade e assumir o prejuízo. Isso pode ter sido mais fácil se considerarmos que Nadella se opôs à proposta de aquisição na consulta inicial aos principais executivos da Microsoft. Mas Steve Ballmer, seu predecessor, estava determinado a fechar o negócio, para coroar seu longo período como presidente-executivo. Mesmo depois que a aquisição passou por uma revisão e Nadella divulgou um comunicado expressando apoio público a ela, dois integrantes do conselho da Microsoft votaram contra o negócio. Os dois deixaram seus postos no conselho, depois disso.

Frank Shaw, porta-voz da Microsoft, disse que era normal existir debate interno sobre grandes aquisições. Mas é raro que haja dissidência aberta no conselho quando os termos finais de uma transação são definidos.

A Microsoft está em boa companhia, além disso. O Google abandonou sua incursão ao ramo de smartphones ao vender a Motorola Mobility ao grupo Lenovo no ano passado. Mas contabilizou como prejuízo apenas US$ 378 milhões, ante um valor de aquisição de US$ 12,5 bilhões para a Motorola. A Amazon contabilizou ainda mais modestos US$ 170 milhões em prejuízos em outubro, admitindo que seu celular Fire foi um fracasso.

"Tentamos aprender com tudo que fazemos, ao lançarmos novas oportunidades", disse Thomas Szkutak, vice-presidente de finanças da Amazon, então, invocando a típica referência a "aprendizado" que as companhias de tecnologia em geral empregam para rotular seus fracassos.

Mas a Microsoft tinha muito mais em jogo do que o Google ou a Amazon, porque o principal motivo da aquisição da Nokia era sustentar a posição do sistema operacional Windows nos aparelhos móveis, e a posição deste, por sua vez, era crucial na nova estratégia da empresa de priorizar os aparelhos móveis.

Agora, os sistemas operacionais para aparelhos portáteis e o hardware do segmento se tornaram na prática dois duopólios mundiais, com Apple e Google dominando o software e Apple e Samsung dominando o hardware. A Microsoft abandonou sua estratégia para os aparelhos móveis.

O "grande esquema" da Microsoft era "ter uma plataforma única que pudesse acionar computadores, tablets e celulares, e com isso ganhar a capacidade de vender aplicativos que operem com o Windows", disse Nicholas Economides, professor de Economia na Escola Stern de Administração de Empresas, Universidade de Nova York, e especialista em economia de redes e comércio eletrônico. "A ideia fracassou".

Dediu disse que era difícil atribuir toda a culpa à Microsoft, porque tantas outras empresas haviam fracassado do mesmo jeito. "A maioria das pessoas não acredita que tamanha catástrofe possa ocorrer tão rápido", ele disse. A Microsoft "não era capaz de imaginar que uma companhia um dia tão forte e dominante quanto a Nokia viesse a ter valor virtualmente zero".

Ele comparou a rápida ascensão da Apple e a decadência na posição da Nokia, BlackBerry e outras fabricantes um dia prósperas à chegada de um vírus infeccioso. "Tendemos a pensar que os fortes sobreviverão", disse Dediu. "Mas um vírus é uma coisa pequenina que mata coisas grandes".

Ele prosseguiu dizendo que "é fácil dizer que a Microsoft foi tola, e culpar seu presidente-executivo. Mas quando uma coisa assim acontece a todos, o que temos é um evento de extinção. Diversas empresas se viram desalojadas pela inovação no mercado. E isso aconteceu em um piscar de olhos".

Mesmo assim, US$ 7,5 bilhões é um preço bem salgado a pagar por uma lição. Quando perguntei à Microsoft o que ela havia recebido por seu dinheiro, o porta-voz da empresa, Shaw, concordou em que a velocidade das mudanças no setor havia apanhado a companhia de surpresa. "Tudo sempre parece diferente quando visto em retrospecto", ele disse.

A Microsoft agora iniciou o que Nadella define como nada menos que uma "reinvenção" da companhia. Em e-mail aos funcionários este mês explicando a mudança, Nadella disse que "estamos trocando a estratégia de criar um negócio separado de celulares por uma estratégia de criar e expandir um ecossistema vibrante para o Windows".

Shaw enfatizou que a empresa continuaria a fabricar celulares Windows e outros produtos, e que introduziria uma nova linha de celulares Lumia no final do ano. Mas eles serão produtos diferenciados, adaptados a segmentos de mercado mais estreitos, como por exemplo clientes empresariais preocupados com a segurança.

"Uma coisa que aprendemos é que se oferecermos produtos diferenciados que se concentrem nas coisas que fazemos melhor, esses produtos se sairão bem", disse Shaw. "Em lugar de pensar só em como fazer nossos produtos funcionarem em nossos celulares, estamos pensando sobre como chegar às pessoas, não importa que aparelho elas usem. Nosso objetivo é trazê-las para casa, no Windows, onde elas terão uma experiência melhor e diferenciada".

Talvez o mais importante, Shaw disse que a Microsoft reconhecia a necessidade premente de inovar. "Se você perdeu a primeira onda, é preciso persistir e iniciar ou antecipar a próxima onda. Queremos ser parte da próxima onda de inovação".

É claro que dizer é muito mais fácil do que fazer, nesse caso, especialmente porque a próxima onda talvez já tenha chegado.

A Apple conseguiu grande impacto com o Apple Watch, que a companhia diz ter excedido suas expectativas de venda.

A Microsoft lançou um produto vestível de computação, a Microsoft Band, no ano passado, meses antes da Apple. O produto oferece alguns dos mesmos recursos do Apple Watch, a preço mais baixo. Opera com múltiplos sistemas operacionais, ao contrário do Apple Watch, que só opera com o iOS. Embora não tenha sido sucesso absoluto junto aos resenhistas de tecnologia (como tampouco o Apple Watch), a Microsoft Band teve críticas positivas.

A companhia ainda não divulgou números de vendas, mas o produto mal parece ter sido registrado na consciência dos consumidores. O look do aparelho é o de uma desajeitada pulseira de fitness, e não o de um elegante relógio fino. O Apple Watch, em contraste, já se tornou símbolo de status e acessório de moda instantaneamente reconhecido.

A Microsoft diz que jamais posicionou a Microsoft Band como relógio, e que por isso o produto não deveria ser comparado ao Apple Watch. Mas porque o Apple Watch também serve como acessório de fitness, será que a Microsoft já perdeu a nova onda, a transição do bolso para o pulso?

"A questão é válida", disse Dediu. "Não é automático que o sucesso em uma plataforma seja transferido a outra. Para sobreviver em longo prazo nesse ramo, é preciso criar uma categoria nova ou ser um seguidor rápido". Ele comparou a Microsoft à IBM, outra gigante da tecnologia "que parece estar em um lento declínio, que possivelmente nunca será revertido".

Retornando à sua analogia biológica, ele disse: "Você é uma grande espécie e pega um vírus. O que pode fazer? A culpa na verdade não é sua. Mas você não é imortal".

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Anali$e I Ações do Google disparam e criadores faturam US$ 8 bilhões em um dia    (18/07/15)

Por

Cofundadores do Google Sergey Brin e Larry Page

Google atingiu um recorde histórico ontem (15) na bolsa de valores de Nova York. Após divulgar o seu relatório fiscal para o segundo trimestre de 2015, que mostrou um crescimento acima das expectativas, a cotação das ações da empresa ultrapassou os US$ 700. O resultado disso foi uma valorização de mais de US$ 60 bilhões em um único dia.

O recorde anterior de crescimento era da Apple, que havia faturado US$ 46,2 bilhões em um único dia em abril de 2012. Com a valorização da empresa, quem está rindo à toa são os cofundadores Larry Page e Sergey Brin. Segundo estimativas do site Business Insider, ambos embolsaram cerca de US$ 4 bilhões cada.

A dupla está entre as maiores fortunas do planeta. O patrimônio líquido de Larry Page é estimado em US$ 35,7 bilhões, quanto o de Sergey Brin chega aos US$ 35 bilhões. Eric Schmidt, atual presidente do Google e dono de 1,3% da empresa também faturou alto com a valorização de ontem, embolsando US$ 1,8 bilhão em um único dia.

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Anali$e I Microsoft demite 7.800 funcionários para reorganizar divisão de smartphones Lumia    (08/07/15)

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Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse recentemente em um memorando vazado que a empresa teria que “fazer algumas escolhas difíceis em áreas nas quais as coisas não estão funcionando”. Pelo visto, uma dessas áreas é a de smartphones.

A Microsoft anunciou que vai demitir 7.800 funcionários ao redor do mundo, “principalmente em nosso negócio de telefonia”. Além disso, ela fará um ajuste contábil de aproximadamente US$ 7,6 bilhões relacionado à compra da divisão de celulares da Nokia.

Este é o fim da linha Lumia? Não, de acordo com Nadella. Ele diz em um e-mail aos funcionários: “estou comprometido com os dispositivos feitos pela Microsoft, incluindo celulares. No entanto, precisamos concentrar os nossos esforços de celular no curto prazo”

Isso significa que a Microsoft terá um portfólio de smartphones mais enxuto, concentrado em três segmentos de clientes: empresas; pessoas que querem gastar pouco; e fãs do Windows que querem aparelhos de ponta.

Os planos para o longo prazo são mais vagos, mas Nadella diz que planeja reinventar o ecossistema do Windows “ao longo de toda a família de dispositivos [da Microsoft], incluindo celulares”.

Nokia Lumia 820

Agora que a Microsoft tem planos mais restritos para a divisão de celulares, as perspectivas de ganhar dinheiro com isso “estão abaixo das expectativas originais” – e por isso ela fará um ajuste contábil de US$ 7,6 bilhões.

Este pode ser o maior ajuste da história da Microsoft. A última vez que vimos algo semelhante foi em 2012, quando ela diminuiu o valor dos seus ativos em US$ 6,2 bilhões para considerar a problemática aquisição da aQuantive, uma empresa de publicidade.

E não é a primeira vez que a Microsoft faz um corte agressivo na força de trabalho. Há um ano, a empresa anunciava a demissão de 18.000 funcionários; 12.500 deles vieram da Nokia. Como nota o The Verge, esses cortes foram concluídos em abril – agora, a empresa está demitindo ainda mais pessoas.

Na verdade, até mesmo altos executivos vindos da Nokia saíram da Microsoft: isso inclui Stephen Elop, que era vice-presidente de Dispositivos e Serviços; e Jo Harlow, ex-chefe de celulares. No total, 25.000 pessoas haviam migrado da Nokia para a Microsoft após a aquisição.

A Microsoft também vai transferir funcionários para o Uber, que comprou sua tecnologia de mapas; e para a AOL, que adquiriu parte de sua área de anúncios online. [Microsoft via The Verge]

Fotos por Maurizio Pesce e John Karakatsanis/Flickr

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Anali$e I Domínio do Google é abusivo, diz comissária de competição da União Europeia Margrethe Vestager     (08/06/15)
LEANDRO COLON
ENVIADO ESPECIAL A BRUXELAS
A dinamarquesa Margrethe Vestager, 47, acusa o Google de lesar a concorrência na Europa para privilegiar seus produtos no serviço de pesquisa e investiga a atuação da empresa em outros setores, como o incentivo ao uso do sistema operacional Android.

Ela deixou o cargo de ministra da Economia do seu país no segundo semestre de 2014 para ser comissária de competição da União Europeia, que reúne 28 membros. Vestager anunciou no dia 15 de abril uma acusação formal que pode levar a UE a multar o gigante da tecnologia em € 6 bilhões, estimativa de 10% da receita anual.

A revista "Time" a chamou de "o pior pesadelo do Google" e de "dama de ferro" do bloco europeu. Vestager recebeu a Folha em seu gabinete em Bruxelas, na semana passada, para uma entrevista.

"O Google usa sua posição dominante para promover seus próprios serviços e tornar mercados viáveis", afirmou, sobre o privilégio, segundo ela, dado aos produtos do Google Shopping pelo serviço de busca da empresa.

O Google recebeu um prazo de dez semanas para responder ao "comunicado de objeções", antes de a União Europeia tomar uma decisão. O Google nega a acusação. Em um memorando interno, a empresa americana classificou de "decepcionante" a ação de Vestager e considerou o caso "muito forte".

Vestager não quis comentar sobre a atuação do Google para garantir o "direito ao esquecimento", reconhecido pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Também não quis falar sobre a relação entre a empresa americana e os jornais. A comissária afirmou que comenta somente os casos que estão em sua pasta.

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Folha - A sra. concorda que virou um pesadelo para o Google?

Margrethe Vestager - Estou tentando fazer meu trabalho. Para mim, tem sido uma grande transição de quem vem da política. Quero fazer algo baseado em fatos, evidências, sendo que estamos acostumados a ser legisladores, não aplicadores da lei. Trabalho em cima dos valores de nossa sociedade europeia, que deve ser aberta, com uma competição justa e a melhor escolha para cidadãos e consumidores.

Qual o impacto das práticas investigadas para as pessoas?

O Google é muito bem-sucedido e dominante na Europa em termos de pesquisa e tem usado essa posição para promover seus próprios serviços e tornar mercados viáveis. Se você faz uma busca por compras, o Google Shopping vai sempre aparecer em primeiro na resposta.

Às vezes, isso pode ser bom, mas, em outros casos, a resposta deveria ser outra e isso não é oferecido. Como uma empresa vai tentar ser melhor, oferecer algo novo?
A preocupação é que há um risco para nós, como consumidores, de sermos privados de inovações, de novos desenvolvimentos do mercado.

Ser dominante não é consequência da livre competição?

É justo poder crescer. Se eu perguntar às minhas filhas por que usam o Google, vão responder: "Ah, mãe, é o melhor". E isso não é porque é uma empresa norte-americana, seja lá o que for. Estão se tornando dominantes porque têm feito um bom trabalho. No entanto, isso não permite fazer algo que não seja competitivo, meritocrático, que não foi escolhido pelos consumidores.

Não é natural que uma empresa privada como o Google coloque seu produto na frente numa pesquisa?

Você pode ser dominante, bem-sucedido. Todo o mundo, incluindo a mim, vai lhe parabenizar. Mas você não pode abusar dessa posição para tornar viável um mercado em que não é dominante (como o de compras) e não foi bem-sucedido. Afinal, os consumidores não estão escolhendo você pelos seus próprios méritos, mas apenas porque você se colocou na cara deles por ser dominante.

Há outras investigações em curso contra o Google?

O comunicado de objeções diz respeito ao Google Shopping, mas não significa que é tudo o que estamos fazendo sobre a empresa. Em paralelo, temos várias questões. Uma delas é o que chamamos de "scraping", a cópia de certa parte de conteúdo, tirando de uma página e colocando na sua. Temos também questões sobre propaganda. É muito difícil para uma empresa fazer propaganda em outra que não seja o Google.

Uma das preocupações que temos ainda é que o Google está fortemente incentivando fabricantes a produzir equipamentos com o Android, e, portanto, fechando o mercado e dificultando o surgimento de novos sistemas operacionais.

Nos Estados Unidos, fala-se até em conspiração na UE pelo fato de o alvo ser uma empresa americana.

Obviamente, não concordo. Levei as acusações a sério, porque é ruim se a aplicação do direito à concorrência for usada de maneira política. Definitivamente, não é nosso objetivo. Nosso trabalho é guiado por escolhas, consumidores, inovações.

Um dos fatos que nos suportam no caso Google é o grande número de reclamações de outras empresas norte-americanas. Eu uso o Google, não tenho nada contra como empresa, mas o problema é sua conduta, seu comportamento.

A sra. realmente acredita que é possível controlar esse tipo de domínio na internet?

Acho que podemos fazer isso na Europa se queremos uma economia justa. Nós temos sistema político, regulação, legislação. Seja grande ou pequeno, tem de atuar de acordo com as mesmas regras, com o que está escrito, não importa a sua bandeira. Se temos um jogo e você é grande, é mais fácil competir do que quem é pequeno. Mas às vezes o pequeno é capaz de fazer coisas que o grande tem esquecido.

Como ser competitivo hoje na internet sem ser uma grande empresa?

Todas essas empresas provavelmente já foram pequenas. Quando começaram, não tinham cem anos de história e eram pequenas até pouco tempo atrás. O Skype começou pequeno, por exemplo. Você tem uma ideia, faz um software, as pessoas gostam e você cresce. Nosso trabalho é manter o mercado aberto. Se não garantir isso, não haverá chance de alguém crescer.

Os russos acusam a sra. de tomar uma ação política contra o governo de Vladimir Putin no caso da Gazprom.

As reclamações contra a Gazprom vêm desde 2011 e uma investigação foi aberta em 2012, antes de vir à tona essa agenda política da Rússia. É novamente um caso importante sobre o nosso mercado único, da UE, para mantê-lo aberto e competitivo. Para nós, o mercado único tem criado empregos, oportunidades, e, portanto, o uso dele tem de ser competitivo e justo, com esse propósito, e não para fins políticos, senão tira a legitimidade.

Como tem sido sua relação com o Google e o que pode ocorrer?

É uma relação profissional. Eles podem não concordar conosco, mas temos ainda que ter uma relação. Não tomaremos nenhuma decisão antes de receber as respostas. Nesse tipo de caso, há diferentes caminhos a tomar. Um é negociar compromissos. Se não for possível, uma decisão a ser tomada pela comissão é impor a multa.

O que diria para autoridades de outros continentes sobre essa experiência?

Isso depende muito da situação do mercado. A razão para nós é que aqui o Google é muito dominante, há áreas em que tem 90%, 95% de domínio de pesquisa. E não é muito diferente no Canadá, nos EUA, mas não tenho muita ideia de como seja no Brasil ou na Argentina. O desafio da globalização é impositivo e o número de agências de aplicação de direito à concorrência tem crescido.

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RAIO-X

País: Dinamarca

Cargo: Comissária de competição da União Europeia desde 1º de novembro de 2014

Filiação: Partido Social Liberal (centro-esquerda)

Formação: economista

Atuação no seu país: ministra da Educação, vice-primeira-ministra e ministra da Economia e do Interior

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Anali$e I Apple registra segundo melhor trimestre fiscal de sua história      (27/04/15)
Apple publicou hoje o seu segundo relatório fiscal de 2015 que trouxe uma boa surpresa para os investidores da companhia. As previsões de lucros, receita e dividendos por ação foram superadas com folga. Nesses três meses que antecederam 28 de março, a Apple registrou uma receita de US$ 58 bilhões e, desse valor, saíram US$ 13,6 bilhões em lucro líquido. Os dividendos por ação ficaram em US$ 2,33.
A combinação desses valores, segundo a própria Apple, representa o segundo melhor trimestre fiscal da história da empresa, ficando atrás apenas do trimestre anterior, que abarcou as primeiras semanas de vendas dos novos iPhones.

Falando em iPhones, eles foram mais uma vez o motor do crescimento financeiro da Apple. A marca vendeu 61,2 milhões de smartphones nesse período, o que é 22 milhões a mais que no mesmo trimestre do ano passado.

A empresa foi muito bem também na venda de computadores pessoais, iMacs e MacBooks. Foram 4,5 milhões de unidades vendidas no período, o que representa um crescimento de 10% comparado a mesmo trimestre de 2014. O mais curioso disso é que o mercado mundial de computadores encolheu 5,2% nesses primeiros meses de 2015, mas esse resultado não atrapalhou o desempenho da Maçã. A App Store também puxou o lucro da empresa para cima.

O setor que não foi tão bem assim foi o dos iPads. A Apple vendeu 12,6 milhões de tablets nesse trimestre que passou. No mesmo período do ano passado, foram 16,4 milhões de iPads vendidos. A Apple ainda está liberando mais detalhes sobre seu relatório fiscal deste ano. Por isso, mais informações sobre a companhia podem aparecer até amanhã.

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Anali$e I Netflix supera valor de TVs na bolsa   (18/04/15)
DA EFE
O serviço de vídeo sob demanda Netflix alcançou mais de 62 milhões de assinantes no mundo todo e superou, com US$ 32,9 bilhões (R$ 100 bilhões), o valor em bolsa do gigante da televisão americana CBS - US$ 30,6 bilhões (R$ 93 bilhões).
Também superou o valor do gigante midiático Viacom (US$ 28,8 bilhões - R$ 88 bilhões), dono do estudo Paramount Pictures, das emissoras MTV e BET, e dos canais Comedy Central e Nickelodeon, segundo dados da companhia divulgados nesta quinta-feira.

De acordo com os resultados do primeiro trimestre do ano, a Netflix conquistou mais 4,9 milhões de assinantes (2,3 milhões nos EUA), mais do que em qualquer outro trimestre desde a estreia da empresa, há oito anos.

Esses números coincidem com o retorno da série "House of Cards", produzida pelo próprio canal, protagonizada por Kevin Spacey e Robin Wright, que estreou a terceira temporada em fevereiro.

"Neste trimestre tivemos conteúdos magníficos", disse o diretor-executivo da Netflix, Reed Hastings.

O serviço de vídeo, que fechou o mês de março com 62,3 milhões de assinantes em mais de 50 países, espera acrescentar mais 2,5 milhões no próximo trimestre.

A programação original é cada vez mais importante para a empresa dada a feroz concorrência no mercado - como a HBO Now, porta de entrada da emissora HBO a todos seus conteúdos mediante assinatura direta (US$ 14,99 - R$ 46), sem necessidade de os usuários serem clientes de um fornecedor de televisão a cabo ou satélite.

No Brasil a assinatura mensal da Netflix custa atualmente R$ 17,90.

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Anali$e I Reguladores da UE investigam planos da Apple para música online, diz jornal "Financial Times"   (02/04/15)
por   A Comissão Europeia está analisando os acordos da Apple com gravadoras e companhias de música digital para descobrir se estão tentando limitar de formal desleal rivais gratuitas e sustentadas por anúncios, informou o Financial Times citando pessoas familiarizadas com o assunto.

A Comissão buscou detalhes com diversas gravadores e companhias de transmissão online de música sobre os acordos com a Apple, enquanto a fabricante do iPhone se prepara para lançar seu próprio serviço de música por streaming este ano, de acordo com a reportagem.

O órgão da UE está preocupado que a Apple use seu tamanho, influência e relacionamentos para fazer com que gravadoras abandonem rivais como o Spotify, que depende de licenciamentos com companhias de músicas para seus catálogos, segundo o FT.

A coleta de informações é apenas o primeiro passo na direção do inquérito, mas, se a Comissão Europeia -principal autoridade antitruste da UE- descobrir qualquer malfeito, pode exigir mudanças nas práticas de negócios e impor multas pesadas, segundo o jornal.

Representantes da Apple e da Comissão Europeia não puderam ser encontrados de imediato.

No ano passado, a Apple foi multada em 450 milhões de dólares por alegações de conspirar com cinco editoras para elevar os preços de e-books.

(Por Ankush Sharma, em Bangalore)

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n"">Anali$e I Google vai pagar US$650 mil em salário anual para nova diretora financeira Ruth Porat   (26/03/15)

n"">(Reuters) - O Google vai pagar a sua nova vice-presidente de finanças salário anual base de 650 mil dólares e um bônus especial de 5 milhões de dólares.

n"">n"">A companhia contratou Ruth Porat no início desta semana. A executiva atuava antes como vice-presidente de finanças do banco norte-americano Morgan Stanley.

A contratação de Porat foi interpretada como um sinal de que o Google quer conter seus custos, conforme investe em novas áreas como carros sem motorista e óculos conectados à Internet.

(Por Avik Das, em Bangalore, Índia)

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Anali$e I Google quer que você receba e pague contas diretamente do Gmail   (25/03/15)
De acordo com documentos vistos pelo Re/Code, o Google está trabalhando em um projeto que permitirá que os usuários do Gmail recebam contas em sua caixa de entrada de e-mail, e não em sua caixa de correio.

O serviço, chamado Pony Express, também foi pensado para que as pessoas possam pagar as contas dentro do Gmail, em vez de terem que ir até o site do banco ou de alguma empresa para realizar o pagamento.

Não ficou claro se Pony Express é um code name ou se realmente será utilizado quando chegar ao mercado, e um porta-voz do Google se recusou a comentar o caso com o Re/Code. De acordo com os documentos, aparentemente o Google está fazendo parcerias com fornecedores terceiros que imprimem e enviam contas em nome de prestadores de serviços  – como companhias de seguros, empresas de telecomunicações e utilidades. Não ficou claro, também, se o Google também está trabalhando diretamente com os prestadores de serviços.

Os documentos ainda apresentam um passo-a-passo de como as pessoas podem se inscrever. Funcionaria assim: um usuário do Gmail fornece informações pessoais, como nome, endereço e número do Seguro Social para uma empresa terceirizada que valida sua identidade.

Os usuários também podem ter que fornecer informações como o número do cartão de crédito ou número da conta do serviço de telefone para começar. Depois que um usuário for autenticado, ele pode começar a receber contas ou outros e-mails no Gmail ou no app Inbox (o mais recente aplicativo de e-mail do Google).  Veja abaixo prints do que seria o serviço funcionando em um celular:

Gmail

De acordo com os documentos, a previsão é que o novo serviço comece a funcionar no quarto trimestre. 

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Anali$e I Google contrata vice-presidente financeira do Morgan Stanley     (24/03/15)

n"">(Reuters) - O Google disse ter contratado Ruth Porat, vice-presidente financeira do Morgan Stanley, para exercer o mesmo cargo na companhia de tecnologia, em uma sinalização de que a gigante das buscas online pretende reduzir despesas crescentes.

n"">Os custos do Google saltaram enquanto a companhia embarcou em um crescente número de ambiciosos projetos incluindo carros autônomos e óculos conectados à Internet. No ano passado, as receitas da companhia cresceram 19 por cento, enquanto o total de gastos subiu 23,4 por cento, uma tendência que alarmou alguns analistas.

"Você quer alguém que chegue lá e segure os gastadores", disse Colin Gillis, analista de renda variável da corretora BGC Partners, acrescentando que investidores esperam que Porat seja essa pessoa. As ações do Google subiram mais de 2,5 por cento nesta terça-feira.

Porat ajudou a executar uma estratégia de corte de custos em diversas linhas de negócios no Morgan Stanley. A expectativa é que seus esforços deem frutos nos próximos anos, mas já estão mostrando sinais de sucesso: o banco reduziu despesas, excluindo compensações, para 29 por cento de sua receita no ano passado, abaixo dos 34 por cento em 2012.

Porat é a mais recente entre uma série de executivos de Wall Street a deixar a indústria que está sendo cada vez mais regulada para se transferir ao setor de tecnologia, onde fortunas podem ser criadas rapidamente, apesar dos negócios correrem o risco de tornarem-se irrelevantes da noite para o dia.

Porat, 57, tinha ingressado no Morgan Stanley em 1987 e liderou a área de banco de investimento do banco junto a companhias de tecnologia durante o boom da Internet, trabalhando junto a empresas como Amazon.com e eBay. Ela era considerada como candidata potencial para a presidência do Morgan Stanley quando o atual presidente, James Gorman, deixar o posto.

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Anali$e I Mercado chinês de US$ 16 bi está na mira do Apple Watch    (11/03/15)

Da Bloomberg

A Apple Inc. pulou para o topo do mercado chinês ao adaptar o iPhone às preferências locais. Agora, a empresa seguirá a mesma receita com o Apple Watch.

O novo relógio está disponível em ouro, o que apela para o apetite chinês por luxo. A Apple também está promovendo o serviço de mensagens WeChat, da empresa chinesa Tencent Holdings Ltd., um aplicativo utilizado por meio bilhão de pessoas.

O relógio inteligente custa a partir de 2.588 yuans (US$ 413) na China, o que posiciona a Apple para impulsionar as vendas além dos US$ 182 bilhões obtidos em receita com iPhone, iPad e Mac no ano passado.

As vendas da Apple na China aumentaram 70 por cento nos últimos três meses, com a ajuda do lançamento do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus. Com uma tela maior do que a dos smartphones tradicionais, mas menor do que a dos tablets, os novos modelos de iPhone foram bem recebidos no mercado chinês, onde os consumidores preferem usar um único aparelho.

O Apple Watch “vai ser um sucesso estrondoso na China”, disse Shaun Rein, diretor administrativo da China Market Research, em Xangai. “Trata-se de uma marca de status cujos preços não são muito excessivos”.

A Grande China contribuiu com mais de US$ 16 bilhões para as vendas da Apple nos últimos três meses, cerca de 21 por cento do total da empresa. O país continua atrás das Américas e da Europa em termos do total de receita. No entanto, o CEO Tim Cook disse que a China poderia acabar se tornando o maior mercado da Apple.

A China tem sido um componente fundamental do marketing da Apple para o relógio desde que ele foi anunciado pela primeira vez, em setembro. O aparelho apareceu na capa da Vogue chinesa antes de qualquer outra revista.

Do preço do Polo

Os preços do relógio na China foram divulgados na terça-feira, depois que Cook apresentou o aparelho em São Francisco. O Apple Watch Sport é o modelo menos caro e custa 2.588 yuans. O Apple Watch Edition, em ouro 18 quilates, custará cerca de 126.800 yuans, mais do que o preço de um carro Polo, da Volkswagen AG.

As vendas de bens de luxo na China se enfraqueceram devido à campanha anticorrupção do governo, que restringiu a distribuição de presentes. Os gastos em luxo na China Continental caíram pela primeira vez em 2014, com um recuo de 1 por cento, para 115 bilhões de yuans, de acordo com a empresa de consultoria Bain Co.

Normalmente, o fator ostensivo de um novo aparelho de última geração levaria a China a ser um dos mercados mais fortes do Apple Watch Edition, mas este ano poderia ser diferente por causa da campanha anticorrupção, disse Bryan Ma, analista da International Data Corp., em Cingapura.

Combate à corrupção

“As recentes medidas enérgicas de combate à corrupção diminuíram o impulso de alguns desses objetos chamativos”, disse Ma. “Resta saber que tipo de afirmação social o Apple Watch representará na China em comparação com uma marca mais tradicional de relógios de luxo, como a A. Lange Söhne”.

A apresentação da Apple na segunda-feira incluiu um vídeo que mostrou a nova loja em Hangzhou, o que enfatiza o valor que a China tem para a empresa, disse Andrew Uerkwitz, analista da Oppenheimer Co., em Nova York.

“É possível que a China seja o mercado mais importante fora dos EUA e, sem esse mercado fundamental, não sei como a Apple poderia ter sucesso com o relógio ou qualquer produto novo”, disse Uerkwitz.

Relógios de luxo

Uerkwitz projeta que o relógio terá um bom desempenho na China, o que contribuirá para que as vendas internacionais atinjam a marca de 15 milhões de unidades neste ano.

Neil Shah, analista da Counterpoint Technology Market Research, prevê que as vendas do Apple Watch vão ser de mais de 5 milhões de unidades neste ano.

Embora a Apple tenha chegado às manchetes devido ao sucesso de seus produtos, a passagem da marca aos relógios de pulso ainda não chamou a atenção de todo mundo.

Chen Zhiting, com um boné do New York Yankees, estava comprando um relógio em Pequim. Ele buscava algo esportivo, que custasse até 50.000 yuans.

Ele teria interesse pelo Apple Watch? “A Apple fabrica relógios?”, perguntou ele. “Pensei que esse era o pessoal do iPad”.

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Anali$e I Nova rodada de investimentos elevaria valor de mercado do Snapchat para US$ 19 bi    (18/02/15)

O Snapchat realiza uma rodada de investimentos que pretende arrecadar cerca de 500 milhões de dólares (1,41 bilhão de reais), quantia que elevaria o valor de mercado do aplicativo para 19 bilhões de dólares (53 bilhões de reais). As informações são da Bloomberg.

No final de 2014, o app havia arrecadado 485 milhões de dólares (1,372 bilhão de reais) em sua mais recente rodada de investimentos, de acordo com o órgão americano que fiscaliza operações na bolsa de valores. A rodada levantou o valor de mercado do Snapchat para 10 bilhões de dólares.

A notícia chega na mesma semana na qual surgiram rumores de que o Snapchat deseja comprar a Big Machine, gravadora da cantora Taylor Swift (dona do disco mais vendido de 2014), por 350 milhões de dólares.

O app está próximo de atingir 200 milhões de usuários ativos mensais e estima-se que dezenas de milhões de pessoas o utilizem diariamente.

Nos últimos meses, o aplicativo está expandindo seus serviços, deixando de ser apenas uma plataforma para mensagens instantâneas.

Em janeiro, o Snapchat lançou, em parceria com grandes grupos de mídia, a aba "Discover", que publica conteúdos e vídeos exclusivos no app.

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Anali$e I Rede de eletrônicos RadioShack entra em concordata nos EUA     (05/02/15)

DO "FINANCIAL TIMES"

A RadioShack, uma das maiores e mais conhecidas lojas de artigos eletrônicos dos Estados Unidos, entrou com pedido de concordata nesta quinta-feira (5). A companhia, fundada em Boston em 1921, acumula perdas de cerca de US$ 1 bilhão desde 2012.

A empresa, que tem sede em Forth Worth (Texas) indicou ter débitos de cerca de US$ 1,4 bilhão e ativos de US$ 1,2 bilhão, segundo os dados do pedido, registrado em um tribunal do Estado de Delaware –o processo, regulado pelo que é conhecido como Capítulo 11 da Lei de Falências, permite que as empresas entrem em recuperação e fiquem protegidas de ações de credores.

O dispositivo legal possibilita que as companhias continuem funcionando enquanto renegociam os seus compromissos.

Loja da varejista RadioShack na Califórnia

Loja da varejista RadioShack na Califórnia

De acordo com a rede, houve um acordo para vender entre 1.500 e 2.400 de suas lojas para a General Wireless, uma subsidiária da Standard General, que tem a maior parte de suas ações. As unidades passarão a usar a marca das operadoras Sprint e General Wireless para a venda de celulares e planos.

Hoje, a companhia tem 4.000 lojas nos Estados Unidos e está em negociações com "partes interessadas" para vender todos os seus ativos.

"Esses passos são o resultado de um processo minucioso com o objetivo de gerar o maior valor para nossos acionistas", afirmou Joe Magnacca, presidente-executivo da RadioShack.

O anúncio foi feito dias após a Nyse, a Bolsa de Nova York, dizer que planejava tirar a listagem da varejista e imediatamente suspendeu os negócios com suas ações.

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Anali$e I Amazon analisa comprar lojas da RadioShack    (03/02/15)

Katie Benner, da Bloomberg

Jodi Xu Klein e Lauren Coleman-Lochner, da Bloomberg

A Amazon.com Inc., com o objetivo de reforçar suas operações com lojas físicas, analisou a compra de alguns pontos de venda da RadioShack Corp. depois de a rede de eletrônicos declarar falência, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.

A Amazon, com sede em Seattle, está pensando em utilizar as lojas da RadioShack para exibir seu próprio hardware e como possíveis centros de coleta e entrega para os clientes virtuais, disse uma das fontes, que solicitou anonimato porque as discussões são confidenciais.

Essa possível decisão, analisada como parte de uma iminente falência judicial da RadioShack, representaria a maior iniciativa da Amazon no varejo tradicional.

A Amazon se une a outros potenciais licitantes, como a Sprint Corp. e o grupo de investimento por trás da Brookstone, na avaliação das lojas da RadioShack, disseram pessoas com conhecimento da situação.

A RadioShack tem mais de 4.000 pontos de venda nos EUA e está tentando chegar a um acordo para vender uma parte e fechar o restante, de acordo com algumas das fontes. A Sprint analisou a compra de 1.300 a 2.000, disseram.

Craig Berman, porta-voz da Amazon, não respondeu a um pedido de comentários. Merianne Roth, porta-voz da RadioShack, com sede em Fort Worth, Texas, não quis comentar, assim como um representante da Brookstone.

Como parte das negociações, a Sprint e a RadioShack analisaram a possibilidade de manter ambas as marcas nas lojas, disseram duas das fontes. A liquidação não é inevitável: é possível que outro licitante surja para comprar a RadioShack e mantê-la em operação, disseram as fontes. Existe a possibilidade de que as negociações com a Amazon não levem a um acordo.

Smartphone Fire

Com as lojas físicas, a Amazon ficaria mais em pé de igualdade com a Apple Inc., que possui centenas de lojas em áreas comerciais. Embora o Kindle da Amazon tenha tido um sucesso estrondoso, alguns aparelhos da empresa não entusiasmaram os consumidores.

O smartphone Fire não vendeu bem e contribuiu para uma baixa contábil de US$ 170 milhões no valor do estoque no terceiro trimestre do ano passado.

A RadioShack iniciou suas atividades em 1921, com vendas pelo correio para operadores de rádio amadores e oficiais de comunicações marítimas. Ao longo das décadas, a loja se expandiu para uma gama mais ampla de produtos eletrônicos e nos anos 1980 era vista como o lugar ideal para comprar computadores pessoais, acessórios e componentes que não eram encontrados facilmente em outras lojas.

Nos últimos anos, a concorrência da Wal-Mart Stores Inc. e de um exército de vendedores de comércio eletrônico – como a Amazon – reduziram o movimento de clientes nas lojas.

Suspensão na Bolsa de Nova York

Um dos sinais de que os problemas da RadioShack estavam aumentando foi que a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) anunciou na segunda-feira que iria suspender as negociações das ações imediatamente.

A NYSE tomou essa decisão porque a RadioShack não entregou um plano de negócios que trataria o seu não cumprimento das regras da NYSE. As empresas listadas nessa bolsa devem ter um valor médio de mercado de pelo menos US$ 50 milhões durante 30 dias consecutivos ou capital próprio equivalente a esse valor.

Antes do anúncio da suspensão, as ações tinham caído 13 por cento, para 24 centavos de dólar, na segunda-feira. A RadioShack perdeu cerca de 90 por cento do seu valor durante o ano passado.

Lojas dentro das lojas

O CEO da RadioShack, Joe Magnacca, reformou as lojas e renovou a linha de produtos oferecida em uma tentativa de revigorar as vendas. No entanto, o ex-executivo da Walgreen Co. não conseguiu deter a queda da rede de eletrônicos, que informou mais de dois anos de prejuízos.

Uma das possibilidades analisadas durante as negociações foi que a RadioShack mantivesse seu nome vivo como um conceito de “loja dentro de uma loja” que envolveria as operadoras de telefonia móvel, disseram duas das fontes.

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Anali$e I Apple vende recorde de 74,5 milhões de iPhones no trimestre     (27/01/15)

Receitas da empresa cresceram 29,5% e superam estimativas.
Vendas de iPhones dobraram em Cingapura e no Brasil.

Da Reuters

A  Apple reportou um aumento de 29,5% nas receitas trimestrais, número melhor que o esperado e impulsionado pelo recorde de vendas de smartphones iPhone 6 e 6 Plus no período de festas de fim de ano e por fortes vendas na China.

A companhia vendeu 74,5 milhões de iPhones no trimestre fiscal encerrado em 27 de dezembro. A receita subiu de US$ 57,6 bilhões para US$ 74,6 bilhões ano contra ano. A média dos analistas esperava receita de US$ 67,69 bilhões, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

O diretor-financeiro da Apple, Luca Maestri, disse à Reuters que a companhia não vendeu mais iPhones na China que nos Estados Unidos, apesar de algumas previsões de analistas nesse sentido.

Mas as receitas na China subiram 70% neste trimestre, em grande parte devido a um aumento nas vendas de iPhones. O sucesso da companhia no competitivo mercado chinês pode ser atribuído à sua parceria com a China Mobile, a maior operadora de celular do mundo, e o apelo de seus iPhones 6 e 6 Plus, de tela maior.

Maestri disse não esperar que a Apple tenha dificuldades com a desaceleração da economia chinesa. Maestri disse que a Apple "está bem" com sua posição na China. "Não vimos desaceleração, disse.

Maestri também disse que a companhia dobrou suas vendas de iPhones em Cingapura e no Brasil.

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Anali$e I IBM confirma plano de corte de milhares de funcionários     (26/01/15)

A IBM é mais uma gigante de tecnologia se preparando para realizar um corte em seu quadro de funcionários. A empresa deve demitir “alguns milhares” de empregados, embora o número preciso não tenha sido definido pela empresa. 

O relatório financeiro da empresa cita um custo de US$ 600 milhões devido ao “rebalanceamento da força de trabalho”, que nada mais é do que um jargão para demissões em massa. 

No entanto, poderia ter sido pior. Um rumor circulava previamente dizendo que eram esperadas 112 mil demissões, cerca de 26% da força total de trabalho. No entanto, um representante negou a informação, afirmando que os cortes são de apenas “alguns milhares”, uma pequena fração do que o boato afirmava. Ao mesmo tempo, Doug Shelton, outro representante, afirma que a especulação estava errada em mais de dez vezes, o que significa que menos de 11 mil funcionários estão perdendo seus empregos. 

Outras empresas que anunciaram recentemente planos de reestruturação de força de trabalho são Microsoft, com o corte de 18 mil pessoas (a maioria funcionários que chegaram com a compra da Nokia), e a HP, que anunciou seu plano de corte de 29 mil funcionários em 2012.
Via Mashable 

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Anali$e I Amazon é investigada no Japão por distribuir pornografia    (23/01/15)

Da EFE

Tóquio - A polícia do Japão fez uma batida nesta sexta-feira nos escritórios da loja virtual Amazon, em Tóquio, devido a suspeita de que o site distribui produtos considerados como pornografia infantil, revelaram neste sábado fontes da investigação.

A batida aconteceu por uma suposta violação da lei japonesa que proíbe a exibição pública de pornografia infantil, segundo a fonte citada pela agência local 'Kyodo'.

A Amazon do Japão é suspeita de contribuir para a distribuição de material que contém pornografia infantil, como livros com fotos de crianças nuas, ao ter 'permitido sua promoção em seu site de maneira consciente'.

A legislação no país asiático proíbe a venda de objetos roubados, produtos ilegais e de entretenimento para adultos, incluindo a pornografia infantil.

A empresa não quis comentar sobre o assunto, mas um porta-voz disse à 'Kyodo' que a Amazon vai colaborar com as investigações, de acordo com a lei, se for a vontade das autoridades.

A polícia de Aichi, no centro do país, prendeu dois homens em setembro do ano passado depois que encontrou à venda no site da unidade japonesa da Amazon, livros com fotografias de crianças nuas.

Outro centro de distribuição da companhia, em Kanagawa, também no centro do Japão, foi alvo de uma batida policial em novembro do ano passado pelo mesmo motivo.

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Anali$e I Millennials bilionários: estudo da Deloitte apura que geração gastará US$ 62 bilhões em mídia   (19/01/15)

Proxxima

É um gasto médio de US$ 750 por pessoa nos EUA e Canadá que envolve consumo de TV paga, streaming de vídeo, cinema e até mesmo jornal impresso

Ao que parece, a geração millenials – que abrange a faixa de jovens entre 18 a 34 anos – não é tão refratária ao consumo de mídia como se pensava. Ao contrário: os estimados 83 milhões de jovens dessa geração dos EUA e Canadá deverão gastar, este ano, US$ 62 bilhões no consumo das mais variadas mídias, inclusive com jornais impressos. A previsão é da Deloitte e equivale a um gasto médio de US $ 750 por pessoa.
A TV paga é o elemento surpresa do levantamento: representará quase metade dessa despesa. A pesquisa da Deloitte calcula que 70% dos millennials viverão fora da casa dos pais. Desses, oito em cada dez pagará a assinatura mensal de TV. Cerca de 80% desse público gastarão uma média de US $ 80 por mês em pacotes de TV por assinatura.
A seguir, aparecem os serviços de streaming de vídeo como o Netflix ou Amazon Prime, com gastos anuais médios de US $ 40. Ainda que os CDs estejam em declínio, boa parte desse público está disposta a gastar com música. Incluem-se no gasto, por exemplo, os shows ao vivo: serão gastos US $ 100 no ano com shows de artistas famosos. Somados, os downloads de música e serviços de streaming acrescentar cerca de US $ 25 por ano nos gastos.
O cinema, outra modalidade em declínio, ainda mantém apelo ao grupo, especialmente entre os mais jovens, de 18 a 24 anos. Esses, que representam apenas 10% da população, serão responsáveis por um quinto dos gastos de bilheteria no EUA e Canadá. No geral, os millennials verão quase sete filmes por ano.
Por fim, os jornais impressos terão sobrevida entre esse grupo. A Deloitte aponta que um sexto dos millenials - ou cerca de 12 milhões de pessoas - assinarão jornais impressos este ano e, ainda, que o grupo todo lerá cinco livros (versões digital e impressa), com gastos de cerca de US $ 60 por pessoa.

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Anali$e I Amazon cria 6 mil empregos permanentes na Europa em 2014   (13/01/15)

Da REUTERS

Berlim - A Amazon.com criou 6.000 novos postos de tempo integral na Europa em 2014 para responder à demanda em expansão, divulgou a varejista online norte-americana nesta terça-feira.

A Amazon anunciou em comunicado que agora emprega 32 mil funcionários permanentes na União Europeia, com novos postos de trabalho criados em centros de logística, atendimento ao cliente, desenvolvimento de software, gestão da cadeia de suprimentos e design.

"Nós ainda estamos em uma fase de investimento e estamos ansiosos para sermos capazes de preencher mais posições em 2015", disse o vice-presidente da Amazon para o varejo na União Europeia, Xavier Garambois, acrescentando que a demanda dos clientes na Europa foi maior do que nunca.

A Amazon disse que cerca de 1.200 dos novos empregos foram criados na Alemanha, seu segundo maior mercado depois dos Estados Unidos, onde emprega 10.000 funcionários em armazéns, além de mais de 10 mil trabalhadores sazonais. A Grã-Bretanha foi a segunda a obter mais posições novas, com o restante dos postos espalhados em outros países.

A Amazon tem sido atingida na Alemanha por uma série de greves por melhores salários e condições de trabalho.

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Anali$e I Fabricante de smartphones Xiaomi levanta US$1,1 bi    (29/12/14)

Da REUTERS

Pequim - A chinesa Xiaomi, uma das fabricantes de smartphones de maior crescimento no mundo, levantou 1,1 bilhão de dólares em uma rodada de captação que cimenta seu status como uma das empresas privadas de tecnologia mais valiosas do mundo, com valor de 45 bilhões de dólares.

Lei Jun: os investidores incluem fundos de private equity como All-Stars Investment, assim como o fundo soberano de Cingapura GIC, disse ele

Os investidores incluem fundos de private equity como All-Stars Investment, DST Global, Hopu Investment Management e Yunfeng Capital, assim como o fundo soberano de Cingapura GIC, disse o presidente-executivo da empresa, Lei Jun, nesta segunda-feira em Weibo, confirmando informações divulgadas mais cedo pela imprensa.

A operação representa um dos primeiros investimentos de alto nível do All-Stars, um fundo estabelecido recentemente e liderado pelo ex-analista de tecnologia do Morgan Stanley Richard Ji. Também fortalece as ligações entre Lei e o magnata de tecnologia Jack Ma, presidente do Conselho do grupo Alibaba que investe de forma privada por meio de seu fundo Yunfeng Capital.

Dados das vendas da indústria dos últimos trimestres mostram que a Xiaomi elevou-se em apenas três anos para se tornar a terceira maior fabricante de smartphones do mundo - atrás apenas da Samsung Electronics e da Apple - e sua última rodada de investimentos reforça sua posição como uma das companhias privadas mais valiosas do mundo.

Aos 45 bilhões de dólares, a Xiaomi é agora avaliada em aproximadamente três vezes o valor de mercado da Lenovo, maior fabricante de PCs do mundo, e mais do que o quádruplo da avaliação de 10 bilhões de dólares que tinha em sua última rodada de investimentos, em 2013.

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Anali$e I Ações do Twitter sobem com rumor de saída do CEO, Dick Costolo    (26/12/14)

Bastou o analista Robert Peck, do SunTrust Robinson Humphrey, prever a saída do CEO do Twitter, Dick Costolo, durante 2015, para as ações da rede social subirem. Peck argumenta que o Twitter está lidando com a desaceleração do crescimento da sua base de usuários, cujo tamanho foi recentemente suplantado pelo da base do Instragram.

Em Outubro, a empresa registrou um crescimento mais lento em usuários ativos mensais, face ao trimestre anterior. No período trimestral findo em Setembro o número de usuários mensais do Twitter cresceu 4,8%, para 284 milhões. No trimestre anterior a base cresceu 6,3%.

“Há uma boa hipótese de Costolo já não estar liderando o Twitter dentro de um ano”, afirmou o responsável do banco de investimento. Também há “um monte de candidatos interessantes” para o cargo, considerou Peck.

Mas a previsão acabou por beneficiar o preço das ações da empresa, que subiram 3,6% na última segunda-feira, para 38,43 dólares por ação. No dia a seguir, subiram para 39,25 dólares, sofrendo depois uma queda até aos 37,79 dólares, no meio da tarde.

Esta evolução não surpreende, afirma Zeus Kerravala, analista da ZK Research. “Há uma série de dúvidas sobre a capacidade de Costolo gerir a Twitter”, diz.

“Se a empresa não tiver um bom desempenho, ou falhar nas projeções de resultados durante um par de trimestres, haverá uma pressão tremenda dos investidores para derrubá-lo”, prevê Kerravala. [IDGNS]

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Anali$e I Instagram vale 35 bilhões de dólares, segundo banco Citi     (19/12/14)

O Instagram vale 35 bilhões de dólares, segundo um relatório enviado pelo banco Citi a seus correntistas nos Estados Unidos.

O aplicativo foi comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares, em abril de 2012.

Na semana passada, o Instagram anunciou que ultrapassou o Twitter em números de usuários. Mais de 300 milhões utilizam o app.

A avaliação feita pelo Citi é baseada na estimativa dos futuros resultados que o Instagram pode trazer.

Atualmente, o aplicativo não tem faturamento. Mas o banco acredita que ele tem potencial para gerar dinheiro quando monetizar a base de dados de seus usuários.

De acordo com o relatório enviado aos clientes do Citi, o serviço está ganhando a adesão de anunciantes e poderia gerar "até 2 bilhões de dólares de receita, com o número de usuário e engajamento atuais, caso seja totalmente monetizado"

De acordo com o Citi, 2015 será o ano em que o Facebook irá começar a ganhar dinheiro com as diversas aquisições feitas nos últimos tempos, como o Instagram e o WhatsApp, por exemplo.

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Anali$e I Snapchat recusou mais de US$ 3 bi do Facebook, comprovam e-mails vazados     (17/12/14)

E-mails vazados de CEO da Sony Entertainment, que faz parte do conselho do Snapchat, evidenciam rumores de tentativa falha de compra

Por Redação Link

E-mails do executivo da Sony Michael Lynton foram vazados. FOTO: Reuters

SÃO PAULO – O hack à Sony está rendendo frutos negativos não só para a empresa, seus produtos e funcionários, mas a empresas terceiras que estavam bem longo da mira dos criminosos que invadiram o sistema da companhia. Isso porque o e-mail do diretor da Sony Entertainment Michael Lynton foi invadido e parte do seu conteúdo divulgada na web. Acontece que o executivo também faz parte do conselho do Snapchat e usava o e-mail para compartilhar informações da startups com seus contatos.

Há pelo menos três informações importantes vazadas dessa relação.

A primeira delas é a confirmação de que o Facebook, de fato, tentou comprar o Snapchat e teve sua oferta recusada. A novidade é a afirmação sobre o valor da proposta. Em uma conversa com o colunista da New Yorker, Malcolm Gladwell, o CEO da Sony é questionado se os responsáveis pelo Snapchat eram malucos em recusar US$ 3 bilhões. Ele responde: “Se você soubesse o número real reservaria uma suíte no (hotel) Bellevue para todos nós.” Gladwell replica: “Meu Deus, havia MAIS. Incrível.”

Outra informação foi a do valor pago na aquisição da startup de chat por vídeo AddLive pelo Snapchat em junho. Outro e-mail vazado de Lynton aponta que o total foi de US$ 30 milhões.

A última “bomba” do vazamento foi a notícia de uma aquisição feita às escuras pelo Snapchat de uma empresa que trabalha em um produto similar aos óculos do Google, o Glass. Em um e-mail do executivo, há os termos da negociação que coloca o Snapchat pagando US$ 15 milhões pela Vergence Labs, produtora de armações de óculos.

Óculos da Vergence Labs

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Anali$e I Apple suspende vendas online na Rússia devido à flutuações do rublo    (16/12/14)

No mês passado, empresa reajustou em 25% os preços na sua loja no país

Por Agências

SÃO PAULO – A Apple informou que suspendeu as vendas online na Rússia devido a flutuações extremas no valor do rublo após a moeda cair para um recorde de baixa em relação ao dólar.

“Devido às flutuações extremas no valor do rublo, a nossa loja online na Rússia está indisponível no momento, enquanto nós revemos os preços. Pedimos desculpas aos clientes por qualquer inconveniente”, afirmou a companhia em um comunicado.

Mais cedo, nesta terça-feira, o rublo caiu drasticamente, chegando a 80 por dólar. No mês passado, a Apple aumentou o preço do iPhone 6 em 25% em sua loja online na Rússia no momento em que o dólar americano continua a se valorizar contra a moeda russa.

O banco central russo aumentou  os juros do país de 10,5% para 17% durante uma reunião de emergência à 1:00 da madrugada de terça-feira, 16, numa tentativa de deter a queda do rublo, que teve desvalorização de 50% ante o dólar este ano.

/Dow Jones Newswires.

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n"">Anali$e I Empresa Max Sound entra com processo por patentes contra Google e Youtube na Alemanha   (13/12/14)

n"">(Reuters) - A companhia de tecnologia Max Sound disse ter entrado com um processo contra o Google e o YouTube na Alemanha no início deste mês, alegando infração em patentes de streaming de vídeo.

n"">n"">A Max Sound alega que todos os produtos que usam o formato de codificação para compressão de vídeo H.264 infringem sua patente.

As acusações da Max Sound incluem atuais versões do sistema operacional do Google, o Android, instalado em celulares e tablets. A reclamação também se dirige aos últimos produtos do Google no mercado, como o Nexus 5, Nexus 6, Nexus 9, computadores chromebook e aparelhos chromecast.

A companhia também alegou violação de patente no serviço de vídeo do YouTube, no qual um novo formato VP8 é usado junto com o H.264.

A Max Sound inventou o Max-D HD Audio, que melhora a qualidade do áudio sem aumentar o tamanho do arquivo.

O Google não estava imediatamente disponível para comentar.

(Por Rishika Sadam em Bengaluru)

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Anali$e I eBay considera cortar 10% do total de funcionários, diz jornal     (11/12/14)

Demissões podem atingir 3 mil pessoas; cortes devem acontecer por cisão do eBay com o PayPal

Por Agências

NOVA YORK – O eBay está planejando cortar cerca de 3 mil pessoas do seu quadro de funcionários no começo do ano que vem, enquanto se prepara para fazer a cisão da unidade de pagamentos PayPal. As informações são do Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com o planejamento da companhia.

“Estamos focados em administrar o negócio e preparar o eBay e o PayPal para o sucesso como companhias independentes”, disse a porta-voz do eBay Amanda Miller, recusando-se a comentar especificamente se a companhia está considerando demissões em massa.

Se confirmadas, as demissões atingiriam 10% do quadro de funcionários da empresa.

Os cortes devem ser localizados na divisão de plataforma da companhia, de acordo com o jornal.

A cisão, anunciada em setembro, destaca o crescimento em desaceleração do tradicional negócio de plataforma do eBay.

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Anali$e I Alibaba precisa usar seu dinheiro para desafiar Android   (11/12/14)

Angus Whitley e Lulu Yilun Chen, da Bloomberg

Sydney e Hong Kong - A Alibaba Group Holding Ltd. quer que seu sistema operacional para dispositivos móveis esteja em milhões de smartphones na China. A solução mais rápida: gastar parte da sua reserva de dinheiro em uma fabricante de celulares.

Alibaba: com um valor de mercado de US$ 266 bilhões, a empresa tem se esforçado para abrir caminho para o YunOS na China

O vice-presidente Joseph Tsai, esboçando planos para a próxima década, disse em uma entrevista no mês passado que o sistema local da Alibaba, o YunOS, pode vincular serviços para a empresa.

O maior colosso do comércio eletrônico da Ásia está dando um passo além dos dispositivos e roupas, em direção aos serviços de saúde e entretenimento.

Com um valor de mercado de US$ 266 bilhões, a Alibaba tem se esforçado para abrir caminho para o YunOS na China, onde mais de nove de cada dez aparelhos móveis utilizam o Android, do Google Inc.

Logo após completar uma venda de bonds por US$ 8 bilhões, a Alibaba poderia tentar adquirir uma participação na Xiaomi Corp., a maior vendedora de smartphones da China.

Ou poderia investir na Coolpad Group Ltd., listada em Hong Kong, para garantir a instalação do YunOS no chão de fábrica.

Depois que a Microsoft Corp. e o Google falharam com aquisições de fabricantes de celulares de alta gama, outra opção é almejar alguma das dezenas de fabricantes menores de capital fechado na China, segundo a empresa de pesquisa Canalys.

“Esperamos que a Alibaba realize várias tentativas no mercado de smartphones durante a próxima década”, disse Neil Mawston, diretor executivo do escritório internacional de celulares da Strategy Analytics Inc. em Milton Keynes, Inglaterra.

“A Alibaba e a tecnologia móvel são grandes demais para deixar passar”.

Bob Christie, um porta-voz da Alibaba, não quis comentar se a empresa está interessada na Xiaomi ou na Coolpad.

Ambições crescentes

A Alibaba, cofundada em 1999 pelo presidente Jack Ma em seu apartamento com US$ 60.000, administra mercados como o Taobao, que conecta compradores e vendedores particulares, e o Tmall.com, que conecta varejistas e consumidores.

A companhia com sede em Hangzhou, China, tem um valor de mercado superior ao da Facebook Inc. ou da General Electric Co. depois de se registrar em setembro na bolsa de Nova York e conta com cerca de US$ 20 bilhões em dinheiro e equivalentes no balanço.

Ma não vai parar por aí. Desde a abertura de capital, ele percorreu Hollywood em busca de conteúdos para conquistar e reter clientes.

O sistema operacional da empresa é crucial porque os compradores on-line da China estão migrando dos computadores para os celulares e os tablets. A Alibaba quer que o YunOS conecte sua crescente gama de serviços.

Xiaomi e Coolpad

O Android tem um domínio tão forte na China, o maior mercado de smartphones do mundo, que a Alibaba precisa mais do que simplesmente fabricar outro sistema operacional para dispositivos móveis, disse Vanessa Zeng, analista da Forrester Research Inc. em Pequim.

A colaboração com a Xiaomi é uma “possibilidade” porque a Alibaba vai ter dificuldades para conquistar uma participação no mercado por conta própria, disse ela.

Embora uma parceria entre ambas pudesse ter peso suficiente para desafiar o domínio do mercado do Android, as ambições da Xiaomi com seu próprio sistema operacional, chamado MIUI, poderiam impossibilitar qualquer aliança.

Um alvo menor para a Alibaba seria a Coolpad, com sede em Shenzhen, cujo valor de mercado é de 7 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 903 milhões).

A Coolpad teve 11 por cento das remessas de smartphones da China no ano passado, o que a deixou em terceiro lugar, atrás da Lenovo Group Ltd., segundo a International Data Corp.

Outros líderes de software fracassaram na hora de passar para a fabricação. O Google, com sede em Mountain View, Califórnia, vendeu neste ano por cerca de US$ 2,9 bilhões a unidade de celulares Motorola Mobility que tinha comprado como parte de uma transação por US$ 12,4 bilhões em 2012.

A Microsoft disse que sua nova divisão de celulares, a antiga unidade de celulares da Nokia adquirida pela empresa em abril, poderia não atingir um equilíbrio até 2016.

“A Alibaba poderia se transformar em uma Microsoft chinesa”, disse Mawston, da Strategy Analytics. “Se usar suas grandes reservas de dinheiro para continuar investindo no mercado de hardware ou de software para dispositivos móveis durante anos”.

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Anali$e I Baixas vendas do Nook fazem Microsoft desmanchar parceria com Barnes & Noble   (05/12/14)

A Microsoft e a rede de livrarias Barnes & Noble encerraram nesta semana uma parceria que vinha desde 2012, quando ambas se uniram para explorar o mercado de leitura digital.

Quando o negócio começou, o mercado de leitores digitais estava aquecido e a Microsoft investiu US$ 300 milhões no Nook, o e-reader da Barnes & Noble. Mesmo com o sucesso inicial, o aparelho não resistiu à competição do Kindle da Amazon e do iPad da Apple e logo viu seu número de vendas ruir.

A Microsoft até tentou dar um suporte maior ao Nook com a criação de uma aplicação de leitura capaz de integrar o dispositivo ao Windows 8. A investida, porém, acabou não vingando e a companhia de Bill Gates deixou o Nook de lado.

Como relata o Wall Street Journal, no último trimestre as vendas do Nook caíram 41% em relação ao ano passado. Com o declínio, a Microsoft decidiu vender o que ainda tinha de direitos sobre o produto (17,6% do total de cotas) para não perder ainda mais dinheiro. Com isso, recebeu de volta US$ 62 milhões e 2,7 milhões de ações da Barnes & Noble.

Agora, a Barnes & Noble segue estudando o que fazer com o Nook. Recentemente, a rede de livrarias anunciou um acordo com a Samsung para o lançamento de um aparelho batizado de Galaxy Tab 4 Nook, com Android. [canaltech]

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Anali$e I Valor de capitalização da Apple supera os US$ 700 bi   (25/11/14)

Nova York - O valor de capitalização da Apple superou os US$ 700 bilhões pela primeira vez nesta terça-feira; suas competidoras mais próximas pelo título de maior empresa do mundo estão muito atrás, a ExxonMobil com US$ 405 bilhões e a Microsoft com US$ 392 bilhões, de acordo com dados da FactSet.

Embora muitos críticos tenham questionado se o novo CEO da Apple, Tim Cook, seria capaz de manter o impulso de crescimento da empresa quando ele substituiu o fundador Steve Jobs, em agosto de 2011, as ações da empresa acumulam uma alta de 136% desde a mudança de comando; em 2014, elas acumulam uma alta de 52%.

Segundo o analista Howard Silverblatt, da S&P Dow Jones Indices, os ganhos da Apple respondem por um ponto porcentual do índice S&P-500 neste ano; incluindo a Apple, o índice acumula uma alta de 11,96% neste ano (até o fechamento desta segunda-feira); excluindo as ações da Apple, a alta acumulada do índice é de 10,87%.

Os maiores acionistas institucionais da Apple são o Vanguard Group, com uma participação de 5,6%, e o BlackRock, com 5,4%; os dados são de 30 de setembro, de acordo com a Capital IQ.

O maior investidor ativista da empresa é Carl Icahn, com uma participação de 0,9%.

Desde 9 de outubro, quando Icahn disse que o preço das ações da Apple era metade do que deveria ser, elas subiram 18%; Icahn defende que a empresa aumente seu programa de recompra de ações.

Fonte: Dow Jones Newswires.

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Anali$e I Buscapé enxuga para atender Naspers    (24/11/14)

Nayara Fraga,

do Estadão Conteúdo

São Paulo - Ao ser comprado pelo gigante de mídia sul-africano Naspers, em 2009, o Buscapé traçou uma estratégia ousada. Queria se tornar uma plataforma abrangente de ideias e tecnologias para a web.

Logo na sede do Buscapé: o corte atingiu 370 funcionários

Com um apetite comparável ao do gigante Google, promoveu uma onda de aquisições - até 2013, foram nada menos que 18.

A empresa acreditava que era preciso buscar ideias inovadoras fora de casa. Mas, diante de uma mudança estratégica na Naspers e da falta de resultados de algumas compras, pôs o pé no freio. O ano de 2014 foi de "faxina" geral no portfólio.

Ao analisar sua inchada estrutura, o Buscapé percebeu que havia muito o que cortar, começando pela profusão de cargos de chefias. Entre 2013 e 2014, 11 vice-presidências foram eliminadas e dois dos cofundadores da empresa deixaram o negócio.

Quatro operações fecharam: o Brandsclub, que se vendia como o maior outlet de luxo do País; a Shopcliq, plataforma para as pessoas publicarem fotos de produtos desejados; a Recomind, de recomendações de prestadores de serviços; e a Urbanizo, ferramenta de pesquisa imobiliária (que segue em operação, mas fora do Buscapé).

O corte atingiu 370 funcionários, sendo 300 só na Brandsclub. Uma visita à empresa dá um panorama da profundidade do enxugamento: dos quatro andares que a companhia ocupa em um edifício na Avenida Paulista, um está completamente vazio, com as luzes apagadas.

As transformações têm relação com o momento atual da Naspers. Avaliada em US$ 53 bilhões e dona de mais de 30 empresas de internet e 12 de TV a cabo e mídia impressa, o grupo decidiu mudar de tática.

A companhia resolveu agrupar operações de setores semelhantes em linhas de negócio. Isso retirou boa parte da autonomia que o Buscapé desfrutava, reduzindo sua influência à área de comparação de preços.

Outra marca forte da Naspers, a OLX, ficou com os classificados, enquanto a polonesa PayU passou a comandar meios de pagamento.

A Naspers passou a exigir globalmente que seus negócios dessem lucro - um conceito a que muitas startups não estão acostumadas, já que boa parte dos negócios de internet passam por anos de prejuízo em nome de uma expansão acelerada.

Cofundador que permaneceu no Buscapé mesmo depois da mudança de direcionamento, Romero Rodrigues admite que o negócio vive uma nova era.

"Do jeito que a gente estava gerindo a empresa, ela era desenhada para crescimento, crescimento e crescimento. Era um número cada vez maior de empresas, um maior número de segmentos e tudo isso debaixo de um grande guarda-chuva."

O processo de cortes trouxe avanços importantes, segundo Rodrigues. No último trimestre de 2013, o caixa do Buscapé estava zerado. Hoje, ele diz, todas as operações dão lucro (a empresa não divulga números, pois tem o capital fechado).

Os maiores geradores de receita são Buscapé, Bondfaro, Bcash e Lomadee. Com exceção do Bcash, que foi separado do grupo, todos têm vínculos com o negócio de comparação de preços.

Especialistas em e-commerce veem a reorganização do Buscapé como um sinal de que o mercado caminha para a racionalidade. "Assim como o Buscapé foi o pioneiro no e-commerce brasileiro, um dos primeiros a viver a fase de receber muito dinheiro de fora, ele é um dos primeiros a se reorganizar", diz Cláudio Oliveira, professor de gestão de negócios da ESPM e pesquisador de Media Lab.

'Inchaço'

Fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que o enxugamento promovido pela Naspers serviu para endereçar problemas específicos do Brasil.

Ao estender sua atuação, o Buscapé ganhou estrutura digna de multinacional: em 2012, eram nada menos que 14 vice-presidências para sete áreas de negócios diferentes e sete de serviços.

A empresa queria fazer de tudo: comparar preços, processar pagamentos, gerenciar toda uma operação de e-commerce, mas não dava conta de tantas tarefas ao mesmo tempo.

"O Buscapé saiu de uma estrutura de startup, em que o dono é quem toma todas as decisões, para um caminho mais profissional. Ao entrar um corpo mais maduro (de executivos), ocorreu um conflito de gerações", disse um ex-executivo da companhia.

Com a Naspers pressionando por resultados, o clima não era dos melhores. Um executivo conta que a brusca virada de propósito do negócio o fez pedir demissão.

Outro ex-funcionário disse que a perspectiva de um retorno abaixo do esperado para quem tinha opções (direito de compra de ação) também contribuiu para a frustração da equipe. Rodrigues, no entanto, nega que a empresa tenha perdido valor e diz que ela está avaliada hoje em mais de US$ 1 bilhão.

Até projetos consagrados do Buscapé entraram na berlinda, tendo a eficácia questionada. O concurso "Sua Ideia Vale Um Milhão", em que startups recebiam investimento de R$ 300 mil do Buscapé, está "congelado".

Duas das empresas fechadas no processo de enxugamento haviam saído desse programa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Anali$e I Yahoo! oficializa compra da startup de fotos Cooliris    (22/11/14)

No mesmo mês em que comprou o serviço de anúncios em vídeo BrightRool e um algumas semanas após adquirir o MessageMe, o Yahoo! anunciou mais uma aquisição. Desta vez, o “alvo” foi a startup especializada em fotografia Cooliris, responsável pelo app homônimo para Android e iOS que organiza imagens em uma interface tridimensional e permite compartilhá-las facilmente.

A notícia foi dada primeiro pela Cooliris no próprio site, para só depois ser confirmada pela empresa de Marissa Mayer, em comunicado enviado ao site TechCrunch. No entanto, como de costume, os valores da compra não foram revelados – e provavelmente nem serão.

Outro mistério envolve os planos do Yahoo! para a nova aquisição. Criada em 2006 em São Francisco, nos EUA, a startup ganhou certa fama com sua 3D Wall, que oferecia uma forma diferente de visualização de conteúdo. A pequena companhia também trabalhou com o Google, em 2010, no desenvolvimento do app padrão de galeria do Android usado no Nexus One.

Segundo o TechCrunch, a Cooliris havia conseguido, até 2011, mais de 27 milhões de dólares em investimentos vindos de diferentes fundos. Nos últimos três anos, ela adaptou a interface da 3D Wall para dispositivos móveis, lançando apps para Android e iOS. Mais recentemente, também anunciou seu mensageiro com foco em fotografia, o BeamIt.

Os planos do Yahoo! com a aquisição devem envolver a área de mobile, ainda mais dado o histórico de últimas compras da empresa. No entanto, como mencionado, não se sabe que papel terá a equipe da Cooliris ou mesmo seus aplicativos – que, por ora, seguirão disponíveis para download. 

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Anali$e I Microsoft consegue dobrar receita com Surface    (23/10/14)

A Microsoft divulgou nesta quinta-feira, 23, os resultados do seu primeiro trimestre fiscal de 2015. De acordo com o relatório, a companhia teve uma receita de US$ 23,20 bilhões, com lucro líquido em US$ 4,5 bilhões.

A receita aumentou em relação ao ano passado (US$ 18,530 bilhões), no entanto, o lucro líquido caiu 14% em comparação com o período correspondente em 2013 (US$ 5,420 bilhões). Segundo o The Verge, essa queda nos lucros pode ser explicada pelos US$ 1,140 milhões gastos nas despesas de integração e reestruturação após a aquisição da divisão de celulares da Nokia.

Em compensação, o Surface, tablet da companhia, foi responsável por um quarto das receitas, graças ao lançamento do Surface Pro 3 no final de junho. Apesar do número de vendas do produto ser um mistério, a Microsoft afirma que a receita obtida com o Surface foi de US$ 908 milhões neste trimestre, cerca de 127% a mais que o ano passado (US$ 400 milhões).

Já em relação ao Xbox, a empresa divulgou que as vendas do console chegaram a 2,4 milhões no período analisado, contudo, sem divulgar os números referentes ao Xbox One e o Xbox 360.

As receitas com licenciamento do Windows diminuíram 2% no primeiro trimestre de 2015, incluindo PCs e laptops. Por fim, a Microsoft disse ter vendido 9,3 milhões de smartphones na linha Lumia, o que representa um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período de 2013 (8,8 milhões).

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Anali$e I Apple lucra US$ 8,5 bilhões após lançamento de novos iPhones, mas iPad preocupa    (21/10/14)

Por:

A Apple divulgou seu resultado financeiro no terceiro trimestre, e como esperado, eles venderam uma quantidade enorme de iPhones – a nova geração foi lançada em setembro. Mas, enquanto os Macs crescem, a venda de iPads continua a cair.

Entre julho e setembro, a Apple vendeu 39,3 milhões de iPhones, aumento de 16% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O iPhone 6 e 6 Plus foram lançados em meados de setembro, e quebraram recordes de pré-venda.

iPad

Enquanto isso, o iPad sofre. Foram 12,3 milhões de unidades, uma queda de 12,5% em um ano. Na verdade, esta é a terceira queda consecutiva nas vendas. O que aconteceu? Brian Barrett, do Gizmodo US, explica:

Eis o verdadeiro problema de crescimento do iPad: se você comprou um iPad nos últimos dois anos e meio, você não tem nenhum motivo para comprar outro… tente me dizer uma característica que veio desde o iPad 3 e que vale US$ 500, ou que valha a pena vender seu tablet antigo para ajudar a pagar por um novo. Mais fino? O iPad sempre foi fino o bastante. Mais leve? Ele é bastante leve. Especificações melhores? Touch ID? Ele é rápido o suficiente para o que você precisa fazer. E quais são suas chances de encontrar um iPad Air 2 por aí mostrando exatamente o que você está perdendo?

Este é o mesmo problema dos PCs: demora alguns anos até que você sinta a necessidade de substituí-lo por um novo. Os phablets também estão canibalizando o espaço de tablets menores.

O lançamento do Air 2 e Mini 3, combinado aos preços menores dos modelos antigos, pode ajudar a reverter isso no próximo trimestre (eles só foram lançados este mês). Além disso, a Apple aposta no setor empresarial: ela fechou este ano um acordo com a IBM para criar apps empresariais para iOS – isso pode dar um estímulo ao iPad.

Tim Cook também diz que as vendas do iPad nos países BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – aumentaram 20% nos últimos doze meses. Ou seja, mercados emergentes – onde há menor saturação de mercado – também podem ajudar.

Mac e iPod

A Apple também vendeu 5,5 milhões de Macs, um aumento de 21% ainda puxado pelo MacBook Air, que ficou mais barato nos EUA. (O iMac com tela Retina não entra nas contas pois foi lançado este mês.)

Enquanto isso, o iPod continua sua morte lenta: foram apenas 2,6 milhões de unidades, queda de 25% em um ano. Para dar uma sobrevida à sua linha de player portátil, a Apple reduziu os preços dos iPod Touch – inclusive no Brasil – e a versão de 16 GB ganhou uma nova câmera e várias cores. No entanto, o iPod Classic parou de ser vendido.

O lucro da Apple no trimestre foi de US$ 8,5 bilhões, aumento de 13% em relação a um ano atrás. As ações operam em alta de 1,5% antes da abertura dos mercados. [Apple via Ars Technica]

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Anali$e I Contratos da Apple com seus fornecedores podem ser extremamente punitivos   (17/10/14)

Não é segredo para ninguém que a Apple controla sua cadeia de fornecimento com mão de ferro para que seus produtos não vazem antes da hora do lançamento. Mesmo assim, isso não para de acontecer. A novidade nesse departamento é que, com o vazamento de partes dos contratos da Apple coma GT Advanced Technologies, é possível saber o quão dura a Maçã pode ser com seus fornecedores.

Na verdade, “duro” é um adjetivo bastante leve para designar a forma como a empresa lida com suas parceiras. Tanto é que a GT abriu falência nos EUA por não conseguir cumprir as exigências do contrato com a Apple para o fornecimento de telas de safira para os iPhones 6 e 6 Plus. Como a companhia não deu conta do recado, esses aparelhos acabaram sendo produzidos com o tradicional Gorilla Glass.

Multas literalmente milionárias

O contrato de confidencialidade assinado pelas empresas mostra multas altíssimas para prevenir vazamentos. Quaisquer ocorrências de vazamento de informações ou de produtos da Apple pela GT estavam sujeitos a multas de US$ 50 milhões. Ou seja, qualquer foto em um site chinês geraria um grande prejuízo para a companhia.

Atrasos também não seriam tolerados de forma alguma. Com quatro dias de atraso na entrega do material pronto para a Apple, uma multa de US$ 77 milhões seria cobrada. A criadora dos iPhones também controlaria a entrada e a saída de material da fábrica de vidros de safira, inclusive determinando onde tudo deveria ser produzido. Na verdade, as instalações pertenciam à Maçã, que alugava toda a estrutura para a GT.

Pelo contrato, a GT não deveria mencionar publicamente qualquer coisa sobre o que estaria fazendo naquelas instalações e precisaria estar à disposição da Apple a qualquer momento. Ou seja, a fornecedora existia para satisfazer os desejos da contratadora. A GT também não poderia vender nenhum vidro de safira para outras empresas. A multa caso isso acontecesse era de US$ 640 mil por “bloco” ou US$ 650 mil por mês.

Não se sabe exatamente quantas multas astronômicas dessas a GT teve que pagar ou se realmente foi multada em alguma dessas situações, mas a empresa assumidamente faliu por causa do contrato com a Apple, que foi inclusive assinado em 2012. Isso quer dizer que os recém-lançados iPhones já estavam em planejamento há dois anos.

Mesmo com todas essas regras exigentes, não há como dizer que a GT foi forçada a assinar o tal contrato. Portanto, a empresa estava ciente de onde estava se metendo. O problema é que o contrato raramente previa qualquer punição caso a Apple vazasse qualquer segredo industrial da GT. Ou seja, era um documento extremamente punitivo, segundo o Business Insider, que teve acesso aos documentos. [tecmundo]

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Anali$e I As dores de cabeça do Netflix: crescimento fraco e serviço concorrente da HBO   (16/10/14)

Por:

O Netflix está sofrendo com uma confluência de notícias negativas. A base de assinantes cresceu menos que o esperado, e a HBO anunciou que lançará um serviço concorrente no ano que vem.

A empresa anunciou seus resultados financeiros, e mostrou que continua firme: receita e lucro cresceram no último ano, assim como sua base de assinantes, que aumentou em 3 milhões. E ela deve ficar ainda maior, já que o Netflix estreou em setembro na Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Luxemburgo e Suíça.

Infelizmente, esse número está abaixo das expectativas do mercado e do próprio Netflix, que projetava um crescimento de 3,7 milhões. Resultado: as ações agora caem mais de 23%.

Por que esse crescimento abaixo do esperado? Isso provavelmente é resultado do aumento na assinatura ao redor do mundo – no Brasil, ela subiu de R$ 16,90 para R$ 19,90 mensais. O novo preço começou a valer em maio, mas Reed Hastings escreve em sua carta aos acionistas que o efeito só se manifestou agora: “a causa principal são os preços ligeiramente mais elevados que temos agora em comparação a um ano atrás”.

Hastings também comentou os planos da HBO. O canal anunciou que vai lançar, nos EUA, um serviço de streaming em 2015 sem exigir assinatura de TV a cabo (ao contrário do HBO Go). É possível, no entanto, que isto seja oferecido como um pacote adicional para planos de internet, em vez de algo separado como o Netflix.

O que o Netflix acha disso?

Desde 2011, dissemos que a HBO seria o nosso principal concorrente de longo prazo, particularmente em conteúdo. A concorrência irá conduzir ambos a sermos melhores. Era inevitável e sensato que eles oferecessem seus serviços como algo independente. Muitas pessoas vão assinar tanto o Netflix como a HBO, já que temos uma programação diferente, então acreditamos que provavelmente ambos prosperarão, à medida que consumidores migram para a TV na internet.

É quase um “bem-vindo, HBO”. Faz sentido que o Netflix tente tranquilizar seus investidores, mas resta ver como será o novo serviço da HBO. À medida que forem revelados mais detalhes, ele pode não ser tão bem-vindo assim.

De um jeito ou de outro, o Netflix continua em sua jornada de se tornar uma HBO, apostando em conteúdo original: eles farão seu primeiro filme original, uma continuação de O Tigre e o Dragão, mais quatro filmes exclusivos com Adam Sandler. [Netflix via GigaOM]

Imagem via Netflix Brasil Blog

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Anali$e I Twitter se une a banco Groupe BPCE para permitir transferências de dinheiro   (13/10/14)

PARIS/FRANKFURT — Um dos maiores bancos da França vai trabalhar junto com o Twitter nesta semana para permitir que seus clientes transfiram dinheiro via tuítes. A decisão do Groupe BPCE, segundo maior banco francês em número de clientes, coincide com a investida do próprio Twitter no mundo de pagamentos on-line conforme a rede social busca novas fontes de receita além de publicidade.

O Twitter está correndo contra outras gigantes de tecnologia como a Apple e o Facebook para conseguir uma presença em novos serviços de pagamentos para telefones móveis ou aplicativos. Elas estão colaborando com e, em alguns casos, competindo com bancos e emissores de cartões de crédito que administram o negócio há décadas.

O banco disse no mês passado que está preparado para oferecer simples transferências de dinheiro entre pessoas via Twitter para clientes da França, independentemente do banco que usarem, e sem exigir que o remetente saiba os detalhes bancários do destinatário.

"(A S-Money) oferece a usuários do Twitter na França uma nova maneira para que usuários do Twitter na França enviem dinheiro uns aos outros, independentemente de seus bancos e sem ter que inserir os detalhes bancários do beneficiário, com um simples tuíte", disse Nicolas Chatillon, presidente-executivo da S-Money, unidade de pagamentos móveis do BPCE, no comunicado.

Os pagamentos via tuítes serão administrados pelo serviço S-Money do banco, que permite transferências de dinheiro através de mensagens de texto e usa os padrões de segurança de dados da indústria de cartões de crédito.

O BPCE e o Twitter não quiseram fornecer mais detalhes antes da coletiva de imprensa em Paris na terça-feira para lançar o serviço.

No mês passado, o Twitter começou os testes de seu próprio novo serviço, chamado de "Twitter Buy", que permite que consumidores encontrem e comprem produtos na rede social. [Reuters]

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n"">Anali$e I Apple e Google: gigantes tech lideram ranking de marcas mais valiosas   (09/10/14)

n"">O mundo da tecnologia não é polarizado entre Apple e Google só quando se tratam de seus produtos, mas também do valor que têm duas poderosas marcas globalmente. O novo ranking mundial de marcas mais valiosas trouxe as donas do iPhone e do Android no primeiro e segundo lugares, respectivamente.

n"">n"">É o segundo ano consecutivo que Apple e Google lideram o ranking da Interbrand, resultado de valorização ainda maior das suas marcas. A marca da empresa liderada por Tim Cook aumentou seu valor de mercado em 21%, chegando a incríveis US$ 118,9 bilhões (R$ 286 bilhões). Já a marca da gigante das buscas, por outro lado,  foi valorizada em 15% entre 2013 e 2014, alcançando a marca de US$ 107,4 bilhões (R$ 258 bi).

A lista está cada vez mais tomada por empresas de tecnologia. Das cinco primeiras, a única “intrusa” é a Coca-Cola, que ocupa a terceira colocação, seguida de IBM e Microsoft. Completam o top 10: GE (6º), Samsung (7º), Toyota (8º), Mcdonalds (9º) e Mercedes-Benz (10º).

Interbrand revela top 100 de marcas mais valiosas; empresas tech lideram (Foto: Reprodução/Interbrand)

Interbrand revela top 100 de marcas mais valiosas; empresas tech lideram (Foto: Reprodução/Interbrand)

Outro destaque vai para o Facebook, que ainda não ocupa as posições dianteiras, mas foi a que mais ganhou valor de marca no último ano, incríveis 86% - marcado no levantamento como "top riser". A rede social de Mark Zuckerberg já está na 29º colocação no segundo ano em que aparece no ranking que reúne as 100 principais marcas globais. Quem também se destacou foi a Amazon, que cresceu 25%.

Curiosamente, Nokia e Nintendo seguem na lanterna. Outras marcas como Sony, Panasonic e Adobe ocupam posições variadas no meio do ranking. Veja a lista completa em (bestglobalbrands.com/2014/).

Via NY Times

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n"">Anali$e I Yahoo planeja investir no aplicativo Snapchat, diz WSJ    (03/10/14)

n"">(Reuters) - O Yahoo planeja investir uma parte dos recursos obtidos com a venda da participação no Alibaba Group no aplicativo móvel Snapchat, que permite aos usuários enviar mensagens que desaparecem após alguns segundos, disse o Wall Street Jornal.

n"">n"">Yahoo e Snapchat mantiveram conversações que deverão levar a um investimento na próxima rodada de financiamento da startup móvel de mensagens, disse o WSJ, citando três pessoas familiarizadas com o assunto.

A rodada avalia o Snapchat em cerca de 10 bilhões de dólares e não estava claro quanto o Yahoo planeja investir no aplicativo extremamente popular, segundo o jornal.

Yahoo e Snapchat não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

O Institutional Venture Partners e DST Global, dois investidores anteriores na Snapchat, também estão planejando investir na empresa, segundo o jornal, citando duas pessoas familiarizadas com o assunto.

(Por Nayan Das em Bangalore)

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Anali$e I Japonesa Softbank negocia compra da DreamWorks, de Steven Spielberg  (28/09/14)

Bloomberg News

TÓQUIO - Softbank Corp, operadora de telefonia móvel japonesa comandada por Masayoshi Son, está em negociações para comprar o estúdio DreamWorks Animation, de Jeffrey Katzenberg's, segundo pessoas próximas ao negócio. No ano passado, o Softbank tentou comprar o Universal Music Group, da francesa Vivendi.

O Softbank fez uma oferta US$ 3,4 bilhões pela produtora, no valor de US$ 32 por ação, segundo informações do “Hollywood Reporter”. O conselho da DreamWorks, baseado em Glendale, Califórnia, realizou uma reunião de emergência na semana passada para analisar a oferta, segundo a publicação.

Caso o negócio se concretize, o Softbank se tornaria a segunda empresa japonesa a possuir um estúdio de cinema de Hollywood. O investimento da empresa no Alibaba Group Holding Ltd. tem um valor de mais de US $ 70 bilhões. O Softbank já controla hoje a terceira maior operadora móvel dos EUA, a Sprint Corporation, e está à procura de mais investimentos de mídia dos EUA.

Os Croods, família de neandertais da DreamWorks no cinema - / Divulgação

A venda faria a DreamWorks Animation se transformar em uma empresa muito maior, proporcionando alavancagem nas negociações com os distribuidores de seus filmes e programas de TV. O negócio também facilitaria a expansão da empresa na Ásia, onde a DreamWorks vem se expandindo e o Softbank já está aliado com Alibaba no comércio eletrônico.

Em 2012, a Oriental DreamWorks foi formada pela DreamWorks Animation e três empresas de mídia chinesas: China Media Capital, Shanghai Media Group e Shanghai Alliance Investment. Os sócios conseguiram participação de 55% no empreendimento, ficando a DreamWorks Animation com os 45% restantes. A empresa foi criada para produzir animação em chinês, com uma equipe de 150 animadores. O estúdio irá coproduzir “Kung Fu Panda 3”, com lançamento previsto para 2016, com os parceiros chineses.

Cena do filme ‘Shrek Para Sempre’- / Agência O Globo

O braço da DreamWorks na China também anunciou um plano para investir mais de 20 bilhões de yuans (US$ 3,26 bilhões) na construção de um centro de entretenimento, chamado Dream, em Xangai, para rivalizar com a Broadway e o West End de Londres.

Katzenberg, de 63 anos, fundou a DreamWorks com David Geffen e Steven Spielberg, há duas décadas, e divide a unidade de animação como uma empresa separada em 2004 com Geffen e Spielberg. O estúdio, conhecido pelos blockbusters “Shrek”, “Como treinar o seu Dragão” e “Os Croods”, indicado ao Oscar 2014 de melhor filme de animação, foi forçado a realizar baixas contábeis sobre alguns de seus filmes nos últimos tempos e comprometeu-se a reduzir o custo de sua produção cinematográfica.

Já o Alibaba tem investido no Youku Tudou Inc., operadora dos maiores sites de vídeo on-line da China, e em julho anunciou planos para oferecer um serviço de streaming com a Lions Gate Entertainment Corp. Outras empresas chinesas, incluindo o Fosun Group e o DMG Entertainment, têm investido em filmes de Hollywood. [oglobo]

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Anali$e I BlackBerry registra prejuízo menor que o esperado e já vendeu 200 mil Passports   (26/09/14)

Concorrer com os grandes nomes do mercado de sistemas operacionais móveis não é nada fácil, e a BlackBerry é a prova viva disso (mesmo que mantida “por aparelhos”). A empresa canadense publicou os seus resultados fiscais do segundo trimestre de 2014 e mostrou um desempenho melhor do que o esperado. Na verdade, a companhia ainda está no vermelho, registrando uma perda de US$ 207 milhões, uma marca bem melhor do que os US$ 965 milhões em prejuízo no período equivalente do ano passado.

As notícias mostram que a companhia canadense escolheu as ações corretas para sair da crise e animaram o mercado investidor, pois os papéis da BlackBerry subiram 4,6%, atingindo valor de US$ 10,25.

Apesar de ainda ir mal, a BlackBerry está procurando se estabilizar de alguma forma. Mesmo não parecendo, o seu novo smartphone, o Passport, está contribuindo para esse processo. Isso porque, só no primeiro dia, a empresa fez a pré-venda de 200 mil Passports, dispositivo que esteve inclusive no primeiro lugar dos mais vendidos na Amazon.com em seu lançamento.

Esses não são números comparáveis aos milhões e milhões que a Apple ou a Samsung registram com suas novidades, mas certamente é uma marca interessante para uma empresa que não estava vendendo praticamente nada. Fora isso, o nicho de mercado do Passport é muito mais reduzido do que os dos aparelhos das duas concorrentes citadas acimas. Portanto, podemos dizer que ele até que teve um bom desempenho em sua estreia.

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Anali$e I Larry Ellison renuncia ao cargo de CEO da Oracle   (18/09/14)

Ellison co-fundou a Oracle em 1977 e estava em seu comando desde então. Mark Hurd e Safra Catz irão herdar, juntos, o título de presidente

Tatiana Vaz, de

Larry Ellison: desde 1977 ele estava no comando da Oracle, empresa que ajudou a fundar

São Paulo - Larry Ellison concordou em renunciar ao cargo de diretor-presidente da Oracle, encerrando uma era importante da empresa que ajudou a criar.

Ellison co-fundou a Oracle em 1977 e estava em seu comando desde então. Foi ele quem guiou o negócio por muitos altos e baixos e a transformou na maior empresa de software de banco de dados do mundo.

Ele era ainda um dos últimos CEOs fundadores remanescentes ainda da velha guarda das gigantes de tecnologia, como Microsoft, Apple e Intel.

O anúncio da saída de Ellison, que completou 70 anos no mês passado, foi dado hoje de tarde pela empresa, por meio de um comunicado à imprensa após o encerramento dos mercados financeiros dos EUA.

Ele seguirá como presidente do conselho da Oracle e vai assumir o papel de diretor de tecnologia.

Mark Hurd e Safra Catz irão herdar, juntos, o título de presidente. Catz também permanecerá como diretor financeiro.

Excêntrico bilionário

De acordo com a lista de 2014 da Forbes, divulgada em março, o empresário Lawrence Joseph Ellison, nome verdadeiro de Larry, tem uma fortuna estimada de 48 bilhões de dólares – a quinta maior do mundo.

Mas a maneira como o bilionário investe seu dinheiro é o que faz dele um dos raros executivos celebridades do mundo.

Ellison nunca foi tímido no modo de usufruir sua riqueza. Além de carros de luxo velozes e aviões, uma mansão inspirada em estilo japonês no Vale do Silício e grandes áreas de terras em Malibu fazem parte da lista de ativos do empresário. 

A paixão por esportes também é conhecida. Além de façanhas no iatismo, ele coleciona o torneio de tênis indiano Wells, já renomeado como o BNP Paribas Open desde que ele o comprou.

Ellison vem trabalhando para revitalizar a economia da ilha havaiana de Lanai, também adquirida por ele, e investe em empresas de produção de filmes.

Negócios que podem ter tirado a atenção de Ellison da empresa gigante que ele ajudou a criar. 

Escolhas antigas

O dia-a-dia da Oracle já estava, há alguns anos, nas mãos de Hurd e Catz há alguns anos, segundo fontes ouvidas pelo BusinessWeek.

Mark Hurd foi contratado pela Oracle em 2010, logo após ter renunciado ao cargo de CEO da HP depois de um escândalo sexual ter se tornado público.

Na época, Ellison disse que a HP o mesmo grande erro que a Apple cometeu ao demitir Steve Jobs.

Catz está na companhia desde 1999 e ganhou a confiança de Ellison aos poucos.

Apesar de já ter delegado algumas áreas de liderança para os dois há algum tempo, o co-fundador mantinha o controle sobre a estratégia de tecnologia da Oracle. Como diretor de tecnologia é o que ele deve continuar a fazer. 

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Anali$e I Apple impulsiona alta de Wall Street após dois dias de queda    (10/09/14)

Da Reuters

Fabricante do iPhone subiu 3,1%, após queda na véspera.
O Dow Jones subiu 0,32%; o S&P 500, 0,36%; e o Nasdaq, 0,75%.

Uma recuperação dos papéis da Apple ajudaram a impulsionar as ações norte-americanas nesta quarta-feira (10) , interrompendo uma série de dois pregões em queda.

O Dow Jones subiu 0,32%, para 17.068 pontos, o S&P 500 subiu 0,36%, a 1.995 pontos e o Nasdaq adicionou 0,75%, para 4.586 pontos.

A Apple, a mais negociada da Nasdaq (bolsa de tecnologia dos EUA) subiu 3,1%, após várias corretoras elevarem o preço-alvo dos papéis da fabricante do iPhone.

As ações da companhia tiveram queda na terça-feira (9). Investidores realizaram lucro com as ações da empresa depois do lançamento do iPhone 6 e do novo produto Apple Watch.

Muitas empresas que lidam com o mercado de celular e de pagamentos móveis também subiram, impulsionadas pelo anúncio do serviço Apple Pay. A On Track Innovations, por exemplo, subiu 6,9%. Mas o eBay caiu 3,1%, com analistas vendo o novo serviço da Apple como ameaça ao PayPal, serviço de pagamento online da companhia.

Os ganhos desta quarta-feira vieram após dois pregões de queda do S&P 500.

As ações de energia estavam entre as maiores quedas pelo segundo pregão nesta semana, seguindo outro declínio dos preços do petróleo.

O índice de energia do S&P caiu 0,3%. O índice está em baixa de 3,9% no mês.

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Anali$e I Twitter fará captação de US$1,3 bilhão em dívida     (10/09/14)

(Reuters) - O Twitter disse que planeja levantar 1,3 bilhão de dólares com a emissão de notas sêniores conversíveis, sua primeira oferta de dívida desde que estreou no mercado em novembro. As ações do Twitter caíram cerca de 1,5 por cento no after market nesta quarta-feira. A companhia planeja duas ofertas avaliadas em 650 milhões de dólares cada em notas sêniores conversíveis com prazo de 2019 e 2021, informou em comunicado. A empresa com sede em San Francisco disse que usaria parte dos recursos para propósitos gerais da empresa. (Por Abhirup Roy em Bangalore)

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Anali$e I (Reuters) - Serviço de pagamentos da Apple pode aumentar vendas de iPhones maiores  (10/09/14)

O recurso de pagamentos móveis do próximo iPhone, da Apple, pode ajudar a impulsionar as vendas dos celulares com telas maiores e devolver participação de mercado perdida pela empresa para aparelhos que usam a plataforma Android, do Google.

Ao menos seis corretoras elevaram seu preço-alvo para a ação da Apple em até 16 dólares para uma máxima de 116 dólares nesta quarta-feira, um dia após o lançamento do iPhone 6 e do Apple Watch - primeiro novo produto desenvolvido sob o comando do presidente executivo Tim Cook.
O analista Gene Munster, da Piper Jaffray, disse que a "estrela do show" foi o Apple Pay - novo sistema de pagamento sem fio da empresa.

Ele permitirá que usuários do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus paguem um hambúrguer no McDonald's e alimentos na Whole Foods Market pressionando um botão, por meio de cartões bancários American Express, Visa ou Mastercard.
A Samsung Electronics, a Motorola Mobility e outras empresas incluem tecnologias sem fio similares em muitos telefones com o sistema operacional Android. Mas a tecnologia não é padrão em aparelhos móveis, uma vez que sistemas de pagamento como o Wallet, do Google, não tiveram grande aderência de consumidores.
Cook, que sucedeu Steve Jobs como presidente-executivo em 2011, está sob pressão para lançar novos serviços e apresentar celulares com telas maiores para combater o popular Galaxy Note da Samsung, mistura de tablet e smartphone.
A fatia de mercado global dos iPhones, que contribuem para mais da metade da receita da Apple, recuou para 11,7 por cento no trimestre encerrado em junho ante 13 por cento um ano antes, segundo a consultoria IDC.

"O Apple Pay é um recurso que deve ajudar a vender os produtos da Apple e dar alguma pequena ajuda ao lucro da empresa", disseram analistas da BMO Capital Markets. [Soham Chatterjee]

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Anali$e I Ações da Apple registram maior valor da história antes da chegada do iPhone 6    (20/08/14)

A antecipação pela chegada dos novos modelos de iPhone está fazendo mais do  que preencher os sites de notícias e a cabeça dos aficionados com novas  informações e rumores diariamente. A iminência do anúncio e lançamento dos  aparelhos também foi positiva para os investidores, que viram as ações da Apple  atingirem o maior valor de sua história e chegarem a US$ 100 durante o pregão  desta terça-feira (19), nos Estados Unidos.

Mais precisamente, as ações da companhia chegaram a valer US$ 100,53, uma  alta de 1,4% e o maior montante já atingido na história da empresa.  Recentemente, as cotas da companhia passaram por um split, com todos os papéis  sendo divididos por sete como uma maneira de reduzir o valor das ações e  garantir que mais partes possam ser vendidas aos investidores interessados.

É isso que explica a notícia, já que anteriormente, o maior valor obtido pela  Apple em suas ações era de US$ 702,10, antes do split. Caso tais números fossem  corrigidos para a situação atual, as cotas da Apple valeriam US$ 100,30 cada  uma, configurando o segundo maior montante já cobrado pela companhia em sua  história. A marca, aqui, foi obtida em setembro de 2012, dois dias antes do  lançamento do iPhone 5.

Na opinião de analistas ouvidos pelo site CNET, trata-se de um reflexo claro da aproximação do evento  de anúncio do iPhone 6, que está marcado para acontecer no dia 9 de setembro.  Por mais que a Maçã tente se diversificar cada vez mais, os smartphones ainda  são seu principal produto e, sendo assim, a chegada de um novo modelo –  principalmente quando ele contém mudanças bastante esperadas de design e funções  – é sempre muito antecipada pelo mercado, que conta com um bom desempenho nas  prateleiras e uma valorização da companhia.

Mais do que isso, a alta trata-se de uma demonstração de confiança no  potencial de Tim Cook para tocar a companhia, principalmente após a saída de  Steve Jobs da direção da empresa. A ideia geral é que o novo executivo poderia  não ser capaz de continuar a sequência criativa iniciada pelo fundador da Apple,  mas ele tem provado exatamente o contrário, principalmente agora, quando a  empresa se aproxima de mais uma grande mudança de design, introduzindo os  iPhones com as maiores telas já lançadas pela marca.

Os rumores já dão como certos o lançamento de uma versão do celular com  display de 5,5 polegadas, que já vem sendo até mesmo chamada de iPhone 6L. A  ideia aqui seria se adequar melhor ao gosto dos consumidores e bater de frente  com empresas como Samsung, HTC e LG,  que já possuem modelos de tela gigante rodando o sistema operacional Android.

Além disso, existe também a expectativa pelo iWatch, o já bastante comentado  e sempre esperado relógio inteligente da Maçã. Muita gente espera que o produto  também seja anunciado no dia 9 de setembro e chegue ao mercado ainda neste ano,  acompanhando o iPhone 6 e inaugurando mais uma categoria de produtos da  companhia.

Para os analistas, uma alta nas ações antes do lançamento de qualquer produto  muito esperado sempre existe. Mas neste caso, a Apple está diante de um mercado  ainda não explorado – o dos smartwatches – e de um nicho no qual ela ainda não  atua, o dos celulares com telas grandes. Isso justifica a empolgação dos  investidores e a expectativa é de novas altas para o futuro próximo,  principalmente quando o efetivo lançamento dos produtos estiver se aproximando  e, principalmente, dependendo da performance deles nas prateleiras mundiais. [canaltech]

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Anali$e I Google compra Jetpac, app de análise de fotos   (16/08/14)

AFP

O gigante da internet Google vai comprar o Jetpac, desenvolvedor americano de um aplicativo para telefone móvel de análise de fotos para criar guias para turistas, indica a empresa em seu site.

"Nós iremos nos unir ao Google!", escreveu Jetpac, sem especificar os termos da venda ou condições financeiras.

"Nós vamos retirar os aplicativos do Jetpac da App Store nos próximos dias e desabilitaremos o serviço técnico em 15 de setembro", afirma a start-up. Graças a seu aplicativo móvel, fotos publicadas na rede Instagram são oferecidas como guias turísticos de cidades.

Essas guias permitem "encontrar bares onde as mulheres vão, as melhores vistas, ou ainda onde estão os descolados em mais de 6.000 cidades em todo o mundo", descreve Jetpac em seu site.

Um total de seis guias temáticos ajudam a descobrir "os lugares mais alegres" da cidade, segundo a start-up lançada em 2012 e com sede em São Francisco.

O Google, que continua focado em sua ferramenta de buscas e na publicidade na internet, lançou-se este ano nos dispositivos "inteligentes" para casas, com a aquisição do Nest Labs, por US$ 3,2 bilhões.

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Anali$e  I  BuzzFeed recebe investimento de US$ 50 milhões e passa a ser avaliado em US$ 850 milhões    (11/08/14)

Monica Campi, de INFO Online             

O site de entretenimento e notícias BuzzFeed recebeu um aporte de 50 milhões de dólares da empresa de capitais de investimento Andreessen Horowitz, localizada no Vale do Silício. 

Segundo o jornal The New York Times, o investimento faz com que o BuzzFeed passe a ser uma empresa avaliada em 850 milhões de dólares. 

Fundado em 2006, o BuzzFeed atualmente é um dos sites de conteúdo mais acessados, com média mensal de 150 milhões de visualizações. 

O BuzzFeed atraiu a atenção dos investidores por ser considerado uma startup que ofereceu uma nova visão para um serviço já existente, segundo descreveu Chris Dixon, sócio da Andreessen Horowitz. 

“Atualmente nos encontramos em meio a uma grande mudança tecnológica, onde constantemente notícias e entretenimento estão sendo distribuídos em redes sociais e consumidos em dispositivos móveis. Acreditamos que o BuzzFeed irá emergir deste período como uma empresa de mídia preeminente”, afirma Dixon, que agora passa a fazer parte do conselho administrativo do BuzzFeed. 

Atualmente o BuzzFeed conta com 200 funcionários da área editorial e planeja ampliar a produção de conteúdos de alta qualidade nos próximos anos. Segundo as informações da Andreessen Horowitz, o site segue dando lucros e deve gerar até “três dígitos em milhões de receita este ano”. Além disso, a empresa segue em expansão para outros mercados, inclusive preparando a abertura de um escritório no Brasil. 

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n"">Anali$e  I Google ocupa topo do ranking de empresa dos sonhos para jovens do Brasil   (29/07/14)

n"">Trabalhar na Google é o emprego dos sonhos para a maioria dos jovens brasileiros, segundo o ranking de 2014 realizado pela consultoria Cia de Talentos em parceria com a empresa Nextview People. A próxima empresa de tecnologia da lista é a Apple, que ficou com o oitavo lugar.

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A Petrobrás, que reveza com a gigante da internet desde 2008, ocupou o segundo lugar no pódio de companhias mais cobiçadas pelos jovens. Foi a primeira vez que a Google desbancou a brasileira desde 2011. A terceira, quarta e quinta posições ficaram com a Odebrecht, Itaú e Vale, respectivamente.

52 mil brasileiros de 17 a 26 anos — estudantes e recém-formados — responderam a pesquisa que buscava opiniões sobre empresas, liderança, mercado de trabalho e carreira. A entrevista consistia em perguntas abertas e sem alternativas.

Desilusão da empresa perfeita

Outro dado revelado é que o percentual de jovens que sonham trabalhar em uma empresa específica vem diminuindo desde 2012, quando representava 77%. Em 2013, a estimativa caiu para 60% e neste ano chegou a 58%.

A presidente da Cia de Talentos, Maíra Habimorad, acredita que isso tem acontecido porque hoje essas pessoas tem acesso a informações, através da internet, sobre como funcionam as empresas no dia a dia, o que vem desconstruindo o ideal de uma companhia perfeita. Um segundo motivo seria o desejo de ter um negócio próprio.

“Este ano, a pesquisa mostra que, para os jovens, fazer escolhas não é algo simples”, diz Habimorad. “Antes o jovem tinha mais clareza do que seria da sua carreira ao terminar uma graduação, que era o principal pilar de uma vida profissional. Hoje ele sabe que durante os quatro ou cinco anos do curso, surgirão e deixarão de existir muitas possibilidades de trajetória”.

Fonte(s) Convergência Digital Exame

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n"">Anali$e  I Analistas veem Google em melhor posição diante de transição para aparelhos móveis  (19/07/14)

n"">(Reuters) - O Google é a companhia mais bem posicionada para se beneficiar da transição de usuários para aparelhos móveis, aumento de publicidade local e dispositivos vestíveis, disseram analistas após a gigante de buscas ter divulgado seu 18o trimestre seguido de crescimento da receita superior a 20 por cento.   Pelo menos oito corretoras elevaram seus preços-alvo para a ação nesta sexta-feira em até 75 dólares, para até 745 dólares.

As ações do Google estavam em alta de 3,5 por cento na Nasdaq, a 594 dólares.

A companhia, que também deve se beneficiar da chamada "Internet das Coisas", disse na quinta-feira que a receita do segundo trimestre subiu 22 por cento para 15,96 bilhões de dólares, superando a estimativa média de analistas de 15,61 bilhões de dólares.

O crescimento foi favorecido pelo negócio de buscas, o YouTube e anúncios com listagens de produtos, que, combinados, impulsionaram um aumento de três vezes no tráfego para aparelhos móveis para comerciantes na comparação com o ano passado, disseram analistas da Jefferies em nota.

A Jefferies manteve sua recomendação de "compra" e preço-alvo de 700 dólares para o papel.

Dos 46 analistas que cobrem a ação do Google, 36 têm recomendação de "compra" ou avaliação superior para a ação, e 10 têm recomendação "manter". Não há recomendações de "venda", segundo dados da StarMine.

O Google obtém a maior parte de sua receita com publicidade.

O número de "cliques pagos" de consumidores em anúncios fornecidos pelo Google aumentou 25 por cento no trimestre ante um ano antes. No entanto, o preço médio dos anúncios caiu 6 por cento, uma vez que as taxas de anúncios em aparelhos móveis são tipicamente mais baratas que em anúncios online tradicionais por conta de suas telas reduzidas.

"O Google está orientando seu negócio corretamente na transição de PCs para aparelhos móveis, e está em uma posição mais favorável em mobilidade do que estava em PCs, o que deve se refletir em um múltiplo maior", disse o analista do Deutsche Bank Ross Sandler em nota a clientes.

O Google também possui o Android, o software móvel mais usado do mundo, e o YouTube, o mais popular serviço de vídeo streaming.

(Por Supantha Mukherjee)

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Anali$e  I Susan L. Wagner, cofundadora e diretora da BlackRock, entra para o conselho de administração da Apple no lugar de Bill Campbell    (17/07/14)

Macmagazine

A Apple informou hoje que Susan L. Wagner (cofundadora e diretora da BlackRock) acaba de entrar para o conselho de administração da empresa. Ela ocupará o lugar de Bill Campbell (presidente e ex-CEO da Intuit Corp.), que está se aposentando após 17 anos de participação no conselho da Maçã.

De acordo com o comunicado da Apple, Wagner cofundou a BlackRock em 1988 e ajudou a empresa a se tornar uma das maiores e mais bem sucedidas do mundo na gestão de ativos. Atualmente ela faz parte do conselho da BlackRock, da DSP BlackRock (Índia), bem como da Swiss Re, do Wellesley College e da Hackley School.

Wagner se formou no Wellesley College com um diploma em inglês e economia. Ela também fez um MBA em finanças pela Universidade de Chicago, foi reconhecida como uma das 50 mulheres mais poderosas em negócios da revista Fortune e homenageada pelo Conselho Nacional de Pesquisas sobre Mulheres (National Council for Research on Women). Na BlackRock, defendeu e continua apoiando a Rede de Iniciativa de Mulheres (Women’s Initiative Network), destinada a fomentar o potencial das mulheres dentro de empresas.

Eis a declaração de Tim Cook (CEO da Apple):

Sue é uma pioneira no mercado financeiro e nós estamos animados em dar as boas-vindas a ela no conselho de administração. Nós acreditamos que sua grande experiência, especialmente em M&A [mergers and acquisitions — em português, fusões e aquisições] e em construir um negócio global em mercados desenvolvidos e emergentes, será extremamente valiosa na medida que a Apple continua crescendo pelo mundo.

A de Arthur D. Levinson (presidente do conselho de administração da Apple):

Nós fizemos uma busca exaustiva por alguém que iria fortalecer ainda mais a amplitude de talento e experiência do nosso conselho, e estamos muito satisfeitos por ter identificado um indivíduo tão excepcional. Estou confiante de que Sue terá um importante e positivo impacto em nossa empresa.

Por fim, a de Susan L. Wagner:

Eu sempre admirei a Apple por seus produtos inovadores e equipes de liderança dinâmicas, e eu estou honrada em fazer parte do conselho. Tenho muito respeito por Tim, Arthur e os outros membros do conselho, e estou ansiosa para trabalhar com eles.

Com a chegada de Wagner, a Apple tem agora duas mulheres no seu conselho de administração — a outra é Andrea Jung (presidente e CEO da Grameen America). Além delas, Angela Ahrendts (ex-CEO da Burberry) foi contratada como vice-presidente sênior para lojas de varejo e online.

Já Bill Campbell tem uma história com a Apple que começou em 1983, quando ele entrou na empresa como vice-presidente de marketing. Ao lado de Steve Jobs e Mike Markkula, Campbell é o conselheiro mais antigo na história da Maçã.

Abaixo, uma declaração de Cook:

As contribuições de Bill na Apple são imensuráveis ​​e devemos a ele uma enorme dívida de gratidão. Em nome da diretoria e de toda a empresa, quero lhe agradecer por ser um líder, um mentor e um amigo. Quando Bill entrou no conselho da Apple, a empresa estava à beira do colapso. Ele não só ajudou a Apple a sobreviver como nos levou a um nível de sucesso que era simplesmente inimaginável em 1997.

Para terminar, a de Campbell:

Ao longo dos últimos 17 anos, tem sido emocionante assistir à história se desenrolar na medida que a Apple surge como a empresa de tecnologia pioneira no mundo. Trabalhar com Steve e Tim foi uma alegria. A empresa hoje está na melhor forma que eu já vi e a liderança de Tim com sua forte equipe permitirá que a Apple continue sendo grande no futuro.

Como a própria Apple diz, inclusão inspira inovação.

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Anali$e  I Órgão Public Citizen diz que acordo entre Google e Skybox aumenta manipulação de commodities     (24/06/14)

NOVA YORK (Reuters) - O órgão de defesa do consumidor Public Citizen pediu que os reguladores norte-americanos analisem a recente aquisição da startup aeroespacial Skybox Imaging feita pelo Google, por preocupação de que a tecnologia de satélite da empresa pode incitar a manipulação dos mercados de commodities.

Imagem de Kyushu, no Japão, captada pela Skybox Imaging     

Em carta a reguladores de energia federal e do mercado na sexta-feira, o Public Citizen disse que o acesso a imagens de da infraestrutura de óleo, gás e energia feitas por satélite da Skybox já ajuda bancos e fundos de hedge a "ganhar uma vantagem financeira e de inteligência" em commodities.

Os operadores de commodities já assinam os dados da Skybox que incluem imagens de satélite de embarcações de petróleo, atividades de oleodutos e locais de armazenamento, disse Tyson Slocum, diretor do programa de energia da Public Citizen, em carta à Comissão Federal de Regulação de Energia, que regula o mercado futuro de commodities, e à Comissão Federal de Comércio.

Outras empresas como a Genscape também fornecem dados proprietários para operadores que compram o que podem num mercado altamente competitivo.

Mas com acesso à enorme base de consumidores do Google, a tecnologia da Skybox pode exacerbar as vantagens injustas que já existem para grandes operadores.

"Os reguladores federais e o Congresso precisam agir para proteger os consumidores dos participantes de mercado que pretendem explorar informações não públicas para tirar vantagem de outros operadores", disse Slocum.

O Google não comentou as informações, e a Skybox não foi alcançada para comentar.

(Por Edward McAllister)

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Anali$e  I Microsoft compra parte de empresa especializada em tecnologias vestíveis    (04/04/14)

A Microsoft pode estar se preparando para competir com o Google no mercado de  equipamentos de realidade aumentada e dispositivos vestíveis, como os  smartwatches. De acordo com o site Business Insider, a empresa de Bill Gates adquiriu, por US$  150 milhões, os direitos sobre as patentes desse tipo de tecnologia da empresa  Osterhout Design Group (ODG), uma empresa especializada no desenvolvimento de  equipamentos vestíveis para militares e órgãos governamentais.

Apesar da aquisição, o fundador da ODG, Ralph Osterhout, afirmou que a  companhia continuará focando em produtos para o governo. Os termos da transação  entre as duas empresas ainda não estão totalmente claros, mas ao que tudo indica  a ODG continuará como uma empresa separada da Microsoft. Ao todo, a ODG possui  81 patentes relacionadas a dispositivos vestíveis, incluindo várias que poderiam  facilmente se transformar em produtos para os consumidores comuns. Entre as  patentes da empresa estão equipamentos que poderiam competir com o Google Glass,  porém com muito mais foco em realidade aumentada do que o produto do Google.

Apesar de tudo, a aquisição não significa exatamente que a Microsoft esteja  trabalhando em um dispositivo vestível, mas serve para mostrar que ela pode  estar se preparando para o caso dos novos equipamentos começarem a fazer sucesso  entre os consumidores. Com várias patentes já a disposição, fica bem mais fácil  desenvolver produtos que possam abocanhar uma fatia do mercado mesmo chegando  depois dos rivais.

Há quem acredite, inclusive, que as patentes da ODG possam ser utilizadas em  equipamentos de realidade virtual para os consoles Xbox 360 e Xbox One para  competir com o recém-anunciado  Project Morpheus da Sony. O projeto prevê a fabricação de óculos de  realidade virtual para o console PlayStation 4 da empresa. [canaltech]

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Anali$e  I Apple lidera recorde de US$ 1,64 trilhões de caixa nos EUA   (31/03/14)

Empresas americanas fora da indústria das finanças estão retendo mais caixa nos seus balanços do que nunca

Sarah Frier, da

Logo da Apple em vitrine de loja: acumulação de caixa pode ajudar as empresas a manter notas de crédito altas

San Francisco - As empresas americanas fora da indústria das finanças estão retendo mais caixa nos seus balanços do que nunca, com US$ 1,64 trilhão no final de 2013.

É 12 por cento a mais do que o recorde anterior, de 2012, disse hoje em um relatório a Moody’s Investors Service. As empresas de tecnologia lideraram a carga, com a Apple, a Microsoft, a Google e a Verizon Communications no topo da lista de empresas com muito caixa.

A acumulação de caixa pode ajudar as empresas a manter notas de crédito altas e garantir que a dívida no curto prazo possa ser paga se houverem oscilações ou interrupções nos mercados de capitais, escreveu no relatório o analista de crédito da Moody’s Richard Lane. Altos níveis de caixa também podem atrair os acionistas ativistas, que podem enfraquecer a nota de crédito de uma empresa, ou encorajar as empresas a tomarem decisões arriscadas, como aquisições caras.

A Apple, cujo caixa passou de US$ 5,46 bilhões em 2004 para US$ 158,8 bilhões, agora possui 9,7 por cento do total de caixa corporativa fora da indústria financeira. A empresa com sede em Cupertino, Califórnia, que reinstaurou os dividendos em 2012, foi almejada por Carl Icahn por não devolver suficiente dinheiro aos acionistas. Icahn abandonou sua campanha em fevereiro, depois que a companhia aumentou as reaquisições.

As empresas de tecnologia possuíam US$ 309 bilhões a mais de caixa no final do ano passado do que em 2009, o que representa 53 por cento do aumento para as companhias não financeiras.

As empresas na indústria de tecnologia mantiveram US$ 450 bilhões no exterior: 47 por cento da caixa corporativa mantida fora dos EUA.

Brechas legais

As empresas andam colocando mais dinheiro em países com impostos baixos, aproveitando brechas legais no código fiscal dos EUA. As multinacionais com sede nos EUA acumularam US$ 1,95 trilhão fora do país, 11,8 por cento a mais do que um ano atrás, conforme documentos de valores de 307 corporações revisados pela Bloomberg News. Três empresas com sede nos EUA – a Microsoft Corp., a Apple e a International Business Machines Corp. – acrescentaram US$ 37,5 bilhões, 18,2 por cento do aumento total.

O dispêndio de capital de US$ 869 bilhões e pagamentos de dividendos por US$ 365 bilhões alcançaram os valores mais altos em sete anos no ano passado, ao passo que o gasto em aquisições e na reaquisição de ações caiu, conforme a Moody’s.

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Anali$e  I Por que Jeff Bezos, da Amazon, acha que jornais são bom negócio   (07/03/14)

Executivo anunciou hoje que irá investir US$ 12 milhões no site de notícias Business Insider, meses depois de comprar o Washington Post

Julia Carvalho, de

Jeff Bezos: fundador da Amazon está investindo em jornais e sites de notícias

São Paulo – Jeff Bezos, fundador e presidente executivo da Amazon, é um dos 20 maiores bilionários do mundo e tem 25,2 bilhões de dólares para gastar onde quiser.

Então por que está investindo em jornais e sites de notícias, um setor que passa por uma transição difícil?

Porque ele espera encontrar a resposta para um modelo de negócios sustentável e lucrativo para a imprensa.

Na última quinta-feira, Bezos anunciou que, através de seu fundo de investimentos pessoal, o Bezos Expeditions, investiria 12 milhões de dólares no site de notícias de negócios Business Insider. É a segunda vez que o executivo coloca dinheiro no portal: em abril do ano passado, aportou outros 5 milhões.

Segundo comunicado do site, o dinheiro será utilizado para contratar mais jornalistas e fotógrafos e para, quem sabe, abrir uma versão britânica do site. O investimento será, portanto, em conteúdo, e não em publicidade ou assinaturas, que é de onde as empresas jornalísticas tiram dinheiro.

Este primeiro investimento pode ter tido uma motivação diferente da de hoje. Segundo jornais estrangeiros, ele ocorreu porque Henry Blodget, fundador do Business Insider, ajudou a Amazon a se erguer no início do negócio. O que são 5 milhões para quem tem 25 bilhões de dólares e quer ajudar um amigo?

A partir daí, porém, a coisa mudou um pouco de figura.

Washington Post

Em outubro do ano passado, Bezos anunciou que compraria o jornal Washington Post por 250 milhões de dólares. Depois de mais de 80 anos, a família Graham deixou o comando do conglomerado. O jornal vinha apresentando quedas em números de leitores e de anunciantes já há alguns anos.

Junto com o jornal que leva o nome da companhia, Bezos levou seus outros produtos, que incluíam canais de TV à cabo e um jornal escrito todo em espanhol, o El Tiempo Latino.

De início, Bezos teve de ser convencido a comprar a companhia, revelou o executivo para o programa americano de entrevistas 60 minutes, em dezembro. “Por que você está me oferecendo isso? Eu não sei nada sobre notícias”, teria dito ele a Don Graham. “Mas sabe tudo sobre internet”, respondeu o então dono do jornal.

A mídia impressa passa por dificuldades cada vez maiores e luta para encontrar uma maneira de migrar para a internet e lucrar com isso.

Bezos está convencido de que será ele a descobrir a fórmula mágica.

Em uma visita à redação do jornal, logo após o anúncio da compra, Bezos demonstrou que sua ideia é fornecer à empresa uma espécie de “colchão financeiro”, isto é, dar ao Post “tempo para conduzir experimentos que possam levar a um modelo de negócios de sucesso”, diz o próprio jornal. Ainda que sangre por um tempo, daí pode surgir uma solução mais duradoura para o setor.

Na redação do jornal, Bezos não mexeu. Ele afirmou que visitaria o escritório de vez em quando, mas continuaria focado em seu negócio principal, a Amazon. Os jornalistas do Washington Post continuarão no comando das notícias.

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Anali$e  I Comcast e Time Warner Cable anunciam fusão   (13/02/14)

As operadoras americanas de televisão Comcast e Time Warner Cable (TWC) oficializaram um plano de fusão

 

Técnico da Time Warner Cable atendendo a um assinante: operação cria um gigante da televisão a cabo, internet e serviços de telecomunicações nos EUA

Nova York - As operadoras americanas de televisão Comcast e Time Warner Cable (TWC) oficializaram nesta quinta-feira um plano de fusão, que avaliou a TWC em 45,2 bilhões de dólares.

A Comcast, que venceu a disputa com a rival Charter Communications, propôs 2,875 de suas ações por cada título da Warner, segundo um comunicado conjunto.

A operação cria um gigante da televisão a cabo, internet e serviços de telecomunicações nos Estados Unidos.

A ação da TWC foi avaliada em 158,82 dólares, superior à oferta de US$ 132,5 da Charter Communications, a número quatro do setor e controlada pelo magnata John Malone.

A TWC havia divulgado publicamente que esperava um valor de 160 dólares por ação para considerar uma fusão.

Após a operação, os acionistas da TWC possuirão quase 23% da nova sociedade.

Comcast e TWC consideram que a fusão permitirá gerar 1,5 bilhão de dólares em sinergias.

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Anali$e  I Google acelera, passa Intel e fica em primeiro em aquisições   (11/02/14)

Companhia de buscas realizou mais negócios que qualquer outra empresa no mundo nos últimos três anos

Brian Womack e Ari Levy, da

Consumidor testa o termostato digital da Nest Labs: companhia foi a última aquisição do Google, por US$ 3,2 bilhões 

San Francisco - A Google, a empresa que lidera as buscas na internet, ganhou um novo superlativo: a que faz mais negócios.

Desde a compra de uma desenvolvedora de termostatos digitais até a venda de uma unidade de telefonia celular, a Google realizou mais negócios que qualquer outra empresa no mundo nos últimos três anos, segundo dados compilados pela Bloomberg até janeiro. A empresa de publicidade WPP foi a segunda, seguida pela fabricante de chips Intel. A Google havia ficado em 13º lugar nesse mesmo quesito nos três anos anteriores.

Desde que assumiu o cargo de CEO em 2011, Larry Page, um dos fundadores da empresa, empurrou a Google para além dos anúncios na internet. Ele usou o caixa da empresa, que totalizou US$ 58,7 bilhões no último trimestre, para investir em dispositivos conectados, em uma empresa de serviços executivos e em aplicativos para aparelhos móveis. O grupo de fusões e aquisições, liderado por Don Harrison, expandiu-se em pelo menos 50 por cento nos dois últimos anos, disse uma fonte com conhecimento sobre a unidade. Enquanto isso, a Google Ventures se tornou uma grande investidora em startups e um novo grupo chamado Google Capital financia empresas later stage (consolidadas e com perspectiva de abertura de capital em bolsa).

“Eles estão realmente começando a parecer uma máquina de fazer negócios”, disse Maha Ibrahim, sócio da empresa de capital de risco Canaan Partners em Menlo Park, Califórnia, que participou de investimentos com a Google Ventures e a Google Capital. “Como eles têm uma base de interesses tão diversificada, você vê essas aquisições chegando com pouca relação, aparentemente, com o negócio de publicidade”.

Negociações

Incluindo aquisições, investimentos e o ocasional desinvestimento, a empresa com sede em Mountain View, Califórnia, participou de 127 negociações nos últimos três anos, mais que o dobro do número entre janeiro de 2008 e janeiro de 2011, segundo os dados. Embora o valor total dos negócios fechados pela Google tenha subido para US$ 17,6 bilhões, ainda é inferior ao de empresas como General Electric Co., com US$ 19,9 bilhões, e Blackstone Group LP, com US$ 62,3 bilhões, mostram os dados. Isso inclui investimentos que vieram de outras empresas e exclui alguns negócios de risco que continuam não revelados.

A Intel, que também tem uma unidade de operação de capital de risco, liderou o período anterior de três meses com 104 negócios e caiu para terceiro no período mais recente, com 121 transações.

No mês passado, a Google fechou um acordo para comprar a fabricante de termostatos digitais Nest Labs por US$ 3,2 bilhões, movendo-se em direção ao hardware. Para reforçar seus experimentos em robótica, a Google adquiriu a Boston Dynamics em dezembro, somando-a a várias outras aquisições no setor no ano passado, e comprou a DeepMind Technologies Ltd., um desenvolvedora de inteligência artificial com sede em Londres, em janeiro.

Alcance amplo

A onda de investimentos está levantando a preocupação de que a Google tem uma vantagem injusta sobre concorrentes menores porque tem muitos relacionamentos e conhece o funcionamento interno de muitas indústrias, disse Marc Rotenberg, diretor-executivo do Centro de Privacidade e Informação Eletrônica em Washington. A Google controla dois terços do mercado de buscas dos EUA e tem mais de 1 bilhão de usuários em seu serviço de vídeos YouTube.

“Cada vez mais se escuta a pergunta: por que não há uma apuração maior das práticas da Google?”, disse Rotenberg.

A Google precisa encontrar novos mercados depois que o crescimento das vendas desacelerou para 19 por cento no ano passado, contra 37 por cento em 2012. Além da receita somada com as aquisições, os investimentos têm o potencial de fornecer uma compreensão dos mercados emergentes ou das tecnologias promissoras que a Google de outra maneira não veria.

“Eles realmente estão por toda parte”, disse Ethan Kurzweil, sócio da Bessemer Venture Partners em Menlo Park. “Toda estratégia que você possa imaginar que uma empresa empregue, eles estão empregando, de uma forma ou de outra”.

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Anali$e  I Yahoo! muda base fiscal da Suíça para a Irlanda   (07/02/14)

Companhia está mudando sua base fiscal europeia à medida que aumenta a pressão sobre o país dos Alpes para abolir alguns incentivos tributários corporativos

 

Londres/Roma - O Yahoo! está mudando sua principal base fiscal europeia da Suíça para a Irlanda, mostrou uma análise feita pela Reuters de comunicados e contas da companhia, à medida que aumenta a pressão sobre o país dos Alpes para abolir alguns incentivos tributários corporativos.

O grupo de Internet afirmou que a mudança reflete a racionalização de suas operações na Europa e não foi motivada por um desejo de reduzir seus dispêndios tributários, um dos mais altos do setor de tecnologia dos Estados Unidos.

"O Yahoo! paga todos os impostos necessários e está em conformidade com a legislação tributária em todos os países onde opera. Levamos nossas obrigações fiscais a sério", disse Caroline Macleod-Smith, porta-voz do Yahoo!.

No entanto, especialistas tributários disseram que é provável que as mudanças que a Suíça pretende fazer em sua legislação fiscal, após sofrer pressão da União Europeia, tenham tido alguma influência sobre a decisão, e que outras companhias devem seguir o exemplo do Yahoo!.

"Obviamente motivos fiscais fazem parte das razões pelas quais eles estão saindo da Suíça", afirmou Frank Marty, diretor de política fiscal do grupo de lobby Economie Suisse.

Atualmente, a Suíça oferece taxas de impostos para as empresas que divulgam lucros fora do país que correspondem a menos da metade das taxas impostas às empresas que operam localmente.

As regras da UE exigem que os países não façam discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras no que diz respeito à tributação, e a Suíça foi avisada que, se quer desfrutar de acesso irrestrito ao mercado do bloco, precisa encerrar a prática.

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Anali$e  I Conhece o número 1 do Facebook no Brasil?    (01/02/14)

Leonardo Tristão dirige o escritório do Facebook no Brasil e acompanha os 50 milhões de brasileiros que usam o site diariamente, para definir os planos da rede social no país

José Eduardo Costa, da

Leonardo Tristão, do Facebook: "Gosto de tecnologia, mas não sou um aficionado"

São Paulo - O engenheiro Leonardo Tristão, de 42 anos, não aparenta ter feito carreira em empresas de telecom e tecnologia. Não denota a inquietude tão comum a profissionais que trabalham nessas indústrias.

Tem fala mansa, diz que não é um aficionado por tecnologia, embora seja ligado nos assuntos da área, e é avesso às longas jornadas de trabalho, frequentes em ambos os setores. A seguir, Leonardo fala como se deu sua trajetória até assumir a direção do Facebook no Brasil, há dois anos, e dos planos para 2014.

"Concluí a faculdade de engenharia de telecomunicações em Santa Rita do Sapucaí (MG) e fui trabalhar na IBM, mas fiz carreira na Ericsson. Lá, ganhei uma mentalidade mais global.

Morei no exterior de 2000 a 2005. Fui responsável por uma divisão da Ericsson para a América Latina. Morava em San Diego, Estados Unidos. Depois, assumi as operações da empresa no Sudeste Asiático.

Fui trabalhar no Google, e comecei uma área de desenvolvimento de negócios e depois assumi uma diretoria de publicidade. Aprendi o que é ubiquidade — a capacidade de estar em vários ambientes — e a trabalhar onde tudo muda a toda hora.

Vim para o Facebook em 2011. Começamos a montar o escritório do zero. Uma das decisões acertadas logo no início foi estruturar as equipes por indústria: bens de consumo, automobilística. Se o profissional conhece o segmento, consegue vender o valor que o Facebook tem para aquele setor.

Uma das características para trabalhar aqui é a capacidade analítica. Essa habilidade faz com que o profissional consiga construir uma narrativa sobre por que o Facebook é importante para o cliente.

Neste ano queremos aproveitar o efeito da chamada segunda tela, que é a utilização de smartphones ou tablets enquanto se assiste tevê. Os usuários têm esse hábito quando entram no nosso site. Isso abre novas oportunidades de interação. "

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Anali$e  I Criamos uma geração sem foco, diz Daniel Goleman   (30/12/13)

O americano Daniel Goleman afirma que estímulos constantes criaram uma geração sem foco, com dificuldade de desenvolver o raciocínio lógico e criativo. A boa notícia: é possível aprender a se concentrar

Lucas Rossi, de

São Paulo - O americano Daniel Goleman, psicólogo e Ph.D. da Universidade Harvard, tornou-se célebre ao publicar o livro Inteligência Emocional, em 1995, que já vendeu mais de 5 milhões de cópias no mundo — 400 000 só no Brasil. Sua obra mais recente, Foco, lançada quase 20 anos depois, chegará às livrarias em janeiro.

Nela, Goleman defende que — num momento em que a tecnologia e o excesso de informação geram distrações a cada minuto — criou-se uma geração sem foco, com dificuldade­ de desenvolver a capacidade de concentração. Mas, para ele, a atenção é como um músculo que pode ser treinado. E quem consegue chegar lá tem ideias melhores e mais criativas.

É o que fazia Bill Gates quando presidia a Microsoft, nos anos 90. Em períodos que chamava de “think weeks” (numa tradução livre, “semanas para pensar”), ele passava uma quinzena numa casa no campo para pensar sem interrupções.

Jack Welch, o lendário presidente mundial da multinacional americana General Electric, reservava uma hora por dia para simplesmente olhar pela janela. Em entrevista a EXAME, o autor fala mais sobre seu mais recente trabalho.

EXAME - O senhor defende que as pessoas nunca estiveram tão desfocadas. Quais são as consequências?

Daniel Goleman - Estamos sem tempo para refletir. Sem essa pausa não conseguimos digerir o que está acontecendo ao redor. Os circuitos cerebrais usados pela concentração são os mesmos que geram a ansiedade. Quando aumenta o fluxo de distrações, a ansiedade tende a aumentar na mesma proporção.

Precisamos ter um momento, no trabalho e na vida, para parar e pensar. Sem concentração, perdemos o controle de nossos pensamentos. Mas o oposto, quando estamos muito atentos, também é um problema. Nos tornamos vítimas de uma visão restrita e da mente estreita. É preciso dar equilíbrio a isso.

EXAME - Como escapar dessa armadilha?

Daniel Goleman - Dormir bem ajuda na concentração. Mas o melhor exercício é criar um período em que as interrupções sejam proibidas. Isso significa não ter reuniões, receber ligações, ver e-mails ou ter contato com qualquer outra fonte de distração. Isso pode ser feito antes do trabalho ou durante o expediente, em uma sala de reuniões por pelo menos 10 minutos.

Os chefes precisam entender que, para ter bons resultados, suas equipes devem ter tempo para se concentrar. E isso significa dar a oportunidade a elas de ter momentos sem interrupções. 

No Google, por exemplo, os funcionários têm sido incentivados a parar por alguns minutos durante o dia e prestar atenção na própria respiração. Isso faz com que o circuito do cérebro responsável pela concentração seja ativado.

EXAME - Segundo seus estudos, existem três tipos de foco: o interno, o externo e o empático (voltado para o outro). O interno é a habilidade de se concentrar, apesar do que há ao redor. O externo é a capacidade de análise do ambiente. E o empático é a competência de prestar atenção em alguém. Por que é importante classificá-los dessa maneira? 

Daniel Goleman - Para saber quando e como usar cada um na situação certa. O foco interno, por exemplo, é a chave para o profissional se motivar, ter metas, se controlar. Todos os profissionais precisam disso. O foco externo ajuda na leitura dos sistemas de maneira ampla.

É com ele que conhecemos quem são os competidores, como está o mercado, a economia e quais são as mudanças tecnológicas. Sem isso, ninguém consegue ter um bom resultado. A empatia é importante para quem quiser ser um bom líder. Ela é a forma como entendemos e falamos com as pessoas.

Só com ela um profissional saberá como motivar quem está ao redor. Não importa quais são as metas, todo mundo precisa de pessoas para alcançá-las. Ou seja, todas são importantes.

EXAME - Em seu livro, o senhor cita Steve Jobs, fundador da Apple, como alguém com alto poder de foco. Ele praticava meditação, considerada um bom exercício de concentração. Como a prática pode ser útil?

Daniel Goleman - Ao meditar, Jobs entrava no estado de consciência aberta. Experimentos sugerem que estar nesse estado, que é dar atenção a tudo o que está passando na mente, é a fonte dos pensamentos mais criativos.

É ir além de reunir informações e ter uma atenção seletiva, num processo que usamos para resolver um problema particular. É liberar o cérebro para fazer as associações acidentais que levam a novas percepções. Artistas e inventores costumam praticar devaneios produtivos.

EXAME - Como não ceder à tentação de ficar conectado o tempo todo? 

Daniel Goleman - Entendendo que exercitar o foco é importante. Realizar uma tarefa e, só depois, ver as notícias ou responder a um e-mail. A melhor forma de fazer isso é dando recompensas. Você só pode acessar um site que deseja depois de terminar determinada atividade que planejou.

EXAME - No livro, o senhor diz que profissionais que atuam em áreas de que gostam têm mais poder de foco. Por que isso acontece? 

Daniel Goleman - Muita gente procrastina porque os desafios são baixos. O que precisamos fazer é buscar tarefas mais difíceis. Isso aumenta o poder de foco. E costumamos perseguir espontaneamente isso com mais frequência quando gostamos do que fazemos. 

EXAME - Além de Steve Jobs, quais outros profissionais têm alta capacidade de estar focados?

Daniel Goleman - O guru de negócios Jim Collins costuma apontar alguns presidentes capazes de criar empresas que duram. Acho que eles são bons exemplos de pessoas com foco. Conseguem ter um autocontrole exemplar, motivam suas corporações e são hábeis em entender os sistemas das empresas.

Além de serem exímios negociadores. O presidente da multinacional coreana ­Samsung, Oh-Hyun Kwon, tem mostrado ser um executivo bastante focado. Apesar da alta concorrência, conseguiu concentrar a estratégia da empresa em ter um produto altamente competitivo.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, entende muito sobre os usuários de sua rede. O foco externo dele é admirável. Alguns políticos são bons exemplos de pessoas que são focadas nos outros. Eles costumam ter empatia.

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Anali$e  I  Mobly cria loja de móveis de luxo para ganhar mercado    (12/12/13)

São Paulo – Com mais de 10 milhões de dólares em investimentos, a Mobly começa a expandir sua atuação no mercado de móveis online. Criada em 2011, a loja online tem mais de 45 mil produtos disponíveis. Agora, aumenta esse número com mais 7 mil itens em um novo site focado no mercado de luxo, o Keva. “Nosso foco sempre foi prover a maior oferta de produtos de forma que qualquer um encontre o que está procurando”, indica Victor Noda, CEO e co-fundador da empresa.

A decisão de criar uma nova marca surgiu para não afastar os atuais consumidores. A empresa estima que 70% dos clientes são das classes B e C. “Se começasse a criar um sortimento mais de luxo ou design, o cliente teria a percepção que o site é caro e que não é pra ele. Temos muito cuidado com a experiência do cliente”, conta.

Riva, Minuano e Carolina Haveroth são algumas das marcas encontradas no novo site. Independentes, as lojas Keva e Mobly vão se conversar apenas no carrinho de compras. “Para atacar o mercado sem canibalizar onde a gente já está, a estratégia foi criar um canal novo, com experiência diferenciada, muito mais de design. A gente quer deixar bem claro que é do mesmo grupo, para transmitir essa credibilidade. Mas, o objetivo é facilitar, não dificultar, por isso a gente criou o carrinho integrado, em que o cliente consegue comprar nos dois sites ao mesmo tempo”, explica.

Hoje, a Mobly tem um escritório em São Paulo e um Centro de Distribuição de 10 mil metros quadrados em Jundiaí. Rocket Internet, JP Morgan, Kinnevik e Grupo Cisneros já fizeram investimentos na empresa que, no ano passado, faturou mais de 180 milhões de reais.

O crescimento ajudou a bancar novos investimentos para o projeto no mercado de luxo. “O investimento foi em tecnologia, para criar essa plataforma que integra os dois sites, e também em sortimento de produtos. Este investimento veio da própria Mobly, que tem investidores externos. Foi uma questão de alinhar com eles a locação de parte de um investimento novo”, explica.

A empresa trabalha com expectativas de faturar mais de 30 milhões de reais ao ano com o novo site. “A gente nunca espera que seja do tamanho da Mobly, que teve e continua tendo muito investimento e tem um mercado muito grande. A gente vê com potencial grande de representar de 15% a 20% do faturamento do grupo”, diz.

Para a Mobly, os planos incluem ultrapassar as fronteiras nacionais. “A gente tem discutido bastante com investidores, que têm muito interesse em ir ao México, Chile e Colômbia”, conta. 

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Anali$e  I  Apple gastou US$60 mi com advogados contra Samsung    (06/12/13)

Apple e Samsung estão envolvidas em um litígio global sobre propriedade intelectual

Dan Levine, da

San Francisco - A Apple pagou para seu escritório de advocacia aproximadamente 60 milhões de dólares em comissões por conta do litígio contra a Samsung na corte federal da Califórnia, de acordo com documentos legais da Apple divulgados na quinta-feira.

Apple e Samsung estão envolvidas em um litígio global sobre propriedade intelectual. As duas empresas de tecnologia foram a julgamento duas vezes nos últimos dois anos em uma corte federal de San Jose, Califórnia, e júris premiaram a Apple em um total de aproximadamente 930 milhões de dólares.

Em documentos do tribunal, a Apple pediu à juíza Lucy Koh para ordenar à Samsung o pagamento de 15,7 milhões de dólares do total que a Apple gastou com advogados.

A Apple não foi encontrada imediatamente para comentar a informação, e a Samsung disse que não iria se pronunciar.

Em sua petição, a Apple alega ter pagado ao escritório de advocacia Morrison & Foerster aproximadamente 60 milhões de dólares no mês passado, sem contar advogados que cobraram 100 mil dólares pelo caso.

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Anali$e  I  Espionagem pode gerar perda de US$ 35 bi  (30/11/13)

Revelação de escutas ilegais fez empresas de tecnologia dos EUA perderem contratos

Nicole Gaouette BLOOMBERG NEWS

Alex Wong/Getty Images

SÃO FRANCISCO – A irritação internacional com a espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) está afetando as vendas globais das companhias americanas de tecnologia e prejudicando os esforços dos EUA na promoção da liberdade da internet.

As revelações sobre a espionagem no exterior poderão custar às companhias americanas US$ 35 bilhões em faturamento perdido até o final de 2016, por causa das dúvidas sobre a segurança da informação dos seus sistemas, segundo o grupo de pesquisas Information Technology & Innovation Foundation.

“As possíveis consequências são enormes, considerando o quanto a nossa economia depende da economia da informação para crescer”, disse Rebecca MacKinnon, pesquisadora sênior do grupo New America Foundation, de Washington. “É ali que se encontra cada vez mais a vantagem para os EUA”.

Qualquer revés da política americana para manter a internet aberta também poderá infligir indiretamente danos a companhias como Apple e Google, que se beneficiam das redes globais com poucas restrições nacionais. Cerca de 40% da população mundial, ou 2,7 bilhões de pessoas, estão conectadas, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

A Cisco Systems, maior fabricante de equipamentos para redes de computadores, disse este mês que as revelações sobre a NSA estão causando alguma hesitação entre os clientes de mercados emergentes.

Os pedidos da China caíram 18% nos três meses encerrados em 26 de outubro. O país pretende elevar os gastos com TI para US$ 520 bilhões em 2015, para aumentar as velocidades de banda larga urbana e expandir o acesso da internet rural. Em outros países, Robert Lloyd, diretor de desenvolvimento e vendas da Cisco, disse: “Não está havendo um impacto concreto, mas certamente está levando as pessoas a parar e pensar sobre suas decisões”.

As empresas de tecnologia não são as únicas que enfrentam possíveis prejuízos. O mercado de computação em nuvem deverá alcançar US$ 207 bilhões em 2016, de acordo com a Information Technology & Innovation Foundation.

Levantamento da Cloud Security Alliance, concluiu que 10% dos seus membros não americanos cancelaram contratos com provedores de computação em nuvem dos EUA, desde maio. Cerca de 56% deles disseram que provavelmente não usarão um desses provedores.

Internacional

A revelação da espionagem levou alguns governos a repensar “propostas que limitariam o livre fluxo das informações”, disse Richard Salgado, diretor para assuntos legais e de segurança da informação do Google, num depoimento ao Senado americano em 13 de novembro. “Isto poderá ter graves consequências, como a redução da segurança dos dados, aumento dos custos, queda da competitividade e prejuízo para consumidores”.

Posições como as defendidas pela China e Rússia, que tentam impor mais controles nacionais à internet, estão ganhando terreno. Potências econômicas emergentes, como Índia, México e Coreia do Sul, estão considerando a adoção de novas restrições.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que foi monitorada pelos EUA, pediu nova discussão sobre a governança da internet com o apoio da Alemanha, cuja chanceler, Angela Merkel, também foi alvo da NSA. O Brasil estuda a possibilidade de uma lei exigindo que empresas como o Google utilizem centros de dados ou equipamentos desenvolvidos pelo governo.

Uma preferência por provedores que não sejam dos EUA poderá prejudicar empresas como a Juniper Networks Incorporated, com sede em Suunyvale, Califórnia, que respondeu por 10% das receita proveniente das operações com roteadores no Brasil no primeiro semestre do ano, ou a Cisco que detém 65%.

Na Alemanha, a empresa Deutsche Telekom, com sede em Bonn, integra uma aliança de companhias que vem promovendo um sistema para manter os e-mails alemães e as buscas na internet dentro do país.

/ TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA E TEREZINHA MARTINO

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Anali$e  I  Zuckerberg é o executivo mais bem pago dos EUA, diz consultoria GMI Ratings   (23/03/13)

O dono e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, lidera a lista dos diretores norte-americanos mais bem pagos, batendo um novo recorde em 2012 com um pacote de remuneração estimado em US$ 2,278 bilhões, segundo o relatório da empresa especializada GMI Ratings.

O estudo mostrou que o salário de Zuckerberg é de US$ 503 mil e um bônus de US$ 266 mil, que foram ofuscados por um pacote de ações avaliado em US$ 2,27 bilhões.

A empresa analisou 2.259 empresas norte-americanas de capital aberto e mais de 2.250 diretores.

Entre os diretores que se aproximaram dessa cifra em 2012 está o executivo Richard Kinder, do gigante da energia Kinder Morgan, a quem foi pago um salário de US$ 1 milhão mais ações avaliadas em mais de US$ 1,1 bilhão.

Os dois diretores ficaram muito à frente de outros executivos. O terceiro lugar ficou com Mel Karmazin da Sirius XM Radio com 255 milhões, seguido por Gregory Maffei (US$ 254 milhões) da Liberty Media e Tim Cook (US$ 143 milhões) da Apple.

Os outros que completam a lista dos 10 mais bem pagos foram os diretores executivos Edward Stack da Dick's Sporting Goods's (142 milhões), Howard Schultz de Starbucks' (117 milhões de dólares), Marc Benioff da Salesforce's (109 milhões) e Frank Coyne da Verisk Analytics (100 milhões de dólares).

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Anali$e  I  Daily Variety é encerrada após 80 anos de existência   (23/03/13)

A Daily Variety publicou sua última edição impressa na terça-feira (19). Considerada a bíblia do entretenimento de Hollywood, a publicação não suportou a concorrência acirrada e as quedas nas receitas publicitárias.

Apesar do encerramento da edição impressa, a Daily Variety planeja fusão com sua publicação irmã semanal, a Variety, para formar um novo semanário impresso que deve estrear já na próxima semana.

Um novo site foi lançado no último dia 1º de março, eliminando um paywall de quatro anos que não funcionou bem.

Assim como seu rival, The Hollywood Reporter, o veículo não conseguiu suportar as quedas nas receitas. "Estamos entregando um produto impresso contando para vocês histórias que vocês já leram em nosso website. Financeiramente, isso não faz sentido", diz Michelle Sobrino, publisher da Variety, em entrevista ao Los Angeles Times.

A revista semanal Variety foi fundada em 1905 em Nova York como uma publicação impressa focada no circuito de vaudeville. Já a Daily Variety foi lançada em 1933 em Hollywood, com foco no circuito hollywoodiano. JW

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Anali$e  I  Amazon desbanca Apple e lidera ranking de reputação nos EUA    (14/02/13)

A Amazon.com deixa Apple para trás e encabeça o ranking de reputação das empresas, elaborado pela americana Harris Interactive.

A empresa de pesquisas avalia anualmente a exposição das 60 companhias com maior visibilidade nos Estados Unidos. Por centésimos, a Apple, que é administrada por Tim Cook há pouco mais de dois anos, passou para o segundo lugar, perdendo o posto para a gigante do comércio eletrônico.

Segundo os avaliadores, o papel social da empresa e os bons sentimentos atrelados à marca se destacaram como quesitos preponderantes para a reputação. Os americanos consultados também avaliaram se a empresa é boa para trabalhar e se há confiança na marca, além da sua posição competitiva no mercado em que atua.

Destacam-se no topo do ranking empresas ligadas ao varejo. Embora siga na liderança, o setor de varejo acompanha o de tecnologia entre as maiores perdas de reputação. Na outra ponta do ranking, as companhias de serviços financeiro, surradas pela crise, continuam ocupando os últimos lugares pelo segundo ano consecutivo.

A Harris Interactive destaca, no entanto, que o setor financeiro é o que apresentou maior avanço em suas notas, juntamente com as empresas ligadas ao setor automotivo e energético.  Bárbara Ladeia, de

 

Ranking Empresa 2013 2012 2011
1 Amazon.com   82.62  81.92  81.14
2 Apple   82.54  85.62  82.05
3 The Walt Disney Company   82.12   81.28  81.04
4 Google   81.32  82.82  84.05
5 Johnson & Johnson   80.95  80.45  83.13
6 The Coca-Cola Company   80.39  81.99  80.38
7 Whole Foods Market   78.65  80.14  79.57
8 Sony   78.29  79.22  80.44
9 Procter & Gamble Co.   77.98  78.09  80.98
10 Costco   77.95  76.72  78.03
11 Samsung   77.70  78.11 -
12 Kraft Foods   77.46  81.62  81.67
13 USAA   77.39  75.55 -
14 Nike   77.24  75.95  74.11
15 Microsoft   76.46  79.87  80.16

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BlackRock pode adquirir US$ 80 milhões em ações do Twitter   (26/01/13)

A maior empresa mundial de gestão de ativos, a BlackRock, assumiu uma participação de 80 milhões de dólares no Twitter Inc, segundo informou na sexta-feira uma pessoa a par do negócio.

O Twitter Inc, empresa de mídia social criada há seis anos, não vai vender novas ações no mercado, como parte do acordo privado que a valoriza em mais de 9 bilhões de dólares. A BlackRock vai comprar os papéis diretamente dos primeiros empregados do Twitter que buscam liquidar seus ativos em ações e opções.

A nova avaliação do Twitter demonstra um ligeiro aumento desde o final de 2011, quando a empresa realizou uma transação semelhante com o príncipe Alwaleed bin Talal, da Arábia Saudita, a qual fez com que a empresa tivesse uma valorização estimada em 8,4 bilhões de dólares.

O Twitter procurou investidores para uma outra oferta em meados do ano passado, na esteira da fracassada oferta pública inicial do Facebook Inc em maio, mas não concluiu o negócio até recentemente, segundo pessoas com conhecimento dos negócios da empresa.

Nos últimos anos, outras empresas de tecnologia, incluindo Facebook, Groupon Inc e SurveyMonkey, recorreram a transações similares para remover empregados do negócio e adiar uma oferta pública inicial de ações.

Há rumores de que o próprio Twitter faça uma oferta pública de ações dentro de dois anos. Gerry Shih, da Reuters

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Ações da Apple recuam para menor nível em cinco meses  (07/11/12)

As ações da Apple chegaram a cair mais de 4% nesta quarta-feira, para o menor nível em cinco meses, rompendo um suporte técnico e apontando para uma tendência de baixa.

O papel da empresa de tecnologia mais valiosa do mundo já caiu mais de 20% ante o recorde de alta em setembro. Na mínima desta sessão, chegou a ação da Apple chegou a ser negociada a US$ 556. Às 16h58, (horário de Brasília), o papel recuava 3,6%, a US$ 559,29.

Embora no acumulado de 2012 as ações da Apple ainda tenham valorização de 38%, a companhia enfrenta uma competição sem precedentes durante a crucial temporada de vendas de fim de ano, com rivais como Microsoft, Samsung, Google e Amazon.com desafiando sua dominância em smartphones e tablets.

Analistas dizem que a ação da Apple continua uma sólida aposta de longo prazo, mas incertezas persistem no médio prazo depois que o presidente-executivo da companhia, Tim Cook, demitiu o chefe de software móvel Scott Forstall e a empresa não atingiu as expectativas de analistas em seu último resultado trimestral.  Reuters

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Ação do Google se aproxima de máxima histórica   (07/09/12)

Papel foi impulsionado por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia

Nova York - As ações do Google subiram para máximas recordes em vários anos, impulsionadas por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia.

A ação do Google chegou a ser negociada a US$ 712,25 mais cedo, próximo do recorde histórico de US$ 741,79, alcançado em 6 de novembro de 2007. Durante a negociação da tarde, os papéis acumulavam ganho de 9,4% neste ano. Às 16h25 (horário de Brasília), as ações do Google subiam 0,96%, para US$ 706,12.

Analistas atribuíram parte da alta da ação a uma apresentação otimista do diretor de negócios da companhia, Nikesh Arora, nesta semana durante conferência do Citigroup, na qual ele disse que a empresa fez progressos sobre preocupações dos investidores.

De acordo com o analista do Citigroup Mark Mahaney, que viu a apresentação, Arora destacou como o Google poderia ver maiores oportunidades de lucro em seus negócios móveis, onde desfrutou de um aumento nas ativações do sistema operacional Android durante o verão (no Hemisfério Norte). O executivo também disse na apresentação que o crescimento do YouTube tem sido muito forte e isso está exigindo um conteúdo mais desenvolvido profissionalmente, de acordo com Mahaney em nota a clientes.

Os novos smartphones da Samsung e Motorola que usam o sistema operacional móvel Android do Google foram lançados nesta semana e também foram citados entre as razões para a forte alta das ações da empresa. As informações são da Dow Jones.  [Clarissa Mangueira]

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Universal pode abrir mão da britânica Parlophone, 1ª gravadora dos Beatles por EMI    (28/07/12)

A Universal Music estaria disposta a vender a Parlophone Records, uma das mais tradicionais gravadoras britânicas e a primeira a lançar os Beatles, a fim de comprar a EMI Music.

A iniciativa está relacionada ao interesse de a Universal convencer os órgãos antitruste a aceitaram a proposta de aquisição da EMI.

Isso porque, com a operação, a Universal em algumas regiões ficaria com mais de 50% do mercado da música. Vendendo a Parlophone, em toda Europa, ela teria menos de 40% de market share.

Pessoas ouvidas pelo jornal americano The Wall Street Journal disseram que a Universal deve formalizar a proposta de vender a gravadora até segunda-feira, junto aos órgãos reguladores na Europa.

No fim do ano passado, a Universal, em parceria com um consórcio liderado pela Sony, anunciou a compra da EMI por 4,1 bilhões de dólares. A gravadora pagou 1,9 bilhão de dólares pelo negócio.

Em março, reguladores antitruste da União Europeia deram início a uma investigação sobre uma oferta da Universal. Na ocasião, eles alegaram que o acordo poderia reduzir a competição do setor e prejudicar os consumidores.

A EMI é dona da Parlaphone desde a década de 30. Além de ser a primeira gravadora dos Beatles, ela detém o direito da banca Coldplay. Daniela Barbosa

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Como os EUA perderam as vagas de emprego do iPhone  (03/02/12)

Não faz muito tempo, a Apple se gabava de seus produtos serem fabricados nos Estados Unidos. Hoje quase todos os 70 milhões de iPhones, 30 milhões de iPads e 59 milhões de outros produtos que a Apple vendeu no ano passado foram montados em outros países.

Em um jantar na Califórnia em fevereiro do ano passado, o presidente Obama perguntou a Steve Jobs, da Apple, por que esses empregos não poderiam voltar para os EUA. "Esses empregos não vão retornar", Jobs teria respondido.

Não é apenas uma questão de os salários fora dos Estados Unidos serem mais baixos. Os executivos da Apple acreditam que a enorme escala das fábricas no exterior, além da flexibilidade, diligência e habilidade industrial dos operários estrangeiros, já superaram tanto suas contrapartes americanas que "made in the USA" deixou de ser uma opção viável para a maioria dos produtos da Apple.

Um ex-executivo descreveu como a Apple pediu para uma fábrica chinesa modificar a produção do iPhone semanas antes de o aparelho chegar às lojas. A Apple tinha modificado a tela do iPhone no último minuto, exigindo uma revisão geral na linha de montagem. Novas telas começaram a chegar na fábrica à meia-noite.

Desempregados disputam espaço em uma feira de trabalho em Pequim

Um chefe de seção acordou 8.000 operários nos alojamentos da companhia, de acordo com o executivo. Cada operário recebeu uma bolacha e uma xícara de chá e, meia hora depois, iniciou um turno de trabalho de 12 horas, encaixando telas de vidro em molduras chanfradas.

"Não existe fábrica americana capaz de fazer algo semelhante", disse o executivo.

A Apple emprega 43 mil pessoas nos Estados Unidos e 20 mil em outros países. Muito mais pessoas trabalham para as empresas para as quais a Apple terceiriza funções: outras 700 mil pessoas trabalham como engenheiras e na fabricação e montagem de iPads, iPhones e de outros produtos da Apple. Mas quase todas elas trabalham para empresas com sede na Ásia, Europa e outros lugares, em plantas das quais todas as companhias de eletrônicos dependem para fabricar seus produtos.

"A Apple é um exemplo da razão pela qual é tão difícil gerar empregos para a classe média nos EUA hoje", disse Jared Bernstein, que até 2011 era assessor econômico da Casa Branca. "Se ela representa o pico mais alto do capitalismo, precisamos nos preocupar."

Histórias semelhantes poderiam ser contadas sobre outras companhias nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões. A terceirização tornou-se comum em centenas de setores, incluindo a contabilidade, os serviços jurídicos, o setor dos bancos, têxteis e farmacêuticos. Mas, embora a Apple esteja longe de estar isolada nessa tendência, ela oferece uma visão da razão pela qual o sucesso de algumas grandes empresas não vem se traduzindo em número expressivo de empregos no país de origem dessas companhias.

"Antigamente as empresas sentiam a obrigação moral de apoiar os trabalhadores americanos, mesmo quando isso não era a opção financeira mais acertada", comentou Betsey Stevenson, que até setembro passado foi economista do Departamento do Trabalho dos EUA. "Isso deixou de existir. Os lucros e a eficiência falam mais alto que a generosidade."

Executivos da Apple dizem que o sucesso da empresa beneficiou a economia americana, por capacitar empreendedores e gerar empregos. "Não temos a obrigação de resolver os problemas dos EUA", disse um executivo da Apple. "Nossa única obrigação é criar o melhor produto possível."

Trabalhadores manuseiam componentes eletrônicos em fábrica da Foxconn, em Shenzhen, na China

CONSEGUINDO OS EMPREGOS

Alguns anos depois de a Apple ter começado a produzir o Macintosh, em 1983, Steve Jobs afirmou que ele era "uma máquina fabricada na América". Mas, em 2004, quase todas as operações da Apple eram feitas fora do país.

A Ásia era atraente porque sua mão de obra semiqualificada era barata. Mas não foi isso que levou a Apple a apostar na Ásia.

O foco sobre a Ásia "deveu-se a duas coisas", disse um ex-executivo da Apple. As fábricas na Ásia "conseguem aumentar ou diminuir a escala de produção em menos tempo" e "as cadeias de fornecimento asiáticas já superaram o que existe nos Estados Unidos".

Essas vantagens ficaram evidentes em 2007, assim que Jobs, insatisfeito com o fato de as telas de plástico do iPhone ficarem riscadas, exigiu telas de vidro.

Há anos, os fabricantes de celulares vinham evitando usar vidro, pois ele requer grande precisão no corte e na moagem, algo extremamente difícil de conseguir. A Apple já tinha escolhido uma companhia americana, a Corning Inc., para manufaturar vidro reforçado. Mas, para descobrir uma maneira de recortar as chapas de vidro em milhões de telas de iPhones, seria preciso encontrar uma planta de corte de vidro desocupada, centenas de chapas de vidro para usar em experimentos e um exército de engenheiros de nível médio.

Então uma fábrica chinesa se candidatou a fazer o trabalho.

Quando uma equipe da Apple visitou a fábrica chinesa, seus proprietários já estavam construindo uma nova ala, "caso vocês nos deem o contrato", disse o gerente. O governo chinês tinha concordado em subsidiar custos de muitas indústrias, incluindo os dessa fábrica de corte de vidro. Ela tinha um galpão cheio de amostras de vidro disponíveis gratuitamente para a Apple. Os donos disponibilizaram engenheiros a custo quase zero. Eles já tinham construído até dormitórios no local.

A fábrica chinesa ficou com o contrato.

Eric Saragoza entrou na Apple em 1995, mas perdeu o emprego com a migração do trabalho para outros países

VANTAGENS CHINESAS

A oito horas de carro da fábrica de vidro fica um complexo, conhecido como Foxconn City, onde o iPhone é montado. O lugar tem 230 mil empregados, muitos dos quais trabalham seis dias por semana, 12 horas por dia. Mais de um quarto da força de trabalho da Foxconn vive em alojamentos coletivos da empresa, e muitos operários recebem menos de US$ 17 por dia.

Em meados de 2007, segundo o ex-executivo da Apple, depois de os engenheiros da Apple terem aperfeiçoado um método de corte de vidro reforçado para que ele pudesse ser usado na tela do iPhone, os primeiros caminhões carregados com o vidro chegaram à Foxconn City no meio da noite. Foi quando os gerentes acordaram milhares de operários para que montassem os celulares.

Em comunicado à imprensa, a Foxconn Technology contestou o relato do ex-executivo e escreveu que um turno que começasse à meia-noite seria impossível, "porque temos regulamentos rígidos relativos aos horários de trabalho de nossos funcionários". A Foxconn disse que os turnos começam ou às 7h ou às 19h e que os empregados são avisados com pelo menos 12 horas de antecedência sobre quaisquer mudanças na programação. Empregados da Foxconn contestaram essa declaração.

A Foxconn possui dezenas de fábricas na Ásia, no leste da Europa, no México e no Brasil. Ela monta estimados 40% dos eletrônicos para consumidores de todo o mundo e tem clientes como as gigantes Amazon, Dell, Hewlett-Packard, Motorola, Nintendo, Nokia, Samsung e Sony.

Os executivos da Apple tinham estimado que precisariam de cerca de 8.700 engenheiros industriais para o projeto do iPhone. Os analistas da empresa tinham previsto levar até nove meses para encontrar tantos engenheiros nos EUA. Na China, levou 15 dias.

Vários analistas estimam que, se fossem pagos salários americanos, o custo de cada iPhone aumentaria em US$ 65. Mas fabricar o iPhone no país exigiria muito mais que apenas a contratação de americanos: exigiria transformar as economias nacional e global. Os executivos da Apple acreditam que os EUA não possuem as fábricas e os operários que seriam necessários.

Lina Lin é gerente de projeto da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios

EMPREGOS PARA A CLASSE MÉDIA MINGUAM

Eric Saragoza entrou na unidade manufatureira da Apple em Elk Grove, Califórnia, pela primeira vez em 1995, e a fábrica perto de Sacramento empregava mais de 1.500 trabalhadores. Saragoza, que é engenheiro, integrou uma equipe de elite de diagnóstico. Seu salário subiu para US$ 50 mil ao ano.

Alguns anos depois de Saragoza começar no emprego, seus patrões explicaram que o custo de fabricação de um computador de US$ 1.500 em Elk Grove era de US$ 22 por aparelho. Em Cingapura, era de US$ 6. Em Taiwan, US$ 4,85.

Algumas das tarefas realizadas em Elk Grove foram transferidas para o exterior. Depois disso, foi a vez de Saragoza. Um dia em 2002, depois de concluir seu turno, ele foi convocado para uma salinha, demitido e escoltado para fora do prédio da empresa.

Depois de alguns meses, procurando trabalho para sustentar sua família de sete pessoas, Saragoza começou a se desesperar. Então aceitou um emprego para verificar iPhones e iPads devolvidos. Por US$ 10 a hora, sem benefícios, esfregava milhares de telas de vidro. Depois de dois meses ele se demitiu. O salário era tão baixo que valia mais procurar outros empregos.

Uma noite, enquanto Saragoza enviava currículos on-line, do outro lado do mundo uma mulher chegava ao escritório. A funcionária, Lina Lin, é gerente de projeto em Shenzhen, China, da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios, como os estojos que protegem as telas de vidro do iPad.

Lin ganha um pouco menos do que a Apple pagava a Saragoza. Todos os meses ela e seu marido colocam um quarto de seus salários no banco. "Empregos não faltam em Shenzhen", disse Lin.

Segundo economistas, uma economia em dificuldade pode ser transformada por fatos inesperados. Por exemplo, a última vez em que analistas arrancaram seus cabelos por causa do desemprego nos EUA foi nos anos 1980, e a internet mal existia. O que ainda não se sabe é se os EUA serão capazes de aproveitar as inovações do futuro para gerar milhões de empregos.

CHARLES DUHIGG KEITH BRADSHER

DO "NEW YORK TIMES"

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Serviços na nuvem arrumam trabalho extra para quem tem tempo livre  (26/11/11)

QUENTIN HARDY
DO "NEW YORK TIMES"

O que têm em comum os seguintes itens: servidores, limusines, camas vazias e donas de casa?

A nuvem os mantém ocupados.

E todos nós somos os próximos.

A virtualização dos servidores, um elemento central no desenvolvimento da computação em nuvem, tornou possível que um servidor médio, em uso normalmente durante 20% do tempo, esteja em uso durante 80% do tempo ou mais. Um software monitora cargas de trabalho, percebe quando uma máquina está desocupada e lhe atribui tarefa que a mantenha ocupada sem desviá-la de sua função original.

Agora, graças à capacidade da nuvem para conectar muita gente e muita informação por meio de ampla gama de aparelhos, uso semelhante de recursos antes subempregados está acontecendo em outras porções da economia. Uma empresa chamada Uber conecta limusines ociosas a pessoas que repentinamente descobrem precisar de um carro --depois de um jantar regado a álcool, por exemplo, ou ao final de uma noite estendida de trabalho. O Airbnb faz dos quartos desocupados que pessoas têm em suas casas uma alternativa mais barata a hotéis, ocasionalmente com resultados desagradáveis.

É possível encarar essa tendência como função da nuvem em si, já que anunciar, identificar e ocupar vagas de improviso requer acesso de múltiplos locais a um banco de dados comum. Sempre foi possível, em teoria, alugar um quarto vago ou encontrar um passageiro para um carro no intervalo entre dois serviços agendados, mas agora fazê-lo custa pouco e existe um sistema comum.

Maynard Webb (dir.), chairman e executivo-chefe da LiveOps, observa monitores na sede da empresa

Outro exemplo dessa tendência é a LiveOps, uma central de atendimento telefônico que usa computação em nuvem. Empresas como Pizza Hut, NationsHealth e Kodak tipicamente pagam a agentes da LiveOps US$ 0,25 por minuto para que receba pedidos, ofereça assistência a clientes e venda produtos. A LiveOps terceiriza essas funções para 20 mil pessoas conectadas de suas casas aos seus servidores em nuvem. Elas se inscrevem semanalmente para o número de sessões de meia hora que desejarem, ocupando tempo que antes ficaria ocioso.

"Os computadores em nuvem identificam a pessoa certa entre nossos agentes de serviço e encaminham a chamada à sua casa", diz Marty Beard, executivo-chefe da LiveOps. "São em geral estudantes, pais, veteranos de guerra em busca de emprego --pessoas com algum tempo disponível." Além dos telefonemas, ele está preparando sua companhia para responder a posts de usuários do Facebook e Twitter sobre empresas que tenham contratado a LiveOps.

Os agentes em geral trabalham 25 ou 30 horas por semana, diz Bear, e faturam ao vender produtos ou comissões pela venda de seguros. "Um agente realmente bom consegue ganhar US$ 40 mil ou US$ 50 mil ao ano", diz. "O mais provável é que ganhe cerca de metade disso."

Na prática, essas pessoas estão ocupando seu tempo ocioso, como as limusines do Uber ou um servidor em um sistema, graças à computação em nuvem.

Essa forma de urgência mecânica de utilizar tudo, criando preços mais baixos (e, para muitos, salários idem) provavelmente se expandirá a diversas outras áreas. Boa parte de nosso trabalho talvez venha a se assemelhar ao modelo da Uber ou da LiveOps, à medida que agendas e documentos compartilhados, acompanhados por aparelhos com recursos de localização, tornem o trabalho possível em mais horários e locais.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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As coisas que todo mundo é muito educado para escrever sobre Steve Jobs  (16/08/11)

Nos dias após a morte de Steve Jobs, como é o costume, os seus amigos e colegas compartilharam suas melhores lembranças do co-fundador da Apple. Ele foi aclamado como “gênio” e “o maior CEO da geração”, por especialistas e jornalistas de tecnologia. Mas a reputação de um grande homem deve ser capaz de resistir à verdade completa. E, verdade seja dita, Jobs conseguia ser terrível com as pessoas, e o seu impacto no mundo não foi uniformemente positivo.

Nós já mencionamos muitas das coisas boas que Jobs fez durante a sua carreira. Suas conquistas foram amplas e impossíveis de resumir com facilidade. Mas pode-se enxergar o escopo do seu sucesso dessa forma: causar mudanças na sua indústria é o sonho de qualquer empreendedor, e Jobs transformou para sempre meia dúzia de indústrias diferentes, de computação pessoal a telefonia, passando por música, animação, videogames e pela indústria editorial. Ele era um sábio, um grande motivador, um juiz decisivo, um influenciador com visão de longo prazo, um excelente mestre de cerimônias e um estrategista brilhante.

Mas eis o que ele não era: perfeito. De fato, Steve fez coisas profundamente perturbadoras na Apple. Coisas rudes, desdenhosas, hostis, rancorosas: os empregados da Apple — aqueles que não estavam presos por contratos de confidencialidade — tinham uma história diferente para contar durante todos esses anos sobre Jobs e todo o medo, manipulação de bullying que o acompanhavam pela empresa. Jobs também contribuiu para problemas de nível global. O sucesso da Apple foi literalmente construído nas costas de trabalhadores chineses, incluindo crianças, todos eles aguentando turnos longos e a sombra de punições brutais por erros. E apesar de todo o papo sobre incentivar a expressão individual, Jobs impôs regras paranoicas que centralizaram o controle sobre quem poderia dizer o que em seus aparelhos e em sua empresa.

É particularmente importante sublinhar os defeitos de Jobs neste momento. O seu sucessor, Tim Cook, tem a oportunidade de mapear um novo caminho para a empresa, de estabelecer o seu estilo próprio de liderança. E, graças ao sucesso da Apple, os estudantes do estilo Steve Jobs de liderança nunca foram tão numerosos no Vale do Silício. Ele foi idolatrado e emulado muitas vezes enquanto vivo; em sua morte, Jobs se tornará um ícone ainda maior.

Depois de celebrar as conquistas dele, nós deveríamos falar livremente sobre o lado negro de Jobs e da empresa que ele ajudou a fundar. Este é o seu catálogo de piores momentos:

Censura e autoritarismo

A internet permitiu a pessoas do mundo todo se expressarem de maneira mais fácil e livre. Com a App Store, a Apple reverteu este processo. O iPhone e o iPad constituem a mais popular plataforma de computação portátil dos EUA, os mais importantes palcos de mídia e software. Mas você precisa da aprovação da Apple para colocar qualquer coisa nos aparelhos. E este é um poder que a empresa usa agressivamente.

Em nome de proteger as crianças dos malefícios do erotismo, e os adultos deles mesmos, Jobs baniu aplicativos de arte gay, guias de viagens gays, cartoons políticos, imagens sensuais, panfletos de candidatos políticos, caricaturas políticas, páginas duplas de revistas de moda e sistemas inventados pela concorrência, além de outras coisas consideradas moralmente questionáveis.

Os aparelhos da Apple nos conectaram a um mundo de informação, mas eles não permitem uma expressão completa de ideias. De fato, as pessoas que deveriam ser servidas pela Apple — “os desajeitados, os rebeldes, os encrenqueiros”, como disse o famoso comercial — foram particularmente excluídos pelas políticas de Jobs. O fato da empresa mais admirada dos Estados Unidos ter seguido um caminho tão contrário aos ideais de liberdade do país é profundamente preocupante.

Mas Jobs também nunca pareceu muito confortável com a ideia de empregados com todos os seus direitos e uma imprensa completamente livre. Dentro da Apple, há uma cultura de medo e controle ao redor das comunicações; a “Equipe Mundial de Lealdade” da Apple é especializada em caçar quem vaza informações, confiscando celulares e fazendo buscas em computadores alheios.

A Apple usa táticas coercivas também com a imprensa. A sua primeira reação a artigos que ela não gosta é geralmente de manipulação e importúnio. Depois, quem sabe ela solte estrategicamente um artigo contraditório.

Mas a Apple não se contenta com isso. Ela tem uma equipe jurídica que não se importa em aniquilar alvos pequenos. Em 2005, por exemplo, a empresa processou o blogueiro Nick Ciarelli, de 19 anos, por dar antes da hora a notícia — correta — da existência do Mac Mini. O caso não foi encerrado até que Ciarelli concordou em fechar o seu blog ThinkSecret para sempre. E nem vou explicar de novo toda a história com o Gizmodo americano e o protótipo do iPhone 4, que chegou ao ponto da Apple conseguir fazer com que a polícia invadisse a casa de um editor.

Há cerca de um mês tivemos talvez a mais assustadora amostra das tendências fascistas da Apple, quando dois agentes privados de segurança, trabalhando para a Maçã, revistaram a casa de um homem em San Francisco, à procura de um outro protótipo perdido de iPhone. Eles ameaçaram causar problemas com a imigração, e o homem disse que os agentes de segurança estavam acompanhados por policiais à paisana e não se identificaram como civis, dando a impressão de serem oficiais de polícia.

Fábricas exploradoras, trabalho infantil e direitos humanos

As fábricas da Apple na China regularmente empregam jovens adolescentes e pessoas abaixo da idade mínima de trabalho legal, que é de 16 anos. Elas submetem os empregados a muitas horas de trabalho e tentam acobertar tudo. Isso segundo um relatório da própria Apple, em 2010. Em 2011, a Apple relatou que o problema de trabalho infantil piorou.

Em 2010, o jornal Daily Mail conseguiu infiltrar um repórter dentro de uma fábrica chinesa que monta produtos para a Apple. Veja um trecho traduzido da reportagem:

Com o complexo funcionando em capacidade máxima de produção, 24 horas por dia, sete dias por semana, para atingir a demanda global pelos telefones e computadores da Apple, um dia típico começa com o hino chinês sendo tocado pelos alto-falantes, com as palavras ‘Levantem-se, levantem-se, levantem-se, milhões de corações com uma só mente’.

Como parte deste controle Orwelliano, o sistema de comunicados públicos grita anúncios o tempo inteiro, sobre quantos produtos foram feitos, sobre uma nova quadra de basquete construída para os empregados, sobre como os empregados devem ‘valorizar a eficiência a cada minuto, a cada segundo’.

Com outros slogans corporativos pintados nas paredes das oficinas — incluindo apelos como ‘alcance metas até que o sol não mais se levante’ e ‘reunamos toda a elite e a Foxconn será cada vez mais forte’ –, os empregados trabalham até 15 horas diárias.

Ao final de corredores estreitos, que lembram uma prisão, eles dormem em quartos lotados, em beliches triplas para economizar espaço. Os colchões são simples tapetes de bambu.

Apesar das temperaturas no verão chegarem a 35 graus, com 90% de humidade, não há ar condicionado. Alguns trabalhadores dizem que há dormitórios que abrigam mais de 40 pessoas e são infestados com formigas e baratas, e que é difícil dormir por causa do barulho e do fedor.

Uma empresa pode ser julgada pela forma como trata os seus mais humildes empregados. Serve como exemplo para o resto da empresa, ou, no caso da Apple, para o resto do mundo.

Em pessoa e em casa

Antes mesmo de ser afastado da empresa pela primeira vez, Jobs já tinha fama de agir como um tirano. Ele frequentemente diminuía pessoas, esbravejava contra elas e pressionava até que chegassem ao seu ponto de ebulição. Na busca pela excelência, ele deixava de lado a educação e a empatia. Seus abusos verbais nunca pararam. Ainda no mês passado a Fortune reportou uma “humilhação pública” de meia hora a que Jobs submeteu uma equipe da Apple:

“Alguém poderia me dizer o que o MobileMe deveria ser capaz de fazer?” Depois de receber uma resposta satisfatória, ele continuou: “Então por que caralhos ele não faz isso?”

“Vocês mancharam a reputação da Apple”, ele falou. “Vocês deveriam odiar uns aos outros por terem se decepcionado”.

Jobs demitiu o chefe da equipe ali mesmo.

Em seu livro The Second Coming of Steve Jobs, sobre a época de Jobs na NeXT e o seu subsequente retorno à Apple, Alan Deutschman descreveu o tratamento duro que Jobs dava aos seus subordinados:

Ele os elogiava e inspirava, às vezes de maneira muito criativa, mas também apelava para intimidação, provocação, repreensão e depreciação… Quando ele encarnava o Steve do Mal, não parecia se importar com os danos severos que causava a egos e emoções… súbita e inesperadamente, olhava para alguma coisa no qual eles estavam trabalhando e dizia que estava uma “merda”.

Jobs também tinha suas limitações pessoais. Não há registros públicos dele jamais ter feito doações para instituições de caridade, apesar do fato de ter ficado rico com o IPO da Apple em 1980 e ter acumulado um patrimônio líquido estimado em mais de 7 bilhões de dólares ao final da sua vida. Depois de encerrar os programas de filantropia da Apple em 1997, quando voltou à empresa, ele nunca mais os reinstaurou, apesar da empresa ter voltado a nadar em lucros.

É possível que Jobs tenha feito doações anônimas, ou que ele fará uma doação póstuma, mas o fato é que ele jamais abraçou ou encorajou a filantropia de forma parecida com, por exemplo, Bill Gates, que já arrecadou US$ 60 bilhões para caridade e se juntou a Warren Buffet para incentivar outros bilionários a doarem ainda mais.

 

“Ele claramente não tinha tempo”, foi o que disse o diretor da breve fundação de caridade de Jobs ao New York Times. E parece ser isso mesmo. Jobs não levava uma vida equilibrada. Ele era profissionalmente incansável. Trabalhava por longos períodos e permaneceu CEO da empresa até seis semanas antes da sua morte. Isso resultou em produtos incríveis, apreciados pelo mundo todo. Mas não significa que a sua rotina workaholic seja algo a se imitar.

Houve um tempo em que Jobs lutou contra a ideia de se tornar um homem de família. Ele teve uma filha chamada Lisa fora do casamento, aos 23 anos, e, segundo a Fortune, passou dois anos negando paternidade, chegando a declarar oficialmente que “não poderia ser o pai de Lisa, por ser ‘estéril e infértil’, não tendo, desta forma, capacidade física de procriar”. Jobs finalmente assumiu a paternidade, conheceu e casou com a sua atual viúva, Laurene Powell, e teve mais três filhos. Lisa estudou em Harvard e é hoje uma escritora.

Steve Jobs criou muitos objetos lindos. Ele tornou aparelhos digitais mais elegantes e fáceis de usar. Ele fez a Apple Inc. ganhar muito dinheiro depois que as pessoas já a consideravam morta. Ele sem dúvida servirá como modelo para muitas gerações de empreendedores e líderes de negócios. Se isso é uma coisa boa ou ruim, depende de quão honestamente a sua vida é avaliada. Por Ryan Tate  [Fotos via AP e Getty Images]

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“Compramos a Motorola para proteger o Android”, diz Larry Page, cofundador e CEO do Google  (16/08/11)

Em um negócio de quase R$ 20 bilhões (US$ 12,5 bilhões), o Google anunciou a compra da Motorola Mobility, divisão da empresa que fabrica celulares, smartphones e tablets, na manhã desta segunda-feira. Com a aquisição, o Google, que sempre foi uma empresa de software, agora passa a ser também um dos grandes fabricantes de hardware para celulares do mundo.

A decisão de comprar a empresa, segundo Page, é uma estratégia para proteger o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google e licenciado por 39 fabricantes de smartphones em todo o mundo. “Compramos a Motorola para proteger o Android”, disse Larry Page, cofundador e hoje CEO do Google, em conferência por telefone, à imprensa internacional.

A frase de Page faz referência à guerra de patentes entre o Google e empresas como a Apple e Microsoft. No início de agosto, David Drummond, diretor jurídico do Google, acusou publicamente as duas empresas de comprarem as patentes da Novell e da Nortel em conjunto para prejudicar o Android. O consórcio formado pelas empresas em conjunto com a EMC, Research in Motion (RIM) e Sony Ericsson comprou um conjunto de 6 mil patentes por US$ 4,5 bilhões.

Com a compra da Motorola Mobility, o Google incorporará 17 mil patentes a seu portfólio atual que ainda é pequeno, já que a empresa tem 13 anos. “Precisamos construir um portfólio de patentes e continuaremos a fazer isso”, disse Drummond hoje, durante a conferência por telefone.

No comunicado oficial do Google, Page também ressaltou a importância da aquisição da Motorola Mobility na guerra de patentes: “A aquisição da Motorola aumentará nossa competitividade já que amplia o portfólio de patentes do Google, o que ajudará a proteger o Android de ameaças anti-competitivas de empresas como Apple, Microsoft e outras”.

Sem regalias

Apesar de se tornar parte do Google, os executivos pretendem manter a Motorola como uma divisão à parte que continuará a licenciar o Android, da mesma forma que outras fabricantes, como HTC e Samsung. “O Android é aberto e continuará sendo aberto”, disse Page, em conferência por telefone, à imprensa internacional. Apesar disso, pela proximidade como a equipe de desenvolvimento, é provável que a Motorola saia na frente com produtos que usam novas versões do Android.

Atualmente, o Android está presente em aparelhos vendidos em 123 países do mundo. Segundo Page, mais de 150 milhões de aparelhos com Android já foram ativados em todo mundo, sendo que cerca de 550 mil são ativados por dia. De acordo com a consultoria Gartner, as vendas de smartphones com Android aumentaram quatro vezes em um ano: as vendas no segundo trimestre de 2011 chegaram a 46,7 milhões de aparelhos contra 10,6 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, o Google se mantém na liderança do mercado de smartphones, com uma fatia de 43,4%.

Em desvantagem em relação aos concorrentes, a Motorola aparece em oitavo lugar no ranking de maiores fabricantes de celulares, divulgado pelo Gartner. No segundo trimestre de 2011, a empresa vendeu 10,2 milhões de aparelhos em todo o mundo.

Desde a chegada do Android ao mercado, a Motorola já lançou 21 smartphones com o sistema nos EUA e foi a primeira a lançar um tablet com o Android 3.0 ou Honeycomb, versão do sistema especialmente desenvolvida para esta categoria de aparelhos. “O total comprometimento da Motorola com o Android criou uma afinidade natural entre as duas empresas”, disse Page.

Aquisição lembra parceria entre Nokia e Microsoft

Outra parceria entre um fabricante de aparelhos móveis e uma empresa desenvolvedora de software para smartphones aconteceu no início de 2011, quando a Nokia anunciou uma parceria estratégia com a Microsoft. Na ocasião, a empresa adotou o Windows Phone como plataforma principal para seus futuros smartphones, em detrimento do Symbian. Apesar de a parceria envolver investimentos das duas empresas, no entanto, não há planos de aquisições envolvidos.

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Co-fundador brasileiro do Facebook, Eduardo Saverin, vende US$ 500 mi em ações da rede social (21/03/11)

São Paulo – O co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin, teria vendido um lote de ações do Facebook por até 500 milhões de dólares, informa o site Business Insider. A reportagem não confirmou as informações, porém afirma que recebeu a notícia de fontes confiáveis.

Facebook - Sede

O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociadas apenas no mercado de balcão

O investidor já é 10ª homem mais rico do Brasil, segundo levantamento realizado recentemente pela revista Forbes. A fortuna de Saverin se deve a uma participação de 5% na rede social.

Graças a um aporte feito pelo Goldman Sachs em janeiro, o Facebook passou a ter um valor de mercado de 50 bilhões de dólares, o que elevou a participação de Saverin para 2,5 bilhões de dólares.

Outros cinco co-fundadores da rede social também se tornaram bilionários. Mark Zuckerberg teria um patrimônio líquido estimado de 13,5 bilhões de dólares. Os outros são Dustin Moskovitz, Sean Parker e o russo Yuri Milner.

O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociada apenas no mercado de balcão. Ou seja, os papéis da rede são comprados e vendidos fora de uma bolsa de valores comum.

Saverin investiu recentemente US$ 3 milhões na startup Jumio.

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 Eric Schmidt não será mais o CEO do Google (20/01/11)

O Google anunciou hoje, nos Estados Unidos, que seu principal executivo, Eric Schmidt, deixará suas funções no início de abril.

Schmidt conheceu os fundadores da companhia, Larry Page e Sergey Brin, quando eles ainda eram estudantes e tornou-se membro do conselho de administração da companhia no início de 2001.

No mesmo ano, foi convidado pela dupla fundadora a tornar-se o principal executivo da empresa e liderar o processo de expansão da companhia em todo o mundo, além de abrir o capital da empresa.

De acordo com post assinado hoje pelo próprio Schmidt, após 10 anos de trabalhos ao lado de Page e Brin, o trio concluiu que uma mudança na direção da companhia poderá ajudar o Google a simplificar seus processos e tornar-se mais competitivo.

“Page, Brin e eu estamos conversando há um longo tempo sobre a melhor forma de tomar decisões e conduzir os negócios. Formamos um triunvirato de grande sucesso, mas nos últimos tempos o mercado tornou-se um pouco mais complicado”, diz.

De acordo com o post, o próprio Lary Page assumirá as funções de CEO e conduzirá as decisões da empresa a partir do dia 4 de abril. Eric não deixará a empresa, mas atuará como chairman, uma espécie de conselheiro da companhia. Na prática, o executivo deve afastar-se do trabalho cotidiano da empresa e perder poder, ainda que mantenha grande influência sobre os rumos da empresa.

A mudança tornará mais ativa não só a participação de Page, mas também de Brin. O breve post de Eric indica que enquanto Page conduzirá as decisões financeiras do Google, Brin terá foco principal em acompanhar o trabalho dos desenvolvedores e acelerar o ritmo de inovação do gigante da web.

Google sob pressão - Apesar da larga vantagem que mantém no segmento de buscas na web  - nos Estados Unidos a participação de mercado do Google em buscas é de 68%, de acordo com o NetApplications- a companhia enfrenta desafios crescentes em outros setores, como aplicações móveis e redes sociais.

No mercado americano, o Android divide a segunda colocação em sistemas operacionais móveis, ao lado do iOS, do iPhone. A liderança está com o BlackBerry, da canadense RIM.

A maior dificuldade, no entanto, está na perda de audiência na web, que acontece sobretudo em função da expansão do Facebook. A audiência da rede social criada por Mark Zuckerberg vem roubando crescente participação publicitária das buscas do Google.

Os obstáculos, porém, não impediram o Google de revelar números altamente positivos. Na tarde de hoje, a companhia revelou seus resultados financeiros correspondentes ao último trimestre de 2010.

Apesar do cenário de recessão nos Estados Unidos, a companhia reportou faturamento de US$ 8,4 billhões e lucros de US$ 2,54 bilhões. Os valores estão levemente acima da expectativa dos analistas. Felipe Zmoginski

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Usuários querem e-mail-maketing com conteúdo, diz pesquisa (14/01/11)

Internet móvel

São Paulo - Os resultados de uma pesquisa online sobre e-mail marketing entre os brasileiros conduzida pela Inova Tecnologias mostram que 76% dos usuários preferem receber novidades e ofertas das empresas através de e-mail marketing, mas também que a maioria dos usuários esperam que essas mensagens venham com conteúdo editorial relevante.

Segundo Alexis Panagides, CEO da Inova Tecnologias, "há uma nova geração de consumidores que espera que as empresas produzam e divulguem conteúdo em suas áreas de expertise e o e-mail marketing é o canal ideal para esse tipo de divulgação para clientes e parceiros".

Os resultados da pesquisa demonstram que as empresas devem tomar alguns cuidados na produção das mensagens, pois os usuários entendem que além conter conteúdo relevante as peças de e-mail marketing precisam ser diagramadas com profissionalismo, conter informações sobre a empresa e um link legível para remover o e-mail daquela lista, que precisa ser respeitado.

Também é ressaltada a importância de que o conteúdo e as informações institucionais possam ser visualizados sem as imagens, pois a maioria dos softwares inibe a exibição de imagens externas e o usuário vai optar por exibir ou não conforme seu interesse no conteúdo visível da mensagem: o texto.

"Os novos consumidores esperam que as empresas também se tornem núcleos de produção de conhecimento em tempos de web 2.0 e que participem ativamente das redes sociais, não apenas de forma passiva. Os usuários esperam que as empresas contribuam com informações ou reflexões pertinentes" afirma Panagides.  

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WPP se torna maior grupo de marketing do mundo (06/01/11)

Martin Sorrell, chefe-executivo do grupo WPP

São Paulo - Um levantamento feito pela Marketing Services Financial Intelligence concluiu que o britânico WPP, que está sob tutela do chefe-executivo Martin Sorrell, ultrapassou a Omnicom e se tornou o maior grupo de marketing do mundo, com faturamento de US$ 12 bilhões em 2009.

O Brand Republic credita o fato à incorporação da TNS em outubro de 2008, que levou o WPP a um incremento de 13% nas receitas, que até então eram de US$ 10 bilhões. O norte-americano Omnicom, por sua vez, sofreu queda de 12% entre 2008 (US$ 13,4 bilhões) e 2009, quando fechou com US$ 11,7 bilhões.

O ranking traz Publicis Groupe em terceiro, após alta de 4% que elevou suas receitas a US$ 6,4 bilhões. Mas a alavancada só foi possível graças à queda do Interpublic, que perdeu 13% do faturamento e fechou 2009 com US$ 6 bilhões. Depois vêm a japonesa Dentsu, os franceses do Grupo Havas e os britânicos da Aegis.

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Firefox assume liderança de browsers na Europa (04/01/11)

HELSINQUE - O browser Firefox superou o Internet Explorer na liderança do mercado europeu de programas de navegação pela Internet.

É a primeira vez em que o aplicativo da Microsoft perdeu o topo do setor em um grande mercado, afirma uma empresa de pesquisa.

Em dezembro, o browser de código aberto da Mozila ficou com 38,1 por cento do mercado europeu, enquanto a fatia do IE recuou a 37,5 por cento. O Chrome viu sua participação crescer de 5,1 para 14,6 por cento na comparação anual.

"Isso parece estar acontecendo porque o Chrome está roubando mercado do IE enquanto o Firefox está mantendo sua fatia", disse Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter, em comunicado.

"Estamos provavelmente vendo o impacto do acordo entre as autoridades da Comissão Europeia e a Microsoft, que passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha de browsers a partir de março do ano passado", disse Cullen.

Em dezembro de 2009, autoridades da União Europeia aceitaram oferta da Microsoft para dar aos usuários melhor acesso a browser rivais do IE, encerrando uma longa batalha em torno de legislação de proteção da concorrência.

Desde o início de março, a Microsoft passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha entre 12 browsers em mais de 100 milhões de PCs novos e velhos que operam com o sistema operacional Windows.

Globalmente, a participação do IE caiu para 46,9 por cento em dezembro, enquanto o Firefox ficou com 30,8 por cento e o Google com 14,9 por cento, afirma a StatCounter. Reuters

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Cofundador do Twitter Evan Willians deixa cargo para número dois da empresa (04/10/10)

Dick Costolo, até então diretor de operações do Twitter, agora é o novo executivo-chefe da rede de microblogs. Costolo substitui Evan Williams, fundador do serviço, que vai "ficar completamente focado na estratégia do produto". O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira no blog oficial do Twitter. Segundo Williams, "no último ano, Costolo foi um líder ao planejar e executar nossos esforços de gerar receita, e ao mesmo tempo fez os trens saírem na hora do escritório", comentou. O executivo foi contratado no ano passado para o cargo de COO (diretor de operações) e assume a partir desta segunda-feira a posição de CEO. O Twitter também divulgou alguns números da operação: são 300 funcionários (contra 20 dois anos atrás), o total de mensagens trocadas via microblog pulou de 1,25 milhão por dia para 90 milhões e, no período, o site cresceu de 3 milhões de usuários registrados para mais de 160 milhões. "Estou orgulhoso de onde o Twitter chegou nos últimos dois anos. E não poderia estar mais entusiasmado sobre onde nosso incrível time vai nos levar adiante", escreveu Williams.

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