Anali$e I Ações da Apple registram maior valor da história antes da chegada do iPhone 6 (20/08/14)

A antecipação pela chegada dos novos modelos de iPhone está fazendo mais do  que preencher os sites de notícias e a cabeça dos aficionados com novas  informações e rumores diariamente. A iminência do anúncio e lançamento dos  aparelhos também foi positiva para os investidores, que viram as ações da Apple  atingirem o maior valor de sua história e chegarem a US$ 100 durante o pregão  desta terça-feira (19), nos Estados Unidos.

Mais precisamente, as ações da companhia chegaram a valer US$ 100,53, uma  alta de 1,4% e o maior montante já atingido na história da empresa.  Recentemente, as cotas da companhia passaram por um split, com todos os papéis  sendo divididos por sete como uma maneira de reduzir o valor das ações e  garantir que mais partes possam ser vendidas aos investidores interessados.

É isso que explica a notícia, já que anteriormente, o maior valor obtido pela  Apple em suas ações era de US$ 702,10, antes do split. Caso tais números fossem  corrigidos para a situação atual, as cotas da Apple valeriam US$ 100,30 cada  uma, configurando o segundo maior montante já cobrado pela companhia em sua  história. A marca, aqui, foi obtida em setembro de 2012, dois dias antes do  lançamento do iPhone 5.

Na opinião de analistas ouvidos pelo site CNET, trata-se de um reflexo claro da aproximação do evento  de anúncio do iPhone 6, que está marcado para acontecer no dia 9 de setembro.  Por mais que a Maçã tente se diversificar cada vez mais, os smartphones ainda  são seu principal produto e, sendo assim, a chegada de um novo modelo –  principalmente quando ele contém mudanças bastante esperadas de design e funções  – é sempre muito antecipada pelo mercado, que conta com um bom desempenho nas  prateleiras e uma valorização da companhia.

Mais do que isso, a alta trata-se de uma demonstração de confiança no  potencial de Tim Cook para tocar a companhia, principalmente após a saída de  Steve Jobs da direção da empresa. A ideia geral é que o novo executivo poderia  não ser capaz de continuar a sequência criativa iniciada pelo fundador da Apple,  mas ele tem provado exatamente o contrário, principalmente agora, quando a  empresa se aproxima de mais uma grande mudança de design, introduzindo os  iPhones com as maiores telas já lançadas pela marca.

Os rumores já dão como certos o lançamento de uma versão do celular com  display de 5,5 polegadas, que já vem sendo até mesmo chamada de iPhone 6L. A  ideia aqui seria se adequar melhor ao gosto dos consumidores e bater de frente  com empresas como Samsung, HTC e LG,  que já possuem modelos de tela gigante rodando o sistema operacional Android.

Além disso, existe também a expectativa pelo iWatch, o já bastante comentado  e sempre esperado relógio inteligente da Maçã. Muita gente espera que o produto  também seja anunciado no dia 9 de setembro e chegue ao mercado ainda neste ano,  acompanhando o iPhone 6 e inaugurando mais uma categoria de produtos da  companhia.

Para os analistas, uma alta nas ações antes do lançamento de qualquer produto  muito esperado sempre existe. Mas neste caso, a Apple está diante de um mercado  ainda não explorado – o dos smartwatches – e de um nicho no qual ela ainda não  atua, o dos celulares com telas grandes. Isso justifica a empolgação dos  investidores e a expectativa é de novas altas para o futuro próximo,  principalmente quando o efetivo lançamento dos produtos estiver se aproximando  e, principalmente, dependendo da performance deles nas prateleiras mundiais. [canaltech]

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Anali$e I Google compra Jetpac, app de análise de fotos   (16/08/14)

AFP

O gigante da internet Google vai comprar o Jetpac, desenvolvedor americano de um aplicativo para telefone móvel de análise de fotos para criar guias para turistas, indica a empresa em seu site.

"Nós iremos nos unir ao Google!", escreveu Jetpac, sem especificar os termos da venda ou condições financeiras.

"Nós vamos retirar os aplicativos do Jetpac da App Store nos próximos dias e desabilitaremos o serviço técnico em 15 de setembro", afirma a start-up. Graças a seu aplicativo móvel, fotos publicadas na rede Instagram são oferecidas como guias turísticos de cidades.

Essas guias permitem "encontrar bares onde as mulheres vão, as melhores vistas, ou ainda onde estão os descolados em mais de 6.000 cidades em todo o mundo", descreve Jetpac em seu site.

Um total de seis guias temáticos ajudam a descobrir "os lugares mais alegres" da cidade, segundo a start-up lançada em 2012 e com sede em São Francisco.

O Google, que continua focado em sua ferramenta de buscas e na publicidade na internet, lançou-se este ano nos dispositivos "inteligentes" para casas, com a aquisição do Nest Labs, por US$ 3,2 bilhões.

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Anali$e  I  BuzzFeed recebe investimento de US$ 50 milhões e passa a ser avaliado em US$ 850 milhões    (11/08/14)

Monica Campi, de INFO Online             

O site de entretenimento e notícias BuzzFeed recebeu um aporte de 50 milhões de dólares da empresa de capitais de investimento Andreessen Horowitz, localizada no Vale do Silício. 

Segundo o jornal The New York Times, o investimento faz com que o BuzzFeed passe a ser uma empresa avaliada em 850 milhões de dólares. 

Fundado em 2006, o BuzzFeed atualmente é um dos sites de conteúdo mais acessados, com média mensal de 150 milhões de visualizações. 

O BuzzFeed atraiu a atenção dos investidores por ser considerado uma startup que ofereceu uma nova visão para um serviço já existente, segundo descreveu Chris Dixon, sócio da Andreessen Horowitz. 

“Atualmente nos encontramos em meio a uma grande mudança tecnológica, onde constantemente notícias e entretenimento estão sendo distribuídos em redes sociais e consumidos em dispositivos móveis. Acreditamos que o BuzzFeed irá emergir deste período como uma empresa de mídia preeminente”, afirma Dixon, que agora passa a fazer parte do conselho administrativo do BuzzFeed. 

Atualmente o BuzzFeed conta com 200 funcionários da área editorial e planeja ampliar a produção de conteúdos de alta qualidade nos próximos anos. Segundo as informações da Andreessen Horowitz, o site segue dando lucros e deve gerar até “três dígitos em milhões de receita este ano”. Além disso, a empresa segue em expansão para outros mercados, inclusive preparando a abertura de um escritório no Brasil. 

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Anali$e  I Google ocupa topo do ranking de empresa dos sonhos para jovens do Brasil   (29/07/14)

Trabalhar na Google é o emprego dos sonhos para a maioria dos jovens brasileiros, segundo o ranking de 2014 realizado pela consultoria Cia de Talentos em parceria com a empresa Nextview People. A próxima empresa de tecnologia da lista é a Apple, que ficou com o oitavo lugar.

A Petrobrás, que reveza com a gigante da internet desde 2008, ocupou o segundo lugar no pódio de companhias mais cobiçadas pelos jovens. Foi a primeira vez que a Google desbancou a brasileira desde 2011. A terceira, quarta e quinta posições ficaram com a Odebrecht, Itaú e Vale, respectivamente.

52 mil brasileiros de 17 a 26 anos — estudantes e recém-formados — responderam a pesquisa que buscava opiniões sobre empresas, liderança, mercado de trabalho e carreira. A entrevista consistia em perguntas abertas e sem alternativas.

Desilusão da empresa perfeita

Outro dado revelado é que o percentual de jovens que sonham trabalhar em uma empresa específica vem diminuindo desde 2012, quando representava 77%. Em 2013, a estimativa caiu para 60% e neste ano chegou a 58%.

A presidente da Cia de Talentos, Maíra Habimorad, acredita que isso tem acontecido porque hoje essas pessoas tem acesso a informações, através da internet, sobre como funcionam as empresas no dia a dia, o que vem desconstruindo o ideal de uma companhia perfeita. Um segundo motivo seria o desejo de ter um negócio próprio.

“Este ano, a pesquisa mostra que, para os jovens, fazer escolhas não é algo simples”, diz Habimorad. “Antes o jovem tinha mais clareza do que seria da sua carreira ao terminar uma graduação, que era o principal pilar de uma vida profissional. Hoje ele sabe que durante os quatro ou cinco anos do curso, surgirão e deixarão de existir muitas possibilidades de trajetória”.

Fonte(s) Convergência Digital Exame

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Anali$e  I Analistas veem Google em melhor posição diante de transição para aparelhos móveis  (19/07/14)

(Reuters) - O Google é a companhia mais bem posicionada para se beneficiar da transição de usuários para aparelhos móveis, aumento de publicidade local e dispositivos vestíveis, disseram analistas após a gigante de buscas ter divulgado seu 18o trimestre seguido de crescimento da receita superior a 20 por cento.   Pelo menos oito corretoras elevaram seus preços-alvo para a ação nesta sexta-feira em até 75 dólares, para até 745 dólares.

As ações do Google estavam em alta de 3,5 por cento na Nasdaq, a 594 dólares.

A companhia, que também deve se beneficiar da chamada "Internet das Coisas", disse na quinta-feira que a receita do segundo trimestre subiu 22 por cento para 15,96 bilhões de dólares, superando a estimativa média de analistas de 15,61 bilhões de dólares.

O crescimento foi favorecido pelo negócio de buscas, o YouTube e anúncios com listagens de produtos, que, combinados, impulsionaram um aumento de três vezes no tráfego para aparelhos móveis para comerciantes na comparação com o ano passado, disseram analistas da Jefferies em nota.

A Jefferies manteve sua recomendação de "compra" e preço-alvo de 700 dólares para o papel.

Dos 46 analistas que cobrem a ação do Google, 36 têm recomendação de "compra" ou avaliação superior para a ação, e 10 têm recomendação "manter". Não há recomendações de "venda", segundo dados da StarMine.

O Google obtém a maior parte de sua receita com publicidade.

O número de "cliques pagos" de consumidores em anúncios fornecidos pelo Google aumentou 25 por cento no trimestre ante um ano antes. No entanto, o preço médio dos anúncios caiu 6 por cento, uma vez que as taxas de anúncios em aparelhos móveis são tipicamente mais baratas que em anúncios online tradicionais por conta de suas telas reduzidas.

"O Google está orientando seu negócio corretamente na transição de PCs para aparelhos móveis, e está em uma posição mais favorável em mobilidade do que estava em PCs, o que deve se refletir em um múltiplo maior", disse o analista do Deutsche Bank Ross Sandler em nota a clientes.

O Google também possui o Android, o software móvel mais usado do mundo, e o YouTube, o mais popular serviço de vídeo streaming.

(Por Supantha Mukherjee)

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Anali$e  I Susan L. Wagner, cofundadora e diretora da BlackRock, entra para o conselho de administração da Apple no lugar de Bill Campbell    (17/07/14)

Macmagazine

A Apple informou hoje que Susan L. Wagner (cofundadora e diretora da BlackRock) acaba de entrar para o conselho de administração da empresa. Ela ocupará o lugar de Bill Campbell (presidente e ex-CEO da Intuit Corp.), que está se aposentando após 17 anos de participação no conselho da Maçã.

De acordo com o comunicado da Apple, Wagner cofundou a BlackRock em 1988 e ajudou a empresa a se tornar uma das maiores e mais bem sucedidas do mundo na gestão de ativos. Atualmente ela faz parte do conselho da BlackRock, da DSP BlackRock (Índia), bem como da Swiss Re, do Wellesley College e da Hackley School.

Wagner se formou no Wellesley College com um diploma em inglês e economia. Ela também fez um MBA em finanças pela Universidade de Chicago, foi reconhecida como uma das 50 mulheres mais poderosas em negócios da revista Fortune e homenageada pelo Conselho Nacional de Pesquisas sobre Mulheres (National Council for Research on Women). Na BlackRock, defendeu e continua apoiando a Rede de Iniciativa de Mulheres (Women’s Initiative Network), destinada a fomentar o potencial das mulheres dentro de empresas.

Eis a declaração de Tim Cook (CEO da Apple):

Sue é uma pioneira no mercado financeiro e nós estamos animados em dar as boas-vindas a ela no conselho de administração. Nós acreditamos que sua grande experiência, especialmente em M&A [mergers and acquisitions — em português, fusões e aquisições] e em construir um negócio global em mercados desenvolvidos e emergentes, será extremamente valiosa na medida que a Apple continua crescendo pelo mundo.

A de Arthur D. Levinson (presidente do conselho de administração da Apple):

Nós fizemos uma busca exaustiva por alguém que iria fortalecer ainda mais a amplitude de talento e experiência do nosso conselho, e estamos muito satisfeitos por ter identificado um indivíduo tão excepcional. Estou confiante de que Sue terá um importante e positivo impacto em nossa empresa.

Por fim, a de Susan L. Wagner:

Eu sempre admirei a Apple por seus produtos inovadores e equipes de liderança dinâmicas, e eu estou honrada em fazer parte do conselho. Tenho muito respeito por Tim, Arthur e os outros membros do conselho, e estou ansiosa para trabalhar com eles.

Com a chegada de Wagner, a Apple tem agora duas mulheres no seu conselho de administração — a outra é Andrea Jung (presidente e CEO da Grameen America). Além delas, Angela Ahrendts (ex-CEO da Burberry) foi contratada como vice-presidente sênior para lojas de varejo e online.

Já Bill Campbell tem uma história com a Apple que começou em 1983, quando ele entrou na empresa como vice-presidente de marketing. Ao lado de Steve Jobs e Mike Markkula, Campbell é o conselheiro mais antigo na história da Maçã.

Abaixo, uma declaração de Cook:

As contribuições de Bill na Apple são imensuráveis ​​e devemos a ele uma enorme dívida de gratidão. Em nome da diretoria e de toda a empresa, quero lhe agradecer por ser um líder, um mentor e um amigo. Quando Bill entrou no conselho da Apple, a empresa estava à beira do colapso. Ele não só ajudou a Apple a sobreviver como nos levou a um nível de sucesso que era simplesmente inimaginável em 1997.

Para terminar, a de Campbell:

Ao longo dos últimos 17 anos, tem sido emocionante assistir à história se desenrolar na medida que a Apple surge como a empresa de tecnologia pioneira no mundo. Trabalhar com Steve e Tim foi uma alegria. A empresa hoje está na melhor forma que eu já vi e a liderança de Tim com sua forte equipe permitirá que a Apple continue sendo grande no futuro.

Como a própria Apple diz, inclusão inspira inovação.

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Anali$e  I Órgão Public Citizen diz que acordo entre Google e Skybox aumenta manipulação de commodities     (24/06/14)

NOVA YORK (Reuters) - O órgão de defesa do consumidor Public Citizen pediu que os reguladores norte-americanos analisem a recente aquisição da startup aeroespacial Skybox Imaging feita pelo Google, por preocupação de que a tecnologia de satélite da empresa pode incitar a manipulação dos mercados de commodities.

Imagem de Kyushu, no Japão, captada pela Skybox Imaging     

Em carta a reguladores de energia federal e do mercado na sexta-feira, o Public Citizen disse que o acesso a imagens de da infraestrutura de óleo, gás e energia feitas por satélite da Skybox já ajuda bancos e fundos de hedge a "ganhar uma vantagem financeira e de inteligência" em commodities.

Os operadores de commodities já assinam os dados da Skybox que incluem imagens de satélite de embarcações de petróleo, atividades de oleodutos e locais de armazenamento, disse Tyson Slocum, diretor do programa de energia da Public Citizen, em carta à Comissão Federal de Regulação de Energia, que regula o mercado futuro de commodities, e à Comissão Federal de Comércio.

Outras empresas como a Genscape também fornecem dados proprietários para operadores que compram o que podem num mercado altamente competitivo.

Mas com acesso à enorme base de consumidores do Google, a tecnologia da Skybox pode exacerbar as vantagens injustas que já existem para grandes operadores.

"Os reguladores federais e o Congresso precisam agir para proteger os consumidores dos participantes de mercado que pretendem explorar informações não públicas para tirar vantagem de outros operadores", disse Slocum.

O Google não comentou as informações, e a Skybox não foi alcançada para comentar.

(Por Edward McAllister)

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Anali$e  I Microsoft compra parte de empresa especializada em tecnologias vestíveis    (04/04/14)

A Microsoft pode estar se preparando para competir com o Google no mercado de  equipamentos de realidade aumentada e dispositivos vestíveis, como os  smartwatches. De acordo com o site Business Insider, a empresa de Bill Gates adquiriu, por US$  150 milhões, os direitos sobre as patentes desse tipo de tecnologia da empresa  Osterhout Design Group (ODG), uma empresa especializada no desenvolvimento de  equipamentos vestíveis para militares e órgãos governamentais.

Apesar da aquisição, o fundador da ODG, Ralph Osterhout, afirmou que a  companhia continuará focando em produtos para o governo. Os termos da transação  entre as duas empresas ainda não estão totalmente claros, mas ao que tudo indica  a ODG continuará como uma empresa separada da Microsoft. Ao todo, a ODG possui  81 patentes relacionadas a dispositivos vestíveis, incluindo várias que poderiam  facilmente se transformar em produtos para os consumidores comuns. Entre as  patentes da empresa estão equipamentos que poderiam competir com o Google Glass,  porém com muito mais foco em realidade aumentada do que o produto do Google.

Apesar de tudo, a aquisição não significa exatamente que a Microsoft esteja  trabalhando em um dispositivo vestível, mas serve para mostrar que ela pode  estar se preparando para o caso dos novos equipamentos começarem a fazer sucesso  entre os consumidores. Com várias patentes já a disposição, fica bem mais fácil  desenvolver produtos que possam abocanhar uma fatia do mercado mesmo chegando  depois dos rivais.

Há quem acredite, inclusive, que as patentes da ODG possam ser utilizadas em  equipamentos de realidade virtual para os consoles Xbox 360 e Xbox One para  competir com o recém-anunciado  Project Morpheus da Sony. O projeto prevê a fabricação de óculos de  realidade virtual para o console PlayStation 4 da empresa. [canaltech]

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Anali$e  I Apple lidera recorde de US$ 1,64 trilhões de caixa nos EUA   (31/03/14)

Empresas americanas fora da indústria das finanças estão retendo mais caixa nos seus balanços do que nunca

Sarah Frier, da

Logo da Apple em vitrine de loja: acumulação de caixa pode ajudar as empresas a manter notas de crédito altas

San Francisco - As empresas americanas fora da indústria das finanças estão retendo mais caixa nos seus balanços do que nunca, com US$ 1,64 trilhão no final de 2013.

É 12 por cento a mais do que o recorde anterior, de 2012, disse hoje em um relatório a Moody’s Investors Service. As empresas de tecnologia lideraram a carga, com a Apple, a Microsoft, a Google e a Verizon Communications no topo da lista de empresas com muito caixa.

A acumulação de caixa pode ajudar as empresas a manter notas de crédito altas e garantir que a dívida no curto prazo possa ser paga se houverem oscilações ou interrupções nos mercados de capitais, escreveu no relatório o analista de crédito da Moody’s Richard Lane. Altos níveis de caixa também podem atrair os acionistas ativistas, que podem enfraquecer a nota de crédito de uma empresa, ou encorajar as empresas a tomarem decisões arriscadas, como aquisições caras.

A Apple, cujo caixa passou de US$ 5,46 bilhões em 2004 para US$ 158,8 bilhões, agora possui 9,7 por cento do total de caixa corporativa fora da indústria financeira. A empresa com sede em Cupertino, Califórnia, que reinstaurou os dividendos em 2012, foi almejada por Carl Icahn por não devolver suficiente dinheiro aos acionistas. Icahn abandonou sua campanha em fevereiro, depois que a companhia aumentou as reaquisições.

As empresas de tecnologia possuíam US$ 309 bilhões a mais de caixa no final do ano passado do que em 2009, o que representa 53 por cento do aumento para as companhias não financeiras.

As empresas na indústria de tecnologia mantiveram US$ 450 bilhões no exterior: 47 por cento da caixa corporativa mantida fora dos EUA.

Brechas legais

As empresas andam colocando mais dinheiro em países com impostos baixos, aproveitando brechas legais no código fiscal dos EUA. As multinacionais com sede nos EUA acumularam US$ 1,95 trilhão fora do país, 11,8 por cento a mais do que um ano atrás, conforme documentos de valores de 307 corporações revisados pela Bloomberg News. Três empresas com sede nos EUA – a Microsoft Corp., a Apple e a International Business Machines Corp. – acrescentaram US$ 37,5 bilhões, 18,2 por cento do aumento total.

O dispêndio de capital de US$ 869 bilhões e pagamentos de dividendos por US$ 365 bilhões alcançaram os valores mais altos em sete anos no ano passado, ao passo que o gasto em aquisições e na reaquisição de ações caiu, conforme a Moody’s.

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Anali$e  I Por que Jeff Bezos, da Amazon, acha que jornais são bom negócio   (07/03/14)

Executivo anunciou hoje que irá investir US$ 12 milhões no site de notícias Business Insider, meses depois de comprar o Washington Post

Julia Carvalho, de

Jeff Bezos: fundador da Amazon está investindo em jornais e sites de notícias

São Paulo – Jeff Bezos, fundador e presidente executivo da Amazon, é um dos 20 maiores bilionários do mundo e tem 25,2 bilhões de dólares para gastar onde quiser.

Então por que está investindo em jornais e sites de notícias, um setor que passa por uma transição difícil?

Porque ele espera encontrar a resposta para um modelo de negócios sustentável e lucrativo para a imprensa.

Na última quinta-feira, Bezos anunciou que, através de seu fundo de investimentos pessoal, o Bezos Expeditions, investiria 12 milhões de dólares no site de notícias de negócios Business Insider. É a segunda vez que o executivo coloca dinheiro no portal: em abril do ano passado, aportou outros 5 milhões.

Segundo comunicado do site, o dinheiro será utilizado para contratar mais jornalistas e fotógrafos e para, quem sabe, abrir uma versão britânica do site. O investimento será, portanto, em conteúdo, e não em publicidade ou assinaturas, que é de onde as empresas jornalísticas tiram dinheiro.

Este primeiro investimento pode ter tido uma motivação diferente da de hoje. Segundo jornais estrangeiros, ele ocorreu porque Henry Blodget, fundador do Business Insider, ajudou a Amazon a se erguer no início do negócio. O que são 5 milhões para quem tem 25 bilhões de dólares e quer ajudar um amigo?

A partir daí, porém, a coisa mudou um pouco de figura.

Washington Post

Em outubro do ano passado, Bezos anunciou que compraria o jornal Washington Post por 250 milhões de dólares. Depois de mais de 80 anos, a família Graham deixou o comando do conglomerado. O jornal vinha apresentando quedas em números de leitores e de anunciantes já há alguns anos.

Junto com o jornal que leva o nome da companhia, Bezos levou seus outros produtos, que incluíam canais de TV à cabo e um jornal escrito todo em espanhol, o El Tiempo Latino.

De início, Bezos teve de ser convencido a comprar a companhia, revelou o executivo para o programa americano de entrevistas 60 minutes, em dezembro. “Por que você está me oferecendo isso? Eu não sei nada sobre notícias”, teria dito ele a Don Graham. “Mas sabe tudo sobre internet”, respondeu o então dono do jornal.

A mídia impressa passa por dificuldades cada vez maiores e luta para encontrar uma maneira de migrar para a internet e lucrar com isso.

Bezos está convencido de que será ele a descobrir a fórmula mágica.

Em uma visita à redação do jornal, logo após o anúncio da compra, Bezos demonstrou que sua ideia é fornecer à empresa uma espécie de “colchão financeiro”, isto é, dar ao Post “tempo para conduzir experimentos que possam levar a um modelo de negócios de sucesso”, diz o próprio jornal. Ainda que sangre por um tempo, daí pode surgir uma solução mais duradoura para o setor.

Na redação do jornal, Bezos não mexeu. Ele afirmou que visitaria o escritório de vez em quando, mas continuaria focado em seu negócio principal, a Amazon. Os jornalistas do Washington Post continuarão no comando das notícias.

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Anali$e  I Comcast e Time Warner Cable anunciam fusão   (13/02/14)

As operadoras americanas de televisão Comcast e Time Warner Cable (TWC) oficializaram um plano de fusão

 

Técnico da Time Warner Cable atendendo a um assinante: operação cria um gigante da televisão a cabo, internet e serviços de telecomunicações nos EUA

Nova York - As operadoras americanas de televisão Comcast e Time Warner Cable (TWC) oficializaram nesta quinta-feira um plano de fusão, que avaliou a TWC em 45,2 bilhões de dólares.

A Comcast, que venceu a disputa com a rival Charter Communications, propôs 2,875 de suas ações por cada título da Warner, segundo um comunicado conjunto.

A operação cria um gigante da televisão a cabo, internet e serviços de telecomunicações nos Estados Unidos.

A ação da TWC foi avaliada em 158,82 dólares, superior à oferta de US$ 132,5 da Charter Communications, a número quatro do setor e controlada pelo magnata John Malone.

A TWC havia divulgado publicamente que esperava um valor de 160 dólares por ação para considerar uma fusão.

Após a operação, os acionistas da TWC possuirão quase 23% da nova sociedade.

Comcast e TWC consideram que a fusão permitirá gerar 1,5 bilhão de dólares em sinergias.

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Anali$e  I Google acelera, passa Intel e fica em primeiro em aquisições   (11/02/14)

Companhia de buscas realizou mais negócios que qualquer outra empresa no mundo nos últimos três anos

Brian Womack e Ari Levy, da

Consumidor testa o termostato digital da Nest Labs: companhia foi a última aquisição do Google, por US$ 3,2 bilhões 

San Francisco - A Google, a empresa que lidera as buscas na internet, ganhou um novo superlativo: a que faz mais negócios.

Desde a compra de uma desenvolvedora de termostatos digitais até a venda de uma unidade de telefonia celular, a Google realizou mais negócios que qualquer outra empresa no mundo nos últimos três anos, segundo dados compilados pela Bloomberg até janeiro. A empresa de publicidade WPP foi a segunda, seguida pela fabricante de chips Intel. A Google havia ficado em 13º lugar nesse mesmo quesito nos três anos anteriores.

Desde que assumiu o cargo de CEO em 2011, Larry Page, um dos fundadores da empresa, empurrou a Google para além dos anúncios na internet. Ele usou o caixa da empresa, que totalizou US$ 58,7 bilhões no último trimestre, para investir em dispositivos conectados, em uma empresa de serviços executivos e em aplicativos para aparelhos móveis. O grupo de fusões e aquisições, liderado por Don Harrison, expandiu-se em pelo menos 50 por cento nos dois últimos anos, disse uma fonte com conhecimento sobre a unidade. Enquanto isso, a Google Ventures se tornou uma grande investidora em startups e um novo grupo chamado Google Capital financia empresas later stage (consolidadas e com perspectiva de abertura de capital em bolsa).

“Eles estão realmente começando a parecer uma máquina de fazer negócios”, disse Maha Ibrahim, sócio da empresa de capital de risco Canaan Partners em Menlo Park, Califórnia, que participou de investimentos com a Google Ventures e a Google Capital. “Como eles têm uma base de interesses tão diversificada, você vê essas aquisições chegando com pouca relação, aparentemente, com o negócio de publicidade”.

Negociações

Incluindo aquisições, investimentos e o ocasional desinvestimento, a empresa com sede em Mountain View, Califórnia, participou de 127 negociações nos últimos três anos, mais que o dobro do número entre janeiro de 2008 e janeiro de 2011, segundo os dados. Embora o valor total dos negócios fechados pela Google tenha subido para US$ 17,6 bilhões, ainda é inferior ao de empresas como General Electric Co., com US$ 19,9 bilhões, e Blackstone Group LP, com US$ 62,3 bilhões, mostram os dados. Isso inclui investimentos que vieram de outras empresas e exclui alguns negócios de risco que continuam não revelados.

A Intel, que também tem uma unidade de operação de capital de risco, liderou o período anterior de três meses com 104 negócios e caiu para terceiro no período mais recente, com 121 transações.

No mês passado, a Google fechou um acordo para comprar a fabricante de termostatos digitais Nest Labs por US$ 3,2 bilhões, movendo-se em direção ao hardware. Para reforçar seus experimentos em robótica, a Google adquiriu a Boston Dynamics em dezembro, somando-a a várias outras aquisições no setor no ano passado, e comprou a DeepMind Technologies Ltd., um desenvolvedora de inteligência artificial com sede em Londres, em janeiro.

Alcance amplo

A onda de investimentos está levantando a preocupação de que a Google tem uma vantagem injusta sobre concorrentes menores porque tem muitos relacionamentos e conhece o funcionamento interno de muitas indústrias, disse Marc Rotenberg, diretor-executivo do Centro de Privacidade e Informação Eletrônica em Washington. A Google controla dois terços do mercado de buscas dos EUA e tem mais de 1 bilhão de usuários em seu serviço de vídeos YouTube.

“Cada vez mais se escuta a pergunta: por que não há uma apuração maior das práticas da Google?”, disse Rotenberg.

A Google precisa encontrar novos mercados depois que o crescimento das vendas desacelerou para 19 por cento no ano passado, contra 37 por cento em 2012. Além da receita somada com as aquisições, os investimentos têm o potencial de fornecer uma compreensão dos mercados emergentes ou das tecnologias promissoras que a Google de outra maneira não veria.

“Eles realmente estão por toda parte”, disse Ethan Kurzweil, sócio da Bessemer Venture Partners em Menlo Park. “Toda estratégia que você possa imaginar que uma empresa empregue, eles estão empregando, de uma forma ou de outra”.

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Anali$e  I Yahoo! muda base fiscal da Suíça para a Irlanda   (07/02/14)

Companhia está mudando sua base fiscal europeia à medida que aumenta a pressão sobre o país dos Alpes para abolir alguns incentivos tributários corporativos

 

Londres/Roma - O Yahoo! está mudando sua principal base fiscal europeia da Suíça para a Irlanda, mostrou uma análise feita pela Reuters de comunicados e contas da companhia, à medida que aumenta a pressão sobre o país dos Alpes para abolir alguns incentivos tributários corporativos.

O grupo de Internet afirmou que a mudança reflete a racionalização de suas operações na Europa e não foi motivada por um desejo de reduzir seus dispêndios tributários, um dos mais altos do setor de tecnologia dos Estados Unidos.

"O Yahoo! paga todos os impostos necessários e está em conformidade com a legislação tributária em todos os países onde opera. Levamos nossas obrigações fiscais a sério", disse Caroline Macleod-Smith, porta-voz do Yahoo!.

No entanto, especialistas tributários disseram que é provável que as mudanças que a Suíça pretende fazer em sua legislação fiscal, após sofrer pressão da União Europeia, tenham tido alguma influência sobre a decisão, e que outras companhias devem seguir o exemplo do Yahoo!.

"Obviamente motivos fiscais fazem parte das razões pelas quais eles estão saindo da Suíça", afirmou Frank Marty, diretor de política fiscal do grupo de lobby Economie Suisse.

Atualmente, a Suíça oferece taxas de impostos para as empresas que divulgam lucros fora do país que correspondem a menos da metade das taxas impostas às empresas que operam localmente.

As regras da UE exigem que os países não façam discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras no que diz respeito à tributação, e a Suíça foi avisada que, se quer desfrutar de acesso irrestrito ao mercado do bloco, precisa encerrar a prática.

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Anali$e  I Conhece o número 1 do Facebook no Brasil?    (01/02/14)

Leonardo Tristão dirige o escritório do Facebook no Brasil e acompanha os 50 milhões de brasileiros que usam o site diariamente, para definir os planos da rede social no país

José Eduardo Costa, da

Leonardo Tristão, do Facebook: "Gosto de tecnologia, mas não sou um aficionado"

São Paulo - O engenheiro Leonardo Tristão, de 42 anos, não aparenta ter feito carreira em empresas de telecom e tecnologia. Não denota a inquietude tão comum a profissionais que trabalham nessas indústrias.

Tem fala mansa, diz que não é um aficionado por tecnologia, embora seja ligado nos assuntos da área, e é avesso às longas jornadas de trabalho, frequentes em ambos os setores. A seguir, Leonardo fala como se deu sua trajetória até assumir a direção do Facebook no Brasil, há dois anos, e dos planos para 2014.

"Concluí a faculdade de engenharia de telecomunicações em Santa Rita do Sapucaí (MG) e fui trabalhar na IBM, mas fiz carreira na Ericsson. Lá, ganhei uma mentalidade mais global.

Morei no exterior de 2000 a 2005. Fui responsável por uma divisão da Ericsson para a América Latina. Morava em San Diego, Estados Unidos. Depois, assumi as operações da empresa no Sudeste Asiático.

Fui trabalhar no Google, e comecei uma área de desenvolvimento de negócios e depois assumi uma diretoria de publicidade. Aprendi o que é ubiquidade — a capacidade de estar em vários ambientes — e a trabalhar onde tudo muda a toda hora.

Vim para o Facebook em 2011. Começamos a montar o escritório do zero. Uma das decisões acertadas logo no início foi estruturar as equipes por indústria: bens de consumo, automobilística. Se o profissional conhece o segmento, consegue vender o valor que o Facebook tem para aquele setor.

Uma das características para trabalhar aqui é a capacidade analítica. Essa habilidade faz com que o profissional consiga construir uma narrativa sobre por que o Facebook é importante para o cliente.

Neste ano queremos aproveitar o efeito da chamada segunda tela, que é a utilização de smartphones ou tablets enquanto se assiste tevê. Os usuários têm esse hábito quando entram no nosso site. Isso abre novas oportunidades de interação. "

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Anali$e  I Criamos uma geração sem foco, diz Daniel Goleman   (30/12/13)

O americano Daniel Goleman afirma que estímulos constantes criaram uma geração sem foco, com dificuldade de desenvolver o raciocínio lógico e criativo. A boa notícia: é possível aprender a se concentrar

Lucas Rossi, de

São Paulo - O americano Daniel Goleman, psicólogo e Ph.D. da Universidade Harvard, tornou-se célebre ao publicar o livro Inteligência Emocional, em 1995, que já vendeu mais de 5 milhões de cópias no mundo — 400 000 só no Brasil. Sua obra mais recente, Foco, lançada quase 20 anos depois, chegará às livrarias em janeiro.

Nela, Goleman defende que — num momento em que a tecnologia e o excesso de informação geram distrações a cada minuto — criou-se uma geração sem foco, com dificuldade­ de desenvolver a capacidade de concentração. Mas, para ele, a atenção é como um músculo que pode ser treinado. E quem consegue chegar lá tem ideias melhores e mais criativas.

É o que fazia Bill Gates quando presidia a Microsoft, nos anos 90. Em períodos que chamava de “think weeks” (numa tradução livre, “semanas para pensar”), ele passava uma quinzena numa casa no campo para pensar sem interrupções.

Jack Welch, o lendário presidente mundial da multinacional americana General Electric, reservava uma hora por dia para simplesmente olhar pela janela. Em entrevista a EXAME, o autor fala mais sobre seu mais recente trabalho.

EXAME - O senhor defende que as pessoas nunca estiveram tão desfocadas. Quais são as consequências?

Daniel Goleman - Estamos sem tempo para refletir. Sem essa pausa não conseguimos digerir o que está acontecendo ao redor. Os circuitos cerebrais usados pela concentração são os mesmos que geram a ansiedade. Quando aumenta o fluxo de distrações, a ansiedade tende a aumentar na mesma proporção.

Precisamos ter um momento, no trabalho e na vida, para parar e pensar. Sem concentração, perdemos o controle de nossos pensamentos. Mas o oposto, quando estamos muito atentos, também é um problema. Nos tornamos vítimas de uma visão restrita e da mente estreita. É preciso dar equilíbrio a isso.

EXAME - Como escapar dessa armadilha?

Daniel Goleman - Dormir bem ajuda na concentração. Mas o melhor exercício é criar um período em que as interrupções sejam proibidas. Isso significa não ter reuniões, receber ligações, ver e-mails ou ter contato com qualquer outra fonte de distração. Isso pode ser feito antes do trabalho ou durante o expediente, em uma sala de reuniões por pelo menos 10 minutos.

Os chefes precisam entender que, para ter bons resultados, suas equipes devem ter tempo para se concentrar. E isso significa dar a oportunidade a elas de ter momentos sem interrupções. 

No Google, por exemplo, os funcionários têm sido incentivados a parar por alguns minutos durante o dia e prestar atenção na própria respiração. Isso faz com que o circuito do cérebro responsável pela concentração seja ativado.

EXAME - Segundo seus estudos, existem três tipos de foco: o interno, o externo e o empático (voltado para o outro). O interno é a habilidade de se concentrar, apesar do que há ao redor. O externo é a capacidade de análise do ambiente. E o empático é a competência de prestar atenção em alguém. Por que é importante classificá-los dessa maneira? 

Daniel Goleman - Para saber quando e como usar cada um na situação certa. O foco interno, por exemplo, é a chave para o profissional se motivar, ter metas, se controlar. Todos os profissionais precisam disso. O foco externo ajuda na leitura dos sistemas de maneira ampla.

É com ele que conhecemos quem são os competidores, como está o mercado, a economia e quais são as mudanças tecnológicas. Sem isso, ninguém consegue ter um bom resultado. A empatia é importante para quem quiser ser um bom líder. Ela é a forma como entendemos e falamos com as pessoas.

Só com ela um profissional saberá como motivar quem está ao redor. Não importa quais são as metas, todo mundo precisa de pessoas para alcançá-las. Ou seja, todas são importantes.

EXAME - Em seu livro, o senhor cita Steve Jobs, fundador da Apple, como alguém com alto poder de foco. Ele praticava meditação, considerada um bom exercício de concentração. Como a prática pode ser útil?

Daniel Goleman - Ao meditar, Jobs entrava no estado de consciência aberta. Experimentos sugerem que estar nesse estado, que é dar atenção a tudo o que está passando na mente, é a fonte dos pensamentos mais criativos.

É ir além de reunir informações e ter uma atenção seletiva, num processo que usamos para resolver um problema particular. É liberar o cérebro para fazer as associações acidentais que levam a novas percepções. Artistas e inventores costumam praticar devaneios produtivos.

EXAME - Como não ceder à tentação de ficar conectado o tempo todo? 

Daniel Goleman - Entendendo que exercitar o foco é importante. Realizar uma tarefa e, só depois, ver as notícias ou responder a um e-mail. A melhor forma de fazer isso é dando recompensas. Você só pode acessar um site que deseja depois de terminar determinada atividade que planejou.

EXAME - No livro, o senhor diz que profissionais que atuam em áreas de que gostam têm mais poder de foco. Por que isso acontece? 

Daniel Goleman - Muita gente procrastina porque os desafios são baixos. O que precisamos fazer é buscar tarefas mais difíceis. Isso aumenta o poder de foco. E costumamos perseguir espontaneamente isso com mais frequência quando gostamos do que fazemos. 

EXAME - Além de Steve Jobs, quais outros profissionais têm alta capacidade de estar focados?

Daniel Goleman - O guru de negócios Jim Collins costuma apontar alguns presidentes capazes de criar empresas que duram. Acho que eles são bons exemplos de pessoas com foco. Conseguem ter um autocontrole exemplar, motivam suas corporações e são hábeis em entender os sistemas das empresas.

Além de serem exímios negociadores. O presidente da multinacional coreana ­Samsung, Oh-Hyun Kwon, tem mostrado ser um executivo bastante focado. Apesar da alta concorrência, conseguiu concentrar a estratégia da empresa em ter um produto altamente competitivo.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, entende muito sobre os usuários de sua rede. O foco externo dele é admirável. Alguns políticos são bons exemplos de pessoas que são focadas nos outros. Eles costumam ter empatia.

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Anali$e  I  Mobly cria loja de móveis de luxo para ganhar mercado    (12/12/13)

São Paulo – Com mais de 10 milhões de dólares em investimentos, a Mobly começa a expandir sua atuação no mercado de móveis online. Criada em 2011, a loja online tem mais de 45 mil produtos disponíveis. Agora, aumenta esse número com mais 7 mil itens em um novo site focado no mercado de luxo, o Keva. “Nosso foco sempre foi prover a maior oferta de produtos de forma que qualquer um encontre o que está procurando”, indica Victor Noda, CEO e co-fundador da empresa.

A decisão de criar uma nova marca surgiu para não afastar os atuais consumidores. A empresa estima que 70% dos clientes são das classes B e C. “Se começasse a criar um sortimento mais de luxo ou design, o cliente teria a percepção que o site é caro e que não é pra ele. Temos muito cuidado com a experiência do cliente”, conta.

Riva, Minuano e Carolina Haveroth são algumas das marcas encontradas no novo site. Independentes, as lojas Keva e Mobly vão se conversar apenas no carrinho de compras. “Para atacar o mercado sem canibalizar onde a gente já está, a estratégia foi criar um canal novo, com experiência diferenciada, muito mais de design. A gente quer deixar bem claro que é do mesmo grupo, para transmitir essa credibilidade. Mas, o objetivo é facilitar, não dificultar, por isso a gente criou o carrinho integrado, em que o cliente consegue comprar nos dois sites ao mesmo tempo”, explica.

Hoje, a Mobly tem um escritório em São Paulo e um Centro de Distribuição de 10 mil metros quadrados em Jundiaí. Rocket Internet, JP Morgan, Kinnevik e Grupo Cisneros já fizeram investimentos na empresa que, no ano passado, faturou mais de 180 milhões de reais.

O crescimento ajudou a bancar novos investimentos para o projeto no mercado de luxo. “O investimento foi em tecnologia, para criar essa plataforma que integra os dois sites, e também em sortimento de produtos. Este investimento veio da própria Mobly, que tem investidores externos. Foi uma questão de alinhar com eles a locação de parte de um investimento novo”, explica.

A empresa trabalha com expectativas de faturar mais de 30 milhões de reais ao ano com o novo site. “A gente nunca espera que seja do tamanho da Mobly, que teve e continua tendo muito investimento e tem um mercado muito grande. A gente vê com potencial grande de representar de 15% a 20% do faturamento do grupo”, diz.

Para a Mobly, os planos incluem ultrapassar as fronteiras nacionais. “A gente tem discutido bastante com investidores, que têm muito interesse em ir ao México, Chile e Colômbia”, conta. 

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Anali$e  I  Apple gastou US$60 mi com advogados contra Samsung    (06/12/13)

Apple e Samsung estão envolvidas em um litígio global sobre propriedade intelectual

Dan Levine, da

San Francisco - A Apple pagou para seu escritório de advocacia aproximadamente 60 milhões de dólares em comissões por conta do litígio contra a Samsung na corte federal da Califórnia, de acordo com documentos legais da Apple divulgados na quinta-feira.

Apple e Samsung estão envolvidas em um litígio global sobre propriedade intelectual. As duas empresas de tecnologia foram a julgamento duas vezes nos últimos dois anos em uma corte federal de San Jose, Califórnia, e júris premiaram a Apple em um total de aproximadamente 930 milhões de dólares.

Em documentos do tribunal, a Apple pediu à juíza Lucy Koh para ordenar à Samsung o pagamento de 15,7 milhões de dólares do total que a Apple gastou com advogados.

A Apple não foi encontrada imediatamente para comentar a informação, e a Samsung disse que não iria se pronunciar.

Em sua petição, a Apple alega ter pagado ao escritório de advocacia Morrison & Foerster aproximadamente 60 milhões de dólares no mês passado, sem contar advogados que cobraram 100 mil dólares pelo caso.

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Anali$e  I  Espionagem pode gerar perda de US$ 35 bi  (30/11/13)

Revelação de escutas ilegais fez empresas de tecnologia dos EUA perderem contratos

Nicole Gaouette BLOOMBERG NEWS

Alex Wong/Getty Images

SÃO FRANCISCO – A irritação internacional com a espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) está afetando as vendas globais das companhias americanas de tecnologia e prejudicando os esforços dos EUA na promoção da liberdade da internet.

As revelações sobre a espionagem no exterior poderão custar às companhias americanas US$ 35 bilhões em faturamento perdido até o final de 2016, por causa das dúvidas sobre a segurança da informação dos seus sistemas, segundo o grupo de pesquisas Information Technology & Innovation Foundation.

“As possíveis consequências são enormes, considerando o quanto a nossa economia depende da economia da informação para crescer”, disse Rebecca MacKinnon, pesquisadora sênior do grupo New America Foundation, de Washington. “É ali que se encontra cada vez mais a vantagem para os EUA”.

Qualquer revés da política americana para manter a internet aberta também poderá infligir indiretamente danos a companhias como Apple e Google, que se beneficiam das redes globais com poucas restrições nacionais. Cerca de 40% da população mundial, ou 2,7 bilhões de pessoas, estão conectadas, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

A Cisco Systems, maior fabricante de equipamentos para redes de computadores, disse este mês que as revelações sobre a NSA estão causando alguma hesitação entre os clientes de mercados emergentes.

Os pedidos da China caíram 18% nos três meses encerrados em 26 de outubro. O país pretende elevar os gastos com TI para US$ 520 bilhões em 2015, para aumentar as velocidades de banda larga urbana e expandir o acesso da internet rural. Em outros países, Robert Lloyd, diretor de desenvolvimento e vendas da Cisco, disse: “Não está havendo um impacto concreto, mas certamente está levando as pessoas a parar e pensar sobre suas decisões”.

As empresas de tecnologia não são as únicas que enfrentam possíveis prejuízos. O mercado de computação em nuvem deverá alcançar US$ 207 bilhões em 2016, de acordo com a Information Technology & Innovation Foundation.

Levantamento da Cloud Security Alliance, concluiu que 10% dos seus membros não americanos cancelaram contratos com provedores de computação em nuvem dos EUA, desde maio. Cerca de 56% deles disseram que provavelmente não usarão um desses provedores.

Internacional

A revelação da espionagem levou alguns governos a repensar “propostas que limitariam o livre fluxo das informações”, disse Richard Salgado, diretor para assuntos legais e de segurança da informação do Google, num depoimento ao Senado americano em 13 de novembro. “Isto poderá ter graves consequências, como a redução da segurança dos dados, aumento dos custos, queda da competitividade e prejuízo para consumidores”.

Posições como as defendidas pela China e Rússia, que tentam impor mais controles nacionais à internet, estão ganhando terreno. Potências econômicas emergentes, como Índia, México e Coreia do Sul, estão considerando a adoção de novas restrições.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que foi monitorada pelos EUA, pediu nova discussão sobre a governança da internet com o apoio da Alemanha, cuja chanceler, Angela Merkel, também foi alvo da NSA. O Brasil estuda a possibilidade de uma lei exigindo que empresas como o Google utilizem centros de dados ou equipamentos desenvolvidos pelo governo.

Uma preferência por provedores que não sejam dos EUA poderá prejudicar empresas como a Juniper Networks Incorporated, com sede em Suunyvale, Califórnia, que respondeu por 10% das receita proveniente das operações com roteadores no Brasil no primeiro semestre do ano, ou a Cisco que detém 65%.

Na Alemanha, a empresa Deutsche Telekom, com sede em Bonn, integra uma aliança de companhias que vem promovendo um sistema para manter os e-mails alemães e as buscas na internet dentro do país.

/ TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA E TEREZINHA MARTINO

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Anali$e  I  Zuckerberg é o executivo mais bem pago dos EUA, diz consultoria GMI Ratings   (23/03/13)

O dono e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, lidera a lista dos diretores norte-americanos mais bem pagos, batendo um novo recorde em 2012 com um pacote de remuneração estimado em US$ 2,278 bilhões, segundo o relatório da empresa especializada GMI Ratings.

O estudo mostrou que o salário de Zuckerberg é de US$ 503 mil e um bônus de US$ 266 mil, que foram ofuscados por um pacote de ações avaliado em US$ 2,27 bilhões.

A empresa analisou 2.259 empresas norte-americanas de capital aberto e mais de 2.250 diretores.

Entre os diretores que se aproximaram dessa cifra em 2012 está o executivo Richard Kinder, do gigante da energia Kinder Morgan, a quem foi pago um salário de US$ 1 milhão mais ações avaliadas em mais de US$ 1,1 bilhão.

Os dois diretores ficaram muito à frente de outros executivos. O terceiro lugar ficou com Mel Karmazin da Sirius XM Radio com 255 milhões, seguido por Gregory Maffei (US$ 254 milhões) da Liberty Media e Tim Cook (US$ 143 milhões) da Apple.

Os outros que completam a lista dos 10 mais bem pagos foram os diretores executivos Edward Stack da Dick's Sporting Goods's (142 milhões), Howard Schultz de Starbucks' (117 milhões de dólares), Marc Benioff da Salesforce's (109 milhões) e Frank Coyne da Verisk Analytics (100 milhões de dólares).

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Anali$e  I  Daily Variety é encerrada após 80 anos de existência   (23/03/13)

A Daily Variety publicou sua última edição impressa na terça-feira (19). Considerada a bíblia do entretenimento de Hollywood, a publicação não suportou a concorrência acirrada e as quedas nas receitas publicitárias.

Apesar do encerramento da edição impressa, a Daily Variety planeja fusão com sua publicação irmã semanal, a Variety, para formar um novo semanário impresso que deve estrear já na próxima semana.

Um novo site foi lançado no último dia 1º de março, eliminando um paywall de quatro anos que não funcionou bem.

Assim como seu rival, The Hollywood Reporter, o veículo não conseguiu suportar as quedas nas receitas. "Estamos entregando um produto impresso contando para vocês histórias que vocês já leram em nosso website. Financeiramente, isso não faz sentido", diz Michelle Sobrino, publisher da Variety, em entrevista ao Los Angeles Times.

A revista semanal Variety foi fundada em 1905 em Nova York como uma publicação impressa focada no circuito de vaudeville. Já a Daily Variety foi lançada em 1933 em Hollywood, com foco no circuito hollywoodiano. JW

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Anali$e  I  Amazon desbanca Apple e lidera ranking de reputação nos EUA    (14/02/13)

A Amazon.com deixa Apple para trás e encabeça o ranking de reputação das empresas, elaborado pela americana Harris Interactive.

A empresa de pesquisas avalia anualmente a exposição das 60 companhias com maior visibilidade nos Estados Unidos. Por centésimos, a Apple, que é administrada por Tim Cook há pouco mais de dois anos, passou para o segundo lugar, perdendo o posto para a gigante do comércio eletrônico.

Segundo os avaliadores, o papel social da empresa e os bons sentimentos atrelados à marca se destacaram como quesitos preponderantes para a reputação. Os americanos consultados também avaliaram se a empresa é boa para trabalhar e se há confiança na marca, além da sua posição competitiva no mercado em que atua.

Destacam-se no topo do ranking empresas ligadas ao varejo. Embora siga na liderança, o setor de varejo acompanha o de tecnologia entre as maiores perdas de reputação. Na outra ponta do ranking, as companhias de serviços financeiro, surradas pela crise, continuam ocupando os últimos lugares pelo segundo ano consecutivo.

A Harris Interactive destaca, no entanto, que o setor financeiro é o que apresentou maior avanço em suas notas, juntamente com as empresas ligadas ao setor automotivo e energético.  Bárbara Ladeia, de

 

Ranking Empresa 2013 2012 2011
1 Amazon.com   82.62  81.92  81.14
2 Apple   82.54  85.62  82.05
3 The Walt Disney Company   82.12   81.28  81.04
4 Google   81.32  82.82  84.05
5 Johnson & Johnson   80.95  80.45  83.13
6 The Coca-Cola Company   80.39  81.99  80.38
7 Whole Foods Market   78.65  80.14  79.57
8 Sony   78.29  79.22  80.44
9 Procter & Gamble Co.   77.98  78.09  80.98
10 Costco   77.95  76.72  78.03
11 Samsung   77.70  78.11 -
12 Kraft Foods   77.46  81.62  81.67
13 USAA   77.39  75.55 -
14 Nike   77.24  75.95  74.11
15 Microsoft   76.46  79.87  80.16

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BlackRock pode adquirir US$ 80 milhões em ações do Twitter   (26/01/13)

A maior empresa mundial de gestão de ativos, a BlackRock, assumiu uma participação de 80 milhões de dólares no Twitter Inc, segundo informou na sexta-feira uma pessoa a par do negócio.

O Twitter Inc, empresa de mídia social criada há seis anos, não vai vender novas ações no mercado, como parte do acordo privado que a valoriza em mais de 9 bilhões de dólares. A BlackRock vai comprar os papéis diretamente dos primeiros empregados do Twitter que buscam liquidar seus ativos em ações e opções.

A nova avaliação do Twitter demonstra um ligeiro aumento desde o final de 2011, quando a empresa realizou uma transação semelhante com o príncipe Alwaleed bin Talal, da Arábia Saudita, a qual fez com que a empresa tivesse uma valorização estimada em 8,4 bilhões de dólares.

O Twitter procurou investidores para uma outra oferta em meados do ano passado, na esteira da fracassada oferta pública inicial do Facebook Inc em maio, mas não concluiu o negócio até recentemente, segundo pessoas com conhecimento dos negócios da empresa.

Nos últimos anos, outras empresas de tecnologia, incluindo Facebook, Groupon Inc e SurveyMonkey, recorreram a transações similares para remover empregados do negócio e adiar uma oferta pública inicial de ações.

Há rumores de que o próprio Twitter faça uma oferta pública de ações dentro de dois anos. Gerry Shih, da Reuters

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Ações da Apple recuam para menor nível em cinco meses  (07/11/12)

As ações da Apple chegaram a cair mais de 4% nesta quarta-feira, para o menor nível em cinco meses, rompendo um suporte técnico e apontando para uma tendência de baixa.

O papel da empresa de tecnologia mais valiosa do mundo já caiu mais de 20% ante o recorde de alta em setembro. Na mínima desta sessão, chegou a ação da Apple chegou a ser negociada a US$ 556. Às 16h58, (horário de Brasília), o papel recuava 3,6%, a US$ 559,29.

Embora no acumulado de 2012 as ações da Apple ainda tenham valorização de 38%, a companhia enfrenta uma competição sem precedentes durante a crucial temporada de vendas de fim de ano, com rivais como Microsoft, Samsung, Google e Amazon.com desafiando sua dominância em smartphones e tablets.

Analistas dizem que a ação da Apple continua uma sólida aposta de longo prazo, mas incertezas persistem no médio prazo depois que o presidente-executivo da companhia, Tim Cook, demitiu o chefe de software móvel Scott Forstall e a empresa não atingiu as expectativas de analistas em seu último resultado trimestral.  Reuters

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Ação do Google se aproxima de máxima histórica   (07/09/12)

Papel foi impulsionado por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia

Nova York - As ações do Google subiram para máximas recordes em vários anos, impulsionadas por uma onda de desempenho acima da média do mercado das empresas de tecnologia e o otimismo sobre a perspectiva para a companhia.

A ação do Google chegou a ser negociada a US$ 712,25 mais cedo, próximo do recorde histórico de US$ 741,79, alcançado em 6 de novembro de 2007. Durante a negociação da tarde, os papéis acumulavam ganho de 9,4% neste ano. Às 16h25 (horário de Brasília), as ações do Google subiam 0,96%, para US$ 706,12.

Analistas atribuíram parte da alta da ação a uma apresentação otimista do diretor de negócios da companhia, Nikesh Arora, nesta semana durante conferência do Citigroup, na qual ele disse que a empresa fez progressos sobre preocupações dos investidores.

De acordo com o analista do Citigroup Mark Mahaney, que viu a apresentação, Arora destacou como o Google poderia ver maiores oportunidades de lucro em seus negócios móveis, onde desfrutou de um aumento nas ativações do sistema operacional Android durante o verão (no Hemisfério Norte). O executivo também disse na apresentação que o crescimento do YouTube tem sido muito forte e isso está exigindo um conteúdo mais desenvolvido profissionalmente, de acordo com Mahaney em nota a clientes.

Os novos smartphones da Samsung e Motorola que usam o sistema operacional móvel Android do Google foram lançados nesta semana e também foram citados entre as razões para a forte alta das ações da empresa. As informações são da Dow Jones.  [Clarissa Mangueira]

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Universal pode abrir mão da britânica Parlophone, 1ª gravadora dos Beatles por EMI    (28/07/12)

A Universal Music estaria disposta a vender a Parlophone Records, uma das mais tradicionais gravadoras britânicas e a primeira a lançar os Beatles, a fim de comprar a EMI Music.

A iniciativa está relacionada ao interesse de a Universal convencer os órgãos antitruste a aceitaram a proposta de aquisição da EMI.

Isso porque, com a operação, a Universal em algumas regiões ficaria com mais de 50% do mercado da música. Vendendo a Parlophone, em toda Europa, ela teria menos de 40% de market share.

Pessoas ouvidas pelo jornal americano The Wall Street Journal disseram que a Universal deve formalizar a proposta de vender a gravadora até segunda-feira, junto aos órgãos reguladores na Europa.

No fim do ano passado, a Universal, em parceria com um consórcio liderado pela Sony, anunciou a compra da EMI por 4,1 bilhões de dólares. A gravadora pagou 1,9 bilhão de dólares pelo negócio.

Em março, reguladores antitruste da União Europeia deram início a uma investigação sobre uma oferta da Universal. Na ocasião, eles alegaram que o acordo poderia reduzir a competição do setor e prejudicar os consumidores.

A EMI é dona da Parlaphone desde a década de 30. Além de ser a primeira gravadora dos Beatles, ela detém o direito da banca Coldplay. Daniela Barbosa

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Como os EUA perderam as vagas de emprego do iPhone  (03/02/12)

Não faz muito tempo, a Apple se gabava de seus produtos serem fabricados nos Estados Unidos. Hoje quase todos os 70 milhões de iPhones, 30 milhões de iPads e 59 milhões de outros produtos que a Apple vendeu no ano passado foram montados em outros países.

Em um jantar na Califórnia em fevereiro do ano passado, o presidente Obama perguntou a Steve Jobs, da Apple, por que esses empregos não poderiam voltar para os EUA. "Esses empregos não vão retornar", Jobs teria respondido.

Não é apenas uma questão de os salários fora dos Estados Unidos serem mais baixos. Os executivos da Apple acreditam que a enorme escala das fábricas no exterior, além da flexibilidade, diligência e habilidade industrial dos operários estrangeiros, já superaram tanto suas contrapartes americanas que "made in the USA" deixou de ser uma opção viável para a maioria dos produtos da Apple.

Um ex-executivo descreveu como a Apple pediu para uma fábrica chinesa modificar a produção do iPhone semanas antes de o aparelho chegar às lojas. A Apple tinha modificado a tela do iPhone no último minuto, exigindo uma revisão geral na linha de montagem. Novas telas começaram a chegar na fábrica à meia-noite.

Desempregados disputam espaço em uma feira de trabalho em Pequim

Um chefe de seção acordou 8.000 operários nos alojamentos da companhia, de acordo com o executivo. Cada operário recebeu uma bolacha e uma xícara de chá e, meia hora depois, iniciou um turno de trabalho de 12 horas, encaixando telas de vidro em molduras chanfradas.

"Não existe fábrica americana capaz de fazer algo semelhante", disse o executivo.

A Apple emprega 43 mil pessoas nos Estados Unidos e 20 mil em outros países. Muito mais pessoas trabalham para as empresas para as quais a Apple terceiriza funções: outras 700 mil pessoas trabalham como engenheiras e na fabricação e montagem de iPads, iPhones e de outros produtos da Apple. Mas quase todas elas trabalham para empresas com sede na Ásia, Europa e outros lugares, em plantas das quais todas as companhias de eletrônicos dependem para fabricar seus produtos.

"A Apple é um exemplo da razão pela qual é tão difícil gerar empregos para a classe média nos EUA hoje", disse Jared Bernstein, que até 2011 era assessor econômico da Casa Branca. "Se ela representa o pico mais alto do capitalismo, precisamos nos preocupar."

Histórias semelhantes poderiam ser contadas sobre outras companhias nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões. A terceirização tornou-se comum em centenas de setores, incluindo a contabilidade, os serviços jurídicos, o setor dos bancos, têxteis e farmacêuticos. Mas, embora a Apple esteja longe de estar isolada nessa tendência, ela oferece uma visão da razão pela qual o sucesso de algumas grandes empresas não vem se traduzindo em número expressivo de empregos no país de origem dessas companhias.

"Antigamente as empresas sentiam a obrigação moral de apoiar os trabalhadores americanos, mesmo quando isso não era a opção financeira mais acertada", comentou Betsey Stevenson, que até setembro passado foi economista do Departamento do Trabalho dos EUA. "Isso deixou de existir. Os lucros e a eficiência falam mais alto que a generosidade."

Executivos da Apple dizem que o sucesso da empresa beneficiou a economia americana, por capacitar empreendedores e gerar empregos. "Não temos a obrigação de resolver os problemas dos EUA", disse um executivo da Apple. "Nossa única obrigação é criar o melhor produto possível."

Trabalhadores manuseiam componentes eletrônicos em fábrica da Foxconn, em Shenzhen, na China

CONSEGUINDO OS EMPREGOS

Alguns anos depois de a Apple ter começado a produzir o Macintosh, em 1983, Steve Jobs afirmou que ele era "uma máquina fabricada na América". Mas, em 2004, quase todas as operações da Apple eram feitas fora do país.

A Ásia era atraente porque sua mão de obra semiqualificada era barata. Mas não foi isso que levou a Apple a apostar na Ásia.

O foco sobre a Ásia "deveu-se a duas coisas", disse um ex-executivo da Apple. As fábricas na Ásia "conseguem aumentar ou diminuir a escala de produção em menos tempo" e "as cadeias de fornecimento asiáticas já superaram o que existe nos Estados Unidos".

Essas vantagens ficaram evidentes em 2007, assim que Jobs, insatisfeito com o fato de as telas de plástico do iPhone ficarem riscadas, exigiu telas de vidro.

Há anos, os fabricantes de celulares vinham evitando usar vidro, pois ele requer grande precisão no corte e na moagem, algo extremamente difícil de conseguir. A Apple já tinha escolhido uma companhia americana, a Corning Inc., para manufaturar vidro reforçado. Mas, para descobrir uma maneira de recortar as chapas de vidro em milhões de telas de iPhones, seria preciso encontrar uma planta de corte de vidro desocupada, centenas de chapas de vidro para usar em experimentos e um exército de engenheiros de nível médio.

Então uma fábrica chinesa se candidatou a fazer o trabalho.

Quando uma equipe da Apple visitou a fábrica chinesa, seus proprietários já estavam construindo uma nova ala, "caso vocês nos deem o contrato", disse o gerente. O governo chinês tinha concordado em subsidiar custos de muitas indústrias, incluindo os dessa fábrica de corte de vidro. Ela tinha um galpão cheio de amostras de vidro disponíveis gratuitamente para a Apple. Os donos disponibilizaram engenheiros a custo quase zero. Eles já tinham construído até dormitórios no local.

A fábrica chinesa ficou com o contrato.

Eric Saragoza entrou na Apple em 1995, mas perdeu o emprego com a migração do trabalho para outros países

VANTAGENS CHINESAS

A oito horas de carro da fábrica de vidro fica um complexo, conhecido como Foxconn City, onde o iPhone é montado. O lugar tem 230 mil empregados, muitos dos quais trabalham seis dias por semana, 12 horas por dia. Mais de um quarto da força de trabalho da Foxconn vive em alojamentos coletivos da empresa, e muitos operários recebem menos de US$ 17 por dia.

Em meados de 2007, segundo o ex-executivo da Apple, depois de os engenheiros da Apple terem aperfeiçoado um método de corte de vidro reforçado para que ele pudesse ser usado na tela do iPhone, os primeiros caminhões carregados com o vidro chegaram à Foxconn City no meio da noite. Foi quando os gerentes acordaram milhares de operários para que montassem os celulares.

Em comunicado à imprensa, a Foxconn Technology contestou o relato do ex-executivo e escreveu que um turno que começasse à meia-noite seria impossível, "porque temos regulamentos rígidos relativos aos horários de trabalho de nossos funcionários". A Foxconn disse que os turnos começam ou às 7h ou às 19h e que os empregados são avisados com pelo menos 12 horas de antecedência sobre quaisquer mudanças na programação. Empregados da Foxconn contestaram essa declaração.

A Foxconn possui dezenas de fábricas na Ásia, no leste da Europa, no México e no Brasil. Ela monta estimados 40% dos eletrônicos para consumidores de todo o mundo e tem clientes como as gigantes Amazon, Dell, Hewlett-Packard, Motorola, Nintendo, Nokia, Samsung e Sony.

Os executivos da Apple tinham estimado que precisariam de cerca de 8.700 engenheiros industriais para o projeto do iPhone. Os analistas da empresa tinham previsto levar até nove meses para encontrar tantos engenheiros nos EUA. Na China, levou 15 dias.

Vários analistas estimam que, se fossem pagos salários americanos, o custo de cada iPhone aumentaria em US$ 65. Mas fabricar o iPhone no país exigiria muito mais que apenas a contratação de americanos: exigiria transformar as economias nacional e global. Os executivos da Apple acreditam que os EUA não possuem as fábricas e os operários que seriam necessários.

Lina Lin é gerente de projeto da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios

EMPREGOS PARA A CLASSE MÉDIA MINGUAM

Eric Saragoza entrou na unidade manufatureira da Apple em Elk Grove, Califórnia, pela primeira vez em 1995, e a fábrica perto de Sacramento empregava mais de 1.500 trabalhadores. Saragoza, que é engenheiro, integrou uma equipe de elite de diagnóstico. Seu salário subiu para US$ 50 mil ao ano.

Alguns anos depois de Saragoza começar no emprego, seus patrões explicaram que o custo de fabricação de um computador de US$ 1.500 em Elk Grove era de US$ 22 por aparelho. Em Cingapura, era de US$ 6. Em Taiwan, US$ 4,85.

Algumas das tarefas realizadas em Elk Grove foram transferidas para o exterior. Depois disso, foi a vez de Saragoza. Um dia em 2002, depois de concluir seu turno, ele foi convocado para uma salinha, demitido e escoltado para fora do prédio da empresa.

Depois de alguns meses, procurando trabalho para sustentar sua família de sete pessoas, Saragoza começou a se desesperar. Então aceitou um emprego para verificar iPhones e iPads devolvidos. Por US$ 10 a hora, sem benefícios, esfregava milhares de telas de vidro. Depois de dois meses ele se demitiu. O salário era tão baixo que valia mais procurar outros empregos.

Uma noite, enquanto Saragoza enviava currículos on-line, do outro lado do mundo uma mulher chegava ao escritório. A funcionária, Lina Lin, é gerente de projeto em Shenzhen, China, da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios, como os estojos que protegem as telas de vidro do iPad.

Lin ganha um pouco menos do que a Apple pagava a Saragoza. Todos os meses ela e seu marido colocam um quarto de seus salários no banco. "Empregos não faltam em Shenzhen", disse Lin.

Segundo economistas, uma economia em dificuldade pode ser transformada por fatos inesperados. Por exemplo, a última vez em que analistas arrancaram seus cabelos por causa do desemprego nos EUA foi nos anos 1980, e a internet mal existia. O que ainda não se sabe é se os EUA serão capazes de aproveitar as inovações do futuro para gerar milhões de empregos.

CHARLES DUHIGG KEITH BRADSHER

DO "NEW YORK TIMES"

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Serviços na nuvem arrumam trabalho extra para quem tem tempo livre  (26/11/11)

QUENTIN HARDY
DO "NEW YORK TIMES"

O que têm em comum os seguintes itens: servidores, limusines, camas vazias e donas de casa?

A nuvem os mantém ocupados.

E todos nós somos os próximos.

A virtualização dos servidores, um elemento central no desenvolvimento da computação em nuvem, tornou possível que um servidor médio, em uso normalmente durante 20% do tempo, esteja em uso durante 80% do tempo ou mais. Um software monitora cargas de trabalho, percebe quando uma máquina está desocupada e lhe atribui tarefa que a mantenha ocupada sem desviá-la de sua função original.

Agora, graças à capacidade da nuvem para conectar muita gente e muita informação por meio de ampla gama de aparelhos, uso semelhante de recursos antes subempregados está acontecendo em outras porções da economia. Uma empresa chamada Uber conecta limusines ociosas a pessoas que repentinamente descobrem precisar de um carro --depois de um jantar regado a álcool, por exemplo, ou ao final de uma noite estendida de trabalho. O Airbnb faz dos quartos desocupados que pessoas têm em suas casas uma alternativa mais barata a hotéis, ocasionalmente com resultados desagradáveis.

É possível encarar essa tendência como função da nuvem em si, já que anunciar, identificar e ocupar vagas de improviso requer acesso de múltiplos locais a um banco de dados comum. Sempre foi possível, em teoria, alugar um quarto vago ou encontrar um passageiro para um carro no intervalo entre dois serviços agendados, mas agora fazê-lo custa pouco e existe um sistema comum.

Maynard Webb (dir.), chairman e executivo-chefe da LiveOps, observa monitores na sede da empresa

Outro exemplo dessa tendência é a LiveOps, uma central de atendimento telefônico que usa computação em nuvem. Empresas como Pizza Hut, NationsHealth e Kodak tipicamente pagam a agentes da LiveOps US$ 0,25 por minuto para que receba pedidos, ofereça assistência a clientes e venda produtos. A LiveOps terceiriza essas funções para 20 mil pessoas conectadas de suas casas aos seus servidores em nuvem. Elas se inscrevem semanalmente para o número de sessões de meia hora que desejarem, ocupando tempo que antes ficaria ocioso.

"Os computadores em nuvem identificam a pessoa certa entre nossos agentes de serviço e encaminham a chamada à sua casa", diz Marty Beard, executivo-chefe da LiveOps. "São em geral estudantes, pais, veteranos de guerra em busca de emprego --pessoas com algum tempo disponível." Além dos telefonemas, ele está preparando sua companhia para responder a posts de usuários do Facebook e Twitter sobre empresas que tenham contratado a LiveOps.

Os agentes em geral trabalham 25 ou 30 horas por semana, diz Bear, e faturam ao vender produtos ou comissões pela venda de seguros. "Um agente realmente bom consegue ganhar US$ 40 mil ou US$ 50 mil ao ano", diz. "O mais provável é que ganhe cerca de metade disso."

Na prática, essas pessoas estão ocupando seu tempo ocioso, como as limusines do Uber ou um servidor em um sistema, graças à computação em nuvem.

Essa forma de urgência mecânica de utilizar tudo, criando preços mais baixos (e, para muitos, salários idem) provavelmente se expandirá a diversas outras áreas. Boa parte de nosso trabalho talvez venha a se assemelhar ao modelo da Uber ou da LiveOps, à medida que agendas e documentos compartilhados, acompanhados por aparelhos com recursos de localização, tornem o trabalho possível em mais horários e locais.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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As coisas que todo mundo é muito educado para escrever sobre Steve Jobs  (16/08/11)

Nos dias após a morte de Steve Jobs, como é o costume, os seus amigos e colegas compartilharam suas melhores lembranças do co-fundador da Apple. Ele foi aclamado como “gênio” e “o maior CEO da geração”, por especialistas e jornalistas de tecnologia. Mas a reputação de um grande homem deve ser capaz de resistir à verdade completa. E, verdade seja dita, Jobs conseguia ser terrível com as pessoas, e o seu impacto no mundo não foi uniformemente positivo.

Nós já mencionamos muitas das coisas boas que Jobs fez durante a sua carreira. Suas conquistas foram amplas e impossíveis de resumir com facilidade. Mas pode-se enxergar o escopo do seu sucesso dessa forma: causar mudanças na sua indústria é o sonho de qualquer empreendedor, e Jobs transformou para sempre meia dúzia de indústrias diferentes, de computação pessoal a telefonia, passando por música, animação, videogames e pela indústria editorial. Ele era um sábio, um grande motivador, um juiz decisivo, um influenciador com visão de longo prazo, um excelente mestre de cerimônias e um estrategista brilhante.

Mas eis o que ele não era: perfeito. De fato, Steve fez coisas profundamente perturbadoras na Apple. Coisas rudes, desdenhosas, hostis, rancorosas: os empregados da Apple — aqueles que não estavam presos por contratos de confidencialidade — tinham uma história diferente para contar durante todos esses anos sobre Jobs e todo o medo, manipulação de bullying que o acompanhavam pela empresa. Jobs também contribuiu para problemas de nível global. O sucesso da Apple foi literalmente construído nas costas de trabalhadores chineses, incluindo crianças, todos eles aguentando turnos longos e a sombra de punições brutais por erros. E apesar de todo o papo sobre incentivar a expressão individual, Jobs impôs regras paranoicas que centralizaram o controle sobre quem poderia dizer o que em seus aparelhos e em sua empresa.

É particularmente importante sublinhar os defeitos de Jobs neste momento. O seu sucessor, Tim Cook, tem a oportunidade de mapear um novo caminho para a empresa, de estabelecer o seu estilo próprio de liderança. E, graças ao sucesso da Apple, os estudantes do estilo Steve Jobs de liderança nunca foram tão numerosos no Vale do Silício. Ele foi idolatrado e emulado muitas vezes enquanto vivo; em sua morte, Jobs se tornará um ícone ainda maior.

Depois de celebrar as conquistas dele, nós deveríamos falar livremente sobre o lado negro de Jobs e da empresa que ele ajudou a fundar. Este é o seu catálogo de piores momentos:

Censura e autoritarismo

A internet permitiu a pessoas do mundo todo se expressarem de maneira mais fácil e livre. Com a App Store, a Apple reverteu este processo. O iPhone e o iPad constituem a mais popular plataforma de computação portátil dos EUA, os mais importantes palcos de mídia e software. Mas você precisa da aprovação da Apple para colocar qualquer coisa nos aparelhos. E este é um poder que a empresa usa agressivamente.

Em nome de proteger as crianças dos malefícios do erotismo, e os adultos deles mesmos, Jobs baniu aplicativos de arte gay, guias de viagens gays, cartoons políticos, imagens sensuais, panfletos de candidatos políticos, caricaturas políticas, páginas duplas de revistas de moda e sistemas inventados pela concorrência, além de outras coisas consideradas moralmente questionáveis.

Os aparelhos da Apple nos conectaram a um mundo de informação, mas eles não permitem uma expressão completa de ideias. De fato, as pessoas que deveriam ser servidas pela Apple — “os desajeitados, os rebeldes, os encrenqueiros”, como disse o famoso comercial — foram particularmente excluídos pelas políticas de Jobs. O fato da empresa mais admirada dos Estados Unidos ter seguido um caminho tão contrário aos ideais de liberdade do país é profundamente preocupante.

Mas Jobs também nunca pareceu muito confortável com a ideia de empregados com todos os seus direitos e uma imprensa completamente livre. Dentro da Apple, há uma cultura de medo e controle ao redor das comunicações; a “Equipe Mundial de Lealdade” da Apple é especializada em caçar quem vaza informações, confiscando celulares e fazendo buscas em computadores alheios.

A Apple usa táticas coercivas também com a imprensa. A sua primeira reação a artigos que ela não gosta é geralmente de manipulação e importúnio. Depois, quem sabe ela solte estrategicamente um artigo contraditório.

Mas a Apple não se contenta com isso. Ela tem uma equipe jurídica que não se importa em aniquilar alvos pequenos. Em 2005, por exemplo, a empresa processou o blogueiro Nick Ciarelli, de 19 anos, por dar antes da hora a notícia — correta — da existência do Mac Mini. O caso não foi encerrado até que Ciarelli concordou em fechar o seu blog ThinkSecret para sempre. E nem vou explicar de novo toda a história com o Gizmodo americano e o protótipo do iPhone 4, que chegou ao ponto da Apple conseguir fazer com que a polícia invadisse a casa de um editor.

Há cerca de um mês tivemos talvez a mais assustadora amostra das tendências fascistas da Apple, quando dois agentes privados de segurança, trabalhando para a Maçã, revistaram a casa de um homem em San Francisco, à procura de um outro protótipo perdido de iPhone. Eles ameaçaram causar problemas com a imigração, e o homem disse que os agentes de segurança estavam acompanhados por policiais à paisana e não se identificaram como civis, dando a impressão de serem oficiais de polícia.

Fábricas exploradoras, trabalho infantil e direitos humanos

As fábricas da Apple na China regularmente empregam jovens adolescentes e pessoas abaixo da idade mínima de trabalho legal, que é de 16 anos. Elas submetem os empregados a muitas horas de trabalho e tentam acobertar tudo. Isso segundo um relatório da própria Apple, em 2010. Em 2011, a Apple relatou que o problema de trabalho infantil piorou.

Em 2010, o jornal Daily Mail conseguiu infiltrar um repórter dentro de uma fábrica chinesa que monta produtos para a Apple. Veja um trecho traduzido da reportagem:

Com o complexo funcionando em capacidade máxima de produção, 24 horas por dia, sete dias por semana, para atingir a demanda global pelos telefones e computadores da Apple, um dia típico começa com o hino chinês sendo tocado pelos alto-falantes, com as palavras ‘Levantem-se, levantem-se, levantem-se, milhões de corações com uma só mente’.

Como parte deste controle Orwelliano, o sistema de comunicados públicos grita anúncios o tempo inteiro, sobre quantos produtos foram feitos, sobre uma nova quadra de basquete construída para os empregados, sobre como os empregados devem ‘valorizar a eficiência a cada minuto, a cada segundo’.

Com outros slogans corporativos pintados nas paredes das oficinas — incluindo apelos como ‘alcance metas até que o sol não mais se levante’ e ‘reunamos toda a elite e a Foxconn será cada vez mais forte’ –, os empregados trabalham até 15 horas diárias.

Ao final de corredores estreitos, que lembram uma prisão, eles dormem em quartos lotados, em beliches triplas para economizar espaço. Os colchões são simples tapetes de bambu.

Apesar das temperaturas no verão chegarem a 35 graus, com 90% de humidade, não há ar condicionado. Alguns trabalhadores dizem que há dormitórios que abrigam mais de 40 pessoas e são infestados com formigas e baratas, e que é difícil dormir por causa do barulho e do fedor.

Uma empresa pode ser julgada pela forma como trata os seus mais humildes empregados. Serve como exemplo para o resto da empresa, ou, no caso da Apple, para o resto do mundo.

Em pessoa e em casa

Antes mesmo de ser afastado da empresa pela primeira vez, Jobs já tinha fama de agir como um tirano. Ele frequentemente diminuía pessoas, esbravejava contra elas e pressionava até que chegassem ao seu ponto de ebulição. Na busca pela excelência, ele deixava de lado a educação e a empatia. Seus abusos verbais nunca pararam. Ainda no mês passado a Fortune reportou uma “humilhação pública” de meia hora a que Jobs submeteu uma equipe da Apple:

“Alguém poderia me dizer o que o MobileMe deveria ser capaz de fazer?” Depois de receber uma resposta satisfatória, ele continuou: “Então por que caralhos ele não faz isso?”

“Vocês mancharam a reputação da Apple”, ele falou. “Vocês deveriam odiar uns aos outros por terem se decepcionado”.

Jobs demitiu o chefe da equipe ali mesmo.

Em seu livro The Second Coming of Steve Jobs, sobre a época de Jobs na NeXT e o seu subsequente retorno à Apple, Alan Deutschman descreveu o tratamento duro que Jobs dava aos seus subordinados:

Ele os elogiava e inspirava, às vezes de maneira muito criativa, mas também apelava para intimidação, provocação, repreensão e depreciação… Quando ele encarnava o Steve do Mal, não parecia se importar com os danos severos que causava a egos e emoções… súbita e inesperadamente, olhava para alguma coisa no qual eles estavam trabalhando e dizia que estava uma “merda”.

Jobs também tinha suas limitações pessoais. Não há registros públicos dele jamais ter feito doações para instituições de caridade, apesar do fato de ter ficado rico com o IPO da Apple em 1980 e ter acumulado um patrimônio líquido estimado em mais de 7 bilhões de dólares ao final da sua vida. Depois de encerrar os programas de filantropia da Apple em 1997, quando voltou à empresa, ele nunca mais os reinstaurou, apesar da empresa ter voltado a nadar em lucros.

É possível que Jobs tenha feito doações anônimas, ou que ele fará uma doação póstuma, mas o fato é que ele jamais abraçou ou encorajou a filantropia de forma parecida com, por exemplo, Bill Gates, que já arrecadou US$ 60 bilhões para caridade e se juntou a Warren Buffet para incentivar outros bilionários a doarem ainda mais.

 

“Ele claramente não tinha tempo”, foi o que disse o diretor da breve fundação de caridade de Jobs ao New York Times. E parece ser isso mesmo. Jobs não levava uma vida equilibrada. Ele era profissionalmente incansável. Trabalhava por longos períodos e permaneceu CEO da empresa até seis semanas antes da sua morte. Isso resultou em produtos incríveis, apreciados pelo mundo todo. Mas não significa que a sua rotina workaholic seja algo a se imitar.

Houve um tempo em que Jobs lutou contra a ideia de se tornar um homem de família. Ele teve uma filha chamada Lisa fora do casamento, aos 23 anos, e, segundo a Fortune, passou dois anos negando paternidade, chegando a declarar oficialmente que “não poderia ser o pai de Lisa, por ser ‘estéril e infértil’, não tendo, desta forma, capacidade física de procriar”. Jobs finalmente assumiu a paternidade, conheceu e casou com a sua atual viúva, Laurene Powell, e teve mais três filhos. Lisa estudou em Harvard e é hoje uma escritora.

Steve Jobs criou muitos objetos lindos. Ele tornou aparelhos digitais mais elegantes e fáceis de usar. Ele fez a Apple Inc. ganhar muito dinheiro depois que as pessoas já a consideravam morta. Ele sem dúvida servirá como modelo para muitas gerações de empreendedores e líderes de negócios. Se isso é uma coisa boa ou ruim, depende de quão honestamente a sua vida é avaliada. Por Ryan Tate  [Fotos via AP e Getty Images]

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“Compramos a Motorola para proteger o Android”, diz Larry Page, cofundador e CEO do Google  (16/08/11)

Em um negócio de quase R$ 20 bilhões (US$ 12,5 bilhões), o Google anunciou a compra da Motorola Mobility, divisão da empresa que fabrica celulares, smartphones e tablets, na manhã desta segunda-feira. Com a aquisição, o Google, que sempre foi uma empresa de software, agora passa a ser também um dos grandes fabricantes de hardware para celulares do mundo.

A decisão de comprar a empresa, segundo Page, é uma estratégia para proteger o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google e licenciado por 39 fabricantes de smartphones em todo o mundo. “Compramos a Motorola para proteger o Android”, disse Larry Page, cofundador e hoje CEO do Google, em conferência por telefone, à imprensa internacional.

A frase de Page faz referência à guerra de patentes entre o Google e empresas como a Apple e Microsoft. No início de agosto, David Drummond, diretor jurídico do Google, acusou publicamente as duas empresas de comprarem as patentes da Novell e da Nortel em conjunto para prejudicar o Android. O consórcio formado pelas empresas em conjunto com a EMC, Research in Motion (RIM) e Sony Ericsson comprou um conjunto de 6 mil patentes por US$ 4,5 bilhões.

Com a compra da Motorola Mobility, o Google incorporará 17 mil patentes a seu portfólio atual que ainda é pequeno, já que a empresa tem 13 anos. “Precisamos construir um portfólio de patentes e continuaremos a fazer isso”, disse Drummond hoje, durante a conferência por telefone.

No comunicado oficial do Google, Page também ressaltou a importância da aquisição da Motorola Mobility na guerra de patentes: “A aquisição da Motorola aumentará nossa competitividade já que amplia o portfólio de patentes do Google, o que ajudará a proteger o Android de ameaças anti-competitivas de empresas como Apple, Microsoft e outras”.

Sem regalias

Apesar de se tornar parte do Google, os executivos pretendem manter a Motorola como uma divisão à parte que continuará a licenciar o Android, da mesma forma que outras fabricantes, como HTC e Samsung. “O Android é aberto e continuará sendo aberto”, disse Page, em conferência por telefone, à imprensa internacional. Apesar disso, pela proximidade como a equipe de desenvolvimento, é provável que a Motorola saia na frente com produtos que usam novas versões do Android.

Atualmente, o Android está presente em aparelhos vendidos em 123 países do mundo. Segundo Page, mais de 150 milhões de aparelhos com Android já foram ativados em todo mundo, sendo que cerca de 550 mil são ativados por dia. De acordo com a consultoria Gartner, as vendas de smartphones com Android aumentaram quatro vezes em um ano: as vendas no segundo trimestre de 2011 chegaram a 46,7 milhões de aparelhos contra 10,6 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, o Google se mantém na liderança do mercado de smartphones, com uma fatia de 43,4%.

Em desvantagem em relação aos concorrentes, a Motorola aparece em oitavo lugar no ranking de maiores fabricantes de celulares, divulgado pelo Gartner. No segundo trimestre de 2011, a empresa vendeu 10,2 milhões de aparelhos em todo o mundo.

Desde a chegada do Android ao mercado, a Motorola já lançou 21 smartphones com o sistema nos EUA e foi a primeira a lançar um tablet com o Android 3.0 ou Honeycomb, versão do sistema especialmente desenvolvida para esta categoria de aparelhos. “O total comprometimento da Motorola com o Android criou uma afinidade natural entre as duas empresas”, disse Page.

Aquisição lembra parceria entre Nokia e Microsoft

Outra parceria entre um fabricante de aparelhos móveis e uma empresa desenvolvedora de software para smartphones aconteceu no início de 2011, quando a Nokia anunciou uma parceria estratégia com a Microsoft. Na ocasião, a empresa adotou o Windows Phone como plataforma principal para seus futuros smartphones, em detrimento do Symbian. Apesar de a parceria envolver investimentos das duas empresas, no entanto, não há planos de aquisições envolvidos.

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Co-fundador brasileiro do Facebook, Eduardo Saverin, vende US$ 500 mi em ações da rede social (21/03/11)

São Paulo – O co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin, teria vendido um lote de ações do Facebook por até 500 milhões de dólares, informa o site Business Insider. A reportagem não confirmou as informações, porém afirma que recebeu a notícia de fontes confiáveis.

Facebook - Sede

O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociadas apenas no mercado de balcão

O investidor já é 10ª homem mais rico do Brasil, segundo levantamento realizado recentemente pela revista Forbes. A fortuna de Saverin se deve a uma participação de 5% na rede social.

Graças a um aporte feito pelo Goldman Sachs em janeiro, o Facebook passou a ter um valor de mercado de 50 bilhões de dólares, o que elevou a participação de Saverin para 2,5 bilhões de dólares.

Outros cinco co-fundadores da rede social também se tornaram bilionários. Mark Zuckerberg teria um patrimônio líquido estimado de 13,5 bilhões de dólares. Os outros são Dustin Moskovitz, Sean Parker e o russo Yuri Milner.

O Facebook ainda é uma empresa de capital fechado e as suas ações são negociada apenas no mercado de balcão. Ou seja, os papéis da rede são comprados e vendidos fora de uma bolsa de valores comum.

Saverin investiu recentemente US$ 3 milhões na startup Jumio.

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 Eric Schmidt não será mais o CEO do Google (20/01/11)

O Google anunciou hoje, nos Estados Unidos, que seu principal executivo, Eric Schmidt, deixará suas funções no início de abril.

Schmidt conheceu os fundadores da companhia, Larry Page e Sergey Brin, quando eles ainda eram estudantes e tornou-se membro do conselho de administração da companhia no início de 2001.

No mesmo ano, foi convidado pela dupla fundadora a tornar-se o principal executivo da empresa e liderar o processo de expansão da companhia em todo o mundo, além de abrir o capital da empresa.

De acordo com post assinado hoje pelo próprio Schmidt, após 10 anos de trabalhos ao lado de Page e Brin, o trio concluiu que uma mudança na direção da companhia poderá ajudar o Google a simplificar seus processos e tornar-se mais competitivo.

“Page, Brin e eu estamos conversando há um longo tempo sobre a melhor forma de tomar decisões e conduzir os negócios. Formamos um triunvirato de grande sucesso, mas nos últimos tempos o mercado tornou-se um pouco mais complicado”, diz.

De acordo com o post, o próprio Lary Page assumirá as funções de CEO e conduzirá as decisões da empresa a partir do dia 4 de abril. Eric não deixará a empresa, mas atuará como chairman, uma espécie de conselheiro da companhia. Na prática, o executivo deve afastar-se do trabalho cotidiano da empresa e perder poder, ainda que mantenha grande influência sobre os rumos da empresa.

A mudança tornará mais ativa não só a participação de Page, mas também de Brin. O breve post de Eric indica que enquanto Page conduzirá as decisões financeiras do Google, Brin terá foco principal em acompanhar o trabalho dos desenvolvedores e acelerar o ritmo de inovação do gigante da web.

Google sob pressão - Apesar da larga vantagem que mantém no segmento de buscas na web  - nos Estados Unidos a participação de mercado do Google em buscas é de 68%, de acordo com o NetApplications- a companhia enfrenta desafios crescentes em outros setores, como aplicações móveis e redes sociais.

No mercado americano, o Android divide a segunda colocação em sistemas operacionais móveis, ao lado do iOS, do iPhone. A liderança está com o BlackBerry, da canadense RIM.

A maior dificuldade, no entanto, está na perda de audiência na web, que acontece sobretudo em função da expansão do Facebook. A audiência da rede social criada por Mark Zuckerberg vem roubando crescente participação publicitária das buscas do Google.

Os obstáculos, porém, não impediram o Google de revelar números altamente positivos. Na tarde de hoje, a companhia revelou seus resultados financeiros correspondentes ao último trimestre de 2010.

Apesar do cenário de recessão nos Estados Unidos, a companhia reportou faturamento de US$ 8,4 billhões e lucros de US$ 2,54 bilhões. Os valores estão levemente acima da expectativa dos analistas. Felipe Zmoginski

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Usuários querem e-mail-maketing com conteúdo, diz pesquisa (14/01/11)

Internet móvel

São Paulo - Os resultados de uma pesquisa online sobre e-mail marketing entre os brasileiros conduzida pela Inova Tecnologias mostram que 76% dos usuários preferem receber novidades e ofertas das empresas através de e-mail marketing, mas também que a maioria dos usuários esperam que essas mensagens venham com conteúdo editorial relevante.

Segundo Alexis Panagides, CEO da Inova Tecnologias, "há uma nova geração de consumidores que espera que as empresas produzam e divulguem conteúdo em suas áreas de expertise e o e-mail marketing é o canal ideal para esse tipo de divulgação para clientes e parceiros".

Os resultados da pesquisa demonstram que as empresas devem tomar alguns cuidados na produção das mensagens, pois os usuários entendem que além conter conteúdo relevante as peças de e-mail marketing precisam ser diagramadas com profissionalismo, conter informações sobre a empresa e um link legível para remover o e-mail daquela lista, que precisa ser respeitado.

Também é ressaltada a importância de que o conteúdo e as informações institucionais possam ser visualizados sem as imagens, pois a maioria dos softwares inibe a exibição de imagens externas e o usuário vai optar por exibir ou não conforme seu interesse no conteúdo visível da mensagem: o texto.

"Os novos consumidores esperam que as empresas também se tornem núcleos de produção de conhecimento em tempos de web 2.0 e que participem ativamente das redes sociais, não apenas de forma passiva. Os usuários esperam que as empresas contribuam com informações ou reflexões pertinentes" afirma Panagides.  

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WPP se torna maior grupo de marketing do mundo (06/01/11)

Martin Sorrell, chefe-executivo do grupo WPP

São Paulo - Um levantamento feito pela Marketing Services Financial Intelligence concluiu que o britânico WPP, que está sob tutela do chefe-executivo Martin Sorrell, ultrapassou a Omnicom e se tornou o maior grupo de marketing do mundo, com faturamento de US$ 12 bilhões em 2009.

O Brand Republic credita o fato à incorporação da TNS em outubro de 2008, que levou o WPP a um incremento de 13% nas receitas, que até então eram de US$ 10 bilhões. O norte-americano Omnicom, por sua vez, sofreu queda de 12% entre 2008 (US$ 13,4 bilhões) e 2009, quando fechou com US$ 11,7 bilhões.

O ranking traz Publicis Groupe em terceiro, após alta de 4% que elevou suas receitas a US$ 6,4 bilhões. Mas a alavancada só foi possível graças à queda do Interpublic, que perdeu 13% do faturamento e fechou 2009 com US$ 6 bilhões. Depois vêm a japonesa Dentsu, os franceses do Grupo Havas e os britânicos da Aegis.

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Firefox assume liderança de browsers na Europa (04/01/11)

HELSINQUE - O browser Firefox superou o Internet Explorer na liderança do mercado europeu de programas de navegação pela Internet.

É a primeira vez em que o aplicativo da Microsoft perdeu o topo do setor em um grande mercado, afirma uma empresa de pesquisa.

Em dezembro, o browser de código aberto da Mozila ficou com 38,1 por cento do mercado europeu, enquanto a fatia do IE recuou a 37,5 por cento. O Chrome viu sua participação crescer de 5,1 para 14,6 por cento na comparação anual.

"Isso parece estar acontecendo porque o Chrome está roubando mercado do IE enquanto o Firefox está mantendo sua fatia", disse Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter, em comunicado.

"Estamos provavelmente vendo o impacto do acordo entre as autoridades da Comissão Europeia e a Microsoft, que passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha de browsers a partir de março do ano passado", disse Cullen.

Em dezembro de 2009, autoridades da União Europeia aceitaram oferta da Microsoft para dar aos usuários melhor acesso a browser rivais do IE, encerrando uma longa batalha em torno de legislação de proteção da concorrência.

Desde o início de março, a Microsoft passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha entre 12 browsers em mais de 100 milhões de PCs novos e velhos que operam com o sistema operacional Windows.

Globalmente, a participação do IE caiu para 46,9 por cento em dezembro, enquanto o Firefox ficou com 30,8 por cento e o Google com 14,9 por cento, afirma a StatCounter. Reuters

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Cofundador do Twitter Evan Willians deixa cargo para número dois da empresa (04/10/10)

Dick Costolo, até então diretor de operações do Twitter, agora é o novo executivo-chefe da rede de microblogs. Costolo substitui Evan Williams, fundador do serviço, que vai "ficar completamente focado na estratégia do produto". O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira no blog oficial do Twitter. Segundo Williams, "no último ano, Costolo foi um líder ao planejar e executar nossos esforços de gerar receita, e ao mesmo tempo fez os trens saírem na hora do escritório", comentou. O executivo foi contratado no ano passado para o cargo de COO (diretor de operações) e assume a partir desta segunda-feira a posição de CEO. O Twitter também divulgou alguns números da operação: são 300 funcionários (contra 20 dois anos atrás), o total de mensagens trocadas via microblog pulou de 1,25 milhão por dia para 90 milhões e, no período, o site cresceu de 3 milhões de usuários registrados para mais de 160 milhões. "Estou orgulhoso de onde o Twitter chegou nos últimos dois anos. E não poderia estar mais entusiasmado sobre onde nosso incrível time vai nos levar adiante", escreveu Williams.

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